José Sarney

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC-SP Ismael Silva Cândido A Importância do Ethos no Discurso Político de José Sarney

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC-SP Ismael Silva Cândido A Importância do Ethos no Discurso Político de José Sarney

The objective of this study is to analyze the application of rhetorical devices in the political discourse and training, over the years, the ethos of José Sarney. For the analysis, we made use of four speeches delivered in various moments of his political career. Support the analysis rhetorical studies of Aristotle (2005), Reboul (2004), Perelman and Tyteca (2005). Charaudeau (2005) provides the basis for the study of political discourse. We have used yet, contemporary works, mainly written by investigative journalists who reported facts occurred in private and public life of José Sarney, which show the gap between spoken and lived. Analyzed by the inductive method, talks by Sarney during his presidency of the Republic, candidate for president of the Senate and finally, his farewell speech to leave the chair Senator. In all his pronouncements it is evident intended to accentuate features fair, honest, competent, although unfavorable circumstances prove otherwise. Thus, the creation of your image is given by the three rhetorical proof: ethos, pathos and logos, but without a doubt what stands out is the ethos that, according to Aristotle is the most important, because it is the speaker's character. The relevance of this research lies in the fact that politicians are always concerned about your ethos in society, that is your audience, it is necessary to show the rhetorical tricks used in the speech, given that the speaker, the may speak, act and influence that audience. On the other hand, it is important to show the politicians the importance of shaping, cultivate and watch your image with your audience then, is it, your greatest asset in the camp of politics.
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Maranhão Crisálida? Práticas discursivas e rede de relações sociais no governo de José Sarney 1966/1970

Maranhão Crisálida? Práticas discursivas e rede de relações sociais no governo de José Sarney 1966/1970

A eleição representou, acima de tudo, a primeira derrota política de Vitorino Freire. Seu candidato, Renato Archer, obteve votação inexpressiva: cerca de 1/4 da alcançada por Sarney. Antes do pleito, no entanto, para facilitar a vitória de José Sarney, houve pressão pessoal de Castelo Branco sobre o governador Newton Belo, a princípio feita pelos coronéis João Batista Figueiredo e Dilermando Monteiro, que lhe impuseram o lançamento de outra candidatura e a retirada do apoio a Archer, com quem já estava comprometido. C.J.C. 20 informou que o candidato ao governo em 1965, Costa Rodrigues, disse-lhe, em meados de 1970, que eles venceriam, isto é, o Partido Democrata Cristão e Partido Liberal (PDC/PL) a eleição, apesar da revisão eleitoral, porque tinham a máquina nas mãos, e que um elemento definidor da derrota seria o “terrorismo” perpetrado pelos militares, em uma “operação” em que esses militares dirigiram-se a município por município, onde os prefeitos estariam fechados com o candidato do atual governador Newton Bello, devolvendo-os da posição, em razão do que seria uma traição à revolução. Ainda por ocasião das eleições, Sarney fazia uma campanha violenta, sobretudo nos meios de comunicação, contra o governador, acusando-o de desonesto, o que feria as bases de uma relação austera e moderna. Mais tarde, teria obtido, pessoalmente, de Castelo Branco a cassação de Newton Belo por força do Ato Institucional nº. 2 (AI-2), em julho de 1 966.
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O presidente e a democracia: o passado de José Sarney em Istoé e Veja

O presidente e a democracia: o passado de José Sarney em Istoé e Veja

O que temos aqui é, primeiro, a vinculação de Sarney à figura de Tancredo Neves. Tal vinculação, a princípio, é natural e óbvia, uma vez que os dois formaram a chapa vencedora da eleição indireta para a Presidência. No entanto, é possível ir além. Mesmo explicitando o fato de que Sarney era presidente do PDS em 1984, a reportagem não menciona que o partido fora a base de sustentação do governo militar e que o então senador fora o líder da campanha contra a aprovação da emenda que instituiria as diretas (líder que acabaria saindo vencedor, com a derrubada da emenda na votação do colégio eleitoral). Por sua vez, a mobilização popular é reduzida à metáfora de uma mão, que em 1984 atuara contra o governo de João Figueiredo e em 1986 jogava a favor de Sarney, entusiasmada com o Plano Cruzado. Quer dizer, a memória da mobilização popular pelas diretas é reduzida a um indicador da direção para a qual José Sarney deveria ir – o que ele acabaria fazendo depois, ao ser candidato a vice na chapa de Tancredo Neves.
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Maria Celina Soares D’Araujo e Guilherme Leite Ribeiro

