Top PDF A formação continuada em serviço social: uma experiência em construção

A formação continuada em serviço social: uma experiência em construção

A formação continuada em serviço social: uma experiência em construção

É no exercício profissional que a realidade social adquire a dimensão que lhe é própria: o cenário da tecedura das relações sociais. Conhecê-la e compreendê-la é uma atitude epistêmica e dialética: o conhecimento se transformando em ação e a ação transformadora convertendo-se em conhecimento. O diálogo aberto com as diferentes vozes que compõem o mundo do trabalho e a contemporaneidade – que nem sempre estão presentes nas salas de aula – é uma atitude corajosa de colocar um projeto pedagógico à prova da observação histórica. A formação continuada não vem para preencher lacunas da formação inicial, mas para inseminá-la, provocando reflexão e promovendo interrogações de sentido e efetividade. Assim, a formação inicial se abastece e se transforma com o diálogo rico, estabelecido com organizações, movimentos, atores que estão construindo seus projetos profissionais. Transformando-se, vai produzindo profissionais qualitativamente diferentes, cada vez mais próximos e sintonizados com seu mundo e tempo histórico. Quando dialogamos com a realidade social e não apenas com um projeto idealizado de profissão, estamos lançando mão de outros recursos heurísticos para intervir nessa mesma realidade que exige olhares múltiplos e complementares. O conhecimento vai se enredando na ação que passa a ser ressignificada e a produzir novas leituras e novas redes de significação e conhecimento. Sempre é oportuno a lembrança de Iamamoto (2000, p. 170) “quanto a necessidade de implodirmos com a visão endógena do Serviço Social e da vida universitária, prisioneira em seus “muros internos”. Este “salto para fora” dos limites profissionais e da vida universitária não significa a diluição das condições e relações específicas nas quais se molda a formação profissional; ao contrário, é mediação necessária para que ela possa adquirir inteligibil idade nos quadros do processo de vida social contemporânea, como totalidade social”.
Mostrar mais

7 Ler mais

A formação acadêmico-profissional em Serviço Social: uma experiência em construção na

A formação acadêmico-profissional em Serviço Social: uma experiência em construção na

Sabe-se que a tendência predominante tem sido outra: imprimir uma lógica mercantil e empresarial à universidade, estimulando a sua privatização, o que Chauí (1995) denomina de “universidade operacional” ou “universidade de resultados e serviços”, que prevalece hoje no ensino superior no Brasil. Ele decorre da ampla expansão do ensino privado, da mercantilização do ensino superior e de sua perda de qualidade. Estimula-se o cultivo da competividade e do produtivismo intelectual no ambiente universitário. A direção é sub- meter o ensino superior aos interesses empresariais, explícitos nas políticas de ciência, tecnologia e inovação (Amaral, 2012). O ensino por competência substitui o foco no conhecimento com valor maior em favor das capacidades instrumentais, na proposta do Banco Mundial (2002). A tendência é deslocar o centro de interesse dos conteúdos teóricos para outros de caráter instru- mental, centrados na prática e no sistema produtivo, sensíveis às exigências do mercado. A experiência brasileira em construção de educação em Serviço Social situa-se, de forma original, no contrafluxo dessas propostas.
Mostrar mais

21 Ler mais

Desenvolvimento psicomotor: uma experiência de formação continuada em serviço com professores da educação infantil

Desenvolvimento psicomotor: uma experiência de formação continuada em serviço com professores da educação infantil

