Imigrantes - Brasil

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REPRESSÃO NO BRASIL AOS IMIGRANTES DO EIXO DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL  Melissa Pinheiro Almeida

REPRESSÃO NO BRASIL AOS IMIGRANTES DO EIXO DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL Melissa Pinheiro Almeida

Antes mesmo que o Brasil saísse da neutralidade, o receio aos estrangeiros do Eixo impulsionaram investigações, produzindo vários elementos para a legitimação de decretos e práticas repressivas. Portanto, ao entrar diretamente na Segunda Guerra em 1942, o governo varguista reafirmou a estes sujeitos sua condição de indesejáveis. Neste mesmo ano, nos meses de agosto e setembro, decretos passaram a possibilitar que contratos de trabalho com os imigrantes alemães, italianos e japoneses fossem rescindidos, através de uma autorização do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. Este Decreto-lei foi o de nº 4.638. Mas a não autorização da dispensa tinha seus argumentos, como a existência de cônjuge e filhos brasileiros, ofícios que não são de risco para a segurança nacional, falta de motivos, não bastando a nacionalidade do trabalhador e o não registro destas pessoas na Polícia política (GERALDO, 2008).
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Atrasado no contexto mundial, Brasil estuda agora como atrair imigrantes

Atrasado no contexto mundial, Brasil estuda agora como atrair imigrantes

Existe um paradoxo que o Governo não discute, nem os estrangeiros que trabalham no país nem os consultores especializados: apesar de necessitar de imigrantes, o Brasil é um país extremamente fechado para eles. Os estrangeiros representam somente 0,3% dos cerca de 200 milhões de habitantes do país, um número historicamente insignificante. A média mundial está em 3%.

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Portugal Democrático e o núcleo de imigrantes políticos portugueses, no Brasil

Portugal Democrático e o núcleo de imigrantes políticos portugueses, no Brasil

A década de 50 do século XX registra o maior fluxo dos auto-denominados “imigrantes políticos” que irão compor a resistência anti-salazarista no Brasil, na cidade de São Paulo. Aqui chegados, os exilados darão conta da presença portuguesa no Brasil. Depois de se sentirem no centro dos acontecimentos em Portugal, em uma conjuntura de repressão maiúscula à liberdade de expres- são do pensamento, o exílio foi, para as gerações de 1950 a 1970, a ruptura com uma realidade e o desenraizamento do universo de referências que dera sentido à resistência ao regime vigente em Portugal. O Centro Republicano Português, fundado em 18 de abril de 1908, localizado na altura à Rua Conselheiro Furtado, 191, em São Paulo, era o espaço aberto aos debates do movimento de resistência à ditadura salazarista, muito freqüentado, de acordo o jornal Semana Portuguesa, por intelectuais brasileiros e principalmente portugueses como: Casaes Monteiro, Jorge de Sena, Barradas de Carvalho, Victor Ramos, Rui Luis Gomes, os artistas Fernando Lemos, Fernando Silva, Sidónio Muralha, os escritores João Maria Sarmento Pimentel, Maria Archer; os jornalis- tas Paulo de Castro, João Apolinário, Armindo Blanco, João Alves da Neves e Urbano Rodrigues, os engenheiros João dos Santos Baleizão, Carlos Cruz e Rica Gonçalves. Um dos frutos das dis- cussões será a criação do periódico Portugal Democratico pela ala mais atuante da representação diaspórica. Esta comunicação tem a intenção de recuperar a intensa contribuição do núcleo de intelectuais portugueses exilados no Brasil, nos anos 50 do século passado, por meio do percurso de uma das suas mais atuantes intelectuais: a autora Maria Archer.
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O Brasil pelo olhar dos imigrantes

O Brasil pelo olhar dos imigrantes

internacional. Com os olhos do mundo voltados para cá, é natural que mais pessoas adotem o país como nova morada, mantendo viva a tradição de um lugar atrativo aos imigrantes. Mas apesar dos atrativos, a burocracia e a ausência de serviços integrados para atender os cidadãos estrangeiros são considerados os principais desa os a quem escolhe o Brasil como destino. Essas são algumas conclusões do projeto “Imigrantes do século 21”, iniciativa da Diretoria de Análise de Políticas Públicas (FGV/DAPP) que tem como

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Escolas étnicas no Brasil e a formação do estado nacional: a nacionalização compulsória das escolas dos imigrantes (1937-1945)

Escolas étnicas no Brasil e a formação do estado nacional: a nacionalização compulsória das escolas dos imigrantes (1937-1945)

