Petróleo - Prospecção - Brasil

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Análise microestrutural de tubos API N80 soldados pelo processo HF/ERW para prospecção de petróleo e gás

Análise microestrutural de tubos API N80 soldados pelo processo HF/ERW para prospecção de petróleo e gás

Esse aumento no consumo tem exigido não apenas a utilização intensiva da malha de dutos existente no País, como vem impulsionando o seu crescimento dos atuais 18 mil km para mais de 25 mil km nos próximos anos. Como resultado, a Petrobras projetou investir US$93 bilhões no setor até 2013, em razão das recentes descobertas de reservas de gás natural na Bacia de Santos e de petróleo e gás nas gigantescas Bacias de Tupi e Júpiter (ANP, 2013).. Neste cenário, a região Sudeste, particularmente o Estado de São Paulo, surge como um elemento-chave no panorama energético e dutoviário brasileiro, por concentrar a malha mais extensa em operação no País, responsáveis por cerca de 40% da produção de gasolina nacional, além de vários pontos de distribuição de gás do projeto GASBOL (gasoduto Bolívia-Brasil) à indústria paulista (JÚNIOR, 2004). Por outro lado, paralelamente ao aumento da produção e da demanda de consumo de petróleo e derivados e de gás natural, surge também a necessidade de reparos ou substituição das linhas envelhecidas ou danificadas (estima-se que 40% das linhas em operação no Brasil já ultrapassaram sua vida de projeto, de 20 anos (JÚNIOR, 2004) e de exploração das grandes reservas de petróleo e gás nas camadas pré-sal (em águas ultra-profundas). Neste contexto, a análise da integridade estrutural por meio de procedimentos baseados em princípios da mecânica da fratura é de fundamental importância tanto para aumentar a confiabilidade operacional dos novos dutos, como estender a vida útil das linhas já instaladas, visando a eliminar quaisquer riscos de vazamentos, com consequências ambientais, econômicos e até humanos de grandes proporções (e.g. Vila Socó, 1984, 93 vítimas oficiais, mais de 500 extra-oficiais).
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Análise microestrutural de tubos API P110, para prospecção de petróleo e gás, soldados pelo processo HF/ERW

Análise microestrutural de tubos API P110, para prospecção de petróleo e gás, soldados pelo processo HF/ERW

Neste cenário, a região Sudeste, particularmente o Estado de São Paulo, surge como um elemento-chave no panorama energético e dutoviário brasileiro, por concentrar a malha mais extensa em operação no País, responsável por cerca de 40% da produção de gasolina nacional, além de vários pontos de distribuição de gás do projeto GASBOL (gasoduto Bolívia-Brasil) à indústria paulista (HIPPERT JR, 2004). Por outro lado, paralelamente ao aumento da produção e da demanda de consumo de petróleo e derivados e de gás natural, surge também a necessidade de reparos ou substituição das linhas envelhecidas ou danificadas (estima-se que 40% das linhas em operação no Brasil já ultrapassaram sua vida de projeto, de 20 anos (HIPPERT JR, 2004) e de exploração das grandes reservas de petróleo e gás nas camadas Pré- Sal (em águas ultra profundas). Neste contexto, a análise da integridade estrutural por meio de procedimentos baseados em princípios da mecânica da fratura é de fundamental importância, tanto para aumentar a confiabilidade operacional dos novos dutos, como para estender a vida útil das linhas já instaladas, visando a eliminar quaisquer riscos de vazamentos, com consequências ambientais, econômicos e até humanos de grandes proporções (e.g. Vila Socó, 1984, 93 vítimas oficiais, mais de 500 extraoficiais).
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Prospecção tecnológica em brocas de perfuração em poços de petróleo / Technological prospecting in oil well drilling drills

Prospecção tecnológica em brocas de perfuração em poços de petróleo / Technological prospecting in oil well drilling drills

Em contrapartida, no Brasil pouco desenvolve internamente, a proteção é oriunda de empresas estrangeiras, protegendo no mercado brasileiro. Isto vai de encontro com a política de governo que objetiva a produção de petróleo e gás. A Petrobras, a maior operadora no território, detém o conhecimento das formações geológicas o que permite atuar muito forte no conceito de Brocas para contratar uma fornecedora para desenvolver o equipamento que acaba protegendo o equipamento.

