Pobreza rural

Top PDF Pobreza rural:

Efeitos do Pronaf sobre a pobreza rural no Brasil (2001-2009).

Efeitos do Pronaf sobre a pobreza rural no Brasil (2001-2009).

Resumo: O objetivo deste trabalho é analisar os efeitos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) sobre a pobreza rural (Índice FGT) no Brasil no período de 2001-2009. Para isto, são geradas estimativas das elasticidades (modelo de painel dinâmico: GMM-Sistema) Pronaf-renda e Pronaf- desigualdade. O trabalho parte do pressuposto que a variável Pronaf não afeta diretamente a pobreza rural e o faz a partir da variação da renda e/ou da variação na desigualdade de renda. A revisão da literatura indica que o aumento na renda per capita ou o decréscimo no Índice de Gini levam a uma redução da pobreza e, além disto, não há um consenso entre o efeito da variação nos repasses do Pronaf sobre a renda, desigualdade e pobreza rural. Os resultados das estimativas para o rural brasileiro indicam que: i) a elevação da renda per capita ou o decréscimo da desigualdade de renda tendem a reduzir a pobreza; ii) o efeito do Pronaf sobre a renda per capita média e a desigualdade de renda está condicionado às especificidades socioeconômicas das unidades de observação e iii) os gastos do Pronaf tendem a reduzir indiretamente a pobreza via elevação da renda média e da redução da concentração de renda.
Mostrar mais

20 Ler mais

Pobreza rural e degradação ambiental: uma refutação da hipótese do círculo vicioso.

Pobreza rural e degradação ambiental: uma refutação da hipótese do círculo vicioso.

Convém relembrar que observamos a degradação ambiental de for- ma qualitativa, expressando-a com base em um conjunto de diversas variáveis binárias. Em todos os casos, tomamos como valor igual a zero quando as práticas implicam em maior degradação, e valor igual a um quando as práticas implicam em menor degradação ambiental. Por ou- tro lado, as variáveis independentes utilizadas são aquelas apresentadas na seção anterior, que permitem a caracterização das condições sócio- econômicas dos indivíduos. Como regra geral, valores mais elevados destas variáveis apontam para melhores condições de vida dos indiví- duos. Assim, quando os sinais dos coeficientes estimados nos modelos apresentados abaixo são positivos, a relação entre pobreza rural e de- gradação ambiental é direta, ou seja, maior pobreza relaciona-se com maior degradação, e vice-versa. Por outro lado, quando os coeficientes
Mostrar mais

24 Ler mais

Análise  da pobreza rural no Brasil para os anos de 2004 e 2009

Análise da pobreza rural no Brasil para os anos de 2004 e 2009

Para lidar com o problema da pobreza é necessário identificar a sua causa, magnitude e localização, ou seja, é fundamental a sua mensuração. Objetiva-se com este estudo mapear a pobreza rural brasileira sob uma perspectiva multidimensional durante os anos de 2004 e 2009. Para tanto, é necessário elaborar uma medida multidimensional capaz de ordenar os estados brasileiros quanto ao grau de pobreza rural, além de identificar os atributos que mais contribuem para o problema. Confrontar a medida pobreza multidimensional com os tradicionais indicadores unidimensionais é relevante para dar robustez à medida elaborada. A técnica fuzzy e uma ponderação de pesos relativos foram usadas para construir o índice de pobreza. Os resultados confirmam que: i- as áreas rurais dos estados pertencentes às regiões Norte e Nordeste atingem o maior grau de pobreza (Amazonas é o mais pobre nos anos analisados circundado por estados como Tocantins, Acre e Maranhão), enquanto a população rural dos estados da região Sul, Sudeste e do Distrito Federal estão entre os menos pobres; ii- em 2004, os indicadores de proveniência da água e posse de fogão ganharam maiores pesos entre os estados das regiões Norte, Nordeste e Sudeste, o que demonstra baixa privação relativa destes bens e serviços por aquela população. Nos estados da região Sul e do Centro- Oeste as maiores ponderações (ou menores privações) são dadas, respectivamente, a posse de rádio ou TV e banheiro; em 2009, os indicadores de maior peso foram a posse de fogão e rádio ou TV para 25 das 27 unidades da federação; iii- a condição de ocupação e conhecimento demonstrou ser os atributos de maior contribuição para o índice multidimensional. A comparação do índice multidimensional e os tradicionais indicadores unidimensional FGT demonstrou reduzida correlação entre o índice multidimensional e a intensidade de pobreza (P1) e intermediária correlação entre o índice multidimensional e a proporção de pobreza (P0) e a severidade de pobreza (P2).
Mostrar mais

