Top PDF Chuva de sementes em Floresta Estacional Semidecidual em Viçosa, MG, Brasil.

Chuva de sementes em Floresta Estacional Semidecidual em Viçosa, MG, Brasil.

Chuva de sementes em Floresta Estacional Semidecidual em Viçosa, MG, Brasil.

No Brasil, estudos realizados com chuva de sementes têm seguido objetivos variados. Jackson (1981) relacionou o tamanho da semente com os padrões de queda, em Floresta Ombrófila, no Espírito Santo; Penhalber & Mantovani (1997) caracterizaram a composição e o padrão temporal da chuva de sementes em vegetação secundária numa região de transição dos domínios das florestas pluviais na encosta Atlântica e da mata estacional no interior de São Paulo; Grombone- Guaratini & Rodrigues (2002) avaliaram a influência da sazonalidade climática sobre a comunidade vegetal, através da chuva e do banco de sementes em Floresta Estacional Semidecidual no Estado de São Paulo; Araújo et al. (2004) avaliaram os mecanismos de regeneração (chuva e o banco de sementes e de plântulas) em diferentes regimes de inundação em Floresta Estacional Decidual Ripária no Rio Grande do Sul; e Melo et al. (2006) compararam a chuva de sementes entre a borda e o interior da floresta em Floresta Úmida Baixo Montana no Estado de Alagoas. Todos esses estudos foram realizados em formações vegetacionais pertencentes ao domínio da Floresta Atlântica.
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Sucessão ecológica da vegetação arbórea em uma Floresta Estacional Semidecidual, Viçosa, MG, Brasil.

Sucessão ecológica da vegetação arbórea em uma Floresta Estacional Semidecidual, Viçosa, MG, Brasil.

RESUMO – (Sucessão ecológica da vegetação arbórea em uma Floresta Estacional Semidecidual, Viçosa, MG, Brasil). O trabalho foi realizado no município de Viçosa (20º45’S e 42º07’W), no sudeste do Estado de Minas Gerais. O objetivo foi analisar as alterações ocorridas no estande entre os levantamentos realizados em 1984 e 1998. Para tanto, as espécies foram classificadas em três grupos ecológicos: pioneiras, secundárias iniciais e secundárias tardias. Também comparou-se a variação ocorrida na distribuição diamétrica e na densidade absoluta. As comparações foram analisadas estatisticamente, sendo utilizado o teste “t” de Student, o teste de qui-quadrado (χ 2 ). O estande estava composto por nove pioneiras, 56 secundárias iniciais e 29 secundárias tardias. Analisando as diferenças das médias
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Influência da cobertura e do solo na composição florística do sub-bosque em uma floresta estacional semidecidual em Viçosa, MG, Brasil.

Influência da cobertura e do solo na composição florística do sub-bosque em uma floresta estacional semidecidual em Viçosa, MG, Brasil.

RESUMO – (Influência da cobertura e do solo na composição florística do sub-bosque em uma floresta estacional semidecidual em Viçosa, MG, Brasil). A relação ecológica planta-luz tem sido estudada desde o início do século XX. As análises da relação da luminosidade ao nível das comunidades florestais têm se valido de medições indiretas por meio de índices de cobertura, mas sem a aplicação da fotogrametria para estimar essa cobertura. Este trabalho foi idealizado para utilizar fotogrametria do dossel, tornando-a aplicável ao estudo da luminosidade no sub-bosque herbáceo-arbustivo. Teve como objetivos estabelecer a relação existente entre espécies do estrato herbáceo-arbustivo e a cobertura do dossel e averiguar a existência de correlações entre espécies, luminosidade e variáveis pedológicas. Para tanto, foram tiradas fotografias em preto e branco nos períodos seco e chuvoso, em 100 (1 m×1 m) parcelas aplicadas para a amostragem da vegetação herbácea. Foram colhidas amostras de solo em cada parcela. A partir dos valores médios das medidas de cobertura estimada pelas fotografias dos períodos seco e chuvoso calculou-se o valor médio de cobertura para cada espécie amostrada. Por meio do teste “t” student e da Análise de Correspondência Canônica foram determinadas as relações entre as espécies, a luminosidade e as variáveis pedológicas no estrato herbáceo-arbustivo. A cobertura não foi significativamente diferente nas épocas seca e na chuvosa. Apenas três espécies, Heisteria silviani, Calathea brasiliensis e Psychotria conjugens, tiveram médias de cobertura significativamente maiores que a média amostral e outras três, Olyra micrantha, Lacistema pubescens e Pteris denticulata, tiveram médias menores. As distribuições de parcelas pelos valores de cobertura, de tamanho de clareiras e pelo número de clareiras mostraram-se similares às distribuições encontradas na literatura para outras florestas tropicais e, portanto, o método da fotogrametria revelou-se adequado para a avaliação da cobertura. Verificou-se que os teores de cálcio, magnésio e potássio estavam correlacionados positivamente entre si e negativamente aos teores de alumínio. A cobertura revelou-se correlacionada negativamente aos teores de alumínio. Foram detectados cinco grupos de espécies segundo as preferências que apresentaram aos teores de cálcio, magnésio, potássio, alumínio e a valores de cobertura. Os teores de alumínio revelaram-se os maiores determinantes da variação encontrada na vegetação de sub-bosque. As variáveis pedológicas mostraram-se mais importantes que a variação de cobertura encontrada no sub-bosque para determinar alterações estruturais no estrato herbáceo-arbustivo.
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Densidade e composição florística do banco de sementes de um trecho de floresta estacional semidecidual no campus da Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG.

