princípio da não discriminação

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Clarindo Epaminondas de Sá Neto & Felipe Rudi Parize, “A Homossexualidade como Elemento de Violação do Princípio da Não Discriminação no Mercado de Trabalho: Violência da Cultura à Estrutura” - 285

Clarindo Epaminondas de Sá Neto & Felipe Rudi Parize, “A Homossexualidade como Elemento de Violação do Princípio da Não Discriminação no Mercado de Trabalho: Violência da Cultura à Estrutura” - 285

ATOS DISCRIMINATÓRIOS. PRECONCETO AO HONO- SSEXUAL (sic). DANO MORAL. CARACTERIZAÇÃO. A conduta da empregadora, consistente no tratamento discrimi- natório dispensado ao autor no ambiente de trabalho, além de lhe acarretar humilhações, traz junto o desrespeito à sua digni- dade como pessoa humana, bem que merece total proteção, pois constitui um dos princípios fundamentais da Constituição Federal (inciso III do art. 1º da CF/88). A discriminação ao ho- mossexual no trabalho é preconceito que ofende ao princípio da igualdade, preceito que tem assento constitucional no art. 3º, que estabelece como um dos objetivos da República Federativa do Brasil a promoção do "bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de dis- criminação". Os atos discriminatórios violam, de igual forma, o Pacto de San Jose de Costa Rica, norma internacional ratifi- cada pelo Brasil, e que concretiza, também, o princípio da igualdade. (SANTA CATARINA, 2009).
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Princípio da não discriminação e não estigmatização: reflexões sobre hanseníase

Princípio da não discriminação e não estigmatização: reflexões sobre hanseníase

Este artigo baseia-se no artigo 11 da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, que trata do princípio de não discriminação e não estigmatização. O texto discorre sobre os conceitos de discriminação, estigma e violência estrutural, pensando-os no caso específico da hanseníase, sob a perspectiva da bioética e dos direitos humanos. A pesquisa considera ainda o fato de que o Brasil é o segundo país mais afetado pela doença. Como conclusão, destaca-se a importância da referida declaração como instrumento teórico-prático para enfrentar a exclusão social de pessoas nessa situação.
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Leitura bioética do princípio de não discriminação e não estigmatização.

Leitura bioética do princípio de não discriminação e não estigmatização.

O presente estudo objetiva realizar, na perspectiva da bioética, uma leitura analítica do artigo 11 da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos (DUBDH) da UNESCO, segundo o qual: “Nenhum indivíduo ou grupo deve ser discrimi- nado ou estigmatizado por qualquer razão, o que constitui violação à dignidade humana, aos direitos humanos e às liberdades fundamentais”. Tendo como referência os direitos humanos universais, são discutidos os seguintes conceitos indispensá- veis à compreensão dos processos de produção do estigma e da discriminação: identidade, alteridade, diferença e tolerância. O texto procura demonstrar a centralidade do princípio da não discriminação e não estigmatização na agenda bioética contemporâ- nea, ampliando a discussão para além das questões afetas unicamente aos campos da biotecnociência e da saúde, individual ou coletiva. Nesse sentido, traz para reflexão, além de questões do campo biomédi- co propriamente dito, aspectos de natureza social, indispensáveis no atual contexto internacional para uma melhor compreensão dos conflitos morais verificados nesse domínio.
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GÊNERO E DIREITO: Reflexões sobre o princípio da não discriminação na execução da igualdade da mulher no mercado de trabalho.

GÊNERO E DIREITO: Reflexões sobre o princípio da não discriminação na execução da igualdade da mulher no mercado de trabalho.

A Carta Magna de 1988 trouxe dispositivos que tratam da prote- ção do trabalho da mulher. To que diz respeito à diferença salarial entre os sexos, o art. 7º, XX, da CF, trata exclusivamente da proteção da igualdade salarial entre os gêneros, tendo em vista que as mulheres, conforme foi analisado anteriormente, sofriam discriminação, recebendo salários inferi- ores aos oferecidos aos homens. Assim, a norma tem como foco a proteção do mercado de trabalho da mulher através de políticas de incentivos fiscais para sua contratação, sem que com isso haja o choque com o princípio da igualdade, por se tratar de uma condição material . 26
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Leitura bioética do princípio de não discriminação e não estigmatização

