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Brioflora de duas florestas de terra firme na Área de Proteção Ambiental do Lago de Tucuruí, PA, Brasil.

Brioflora de duas florestas de terra firme na Área de Proteção Ambiental do Lago de Tucuruí, PA, Brasil.

RESUMO - (Brioflora de duas florestas de terra firme na Área de Proteção Ambiental do Lago de Tucuruí, PA, Brasil). O objetivo deste trabalho foi investigar a riqueza da brioflora (Marchantiophyta e Bryophyta) de duas Zonas de Proteção da Vida Silvestre na Área de Proteção Ambiental Lago de Tucuruí, comparando os resultados encontrados com os de outras áreas de terra firme no Estado do Pará. O esforço amostral por área coletada foi de 200 amostras botânicas. No total, foram registradas 90 espécies, 29 musgos e 61 hepáticas, o que representa 25% da brioflora do Estado do Pará. Cololejeunea sicaefolia (Gottsche) Pócs & Bernecker e Cololejeunea planissima (Mitt.) Abeyw. são novas citações para a Amazônia brasileira e para as Américas, respectivamente. A riqueza encontrada, principalmente de táxons pouco ou nunca antes coletados no Estado, reforça a importância da conservação dessas áreas.
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Relação sociedade e proteção ambiental: estudo no entorno da Área de Proteção Ambiental do Campo de Dunas de Paracuru  CE

Relação sociedade e proteção ambiental: estudo no entorno da Área de Proteção Ambiental do Campo de Dunas de Paracuru CE

Se compararmos as respostas dadas pelo Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico com as dadas pela gerente da APA pode-se observar que não há coerência nas respostas, exceto quando se fala em projetos de educação ambiental. Se prosseguirmos com as comparações, veremos que as respostas dadas pelo Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico do Município de Paracuru não condizem em momento algum com o que foi observado no diagnóstico elaborado após a pesquisa in loco. Pode-se dizer que a falta de compromisso com a área em questão ou a concentração de cargos e ou poder, haja vista que as secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Cultura e Turismo estão sob a responsabilidade da mesma pessoa, podem está comprometendo o bom funcionamento destas secretarias e conseqüentemente da Área de Proteção Ambiental do Campo de Dunas de Paracuru.
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A tributação como instrumento de proteção ambiental

A tributação como instrumento de proteção ambiental

Com essa tarefa pretende-se descortinar objetivos que não representem necessariamente a instituição de novos tributos, tendo em vista que a carga tributária imposta aos contribuintes nacionais já se afigura extremamente elevada. Para alcançar o desiderato perseguido, o caminho mais adequado parece ser a realização de um processo de imantação das competências tributárias das entidades federativas pelos valores ambientais, de modo que as normas jurídico-tributárias editadas no exercício daquelas competências possam induzir comportamentos favoráveis à proteção ambiental aos contribuintes, estimulando boas práticas ambientais ou inibindo más condutas nesse sentido. Por outro lado, é fundamental que o Poder Público garanta o investimento dos recursos obtidos com a tributação ambiental na efetiva proteção do meio ambiente, o que pode ser alcançado por meio de um processo de vinculação de receitas tributárias, evitando que os créditos tributários originários de tributos ambientais sejam aplicados em finalidades diversas, desvirtuando sua finalidade legal.
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Avaliação ambiental estratégica e o plano de manejo nas áreas de proteção ambiental...

Avaliação ambiental estratégica e o plano de manejo nas áreas de proteção ambiental...

A presente pesquisa foi realizada com o intuito de identificar as contribuições da AAE para a elaboração dos planos de manejo das Áreas de Proteção Ambiental (APA) relacionados à conservação da biodiversidade e áreas protegidas. Para atingir este objetivo a pesquisa foi divida em três etapas. Na primeira, as questões relacionadas à biodiversidade e às áreas protegidas foram identificadas nos procedimentos metodológicos da AAE. Assim, na segunda etapa estas questões foram relacionadas com os benefícios da AAE. Com base nesta relação foi possível elaborar um quadro para comparar e analisar os estudos de caso (Plano local do Parque Nacional Cairngorms na Escócia e o Projeto de expansão do Parque Nacional Elefante Addo na África do Sul) com o roteiro metodológico para elaboração de planos de manejo de APAs quanto aos benefícios da AAE (terceira etapa). Desta maneira, verificou-se que os benefícios que a AAE proporciona aos PPPs não podem ser verificados em sua totalidade no roteiro metodológico para os planos de manejo de APA. Entretanto, há um potencial para que estes sejam alcançados, mas para isso seria necessário um instrumento, como a AAE, para auxiliar e avaliar o processo de elaboração dos planos de manejo de APAs.
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A convergência entre a proteção ambiental e a proteção da pessoa humana no âmbito do direito internacional.

