Paraná - Colonização

Top PDF Paraná - Colonização:

O EXÉRCITO BRASILEIRO NO SUDOESTE DO PARANÁ (1943 – 1974): AÇÕES MILITARES NO CONFLITO AGRÁRIO DE OCUPAÇÃO E COLONIZAÇÃO

O EXÉRCITO BRASILEIRO NO SUDOESTE DO PARANÁ (1943 – 1974): AÇÕES MILITARES NO CONFLITO AGRÁRIO DE OCUPAÇÃO E COLONIZAÇÃO

Resumo: O objetivo deste estudo é analisar a participação do Exército Brasileiro no conflito agrário de ocupação e colonização no Sudoeste do Paraná, no período de 1943 a 1974. A região foi palco de uma complexa luta pela posse das terras, uma disputa litigiosa que evoluiu para um sangrento embate armado. Um descompasso dos governos federal e estadual iniciou o embargo das glebas de terras. Logo, a criação de uma colônia agrícola por um decreto do então presidente Getúlio Vargas, assentou famílias de pequenos agricultores provenientes da região sul do país. Nesta conjuntura, as glebas de terras foram vendidas a uma companhia de colonização, que ao tomar posse entrou em conflito com os posseiros já instalados, desencadeando um conflito agrário. O palco do embate era de caráter regional, no entanto, as dimensões se desdobravam no âmbito politico estadual e federal. Pela análise bibliográfica do episódio, vinculada à apreciação de documentos oficiais do Exército, pode-se apurar que a belicosidade das ações durante a primeira metade da década de 1950, fez-se necessária a presença das forças armadas, quando em 1954 um destacamento do Exército Brasileiro foi instalado na região. O embate culminou em grande revolta dos posseiros, ocorrida em 1957, onde a participação das forças armadas, ao que tudo indica, atuando de forma inédita na sua história, a favor dos posseiros, foi determinante para o fim do conflito. Com o fim do embate, o Exército atuou realizando as medições de terras e garantindo a titulação das mesmas até 1974.
Mostrar mais

19 Ler mais

Distribuição geográfica e características epidemiológicas da leishmaniose tegumentar americana em áreas de colonização antiga do Estado do Paraná, Sul do Brasil.

Distribuição geográfica e características epidemiológicas da leishmaniose tegumentar americana em áreas de colonização antiga do Estado do Paraná, Sul do Brasil.

O número expressivo de casos com provável local de infecção em outros estados, especial- mente da Amazônia Legal, permite inferir que muitos habitantes do Estado do Paraná vêm bus- cando oportunidades de trabalho nesta região. Esse fato fica claro quando se nota que a grande maioria dos indivíduos nessa situação é do sexo masculino em idade produtiva, com residência permanente na zona urbana dos municípios pa- ranaenses. A migração para a Região Amazônica nas últimas décadas, apoiada direta ou indireta- mente pelo governo federal por meio de projetos desorganizados de colonização e construção de estradas, é um fator interveniente importante na ocorrência da leishmaniose tegumentar ame- ricana 30 . Em muitos casos os migrantes não se adaptam bem, devido ao novo sistema agrícola vigente e pela perda dos laços familiares e co- munitários, retornando à sua origem. Ressalta-se que a atividade de garimpagem, que se tornou atraente para uma parcela dessa população, é desenvolvida em muitos casos em garimpos sem condições mínimas de saneamento, higiene e se- gurança do trabalho.
Mostrar mais

13 Ler mais

Experiências da colonização eslava no centro sul do Paraná (Prudentópolis, 1895-1995)

Experiências da colonização eslava no centro sul do Paraná (Prudentópolis, 1895-1995)

$ SUHVHQWH SHVTXLVD WHP SRU REMHWLYR DQDOLVDU GH TXH IRUPD D QRomR GH SHUWHQFLPHQWR WHP VLGR UHLYLQGLFDGD SRU GHVFHQGHQWHV GH SRORQHVHV H XFUDQLDQRV QD FLGDGH GH 3UXGHQWySROLV (VWDGR GR [r]

219 Ler mais

A função da escola-igreja no processo de colonização de Alta Floresta: Mato GrossoThe functions of church school in the process of Alta Floresta colonization: Mato Grosso.

A função da escola-igreja no processo de colonização de Alta Floresta: Mato GrossoThe functions of church school in the process of Alta Floresta colonization: Mato Grosso.