O texto Escolas étnicas no Brasil e a formação do estado nacional: A nacionalização compulsória das escolas dos imigrantes (1937-1945), trata do processo de nacionalização do ensino no Brasil, com ênfase na nacionalização compulsória sob o paradigma da uniformização cultural, entre 1937-1945, em momento histórico de forte acento nacionalista, salientando as consequências desse processo para a cidadania dos imigrantes. A análise foi realizada na perspectiva da história cultural, entendendo-se etnia como um dos elementos constituintes do processo histórico. Como resultado de pesquisa é possível afirmar que a escola, chamada a ter um papel central na configuração de uma identidade nacional, tomou-se um fator de incentivo à exclusão de processos identitários étnicos, construindo uma representação das etnias que melhor correspondesse à edificação do projeto nacional.
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Gênero, resistência e identidade: imigrantes judeus no Brasil.

Gênero, resistência e identidade: imigrantes judeus no Brasil.

Nas décadas posteriores a 1940, houve seguidas imigrações de judeus para o Brasil, provenientes de vários países europeus, da África e do Oriente. Velhos e novos problemas surgiram, mas a base estrutural da comunidade judaica estava implantada. A recepção aos novos imigrantes foi seguindo aproximadamente os mesmos mecanismos institucionais: apoio para se fixar na cidade, trabalho, acolhimento das crianças etc. Mais uma vez, novos gru- pos foram se formando dentro da comunidade, de modo semelhante ao pas- sado, grupos de “fala” em comum (do mesmo país de origem), de rito reli- gioso semelhante, e até de mesma classe social. Criaram-se novos clubes sociais e de socialização dos jovens. Aumentou o número de casamentos en- tre judeus de diferentes origens e entre judeus e não judeus. O tamanho da comunidade não parece ter diminuído, sobretudo quando se observa o cres- cente número de sinagogas abertas na cidade de São Paulo.
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Autosseleção de imigrantes de retorno : evidências para o Brasil de 2000 a 2010

Autosseleção de imigrantes de retorno : evidências para o Brasil de 2000 a 2010

Este estudo tem como objetivo analisar a autosseleção de imigração de retorno no Brasil de 2000 a 2010. A análise é baseada na metodologia utilizada por Borjas e Bratsberg (1996) e explora um conjunto de microdados do Censo de 2010. Estimando salários relativos e analisando o impacto dos custos de migração para o caso brasileiro, descobriu-se que o fluxo migratório de retorno é positivamente selecionado, ou seja, composto, em geral, por indivíduos que possuem habilidades acima da média brasileira. Apresentam-se evidências que os imigrantes de retorno têm, em média, salários maiores que do que os indivíduos não- migrantes. Quanto à seleção da amostra inicial de migração refuta-se hipótese de autosseleção negativa de Borjas, em que os menos hábeis são mais propensos a migrar de países com altos retornos para habilidades para países com baixos retornos para habilidades. Estas descobertas têm implicações importantes para os estudos sobre o impacto de imigrantes de retorno no mercado de trabalho brasileiro.
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Imprensa de/para imigrantes: (os casos dos jornais Sabiá e Correio do Brasil)

Imprensa de/para imigrantes: (os casos dos jornais Sabiá e Correio do Brasil)

vista, editorial…, enfim géneros híbridos, mas que acabam por se impor, uns mais que outros, e que, juntamente com a linguagem, o estilo e a estrutura textual, ajudam assim a caracterizar o jornal e respectivo público alvo. Quer um quer outro são uma mais valia na integração dos imigrantes, mas enquanto o Sabiá se dirige só aos brasileiros residentes em Portugal, o Cor- reio do Brasil tem em vista todos os imigrantes brasileiros estejam onde esti- verem. As estruturas que o apoiam são mais sólidas.

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Chegada de imigrantes ajuda o Brasil, aponta estudo

Chegada de imigrantes ajuda o Brasil, aponta estudo

engenharia e a tecnologia pode ser beneficiada pela atração de profissionais qualificados para o País. É o que diz pesquisa divulgada no Seminário Imigração como Vetor de Desenvolvimento do Brasil e realizada em parceria pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgada na terça- feira (1°), em Brasília.