A convergência entre a proteção ambiental e a proteção da pessoa humana no âmbito do direito internacional.

Na esfera da jurisprudência internacional, o Caso Gabcikovo-Nagymaros é o mais importante julgamento em que a CIJ pronunciou-se sobre o direito ambiental. Nessa disputa, sobre um tratado acerca da construção de uma série de usinas hidrelétricas no Rio Danúbio, a Hungria alega que a Eslováquia, ao implementar o projeto, não levou em consideração as questões ecológicas tampouco realizou um estudo sobre o impacto ambiental. A Corte entendeu que as partes estavam obrigadas a aplicar as normas do direito internacional do meio ambiente, não apenas visando às atividades futuras, mas também às ações já empreendidas. A Corte fez referência ao conceito de desenvolvimento sustentável e propugnou que as partes negociem em boa-fé, harmonizando os objetivos do tratado celebrado com os princípios do direito internacional do meio ambiente e do direito dos cursos de água internacionais. A CIJ requisitou que as partes cooperem para a administração conjunta do projeto e para a instituição de um processo contínuo de monitoramento e proteção ambiental. 25
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Avaliação da gestão ambiental das áreas de proteção ambiental do Estado do Ceará

Avaliação da gestão ambiental das áreas de proteção ambiental do Estado do Ceará

Nesta situação, de todos os índices que constituíram o Índice de Gestão Ambiental (IGA), as ações voltadas ao meio ambiente tiveram a maior participação na composição do IGA, onde todas as APAs apresentaram um bom desempenho no que se refere ao índice de meio ambiente, e este resultado reflete em uma maior participação deste índice na construção do IGA (Tabela 4). Por outro lado, o percentual do índice de empreendimentos apresentaram os resultados menos expressivos, com exceção no que foram observados nas APAs Lago da Bastiana e Maranguape, que apresentaram um resultado superior aos demais índices avaliados. Todavia, os gestores dessas APAs devem cobrar dos governos dos municípios, onde as unidades de conservação estão inseridas, uma atuação mais eficaz nas restrições a empreendimentos que causem danos ambientais, para que possa ser realizada uma gestão ambiental de acordo com as necessidades de uma área de proteção ambiental.
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Critérios de efetividade na proteção ambiental

Critérios de efetividade na proteção ambiental

Os critérios materiais de efetividade no plano global foram assim defi- nidos: (a) assegurar a proteção ambiental, (b) conduzir a modificação no com- portamento humano, (c) tiver impacto só por meio de sua própria existência, (d) possuir clareza no conteúdo das obrigações. e (e) dispor de metas e méto- dos. Com relação aos aspectos formais de efetividade no plano global, um tra- tado ambiental será considerado efetivo na medida em que ele: (a) tiver en- trado em vigor em tempo razoável, (b) contiver formas de garantir a confor- midade (compliance) e (c) contiver meios para promover o cumprimento (enfor- cement).
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Educação ambiental e educação infantil numa área de proteção ambiental: concepções e práticas

Educação ambiental e educação infantil numa área de proteção ambiental: concepções e práticas