Leitura bioética do princípio de não discriminação e não estigmatização

O presente estudo objetiva realizar, na perspectiva da bioética, uma leitura analítica do artigo 11 da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos (DUBDH) da UNESCO, segundo o qual: “Nenhum indivíduo ou grupo deve ser discrimi- nado ou estigmatizado por qualquer razão, o que constitui violação à dignidade humana, aos direitos humanos e às liberdades fundamentais”. Tendo como referência os direitos humanos universais, são discutidos os seguintes conceitos indispensá- veis à compreensão dos processos de produção do estigma e da discriminação: identidade, alteridade, diferença e tolerância. O texto procura demonstrar a centralidade do princípio da não discriminação e não estigmatização na agenda bioética contemporâ- nea, ampliando a discussão para além das questões afetas unicamente aos campos da biotecnociência e da saúde, individual ou coletiva. Nesse sentido, traz para reflexão, além de questões do campo biomédi- co propriamente dito, aspectos de natureza social, indispensáveis no atual contexto internacional para uma melhor compreensão dos conflitos morais verificados nesse domínio.
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Do Movimento de Securitização ao respeito pelo Princípio da não Discriminação – uma aproximação aos meios de tutela nacionais

Do Movimento de Securitização ao respeito pelo Princípio da não Discriminação – uma aproximação aos meios de tutela nacionais

RESUMO O recente movimento securitário que tem assolado a Europa, aliado especialmente aos fluxos migratórios instigados essencialmente por conflitos armados, tem feito recrudescer a preocupação pela proteção dos direitos fundamentais dos (i)migrantes e dos que buscam proteção ou refúgio junto da comunidade internacional, nomeadamente quanto ao respeito pelo princípio da não discriminação racial e étnica, cor, nacionalidade, ascendência e território de origem. O clima de intolerância que vem marcando as sociedades hodiernas, fez com que os Estados, e, em particular o Estado Português, criassem nas suas legislações internas mecanismos de tutela a fim de debelar a disseminação de situações potenciadoras de discriminação racial. No caso português tal tutela encontra ‑se plasmada na lei, tanto de um ponto de vista administrativo quanto criminal.
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Princípio da não discriminação e não estigmatização: reflexões sobre hanseníase

Princípio da não discriminação e não estigmatização: reflexões sobre hanseníase

Este artigo baseia-se no artigo 11 da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, que trata do princípio de não discriminação e não estigmatização. O texto discorre sobre os conceitos de discriminação, estigma e violência estrutural, pensando-os no caso específico da hanseníase, sob a perspectiva da bioética e dos direitos humanos. A pesquisa considera ainda o fato de que o Brasil é o segundo país mais afetado pela doença. Como conclusão, destaca-se a importância da referida declaração como instrumento teórico-prático para enfrentar a exclusão social de pessoas nessa situação.
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Princípio da não discriminação e não estigmatização: reflexões sobre hanseníase

Princípio da não discriminação e não estigmatização: reflexões sobre hanseníase

Este artigo baseia-se no artigo 11 da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, que trata do princípio de não discriminação e não estigmatização. O texto discorre sobre os conceitos de discriminação, estigma e violên- cia estrutural, pensando-os no caso específico da hanseníase, sob a perspectiva da bioética e dos direitos humanos. A pesquisa considera ainda o fato de que o Brasil é o segundo país mais afetado pela doença. Como conclusão, destaca-se a importância da referida declaração como instrumento teórico-prático para enfrentar a exclusão social de pessoas nessa situação.
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DIREITOS HUMANOS, PRINCÍPIO DA IGUALDADE E NÃO DISCRIMINAÇÃO: SUA APLICAÇÃO ÀS RELAÇÕES DE TRABALHO