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Diáspora e regresso: os imigrantes luso-angolanos no Brasil

Diáspora e regresso: os imigrantes luso-angolanos no Brasil

Quando do lado de lá estavam os meus amigos. Terrível né? Terrível...Quando terminou isso já era 71, eu já não tinha vontade e nem chances de voltar a ser músico e tal. Então...acabei entrando para o banco, já como civil, Angola estava bem e eu resolvi deixar a música, os meus colegas tinham continuado até 70, dois deles já estavam aqui no Brasil e o conjunto desfez-se né? Foi de 60 a 70 e eu que sai da tropa em 71, entrei para o Banco de Angola que iniciou, aí deu-se o boom da informática, eu me inscrevi em concursos...Passei, entrei, virei analista de sistemas. 71. Tive um concurso excelente, o banco de Angola me subsidiou me formei em Análise, e aí começou o 25 de Abril em Portugal, tava eu no banco de Angola, a descolonização, a guerra civil, a vinda dos movimentos de libertação para a capital, a independência. A independência foi uma coisa incrível! Tava Luanda com o MPLA e o resto de Angola todo ocupado, o Sul pela África de Sul e o Norte pela FNLA e o Congo, por Mobutu o presidente do Congo – Zaire, Zaire né? Estava tudo ocupado, todo o norte de Angola até Luanda, até o rio Bengo, que é o rio que abastece Luanda de água, e ao sul vinha a África do Sul com a UNITA, até o rio Cuanza, que é um dos maiores rios do mundo, o maior caudal, ao sul, 70 quilômetros de Luanda e aqui são sete quilômetros. Foram três independências. No Norte pela FNLA, Em Luanda pelo MPLA, em Nova Lisboa, é Huambo hoje, se une com a África do Sul, África do Sul ainda racista daquela época. Então, nessa época eu estava em Luanda, eu e a minha família. Meus pais estavam no sul em Moçâmedes, ficaram do lado da UNITA, e o resto da minha família estava todo em Luanda, a minha irmã estava de férias em Lisboa com o marido e já não voltou. Não conseguiu voltar mais, o marido era português, ficou com medo e tal, e eu fiquei. Eu era o diretor de informática já, do banco emissor. Houve uma ponte
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A contribuição dos imigrantes em áreas de desconcentração demográfica do Brasil contemporâneo

A contribuição dos imigrantes em áreas de desconcentração demográfica do Brasil contemporâneo

Esse trabalho analisa a inserção ocupacional de migrantes e não-migrantes em áreas que fazem parte da rede urbana brasileira, utilizando-se de evidências empíricas retiradas de Censos Demográficos. O debate sobre a urbanização recente do país, a problemática dos desequilíbrios regionais e a dinâmica de redistribuição da população no espaço é focalizado juntamente com a discussão sobre a desconcentração econômica e demográfica do Brasil contemporâneo. Como contribuição ao debate, estuda-se a qualificação dos trabalhadores ocupados em 1991, a fim de comprovar duas hipóteses: a) a de que os migrantes, de um modo geral, atuam positivamente em segmentos do mercado de trabalho de microrregiões importantes que participam do recente processo de desconcentração espacial; b) a de que os migrantes procedentes de São Paulo e Rio de Janeiro são significativamente mais experientes para o trabalho urbano e mais instruídos que os demais trabalhadores migrantes, representando um vetor de dinamização dos mercados de trabalho locais da rede de cidades.
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Apoio Governamental à Integração de Imigrantes e Refugiados Portugal como modelo para aplicação no Brasil

Apoio Governamental à Integração de Imigrantes e Refugiados Portugal como modelo para aplicação no Brasil

que pode participar ativamente nesta comunidade? Sente que pode fazer parte de um partido político ou movimento social? Ou mesmo, participar, ir na sua reunião de junta de freguesia e ver o que está sendo feito no seu bairro? Dúvido. Então, pra mim integração tem muitas outras partes. Nas universidades, com esse advento nosso de muitas pessoas vindo do Brasil, a dificuldade que as pessoas tem de se relacionar dentro da universidade, de sentirem que fazem parte das universidades, o preconceito por parte dos professores, da nossa própria língua, de questionar que não falamos português, de questionar e achar que não trazemos conhecimentos porque viemos de universidades brasileiras, como podemos ter bons índices de integração? Essas outras questões é que do meu ponto de vista temos que pensar: somos um país integrador ou não? Em termos legislativos? Somos, temos boas leis. A aplicação delas é que é uma catástrofe, mas isso é uma outra questão. Não é tanto o legislativo, é mais o executivo.
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Cad. CRH  vol.30 número79