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Desenvolvimento sustentável e saúde do trabalhador nos estudos de impacto ambiental de refinarias no Brasil.

Desenvolvimento sustentável e saúde do trabalhador nos estudos de impacto ambiental de refinarias no Brasil.

inadequada de resíduos e transporte de produtos perigosos (Sevá Filho, 2010; Souza e Freitas, 2002). Esse aspecto torna-se importante, diante da complexidade envolvendo o crescimento econômi- co e questões relativas à saúde do trabalhador, de modo a compreender o modelo sócioprodutivo e sua aproximação com o conceito de desenvolvimento sustentável a partir de aspectos que apontem para mudanças que implicam modificações econômicas e sociais promotoras da sustentabilidade, através da participação comunitária local e da reflexão acerca do modo como as pessoas vivem e trabalham (Leff, 1994). O conceito de saúde do trabalhador refere-se a uma política pública de saúde que visa à promoção e à proteção da saúde dos trabalhadores e à redução da morbimortalidade decorrente dos modelos de desenvolvimento e dos processos produtivos, me- diante a execução de ações de promoção, vigilância, diagnóstico, tratamento, recuperação e reabilitação da saúde (Brasil, 2012). Dessa maneira as ações de saúde do trabalhador podem ser entendidas como um conjunto de ações direcionadas à efetivação do desenvolvimento sustentável considerando as con- dições socioambientais relacionadas ao trabalho.
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A nova metodologia de cálculo dos royalties de petróleo no Brasil

A nova metodologia de cálculo dos royalties de petróleo no Brasil

Fernanda Delgado é pesquisadora na FGV Energia. Doutora em Planejamento Energético (engenharia), dois livros publicados sobre Petropolítica e professora afiliada à Escola de Guerra Naval, no Mestrado de Oficiais da Marinha do Brasil. Experiência profissional em empresas relevantes, no Brasil e no exterior, como Petrobras, Deloitte, Vale SA, Vale Óleo e Gás, Universidade Gama Filho e Agência Marítima Dickinson. Experiente na concepção e construção de planos de negócios para empresas de óleo e gás, estudos de viabilidade financeira de projetos e avaliação de empresas. Longa experiência em planejamento estratégico, fusões e aquisições, análise de negócios, avaliação econômico-financeira e inteligência competitiva.
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O Brasil estragou tudo

O Brasil estragou tudo

Quatro anos depois, a “The Economist” voltou a retratar a economia brasileira. A edição de setembro de 2013 traz de novo a imagem do Cristo Redentor, só que desta vez ele rodopia e imbica rumo à baia da Guanabara. O título pergunta: “O Brasil estragou tudo?” e a reportagem diz que o crescimento econômico está travado. O êxtase de 2009 se transformou em vergonha.

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Gás natural

Gás natural

Com este Caderno, posicionamos a primeira peça para uma construção sólida e bem fundada de políticas para o setor no Brasil. Procuramos consolidar as bases, repassando alguns princípios da indústria de Gás Natural e mapeando as características que essa indústria assume no país. Diante de um setor com alto grau de complexidade, entendemos que o diálogo aberto e imparcial com todos os agentes seria uma forma justa de garantir coerência de objetivos, após haver identificado onde estamos, onde queremos ir e aonde podemos chegar. Desse modo, o objetivo primário do trabalho foi levantar os grandes temas que afligem o setor de Gás Natural no Brasil e oferecer alternativas e cenários para discussão e solução das questões fundamentais.
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Acumulação de capacidades tecnológicas e fortalecimento da competitividade industrial no Brasil: breve análise empírica da Indústria de Petróleo e Gás

Acumulação de capacidades tecnológicas e fortalecimento da competitividade industrial no Brasil: breve análise empírica da Indústria de Petróleo e Gás