Atualmente a questão ambiental revela-se como grande preocupação de diferentes instituições, como empresas, Organizações Não-Governamentais (ONGs) e escolas. No entanto, existem poucos dados e pesquisas sobre como tem sido desenvolvido o trabalho com Educação Ambiental na Educação Infantil, apesar de muitos professores afirmarem realizar atividades consideradas por eles como sendo de EA. Os Referenciais Curriculares Nacionais (RCNEIs) não apresentam os princípios, metas e objetivos da EA, a temática ambiental dificilmente está presente na formação dos professores da EI, além dos cursos de formação continuada serem destinados principalmente aos professores de outros níveis da Educação. Além desta pesquisa investigar a EA na EI, também mostra-se pertinente pelo fato de tal investigação ocorrer na Área de Proteção Ambiental (APA) de Campinas – SP, de importância significativa para a região. Diante destes fatores, esta pesquisa tem como objetivos: identificar as concepções de EA dos professores de Educação Infantil da APA de Campinas no processo de desenvolvimento de atividades consideradas como de EA; identificar as concepções de APA destes professores e que significados atribuem ao desenvolvimento de atividades consideradas como sendo de EA dentro desta área; identificar as características que estão presentes nas atividades de EA desenvolvidas por estes professores no que se refere aos objetivos, à temática, aos conteúdos, aos procedimentos pedagógicos, aos recursos didáticos, e à avaliação; caracterizar os aspectos que os professores destacam dentro da relação entre a EA e a EI, identificar se há aspectos positivos e dificuldades dentro desta relação, e caso haja, caracterizá-los. A análise foi realizada a partir dos dados coletados nas entrevistas, nas observações e nos documentos. Constatamos que as professoras de EI da APA de Campinas, em relação à concepção de EA, enfatizam a ação individual e comportamental. Também identificamos a presença da dicotomia homem-natureza, no sentido de considerar a natureza enquanto utilidade para o homem. Além disto, também percebemos que houve o tratamento de problemáticas socioambientais, principalmente relacionadas com resíduos sólidos e às enchentes. Quanto à APA, constatamos ser uma região privilegiada para o desenvolvimento de atividades de EA na EI, devido as suas características diferenciadas e das especificidades da faixa etária na EI. Além disto, também realizou-se a análise de elementos da prática educativa relacionada à EA: objetivos, temas, conteúdos, recursos didáticos, procedimentos pedagógicos e avaliação. Por fim, aspetos pertinentes à relação EA-EI foram também discutidos. A partir desta pesquisa, entendemos que a EA não deve ser encarada de uma mesma forma em todos os níveis do ensino, devendo considerar as características diferenciadas de cada faixa etária, como na EI.
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Avaliação Ambiental Estratégica e as Áreas de Proteção Ambiental.

Avaliação Ambiental Estratégica e as Áreas de Proteção Ambiental.

O estabelecimento e manejo de áreas protegidas constituem importantes estratégias para a proteção da biodiversidade. Para as Áreas de Proteção Ambiental (APA), os planos de manejo são essenciais para a consecução dos objetivos. Para melhorar os resultados, alguns países utilizam a Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) para elaborar planos de manejo. Essa estratégia tem apresentado bons resultados, com a melhora na gestão da área protegida. No Brasil, há um Roteiro Metodológico para Gestão de APAs (RMG-APAs) que orienta a elaboração dos planos de manejo desta categoria. Neste contexto, o artigo analisa as contribuições da AAE para os planos de manejo e discute se estas contribuições podem ser encontradas no RMG-APAs utilizado no Brasil. O método utilizado neste artigo foi qualitativo e, a partir de um levantamento conceitual obtido na literatura internacional e a definição de cinco unidades de análise, foi realizada uma análise documental de três estudos de caso relacionados às áreas protegidas. Dois destes trabalhos obversavam planos de manejo com influência da AAE (internacionais) e o terceiro, sem influência da AAE, o RMG-APAs. Os resultados mostram importantes contribuições da AAE para os planos manejo, a saber: melhor integração das etapas de planejamento, notadamente com outros planos de uso do solo e também de outros setores; avaliação dos objetivos dos planos de manejo; melhor integração e avaliação de estratégias envolvendo o social, o ambiental e o econômico; fortalecimento da gestão participativa e outros. Com relação ao RMG-APAs, a conclusão é que os planos de manejo poderão apresentar melhores resultados quando associados à AAE.
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Planos de manejo de áreas de proteção ambiental e a avaliação ambiental estratégica:...

Planos de manejo de áreas de proteção ambiental e a avaliação ambiental estratégica:...