Em relação à classificação, “quando dissemos classificação, estamos nos referindo ao processo de “perceber similaridades e diferenças” e “agrupar” coisas que são similares”. (KAMII, DEVRIES, 1992, p. 64). A classificação é uma construção que ocorre na criança por volta dos 7 - 8 anos (PIAGET, 1983). Piaget identificou três níveis de desenvolvimento nesse processo de aquisição da classificação (WADSWORTH, 1996). No primeiro nível, a criança de 4 a 5 anos seleciona e agrupa os objetos com base nas semelhanças; geralmente seleciona entre dois objetos (como exemplo: um círculo preto e outro branco; um triângulo azul e um círculo azul). No segundo nível, aos 7 anos, a criança forma coleções de objetos semelhantes em relação a apenas um atributo, tais como forma, cor. Como exemplo: pela forma, agrupa círculos amarelos e verdes, triângulos azuis e vermelhos; pela cor, agrupa círculos amarelos e quadrados amarelos. Falta a consciência das relações entre coleções e subcoleções, de inclusão de classes (como exemplo: a criança, ao receber 20 contas de madeira amarela e duas contas de madeira preta, e ser indagada se há mais contas de madeira ou contas de madeira amarela, nessa etapa, responderá que há mais contas amarelas). No terceiro nível, em torno dos 8 anos, as crianças compreendem o princípio da inclusão de classe (como exemplo: a criança, ao receber 20 contas de madeira amarela e duas contas de madeira preta, e ser indagada se há mais contas de madeira ou contas de madeira amarela, nessa etapa, responderá que há mais contas de madeira). Na análise dessa prática, na Cena 6, foi observado que T agrupou os objetos da mesma cor, ela classificou. Como não foram observadas outras atividades envolvendo a classificação, não foi possível estabelecer o nível atingido pela criança.
Mostrar mais

188 Ler mais

Contribuições da formação continuada em serviço para a construção da identidade do profissional de educação infantil

Contribuições da formação continuada em serviço para a construção da identidade do profissional de educação infantil

A experiência de formar-se continuamente em serviço parece ter uma dimensão importante para uma educadora que optou por permanecer com a atual FI (Ensino Fundamental incompleto). O sentir-se com valor representa um elemento importante para prosseguir o processo de identificação profissional, mesmo que essa educadora tenha informado em entrevista que pretende trabalhar com “limpeza” por não ter dom para função superior a que exerce atualmente. Enquanto estiver atuando na educação infantil estará participando de mudanças de identidade profissional impulsionadas pelo contexto e por motivações pessoais. Mesmo não havendo um projeto pessoal explícito para isso, os outros (crianças, colegas, educação infantil, etc.) e a participação nas atividades de formação contribuem significativamente. O movimento gerado pela maioria do grupo de educadoras em busca da identidade profissional envolve a equipe como um todo. Somos participantes de um mesmo projeto de trabalho na educação infantil e, portanto, torna-se difícil participar do grupo e não compartilhar de alguns pressupostos básicos como a necessidade de FC. O que pode variar é o grau de intensidade da partilha e do envolvimento.
Mostrar mais

164 Ler mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÓCIO-ECONÔMICO DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÓCIO-ECONÔMICO DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL

A construção do conhecimento acerca do Trabalho de Conclusão de Curso surgiu a partir da experiência de estágio curricular obrigatório em Serviço Social, realizado na Prefeitura Municipa[r]

85 Ler mais

Formação continuada de professores à luz do letramento - o memorial como espaço de formação continuada: relatos de experiência

Formação continuada de professores à luz do letramento - o memorial como espaço de formação continuada: relatos de experiência

Este texto traz relatos da experiência da implementação de produto educacional voltado para a Formação Continuada de Professores à luz do Letramento, no Curso de Especialização em Investigações Educacionais (CEIE) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM) – Campus Manaus Centro (CMC), lato sensu, durante a ministração da disciplina Oficina de Produção Textual, no período de 05 a 10 de novembro de 2018, sendo os professores em formação os acadêmicos do curso. Destaca-se que o objetivo da disciplina foi a construção de memoriais de formação, nos quais os participantes pudessem se enxergar como partícipes da construção e comunicação de conhecimento, bem como agentes de seu próprio saber. Desta maneira, para exposição dos relatos, dá-se ênfase à contextualização de como a ação foi planejada, ao conceito de memorial e sua relação com a formação de professores, bem como à narrativa dos acontecimentos pertinentes. Do processo formativo, pode-se inferir que os frutos resultaram no conhecimento pelos participantes de quem são, de seu papel em sociedade e de sua agência como profissionais. Assim, como consequência, se pôde constatar a produção do gênero textual/discursivo memorial como possibilidade de processo formativo significativo para os professores, pois esses encontros/aulas fez com que eles refletissem sobre suas práticas e ressignificá-las.
Mostrar mais

