Top PDF A percepção do tempo em Husserl.

A percepção do tempo em Husserl.

A percepção do tempo em Husserl.

Antes de introduzir a categoria da relembrança, Husserl baseava a assimetria entre presente e passado nas modalidades de aparição do objeto temporal, mais precisamente na "lei" que airma que toda retenção é precedida por uma percepção (ordinária) . O continuwl formado pela percepção (ordinária) presente e sua "cauda" de retenções é uma série bem ordenada, tendo como prinleiro elemento (2, p. 49: esta série sempre tem um primeiro elemento) a retenção da primeira percepção, e como último elemento a percepção presente. Os pontos desta série obedecem a uma relação de ordem cuja natureza não é bem explicitada por Husserl; suas indicações mais relevantes a este respeito estão na p. 42, onde ele airma que o continuulI de modalidades de fases não contém duas vezes o mesmo modo de fase, que os instantes temporais são únicos (distintos uns dos outros, e não podem ocorrer duas vezes) e que as fases do continuulI temporal estão em "crescimento contínuo", a partir das impressões originárias, formando o deradé retencional.
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Tempo subjetivo e percepção de movimento em obras de arte.

Tempo subjetivo e percepção de movimento em obras de arte.

Tanto as características físicas dos movimentos quanto as combinações de distintos elementos num espaço físico podem sugerir movimento, porque o processamento de mo- vimento envolve distintas áreas encefálicas. Assincronias na percepção de diferentes atributos de uma imagem têm indica- do que, quando são usados estímulos geométricos em ima- gens bidimensionais, o movimento é percebido após a per- cepção da cor e da forma (Bedell, Chung, Ogmen, & Patel, 2003; Viviani & Aymoz, 2001). Mas, embora evidências neuroanatômicas e fisiológicas mostrem que diferentes módulos autônomos do cérebro alcancem as suas percep- ções em diferentes tempos, tal assincronia desaparece quan- do é processada uma imagem com algum significado. O processamento de tempo para a cor, forma e movimento pas- sou a ser quase idêntico quando foi utilizada como estímulo a imagem de uma mão pegando um objeto que podia mudar de forma ou de cor (Aymoz & Viviani, 2004). A representação figurativa de algo real do mundo tridimensional, como o filme de alguém movimentando uma parte do seu corpo, sobrepu- jou respostas puramente perceptuais estudadas principalmen- te no campo da psicofísica, revelando outros processos en- volvidos na percepção de movimento.
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O papel da emoção na percepção de tempo:

O papel da emoção na percepção de tempo:

Frente ao exposto, uma questão teórico-metodológica importante acerca do MOA é a separação entre os efeitos do nível de alerta e da atenção. A tarefa de bissecção temporal é utilizada como exemplo da possibilidade dessa separação, o que justifica sua escolha na maioria dos estudos da literatura. Todavia essa distinção entre o nível de alerta e a atenção é controversa, pois alguns autores consideram esses processos distintos, mas com efeitos interligados (Vallet et al., 2019*) e com vias neurais compartilhadas (Coull, 1998). Por exemplo, a superestimação temporal de estímulos com valência negativa pode ser explicada pelo aumento tanto da atenção quanto do nível de alerta, o que dificulta a separação exata de seus papéis na percepção de tempo (Millot et al., 2016*). Além disso, não é possível excluir a possibilidade de que os participantes estejam utilizando referências mnemônicas de conteúdo emocional semelhante ao apresentado (Grommet et al., 2019*). Surpreende ainda que somente três artigos manipularam diretamente o nível de alerta, dada sua importância teórica. Dessa maneira, pode-se inclusive questionar se o MOA fornece hipóteses empiricamente testáveis e, mais importante, falseáveis. No presente estudo, tornou-se evidente que os artigos analisados corroboram parcial ou totalmente o modelo principal, independentemente de seus resultados.
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Modulação atencional da percepção de tempo e suas relações com o envelhecimento e...

Modulação atencional da percepção de tempo e suas relações com o envelhecimento e...

