Renda - Distribuição

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Efeitos da  do ICMS sobre a distribuição de renda no Estado do Ceará

Efeitos da do ICMS sobre a distribuição de renda no Estado do Ceará

Relata os efeitos regressivos causados pela tributação do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre as Prestações de Serviço de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS sobre a distribuição de renda no Estado do Ceará. Objetiva avaliar em que medida o ICMS apresenta impactos distributivos maiores sobre os segmentos mais pobres da população do que incidente nas camadas mais ricas. Utiliza o método econométrico de regressão simples pelos mínimos quadrados generalizados. Estima curvas de Engel, com o objetivo de determinar as elasticidades-rendas da demanda dos itens de consumo selecionados em relação aos respectivos recebimentos familiares per capita mensais. Estabelece relação contrafactual entre os rendimentos familiares per capita mensais, em cada classe de renda, antes e depois de se descontar o ICMS. Apresenta os resultados que comprovam a regressividade imposta pela tributação do ICMS. Conclui que a tributação imposta pelo ICMS onera mais pesadamente as pessoas e as famílias de menor nível de renda, sendo, portanto, um dos fatores responsáveis pela enorme desigualdade na distribuição de renda no Estado do Ceará.
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A distribuição funcional da renda no Brasil: 1959-2009

A distribuição funcional da renda no Brasil: 1959-2009

A distribuição funcional da renda, a despeito de sua relevância fundamental para a distribuição pessoal da renda, por sua vez, tem sido pouco avaliada, principalmente, devido à falta de informações. 5 Antes de 1990 esta informação era disponibilizada pela Fundação Getúlio Vargas, que até 1986 foi responsável pelos cálculos das Contas Nacionais, apenas nos anos em que houve Censo Econômico (1970, 1975, 1980 e 1985). Posteriormente, o IBGE assumiu a responsabilidade dessa estatística e elaborou um Novo Sistema de Contas Nacionais em que a cada ano, a partir de 1990, divulga uma Tabela de Recursos e Usos (doravante TRU) em que decompõe o valor adicionado entre outras rubricas em: remunerações de assalariados (REMASS = salários + encargos sociais), excedente operacional bruto (aqui identificado como EOBPuro) e Rendimento
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Distribuição de renda e pobreza no Brasil rural

Distribuição de renda e pobreza no Brasil rural

O assunto da distribuição de renda começou a ser estudado no Brasil na década de 70, quando foi possível comparar os Censos Demográficos de 1960 e 1970. Foi constatado, então, que o índice de Gini aumentou de 0,50 para 0,57. Houve um amplo debate nos anos 1970 sobre o que teria explicado o aumento na concentração. Havia duas interpretações distintas: Fishlow responsabiliza o regime militar (arrocho salarial, perseguição aos sindicatos, etc.) e Langoni atribuía a ascensão educacional, que teria beneficiado o trabalhador mais qualificado. Nos anos 90, os trabalhos apontam mais semelhanças do que divergências. Até 2000 o índice de Gini permaneceu alto (entre 0,58 e 0,62) e estável. A partir de 2001, quando há uma mudança no nível de concentração, o tema volta a ser estudo com maior afinco. Um grupo de estudiosos, como Barros e Hoffmann, entendem que a magnitude da queda é grande o suficiente para reduzir a pobreza. Um outro grupo reconhece que as mudanças foram significativas, mas não são capazes de promover mudança estrutural na distribuição de renda brasileira.
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Impacto do ICMS E IRPF na distribuição de renda no Estado do Ceará

Impacto do ICMS E IRPF na distribuição de renda no Estado do Ceará

Esta dissertação apresenta uma análise do impacto do Imposto Sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviço de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação- ICMS e do Imposto de Renda Pessoa Física-IRPF na distribuição de renda no Estado do Ceará. O objetivo do estudo é identificar se o ICMS é regressivo, penalizando as pessoas das classes de menor poder econômico, e se o IRPF compensa o efeito regressivo do ICMS. Foram utilizados no trabalho informações sobre consumo de 50 produtos das famílias cearenses constante dos microdados da POF-IBGE 2002/2003. O método utilizado para construir a função de regressão amostral foi dos mínimos quadrados ordinários. Estimam-se curvas de Engel com o propósito de determinar as elasticidades-renda da demanda dos produtos selecionados em relação aos respectivos dispêndios. Os resultados obtidos demonstram que o IRPF compensa a regressividade do ICMS, sendo as classes mais pobres as que arcam em termos relativos com o pagamento do ICMS no Estado do Ceará.
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Assimetria na escolaridade induz desigualdades na distribuição de renda no Brasil