Densidade e composição florística do banco de sementes de um trecho de floresta estacional semidecidual no campus da Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG.

RESUMO – O objetivo deste trabalho foi caracterizar o banco de sementes de um trecho de Floresta Estacional Semidecidual Secundária, por meio da análise florística e da densidade de sementes. Denominado Mata da Praça de Esportes, o fragmento está situado no Campus da UFV, em Viçosa, MG, cuja área corresponde a 10,65 ha em regeneração há 75 anos. A área amostral foi subdividida em 40 parcelas de 3 x 5 m, distribuídas em quatro transectos paralelos. Amostras compostas foram feitas em 20 dessas parcelas e posteriormente distribuídas dentro de 40 caixas de madeira, em viveiro. O montante foi dividido, submetendo-se cada metade a sombreamentos de 11,5% e 60%. A germinação total e das espécies arbustivo-arbóreas foi comparada nas duas condições de sombreamento, utilizando-se o teste t para amostras independentes. O banco de sementes foi constituído predominantemente por ervas invasoras, pertencentes, em sua maioria, às famílias Asteraceae (15 espécies), Solanaceae (4 espécies) e Poaceae (3 espécies). Foram quantificadas 5.194 plântulas, com predomínio das pioneiras arbustivo-arbóreas das famílias Melastomataceae e Cecropiaceae. A germinação das sementes conduzida sob sombra foi significativamente maior do que no ambiente de menor sombreamento (luz). Espécies zoocóricas foram mais abundantes, indicando a importância dos fragmentos florestais como fonte de recurso e abrigo para a fauna local. A alta densidade de indivíduos de espécies arbóreas e arbustivas pioneiras, como Cecropia hololeuca, as espécies de Melastomataceae, Asteraceae e Piperaceae, importantes para a regeneração da floresta, reflete a capacidade de resiliência da área estudada, na ocorrência de distúrbios.
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CHUVA DE SEMENTES EM ESTÁDIOS SUCESSIONAIS DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL EM VIÇOSA-MG.

CHUVA DE SEMENTES EM ESTÁDIOS SUCESSIONAIS DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL EM VIÇOSA-MG.

De maneira geral, a síndrome de dispersão zoocórica em um ecossistema tropical é mais frequente que a anemocórica, predominando, principalmente, em florestas de climas úmidos ou de estacionalidade pluvial amena (VAN DER PIJL, 1982; GENTRY, 1983). No entanto, a variação na quantidade de sementes no decorrer dos meses pode estar associada a fatores como espécies frutificando próxima ou sobre os coletores, frequência de produção, síndrome de dispersão e dispersores envolvidos, assim como a estratificação da vegetação, a direção dos ventos, entre outros (ARAUJO et al., 2004). Durante o período de coleta foi observada a frutificação de espécies próximas aos coletores, com destaque para as populações de Allophylus sericeus e C. glaziovii, que são encontradas agrupadas na floresta inicial (BRAGA et al., 2011) e têm padrão zoocórico de dispersão, cujo dispersores Coendou sp. (ouriço-caixeiro) e Penelope sp. (jacu), respectivamente, foram observados em indivíduos das espécies citadas. Na floresta avançada, destaque para a população de Cariniana estrellensis que apresentou tendência ao agrupamento e tem síndrome anemocórica de dispersão de suas sementes, o que pode explicar a baixa densidade de sementes depositadas nos coletores de forma aleatória, quando comparadas com as sementes das populações destacadas no trecho anterior. A baixa similaridade florística entre as sementes das espécies da chuva de sementes e as espécies arbóreas amostradas pode estar relacionada à floração e frutificação delas durante o período de estudo. Além disso, fatores como a topografia do terreno podem influenciar na distribuição das espécies arbóreas presentes na área (BRAGA et al., 2011) e interferir na dinâmica da chuva contrapartida, o menor número de sementes procedentes
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Ciclagem de nutrientes em dois trechos de floresta estacional semidecidual na reserva florestal mata do paraíso em Viçosa, MG, Brasil.