Assim, como entender os motivos que levaram homens comuns a se tornarem homens tão fortes e capazes de resistir a tudo e a todos para encon- trar um lugar onde pudessem dar um futuro melhor para seus filhos? Na ver- dade, esses povos errantes, pela sua condição de nômades, sempre caminha- ram de um lado para outro em busca de algo, não desistindo nunca, acreditan- do no desconhecido, fazendo histórias e obedecendo a uma voz interior que os mandava avançar. Mas avançar para onde? Em busca de qual futuro? O sonho da terra farta, da terra grande, do espaço para trabalhar com toda a família foi o terreno fértil na qual foi lançada a idéia da colonização. Uma semente de esperança de terra para trabalhar, de reconstrução da família, de escola para os filhos e até mesmo de riqueza, poder... Enfim, de um mundo de sonhos sem limites. Foi justamente assim que uma empresa privada apostou nos pequenos agricultores do Sul, mais especificamente do Estado do Paraná, para construir, em plena Amazônia, um projeto de colonização que deveria tornar-se um novo pólo agrícola para o país. Nesse contexto, a igreja, utilizan- do o espaço da escola, atuou significativamente no processo de acolhimento e formação de uma nova sociedade em plena Amazônia.
Mostrar mais

18 Ler mais

A colonização brasileira, do descobrimento ao estatuto da terra

A colonização brasileira, do descobrimento ao estatuto da terra

1º Período – 1824-1908: marcado pela intensa imigração européia, em razão do elevado contigente de mão-de-obra deixado à margem do mercado de trabalho pela intensa industrialização ocorrida na época. Foram trazidos para cá, com recursos do governo, colonos alemães, italianos, poloneses e ucranianos, que se estabeleceram principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Pará, recebendo glebas em regime de parceria ─ cultivando a terra e dividindo lucros ou prejuízos anuais. Pode-se dizer que esse fenômeno tem uma das suas origens nas várias leis e tratados que, ao longo do séc. XIX, foram paulatinamente cerceando o tráfico e a utilização de escravos, até culminar na Lei Áurea, que aboliu por completo a escravatura 3 ; e sofreu impulso significativo nos últimos
Mostrar mais

26 Ler mais

Leishmaniose tegumentar americana humana e canina no Município de Mariluz, Estado do Paraná, Brasil.

Leishmaniose tegumentar americana humana e canina no Município de Mariluz, Estado do Paraná, Brasil.

A leishmaniose tegumentar americana per- siste endemicamente em áreas de colonização antiga 1,2,3,4 , mas parece que ainda mantém in- terdependência com as matas remanescentes modificadas. Nessas áreas os assentamentos ru- rais despertam a atenção pois podem gerar focos de leishmaniose tegumentar americana devido à ocupação desordenada da terra e à derrubada de árvores, cuja madeira é usada na construção de moradias precárias, normalmente localizadas às margens da mata. Esse fato ocorreu no Municí- pio de Mariluz, Estado do Paraná, especialmente no Assentamento Nossa Senhora Aparecida. Os objetivos deste trabalho foram relatar a ocorrên- cia de casos humanos e caninos de leishmaniose tegumentar americana, e identificar os parasitos e as espécies de flebotomíneos envolvidas, numa área de assentamento rural no noroeste do Esta- do do Paraná.
Mostrar mais

4 Ler mais

Detecção dos genes de Biofilme, da leucocidina Panton-Valentine e da resistência a Meticilina em amostras de Staphylococcus aureus e Estafilococos Coagulase-Negativa

Detecção dos genes de Biofilme, da leucocidina Panton-Valentine e da resistência a Meticilina em amostras de Staphylococcus aureus e Estafilococos Coagulase-Negativa

classificado como colonização e 80% do grupo com infecção. O maior percentual de positividade, referente à origem das amostras isoladas de diferentes materiais clínicos, foi encontrado no grupo de hemocultura (23,5%), seguido do grupo de secreção (22,7%) e de corpos estranhos (5,6%). Estes dados não diferem dos já descritos na literatura, que associam a presença da toxina com casos de infecções sistêmicas e locais (Lina et al. 1999, Issartel et al. 2005). Em seu trabalho, Lina et al. (1999) encontraram 93% de amostras associadas com furunculose positivas para os genes da leucocidina Panton- Valentine (LPV) e 85% em amostras associadas a casos de severa pneumonia necrótica hemorrágica. No Japão, das 161 cepas de S. aureus isoladas de lesões de pele de pacientes do Departamento de Dermatologia da Universidade de Medicina de Okayama, 20 (12,4%) apresentaram os genes (Yamasaki et al., 2005). Já no trabalho de Chini et al. (2005), analisando amostras de pacientes da enfermaria e do ambulatório de diferentes hospitais da Grécia, os autores verificaram a presença da toxina em 287 (27%) das 1058 amostras. As amostras de fossa nasal não foram positivas para a toxina, dado este que está de acordo com o de Kilic et al. (2008). Entre os ECN nenhuma amostra pesquisada demonstrou ter a presença dos genes pvl (Nakagawa et al., 2005; Reischl et al. 2007) .
Mostrar mais