O modo como o cérebro apreende o lapso de tempo é um tema fundamental e de crescente interesse nas neurociências, particularmente no sentido de compreender os mecanismos neurofisiológicos subjacentes à percepção de tempo. A atenção tem um papel fundamental na apreensão do lapso de tempo. Neste intuito, nosso objetivo é avaliar o papel da atenção na percepção de tempo, separando seus efeitos modulatórios de outros fatores tais como a memória. Além disto, outro objetivo é estudar o efeito do envelhecimento e da doença de Alzheimer (DA), que sabidamente leva a um comprometimento da atenção. Com isto, pretende-se avançar na compreensão tanto da percepção de tempo, como também na melhor caracterização das deficiências que envolvem tanto o envelhecimento como uma situação patológica muito prevalente, como a DA. Nosso trabalho experimental consiste de quatro experimentos. O primeiro e o segundo experimentos avaliaram a percepção de tempo em jovens, empregando tarefas de reprodução e de discriminação de durações temporais, respectivamente. Os resultados mostram um efeito atencional nas durações curtas, que está associado ao número de estímulos apresentados (1, 2, 4 com apenas 1 alvo) e ao conhecimento (a priori ou a posteriori) do alvo. Quanto maior a demanda atencional, maior a superestimação do tempo físico, em durações curtas (menores que 2 segundos). Os resultados referentes ao d’ (discriminabilidade) corroboram a hipótese de que as diferenças no desempenho sejam de origem atencional. O terceiro e quarto experimentos compararam a percepção de tempo entre jovens, idosos e pacientes com doença de DA, empregando tarefas de reprodução e de discriminação de tempo, respectivamente. Nas tarefas, variaram-se o número de estímulos apresentados (1 e 4, com apenas um alvo) e o conhecimento do alvo (a priori ou a posteriori). Os resultados mostram um pior desempenho de idosos e pacientes com DA em relação aos jovens, que parece corresponder a uma deficiência atencional. Houve correlação entre o teste de trilhas (parte B), que mede atenção, e o desempenho nas tarefas de reprodução de tempo. Concluímos que a modulação da atenção, considerando nosso arranjo experimental, apresenta papel fundamental e crítico na percepção de tempo, particularmente em situações nas quais os participantes devem atentar aos vários estímulos que são apresentados concomitantemente. Outra conclusão é de que os déficits na percepção de tempo em idosos e em pacientes com DA parecem estar associada a uma menor quantidade de recursos atencionais ou a uma dificuldade de focar a atenção, que é mais pronunciada no grupo de pacientes com DA.
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A PERCEPÇÃO DO TEMPO E DA fflSTÓRIA NAS PROFECIAS ASSÍRIAS

A PERCEPÇÃO DO TEMPO E DA fflSTÓRIA NAS PROFECIAS ASSÍRIAS

que emanam da linearidade do tempo e dos respectivos acontecimentos. O interesse pelo passado e pelo registo histórico configuravam a memória longínqua de um tempo que se estendia até a[r]

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CONFERÊNCIAS DE PARIS Edmund Husserl

CONFERÊNCIAS DE PARIS Edmund Husserl

O cogitatum é simplesmente possível no modo particular do cogito. Se, pois, começarmos a tomar a vida da consciência de um modo inteiramente concreto e olharmos descritivamente, com constância, para ambos os lados e para as suas relações intencio- nais, desfraldam-se verdadeiras infinidades e factos sempre novos jamais pressentidos. Entre eles se inscrevem as estruturas da tem- poralidade fenomenológica. É o que se passa, já quando persis- timos no interior do tipo da consciência, que se chama percepção coisal. Ela é, ao vivo, como um durar, um fluir temporal do per- cepcionar e do percepcionado. Este fluir incessante, esta tempora- lidade é algo de essencialmente inerente ao fenómeno transcenden- tal. Toda a divisão, que nela pensarmos, origina por seu turno uma percepção do mesmo tipo, e de cada secção, de cada fase dizemos a mesma coisa: o hexaedro é percepcionado. Mas esta identidade é um rasgo descritivo imanente de semelhante vivência intencio- nal e das suas fases, é um rasgo que existe na própria consciência. Os fragmentos e as fases da percepção não estão colados uns aos outros de modo extrínseco, estão unidos, justamente como cons- ciência e, de novo, a consciência está unida, e unida decerto na consciência dela mesma. Não existem primeiro coisas e, em se- guida, se insinuam na consciência de modo que o mesmo pene- trou aqui e além, mas consciência e consciência, um cogito e outro conectam-se num cogito que a ambos une, o qual, como uma cons- ciência nova, é por seu turno consciência de algo e é, sem dúvida, a realização desta consciência sintética de que nela se conhece “o mesmo”, o um como um.
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Paul Ricoeur leitor de Husserl.