Maria Celina Soares D’Araujo e Guilherme Leite Ribeiro

A composição dos ministérios mostra explicitamente a predominância do sexo masculino, isto é, cerca de 92% dos nomeados em todo o período. Nos governos José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, a presença feminina é praticamente nula. O maior percentual feminino, entre os nomeados, pertence ao ministério Dilma, 17,8% (13 ministras), acompanhando a inédita chegada de uma mulher à Presidência e confirmando a tendência de que governos de esquerda dão mais oportunidades à participação das mulheres nos gabinetes (Escobar-Lemmon & Taylor-Robinson 2005). Mudança expressiva já ocorrera no segundo governo Lula da Silva, cujo percentual foi de 12,1% (ver Gráfico 1). Embora em escala menor, verificou-se no Brasil o que ocorreu no Chile, onde a chegada de uma mulher ao poder, Michelle Bachelet, significou um aumento expressivo da presença feminina no Executivo (Dávila, Olivares Lavados & Avendaño 2013). No Legislativo, contudo, não houve alteração: segundo o Inter-Parliamentary Union, em 2015, apenas 9,9% das cadeiras da Câmara e 16% das do Senado, no Brasil, eram ocupadas por mulheres. Nesse aspecto o país ocupava o 116º lugar entre 190 países (Inter Parliamentary Union 2016).
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"Não se trata de uma ameaça, mas...": um estudo das declarações dos ministros militares durante o Governo Sarney

"Não se trata de uma ameaça, mas...": um estudo das declarações dos ministros militares durante o Governo Sarney

Se em uma primeira fase de elaboração da Constituinte, o papel das Forças Armadas parecia ficar restrito somente à defesa contra ataques extenos, esta não seria a configuração inal da Constituição. Os lobbies criados pelos militares, as constantes ameaças e declarações veiculadas em jornais, além dos acordos realizados princípalmente através do Centrão, parecem ser as principais razões para isso. Em 27 de agosto de 1 987, durante uma reunião ministerial convocada pelo presidente José Sarney para discutir o déficit público, o ministro do Exército, Leônidas Pires Gonçalves, criticou o anteprojeto constitucional, numa declaração antecipada de que as Forças Armadas estariam descontentes com o papel que a futura Constituição poderia lhes resevar.
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The origins of nuclear cooperation : a critical oral history between Argentina and Brazil

The origins of nuclear cooperation : a critical oral history between Argentina and Brazil

The public announcement of Argentina’s nuclear breakthrough in 1983 coincided with the arrival in power of the new civilian president, Raul Al- fonsín, who understood the potential for Brazil and Argentina to become ensnared in a nuclear arms race, and recognized that diverting resources to wasteful military competition would shipwreck his plans for securing Argentina’s democratic tran- sition. As his key nuclear advisor, Adolfo Saracho told the workshop, ‘Alfonsín had a real wish for rapprochement with Brazil since the presidential campaign’. Building on the precedent of Figueire- do’s visit to Argentina in 1980s, and conscious that Brazil was also entering the uncharted wa- ters of democratic transition itself, Alfonsín was eager to meet with his civilian counterpart. He first sought contact with president-elect of Brazil Tancredo Neves, and after the latter died before taking office, moved quickly to establish con- tact with his successor, José Sarney. Even if they wanted to – and there is no evidence that they did or tried – the Argentine military were in no position to oppose such an outreach, having just been defeated in the Malvinas/ Falklands war and being at the receiving end of worldwide scrutiny over human rights violations during their time in power (1976-1983).
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O Brasil e as negociações multilaterais.

O Brasil e as negociações multilaterais.

A abertura de mercados – iniciada com o governo de José Sarney e aprofundada por Fernando Collor de Mello – indica claramente que a política externa e a política interna vão estar cada vez mais estreitamente vinculadas, dando prosseguimento à liberalização econômica em todos os setores, culminando com a privatização até mesmo das grandes empresas estatais. A entrada acelerada de capitais estrangeiros torna-se importante para auxiliar o desenvolvimento nacional, embora a industria local não estivesse ainda devidamente preparada para enfrentar tal concorrência, nem recebesse maiores subsídios, motivos pelos quais o governo foi asperamente criticado pelo empresariado nacional.
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Crise e castigo: as relações Brasil-África no governo Sarney.

Crise e castigo: as relações Brasil-África no governo Sarney.

Por tal perspectiva, ao longo do governo José Sarney pode-se constatar esforços governamentais, ainda que limitados, no sentido de desenvolvimento das relações Brasil-África. Também é importante salientar que a política externa do governo Sarney demonstrou preocupação em assegurar a presença do Brasil no Atlântico Sul, recolhendo apoio político do continente africano para transformá- lo, em 1986, pela Resolução 41/11, (e à revelia da representação Norte-americana, que votou contra o projeto), numa Zona de Paz e Cooperação. A criação da ZOPACAS tem um importante significado estratégico relevante, pois reverte favoravelmente ao Brasil a função estratégica do Atlântico Sul. No contexto da Guerra Fria, as marinhas sul-americanas receberam do governo norte-americano equipamentos destinados prioritariamente a possíveis conflitos anti-submarinos e à missão de auxiliar na defesa do Atlântico Sul contra uma suposta incursão de submarinos soviéticos. 10
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Entre a nova república e as velhas autonomias: as relações civis-militares nos governos FHC e LULA (1996-2008)