Cad. CRH vol.30 número79

problematização de como não contemplam ou subesti- mam uma grande parcela de imigrantes indocumentados, provenientes de países periféricos, que são invisibilizados, ver Villen, 2015. Se considerada a média de 10,8% da po- pulação estrangeira nos países centrais, percebe-se que a porcentagem estimada oficialmente da população estran- geira no Brasil (2013), de aproximadamente 0,5%, é muito inferior (UN, 2013). Nos últimos cinco anos, os fluxos de entrada de haitianos foram os mais importantes. Segundo algumas estimativas, que consideram também os indocu- mentados, em 2015 havia 50.000 haitianos residindo no Brasil, com ingressos que começaram a ganhar volume a partir de 2011 (ver Baeninger et al., 2016). No entanto, há fluxos de entrada de muitas outras nacionalidades, prin- cipalmente de proveniência de países periféricos, nota- damente aqueles fronteiriços com o Brasil, mas também de outros continentes (africano e asiático). Além disso, segundo o CONARE (2016), havia, no Brasil, um estoque de oito mil refugiados no ano de 2015. As principais nacio- nalidades são: sírios, angolanos, colombianos, congoleses e palestinos. Já o estoque de solicitantes de refúgio – que ainda aguardam o processo formal de reconhecimento do estatuto de refugiado – é muito maior (com mais 20.000 solicitantes nesse mesmo ano), sendo principalmente composto por haitianos, senegaleses, sírios, bengaleses, angolanos, congoleses, ganeses, libaneses e venezuelanos.
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TRABALHO ESCRAVO, TRÁFICO DE PESSOAS E NOVAS FORMAS DE EXPLORAÇÃO DA PESSOA HUMANA NO DEBATE ENTRE ESTADO E MUNDIALIZAÇÃO

TRABALHO ESCRAVO, TRÁFICO DE PESSOAS E NOVAS FORMAS DE EXPLORAÇÃO DA PESSOA HUMANA NO DEBATE ENTRE ESTADO E MUNDIALIZAÇÃO

Em que pese exista ​hoje importantes programas assistenciais aos imigrantes e refugiados, além das cartilhas que foram mencionadas. Este grupo ainda assim, encontra-se em situação degradante e vulnerável. E para efetivar seus direitos trabalhistas é necessária uma ação conjunta envolvendo os três Poderes da União. Neste sentido, o Ministério do Trabalho e Emprego, o Ministério da Justiça, e a Defensoria Pública da União, devem fiscalizar e prevenir ilegalidades, levando os casos mais graves ao Poder Judiciário. (PASCHOAL, 2012, p.157). Só assim o Brasil poderá demonstrar que é, verdadeiramente, um Estado Democrático de Direito e que tem a pessoa humana como seu começo, seu meio e seu fim.
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Edição Completa - Dossiê "Deslocamentos populacionais, migrações de crise e refugiados"

Edição Completa - Dossiê "Deslocamentos populacionais, migrações de crise e refugiados"

de regularizar a situação de vários imigrantes de países da região, mas ainda está longe de ser um acordo que permita efetivamente um trânsito. Trânsito este que se estivesse em uma situação ideal, permitiria, não apenas as pessoas, mas, também, as pessoas com seus títulos acadêmicos, suas qualificações profissionais, trabalharem em um ou outro país, sem a necessidade de validação de diplomas ou certificados. Então, ainda temos muito o que caminhar para conseguir chegar ao ponto de ter um real livre trânsito de pessoas no âmbito do MERCOSUL. No plano internacional, o Brasil tem se mostrado muito aberto à questão do acolhimento de refugiados, principalmente de sírios, mas é claro que devemos lembrar que nós não estamos em uma fronteira com o país em conflito. Então, os sírios têm que fazer todo o trajeto desde o local de residência ou refúgio até o Brasil, e o fazem por conta própria, o que cria uma limitação em relação ao número de pessoas que conseguem chegar ao país, um pouco distinto do que acontece na Europa ou em países próximos às zonas de conflito. O que nós assistimos hoje no discursos de alguns setores, ao tratarem da legislação brasileira, é tentar modificar artigos da nova Lei de Migração (Lei 13.455 de 2017) incluindo alterações que buscam resgatar pontos da antiga Lei, o Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815 de 1980), que tinha como inspiração a preocupação com a Segurança Nacional e não os direitos dos imigrantes. Propostas de projetos no Senado Federal buscam desvirtuar o espírito da nova lei da migração, incluindo nela a possibilidade de perseguição ao estrangeiro, sua prisão e expulsão, por uma mera solicitação de um juiz. Nós já vimos em outros casos da história recente da política brasileira um juiz de primeira instância assumir poderes quase ditatoriais, tomando a si todas as questões relativas à condenação e julgamento de pessoas sem ter em conta os direitos constitucionais dos acusados. Fica a pergunta o que poderia acontecer com um estrangeiro?
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A "foto roubada” - mídias, visibilidade e cidadania  da imigração haitiana no Brasil