Assimetria na escolaridade induz desigualdades na distribuição de renda no Brasil

O estudo objetiva aferir as desigualdades na apropriação da renda no Brasil, regiões e estados, bem como a assimetria em escolaridade. A hipótese central é que existe uma relação de causa e efeito entre escolaridade e renda no País. Para isso, lança mão dos dados brutos publicados pelo IBGE de PIB per capita em municípios, estados, regiões e Brasil para 2005, bem como das Pesquisas Nacionais de Amostras por Domicílios (PNAD) cobrindo o período de 2001 a 2006. Estimam as escolaridades médias em todos os estados, regiões e Brasil, bem como as respectivas taxas de aceleração. Com base nessas informações projeta o diferencial de tempo necessário para que cada estado, região e o Brasil consigam incrementar um ano de escolaridade média. Os resultados confirmam a grande assimetria que prevalece na escolaridade entre as regiões brasileiras e os estados. Mostra que nos estados mais ricos a escolaridade tem taxa de aceleração mais lenta, mas, devido aos níveis mais elevados, fazem com que o acréscimo de um ano de escolaridade média requeira menos anos letivos. O incremento do PIB per capita também apresenta uma maior resposta ao incremento de escolaridade nas regiões e estados mais ricos do que nos mais pobres. Conclui que, a permanecerem os atuais padrões de assimetria, sobretudo na apropriação da escolaridade, as desigualdades na distribuição da renda tenderão a se agravar no Brasil.
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A distribuição de quase-renda e a estratégia de diferenciação no café.

A distribuição de quase-renda e a estratégia de diferenciação no café.

A estratégia de diferenciação por parte dos produtores rurais visa evitar a concorrência preço e o declínio de sua participação no valor total gerado pela cadeia produtiva. A diferenciação leva à criação de quase–renda positiva, mas não garante que, na relação com os compradores, a renda extra seja distribuída favoravelmente para o segmento rural. O trabalho tem como objetivo discutir teoricamente como será distribuída a quase-renda ao longo tempo, considerando a relação entre produtores rurais e indústria processadora, que tem como principal elemento a diferenciação do produto. A fundamentação teórica é a da Economia dos Custos de Transação. Para a análise, foram escolhidos três critérios de diferenciação na cadeia café: i) certificado de orgânico; ii) qualidade excepcional; e iii) territoriedade (origem). Conclui-se que a diferenciação não garante a apropriação da quase-renda pelos produtores rurais. É a percepção do consumidor sobre qual é o atributo essencial na composição do produto final que determinará a distribuição da quase-renda.
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Pobreza e distribuição de renda em áreas rurais: uma abordagem de inferência.

Pobreza e distribuição de renda em áreas rurais: uma abordagem de inferência.