14 Ler mais

DOUTORADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS SÃO PAULO

DOUTORADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS SÃO PAULO

Este estudo se insere na área das Ciências Sociais, concentrando-se mais especificamente em Antropologia. Tem como tema a educação permanente de educadores, em especial, os docentes da Educação Básica em serviço. Particulariza-se pela busca de compreensão das possíveis contribuições que as abordagens do Pensamento Complexo, da Multirreferencialidade e Transdisciplinaridade poderiam apontar para a construção de propostas de educação docente permanente em serviço. O texto organiza-se numa leitura dialógica entre os saberes da Antropologia dos Sistemas Complexos. Pretende-se realizar uma leitura multidimensional, buscando saberes de campos diferentes para comporem uma leitura complexa e interdisciplinar a partir dos pressupostos teóricos da perspectiva de cidadania planetária, de Edgar Morin; de formação docente reflexiva, de Donald Schon; de construção de identidade docente, de Antonio Nóvoa e Isabel Alarcão; de construção ética, de Terezinha Rios; de construção de educadores no século XXI, de Selma Garrido. Mais adiante, há uma análise crítica do discurso de Competência de Phillippe Perrenoud, de Francisco Imbernón, em contraste ao discurso de autonomia e emancipação de Paulo Freire e Morin. A partir desses autores o estudo fixa- se na obra de Edgar Morin, em especial, ―Os sete saberes necessário à educação do futuro‖. Pretende-se obter um texto objetivando a uma leitura sobre a construção multidimensional do ser humano a partir da Educação. Enfatiza-se a possibilidade de um novo perfil de docência e de um novo papel do docente a partir do que se chama neste estudo de complexo-reflexivo inconcluso. Pretende-se sugerir a construção de saberes e práticas adaptadas às necessidades deste tempo de transição paradigmática no campo da educação. Entende-se a necessidade contemporânea de mudanças nos processos escolares, de tal forma que estas respondam às exigências de humanização, de consolidação de uma identidade antropoética e planetária. Objetiva-se de maneira mais específica discutir os limites de uma cultura de formação docente enraizada em uma concepção reducionista do ser humano, limitada a uma compreensão racionalista, cientificista, dualista e mecanicista do mundo, e apresentar a abordagem multidimensional como uma possibilidade de direcionamento programático à formação continuada docente. A amostra da empiria do estudo construiu-se durante uma jornada para educadores numa cidade do litoral paulista, em continuidade a outras do interior. Os resultados obtidos indicam que há a necessidade e a urgência de se repensar a formação inicial de educadores, bem como a emergência da formação permanente em serviço a partir de uma visão complexa e mais humanista.
Mostrar mais

200 Ler mais

Coaching instrucional: uma experiência promissora para a formação continuada em serviço de professores de línguas estrangeiras

Coaching instrucional: uma experiência promissora para a formação continuada em serviço de professores de línguas estrangeiras

De acordo com Zolnier (2011) e com as pesquisas compiladas por Barcelos & Coelho (2010), esta é também uma característica dos professores participantes do PECPLI: ensinar inglês por meio de jogos e músicas com vistas a facilitar a aprendizagem dos alunos. Ao investigar a formação em serviço de professores de inglês, Turbin (2010, p. 63) também destaca essa questão: os professores acreditam que “o ensino da Língua Inglesa pode ser feito através da música e de jogos”. Entendo que a utilização de letras de músicas em sala de aula, como insumo da La, permite aos alunos (e também ao professor) contato com amostras genuínas da La, o que lhes propicia oportunidade para aquisição de vocabulário, pronúncia, estruturas gramaticais etc. (Xavier & Coelho, 2006). Seguramente os ganhos de competência comunicativa seriam superiores em relação a um processo de ensino/ aprendizagem cujo foco recaísse na memorização de regras gramaticais por meio de exercícios normalmente considerados enfadonhos (Paiva, 2009). Assim, nas sessões de coaching, eu incentivava o uso de canções nas aulas de inglês, refletindo, com a professora, sobre sua utilização à luz dos princípios do ECLE:
Mostrar mais

206 Ler mais

Formação continuada em serviço em contextos descentralizados.

Formação continuada em serviço em contextos descentralizados.

