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INTERAÇÕES DISCURSIVAS E A  ELABORAÇÃO DO CONCEITO DE FOTOTROPISMO

INTERAÇÕES DISCURSIVAS E A ELABORAÇÃO DO CONCEITO DE FOTOTROPISMO

O presente artigo tem como principal objetivo analisar as interações discursivas ocorridas durante uma atividade com alunos do ensino médio de uma escola particular do Município de Apucarana, Paraná, no que tange à elaboração do conhecimento sobre fototropismo. Foi realizado um experimento com feijões no qual os alunos observaram a curvatura do vegetal em direção à luz e a influência deste fator no estímulo e concentração do fito hormônio. A partir dos resultados dos experimentos, a professora perguntou sobre o fenômeno e, a partir das respostas dos alunos, novas perguntas foram formuladas, estabelecendo as interações discursivas analisadas. Desse modo, este artigo demostra que as interações discursivas entre a professora e os seus alunos ocorreram sem uma abordagem comunicativa de autoridade por parte da professora, o que propiciou que os alunos atribuíssem os seus significados já construídos ao fenômeno estudado em um processo de negociação ajudado pela professora. Neste processo de negociação, os alunos elaboraram o conhecimento sobre fototropismo compartilhando os novos significados.
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INTERAÇÕES DISCURSIVAS EM PEQUENO GRUPO DURANTE UMA ATIVIDADE INVESTIGATIVA SOBRE DETERMINAÇÃO DA ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE.

INTERAÇÕES DISCURSIVAS EM PEQUENO GRUPO DURANTE UMA ATIVIDADE INVESTIGATIVA SOBRE DETERMINAÇÃO DA ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE.

É interessante notar que, ainda que Milena e Felipe tenham sido os inte- grantes do grupo com menor participação na discussão (apenas 8 turnos de fala para cada um), eles levantaram, nesse ponto, questões essenciais à resolução final do problema, como a pergunta de alto nível cognitivo que Milena colocou no turno 262, sobre como fazer um ruído inicial a fim de ser possível medir o tempo de queda da bolinha com o uso do Audacity. Assim, ainda que não tenham participado ativamente das discussões, parecem estar interagindo nelas mesmo de forma silenciosa, pois acompanharam o desenvolvimento da resolução do problema pelos outros integrantes do grupo a tal ponto que foram capazes de fazer intervenções em pontos cruciais para a solução da questão, mas que não foram reconhecidas como tais pelos inte- grantes mais participativos nas interações discursivas.
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INTERAÇÕES DISCURSIVAS EM AULAS DE QUÍMICA AO REDOR DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS: UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA.

INTERAÇÕES DISCURSIVAS EM AULAS DE QUÍMICA AO REDOR DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS: UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA.

RESUMO: Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa realizada com dois professores de química do ensino médio. Com base na observação e no registro das aulas, analisamos as interações verbais entre professores e alunos em torno da definição das atividades experimentais, utilizando, para isso, uma perspectiva oriunda da sociologia da educação desenvolvida por Basil Bernstein, o que nos permitiu contrastar as situações de ensino originadas em contextos escolares socialmente diferentes. Os resultados obtidos nos indicaram quais práticas pedagógicas se mostraram mais favoráveis à intervenção dos alunos e à produção por estes das tarefas solicitadas. Percebemos que os alunos submetidos à prática cuja professora exerce maior controle sobre a comunicação tiveram menos oportunidade de intervir nas atividades e uma instrução sobre a tarefa mais pobre que aqueles que possuíam maior liberdade nas interações com o professor. Palavras-chave: Interações discursivas. Prática pedagógica. Atividades experimentais.
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O processo de construção de práticas argumentativas nas aulas de Ciências em uma abordagem investigativa: interações discursivas nos anos iniciais do ensino fundamental

O processo de construção de práticas argumentativas nas aulas de Ciências em uma abordagem investigativa: interações discursivas nos anos iniciais do ensino fundamental