Entre a nova república e as velhas autonomias: as relações civis-militares nos governos FHC e LULA (1996-2008)

No interior do aparelho militar, logo após a saída de Collor em setembro de 1992, houve diversas disputas políticas na definição dos novos ministros militares do governo Franco 84 . Diferentemente de Collor, o político mineiro consentiu que o meio militar escolhesse seus novos representantes no Executivo. No lugar de Flores (Marinha), Tinoco (Exército) e Monteiro (Aeronáutica), assumiram os postos o almirante Ivan Serpa, o general Zenildo Lucena, e o brigadeiro Lélio Viana Lobo, respectivamente. Segundo Oliveira, houve um acordo nessas seleções entre o “esquema político e militar organizado em torno do ex-presidente José Sarney, do seu ex-ministro do Exército Leonidas Pires Gonçalves e presumivelmente do empresário Roberto Marinho.” 85 Em depoimento, Lucena afirmou que Leonidas tentou, novamente, exercer uma liderança no Exército, no começo de sua administração no governo Franco 86 . Ao vermos o retorno desses quadros no centro da esfera política, constatou-se a volta antidemocrática da tutela militar. Os interesses castrenses voltaram a ganhar forte peso decisório. Não por acaso, na recente Nova República, o governo Franco “foi certamente, de todos os governos civis, o que mais angariou prestígio junto às Forças Armadas.” 87 Entre as medidas que agradaram às Forças Armadas estão às nomeações de militares em cargos civis, além de reajustes salariais e orçamentários. Consensualmente, os ministros militares de Itamar teceram elogios em referência aos seus dois anos de mandato.
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Rev. katálysis  vol.15 número2

Rev. katálysis vol.15 número2

In the mid-1980s, during the government of President José Sarney (1985-1990), an executive group was created for the Reformulation of Higher Education (Geres), which among other objectives, took a position against the then current model of higher education that was based on the inseparability between teaching, research and extension, and later defended in the Law for Educational Guidelines and Bases (LDB, 1996). This group was disbanded, at the time, given the reaction of organized social segments that were committed to universities that are public, free, offer classroom courses, secular and socially oriented.
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(A)cerca do espaço: a nacionalização da questão agrária pelo MST (1984-2002)

(A)cerca do espaço: a nacionalização da questão agrária pelo MST (1984-2002)

Para um quadro mais geral das variações poderíamos colocar que, além do próprio PC do B, o PT tem como aliados Paulo Maluf, José Sarney e Antonio Carlos Magalhães Neto, ícones da direita. A oposição é formada pelo Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB, cuja origem remete a já mencionada Arena, e o Partido Popular Socialista, o PPS (grifo nosso). O PSOL rompe com o PT pelo caráter das alianças e nas últimas eleições municipais pede apoio ao Democratas 3 , antigo Partido da Frente Liberal, também proveniente da mesma Arena. Todos afirmando seu posicionamento democrático, como veremos melhor no segundo capítulo. Tudo isso reafirma o caráter válido da esquerda e direita, porque se soa estranho é sinal que o referencial não está sendo corretamente seguido, mas está sendo usado por nós, caso contrário não haveria qualquer estranhamento. No caso do MST, por não ter se tornado partido, essa variação é bem menor e, consequentemente, seu caráter de esquerda é mais bem definido.
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CONTORNOS DO ENSINO SUPERIOR NO TRIÂNGULO MINEIRO MG NOS ANOS DE 1990: ANÁLISE DO CONVÊNIO ENTRE A UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA E A PREFEITURA MUNICIPAL DE UBERABA

CONTORNOS DO ENSINO SUPERIOR NO TRIÂNGULO MINEIRO MG NOS ANOS DE 1990: ANÁLISE DO CONVÊNIO ENTRE A UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA E A PREFEITURA MUNICIPAL DE UBERABA

No início da década de 1980, a sociedade brasileira demonstrava uma certa inquietude e o forte desejo pelo fim do regime militar que dirigia o país desde abril de 1964 com o golpe militar. Diferentes segmentos se mobilizavam pela campanha das eleições diretas para presidente no movimento diretas já por um regime presidencial democrático, que permitisse novamente as organizações sociais, que não tiveram abertura durante o regime militar, pelo contrário foram cerceadas e desmontadas. Havia um grande desequilíbrio mundial, com embates externos e reorganização do sistema internacional, e no Brasil somava-se ao agravamento da dívida externa e interna as altas taxas de juros, índices inflacionários elevados, agravados de uma forma mais incisiva pelos altos índices de recessão e desemprego. Diniz (1999), assinala que o governo que assumisse o Brasil teria dentre tantas outras primazias, estabilizar a moeda, revitalizar o mercado e institucionalizar a democracia. Esses eram grandes anseios da sociedade brasileira. O início do governo democrático se torna conturbado com a morte repentina do então presidente eleito Tancredo Neves. Assume em seu lugar o vice-presidente José Sarney, que encontra a economia brasileira com um processo de endividamento vertiginoso e com altos índices inflacionários 8 que geraram uma crise financeira do
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O processo decisório na Constituição de 1988: práticas institucionais.