73 Ler mais

Para compreender a colonização: dilemas do passado na atualidade

Para compreender a colonização: dilemas do passado na atualidade

O autor chama a atenção nesse capítulo em dois momentos. No primeiro, para salientar o papel da violência nas práticas coloniais como o uso da escra- vidão e as formas de assimilação das populações nativas ao Estado colonial. No segundo, para quebrar a ideia de que a colonização só aconteceu em outros continentes e de forma descontinuada ao território da metrópole, e para isso ele disserta sobre o caso do império russo.

6 Ler mais

História ambiental, colonização e genealogia

História ambiental, colonização e genealogia

As mudanças socioambientais foram compreendidas como “progresso”, que per- mitiu instalar os migrantes, alimentar as famílias de colonos e produzir excedentes para o mercado regional. Elas correspon- deram ao desmatamento de importantes áreas de Floresta Estacional Decidual e tor- naram inviável a vida de várias espécies animais que habitavam aquele ambiente, cuja existência e diversidade foi registrada por Castro (1887), pelo padre Cuber (1975) e por outros cronistas e viajantes da época. Enfim, ocorreu uma irreparável perda de biodiversidade pela adoção de um modelo de agricultura colonial que não se sustentou por muitas décadas. Como afirma Eunice Nodari, referindo-se à colonização do Oeste de Santa Catarina: diferentes “grupos étni- cos têm formas distintas de interagir com o ambiente” e “suas ações modificam ecossis- temas, com impactos de curta, média e longa duração” (2012, p. 35). Para Paulo Zarth, a
Mostrar mais

17 Ler mais

Opressão e identidade: o duplo da colonização

Opressão e identidade: o duplo da colonização

As críticas da mulher à aceitação de um cargo na administração em Moçambique levam a afluírem não apenas as contradições do presente, mas também aquelas que acompanhavam a trajetória dos três amigos. José, criticado agora, tinha tentado ser um militante de esquerda; Gabriel apenas se dizia ao lado do amigo, nunca se aproveitou de sua situação mais cômoda de membro da classe dos proprietários para se insurgir contra o regime salazarista. Agora, comodamente colocado na embaixada de Londres, vinha criticar o amigo que aceitara trabalhar para o governo, ajudando a colonização. Quem tem mais culpa? A pergunta implícita é: aquele que silencia e representa a ditadura ou aquele que a defende nas colônias? Esta contradição acompanhará toda a narrativa, marcando a vida dos gêmeos. A figura de Gabriel permanece, mesmo quando ausente fisicamente, acoplada às contradições dos filhos, como acompanhou as dos pais.
Mostrar mais

10 Ler mais

A colonização dos profissionais de enfermagem por Staphylococcus aureus.

A colonização dos profissionais de enfermagem por Staphylococcus aureus.

na narina anterior. J Clin Microbiol. 2006;44(9):3334-9. 9. Cruz EDA. Staphylococcus aureus e Staphylococcus resistente à meticilina em trabalhadores de um hospital universitário: colonização e crenças em saúde. [Tese Doutorado]. Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo; 2008.189 p. 10. Eveillard M, Martin Y, Hidri N, Boussougant Y, Joly Guillou ML, Carriage of methicillin -resistant Staphylococcus aureus among hospital employees: prevalence, duration,

7 Ler mais

Memória e colonização em Carlos Drummond de Andrade.

Memória e colonização em Carlos Drummond de Andrade.

A exploração do minério, outrora a mola propulsora para a instalação do núcleo urbano ao qual se vincula o poeta, agora desfaz a paisagem que lhe é familiar. O verbo latino colo, matriz de colonização, remete a um presente incompleto e transitivo. A terra e os homens são objetos aos quais se dirige e nos quais quer completar-se. No movimento de submissão que a preenche, a ação colonizadora se renova e transborda sobre a conti- nuidade da história. O que veio para instaurar um dia há de levar. A serra tomada aos índios, povoa- da e dividida em jazidas pelos bandeirantes, ago- ra voa pelos ares.
Mostrar mais

5 Ler mais

Colonização micorrízica em plantios de eucalipto.