Zanon e Freitas (2007) discutem algumas ações que favorecem a aprendizagem nas aulas de ciências, enfatizando a importância da dimensão investigativa e das interações discursivas. A partir dos estudos de Mortimer e Scott (2002), os autores examinaram as ações das crianças em diversos anos escolares, ao realizarem atividades sobre a flutuabilidade dos objetos na água. As autoras enfatizam a relevância das crianças apresentarem seus pontos de vista e confrontarem resultados para a construção de conhecimentos científicos, principalmente no início do processo de escolarização. Os resultados da pesquisa indicam a importância da argumentação para a construção do conhecimento científico e da atuação do professor no sentido de implementar uma relação dialógica na sala de aula e do estabelecimento da relação com o cotidiano para que a criança veja significado em suas ações. Maskiewicz e Winters (2012) acompanharam uma professora experiente do 5º ano durante dois anos consecutivos durante módulos de 15 horas em uma escola primária na Califórnia, nos EUA, e buscaram compreender como as interações professor-aluno e aluno- aluno ocorreram durante as aulas de ciências relacionadas à mudança de estado da água. Em sala de aula, várias ações da professora demonstraram que ela criou espaços para as crianças discutirem suas ideias e reformularem suas proposições, orientando a discussão a partir das ideias dos alunos. Os dados demonstraram diferenças entre os dois anos de investigação. Os resultados indicaram que os alunos tiveram um importante papel na construção da investigação em sala de aula. Nesse caso, o papel do professor é o de respeitar as ideias dos alunos, negociando normas coletivamente. Os autores argumentam que colocar o foco apenas no professor pode resultar em se ignorar a complexa dinâmica da sala de aula. A participação dos estudantes influenciou a construção de práticas investigativas, orientando os tópicos discutidos e os conceitos trabalhados na sala de aula. O professor assumiu um papel reflexivo diante das questões propostas pelos estudantes, pois as ideias dos alunos tornaram-se o terreno para discussões e investigações. Nesse sentido, ele distancia-se de uma perspectiva de detentor do saber e que controla todo o processo educativo.
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Ciranda de palavras, auroras de sentido: interações discursivas em sala de aula e construção da concepção da criança sobre a linguagem escrita

Ciranda de palavras, auroras de sentido: interações discursivas em sala de aula e construção da concepção da criança sobre a linguagem escrita

No terceiro capítulo, em continuidade às reflexões teóricas, decidi explorar o arcabouço teórico de outros autores que também possuíram importante influência neste estudo, por suas investigações no que se refere à representação da linguagem escrita pela criança, bem como aos processos de aquisição do sistema de escrita: Bernardin (1995, 2003), Chauveau (1997), Downing & Fijalkow (1991), Delacours- Lins (2003), Ferreiro (2009; 2000; 1985) e Ferreiro & Teberosky (1999). Isso porque entendo que esta pesquisa se contextualiza no universo dos modos de aprender a ler e escrever, ainda que o objetivo central repouse nas concepções das crianças. Já a relação entre esses processos e as interações discursivas em sala de aula será teorizada, especialmente, com suporte nos trabalhos de Colaço (2001; 2004), Colaço et. al. (2010; 2007), Fontana (2011), Nogueira (2011), Smolka (2011) e Webb (1984). Essas autoras ofereceram perspectivas sobre o papel das interações sociais para a aprendizagem em sala de aula ou distintos modelos de análises das interações verbais e fundamentaram minha escolha metodológica por determinada abordagem analítica.
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Interações discursivas e o uso de imagens em uma sequência multimodal de ensino sobre a água nos anos iniciais do ensino fundamental

Interações discursivas e o uso de imagens em uma sequência multimodal de ensino sobre a água nos anos iniciais do ensino fundamental

de correspondência na escrita e na representação. O que tornou esta correspondência ainda mais evidente foi a forma escolhida pela aluna de organização de sua produção. Suzana optou em numerar os parágrafos e o fez também em seu desenho, separando-os por um risco. A partir de suas explicações sobre o seu desenho, Suzana procurou representar no primeiro quadro um lago com peixes e uma cachoeira cheia de pedras significando o aquecimento das águas pelos raios solares. Após o aquecimento a aluna explicou em seu segundo quadro, que depois que eles já vão evaporando, aí eles vão transpirando, aí eles vão transpirando...o s animais, as árvores... Esta explicação da aluna evidencia sua compreensão do processo de transpiração, tanto nas plantas, quantos nos animais. No terceiro quadro a aluna utilizou a representação circular de setas para explicar a relação da circulação das águas com os animais e as plantas. No quarto e último quadro a aluna representou a chuva, a formação de poças e a infiltração na terra. É importante ressaltar que no momento de discussão desta representação, durante a apresentação do infográfico, Suzana teve uma intensa participação nas interações discursivas com a professora, chegando a afirmar que não havia entendido esta última parte sobre a infiltração e o lençol freático. Em sua explicação sobre o desenho que produziu, Suzana disse à pesquisadora:
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REDES SOCIAIS COMO ESPAÇO DE INTERAÇÕES DISCURSIVAS SOBRE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA

REDES SOCIAIS COMO ESPAÇO DE INTERAÇÕES DISCURSIVAS SOBRE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Esta investigação versa sobre a análise das interações discursivas produzidas dentro de uma rede social, a Rede Goiana Interdisciplinar de Pesquisa em Educação Especial/Inclusiva (RPEI). Defendemos que quando o professor reflete no espaço de suas concepções e de suas práticas, tomando consciência delas e tendo um aporte teórico, pode haver mudanças na prática docente de cunho crítico-reflexiva. Desta forma, adotamos uma rede social como espaço de formação de professores de ciências para a educação inclusiva. Sob o pressuposto do materialismo histórico dialético, esta investigação tem elementos de uma pesquisa participante e foi desenvolvida durante os encontros da RPEI ocorridos num período de oito meses durante os anos de 2007 e 2008. Nossos resultados discorrem sobre categorias a posteriori que emergiram das vozes dos sujeitos e nos permitem concluir que a RPEI se apresenta como estratégia possível para a formação inicial e continuada de professores com vistas à educação inclusiva.
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Em busca de balizadores para a análise de interações discursivas em sala de aula com base em Bakhtin

Em busca de balizadores para a análise de interações discursivas em sala de aula com base em Bakhtin

Com a construção teórica esboçada, entendemos que, com base em Bakhtin e outros autores coadjuvantes, tenhamos indicado possíveis balizadores para análise de interações discursivas em sala de aula, contribuindo para a compreensão de aspectos da construção do conhecimento nesse espaço. Podemos perseguir naquela análise um pequeno repertório de fórmulas correntes que caracterizem a argumentação do discurso em sala de aula, considerando o papel fundamental do professor nos modos como encaminha a orientação social do gênero de discurso chamado aula. O modo como ele transforma a palavra de autoridade em palavra persuasiva; como hibridiza o discurso; as perguntas que elabora procurando encaminhar o querer-dizer dos alunos em relação ao foco do tema estudado; o modo como propõe e interpõe o discurso narrado; e os encaminhamentos para a realização, pelos alunos, de atividade metalingüística. Parece-nos relevante considerar a legitimação e o trabalho com a palavra dos alunos, valorizando sua produção criativa, a interdiscursividade, mesmo que não vinculada diretamente ao conteúdo focalizado. Dito de outra maneira, parece-nos fundamental observar que universos de referência são mobilizados pelos alunos para dialogar com os temas estudados e que recursos expressivos encontram para manifestar seus julgamentos de valor, suas compreensões. Esses enunciados devem expressar as suas possibilidades discursivas de ler o mundo naquele momento.
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ANÁLISE DE UMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA SOBRE FERMENTAÇÃO: INTERAÇÕES DISCURSIVAS E A ELABORAÇÃO DO CONHECIMENTO

ANÁLISE DE UMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA SOBRE FERMENTAÇÃO: INTERAÇÕES DISCURSIVAS E A ELABORAÇÃO DO CONHECIMENTO

Nesse contexto, percebemos que alguns elementos potenciais podem favorecer os professores na construção do conhecimento de seus alunos, como: planejar e agir com intencionalidade nas ações didáticas, favorecendo o protagonismo do aluno; uti- lizar de situação-problema ou perguntas sobre o assunto estudado que possua exem- plos concretos e próximos à realidade dos alunos; explorar os conhecimentos prévios; aproveitar as respostas dos alunos para formular novas perguntas a eles, a fim de esti- mular o processo mental (ativação do pensamento), criando ZDPs; proporcionar tempo de espera para que os alunos possam pensar, fazer as relações com seus significados, raciocinar e melhorar a qualidade do discurso e contextualizar os conceitos, quando o conteúdo não apresentar significância e funcionalidade para os alunos. Também perce- bemos que há alguns elementos limitantes que trazem dificuldades aos professores na elaboração do conhecimento dos alunos, tais como: agir como um transmissor de con- teúdo; falta de organização, planejamento e criatividade; inexistência de reflexão sobre sua ação; não fornecer o tempo de espera aos alunos após formulação das perguntas e ausência de interações discursivas nas aulas (ensino unidirecional).
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As interações discursivas no ensino de física: a promoção da discussão pelo professor e a alfabetização científica dos alunos.