O processo decisório na Constituição de 1988: práticas institucionais.

2 Embora o Presidente José Sarney tivesse criado a Comissão Especial de Estudos Constitucionais, em 1985, presidida pelo jurista Afonso Arinos para elaborar um anteprojeto de Constituiçã[r]

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Nova República: a violência patronal rural como prática de classe.

Nova República: a violência patronal rural como prática de classe.

Após a morte de Tancredo Neves, José Sarney assume a presidência da República anunciando, na imprensa, que saldará as promessas feitas ao país pela Aliança Democrática e implementará uma reforma agrária como compromisso social da nação para com os “excluídos do campo” – um programa que, entre outros aspectos, procurava desvencilhar-se das estra- tégias mais gerais de política fundiária dos governos militares; resgatava do Estatuto da Terra a desapropriação como instrumento prioritário da refor- ma; criticava duramente a especulação com as terras, priorizava a partici- pação da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais (Contag) e de setores da Igreja progressista e defendia uma reforma agrária como “o ins- trumento, por excelência para a solução dos conflitos de terra e da violência no campo” (JB, 12/03/85). Ao mesmo tempo em que tranqüilizava os gran- des proprietários, garantindo-lhes o direito à propriedade privada “para quem está produzindo” e os conclamava ao diálogo.
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As políticas públicas de localização da habitação de interesse social induzindo a...

As políticas públicas de localização da habitação de interesse social induzindo a...

Figura 49 - Condomínios Residenciais na rodovia José Sarney (ZEU) ... 163 Figura 52 - Conjuntos habitacionais do PAR e unidades construídas a partir de 2010 no bairro novo, 17 de Março[r]

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Rev. katálysis  vol.15 número2

Rev. katálysis vol.15 número2

Em meados dos anos 1980, no governo do presi- dente José Sarney (1985-1990), foi criado o Grupo Executivo para a Reformulação da Educação Supe- rior (Geres), que, entre outros objetivos, colocava-se contra o modelo de educação superior pautado na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, mais tarde defendido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, 1996). Esse grupo foi desfeito, na época, ante a reação dos segmentos sociais organi- zados comprometidos com um projeto de universida- de pública, gratuita, presencial, laica e socialmente referenciada.

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Ditadura e democracia: entre memórias e história

Ditadura e democracia: entre memórias e história

interesses e vontades” (REIS FILHO, 2014, p. 127) para que se consolidasse a ideia de que a ditadura encerrou com a posse de José Sarney e aponta que há, por trás disso, uma “ideia- for[r]

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Patentes de fármacos: as tensões existentes entre os interesses da indústria farmacêutica e as necessidades das populações.

Patentes de fármacos: as tensões existentes entre os interesses da indústria farmacêutica e as necessidades das populações.

1996 – Aprovada a Lei Sarney, que garantiu a disponibilização gratuita de medicamentos para tratamento de HIV/AIDS por meio do SUS (Lei nº9.. expirado o prazo de duração [r]

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Os rumos do Estado brasileiro e o SUS: a seguridade social como politica pública da sociedade e Estado.

Os rumos do Estado brasileiro e o SUS: a seguridade social como politica pública da sociedade e Estado.

Cardoso, recém eleito Presidente da República, disse- nos que era preciso terminar com a “Era Vargas”. As eleições de então haviam transcorrido em clima de normalidade democrática e o regime militar termina- ra já havia uma década. Não se tratava, portanto, de “encerrar” aquela era no que ela contivera de autori- tarismo, supressão das liberdades democráticas, ar- bítrio e culto à personalidade. Curiosamente, Cardo- so dirigia-se a um interlocutor imaginário, uma vez que não havia ocorrido, desde a crise inflacionária do final do governo Sarney, nenhum surto de interven- cionismo estatal além do controle da moeda, fora o pitoresco retorno do “Fusquinha” de Itamar Franco. Vinha-se, ao contrário, da inauguração por Collor do período de adesão aos preceitos do “consenso de Wa- shington”, cuja existência depois foi negada pelo Pre- sidente Cardoso por quase quatro anos.
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Alea  vol.19 número2

Alea vol.19 número2

© José Ángel Valente y Herederos de José Ángel Valente... © José Ángel Valente y Herederos de José Ángel Valente..[r]

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