97 Ler mais

Eficácia e evolução dos indicadores socioeconômicos de famílias beneficiadas pelo programa de combate à pobreza rural: Projeto São José no Estado do Ceará.

Eficácia e evolução dos indicadores socioeconômicos de famílias beneficiadas pelo programa de combate à pobreza rural: Projeto São José no Estado do Ceará.

Resumo: Objetivou-se verificar a evolução de indicadores socioeconô- micos das famílias beneficiadas pelo programa de Combate à Pobreza Rural. Para tanto, foram feitas comparações intertemporais (ano de 1998 – ano base – e ano de 2001) de informações levantadas com beneficiá- rios de subprojetos selecionados (abastecimento de água, eletrificação rural, mecanização agrícola e Ação Fundiária) em 27 comunidades no Estado do Ceará. Os resultados permitem concluir que houve melho- rias, entre outras, no nível de educação, nas condições de moradia, nos hábitos alimentares, na aquisição de bens duráveis e na renda dos beneficiários entre os dois períodos e, ainda, observou-se que os bene- ficiados apresentaram “renda capita” superior à renda “renda capita” da população rural do Estado do Ceará.
Mostrar mais

17 Ler mais

Paradigmas do desenvolvimento e o exemplo do Instituto de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas através do Projeto de Combate à Pobreza Rural no Vale do Jequitinhonha-MG

Paradigmas do desenvolvimento e o exemplo do Instituto de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas através do Projeto de Combate à Pobreza Rural no Vale do Jequitinhonha-MG

Os principais objetivos do Idene são combater a pobreza rural e as desigualdade sociais, visando investir na formação do capital humano e social, implementando programas e projetos que transformem as potencialidades regionais em produtos, gerando trabalho e renda (IDENE, 2011). Busca também atrair investimentos, firmar cooperação com diferentes instituições, promover inclusão social e cidadania, mobilizar lideranças, capacitar agentes, articular atores e criar redes de desenvolvimento participativo sustentável (IDENE, 2011). Para tentar atingir tais objetivos, o Idene vem atuando mediante diversos programas, um dos quais, com grande complexidade, é o Projeto de Combate à Pobreza Rural (PCPR). O PCPR objetiva financiar ações das comunidades a favor da melhoria na sua qualidade de vida, por meio de investimentos em subprojetos de infraestrutura 1 , sistemas produtivos 2 e fins sociais 3 .
Mostrar mais

9 Ler mais

A pluriatividade das famílias rurais no Nordeste e no Sul do Brasil: pobreza rural e políticas públicas.

A pluriatividade das famílias rurais no Nordeste e no Sul do Brasil: pobreza rural e políticas públicas.

Entende-se que o equívoco das análises sobre a pluriatividade no Brasil se deve ao fato dessa temática importada não ter sido assimilada levando-se em consideração certas especificidades da realidade brasileira. Tais especificidades, que consideramos decisivas para a compreensão das perspectivas da pluriatividade no Brasil, são: a pobreza rural – intimamente ligada à pluriatividade no Nordeste – e a insuficiência das políticas públicas voltadas para as áreas rurais, incapazes de conter a tendência de abandono das atividades agrícolas pelos pequenos produtores familiares, caso específico da Região Sul, que possui, de um lado, uma agricultura altamente moderna e, de outro, entornos rurais (redes urbanas) desenvolvidos do ponto de vista não agrícola, cuja dinâmica conjunta desses dois lados não favorece, ao contrário do que a literatura preconiza, o crescimento da pluriatividade nessa região, conforme será mostrado mais adiante.
Mostrar mais

32 Ler mais

Avaliação ambiental dos subprojetos financiados pelo Projeto de Combate à Pobreza Rural

Avaliação ambiental dos subprojetos financiados pelo Projeto de Combate à Pobreza Rural

O estudo apresentado a seguir insere a dimensão ambiental na análise do PCPR e tem como objetivo principal avaliar os impactos ambientais provocados pelos subprojetos financiados pelo Programa de Combate à Pobreza Rural – PCPR II no Ceará, implantados no período de julho de 2002 a dezembro de 2008. A análise proporcionará subsídios para que sejam estabelecidos critérios adicionais na avaliação e aprovação de subprojetos futuros, além de priorização de ações para o Projeto São José III.