Ciclagem de nutrientes em dois trechos de floresta estacional semidecidual na reserva florestal mata do paraíso em Viçosa, MG, Brasil.

Os trechos escolhidos para este estudo situam- se em solos e posições topográficas diferentes, apresentando diferentes históricos de perturbação e regeneração, sendo caracterizados por Silva-Júnior et al. (2004). Um desses trechos, denominado nesta pesquisa floresta inicial, situa-se no terço superior de uma encosta, composto por Latossolo Vermelho- Amarelo, e encontra-se em processo de regeneração florestal em pastagem de Melinis minutiflora P. Beauv. desde 1963. O outro trecho de floresta, denominado floresta madura, constitui um núcleo de floresta bem preservado, situado em área de baixada, sendo composto por solo Podzólico Vermelho-Amarelo, estando livre de distúrbios antrópicos nas últimas quatro décadas. A caracterização da vegetação foi realizada por meio do levantamento fitossociológico de todos os indivíduos arbustivo-arbóreos com diâmetro a 1,30 m do solo (DAP) ≥ 4,8 cm presentes na área de 0,6 ha (10 parcelas de 10 x 30 m em cada trecho de floresta) (Tabela 1). A caracterização dos solos das florestas inicial e madura foi realizada por meio de oito amostras simples, obtidas em cada parcela, que constituíram uma amostra composta de solo coletada na profundidade de 0-20 cm por parcela.
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Produção de serapilheira em dois estádios sucessionais de floresta estacional semidecidual na Reserva Mata do Paraíso, em Viçosa, MG.

Produção de serapilheira em dois estádios sucessionais de floresta estacional semidecidual na Reserva Mata do Paraíso, em Viçosa, MG.

RESUMO – Dois trechos de floresta em distintos estádios sucessionais (floresta inicial e floresta madura) foram avaliados quanto à produção de serapilheira durante o período compreendido entre novembro/ 2003 e outubro/2004. Os objetivos foram estimar a produção anual de serapilheira, verificar a variação temporal de deposição da serapilheira e investigar a existência de correlações entre a estrutura da vegetação e a produção de serapilheira. O estudo foi realizado na Reserva Mata do Paraíso, em Viçosa, MG, onde foram instalados 20 coletores de 1 m², colocados a 20 cm acima da superfície do solo. Os coletores foram distribuídos no centro de parcelas de for mato retangular, medindo 10 x 30 m cada um, e cada trecho de floresta recebeu 10 coletores. A serapilheira coletada mensalmente foi separada nas frações folhas, ramos, flores e frutos/sementes. A produção anual de serapilheira foi estimada em 6.310 kg.ha -1 na floresta inicial
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Processos hidrológicos em um fragmento de Floresta Estacional Semidecidual no município de Viçosa, MG

Processos hidrológicos em um fragmento de Floresta Estacional Semidecidual no município de Viçosa, MG

Com base nos resultados apresentados, pode-se concluir que o escoamento superficial foi de 29,69 mm, o que corresponde a 2,08 % da precipitação em aberto. Observou-se também que o escoamento superficial tem maior correlação com o total precipitado do que com a intensidade da precipitação. A capacidade de infiltração e a compactação do solo na camada de 0-10 cm de profundidade, em média, foram iguais a 1509 mm/h e 0,45 MPa, respectivamente. Para as condições de solo observadas, o escoamento superficial é relativamente alto. Em tese, acredita-se que a camada de serapilheira esteja direcionando a água da chuva para camadas mais baixas do terreno, favorecendo assim o escoamento superficial. Maiores estudos devem ser realizados, a fim de se entender os processos que regem o escoamento superficial, bem como a influência dos diferentes ecossistemas florestais sobre o mesmo.
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Estudos ecológicos em floresta estacional semidecidual, Viçosa - MG