Paul Ricoeur leitor de Husserl.

gação entre este ente fundamental – o ser-aí (Dasein) – e o núcleo da onto- logia, o Ser. E esta união, que é a união da pergunta pelo Ser e por seu sen- tido, é uma união que se dá no tempo, antes mesmo de se dar na história. Esta pergunta pelo Ser exige uma postura específica: a compreensão e o deciframento do Ser pelo ser-aí. Mas a compreensão não é somente um pro- cedimento para Heidegger, e sim um modo de ser, o modo de ser fundamen- tal e originário do ser-aí: “compreender é o caráter ôntico original da vida humana mesma” (Gadamer, 1993, p.325). Isto porque todo o compreender visa ao mesmo tempo um algo e o agente do visar, isto é, todo compreender é um compreender-se, que se dá na temporalidade do ser-aí. Por isto, todo ato de compreender consiste numa pré-compreensão de seus pré-juízos e seus pré-conceitos, ou seja, de tudo aquilo que este ente traz em sua histó- ria individual antes do próprio pôr-se em atitude compreensiva. É exata- mente esta tematização das pré-condições do compreender que permite uma objetividade da compreensão. Mas não se trata de aceitar estas pré- condições, mas sim de também compreendê-las devidamente numa dispo- sição de abertura ao visado hermeneuticamente.
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Fenomenologia e fenomenismo em Husserl e Mach.

Fenomenologia e fenomenismo em Husserl e Mach.

Husserl sobre Mach, e dentre elas aquela que concerne à origem do método fenome- nológico e pela qual Husserl liga sua fenomenologia a uma corrente bem conhecida de todos os filósofos e cientistas da época. Essa corrente é conhecida pelo nome de “descriptive view” ou ponto de vista descritivo, o qual remonta às Lições sobre a mecânica do físico Gustav Kirchhoff (1877) e cujos principais representantes durante a segunda metade do século xix são os cientistas e filósofos Ernest Mach, Ewald Hering, Ludwig Bolzmann, Richard Avenarius. A essa corrente se liga também Franz Brentano e sua escola, na medida em que sua psicologia, que representa o eixo principal de seu pro- grama filosófico, pratica um método descritivo e tem por tarefa analisar e descrever os fenômenos. A grande maioria desses filósofos adotou uma atitude muito crítica em relação às especulações do idealismo pós-kantiano, voltando-se para as ciências empíricas a fim de dar novamente à filosofia seu estatuto de ciência rigorosa. Ora, a importância atribuída à psicologia pela maioria desses filósofos e cientistas não é tal- vez estranha ao nascimento da nova psicologia no meio do século xix, graças, entre outras coisas, aos trabalhos de vários cientistas e filósofos no domínio da fisiologia, dentre os quais se destacam os de Rudolf Hermann Lotze, Ewald Hering, Ernest Mach, Hermann von Helmholtz e Wilhelm Wundt, que estão na origem da psicologia fisioló- gica e experimental (cf. Fisette, 2006). A filosofia alemã e austríaca da segunda meta- de do século xix foi dominada pelos debates em torno da nova psicologia, donde o fa- moso debate que opõe o nativismo ao empirismo sobre a percepção sensível, o qual examinaremos mais tarde. No momento em que Husserl diz que sua fenomenologia está na origem de uma “radicalização” de um método fenomenológico praticado antes dele por Naturforscher e psicólogos, ele tem em mente, sem dúvida alguma, essa pro- blemática, da qual seus trabalhos durante o período de Halle estão, aliás, impregna- dos, e isto até nas Investigações lógicas. Sua tomada de posição nessa obra em face de tal problemática resulta claramente da crítica que ele opõe ao psicologismo lógico e de sua tentativa de conciliar as exigências de sua doutrina da ciência e de sua lógica pura com sua fenomenologia, por ele definida como uma psicologia descritiva. É nesse contexto que a discussão em torno do positivismo de Mach nessa obra ganha todo seu sentido: reconhecendo a contribuição importante de sua doutrina dos elementos para a feno- menologia, Husserl lhe censura por tê-la colocado ao serviço de uma forma de empi- rismo que não resiste, segundo ele, à objeção de psicologismo.
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A  da consciência em Husserl