20 Ler mais

Análise das causas socioeconômicas da pobreza rural no Ceará

Análise das causas socioeconômicas da pobreza rural no Ceará

Objetiva-se analisar a pobreza nas áreas rurais no Estado do Ceará no que se refere às suas causas socioeconômicas como educação, idade, cor, gênero, atividade principal de ocupação e transferências governamentais. Além disso, objetiva-se analisar as características dos domicílios rurais relacionadas ao acesso a bens públicos. Estudam-se as causas da pobreza rural cearense com o objetivo de verificar possíveis alterações no nível da pobreza no período anterior e posterior do Plano Real. A partir dos microdados das PNAD, obtidos junto ao IBGE, determinam-se as variáveis que apresentam associação com a pobreza rural, por meio do modelo de regressão Logit e para analisar os determinantes dos indivíduos, calculam-se as contribuições marginais. Ademais, são calculadas as estatísticas descritivas das variáveis relacionadas às causas da pobreza e ao acesso a bens públicos. Conclui-se que as variáveis sexo, nível de escolaridade, recebimento de aposentadoria, pensão e atividade principal de trabalho possuem relação significativa com a pobreza da região, sendo as principais a educação e as transferências governamentais. Além disso, aumentou o acesso aos bens públicos, fato este que proporcionou melhor qualidade de vida para a população rural cearense.
Mostrar mais

69 Ler mais

Pluriatividade, pobreza rural e serviço doméstico remunerado.

Pluriatividade, pobreza rural e serviço doméstico remunerado.

Feitas estas primeiras considerações, a seguir realizaremos algumas observações comparativas entre as Grandes Regiões corrigidas e o Bra- sil, no que respeita ao nível e composição das rendas média e per capita das famílias extensas agrícolas, pluriativas e não-agrícolas, com base nos microdados da PNAD de 2001. Em seguida, verificaremos os possí- veis reflexos do crescimento da pluriatividade (agrícola + SDR), e de seus níveis de renda, sobre as famílias rurais pobres. Por fim, veremos também que o rápido crescimento das famílias de não-ocupados resi- dindo no meio rural também pode ser uma explicação para a redução da pobreza rural entre as famílias agrícolas.
Mostrar mais

24 Ler mais

O Pronaf B e a Pobreza Rural no Município de Caucaia, Estado do Ceará

O Pronaf B e a Pobreza Rural no Município de Caucaia, Estado do Ceará

A presente dissertação desenvolve a perspectiva do microcrédito como instrumento de combate à pobreza rural, tendo como referência o Programa PRONAF B como mecanismo de inclusão social da população mais carente, através de geração de renda. Os objetivos deste trabalho são as identificações do perfil socioeconômico dos beneficiários do PRONAF B, residentes em Caucaia, e das possíveis alterações nas variáveis econômicas da população local. Para a realização da pesquisa foram utilizados dados primários e secundários, obtidos, respectivamente, através de entrevistas e levantamento nos arquivos locais dos bancos de desenvolvimento e federações de agricultores locais. Discute-se, assim, o conceito e dimensão da pobreza no Brasil, com especial destaque à região Nordeste; a sociedade rural; política agrícola e agricultura familiar. Critica-se a origem da pobreza, a ponto de reclassificá-la como um conjunto complexo de fatos sociais que exigem uma reavaliação do Estado e da sociedade. Por esta via, para se alcançar a erradicação da pobreza, é necessário que se crie oportunidades para que a população pobre seja integrada à sociedade de consumo, através de programas de microcrédito, que proporcionem a correção dos fatos sociais desencadeadores da pobreza. Tudo isso induz à conclusão de que discutir simplesmente a pobreza como um problema de renda não constituirá solução para o problema.
Mostrar mais