A "foto roubada” - mídias, visibilidade e cidadania da imigração haitiana no Brasil

Tensionados pela exigência de um tipo de visibilidade pública atribuída pelas lógicas midiáticas, os migrantes e suas redes vêm ampliando, através de apropriações e usos da internet, as possibilidades e os lugares de intervenção na cena pública nas esferas locais e para além delas, favorecendo processos de mobilização cidadã também no âmbito de novas esferas públicas transnacionais. São espaços nos quais, como destaca Navarro García (2014), os grupos migrantes e não migrantes podem se reencontrar, compartilhar interesses e valores comuns, assim como propor mobilizações e ações coletivas, conforme foi possível observar no caso da “foto roubada”, em que imigrantes haitianos e a Organização de Haitianos de São Paulo intervieram ativamente no debate travado tanto em espaços das mídias como fora dela.
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Intolerância linguística e imigração

Intolerância linguística e imigração

Hoje a realidade dos imigrantes e, principalmente, de seus descendentes parece ser outra. Muitos imigrantes e seus descendentes podem ser considerados totalmente integrados à sociedade brasileira. Será que os intolerantes venceram? Pensamos que não. Afinal, ainda encontramos grupos inteiros falando em seu idioma nas ruas de São Paulo (por exemplo, a comunidade boliviana no Brás, os coreanos na Liberdade, etc.). Mesmo que alguns digam que o imigrante finalmente se assimilou, pensamos que, na verdade, ocorreu uma mistura, uma solidariedade no linguajar que encontramos hoje na língua portuguesa do Brasil, seja com a adoção de palavras trazidas de fora, seja com o uso de vocábulos próprios de línguas estrangeiras (como os da culinária japonesa e árabe, por exemplo). Se a cultura dos imigrantes já não existe de forma “pura” (talvez nunca tenha existido, assim como a cultura brasileira), principalmente nas grandes cidades brasileiras, também não podemos nos furtar de dizer que a cultura brasileira foi influenciada e tomou emprestadas certas manifestações culturais e lingüísticas trazidas pelos imigrantes. Na verdade, tudo isso é uma primeira percepção que temos. São necessários outros estudos para confirmar se há ou não intolerância e preconceito lingüísticos em relação, principalmente, aos bolivianos, aos coreanos e aos chineses nos dias atuais.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS FACULDADE DE GEOGRAFIA E CARTOGRAFIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA CURSO DE MESTRADO EM GEOGRAFIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS FACULDADE DE GEOGRAFIA E CARTOGRAFIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA CURSO DE MESTRADO EM GEOGRAFIA

A mais baixa TFT observada entre as mulheres de média exposição ao turismo deve-se, em primeiro lugar, ao fato da amostra das mulheres de 15 a 49 anos desse estrato ser muito pequena, apenas 5,8% (47 mulheres) do total de 821 mulheres entrevistadas, com apenas cinco filhos nascidos vivos nos 12 meses anteriores à data da pesquisa. Vale esclarecer que nascimento nos últimos 12 meses é um dado essencial para os cálculos da TFT e que este, é um evento raro, sobretudo em populações pequenas e, principalmente para as mulheres mais velhas (Tabela 27). Em segundo lugar, o fato de que 62,2% do total das mulheres de média exposição ao turismo entrevistadas serem imigrantes, que como visto anteriormente, tem fecundidade mais baixa que as nativas, e mais importante ainda é o fato de que 50% das entrevistadas de média exposição ao turismo terem de 8 a 11 anos de estudo e 5,5% com 12 anos ou mais de estudo 68 . Nesse contexto, definitivamente o aumento dos anos de estudo, além de ser considerado um elemento estratégico de mudança da realidade social, assegura tons próprios ao comportamento reprodutivo feminino. No Brasil, por exemplo, no ano 2000, mulheres com 11 anos ou mais de estudo já possuíam uma fecundidade estimada abaixo de 1,5 filhos por mulher (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, 2003b). Por outro lado, as mulheres de média exposição ao turismo, ao usufruírem da infra- estrutura implantada para este fim, estão possivelmente, melhor situadas nas camadas sociais do município e, portanto, com maiores possibilidades de acesso à regulação dos nascimentos quando comparadas com as mulheres dos estratos de baixa exposição ao turismo.
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