A da consciência em Husserl

aquele que tem um lugar determinado – não é necessariamente geográfico ou corporal – e não tem relação com um sujeito fora dele. O objeto em si não tem um sujeito que o dirige, ou seja, é desprovido de qualquer posição de um sujeito externo a ele. Objeto em si é, ao mesmo tempo, objeto e sujeito porque age através de suas próprias forças, visando suas próprias necessidades, as quais se encontram no próprio objeto. No que se refere ao objeto por si, ele permanece como está ou se move pelas suas próprias forças, por intermédio de sua própria natureza, visando a necessidade de se manter como existente em si. O objeto tem seus próprios instrumentos com os quais ele permanece como objeto. Logo, não há um sujeito intermediário que aparece e substitui esses instrumentos. Já o objeto para si, direciona-se para si mesmo onde encontra a sua finalidade. O fim de sua própria natureza não está em outra coisa a não ser nele mesmo. Não há um sujeito fora de sua natureza. Quanto ao sujeito em si, ele toma a si mesmo como objeto, ou seja, não mantém uma relação com um objeto fora de si. O objeto do sujeito é o próprio sujeito. Já no sujeito para si, nele está a sua própria finalidade, a qual não se dirige para algo fora dele, o que lhe garante ser autônomo e, por conseguinte, ter seus próprios meios de conservação. No que tange ao sujeito por si, nele está o instrumento que possibilita o sujeito ser autônomo e atingir sua finalidade. O sujeito não se vale de algo fora de si mesmo como instrumento ou meio para atingir a finalidade de permanecer em si. Ora, na atitude fenomenológica tanto o objeto como o sujeito em si, por si e para si é ignorado, porque é somente na relação entre o sujeito e o objeto que o sentido do objeto é formado. A finalidade do fenômeno está no pensamento, no “logos” e, por sua vez, o “logos” só se expõe como fenômeno na consciência. Desse modo, nem o sujeito nem o objeto existe em si mesmo. Há uma intenção no sujeito e um objeto para o sujeito. Fora dessa relação não há consciência nem objeto.
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Husserl e a psicologia.

Husserl e a psicologia.

conferências em Paris, que foram publicadas posteriormente, em 1931, com o nome de Meditações cartesianas. O texto A consciência íntima do tempo, redigido em 1905, é publicado em 1928 no Anuário de investigação fenomenológica (Jahrbuch), com edição de Heidegger. Em 1936, a primeira e a segunda parte de A crise das ciências européias e a fenomenologia transcendental foram publicadas em Belgra- do - devido à proibição de seus trabalhos na Alemanha hitlerista -, texto que só seria publicado na íntegra em 1954. Morreu em abril de 1938, aos 79 anos de idade, deixando cerca de 40.000 páginas taquigrafadas, fruto de seu ensino e de sua pesquisa filosófica. Excertos desses escritos foram reunidos num volume denominado Experiência e julgamen- to, investigações sobre a genealogia da Lógica, que foi pu- blicado em Praga no ano seguinte ao seu falecimento. O res- tante desse material continua ainda inédito e está deposita- do, em sua maior parte, nos Arquivos Husserl da Universida- de de Louvain (Bélgica) e também em Colônia (Alemanha) e na Escola Normal Superior em Paris (apud English, 2001).
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As colorações da alma na análise da pessoa humana segundo Edith Stein