Estudos ecológicos em floresta estacional semidecidual, Viçosa - MG

RESUMO – O presente estudo teve como objetivo verificar, descrever e comparar a composição florística e a densidade do banco de sementes de dois estádios sucessionais de Floresta Estacional Semidecidual, em Viçosa/MG. Foram coletadas no total 40 amostras de solo em dois períodos distintos (final da estação seca e da chuvosa) e colocadas para germinar em caixas de madeira sob 60% de sombreamento. As sementes germinadas em cada época de avaliação foram comparadas utilizando o teste t para amostras independentes, o qual apontou uma maior germinação de sementes no banco de sementes coletado no mês de semtembro, época de transição entre as estações seca e chuvosa. Foram identificados 109 taxa no banco de sementes da floresta como um todo, sendo reconhecidas 101 espécies distribuídas em 73 gêneros de 40 famílias. Ocorreram 56 espécies comuns aos dois trechos de floresta e 49 espécies comuns aos dois períodos de coleta. Asteraceae foi a família que apresentou maior número de espécies tanto na floresta inicial quanto na avançada, nas duas épocas avaliadas. Os indivíduos herbáceos predominaram nos dois trechos de floresta e épocas de avaliação, o que não representou a fragilidade do banco de sementes.
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Florística e estrutura horizontal de uma Floresta Estacional Semidecidual Montana Mata do Juquinha de Paula, Viçosa, MG

Florística e estrutura horizontal de uma Floresta Estacional Semidecidual Montana Mata do Juquinha de Paula, Viçosa, MG

A revisão de Piña-Rodrigues et al. (1990) traz a classificação das espé- cies em pioneiras, oportunistas e climácicas. As pioneiras possuem sementes que exigem condições de alta luminosidade e elevação de temperatura para germinarem. A estratégia dessas espécies é o seu pronto estabelecimento, com uma produção periódica e abundante de propágulos que tendem a formar bancos de sementes ou cujo estoque é continuamente renovado por “chuvas de sementes”; apresentam alta mobilidade de dispersão; crescimento inicial rápido e reprodução precoce, com ciclo de vida curto e canalização de recursos para a reprodução. As oportunistas têm sementes capazes de germinar em condições de sombra ou baixa luminosidade, embora requeiram luz para o seu crescimento. Suas sementes podem apresentar graus diferenciados de dormência e suas plântulas mantêm-se no sub-bosque, com baixos níveis de crescimento. A abertura de pequenas clareiras favoreceria, então, um aumento rápido no crescimento. As climácicas não exigem luz para germinarem e tendem a produzir sementes com grandes reservas, de curta longevidade natural e se regeneram a partir de bancos de plântulas no solo. Suas sementes são em geral grandes, podendo apresentar atrativos para agentes dispersores – como o arilo – têm pouca ou nenhuma dormência, e sua presença no banco de sementes do solo é baixa ou ausente.
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Estrutura e dinâmica de um fragmento de Floresta Estacional Semidecidual, no campus da Universidade Federal de Viçosa - Viçosa (MG)

Estrutura e dinâmica de um fragmento de Floresta Estacional Semidecidual, no campus da Universidade Federal de Viçosa - Viçosa (MG)

O conceito de floresta secundária não é claro quanto à natureza do distúrbio de sua formação. BROWN e LUGO (1990) definiram floresta secundária como aquela formada em conseqüência da ação humana sobre áreas florestais, excluindo-se as plantações. Para LAMPRECHT (1990) a designação floresta secundária abrange todos os estádios de sucessão, desde a floresta incipiente, que se instala em superfícies sem vegetação, em virtude de distúrbios naturais ou antrópicos, até o estádio de floresta clímax. Segundo GLENN-LEWIN e Van Der MAAREL (1992), sucessão secundária é o reaparecimento de uma vegetação pré-existente após um distúrbio, freqüentemente a partir do banco de sementes e/ou de plântulas existentes no solo, enquanto FINEGAN (1992) restringiu a definição àquelas florestas formadas após corte raso.
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BANCO DE SEMENTES EM DOIS ESTÁDIOS SUCESSIONAIS DE UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECÍDUA EM VIÇOSA, MG