DIREITOS HUMANOS, PRINCÍPIO DA IGUALDADE E NÃO DISCRIMINAÇÃO: SUA APLICAÇÃO ÀS RELAÇÕES DE TRABALHO

A Constituição de 1934, influenciada pela Constituição alemã de 1919, bem como por todo o movimento sindical europeu e brasileiro em favor da classe operária, foi o primeiro Texto Constitucional brasileiro a tratar dos Direitos Sociais, aliados ao Princípio da Igualdade e Não Discriminação. Retratou o Constitucionalismo Social na Ordem Jurídica Nacional, fazendo referência a um tratamento equânime para brasileiros e estrangeiros no que tange à proibição de privilégios ou distinções, “por motivo de nascimento, sexo, raça, profissões próprias ou dos pais, classe social, riqueza, crença religiosa ou idéias políticas” 300 . Adiante, ao tratar da Ordem Econômica e Social, seu art. 121, § 1º, a, estabeleceu a aplicação da cláusula de não discriminação às relações laborais; e proibiu a diferença de salário, quando o trabalho fosse o mesmo, por motivo de idade, sexo, nacionalidade e estado civil 301 .
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DISCRIMINAÇÃO PRIVADA E O SEGUNDO PRINCÍPIO DA JUSTIÇA DE RAWLS.

DISCRIMINAÇÃO PRIVADA E O SEGUNDO PRINCÍPIO DA JUSTIÇA DE RAWLS.

RESUMO O artigo examina se há alguma incompatibilidade entre práticas de discriminação privada (por exemplo, a discriminação no emprego e em associações, como clubes) e as duas partes do segundo princípio da justiça de Rawls, o princípio da equitativa igualdade de oportunidades (PEIO) e o princípio da diferença (PD). Argumento que a discriminação no trabalho e em outras áreas importantes para o desenvolvimento das aptidões inatas (como a educação e a saúde) somente atenta contra o PEIO quando tem como efeito geral o de tornar substancialmente desiguais as chances de cidadãos com similares aptidões inatas e motivação exercerem determinadas ocupações. Comento também algumas dificuldades para considerar vedados pelo PEIO dois casos comuns de discriminação, a discriminação baseada em qualidade de reação e a discriminação por indicadores. Em relação ao PD, defendo que a proibição à discriminação privada se relaciona ao bem primário das bases sociais do autorrespeito e está circunscrita aos casos de discriminação degradante, como tal entendida, de acordo com Hellman (2008), aquela cujo sentido expressivo é o de negar o igual status moral das pessoas pertencentes a um certo grupo.
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O princípio de não-discriminação tributária no comércio internacional de bens

O princípio de não-discriminação tributária no comércio internacional de bens

Como vimos, os Princípios de Não-Discriminação e da Proteção Aduaneira Exclusiva funcionam em conjunto, estruturando entre si os pilares do sistema multilateral de regulação do comércio internacional. Enquanto o segundo reserva para si o terreno básico de negociações no âmbito do Acordo Geral, no seu escopo precipuamente destinado à redução dos encargos aduaneiros, o primeiro visa a que tais iniciativas não gerem benefícios ao sistema que sejam eventualmente anulados ou reduzidos por meio de mecanismos unilaterais de política comercial. Serão efetivos, portanto, apenas na medida em que sejam mutuamente tomados como dependentes um do outro. Assim, as concessões tarifárias só fazem sentido se os Estados-Membros não discriminarem os produtos estrangeiros em proveito dos domésticos, de forma a não criarem encargos de efeito equivalente aos direitos aduaneiros, por meio dos gravames paratarifários; semelhantemente, a imposição da necessidade de igualdade de tratamento na tributação e na regulação internas, entre o produto doméstico e o estrangeiro e entre estrangeiros de diversas procedências, não acarretará realmente igualdade material, no sentido, que sempre repetir-se-á aqui, de iguais oportunidades competitivas no mercado do importador, de não produção de vantagens competitivas artificiais, se o sistema tarifário – rectius, dos encargos na importação – for por demais oneroso ao produto estrangeiro.
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PROTEÇÃO AO TRABALHO DA MULHER NO BRASIL

PROTEÇÃO AO TRABALHO DA MULHER NO BRASIL

Esse estudo procura demonstrar a trajetória histórica dos direitos da mulher, que foram lentamente e arduamente conquistados, diante de muita discriminação e preconceito. A luta pela busca dos direitos foi e continua sendo na tentativa de banir a taxação de que a mulher é inferior e dependente do homem, para ter uma condição de vida como ser humano igual, autônomo e digno. O presente artigo demonstra, as vitórias já alcançadas pelas mulheres, desde o reconhecimento da sua igualdade na Constituição Federal de 1988, e a conquista dos direitos trabalhistas da Consolidação das Leis Trabalhistas. A principal mudança veio com a Constituição Federal de 1988, que ampliou o conceito de família e reforçou o princípio da igualdade, expondo os mesmo deveres e direitos referentes à sociedade conjugal e vedando qualquer tipo de preconceito.
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XXVII ENCONTRO NACIONAL DO CONPEDI SALVADOR – BA