As colorações da alma na análise da pessoa humana segundo Edith Stein

entre a fenomenologia de Husserl e a filosofia aristotélico-tomista. Um exemplo prático se encontra no diálogo fictício entre Husserl e Tomás de Aquino que ela escreve em 1929 para atender ao pedido de um artigo feito por Heidegger para ser publicado em um Festschrift em comemoração aos 70º aniversário natalício de Husserl. Ela coloca na boca de Husserl uma interessante afirmação logo no início do diálogo. Husserl diz que antes de discutir questões filosóficas ele precisa “fazer uma confissão” a Tomás de algo que o estava perturbando: “Quando minhas Investigações Lógicas foram publicadas – presumo que o senhor conheça meu trabalho – meus adversários o criticaram dizendo: ‘mas isso é uma nova escolástica!’ Minha resposta foi: ‘Não entendo nada de Escolástica, mas se foi isso que os escolásticos escreveram, ótimo para eles !’ Sinto muito mencionar isso agora, mas o senhor sorri com tamanha gentileza e compreensão, que acho que ninguém precisa corar de vergonha ao meu lado .” Husserl continuará conversando com Tomás e faz outra afirmação que certamente Edith Stein escreveu sobre si: “Bem, o que pensei imediatamente ao lhe encontrar foi que até hoje nunca consegui me dedicar a um estudo aprofundado da Escolástica. Incentivo, no entanto, meus alunos a estudarem suas obras e fico feliz quando alguns deles alcançam um conhecimento acurado de seus escritos. No meu caso, porém, nunca consegui reunir suficie ntemente tempo para tal”. (STEIN, E. Festschrift, Edmund Husserl zum 70. Geburtstag gewidmet. Halle: Niemeyer 1929. In: Übersetzung: Des Hl. Thomas von Aquino Untersuchungen über die Wahrheit: Quaestiones disputatae de veritate 1. ESGA 23. Freiburg–Basel–Wien: Herder, 2008, p. 315 e seg. A versão original da contribuição de Edith Stein não foi aceita por Heidegger. Uma versão posterior e consideravelmente retrabalhada foi publicada sob o título Husserls Phänomenologie und die Philosophie des hl. Thomas von Aquino. Versuch einer Gegenüberstellung in Festschrift Edmund Husserl zum 70: Geburtstag gewidmet, Ergänzungsbandzum Jahrbuch für Philosophie und phänomenologische Forschung, Haale: Max Niemeyer, 1939, p. 315-338. A versão original do diálogo foi traduzida para o português e editada: O que é filosofia? Um diálogo entre Edmund Husserl e Tomás de Aquino. In: Scintilla: Revista de filosofia e mística medieval. v. 2, n. 2, jul.-dez. Curitiba: s.n., 2005. p. 71-99. O texto original foi publicado em STEIN, E. Erkenntnis und Glaube (ESW XV), Freiburg –Basel–Wien: Herder, 1993, p. 19-48.).
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O PROJETO EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL (PROETI): LIÇÕES E PERSPECTIVAS PARA A EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL NA SRE- DIVINÓPOLISMG

O PROJETO EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL (PROETI): LIÇÕES E PERSPECTIVAS PARA A EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL NA SRE- DIVINÓPOLISMG

Dessa forma, a seguir será apresentado o campo de pesquisa, a SRE Divinópolis, local de atuação profissional da pesquisadora com a investigação estabelece sua relação ontológica e epistemológica. Dentro desse campo investigativo, as seções a seguir pretendem discutir as particularidades de duas escolas que executam o Proeti. A escolha por esse recorte de pesquisa será melhor explicitada na seção 2.2, na parte metodológica. Em síntese, pode-se afirmar que a escolha se deve: ao fato de as duas escolas oferecerem ampla base de dados, relacionadas à implantação das primeiras experiências de expansão de carga horária; à oferta de ensino para os anos iniciais do ensino fundamental; à presença de diretoras com vasto conhecimento sobre a realidade local, uma vez que foram reeleitas no período de execução dos projetos; aos resultados positivos nas avaliações externas; ao reconhecido sucesso na implementação do projeto, segundo a percepção em nível regional das coordenadoras, analistas e inspetores que acompanham as duas escolas.
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Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Ciênc. hum.  vol.12 número1

Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Ciênc. hum. vol.12 número1

As coleções antárticas de artefatos arqueológicos são bastante distintas daquelas provenientes de ocupações domésticas urbanas e modernas do mesmo século XIX. Pode-se também dizer que são coleções similares a ocupações domésticas, referentes a grupos de menos posses. Geralmente, ocupações domésticas abastadas, em contextos urbanos do século XIX, incluiriam objetos que refletem ostentação de modernidade e status, como, por exemplo, louças de mesa em porcelana, ironstone ou whiteware inglesa, nos mais variados transfer prints, garrafas de perfume em vidros com decoração em relevo e marcas de fabricante, bonecos e estatuetas de porcelana, moedas, dobradiças de porta e afins, botões ornamentados, broches, fivelas de cinto, dedais, pentes e escovas de dente em osso entalhado, para mencionar algumas possibilidades. A relação capitalista entre noções de status social, as elites econômicas e sociais e sua expressão na cultura material busca, deliberadamente, o novo, em últimas opções de estilo e inovação. É o tempo da produção, materializado nos objetos do cotidiano, da construção e afirmação da noção de progresso através do material. Aceleram-se as preferências, as modas, os gostos, os descartes, as necessidades. Privilegia- se o inédito, que se renova constantemente em detrimento do antigo e do durável. Há uma relação estreita entre padrões de consumo, materialidade e percepção temporal (Lucas, 2005, 2006).
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FACULDADE DE PSICOLOGIA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

FACULDADE DE PSICOLOGIA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

mensurável, calculado e por meio disso estabelecido com assertividade. Realidade é a totalidade daqueles objetos que constituem o mundo; (3) a relação entre os princípios de todo objeto assim como a conexão entre um objeto inteiro com todos os outros são conexões causais predeterminadas; assim a corrente dessas relações de causas e efeitos é sempre inquebrável; e (4) finalmente, tudo que é “real” se encaixa em três dimensões do espaço e dentro de uma ordem temporal derivada do movimento do sol e dos astros” (Boss, 1963, pág. 75 e 76). Dessa forma, Freud precisou criar uma estrutura fundamental para a psicanálise em que: “(1) os tão chamados fenômenos mentais são produtos de um objeto que se pode chamar de ‘psique’ (…); (2) sendo um aparelho, a psique precisa de energia para funcionar. Essa energia assumida Freud chama-se ‘libido’. Esta é derivada da excitação de órgão do corpo; a primeira manifestação psíquica dessas excitações sempre têm o caráter de desejo (…). Em adição aos estímulos que o aparelho recebe de dentro de si mesmo, existem estímulos que se originam no objeto do mundo externo (…); (3) Ambos estímulos externos e internos passam por várias transformações enquanto estão sendo investidos emocionalmente com a energia da libido. Por meio de catexias com a libido, a psique produz percepções do mundo externo (…) em um processo que é totalmente causal; (4) o objetivo exclusivo de todos os processos passados pela psique é a descarga motora de energia no mundo externo, para que o aparelho psíquico possa se manter tanto quanto possível sem excitação (…). (5) Existem dois tipos de pensamento. (a) Pensamento ‘certo’ ou ‘correto’, isso é, coisas que correspondem ao exterior, realidade objetiva, é chamado de pensamento de ‘processo secundário’. (b) em contraste com o pensamento de ‘processo primário’, que se refere ao processo do inconsciente e que é ‘incorreto’ e ‘irracional’. Pensamento ‘certo’, de um lado, e caracterizado pela racionalidade, escape de contradição, lógico, conceitos que inequivocamente se ajustam à percepção de objetos e consideração adequada ao tempo cronológico e unidade homogênea de medida” (Boss, 1963, pág. 76 e 77).
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Fenomenologia e Psicologia Experimental no Início do Século XX.

Fenomenologia e Psicologia Experimental no Início do Século XX.