BANCO DE SEMENTES EM DOIS ESTÁDIOS SUCESSIONAIS DE UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECÍDUA EM VIÇOSA, MG

RESUMO – O estudo teve por objetivo verificar, descrever e comparar a composição florística e a densidade do banco de sementes de dois estádios sucessionais de uma Floresta Estacional Semidecidual, em Viçosa/ MG. Foram coletadas, no total, 40 amostras de solo em dois períodos distintos (final da estação seca e da chuvosa), e colocadas para germinar em caixas de madeira sob 60% de sombreamento. Os indivíduos germinados em cada época de avaliação foram comparados utilizando o teste t para amostras independentes, o qual apontou uma maior germinação de indivíduos no banco de sementes coletado na época de transição entre estações seca e chuvosa. Foram identificados 109 táxons no banco de sementes da floresta como um todo, sendo reconhecidas 101 espécies distribuídas em 73 gêneros de 40 famílias. Ocorreram 56 espécies comuns aos dois trechos de floresta e 49 espécies comuns aos dois períodos de coleta. Asteraceae foi a família que apresentou maior número de espécies, tanto na floresta inicial como avançada, nas duas épocas avaliadas. Os indivíduos herbáceos predominaram nas florestas e épocas de avaliação.
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Estrutura do sub-bosque herbáceo-arbustivo da mata da silvicultura, uma floresta estacional semidecidual no município de Viçosa-MG.

Estrutura do sub-bosque herbáceo-arbustivo da mata da silvicultura, uma floresta estacional semidecidual no município de Viçosa-MG.

Os estudos florísticos e fitossociológicos em flores- tas de todo o mundo geralmente enfatizam o componente arbóreo, que é o principal detentor da biomassa florestal e se destaca pela importância econômica. Citadini-Zanete & Baptista (1989) mostraram que no Brasil essa ênfase se repetiu nos estudos florísticos e fitossociológicos florestais. Os autores relataram que a relevância dos estu- dos das espécies florestais de menor porte está na pro- nunciada sensibilidade que manifestam pelas variações microclimáticas e edáficas. Contudo, a maioria dos estu- dos fitossociológicos de espécies arbustivas ou herbáceas florestais as circunscreve como item secundário, comple- mentar, na caracterização dessas comunidades.
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AVALIAÇÃO DO IMPACTO DO FOGO NO ESTRATO DE REGENERAÇÃO EM UM TRECHO DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL EM VIÇOSA, MG

AVALIAÇÃO DO IMPACTO DO FOGO NO ESTRATO DE REGENERAÇÃO EM UM TRECHO DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL EM VIÇOSA, MG

Após o fogo, os danos às árvores são os danos mais visíveis do fogo e que mais chamam atenção. Depois desse evento, a destruição total das árvores de grande porte não é muito freqüente, mas provoca morte de plântulas e árvores de pequeno diâmetro (WADE e LUNDSORD, 1990). Além disso, afeta diretamente o crescimento, sobrevivência e reprodução das plantas, além de causar impactos no banco de sementes (HOFFMANN, 1996). No entanto, a resposta das plantas a esse impacto varia conforme o regime do fogo, caracterizado pela freqüência, época de ocorrência (estação do ano) e duração dos incêndios, e também o estágio de sucessão e a formação vegetacional atingida. Em certas formações, várias espécies resistem à ocorrência do fogo ou são até mesmo favorecidas por ele, uma vez que as altas temperaturas ajudam a quebrar a dormência de algumas espécies (COUTINHO, 1978, 1990; COCHRANE e SCHULZE, 1999; GERWING, 2002).
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ESCOAMENTO DA ÁGUA DA CHUVA PELO TRONCO DAS ÁRVORES EM UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL.

ESCOAMENTO DA ÁGUA DA CHUVA PELO TRONCO DAS ÁRVORES EM UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL.