XXVII ENCONTRO NACIONAL DO CONPEDI SALVADOR – BA

Como exemplo de discriminação indireta, pode-se usar a contratação, por uma empresa, de dois funcionários: um deles, portador de uma deficiência física, 3 o que causa dificuldade para este se locomover; enquanto o outro não porta nenhum tipo de deficiência. E, para entrar no estabelecimento, há uma escadaria. Existe uma discriminação indireta ao portador de deficiência, ainda que a intenção legislativa – e até mesmo a intenção do empregador – seja gerar uma situação de igualdade entre os funcionários (LIMA, 2011, p. 219-220). Assim, ainda que não provida de intenção discriminatória, qualquer atitude nesse sentido deve ser “condenada por violação do princípio constitucional da igualdade material, se em consequência de sua aplicação resultarem efeitos nocivos de incidência especialmente desproporcional sobre certas categorias de pessoas” (GOMES, 2001, p. 24).
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A cidadania europeia antes e pós-Lisboa e correspondentes direitos atribuídos aos cidadãos

A cidadania europeia antes e pós-Lisboa e correspondentes direitos atribuídos aos cidadãos

Citamos ainda a mesma autora que nos ensina que para que o princípio da igualdade e não discriminação fosse consagrado na UE “foi decisiva a jurisprudência criativa e in[r]

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A igualdade de género no quadro da responsabilidade social – o projecto Equal Diálogo Social e Igualdade nas Empresas

A igualdade de género no quadro da responsabilidade social – o projecto Equal Diálogo Social e Igualdade nas Empresas

A dimensão aprendizagem ao longo da vida encontra-se aqui considerada em dois domínios: a educação e a formação. Estes são analisados tendo em conta um conjunto de possíveis acções ou medidas, reflexo da importância que a empresa lhes confere. Procura-se aferir se a empresa tem presente o princípio da igual- dade e da não discriminação entre mulheres e homens quando elabora planos de formação, e se assegura a ambos os sexos acesso idêntico à educação e à forma- ção, nomeadamente quanto ao que possa ser considerado aprendizagem conti- nuada. Outras questões interpelam a empresa sobre o cumprimento do número mínimo de horas de formação certificada, a priorização de homens ou mulheres em programas de formação dirigidos a funções onde estejam sub-representa- dos/as e a incorporação de módulos formativos em igualdade de género nos pla- nos de aquisição de competências.
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Discriminação de cores em profissionais da área técnica de empresa de material fotográfico.

Discriminação de cores em profissionais da área técnica de empresa de material fotográfico.

Objetivo: Avaliar a discriminação de cores em profissionais da área técnica de empresa de material fotográfico. Métodos: Foram incluídos 47 profissionais (37 homens) com idades variando de 18 a 41 anos (média 27,2 ± 5,6 anos), alocados em área técnica especializada em calibração e assistência de máquinas de revelação de fotos em 1 hora. O tempo de trabalho nesta atividade variou de 1 mês a 18 anos. O grupo controle constituiu de 22 voluntários (5 homens) com idades variando de 18 a 55 anos (Média 25,0 ± 10,6 anos). A discriminação de cores foi avaliada com o teste Farnsworth-Munsell 100-Hue. Os critérios de inclusão para os dois grupos foram: acuidade visual com a melhor correção óptica e ≥0,1 logMAR, fundo de olho normal, ausência de doenças hereditárias, sintomas visuais ou cirurgia ocular prévia. Resultados: Vinte e quatro (51%) profissionais do laboratório fotográfico apresentaram discrimina- ção superior, comparados a 18% dos voluntários. Vinte (42%) apresenta- ram discriminação de cores dentro da média e 3 (7%) apresentaram discriminação inferior. O índice de erros foi estatisticamente menor no grupo de profissionais quando comparado ao grupo controle (T=968.000, P=0,011). Não houve correlação entre o tempo de atividade na profissão e os resultados da discriminação de cores. Conclusões: Os profissionais da área técnica da empresa fotográfica mostraram discriminação de cores superior à do grupo controle.
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Discriminação múltipla e discriminação interseccional: aportes do feminismo negro e do direito da antidiscriminação.