independência entre percepção e intencionalidade. Segundo o ilósofo, tal entendimento passivo da apercepção já havia sido suplantado pelo conceito de apreensão de Stumpf. De acordo com Husserl, Stumpf entende que a ideia de apercepção seria insuiciente dentro de uma compreensão intencional da percepção, sendo mais adequado falar de um modo particular do organismo, algo como uma tendência de acesso às evidências, enquanto apreensão ativa das coisas. Similar a essa proposição ativa de Stumpf é o conceito de intencionalidade operante de Husserl (Husserl, 1913/2006). Um exemplo de derivações distintas ao projeto de Husserl nesse período são Wilhelm Schapp e Oswald Külpe. Schapp foi ouvinte das conferências de 1907 de Husserl em Göttingen, tendo realizado sua tese sobre a análise intencional da percepção de cores, trabalho de característica puramente conceitual e alinhado com a análise eidética transcendental proposta pela fenomenologia ilosóica. Na mesma época, o psicólogo Külpe, aluno de Wundt, buscava desenvolver um programa de psicologia experimental na Universidade de Würzburg, baseado em uma fenomenologia descritiva e entendida como ciência de realidades (Spiegelberg, 1972). Külpe foi o orientador da tese de Max Wertheimer (1880- 1943), cofundador da Psicologia da Gestalt, também na década de 1900. A propósito, convém lembrar que os outros dois conhecidos cofundadores da Gestalt, Köhler e Koffka foram orientados por Stumpf, em Berlim. Acompanhando G.E. Müller e Stumpf, Külpe mantinha restrições à direção da ilosoia fenomenológica delineada por Husserl, considerando-a importante, mas metodologicamente imperfeita no tratamento da realidade.
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PROGRAMA ESCOLA INTEGRAL NO AMAZONAS: UM ESTUDO SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO TEMPO EM UMA ESCOLA DE MANAUS

PROGRAMA ESCOLA INTEGRAL NO AMAZONAS: UM ESTUDO SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO TEMPO EM UMA ESCOLA DE MANAUS

A presente dissertação foi desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação (PPGP) do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF). O caso de gestão analisado tem como objetivo investigar as dificuldades enfrentadas por uma escola de tempo integral na organização do tempo escolar. Destacamos as possibilidades de organização desse tempo no cotidiano das práticas educativas docentes, e como a gestão escolar, em suas múltiplas dimensões, pode contribuir para a apropriação qualitativa do tempo educativo. A metodologia adotada envolve uma abordagem qualitativa, com a adoção de um estudo de caso. Foram utilizadas, para a coleta de dados, entrevistas semiestruturadas com o gestor, os coordenadores pedagógicos e os professores; análise documental; observação; e revisão bibliográfica. Na discussão teórica, dialogamos com os autores Ana Maria Cavaliere (2003, 2007, 2009, 2010), Vitor Henrique Paro (1988, 2013), Lúcia Velloso Maurício (2014a, 2014b), Heloísa Lück (1996, 2000, 2008, 2009), Moacir Gadotti (2009), José Carlos Libâneo (2012, 2013), Henry Mintzberg (2010), dentre outros, quanto ao posicionamento sobre a escola integral no Brasil e a atuação do gestor escolar. A partir da análise empreendida, o estudo mostra que a escola de tempo integral enfrenta alguns desafios que influenciam diretamente em sua qualidade, tais como: dificuldades na organização do tempo educativo devido a uma matriz curricular extensa, sem as chamadas atividades integradas; descontinuidade do trabalho pedagógico causada principalmente pela rotatividade de profissionais que atuam no programa; ausência de formação continuada para gestores e professores, de forma a atender as demandas formativas do tempo integral. A partir das reflexões sobre este estudo de caso, são propostas ações que podem subsidiar a escola e a Secretaria de Educação do Estado na implementação da escola de tempo integral, de forma a contribuir para a melhoria da educação dos alunos que participam do programa. As proposições do Plano de Ação Educacional (PAE) alcançam a formação continuada para gestores e professores; apontam para uma reconstrução permanente do currículo com o desenvolvimento de projetos e oficinas; indicam um processo seletivo de professores para atuação no programa; incentivam o protagonismo juvenil; e propõem a criação de uma coordenação geral com o objetivo de promover a avaliação e o monitoramento do programa e de seus resultados.
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FÁBIO BATISTA MARTINS A DISTORÇÃO IDADE-SÉRIE EM UMA ESCOLA ESTADUAL DO MUNICÍPIO DE TABATINGA-AM