Os฀efeitos฀das฀novas฀políticas฀econômicas฀e฀sociais฀nas฀áreas฀rurais฀ do฀ Brasil฀ foram฀ bastante฀ diversos฀ e฀ devem฀ ser฀ tratados฀ com฀ atenção฀ particular.฀ Algumas฀ mudanças฀ ocorreram,฀ tal฀ como฀ também฀ para฀ a฀ população฀ urbana,฀ em฀ função฀ da฀ estabilização฀ de฀ preços฀ no฀ início฀ da฀ segunda฀ metade฀ da฀ década฀ de฀ 90,฀ sendo฀ que฀ os฀ efeitos฀ positivos฀ parecem฀esgotar-se฀a฀partir฀do฀final฀deste฀período,฀quando฀as฀elevadas฀ taxas฀ de฀ desemprego฀ e฀ a฀ situação฀ recessiva฀ do฀ País฀ contrabalançam฀ negativamente฀ os฀ ganhos฀ sociais฀ advindos฀ da฀ queda฀ inflacionária.฀฀ Algumas฀ transformações฀ econômicas฀ nas฀ áreas฀ rurais฀ parecem฀ ter฀ também฀contribuído฀para฀aplacar฀os฀efeitos฀da฀crise฀como฀é฀o฀caso฀do฀ crescimento฀das฀atividades฀não฀agrícolas฀em฀algumas฀regiões฀do฀Brasil฀ rural.฀No฀entanto,฀verifica-se฀tal฀como฀constatado฀em฀Neder/2001฀que฀ estas฀atividades฀contribuíram฀para฀a฀piora฀dos฀índices฀de฀distribuição฀ de฀renda฀rural.฀Um฀importante฀componente฀da฀renda฀rural,฀que฀são฀as฀ aposentadorias,฀passou฀a฀ter฀um฀papel฀relevante฀como฀fator฀distributivo฀ de฀ renda. 3 ฀ È฀ provável฀ que฀ a฀ forma฀ tal฀ como฀ se฀ direciona฀ a฀ trajetória฀
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O Efeito da Desigualdade da Distribuição de Renda no Crescimento Econômico.

O Efeito da Desigualdade da Distribuição de Renda no Crescimento Econômico.

No entanto, a maioria dos trabalhos empíricos sobre desigualdade e crescimento utiliza dados cross- country, ao invés de microdados de um único país (Otter, 2009). Grande parte dessas pesquisas tem so- frido críticas acerca da qualidade, consistência e comparabilidade dos dados utilizados, principalmente em relação às séries históricas de desigualdade (Schipper & Hoogeveen, 2005; Sierminska et al., 2006). Atkinson e Brandolini (2009) e Banerjee e Duflo (2003) destacam que as agências nacionais de estatística responsáveis pela compilação dos dados utilizam metodologias distintas, o que dificulta a comparabili- dade. Devido à esses fatores, as pesquisas cross-country combinam de forma inconsistente dados hetero- gêneos não comparáveis. Tal procedimento é inadequado, uma vez que o comportamento da distribuição de renda e os padrões de distribuição de famílias e indivíduos variam entre os países (Ehrhart, 2009; Kno- wles, 2005). Ao combinar dados de diversos países, os estudos assumem a hipótese de constância nos parâmetros estimados, desconsiderando-se os efeitos dos fatores específicos dos países, quase sempre advindos de variáveis não observáveis. Dessa forma, as inferências causais nesses estudos carecem de poder explicativo (Brock & Durlauf, 2001; Deininger & Okidi, 2003).
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Assimetria na escolaridade induz desigualdades na distribuição de renda no Brasil

Assimetria na escolaridade induz desigualdades na distribuição de renda no Brasil

O estudo objetiva aferir as desigualdades na apropriação da renda no Brasil, regiões e estados, bem como a assimetria em escolaridade. A hipótese central é que existe uma relação de causa e efeito entre escolaridade e renda no País. Para isso, lança mão dos dados brutos publicados pelo IBGE de PIB per capita em municípios, estados, regiões e Brasil para 2005, bem como das Pesquisas Nacionais de Amostras por Domicílios (PNAD) cobrindo o período de 2001 a 2006. Estimam as escolaridades médias em todos os estados, regiões e Brasil, bem como as respectivas taxas de aceleração. Com base nessas informações projeta o diferencial de tempo necessário para que cada estado, região e o Brasil consigam incrementar um ano de escolaridade média. Os resultados confirmam a grande assimetria que prevalece na escolaridade entre as regiões brasileiras e os estados. Mostra que nos estados mais ricos a escolaridade tem taxa de aceleração mais lenta, mas, devido aos níveis mais elevados, fazem com que o acréscimo de um ano de escolaridade média requeira menos anos letivos. O incremento do PIB per capita também apresenta uma maior resposta ao incremento de escolaridade nas regiões e estados mais ricos do que nos mais pobres. Conclui que, a permanecerem os atuais padrões de assimetria, sobretudo na apropriação da escolaridade, as desigualdades na distribuição da renda tenderão a se agravar no Brasil.
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A recente evolução da distribuição da renda na Região Norte do Brasil