Colonização micorrízica em plantios de eucalipto.

Levantamentos realizados em florestas de Eucalyptus têm levado à constatação de que a idade da planta tem influência sobre o tipo de associação micorrízica predominante e, consequentemente, sobre a diversidade de micorrizas formadas. Inicialmente, há colonização por fungos micorrízicos arbusculares (FMA), substituída progressivamente pelas associações por fungos ectomicorrízicos (FECM) com o avanço da idade (BELLEI et al., 1992; YINGLONG et al., 1999; SANTOS et al., 2001). A colonização por fungos micorrízicos pode ser influenciada também pela espécie de eucalipto. A inoculação concomitante dos dois tipos de fungos micorrízicos pode, inclusive, levar à competição e reduzir a colonização (YINGLONG et al., 1999).
Mostrar mais

10 Ler mais

Entre o mito e a técnica: representações de natureza em fontes fotográficas (Londrina, 1934-1944)

Entre o mito e a técnica: representações de natureza em fontes fotográficas (Londrina, 1934-1944)

Tal foi a aceitação das fotografias de Juliani e da memória construída a partir da década de 1950, a despeito do silêncio em relação a diferentes recordações e visões do processo histórico, que o memorialismo pôde reproduzir-se ao longo do tempo, sendo resguardado e vigiado cuidadosamente por seus “guardiões” – jornalistas, escritores de ficção e mesmo historiadores, como sugerido há alguns capítulos. Nos anos 1970 e 1980, foi criado o movimento Pé-Vermelho, herdeiro da tradição – no sentido que Hobsbawm e Ranger aplicam ao conceito – inventada no contexto do Jubileu de Prata. Suas idéias, que subsistem ainda hoje, eram sustentadas principalmente pelos membros mais engajados da Folha de Londrina, um dos periódicos mais influentes da região desde a ascensão dos cafeicultores e comerciantes, legitimando seus interesses sempre que necessário. Uma das concepções chave dos pés-vermelhos, alusão à simbologia em torno da terra roxa, era a identidade política, cultural e mesmo espacial dos norte-paranaenses – principalmente ligados às cidades criadas pela CTNP e CMNP –, distinguindo-os do restante do Estado, ou, sendo mais direto, dos curitibanos. Invertendo a polêmica veiculada por Coutinho na época áurea da Companhia, a parte setentrional do Paraná seria mais identificada com São Paulo, ao passo que o restante pertenceria a tradições
Mostrar mais

196 Ler mais

As representações indígenas no processo de colonização do Brasil

As representações indígenas no processo de colonização do Brasil

Embora houvesse uma resistência empreendida pelas sociedades indígenas, os religiosos coloniais não viam com bons olhos as práticas religiosas dos índios americanos. Os feiticeiros eram representados e tidos como os responsáveis por promover a aproximação entre os índios e os demônios. Fato importante, pois segundo Raminelli, sem a presença do demônio, a colonização não teria o mesmo apelo “cruzadístico”, fato que impossibilitaria a empresa colonial. O corpo enrugado e decaído das índias velhas corresponderia a um reflexo do seu interior, da sua alma. Seria um chamado de alerta às práticas selvagens, isto é, consumir carne humana levaria à deterioração do corpo e a perda da alma (CHICANGANA-BAYONA, 2006).
Mostrar mais

12 Ler mais

O impacto da alfabetização visual Paranista respondendo ao ideal-republicano

O impacto da alfabetização visual Paranista respondendo ao ideal-republicano

O pinheiro esteve presente na maior parte da produção artística dos artistas que viviam no Paraná desde a década de 20 ou 30, quando o Paranismo teve sua ascensão, continuou presente nas obras de artistas que surgiram posteriormente ao movimento e continua marcando presença em obras de alguns artistas que atualmente vivem no Estado. Segundo Pereira, a representação pictórica do pinheiro e de seus frutos foi tão forte que ultrapassou as telas dos quadros e ganhou as ruas curitibanas e paranaenses, aparecendo na estilização simbólica das calçadas, iluminarias públicas, pilares, etc.
Mostrar mais

9 Ler mais

Panoroma da inserção da educação ambiental nas instituições estaduais de ensino superior do Paraná

Panoroma da inserção da educação ambiental nas instituições estaduais de ensino superior do Paraná