RESUMO – Este trabalho foi desenvolvido na Estação de Pesquisas, Treinamento e Educação Ambiental Mata do Paraíso, situada no Município de Viçosa, na Zona da Mata de Minas Gerais, Brasil, e teve como objetivo avaliar o escoamento pelo tronco em um fragmento de Mata Atlântica, no período de agosto de 2009 a março de 2011. Para quantificar esse escoamento, foram demarcadas seis parcelas de 10 x 10 m, sendo em cada parcela adaptados coletores à base de poliuretano nos troncos das árvores com circunferência 15,0 cm. Um pluviômetro foi instalado em local aberto para quantificar a água diretamente da chuva. Além disso, realizou-se uma análise qualitativa dos indivíduos do escoamento pelo troco, avaliando a qualidade do fuste e da copa, posição no estrato da floresta e infestação de cipó. Em todo o período de análises, foram realizadas 75 medições. Nas parcelas de escoamento pelo tronco foram amostrados 126 indivíduos, distribuídos em 29 famílias e 59 espécies. A precipitação em aberto foi de 2.391,63 mm, e o escoamento pelo tronco somou 31,59 mm, ou 1,32% da precipitação em aberto. A espécie com maior escoamento pelo tronco foi a Euterpe edulis, com um volume médio de água escoado de 637,00 L. Das espécies com maior escoamento pelo tronco, 73,91% encontravam-se no estrato inferior da floresta, evidenciando que algumas espécies possuem algum tipo de adaptação morfológica para captação da água da chuva.
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Quantificação do estoque volumétrico, de biomassa e de carbono em uma floresta estacional semidecidual no município de Viçosa-MG

Quantificação do estoque volumétrico, de biomassa e de carbono em uma floresta estacional semidecidual no município de Viçosa-MG

O manejo florestal, além de garantir o uso sustentável do recurso, pode trazer ocupação e renda para as pessoas que atualmente vivem apenas da extração predatória e ilegal de produtos não madeireiros dessas florestas (palmito, plantas medicinais e ornamentais, piaçava, cipós, sementes, etc.). Se considerarmos todos os recursos disponíveis nas florestas nativas (produtos madeireiros, produtos não madeireiros e os serviços ambientais), é possível ter uma ideia da importância do seu uso de forma racional. Apenas para ilustrar, em 2007 o Brasil produziu 24,4 milhões de metros cúbicos de madeira serrada, predominando a madeira tropical com 14,8 milhões de m 3 (MMA/SFB, 2009).
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Estrato de regeneração natural de um trecho de floresta estacional semidecidual, Viçosa, MG.

Estrato de regeneração natural de um trecho de floresta estacional semidecidual, Viçosa, MG.

Na Região Sudeste do Brasil, o desenvolvimento econômico caracterizou-se inicialmente pela expansão da fronteira agrícola, ampliação da malha viária e, posteriormente, pelo aumento das áreas urbanas, atividades que, devido ao mau planejamento, exerceram e ainda exercem forte pressão sobre a cobertura florestal original. Assim, a fragmentação das Florestas Estacionais Semideciduais tem acarretado inúmeras alterações em suas características originais, como: diminuição da diversidade biológica, distúrbios do regime hidrológico de bacias hidrográficas, mudanças climáticas, degradação dos recursos naturais e deterioração da qualidade de vida (VIANA, 1990). A vegetação florestal da região denominada Zona da Mata de Minas Gerais, onde está inserido o Município de Viçosa, também sofreu esse processo de fragmentação (VALVERDE, 1959; MEIRA-NETO et al., 1997), resultando em inúmeras pequenas florestas secundárias em processo de regeneração natural, que foram abandonadas após o desmatamento.
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Composição florística de uma floresta estacional semidecidual montana no município de Viçosa-MG.

Composição florística de uma floresta estacional semidecidual montana no município de Viçosa-MG.