A recente evolução da distribuição da renda na Região Norte do Brasil

Este trabalho tem como objetivo principal avaliar o comportamento da distribuição da renda domiciliar per capita na Região Norte do Brasil de 2004 a 2012. Como objetivos complementares, buscou-se: expor o debate existente na literatura recente sobre distribuição de renda no Brasil; determinar as causas imediatas de eventuais diferenças da distribuição da RDPC da Região Norte com base no grau de progressividade das parcelas da renda; analisar o efeito-composição e o efeito- concentração da variação do índice de Gini das parcelas da RDPC, de 2004 a 2012. Para atingir esses objetivos utilizou-se, como metodologia, o cálculo dos Índices de Gini, Mehran e Piesch e suas respectivas decomposições considerando parcelas da renda. Como base de dados, foram utilizados os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) para o período analisado. Como resultados, os índices de desigualdade da RDPC da Região Norte apresentaram comportamento diferente aos do Brasil e aos da maioria das demais Regiões oficiais, sendo parecidos aos que a Região Centro-Oeste (em especial o DF) apresentou. O índice de Gini da RDPC dos Estados da Região Norte tiveram comportamento não homogêneo no período analisado. A parcela da RDPC formada pela renda de militar e funcionário público da Região Norte se destacou por ter o maior grau de progressividade negativo em comparação ao do Brasil e do Distrito Federal, enquanto que a parcela “outros rendimentos” teve o maior grau de progressividade positivo, sendo responsável por 56,7% da mudança do índice de Gini de 2004 a 2012. Tanto o Brasil quanto a Região Norte registram aumento da escolaridade média. Porém, enquanto que no Brasil a dispersão da escolaridade diminui, na Região Norte aumenta, o que aumenta a dispersão dos rendimentos e, por sua vez, a desigualdade da renda.
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Participação das aposentadorias e pensões na desigualdade da distribuição da renda...

Participação das aposentadorias e pensões na desigualdade da distribuição da renda...

De acordo com Hoffmann (1995), a inflação acelerada provoca um efeito real de aumento da desigualdade devido ao atraso sistemático no reajuste dos rendimentos de certos grupos de pessoas. Os salários, de maneira geral, tendem a perder valor real em comparação com juros e lucros, aumentando a desigualdade da distribuição da renda. Outro efeito do aumento da inflação é o “ruído” estatístico. Com inflação alta, o valor nominal das remunerações sofre grandes mudanças de um mês para outro. Por exemplo, dois trabalhadores com o mesmo salário real médio em 1989 podiam estar com salários nominais muito diferentes em setembro daquele ano, se um deles pertencesse a uma categoria que obteve reajuste salarial em setembro e outro pertencesse a uma categoria que obteve reajuste em outubro. A inflação alta também faz as pessoas perderem a noção dos valores monetários, aumentando os erros de declaração.
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O efeito do ICMS e do IRPF na distribuição de renda das famílias cearenses

O efeito do ICMS e do IRPF na distribuição de renda das famílias cearenses

Para a variável renda, extraída da POF, foi utilizada a renda bruta monetária anualizada do domicílio, em que são consideradas todas as fontes de rendimento monetários obtidas pelo domicilio durante o período pesquisado. A distribuição da renda é agrupada em classes, permitindo, com isso, a estimação da quantidade paga de ICMS. Para a obtenção das classes de renda seguiu a Regra de Sturges, indicada para calcular o número aproximado de classes de frequências em modelos estatísticos com grande número de amostras. O número das classes de renda está relacionado com o número de observações, sendo obtido a partir da seguinte fórmula:
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Distribuição de renda, subdesenvolvimento e a relação centro-periferia