• Particularmente para a indústria petrolífera, a PITCE, a PDP e o PBM explicitaram metas e objetivos específicos para o setor. Nas linhas de ação horizontais da PITCE, estabe- leceu-se a meta de fortalecer a cadeia produtiva de petróleo e gás por meio da Rede Brasil de Tecnologia, que consistia na implantação de 165 projetos para a substituição competitiva de importações. A PDP tinha como objetivos para a indústria de petróleo e gás a liderança mundial e a conquista de mercados por meio da autossuficiência em petróleo e da revitalização e ampliação da indústria nacional, em bases competitivas sustentáveis, na implantação de projetos de óleo e gás no Brasil e no exterior. Estipula- ram-se as metas para o Brasil aumentar a produção de petróleo e gás natural e manter os 75% (já praticados) em conteúdo local nos projetos. Já o PBM objetivou ampliar a participação no fornecimento de bens e serviços de empresas nacionais; promover a inovação, incentivando a cooperação e o desenvolvimento tecnológico; aumentar a qualificação dos recursos humanos; incentivar polos produtivos e tecnológicos e a for- mação de empresas-âncora da cadeia de fornecedores de petróleo, gás e naval; e diver- sificar as exportações e promover a internacionalização das empresas brasileiras. Para isso, as medidas propostas contemplavam a manutenção no novo marco regulatório do petróleo dos recursos de participações governamentais (royalties) para inovação e capacitação da indústria de petróleo; a permissão do acesso das empresas à parte dos recursos da cláusula de P&D dos contratos de concessão para exploração, desenvolvi-
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Conteúdo local na indústria do petróleo e gás no Brasil

Conteúdo local na indústria do petróleo e gás no Brasil

Enquanto no Brasil utilizávamos o modelo acima, nos países que vieram a ser denominados “tigres asiáticos”, o modelo adotado foi o de buscar maior integração com a economia mundial , com incentivo e mesmo obrigação da exportação de parte importante da produção, mantendo a importação necessária ao desenvolvimento da indústria local, o que levou países como Coreia, Hong Kong, Cingapura e Taiwan a multiplicarem suas rendas e fortalecer suas economias, deixando para trás os países que apostaram no mercado interno e auto suficiência, como o Brasil.

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Petróleo e gás natural no Brasil e o direito dos investimentos

Petróleo e gás natural no Brasil e o direito dos investimentos

Marilda Rosado. Marilda Rosado de Sá Ribeiro é professora associada de Direito Internacional e Direito do Petróleo e Gás na Faculdade de Direito da UERJ. Doutora em Direito Internacional pela USP. Consultora do Lobo & de Rizzo Advogados. Anteriormente, atuou na Superintendência de Promoção de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e como consultora independente da Procuradoria Federal junto à ANP, além de ter atuado na área jurídica da Repsol YPF Brasil, Petrobras Internacional (BRASPETRO) e Petrobras. Integrante do Comitê Editorial do Journal of World Energy Law and Business (JWELB), pela Oxford Un. Press; Editora Chefe da RBDP – Revista Brasileira de Direito do Petróleo, Gás e Energia; membro do Conselho editorial do Panorama of Brazilian Law e da Revista de Derecho del Mercosur.
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Avaliação de diferentes processos oxidativos avançados no tratamento de resíduos de petróleo

Avaliação de diferentes processos oxidativos avançados no tratamento de resíduos de petróleo

Uma grande variedade de processos tem sido utilizada para tratar a borra de petróleo. Cada um deles apresenta uma série de vantagens e desvantagens. Segundo Mrayyan e Battikhi (2005) e Huang et al. (2005) a biorremediação apesar de ser um processo de baixo custo obtêm uma degradação do COT em torno de 50% porém apresenta um tempo de tratamento elevado cerca de 4 meses. Em contrapartida, segundo Karayildirim et al. (2006), na pirólise obteve-se degradação de estruturas orgânicas em uma primeira fase com temperatura de até 500 0 C, alem de gerar subprodutos que devem ser cuidadosamente descartados necessita de grande quantidade de energia.
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A POLÍTICA DO CONTEÚDO LOCAL COMO MEIO DE SE TRANSFORMAR A ORDEM SOCIAL E ECONÔMICA DO BRASIL  Flávio Pansieri, Luis Alberto Hungaro