As interações discursivas no ensino de física: a promoção da discussão pelo professor e a alfabetização científica dos alunos.

Observamos ainda, diante dos dados, que momentos de introdução requerem a reto- mada de dados e dos conhecimentos dos alunos acerca do assunto, isto nos foi mostrado no primeiro episódio. Momentos de criação de problema repercutem em elaboração e teste de hipóteses por parte dos alunos, exatamente na tentativa de resolver o problema proposto, como nos mostrou o segundo episódio. Observando o caminho destes dois episódios em relação à proposta da aula, parece haver um caminho mais amplo do discurso e de possibilida- des de indicadores da alfabetização diferentes no decorrer da aula. Tendo em vista que os dois episódios situam-se em uma mesma aula, dois momentos distintos do ponto de vista discursi- vo parecem estar contidos dentro da proposta da aula. Uma retomada conceitual demandou aspectos discursivos diferentes da criação de um problema, da discussão ou de uma sistema- tização. Estes são elementos relacionados ao Ciclo Argumentativo operantes no desenvolvi- mento da aula, ou seja, um caminho de acordo com as intenções amplas do professor pode demandar a utilização de determinados indicadores das interações discursivas. Devemos levar em conta, entretanto, a estrutura da sequência didática para este caso em particular. Parece-nos válido, contudo, dar continuidade a esse olhar em projetos futuros.
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Um estudo exploratório da construção de saberes docentes provenientes de interações discursivas no estágio curricular

Um estudo exploratório da construção de saberes docentes provenientes de interações discursivas no estágio curricular

Esse trabalho consiste em explorar as interações discursivas vivenciadas pelos licenciandos no estágio supervisionado, em termos da construção dos saberes docentes desses futuros professores de Matemática. Para sua concretização, foi realizada uma pesquisa empírica numa escola urbana da rede de ensino público de Belo Horizonte. Foram considerados três momentos de interação discursiva envolvendo: as estagiárias e a professora de duas turmas das séries finais do Ensino Fundamental; as estagiárias e os alunos dessas turmas e por fim, as estagiárias e a pesquisadora. A partir de uma abordagem qualitativa, caracterizada pela observação participante nos moldes da pesquisa etnográfica, foram utilizados os seguintes instrumentos de coleta de dados: (a) registro em áudio e vídeo de observações em sala; (b) registro em áudio de entrevistas com os estagiários participantes; (c) diário de campo através de registro escrito. Os resultados de pesquisa apontam que o estágio supervisionado, pensado como um processo de familiarização com o ambiente de trabalho - a sala de aula -, proporciona aos estagiários fazerem reflexões profundas sobre estratégias didático- metodológicas para o ensino e aprendizagem da disciplina, bem como mobilizar e produzir saberes fundamentais para seu desenvolvimento profissional como futuros professores, que não são oriundos somente da academia. Destacam-se considerações finais relativas ao desenvolvimento, resultados e implicações pedagógicas do estudo. Sugere-se, em particular, que ocorram momentos no estágio onde os licenciandos questionem-se sobre suas ações, contradições e concepções e que possam discutir, trocar experiências, diálogos com seus pares e professores que estão acompanhando.
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RELIGIÃO E CIÊNCIA: O QUE AS INTERAÇÕES DISCURSIVAS NOS MOSTRAM SOBRE OS DESAFIOS DE UM ENSINO DE BIOLOGIA DIALÓGICO