69 Ler mais

Fatores determinantes da pobreza rural após o plano real no estado do Ceará

Fatores determinantes da pobreza rural após o plano real no estado do Ceará

Resumo: Objetiva-se analisar a pobreza nas áreas rurais no Estado do Ceará no que se refere às suas causas socioeconômicas como educação, idade, cor, gênero, atividade principal de ocupação e transferências governamentais. Além disso, objetiva-se analisar as características dos domicílios rurais relacionadas ao acesso a bens públicos. Estudam-se os determinantes da pobreza rural cearense com o objetivo de verificar possíveis alterações no nível da pobreza no período anterior e posterior do Plano Real. A partir dos microdados das PNADs, obtidos junto ao IBGE, determinam-se as variáveis que apresentam associação com a pobreza rural, por meio do modelo de regressão Logit e para analisar os determinantes dos indivíduos, calculam-se as contribuições marginais. Ademais, são calculadas as estatísticas descritivas das variáveis relacionadas às causas da pobreza e ao acesso a bens públicos. Conclui-se que as variáveis sexo, nível de escolaridade, recebimento de aposentadoria, pensão e atividade principal de trabalho possuem relação significativa com a pobreza da região, sendo as principais a educação e as transferências governamentais. Conclui-se também que aumentou o acesso aos bens públicos, fato este que proporcionou melhor qualidade de vida para a população rural cearense.
Mostrar mais

21 Ler mais

Análise  da pobreza rural no Brasil

Análise da pobreza rural no Brasil

b) indiretamente, com o crescimento agrícola contribuindo para o crescimento econômico em geral e este último impactando na pobre- za, constatação que é reforçada por estudos de Fields (1989), Squire (1993), Lipton e Ra- vallion (1995), e Deininger e Squire (1996). Entretanto, outros estudos como o de Timmer (1997) aponta que a eicácia do crescimento agrí- cola sobre a pobreza depende da distribuição da renda gerada neste setor. Sobre o fator distributi- vo da renda agrícola, Sarris (2003) complementa ao levantar a seguinte questão: “se a distribuição de terras agrícolas for altamente distorcida e o crescimento da produtividade agrícola favorecer os produtos gerados pelos grandes proprietários de terras, não será difícil ver-se que o crescimen- to agrícola não seria um fator de diminuição da pobreza”. Em conclusão, as evidências de que desenvolvimento agrícola esteja ligado à dimi- nuição da pobreza em geral e da pobreza rural, pode ser condicionada pela distribuição inicial de ativos e de renda, bem como pelas características de cada país.
Mostrar mais

19 Ler mais

Pobreza rural e conservação da Mata Atlântica no processo de transformação do sistema...

Pobreza rural e conservação da Mata Atlântica no processo de transformação do sistema...

Antes de tudo, é preciso dizer que as enchentes do Rio Ribeira de Iguape correspondem a um fenômeno natural periódico e bastante conhecido da população local. Conforme nos informaram alguns ribeirinhos, todo ano costuma haver enchentes no rio Ribeira, as quais que se propagam pelos rios afluentes. Estas enchentes apresentam as seguintes características: levam três dias para encher e depois, mais três para escoar; alagam uma área conhecida e não muito extensa, e não chegam a inviabilizar cultivos como o do arroz. Durante todo o século XX, apenas no ano de 1945, ouvimos relatos de cheia desproporcional e que causou prejuízos à população rural. Contudo, o levantamento da equipe de alunos de Maria Isaura Pereira de Queiroz (1969, p.44), o qual se baseia em depoimentos da população ribeirinha do Ribeira de Iguape (e não de seus afluentes), descreve cheias mais intensas “[...] de Registro a Iguape, as cheias são arrasadoras, pois as margens são baixas e quase se nivelam com as águas do rio” 125 .
Mostrar mais

209 Ler mais

Análise das causas socioeconômicas da pobreza rural no Ceará

Análise das causas socioeconômicas da pobreza rural no Ceará

As políticas de combate à pobreza, até então formuladas, não levaram em conta que o Estado do Ceará reúne problemas que necessitam ser resolvidos, tais como o baixo nível de desempenh[r]