Distribuição de renda, subdesenvolvimento e a relação centro-periferia

Diversos exercícios realizados para o Brasil, embora relativamente datados, procuram testar a tese de que uma redução da desigualdade levaria a uma reorientação da demanda em direção a setores mais intensivos em trabalho. Dos mais recentes, os resultados obtidos por Locatelli (1985) e Bêrni (1995) com relação à economia brasileira apontam, a partir de abordagens baseadas na matriz insumo-produto, que a redução da desigualdade de fato resultaria em uma elevação no nível de emprego. É importante salientar, entretanto, que uma análise contrafactual que considere a relação entre distribuição da renda e padrões de consumo do ponto de vista setorial não consegue captar a totalidade do problema. Isso se deve ao fato de que um mesmo setor é responsável pela produção de diferentes produtos, com diferentes níveis de valor agregado. Dessa forma, é natural argumentar-se que a produção de um bem de maior qualidade não necessariamente irá envolver a utilização de uma maior quantidade de mão-de-obra para a sua produção, relativamente a um produto de menor qualidade, mas poderá requisitar uma maior intensidade de capital e mão de obra mais qualificada.
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Desenvolvimentos teóricos sobre distribuição de renda com ênfase em seus limites

Desenvolvimentos teóricos sobre distribuição de renda com ênfase em seus limites

Fica a impressão de que programas de estabilização realmente neutros (todos assim se anunciam) do ponto de vista distributivo são de execução muito difícil, para não cair no campo da absoluta impossibilidade. Os planos que se seguiram ao Cruzado (Bresser, Verão, Collor) já apontavam para um caminho mais ortodoxo, com ganhos em maior ou menor medida para os estratos superiores de renda, como revelam os números de Bonelli e Sedlacek. De forma mais ou menos intensa esses planos reduziram os salários reais e arrefeceram a atividade econômica, aumentando a desigualdade. Camargo e Ramos ressaltam a necessidade premente de reformas institucionais que afetem o processo de formação dos diferentes tipos de renda viabilizando política e economicamente programas de estabilização que não comprometem ainda mais a situação social, a qual prejudica a viabilidade econômica do país. Isso é reconhecido até por entidades ideologicamente insuspeitas em suas manifestações(FIESP, 1990), mesmo que seja pela necessidade de formação mais intensiva de capital humano, necessária para a aceleração do crescimento econômico. Lam e Levinson(1992) mostram, no entanto, que apesar da redução das desigualdades na educação, medida em anos de escolaridade dos homens adultos entre 1976 e 1985, os reflexos esperados na distribuição de renda por esse incremento no capital humano não foram suficientes para suplantar o efeito concentrador proveniente, segundo os autores, de outras fontes. Podemos nos perguntar até que ponto o aumento quantitativo de anos de escolaridade corresponde a um acúmulo efetivo de capital humano utilizável, visto a degradação qualitativa acentuada do sistema educacional.
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Distribuição de renda e crescimento econômico.

Distribuição de renda e crescimento econômico.

Na última década aumentou substancialmente a literatura que usa dados de um grande número de países para verificar como o crescimento econômico é afetado pela desigualdade da distribuição da renda em cada país (3) , pelo tipo de governo (mais ou menos democrático), pela desigualdade da distribuição da terra etc. Uma revisão dessa literatura em 1994 já mostrava que havia evidências de que a desi- gualdade da distribuição da renda estava inversamente associada com o crescimento econômico subseqüente (Alesina & Perotti, 1994 : 364 ) (4) . Há várias maneiras pelas quais a desigualdade da distribuição da renda pode afetar o crescimento, incluindo o fato de um perfil da demanda extremamente diferenciado impedir o aproveitamento das economias de escala. Alesina & Perotti encontraram apoio, nos dados internacionais, para a tese de que a desigualdade elevada causa instabi- lidade sócio-política a qual, por sua vez, dificulta o crescimento econômico. Embora haja efeitos econômicos diretos da forma da distribuição da renda sobre o cresci- mento econômico, a relação entre essas variáveis seria devida, pelo menos em parte, ao fato de maior desigualdade favorecer maior instabilidade político-social. Independentemente de se considerar que a redução da desigualdade seja uma condição importante para promover o crescimento econômico, parece haver um consenso, no Brasil, de que essa redução é um objetivo em si mesmo, indis- pensável para que se possa reduzir mais rapidamente a pobreza. E, quando se fala na necessidade de reduzir a desigualdade da distribuição da renda no Brasil, muitos imaginam um processo de redistribuição que iria reduzir apenas a renda dos extremamente ricos.
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Substituição de importações e distribuição de renda