Discriminação múltipla e discriminação interseccional: aportes do feminismo negro e do direito da antidiscriminação.

Nesse passo, a intersecção das identidades sociais representativas da mulher negra permite uma compreensão adequada da dinâmica discrimi- natória, tais como os estereótipos sobre as mulheres negras, como “mulas”, por aguentarem qualquer carga de trabalho (Collins, 2000, p. 11), e como aquelas tidas historicamente como as cuidadoras dos lares, que limpam, cozinham e cuidam das crianças (Hooks, 2000, p. 132) ou têm suas imagens hipersexualizadas e consideradas mulheres-objeto, alvo de assédios sexuais (Collins, 2000, p. 54). É também o caso da segmentação racial existente no mercado de trabalho, onde há a ocupação de trabalhos subalternos e ati- vidades manuais como de serventes, cozinheiras, lavadeiras e passadeiras pelas mulheres negras, sendo quase o dobro em relação às mulheres bran- cas (Bento, 1995, p. 482). Não somente o mercado de trabalho é que revela uma particular forma de discriminação sofrida pelas mulheres negras. O culto ao padrão estético de beleza baseado na branquitude e nas mulheres loiras atinge a autoestima, a afetividade e sexualidade das mulheres negras (Carneiro, 2003, p. 122).
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Entrevista com François Dubet Estigmas e discriminações: a experiência individual como objeto

Entrevista com François Dubet Estigmas e discriminações: a experiência individual como objeto

Em outros casos você tem uma hostilidade violenta. Penso que um brasileiro compreende muito bem o que falo, tendo em vista a ambivalência desse tema no Brasil, onde há uma formidável divisão e pluralidade étnico-racial e, ao mesmo tempo, uma relação interpessoal suficientemente boa entre os indivíduos de raças diferentes, porém sem apagar uma divisão estrutural. A partir do que li sobre o Brasil, surpreendeu-me o fato de que “em tal lugar há brancos” e que “em tal lugar há negros”, mas quando se encontram individualmente as relações são fraternais, ao contrário de outras sociedades. Então, de certa maneira, você tem forte discriminação e quase nenhuma estigmatização.
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Interculturalidade: por uma genealogia da discriminação.

Interculturalidade: por uma genealogia da discriminação.

Como visto, interculturalidade é associada a lutas por reconhecimento de identidades. Cada vez mais os países ocidentais, receptores dos fluxos migratórios atuais, en- frentam reivindicações de grupos minoritários. As trans- formações sociais das últimas décadas são em grande parte atribuídas ao fim do comunismo e das ideologias, que associados ao neoliberalismo e a globalização, empurra- ram grandes massas de pessoas para países ricos em bus- ca de melhores condições de vida e de trabalho. Conside- ramos que, além desses fatores, existe uma gênese ante- rior para a discriminação e a intolerância étnico-religiosa atuais que é a revolução iraniana, investigada por Foucault. O filósofo estava presente no momento em que a bússola mudou de posição, do norte ideológico para a ênfase nas tradições religiosas. Sua experiência, associada a nossa vivência cotidiana com a interculturalidade na Europa, nos estimulou a escrever este artigo.
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Língua, fala, sincronia e diacronia  no jogo de xadrez

Língua, fala, sincronia e diacronia no jogo de xadrez

sintaxe  rígida.  Com  o  progressivo  aumento  dessa  rigidez,  as  formas  linguísticas  podem  tornar‐se  bem  mais  dependentes,  sendo,  por  exemplo, reduzidas a clíticos ou a afixos. O uso pode ainda as levar ao  desaparecimento  por  erosões  fonológicas.  Assim  como  a  transformação  fonética  do  exemplo  saussuriano,  o  princípio  da  unidirecionalidade  corresponde  a  um  princípio  geral.  O  esquema  apresentado não é válido apenas para um ou outro tipo de estrutura  nem  para  um  ou  outro  momento,  mas,  sim,  para  toda  a  língua  independentemente  do  tempo.  Se  a  transformação  fonética  se  sobrepõe  a  particularidades  de  tempo  e  a  parcelas  específicas  da  língua,  o  mesmo  ocorre  com  o  princípio  da  unidirecionalidade.  Ele  diz  respeito  a  uma  lei  geral  a  que  o  processo  de  emergência  do  sistema está condicionado.  
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