24 Ler mais

O projeto “Paraná 12 meses” em um contexto de desenvolvimento rural sustentável

O projeto “Paraná 12 meses” em um contexto de desenvolvimento rural sustentável

O governo do Estado do Paraná, aproveitando a experiência do Banco Mundial no financiamento de projetos de assentamentos rurais em todo o mundo, elaborou o Projeto “Paraná 12 meses” visando o combate à pobreza rural. São 350 mil dólares aprovados para aplicação em 5 anos, até 2002, a fundo perdido. O Tesouro do Estado do Paraná participa com 50% dos recursos e o restante provém do Banco Mundial, na forma de financiamento. Esses recursos estão sendo aplicados na implantação das Vilas Rurais (experiência paranaense de assentamento rural), em trabalhos de conservação de solo (antigo projeto de sistematização de microbacias), e na melhoria da qualidade de vida de comunidades rurais pobres.
Mostrar mais

6 Ler mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO ACADÊMICO EM ECONOMIA RURAL HELSON GOMES DE SOUZA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO ACADÊMICO EM ECONOMIA RURAL HELSON GOMES DE SOUZA

O presente estudo analisa as relações entre pobreza, crescimento e desigualdade e seus efeitos nos meios urbano e rural do Brasil. Para tanto, o estudo é subdividido em dois capítulos, de modo que, no primeiro, busca-se verificar a existência de transbordamentos espaciais da pobreza nos meios urbano e rural das unidades de federação brasileiras. Além disso, a primeira parte desse estudo procura encontrar o valor da sensibilidade da pobreza nos meios urbano e rural do Brasil em relação a modificações nos níveis de crescimento econômico e desigualdade de renda, incluindo os efeitos da proximidade espacial dos estados. Nesse sentido utilizou-se uma metodologia capaz de captar o efeito vizinhança por meio da utilização de um painel de dados espaciais. Assim, foram calculadas as elasticidades renda e desigualdade da pobreza e o transbordamento espacial da pobreza referente às situações censitárias estudadas. Com o método utilizado, verificou-se que alterações no crescimento e nas desigualdades provocam transbordamentos espaciais da proporção de pobres no meio urbano, porém, esse comportamento é inexistente no meio rural brasileiro. Por meio da verificação da existência de spillovers espaciais no meio urbano, o ensaio mostra que medidas de combate à pobreza nessas áreas devem ser aplicadas nacionalmente. Já em relação ao meio rural, a inexistência de spillovers espaciais da proporção de pobres permite a aplicação de uma política pública de combate à pobreza rural, tanto no plano estadual como nacional. No segundo capítulo, demanda-se analisar os impactos do crescimento econômico e da desigualdade de renda sobre a pobreza dos meios urbano e rural dos estados brasileiros, considerando os efeitos dos níveis iniciais de desenvolvimento e desigualdade. Para tanto calculou-se as elasticidades renda e desigualdade da pobreza por meio de um painel dinâmico espacial. Dentre outras conclusões, os resultados demonstraram que a redução da pobreza ocorre de uma maneira mais intensa quando associada às reduções nos níveis de desigualdade. Concluiu-se também que uma política pública de combate à pobreza por meio do crescimento econômico ou da redução das desigualdades, aplicada ao meio urbano ou rural, obterá maiores resultados se aplicada com uma durabilidade mais extensa.
Mostrar mais

71 Ler mais

Pobreza multidimensional e seus aspectos subjetivos em contextos rurais e urbanos nordestinos.

Pobreza multidimensional e seus aspectos subjetivos em contextos rurais e urbanos nordestinos.

Além disso, para entender ainda mais a pobreza a partir de seus aspectos subjetivos, foram realizadas Análises de Regressão Múltipla para avaliar possíveis diferenças nesses aspectos entre zonas rurais e urbanas, tendo sido observado que há resultados contrastantes. Os aspectos subjetivos da pobreza podem influenciar a forma com o indivíduo percebe a sua situação de privação. Dessa maneira, observa-se que a única variável que funciona como preditora positiva da dimensão aspectos subjetivos da pobreza é a dimensão trabalho e renda no contexto rural. Então, quanto mais privado de trabalho e renda, a pessoa se percebe mais pobre subjetivamente. Dessa forma, por mais que a situação da dimensão educação e habitação sejam mais graves na realidade de pobreza rural, as pessoas residentes nessa área somente relacionam a pobreza com aspectos vinculados a trabalho e renda. Isso ocorre, porque pode haver uma adaptação ao contexto de privação desses âmbitos multidimensionais, como afirma Copestake e Camfield (2010).
Mostrar mais

11 Ler mais

Pobreza e o sistema de seguridade social rural no Brasil.