FÁBIO BATISTA MARTINS A DISTORÇÃO IDADE-SÉRIE EM UMA ESCOLA ESTADUAL DO MUNICÍPIO DE TABATINGA-AM

É sabido que quando o aluno não encontra interesse pela educação ofertada, os níveis de desistência e reprovação aumentam, interferindo no Índice de Desenvolvimento Educacional. Segundo Lopes (2010), a problemática do abandono escolar e da desistência preocupa os educadores. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a desistência atingia 6,9% dos alunos no Ensino Fundamental (dados de 2005). Eram mais 2,9 milhões de alunos (dados de 2007) que abandonam as aulas num ano e retornam no seguinte, elevando outro índice preocupante: o da distorção idade-série. A reprovação e a desistência escolar, para Fornari (2010), são temas abordados diariamente no ambiente educacional. Ambos são elementos submetidos pelo convívio familiar, nos quais quanto menor for o nível de escolaridade dos pais ou responsáveis, menos tempo o aluno permanecerá na escola. O desinteresse dos pais pela vida escolar de seus filhos e o não acompanhamento de suas atividades escolares é destacado como um dos principais causadores da evasão e do baixo rendimento escolar do aluno.
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A natureza dúplice do trabalho em Marx: trabalho útil-concreto e trabalho abstrato — Outubro Revista

A natureza dúplice do trabalho em Marx: trabalho útil-concreto e trabalho abstrato — Outubro Revista

Aqui se deve ter o cuidado para não se entender a magnitude do valor como uma aritmética fictícia, uma mágica introjetada num produto pelas mãos individuais do trabalhador, quer dizer,[r]

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A IMPLEMENTAÇÃO DO PDE ESCOLA EM UNIDADE ESCOLAR NO MUNICÍPIO DE PASSOS-MG – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A IMPLEMENTAÇÃO DO PDE ESCOLA EM UNIDADE ESCOLAR NO MUNICÍPIO DE PASSOS-MG – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Quanto ao item 3, Produção e interpretação de textos e raciocínio lógico, pôde-se confirmar que é um problema constituído dentro do eixo Ensino Aprendizagem, principalmente delineado por práticas inadequadas utilizadas pelo professor (falta de planejamento, falta de intervenção pedagógica para os alunos com dificuldade, não-utilização da avaliação como instrumento de correção da aprendizagem, uso inadequado do tempo escolar com permissão de interrupção das aulas). No item 4, Comunicação regular entre a equipe escolar, pais e comunidade, pode-se perceber que não existe uma continuidade na comunicação entre a comunidade escolar, existindo apenas momentos pontuais de comunicação, como nas reuniões bimestrais de pais. No item 5, Participação, envolvimento e apoio material, a escola sente falta da participação efetiva dos pais nas reuniões, no Colegiado e na escolha de seus representantes, e na participação da gestão pedagógica da escola (não oferecendo respaldo às atividades escolares de seus filhos). No item 6, Desempenho Acadêmico dos alunos, eixo Resultados, as taxas de abandono e reprovação refletem negativamente nos índices da escola.
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SIRLEI ADRIANI DOS SANTOS BAIMA ELISIÁRIO POLÍTICA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO INTEGRAL PARA O ENSINO MÉDIO NO AMAZONAS: UM ESTUDO SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DO TEMPO INTEGRAL EM UMA ESCOLA DE MANAUS

SIRLEI ADRIANI DOS SANTOS BAIMA ELISIÁRIO POLÍTICA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO INTEGRAL PARA O ENSINO MÉDIO NO AMAZONAS: UM ESTUDO SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DO TEMPO INTEGRAL EM UMA ESCOLA DE MANAUS

Diante disso, entendemos que esses problemas enfrentados pela instituição para implementar a política podem ser por conta de as diretrizes da política não chegarem efetivamente ao público que vai implementá-la; conforme afirma Condé (2012, p. 17), “a política é apresentada como pronta e as pessoas envolvidas não sabem porque estão fazendo aquilo”. Logo, é primordial que a equipe escolar conheça a fundo a política a ser implementada até mesmo para estabelecer estratégias viáveis e adequadas ao seu contexto escolar, mas também é essencial que tenham a oportunidade de participar juntamente com os superiores do processo avaliativo dessa implementação e de alguma forma tenham apoio aos anseios da escola quanto à efetivação da educação em tempo integral. Afinal, a implementação de uma política de educação em tempo integral perpassa pela relação de corresponsabilidade entre o poder público e as demais organizações, instâncias que representam a força social necessária para tornar essa política uma realidade nas escolas públicas.
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