No PDRAE são definidos quatro setores do Estado, a saber: o núcleo estratégico, formado pelo Legislativo, pelo Judiciário, pela Cúpula dos Ministérios e pelo Ministério Público; as atividades exclusi- vas, como regulamentação, fiscalização, segurança pública e seguridade social básica; os serviços não exclusivos, compostos por universidades, hospitais, centros de pesquisa e museus; e a produção para o mercado, representado pelas empresas estatais.

22 Ler mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd - CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd - CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Além da importância crescente da formação continuada de professores no debate sobre as políticas públicas educacionais, outra justificativa para o investimento na presente pesquisa está relacionada à trajetória profissional do proponente desta investigação. Primeiro, como professor da rede estadual, quando, a par das dificuldades inerentes ao ofício, foi dada a oportunidade de vivenciar uma experiência exitosa de formação em trabalho, propiciada pela coordenação de um projeto desenvolvido na escola na qual trabalhava, voltado ao uso das novas tecnologias e à formação em serviço. Posteriormente, como analista educacional da SEE/MG foi possível presenciar, nas escolas visitadas, em várias regiões de Minas Gerais, a carência por parte dos docentes de um aprofundamento quanto a alguns saberes necessários à sua prática, tais como a questão curricular e as avaliações externas, a presença da cultura da repetência e o baixo uso dos espaços pedagógicos da escola, notadamente, dos laboratórios de informática.
Mostrar mais

144 Ler mais

Serv. Soc. Soc.  número125

Serv. Soc. Soc. número125

Ao tratar das políticas, do Serviço Social, de experiência de formação e trabalho proissional, esta edição permite aos leitores e leitoras uma incursão para além do contexto brasileiro, trazendo aspectos da realidade espanhola, em que o debate sobre o Serviço Social se mistura à própria história do país em questão. O desemprego estrutural, resultado da forma de organização da produção, é uma realidade global, mas os níveis em que esse se expressa, incluindo um quarto da população na Espanha, é algo que merece relexão, ainal, esse país compõe a comunidade europeia, em que o sistema de proteção social, até há pouco tempo, pressupunha, ainda que efetivamente não praticasse, o pleno emprego.
Mostrar mais

6 Ler mais

PROJETO ESTRATÉGICO EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL: ANÁLISE DE SUA GESTÃO EM UMA ESCOLA MINEIRA QUE ATENDE ALUNOS DE ÁREA DE RISCO E EM VULNERABILIDADE SOCIAL

PROJETO ESTRATÉGICO EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL: ANÁLISE DE SUA GESTÃO EM UMA ESCOLA MINEIRA QUE ATENDE ALUNOS DE ÁREA DE RISCO E EM VULNERABILIDADE SOCIAL

O Plano de Desenvolvimento da Escola, dentre os outros módulos temáticos, vem complementar o Projeto Político Pedagógico da escola orientando as ações concretas e permanentes que serão colocadas em prática no cotidiano da escola a curto (até 2 anos), médio (2 a 5 anos) e longo prazo (duração de mais de 5 anos). Deve ser elaborado em consonância com o Plano de Desenvolvimento da Escola (Interativo) 29 , uma ferramenta on-line de planejamento da gestão escolar desenvolvida pelo Ministério da Educação e disponibilizada pelo Governo federal para todas as escolas públicas. A gestão participativa possibilitará a construção coletiva do Plano de Desenvolvimento da Escola e de todo trabalho a ser desenvolvido na escola, de forma que as avaliações reconheçam os mínimos avanços e retroalimentem as futuras ações. Assim, os problemas, os erros e os limites servirão como referências importantes para a mudança das práticas administrativas e pedagógicas na escola. Por tudo, espera-se que o Ciclo de Formação Continuada do PROETI auxilie no estabelecimento de princípios, diretrizes e propostas de ação para melhor organizar, sistematizar e significar as atividades desenvolvidas pela escola como um todo e contribua de forma significativa para a melhoria da aprendizagem dos alunos e em específico dos que participam do PROETI.
Mostrar mais