RELIGIÃO E CIÊNCIA: O QUE AS INTERAÇÕES DISCURSIVAS NOS MOSTRAM SOBRE OS DESAFIOS DE UM ENSINO DE BIOLOGIA DIALÓGICO

O presente trabalho analisa episódios de ensino em que o conhecimento religioso e o conhecimento científico aparecem como explicações alternativas para o mesmo tópico, buscando identificar que tipo de relação entre ciência e religião o discurso docente pode promover. São analisadas interações discursivas produzidas ao longo de uma sequência didática sobre Teoria Darwinista de Evolução. A análise das interações discursivas é feita através de uma estrutura analítica que integra a ferramenta analítica de Eduardo Mortimer e Phil Scott com as ideias de Jay Lemke a respeito dos tipos de atividades e estratégias de controle do discurso em sala de aula. A relação entre a ciência e religião é interpretada, tendo em vista as diferentes posições epistemológicas, políticas e éticas que permeiam o debate sobre diversidade cultural no contexto escolar. Entre os cinco episódios analisados, houve o predomínio de uma abordagem comunicativa de autoridade, com a professora utilizando-se de estratégias de silenciamento do discurso discente ou valendo-se do que tinham a dizer apenas do ponto de vista da ciência. Também não foram observadas tentativas de demarcar as fronteiras entre os diferentes conhecimentos, nem mesmo explorar os argumentos de cada um deles, destacando, por exemplo, os diferentes critérios de validação e aplicação social dos saberes. Não favorecendo, portanto, o desenvolvimento de uma prática docente intercultural, pluralista, promotora de um contexto de conflito, de uma ética da coexistência e de uma autonomia moral, conforme referenciais utilizados. Estes resultados indicaram que esses aspectos definidores, em nossa perspectiva de um ensino multicultural, se configuram como um grande desafio para docentes de ciências, e que considerar as interações discursivas no planejamento pedagógico parece ser fundamental neste sentido.
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ÁGUA NA VIDA COTIDIANA E NAS AULAS DE CIÊNCIAS: ANÁLISE DE INTERAÇÕES DISCURSIVAS E ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS DE UMA PROFESSORA DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

ÁGUA NA VIDA COTIDIANA E NAS AULAS DE CIÊNCIAS: ANÁLISE DE INTERAÇÕES DISCURSIVAS E ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS DE UMA PROFESSORA DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Mortimer e Scott (2003) descrevem como é construída e desenvolvida a estória científica ou as narrativas de ensino nas interações discursivas dos alunos e do professor, considerando os aspectos procedimentais, o planejamento e sequência do conteúdo, disciplina e organização da classe. Ao analisar as funções da abordagem comunicativa, os autores identificam quatro classes de abordagem definidas pela relação estabelecida no discurso entre professor e alunos e entre os próprios alunos: discurso dialógico ou de autoridade e; discurso interativo ou não-interativo. A abordagem comunicativa dialógica está relacionada à escuta que o professor faz às considerações do aluno de acordo com seu próprio ponto de vista; os significados são compartilhados e construídos na inter-animação de ideias, mais de um ponto de vista é considerado; a abordagem comunicativa de autoridade está relacionada à escuta que o professor faz às considerações dos alunos apenas do ponto de vista do discurso científico escolar que está em desenvolvimento, não há inter-animação de ideias. Scott et al.(2006) indicam a existência de uma tensão necessária e não excludente entre abordagens dialógicas e de autoridade na medida em que trocas dialógicas, em fase exploratória do tema, são seguidas de intervenções de autoridade, por meio das quais a visão científica é apresentada aos alunos o que, por sua vez, enseja a oportunidade de aplicação e exploração dialógica em novos contextos. A tensão consiste, portanto, na alternância entre momentos de maior abertura e multiplicidade de vozes e outros, de redução da polissemia e foco na construção de uma perspectiva científica.
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INTERAÇÕES DISCURSIVAS E PRÁTICAS EPISTÊMICAS EM SALAS DE AULA DE CIÊNCIAS.

INTERAÇÕES DISCURSIVAS E PRÁTICAS EPISTÊMICAS EM SALAS DE AULA DE CIÊNCIAS.

RESUMO: Neste artigo apresentamos uma discussão envolvendo a adoção do conceito de práticas epistêmicas em análises de interações discursivas desenvolvidas em aulas de ciências. Consideramos os resultados de duas pesquisas em que investigamos as ações de grupos de estudantes ao longo de atividades investigativas, buscando verificar as relações entre as práticas epistêmicas por eles desenvolvidas e as estratégias articuladas pela professora na condução das atividades. A análise contou com categorias presentes na literatura da área e outras elaboradas ao longo das pesquisas. O conceito de práticas epistêmicas, segundo uma perspectiva sociocultural de educação, ressalta o papel de uma comunidade de prática qualquer na decisão sobre o que pode ser considerado conhecimento relevante e as formas adequadas de construí-lo. Nessa perspectiva, as atividades investigativas desenvolvidas pelos grupos de alunos analisados geraram espaço para uma variedade de práticas epistêmicas, distribuídas nas instâncias sociais de produção, comunicação e avaliação do conhecimento. Palavras-chave: Movimentos epistêmicos. Práticas epistêmicas. Atividades investigativas.
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A disputa pela laicidade: Uma análise das interações discursivas entre Jean Wyllys e Silas Malafaia.