Uma situação que chamou atenção do grupo foi o número de trabalhos e áreas do conhecimento envolvidas, as quais os membros da Comissão não possuíam conhecimento da sua existência, lembrando que esse levantamento foi realizado por professores dessas instituições investigadas. Essa observação corrobora com Morales (2009a) que considera que são perceptíveis as iniciativas singulares introduzidas no cenário da pós-graduação e que essas atividades científicas produzidas nesse setor, encontram-se relacionadas particularmente, aos próprios sujeitos que buscam e criam espaço para a produção do conhecimento na área de EA. Essa situação reforça a importância da organização em rede dos pesquisadores em EA no Paraná.
Mostrar mais

18 Ler mais

CARL SAGAN: A EXPLORAÇÃO E COLONIZAÇÃO DE PLANETAS

CARL SAGAN: A EXPLORAÇÃO E COLONIZAÇÃO DE PLANETAS

que só voltaria a escrever 14 anos depois, em 1972, por acaso um ano antes de Sagan terminar o livro Conexões cósmicas 4 , onde Sagan discute tópicos da astrofísica e da ciência do Sistema Solar até a colonização de outros mundos. Por acaso Sagan receberia o prêmio John W. Campbell Memorial de melhor livro de ciência de 1974. Foi considerando este potencial mercado de leitores de ficção científica para este tipo específico de trabalho que o escritor preparou um artigo voltado somente para a publicação em revistas de ficção científica da época, ou seja, submetendo o artigo a J. Campbell, que o publicou na Astounding, o que lhe abriu a possibilidade de escrever sobre ciências de uma forma simples e compreensível, personalizada e livre do estilo e da linguagem característica das publicações científicas. Uma das razões que tornariam Asimov ainda mais prolífico como autor de não ficção era que em ficção cada história tem que ser única e diferente; já no artigo sobre ciência escrito para um jornal científico, ele pode ser ampliado e passado para uma linguagem popular a fim de ser publicado na Analog, e em seguida, resumido e simplificado para publicação no Science World 5 . Mas foi de sua terra natal, a URSS, que veio a inspiração para se dedicar com afinco ainda maior à literatura de divulgação científica. Em 1957, com o lançamento do Sputnik, Asimov viu outro país tomando a dianteira da conquista espacial. Cidadão americano desde 1928, o escritor acreditava na ciência sendo colocada em beneficio do seu povo. Então a partir de 1958, Asimov decidiu contribuir para a popularização da ciência. Foi daí que surgiu sua coluna no Magazine of Fantasy and Science Fiction, publicada sem interrupção desde novembro de 1958. Esse trabalho lhe garantiu em 1963, um prêmio de melhor escritor e divulgador de ciência de ficção científica chamado “Hugo Especial”, uma homenagem feita por ele levar ciência à ficção científica. Inicialmente, a temática era voltada a ciências como astronomia, química, física, biologia e matemática. Em um de seus livros de divulgação, Civilizações extraterrenas , Asimov faz uma declaração simples e objetiva sobre a exploração espacial, segundo Asimov:
Mostrar mais

80 Ler mais

INTÉRPRETE OU MEDIADOR? DA COLONIZAÇÃO À GLOBALIZAÇÃO

INTÉRPRETE OU MEDIADOR? DA COLONIZAÇÃO À GLOBALIZAÇÃO

A colonização foi um dos episódios da história que mais simbolizou o poder da língua entre os povos. A autoridade de uma nação colonizadora era imposta à população indígena através da imposição da língua do dominador. Em vários casos, aliás, a simples comunicação numa língua desconhecida pelo destinatário da mensagem era tida como suficiente para a imposição de regras; bem o demonstra, aliás, o Requerimiento espanhol, documento que impunha obrigações aos nativos onde quer que desembarcassem navegadores daquele país – e que, sendo lido em castelhano, naturalmente nunca poderia ser compreendido.
Mostrar mais

19 Ler mais

A CRONÍSTICA DE GASPAR DE CARVAJAL E A COLONIZAÇÃO DA AMAZÔ

A CRONÍSTICA DE GASPAR DE CARVAJAL E A COLONIZAÇÃO DA AMAZÔ

Tendo em vista a boa receptividade dos índios “y en señal de posesión mandó poner una cruz muy alta, con la cual los índios se holgaran [...]” (CARVAJAL, 2011, p. 24). Neste momento nota-se uma tentativa de impor o cristianismo para representar a tomada de posse daquelas terras pela empresa colonizadora, pois “O bom rei era aquele capaz de conduzir o seu reino para a salvação, sendo bom, justo e propagador da fé cristã” (ZIERER, 2003, p. 02). O colonizador sempre devia obediência a Deus e à Coroa neste processo de colonização.

15 Ler mais

Show all 3717 documents...

temas relacionados