118 Ler mais

FORMAÇÃO CONTINUADA COLABORATIVA: UMA EXPERIÊNCIA DE PESQUISA

FORMAÇÃO CONTINUADA COLABORATIVA: UMA EXPERIÊNCIA DE PESQUISA

A formação continuada, seguindo as orientações da PACC, mostraram-se, con- forme verificamos nas pesquisas já desenvolvidas por outros autores, eficiente na reflexão e aprofundamento da base epistemológica, teórica e metodológica para o ensino de LP. A partir da análise dos cartazes produzidos ao início e ao final da formação, pudemos cons- tatar que houve, sim, uma mudança no modo como os participantes concebem a lingua- gem. A partir das discussões desenvolvidas durante o processo, reconhecemos que houve um movimento de mudança em direção ao trabalho com produção textual que considera a linguagem como interação entre sujeitos. Nas produções encaminhadas pelos professores em sala de aula, descritas durante o processo, os professores ressaltaram o interesse dos alunos na produção de texto porque agora eles tinham uma razão para escrever, escreviam para interlocutores reais, inseridos em uma situação de interação. Relataram que, a partir das reflexões propiciadas pela formação colaborativa, solicitaram a seus alunos que produ- zissem convites, cardápios e lista de compras para a organização de festas entre turmas, a produção de uma biografia para presentear os avós e a organização de resenhas literárias para motivar colegas para a leitura.
Mostrar mais

26 Ler mais

Apresentação

Apresentação

Em toda a américa latina – e, talvez, poderíamos arriscar dizer que se trata de um episódio mundial - mesmo com distintas realidades de políticas de inserção da Arte na escola básica, os enfrentamentos relacionados à formação docente nesta área são sinalizados pelas disfunções entre as necessidades e características dos campos de atuação e a formação inicial, que está sob a responsabilidade das universidades.

6 Ler mais

Estado da arte da formação de professores no Brasil.

Estado da arte da formação de professores no Brasil.

ral, estudos pontuais, voltados ao conhecimento de um aspecto muito particular da formação docente. Outro tipo freqüente de estudos é a aná- lise de depoimentos (14%), em que o pesquisador faz levantamento de dados com questionário ou entrevista, visando conhecer opiniões, pon- tos de vista ou representações dos informantes. Também aparecem, com freqüência razoável na produção discente, os relatos de experiência (12%), que em sua grande maioria são produções de mestrado. São tra- balhos que se propõem a registrar e divulgar uma experiência, não as- sumindo compromisso explícito com a geração de conhecimentos novos. Com menos ênfase, mas ainda com certo destaque, aparecem os estu- dos teóricos, as pesquisas históricas, a pesquisa-ação e as análises da prática pedagógica. Muito raros são os estudos do tipo survey, a pesqui- sa experimental, os estudos de validação de material e os estudos lon- gitudinais.
Mostrar mais

9 Ler mais

PROPOSTAS PARA UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO ENSINO REGULAR EM UMA ESCOLA DO CAMPO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

PROPOSTAS PARA UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO ENSINO REGULAR EM UMA ESCOLA DO CAMPO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A formação dos professores para o trabalho, adaptado às diferenças e às necessidades individuais e inclusivas, tem sido preocupação constante das políticas públicas atuais ofertando investimentos em materiais e formação humana. A Educação Inclusiva tem encontrado limites e dificuldades, mas grandes possibilidades de avanços pedagógicos. O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC (2012), por exemplo, é um programa de formação de professores alfabetizadores que contempla a Educação Inclusiva; apresentando um material extenso e selecionado através de cadernos de formação docente, separados por unidades, que contemplam as realidades vivenciadas pelas Escolas do Campo e a Educação Especial. Fundamental relatar, no entanto, que são políticas de governo e não de estado e, frequentemente, a cada mudança de cenário político são extintas ou reestruturadas de acordo com alguns interesses e isso, sem dúvida, interfere na formação continuada e planejamento adequado das ações inclusivas.
Mostrar mais

115 Ler mais

Formação de professores e formação para o ensino de ciências

Formação de professores e formação para o ensino de ciências

A formação de professores atualmente deve ser entendida como uma ação contínua, ou seja, como um processo de constante desenvolvimento que acontece por toda a vida profissional. Mizukami (2003) amplia essa concepção de formação docente como um conjunto de momentos formais na formação inicial ou como sinônimo de eventos com caráter de reciclagem ou capacitação. Segundo a autora, torna-se possível afirma que esse modelo se apoia na cultura de conhecimentos teóricos para aplicação posterior na prática, o que o torna coerente com o pensamento da racionalidade técnica.
Mostrar mais