A disputa pela laicidade: Uma análise das interações discursivas entre Jean Wyllys e Silas Malafaia.

De imediato, podemos apontar um problema: nem todos os sujeitos ou cida- dãos religiosos são capazes de tal exercício. Apesar de concordar com a proposta de revisão do secularismo, Connolly vê problemas na postura pós-metafísica de Haber- mas, ou melhor, na ordenação das interações através da razão. Para este autor, muitos dos assuntos nos quais emergem conflitos entre as visões seculares e religiosas – abor- to, suicídio assistido, etc. – são impossíveis de serem tratados sem recorrer a ques- tões metafísicas. Para Connolly, os secularistas sofrem de uma hipocrisia evidente: acreditam ser os únicos que podem “deixar em casa sua bagagem religiosa ou metafí- sica” (Connolly 2011:37), sendo capazes, com isso, de manter-se acima de qualquer controvérsia. No entanto, trazem discretamente suas próprias concepções metafísicas ao debate público “enquanto dizem ao resto de nós para deixarmos as nossas no ar- mário” (Connolly 2011:37). Segundo Connolly (1999), o modelo de Habermas, por ser centrado na razão, é excludente e, sendo assim, incapaz de lidar com questões prementes no debate público, como o aborto e o suicídio assistido, em que há uma impossibilidade de se evitar questões metafísicas. Na visão do autor, o debate entre fé e ciência não é, na verdade, teórico, e sim moral; não exatamente entre o crer e o não crer, mas “consiste na diferença entre uma crença positiva na transcendência sobre o mundo e uma crença positiva na imanência do mundo” (Connolly 2006:284). Os defensores da primeira instância acreditam que “o mundo pode desmoronar a não ser que a maioria das pessoas professe sua crença na transcendência” (Connolly 2006:284), enquanto o outro grupo adverte que “lutas violentas entre diferentes vi- sões de transcendência trouxeram uma carga desnecessária de agonia para o mundo” (Connolly 2006:284). A solução connollyana é, em seus termos, “‘salgar’ este debate com ‘respeito agonístico’, com cada uma das partes reconhecendo que sua fé mais profunda e arraigada é legitimamente contestável pela outra” (Connolly 2006:284). A promoção de sensibilidades generosas que superariam as sensibilidades excludentes – presentes tanto entre os homens de ciência quanto entre os homens de fé – seria o fator responsável por deixar para trás o antagonismo exacerbado e engendrar rela- ções pautadas no referido respeito agonístico.
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PRESERVAÇÃO DAS FACES E TEORIA DA POLIDEZ NAS INTERAÇÕES DISCURSIVAS EM COMENTÁRIOS AVALIATIVOS DO GOOGLE MAPS, ACERCA DE BARES TERESINENSES

PRESERVAÇÃO DAS FACES E TEORIA DA POLIDEZ NAS INTERAÇÕES DISCURSIVAS EM COMENTÁRIOS AVALIATIVOS DO GOOGLE MAPS, ACERCA DE BARES TERESINENSES

A pragmática se interessa pela comunicação verbal, observando a organização dos grupos sociais e seus modos de utilização real da língua, desde o plano textual ao discursivo. A partir dessas relações sócio interativas, surgem estratégias no uso da língua, com o objetivo de ter uma boa convivência social, atenuação de conflitos, preservar o espaço do outro e a sua integridade moral. Essas interações serão analisadas à luz das estratégias de polidez, através dos estudos feitos por Brown e Levinson (1987) integrada à noção “das faces” do sociólogo Goffman (1967) que revela as estratégias de ameaça e preservação das faces. O intuito das abordagens a serem realizadas nesse artigo é mostrar as importantes contribuições para o sucesso nas interações sócio discursivas e convivência social dos sujeitos falantes. Diante do exposto, a priori, o objetivo deste trabalho é identificar as estratégias de preservação das faces e polidez nas relações interativas detectadas entre os proprietários e clientes de dois bares localizados na cidade de Teresina-PI, observados em comentários no aplicativo Google Maps.
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Marcas do discurso da matemática escolar: uma investigação sobre as interações discursivas nas aulas do ensino médio