O estabelecimento e manejo de áreas protegidas constituem importantes estratégias para a conservação e proteção da biodiversidade. Para as Áreas de Proteção Ambiental (APAs), os planos de manejo são essenciais para a consecução dos objetivos. Para melhorar os resultados, alguns países utilizam a Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) na elaboração dos planos de manejo. Esta estratégia tem apresentado bons resultados, com a melhora do planejamento e da gestão da área protegida da categoria V da IUCN (equivalente à APA). No Brasil, a AAE não tem regulamentação e os planos de manejo não são submetidos a uma AAE. Para orientar a elaboração dos planos de manejo no Brasil, roteiros metodológicos são utilizados. Contudo, os planos de manejo das APAs têm apresentado uma baixa taxa de implementação. Ao constatar esse cenário, a presente pesquisa propõe diretrizes e procedimentos para a elaboração de planos de manejo de APAs a partir das contribuições da AAE. Para alcançar este objetivo, em um primeiro capítulo, as contribuições da AAE para os planos de manejo da categoria V da IUCN são avaliadas. Este cenário internacional é composto por uma avaliação de oito casos de dois Parques localizados na Escócia, onde os respectivos planos de manejo são submetidos a AAE. Para avaliar as contribuições da AAE para estes planos de manejo, critérios baseados nas diretrizes da IUCN para elaboração dos planos de manejo da categoria V e nas boas práticas da AAE (Diretiva Europeia (2001/42/CE), no Protocolo da UNECE e Therivel (2004) são utilizados. Um segundo capítulo avalia o cenário nacional do planejamento de 17 APAs localizadas nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Pernambuco e no Distrito Federal. Para a avaliação do planejamento destas APAs, a metodologia proposta por Faria (2004), que avalia a eficácia
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TRANSNACIONALIDADE E A RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL: PROTEÇÃO AMBIENTAL COMO UM DIREITO HUMANO TRANSFRONTEIRIÇO

TRANSNACIONALIDADE E A RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL: PROTEÇÃO AMBIENTAL COMO UM DIREITO HUMANO TRANSFRONTEIRIÇO

Atualmente surgem inúmeros argu- mentos para justificar o fenômeno conhe- cido por Transnacionalidade e, aproximá- -lo de questões de direitos humanos e de proteção ambiental. A Transnacionalida- de é uma consequência da globalização, evidenciado pela desterritorialização dos relacionamentos político-sociais, o qual articula o ordenamento jurídico mundial à margem da soberania dos Estados. O meio ambiente é transfronteiriço porque uma possível melhora ou prejuízo am- biental vão, muitas vezes, para além do Estado, por isso, se deve tratar da prote- ção ambiental como um direito humano transfronteiriço. Nessa seara, a responsa- bilidade por dano ao meio ambiente é ma- téria que gera dúvidas e controvérsias e, por vezes, confusão, porque, a interdisci- plinaridade do Direito exige conhecimen- tos amealhados com seus diversos ramos, assim como, com outras áreas como a En-
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as implicações da categoria Área de Proteção Ambiental no Brasil  Daniella Eloi De Souza

as implicações da categoria Área de Proteção Ambiental no Brasil Daniella Eloi De Souza

Especificamente, na Área de Proteção Ambiental das Águas Vertentes, nota-se persistência de práticas antrópicas incoerentes com a utilização de dados estatísticos referentes ao seu territorio para fins contabilísticos das metas de áreas protegidas no país. Sobre esse aspecto, foi observado que há total desconhecimento da existência da unidade por uma parcela significativa dos grupos sociais. Ainda que timidamente, alguns comunidades declarem benefícios advindos da criação da unidade, muitos moradores que afirmaram que apesar da ciência da gestão ambiental do território pelo Estado, não visualiza qualquer mudança nas relações sociais ali presentes, que poderiam ser resultantes da existência da APAEAV. Percebe-se então, que as implicações socioambientais ocorridas por sua criação, não são de fato, sentidas pelos moradores, os quais deveriam ser os principais sujeitos de interesse dos benefícios propostos pela categoria.
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DIREITO DE PROPRIEDADE E PROTEÇÃO AMBIENTAL

DIREITO DE PROPRIEDADE E PROTEÇÃO AMBIENTAL

É que a implantação do Parque Nacional Mapiguari – assim como a de toda unidade de proteção integral – não se consuma com o simples decreto de criação, e, muito menos a desapropriação, com a só declaração de utilidade pública das áreas privadas contidas no perímetro. Não custa, aliás, advertir que a criação dessas unidades pode significar tão só limitações administrativas que não impliquem transferência de domínio, nos casos em que não haja esvaziamento do conteúdo econômico do direito de propriedade. E, como essa poderá ser a hipótese, não há falar em previsão orçamentária para expropriação ainda não efetivada. (MINISTRO CEZAR PELUSO, Supremo Tribunal Federal, 27623 MC/DF. DJe-210 DIVULG. 05-11- 2008 PUBLIC. 06-11-2008). (ANTUNES, 2011, p. 60).
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A tributação como instrumento de proteção ambiental no Brasil