13 Ler mais

VAGNO DOS SANTOS RAMOS A IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO AVANÇAR EM UMA ESCOLA DA REDE ESTADUAL DE MANAUS - AMAZONAS

VAGNO DOS SANTOS RAMOS A IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO AVANÇAR EM UMA ESCOLA DA REDE ESTADUAL DE MANAUS - AMAZONAS

No aspecto social, foi relatada a dificuldade financeira, reflexo do desemprego, como causa para o abandono escolar. Sem emprego, faltam recursos financeiros para o transporte daqueles que moram distante da escola, resultando em um dos fatores que pode contribuir para o problema citado. Além disso, a alta porcentagem de fracasso escolar tem sua origem direta nas carências econômicas e sociais. Alunos oriundos de classes menos favorecidas economicamente, como os do PA, têm maior probabilidade de abandonar os estudos. Segundo Brandão (1983, p. 68), “os alunos com nível socioeconômico e cultural mais baixo têm um menor índice de rendimento e de acordo com alguns autores são mais propensos a evasão”.
Mostrar mais

144 Ler mais

Gênero e trabalho precário em uma perspectiva histórica — Outubro Revista

Gênero e trabalho precário em uma perspectiva histórica — Outubro Revista

continuidades na difusão da precariedade do trabalho ocorrida na Itália desde os anos 1950. Status de migração e cidadania têm moldado continuamente as condições de trabalho precário com um recorte de gênero tanto nas sociedades italianas industriais como pós-industriais, com frequência levando a formas de racismo similares àquelas dirigidas contra os italianos que migraram do Sul para o Norte do país nos anos 1950 e 1960 e contra migrantes globais desde os anos 1990. A intersecção entre gênero e classe é crucial para desvendar como mulheres italianas das classes trabalhadora e média foram sempre mais precárias que homens de mesma origem social, e em alguns momentos de até mais baixa. Isso revela a estrutura com forte recorte de gênero do mercado de trabalho italiano tanto formal quanto informal, bem como formas persistentes de discriminação social e cultural que afetam as mulheres italianas.
Mostrar mais

34 Ler mais

REPRODUÇÃO E MUDANÇA SOCIAL: DEBATES EM SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO

REPRODUÇÃO E MUDANÇA SOCIAL: DEBATES EM SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO

O problema que se impõem é manter um cer- to nível necessário de obrigação social através da reconciliação entre essa responsabilidade social e a corrente principal adversa da ética do mercado. Essa cooperação voluntária depende de um sen- so internalizado da obrigação social, e não de in- centivos e punições externas, operadas pelo Es- tado. A retração do individualismo é necessária em função do limite social imposto à ação coleti- va de perder sua capacidade de satisfazer as pró- prias preferências individuais. O retorno à mo- ral social é necessário porque agir socialmente é menos oneroso num ambiente social, logo mais eficiente e mais produtivo economicamente, ao gerar mais satisfação a menor custo. A sociabili- dade é benéfica ao impor perdas e ganhos distri- buídos por todos o que em si favorece a coope- ração e o funcionamento do mercado. A política keynesiana baseada no crescimento acabou não conseguindo “provocar maiores modificações na distribuição de renda” (HIRSCH, 1979, p.224). A compulsão distributiva em si merece tais críticas por se converter em uma força com motivação individualista e deformadora da moral social, efeitos inversos e perversos em relação aos ob- jetivos originais. Mesmo organizações de classe são incluídas neste conjunto de ações deforma- doras que tendem a atuar na concorrência posi- cional e na geração de inflação relativa dos bens. A sociedade se ressente da moral social, fragili- zada pela própria ação do individualismo decor- rente do processo de competição advindo com o crescimento. A ação social permaneceria sem so- lução dirigida, uma vez que o Estado continuaria incapaz de captar informações satisfatórias sobre preferências individuais e também se mostraria ineficiente na transmissão de incentivos para sa- tisfazê-las. Com o enfraquecimento das normas de cooperação deliberada e da contenção social, “o uso desse recurso como dominante provoca um sistema instável, com o tempo. A eficiência
Mostrar mais

21 Ler mais

Show all 10000 documents...

temas relacionados