Substituição de importações e distribuição de renda

verifica-se que tais políticas sempre implicam aumento na disparidade salarial en- tre trabalho qualificado e trabalho não qualificado, piorando a distribuição de renda. Dependendo de hi[r]

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A relação entre inflação e distribuição de renda

A relação entre inflação e distribuição de renda

Seguindo a linha argumentativa da economia política, para Dolmas, Huffman e Wynne (2000) o efeito positivo da desigualdade de renda sobre a inflação será maior em democracias do que em regimes não democráticos pois elas permitem maior representatividade dos diferentes interesses das classes econômicas. Realizam um pequeno exercício econométrico para motivar seu modelo, onde obtém o resultado que a desigualdade de renda associada a regimes democráticos explicaria em torno de um décimo da diferença dos níveis de inflação entre os países. Porém, o modelo deles não parece ser muito coerente, conforme aponta Albanesi (2007), pois argumentam que os ricos perdem mais com a inflação e que o governo se financiaria através da emissão monetária para redistribuir renda de forma mais igualitária, já que esse seria um tributo progressivo de acordo com a riqueza. Nessa proposta há uma contradição com a relação positiva entre inflação e desigualdade defendida pelos próprios autores - que só poderia manter-se no curto prazo -, pois no longo prazo, se a inflação tivesse por objetivo gerar melhor distribuição de renda, esse objetivo nunca seria alcançado porque ela somente estaria intensificando a desigualdade.
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O impacto da escolaridade sobre a distribuição de renda.

O impacto da escolaridade sobre a distribuição de renda.

Pessoa (2000) sugere que há dois enfoques em relação ao problema de desigualdade de renda: o primeiro, e mais importante, está relacionado à diferença de renda per capita entre as regiões, e o segundo, bem menos significativo, se refere à distribui- ção espacial da produção. Segundo o autor, supondo-se que há perfeita mobilidade de mão de obra entre as regiões, só pode haver diferencial de renda per capita entre as regiões se as características dos indivíduos das regiões diferirem. Dessa forma, as políticas de desenvolvimento baseadas em subsídios e acumulação de capital físico, que foram adotadas no Brasil, sempre tentaram focar o primeiro problema, mas, na verdade, são mais adequadas ao segundo enfoque. Barros (1993), Barros e Mendonça (1995) e Barros, Camargo e Mendonça (1997) reforçam a tese da im- portância das características dos indivíduos, notadamente daquelas relacionadas à educação, na determinação da diferença de renda através de evidências empíricas. Bourguignon, Ferreira e Leite (2002) investigaram as diferenças entre as distri- buições de renda do Brasil, EUA e México, utilizando uma extensão de Oaxaca (1973) e de Blinder (1973), que consiste na simulação de distribuições contrafac- tuais construídas a partir da substituição dos valores originais dos parâmetros da distribuição pelos da distribuição de outro país. Dessa forma, pode-se medir o efei- to na distribuição de renda de um país caso alguma característica dos indivíduos, representada por um parâmetro da distribuição de renda, seja equiparada a de outro país. Concluiu-se que a desigualdade de dotação de capital humano e transferências explica cerca de 2/3 da diferença de desigualdade entre o Brasil e o EUA.
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Crescimento e distribuição de renda

Crescimento e distribuição de renda

No capítulo 3 procurei contrapor outros modelos aos anteriores, no sentido de demonstrar que a relação inversa entre crescimento e distribuição de renda prevista pelos modelos do segundo[r]

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Educação e distribuição de renda

Educação e distribuição de renda

De modo que, não só o aumento dos retornos pessoas em educação indica um aumento da desigualdade, que realmente aconteceu, mas também tudo indica que seja o pr[r]

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