Deus de Minas, Poço Bonito, Tiradentes, Itutinga, Bom Sucesso e Lavras (Oliveira-Filho et al., 1994), todas de Minas Gerais. As florestas de Atibaia (Meira-Neto et al., 1989), São José dos Campos (Silva, 1989) e de Jundiaí (Rodrigues et al., 1989), no Estado de São Paulo, também são muito similares à Mata da Silvicultura. Se analisar do ponto de vista geográfico, nota-se que essas florestas estão na Serra da Mantiqueira, em seus contrafortes ou em regiões serranas próximas suficientemente para rece- ber as influências florísticas dessa grande serra. Da mesma maneira, a maior dissimilaridade florística da Mata da Silvicultura foi com as florestas de Linhares e de Ubatuba. Por conseqüência, ao analisar o dendrograma apresentado por Oliveira-Filho et al. (1994), é possível afirmar que lhe são dissimilares, também, as florestas do Parque Estadual do Rio Doce - MG (CETEC, 1982), que têm mais afinidade florística com a floresta de Linhares - ES (Peixoto & Gentry, 1990), e a floresta da Ilha do Cardoso (Barros et al., 1991), que tem mais afinidade com a floresta de Ubatuba (Silva & Leitão-Filho, 1982). Portanto, a comparação florística feita entre as dez flo- restas por meio de análise de agrupamentos, bem como utilizando as espécies indicadoras de florestas de altitude dentre as espécies comuns entre a Mata da Silvicultura e as demais, revela uma clara influência da flora montana na composição florística da Mata da Silvicultura. As maiores similaridades entre a Mata da Silvicultura e as florestas submontanas ocorreram com as mais meridio- nais de cada tipologia, Ubatuba (floresta ombrófila densa) e Londrina (floresta estacional semidecidual), assim como houve maior número de espécies indicadoras de florestas de altitude. Esse fato pode ser explicado pela zonação altitudinal que repete a zonação latitudinal, extensamente citada e demonstrada na literatura (Mueller-Dombois & Ellenberg, 1974; Veloso et al., 1991). Por esse motivo, é provável que sejam encontradas maiores similaridades florísticas entre florestas estacionais semideciduais montanas do Sudeste brasileiro e florestas estacionais semideciduais submontanas do Sul do Brasil do que entre essas florestas submontanas do próprio Sudeste. Se tal fato se confirmar, é mais adequado denominar essas flo- restas, que seriam zonais e representantes do clímax climático (Mueller-Dombois & Ellenberg, 1974), como florestas estacionais semideciduais subtropicais. Então, as espécies indicadoras de florestas de altitude seriam denominadas, mais adequadamente, como espécies indi- cadoras de florestas subtropicais.
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BANCO DE SEMENTES DO SOLO DE UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL, EM VIÇOSA, MINAS GERAIS

BANCO DE SEMENTES DO SOLO DE UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL, EM VIÇOSA, MINAS GERAIS

Avaliou-se quantitativa e qualitativamente a florística do banco de sementes do solo de um fragmento de Floresta Estacional Semidecidual Montana, no município de Viçosa, MG. No final da estação chuvosa (março/2004), foram coletadas duas amostras de solo de 20 x 15 cm, com 5 cm de profundidade, no centro de seis subparcelas contíguas de 10 x 20 m, em dez parcelas permanentes de 20 x 60 m, em dez locais, totalizando 120 amostras (3,6 m 2 ). As amostras de solo foram colocadas em estruturas de sombreamento de 11,5 % e 60 %, e as sementes germinadas foram identificadas em graminóides, herbáceo-cipós, arbustivas e arbóreas. Foram registradas 3.416 sementes germinadas, sendo 30,2 % graminóides, 29,2 % herbáceo-cipós, 17,5 % arbustivas e 23,1 % arbóreas, estas duas últimas distribuídas em 17 famílias, 25 gêneros e 31 espécies. Melastomataceae, Cecropiaceae e Piperaceae contribuíram com 31,8 %, 10,0 % e 8,8 % do total de espécies, respectivamente, sendo que Miconia cinnamomifolia e Leandra purpurascens foram responsáveis por 59,3 % das sementes arbustivo-arbóreas germinadas. As pioneiras se destacaram com 61,3 % das espécies e 88,5 % das sementes germinadas. Não foram registradas espécies secundárias tardias. A densidade média de sementes germinadas para todos os hábitos e locais foi de 949 sementes/m 2 . O número de espécies e de sementes germinadas do grupo arbustivo-arbóreo diferiu significativamente pelo teste Kruskal-Wallis (P ≤ 0,05) entre os locais estudados. Esses resultados indicam que, no banco de sementes do solo, há predomínio de espécies pioneiras que são importantes para a sucessão em clareiras ou após o corte da floresta. Porém, esse estoque de sementes não é suficiente para a continuidade do processo de sucessão, que inclui o estabelecimento de maior proporção de espécies secundárias iniciais e tardias. Isso indica que há necessidade de um manejo adequado do banco de plântulas para assegurar a continuidade da regeneração natural em florestas secundárias.
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