A POLÍTICA DO CONTEÚDO LOCAL COMO MEIO DE SE TRANSFORMAR A ORDEM SOCIAL E ECONÔMICA DO BRASIL Flávio Pansieri, Luis Alberto Hungaro

No que toca especificamente ao petróleo e gás natural, nota-se que há o crescimento do consumo e certa dependência dos países quanto a esta matéria prima. Dados estatísticos disponibilizados pelo IBGE e ANP demonstram essa demanda pelo petróleo, pois o consumo de combustíveis derivados deste recurso natural aumentou significativamente no Brasil durante o interregno dos anos 2000 e 2011, indicando o salto de consumo de gasolina, por exemplo e respectivamente, de 22 e 36 milhares de metros cúbicos anuais, demonstrando um crescimento anual de 4,6% neste período. (ANP, 2015). De outro lado, estudos da ANP demonstram que o território nacional possui 29 bacias sedimentares com interesse de pesquisa de hidrocarbonetos, no entanto apenas 4,2% do total de 7,5 milhões de km² estavam sob contratação para atividades de exploração e produção, "incluindo concessões da Rodada Zero, da partilha de produção e da cessão onerosa". (ANP, 2015).
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A Não Linearidade do Nexus Desenvolvimento Financeiro - Crescimento Económico: O caso dos países produtores de petróleo

A Não Linearidade do Nexus Desenvolvimento Financeiro - Crescimento Económico: O caso dos países produtores de petróleo

Para apurar a permanência e robustez da relação entre DF e CE, efetuou-se uma extensão do período temporal em 9 anos e a consequente extração de 4 países. De referir que os maiores produtores de petróleo permaneceram na amostra. Esta nova análise veio fomentar o nosso estudo, pois ao aumentarmos o horizonte temporal, os níveis de significância no curto prazo tornaram-se inexistentes e no longo prazo aumentaram para 1%, em ambos os modelos (1A e 2A). As ilações retiradas vêm ajudar e complementar a literatura existente, provando que o setor financeiro ajudou o CE numa altura em que as instituições financeiras obtiveram impacto positivo e com o passar do tempo e consequente evolução dos mercados financeiros e setor bancário o DF atenuou, passando a influenciar negativamente o CE. Tendo em conta que as instituições financeiras em economias exportadoras de petróleo são mais fracas em comparação com as economias importadoras desse mesmo bem (Nili e Rastad, 2007; Al-Malkawi et al., 2012).
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Rev. Adm. Pública  vol.51 número5

Rev. Adm. Pública vol.51 número5

Este trabalho examina as mudanças no gerenciamento das receitas petrolíferas desde os anos 1990, período das reformas orientadas para o mercado, até o novo marco regulatório do petróleo aprovado em 2010. Baseado na combinação da perspectiva de longo prazo do institucionalismo histórico e nas ferramentas para modelar o com- portamento dos agentes do institucionalismo da escolha racional, o estudo sublinha a importância das ideias e dos interesses no resultado da política pública, considerando a interação dos atores no processo, o marco institu- cional, novas conjunturas críticas e conigurações nacionais e internacionais. Os resultados indicam que a política pública de petróleo no Brasil segue uma trajetória calcada nas ideias vigentes durante o período, reletindo os interesses dominantes em cada fase. Além disso, a situação econômica doméstica teve papel-chave ao determinar a necessidade de seguir as recomendações de políticas econômicas das organizações inanceiras internacionais. Palavras-chave: política pública, economia política, institucionalismo, petróleo, Brasil e Petrobras.
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Pelo ensino do português brasileiro como língua adicional no Egito