A tributação como instrumento de proteção ambiental no Brasil

A Constituição Federal de 1988 conferiu especial tratamento à questão do meio ambiente, elevando esse bem de caráter difuso à categoria de direito fundamental. No intuito de preservá-lo, a ordem constitucional é dotada de diversos mecanismos voltados para esse fim, dentre eles, a possibilidade de se utilizar a tributação. Diversos princípios, tanto constitucionais, quanto infraconstitucionais, fundamentam a utilização da tributação como instrumento jurídico hábil à proteção do meio ambiente. Há um intenso debate jurídico sobre a idoneidade, as características, as finalidades e os princípios que fundamentam e delimitam a tributação ambiental. Diversas discussões e propostas de reformas do sistema tributário com o intuito de incluir a vertente ecológica em seu cerne têm sido desenvolvidas. A utilização da tributação como uma maneira de custear os gastos públicos relacionados com a causa ambiental, promover a internalização das externalidades negativas e como forma de induzir comportamentos em benefício do meio ambiente encontra amparo no ordenamento jurídico brasileiro. O presente trabalho busca demonstrar que o sistema tributário nacional é plenamente hábil a atuar como instrumento à disposição do Estado para concretização do direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, seja através da função fiscal dos tributos ou, principalmente, por meio do fenômeno da extrafiscalidade. Igualmente, pretende-se, por meio de análise doutrinária, jurisprudencial e de casos concretos, investigar se o sistema tributário pode ser efetivo para a proteção do meio ambiente na forma como ele está atualmente construído, ou se há necessidade de se proceder com mudanças em sua estrutura para que se alcance esse objetivo.
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Biossegurança, Proteção Ambiental e Saúde: compondo o mosaico.

Biossegurança, Proteção Ambiental e Saúde: compondo o mosaico.

Para o desenvolvimento sustentável, a preser- vação ambiental e as condições de saúde favorá- veis são questões essenciais; situações de risco pro- vocadas pela degradação ambiental e/ou por con- dições de saúde precárias comprometem os pila- res da sustentabilidade. Nesse sentido, é legado à sociedade a preocupação de escolher e decidir, a partir de diferentes percepções, aquilo que se cons- titui risco e qual a potencialidade envolvida nas situações criadas em razão do crescente emprego de inovações tecnológicas, mediadas pelo rápido avanço da ciência do mundo moderno.
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Acupuntura ecoturística em área de proteção ambiental: o caso de Guaraqueçaba (P...

Acupuntura ecoturística em área de proteção ambiental: o caso de Guaraqueçaba (P...

Surgidas a partir dos anos 1980 e regulamentadas por lei em 1990 pelo Decreto Federal n⁰1.922(BRASIL, 1996), as RPPNs são áreas destinadas à conservação da natureza em propriedades particulares. É uma Unidade de Conservação com o objetivo de conservar as condições naturais primitivas, semi-primitivas ou recuperadas, justiicadas pelo seu aspecto paisagístico ou para preservação do ciclo biológico de espécies de lora e fauna nativa, assegurando assim a sobrevivência da biodiversidade. As RPPNs são isentas do Imposto Territorial Rural (ITR), não podem ser desapropriadas para im de reforma agrária, possuem prioridade na análise de projetos encaminhados ao Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), preferência na análise de pedidos de concessão de crédito agrícola em áreas produtivas da propriedade e ampla possibilidade de estabelecer acordos de cooperação com instituições públicas e privadas em ações de manejo. Cabe ao proprietário assegurar a manutenção dos atributos ambientais da área e promover sua divulgação na região, submeter à aprovação do IBAMA ou órgão ambiental estadual o Plano de Manejo da RPPN e encaminhar anualmente ao órgão responsável, relatório da situação da RPPN e das atividades ali desenvolvidas.
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Educ. rev.  número23