Marcas do discurso da matemática escolar: uma investigação sobre as interações discursivas nas aulas do ensino médio

A assimetria de poder é uma das características interacionais que se revelam no discurso, como aponta Candela (1999), evidenciando as diferenças de posições na relação discursiva entre os parceiros da enunciação. Para Bakhtin, cada esfera de produção discursiva, com seu contexto histórico-social, delimita os papéis na interação, estabelecendo relações hierárquicas, permitindo, ou não, que cada indivíduo possa dizer algo, quando e como o poderá dizer (ROJO, 2002). Já Bourdieu (2003) considera que toda expressão verbal leva a marca, em seu conteúdo e sua forma, das condições que o campo considerado (esfera de produção, em termos de Bakhtin) assegura àquele que o produz, em função da posição que ele ocupa. A nosso ver, são essas caraterísticas, apontadas por ambos, que vão propiciar a assimetria de poder nas relações discursivas. Isso se constata na posição ocupada pela professora e pelos alunos que têm facilidade na disciplina, o que possibilita que eles falem e sejam ouvidos, em contraponto com os alunos que têm dificuldade.
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O projeto temático na sala de aula: mudanças nas interações discursivas

O projeto temático na sala de aula: mudanças nas interações discursivas

o processo educativo do conhecimento é constituído pela bagagem cognitiva dos professores e alunos, pelas características das interações desenvolvidas entre eles e também pelo contexto social e cultural que compartilham. Assim a base social do processo educativo pode ser identificada a partir de vários níveis de análise, desde o nível macro até os das interações entre os diversos sujeitos que se encontram numa sala de aula. No âmbito da classe, encontramos a marca social do processo educativo na constatação de que as ações dos diferentes participantes estão relacionadas a um contexto mais amplo que extrapola a sala de aula. A partir do exposto, dois objetivos principais guiaram a conversa durante a entrevista: primeiro, ouvir a professora sobre alguns aspectos relativos à escola cujas aulas foram pesquisadas. Interessava-nos saber o protagonismo dessa escola frente à comunidade e à SEE, buscando compreender a posição da professora Kátia em relação ao projeto político pedagógico da escola e como se deu a inserção do projeto Água em Foco nesse contexto. Além disso, buscamos conhecer determinados aspectos da prática da professora que não foram acessíveis pela análise das aulas registradas em vídeo ou dos dois questionários por ela respondidos.
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Um estudo sobre as interações discursivas numa aula experimental de Física

Um estudo sobre as interações discursivas numa aula experimental de Física

Nesse trabalho temos por objetivo investigar o papel do discurso do professor nas interações sociais desencadeadas numa situação real de sala de aula. Portanto, nosso foco principal de pesquisa será a análise da maneira como o professor dirige suas atividades de ensino, principalmente nos episódios em que ele apresenta os objetivos da aula, cria mecanismos de participação dos alunos, responde às questões propostas pelos estudantes e avalia o processo de ensino e de aprendizagem.

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Comunicação multimodal na sala de aula de ciências: construindo sentidos com palavras e gestos.

Comunicação multimodal na sala de aula de ciências: construindo sentidos com palavras e gestos.

Questionar a centralidade atribuída à linguagem como recurso para a construção de significações nas salas de aula de Ciências é algo que se faz necessário e urgente no atual contexto de reconhecimento do caráter híbrido semiótico do texto científico e das mudanças nas possibilidades comunicativas da sociedade globalizada e que acabam por ter impacto na educação. Com este trabalho pretendemos contribuir para o corrente debate através da documentação, classificação e análise das interações discursivas em eventos de comunicação multimodal em uma sala de aula de Ciências, com respeito a dois aspectos principais: (i) o contexto de utilização dos diferentes modos semióticos relacionados com as atividades desenvolvidas em uma lição; (ii) as relações estabelecidas entre diferentes modos semióticos através da análise de um episódio selecionado. Nossos resultados mostram que ações, gestos e linguagem verbal modos foram mobilizados em contextos específicos, valorizados pelos interlocutores e tornados legítimos para efeito da comunicação pretendida naquela situação social. Os resultados destacam ainda a sensibilidade da professora na orquestração retórica do processo de construção de explicações coletivas pelos estudantes.
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