Pelo ensino do português brasileiro como língua adicional no Egito

A convivência com algumas alunas egípcias nos mostra que o contato com culturas novas, inclusive com um país que possui desafios semelhantes aos locais, a exemplo do Brasil, possibilita-lhes a renovação da esperança no futuro profissional. Como enfrentado pela população de diversos países dos diferentes continentes, muitos egípcios anseiam por encontrar saídas para o desemprego, inflação e defasagem salarial, falta de moradia e má qualidade de vida, falta de liberdade, motivos que os levaram à revolução de 2011. Nesse sentido, lembramos as seguintes palavras de Freire (1967, p. 53): “a desesperança das sociedades alienadas passa a ser substituída por esperança, quando começam a se ver com os seus próprios olhos e se tornam capazes de projetar”.
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Apuração de custos em refinarias de petróleo : um caso simulado

Apuração de custos em refinarias de petróleo : um caso simulado

O presente trabalho tem por objetivo provocar uma discussão sobre o sistema de apurar custos em refinarias de petróleo tendo em vista uma citação feita pelo Professor Charles Horngren em seu livro Contabilidade de Custos, no qual ele divulga uma pesquisa feita no Reino Unido em que as refinarias de petróleo não adotam o sistema de custos conjuntos apesar de sua produção ser considerada como tal. Visando sistematizar e racionalizar o desenvolvimento desse trabalho, foi usado o método dedutivo para alcançar o objetivo proposto. Procuramos, inicialmente, para contextualizar o nosso tema de apurar custos em refinarias de petróleo, através de pesquisas em livros, sites, jornais e revistas do ramo petrolífero, analisar todo o processo produtivo, não só no Brasil, como também, no cenário mundial. No caso do Brasil, chegamos à conclusão que, devido à política da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que visa dar suporte financeiro à empresa que monopoliza todo o sistema petrolífero no Brasil a PETROBRÁS, os preços de venda dos produtos oriundos das refinarias de petróleo são considerados estratégicos, portanto não tem nenhum relacionamento com os custos de produção, dessa forma qualquer sistema que se adote, desde que o resultado final seja um lucro que dê suporte financeiro à PETROBRÁS para novos investimentos, é suficiente. Já com os países que têm seus preços dependendo da livre concorrência é recomendada à adoção dos custos conjuntos.
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As relações econômicas internacionais do governo Geisel (1974-1979).

As relações econômicas internacionais do governo Geisel (1974-1979).

De meados da década de 1960 até o final da década de 1970, o Brasil ascendeu rapidamente na escala global de distribuição de poder econômico relativo, e, com isso, mudaram suas ambições e seu padrão de relacionamento com a economia mundial. O período no qual essas transformações operaram de forma mais complexa foi durante a presidência de Ernesto Geisel (1974–1979). Esses processos ocorreram em um contexto de declínio relativo dos Estados Unidos e de distensão da Guerra Fria, os quais proporcionaram as condições para a adoção de uma política econômica externa cuja tônica, entre outras, era a diversificação de parcerias sob o signo da promoção do desenvolvimento econômico (Lessa 1995). A orientação da diplomacia econômica definiu-se, portanto, pela aproximação com outros parceiros, entre eles a América Latina, a África e o Leste Europeu (Lima e Moura 1982, 351–54). Ao mesmo tempo, o período caracteriza-se por um projeto de asserção da autonomia nacional voltado para a redução das vulnerabilidades do País frente às incertezas da economia internacional. Nesse sentido, é ilustrativa a afirmação do chanceler Azeredo da Silveira de que o Brasil deveria almejar a condição de potência para ter a capacidade de “prescindir de outras nações líderes naquilo que [fosse] essencial à consolidação de seu desenvolvimento”. 2
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Acumulação de capacidades tecnológicas, inovação e competitividade industrial: alguns resultados para a Indústria Brasileira de Petróleo e Gás

Acumulação de capacidades tecnológicas, inovação e competitividade industrial: alguns resultados para a Indústria Brasileira de Petróleo e Gás