Pobreza e o sistema de seguridade social rural no Brasil.

A partir de dados em painel para as regiões rurais dos estados bra- sileiros no período 1995-2005, analisa-se o impacto das aposentadorias da seguridade social na pobreza. Essa análise é realizada controlando- se por outros determinantes da pobreza como o produto agropecuário per capita, a concentração de renda rural medida pelo coeficiente de GINI, os anos médios de estudo e o número de pessoas desocupadas com mais de dez anos de idade. Neste sentido, especifica-se um mo- delo econométrico dinâmico que é estimado pelo Método dos Momen- tos Generalizado-sistema (MMG-sistema) desenvolvido por Arellano e Bover (1995) e Blundell e Bond (1998). Os resultados do modelo per- mitem concluir que os benefícios da aposentadoria per capita não im- pactaram a pobreza rural no Brasil. Os fatores que contribuíram para a diminuição da pobreza rural foram os anos médios de estudo e o pro- duto agropecuário per capita com a predominância do primeiro. Por sua vez, o número de pessoas desocupadas influenciou de maneira posi- tiva a pobreza enquanto a concentração de renda rural não a afetou em nenhuma direção.
Mostrar mais

14 Ler mais

Buscando o Desenvolvimento Sustentável: um estudo sobre a relação entre pobreza e meio ambiente na Região do Cinturão Verde, Palmas/Tocantins

Buscando o Desenvolvimento Sustentável: um estudo sobre a relação entre pobreza e meio ambiente na Região do Cinturão Verde, Palmas/Tocantins

Nesta visão, a condição de pobreza rural, além de acelerar a degradação dos recursos naturais, poderia passar a criar, através de um círculo vicioso (poverty trap thesis), uma situação de perpetuação da sua condição como tal. Discutindo alguns condicionantes da pobreza rural na América Latina, Echeverria (1998, p. 6) alerta que “una gran mayoría de los pobres rurales vive en áreas de bajo potencial, incluyendo zonas degradadas, erosionadas o semidesérticas. Esta población tiene una gran dependencia en los recursos naturales que son la base de su sustento, pero por las limitantes en cuanto a la calidad y cantidad de estos recursos, cruzan el umbral de sustentabilidad y empiezan, por falta de otra alternativa, a destruir esta base”.
Mostrar mais

10 Ler mais

Política Territorial e Pobreza: o microcrédito orientado no Território Oeste Catarinense

Política Territorial e Pobreza: o microcrédito orientado no Território Oeste Catarinense

É recente a discussão que a academia, o poder público e a sociedade civil vêm realizando para diferenciar o paradigma tradicional das políticas públicas daquelas voltadas para o chamado desenvolvimento rural. E o crédito é um dos elementos estruturantes. Busca-se, neste artigo, questionar quais os principais fatores que limitaram o desenvolvimento do Microcrédito Orientado no Território Oeste Catarinense como política de atendimento aos segmentos mais vulneráveis da agricultura familiar no meio rural. O estudo se caracteriza como qualitativo de cunho documental, por privilegiar a observação vivenciada e a análise dos principais documentos orientadores da política territorial. Estruturou-se o trabalho em quatro sessões, a saber: a Política Social e a pobreza rural no Brasil; a Política Territorial e sua implementação no Território Oeste Catarinense; a Política de Microcrédito Orientado e, por fim, as considerações finais. Os dados apontam: os juros altos do crédito contribuíram para limitar o acesso pelo público-alvo; baixa rentabilidade da operação para a instituição financeira; limitação ou inexistência de divulgação do programa; e uma falta de integração do Plano de Microcrédito com ações de outras políticas afins.
Mostrar mais

29 Ler mais

Show all 5505 documents...