Educ. rev. número23

interdisciplinar de pesquisa desenvolvido pela Linha de Pesquisa Sistemas Sociais, Técnicos e Naturais em Áreas Rurais - Pro- grama do Litoral Norte. Este programa definiu a APA de Guaraqueçaba, litoral norte do Paraná, Brasil, como espaço geo- gráfico para a elaboração do conhecimento da inter-relação entre os sistemas sociais e sistemas naturais. A presente tese analisa o processo de proteção ambiental na APA de Guaraqueçaba por meio das ações e das concepções dos agentes da proteção, órgãos estaduais ambientais e ONGs. O objetivo central é entender a história social da pro- teção desta área. À luz de teorias constru- tivistas, analisa particularmente as ações de proteção que foram dirigidas para a peque- na agricultura, procurando identificar a
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Processo Sancionador Ambiental e a Culpabilidade Penal

Processo Sancionador Ambiental e a Culpabilidade Penal

A proteção dos bens ambientais pode ser realizada por diversos ramos jurídicos. Destacam-se a proteção ambiental na esfera cível, voltada para a reparação do dano, e as atuações estatais punitivas, por meio do direito sancionador e do direito penal. Embora o ius puniendi seja efetivado tanto por normas penais quanto por normas de direito administrativo sancionador, há profundas diferenças entre elas. As diferenças são ligadas à tipicidade, à culpabilidade e às exigências de provas para a imposição de penalidades. A partir do método do diálogo das fontes, o artigo analisa a integração entre as esferas, principalmente entre as esferas penal e administrativa. Para fins comparativos, o trabalho propõe uma análise de decisões de tribunais brasileiro, colombiano e espanhol. O desenvolvimento permite concluir que elementos da apuração penal, mesmo sem sentença condenatória, podem ser suporte para a aplicação de sanção administrativa ambiental, como ocorre no instituto da transação penal.
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Responsabilidade civil ambiental como instrumento de efetividade do direito fundamental ao ambiente ecologicamente equilibrado

Responsabilidade civil ambiental como instrumento de efetividade do direito fundamental ao ambiente ecologicamente equilibrado

A consagração do direito ambiental na ordem jurídica dá-se mediante sua constitucionalização; porém, a par da existência de uma norma ambiental que tutele direitos, há que se buscar uma imposição de deveres. Conforme a evolução histórica da ciência jurídica, estes são essenciais ao mundo dos fatos, a fim de superar uma idéia “romântica”, utópica, baseada na indicação de direitos a todos. Mas ao certo, sem deveres não há direitos, ainda mais quando se pretende uma proteção ambiental eficiente. Ademais, a temática do meio ambiente envolve deveras situações complexas, as quais são baseadas na incerteza de danos e riscos ou ainda, na certeza de riscos, mas na incerteza da sua amplitude e nível de degradação. Em razão disso, o direito assume papel crucial, informando atitudes e impondo comportamentos a serem seguidos pela coletividade e Poder Público, transpassando segurança às relações sociais, mesmo que desacreditadas em alguns aspectos e realçando os fundamentos da Constituição Federal de 1988.
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The birth and redefinitions of environmental activism in Brazil.

The birth and redefinitions of environmental activism in Brazil.

causada por metais pesados” e na “avaliação do impacto disso na saú- de humana”. No final do mestrado, atuou como estagiária na Funda- ção Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler – Fepam, vinculada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul – Sema-RS, em um projeto sobre a “poluição do carvão”, sendo de- pois indicada por seu orientador para fazer um curso na Alemanha. Já no curso, sentiu-se mais impulsionada a participar da associação. Entrou em contato com a Federação Amigos da Terra Internacional e percebeu que podia, dentro da ADFG/AT, fazer de seu trabalho “um trabalho profissional e que existiam fontes de financiamento e de pro- jeto, inclusive dos Amigos da Terra Internacional”. Sendo assim, ao re- tornar, abandonou o estágio na Fepam em troca de uma função remu- nerada na ADFG/AT e depois ainda na Rios Vivos. Também nesse ca- so, a utilidade do conhecimento técnico-científico está diretamente as- sociada ao militantismo em organizações e movimentos sociais diver- sificados. Mesmo que sua intervenção na associação esteja centrada no exercício de uma função técnica vinculada ao tema “energia”, trata-se da realização de uma função de articuladora da ADFG/AT com “redes associativas” e organizações nacionais e internacionais. Nesse sentido, ela salienta que uma maneira de “trabalhar e fortalecer o movimento” não é “nem estudando ou levando especificamente um tema”, mas sim possibilitando os “contatos entre as pessoas”, “botando uma entidade em contato com a outra”.
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