ção no fornecimento de bens e serviços de empresas nacionais; promover a inovação, incentivando a cooperação e o desenvolvimento tecnológico; aumentar a qualificação dos recursos humanos; incentivar polos produtivos e tecnológicos e a formação de em- presas âncoras da cadeia de fornecedores de P&G e setor naval; e diversificar as expor- tações e promover a internacionalização das empresas brasileiras. Para isso, as medi- das propostas contemplavam a manutenção, no novo marco regulatório do petróleo, dos recursos de participações governamentais (royalties) para inovação e capacitação da indústria de petróleo; a permissão de acesso das empresas à parte dos recursos da cláusula de P&D dos contratos de concessão para exploração, desenvolvimento e pro- dução de petróleo e gás natural, firmados pela ANP e pelas operadoras; a integração de conhecimento, inovação e tecnologia no conteúdo local brasileiro a partir das redes temáticas e do sistema tecnológico da Petrobras; a identificação de oportunidades de estímulo ao desenvolvimento e à nacionalização, pelas indústrias brasileiras de petró- leo e gás e naval, de equipamentos, sistemas complexos e serviços de valor agregado; o mapeamento de demandas tecnológicas não atendidas internamente para formação de parcerias entre empresas brasileiras e estrangeiras; entre outras. Na prática, o PBM expandiu linhas de créditos e incentivos para inovação por intermédio do BNDES e da Finep. Aquelas propostas, no entanto, não chegaram a ser consolidadas e foram des- continuadas com o fim da PBM em 2014. Deve-se chamar atenção, nesse caso, para a necessidade de continuidade e de um horizonte de longo prazo no desenho de políti- cas industriais voltadas à inovação.
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Aspectos petrográficos dos carbonatos da Formação Riachuelo - Albiano, bacia de Sergipe

Aspectos petrográficos dos carbonatos da Formação Riachuelo - Albiano, bacia de Sergipe

Os depósitos albianos na margem continental do Brasil constituem o registro da fase inicial do Atlântico Sul. Assentam-se, em grande parte, sobre camadas salíferas (margem leste) e constituem, neste segmento, espessos pacotes carbonáticos decorrente da combinação de mecanismos aleatórios de caráter global ou local e outros rítmicos, fortemente influenciados por fenômenos orbitais. As condições ambientais mantiveram-se ideais para fábrica carbonática até pouco antes do final do Albiano (Azevedo, 2004). O albiano é caracterizado pela instalação de plataforma carbonática na maioria das bacias da margem continental. Admite-se que a configuração do Atlântico sul – longa e estreita – na época tenha sido semelhante à do Mar Vermelho (Arai, 2007). O desenvolvimento da plataforma carbonática foi inibido apenas em algumas bacias da margem equatorial, (bacia da Foz do Amazonas, São Luiz e Ceará) em função de aporte terrígeno maior (Arai, 2007).
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Potencialidade de produção de biodiesel por óleos e gorduras residuais na cidade de Itabira-MG.

Potencialidade de produção de biodiesel por óleos e gorduras residuais na cidade de Itabira-MG.

Grande parte da energia produzida no Brasil provém de fontes renováveis. Porém, as energias não-renováveis são mais utilizadas, em especial o petróleo, cujas reservas são finitas. Uma alternativa para substituição do diesel é o biodiesel, biocombustível produzido por fontes renováveis ou recicladas, como óleos e gorduras residuais, OGRs, que geram menos poluentes que os combustíveis derivados do petróleo. O objetivo deste trabalho foi verificar, por meio de questionário, a geração de OGRs pelos estabelecimentos comerciais da cidade de Itabira-MG, de forma a avaliar e discutir a potencialidade de produção de biodiesel na localidade em função da oferta de OGRs, retorno financeiro e fatores logísticos. Para isso, na Prefeitura de Itabira foram levantados dados de todos os estabelecimentos que possuem alvará de funcionamento, escolhendo-se os que estão localizados em áreas centrais da cidade. Verificou-se a geração de quantidades insuficientes de óleo de soja e de gordura hidrogenada residuais, inviabilizando no momento a produção de biodiesel em grande escala. Contudo, em relação à simulação feita com os custos de produção do biocombustível, os valores encontrados são compatíveis aos do mercado consumidor. Além disso, um dado preocupante levantado foi a doação dos óleos de soja residuais para a reutilização por pessoas carentes da cidade, um destino perigoso à saúde dessas pessoas.
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