Top PDF Desmatamento na Amazônia Brasileira: Com que intensidade vem ocorrendo?.

Padrões e causas do desmatamento no Baixo Acre, região oeste da Amazônia brasileira

Padrões e causas do desmatamento no Baixo Acre, região oeste da Amazônia brasileira

As controvérsias sobre os fatores determinísticos do desmatamento na Amazônia, principalmente quanto à contribuição específica que cada fator possui em escala regional foi uma das principais razões que motivaram o desenvolvimento deste estudo. Além do mais, no estado do Acre são poucos os estudos que avaliam as causas do desmatamento, em especial, na região do Baixo Acre que faz parte do arco do desmatamento na Amazônia Ocidental. Nesse sentido, este estudo utiliza a hipótese de que o comportamento de diversos fatores socioeconômicos influenciam de forma direta no desflorestamento total da Amazônia Brasileira. Desse modo, foi realizado uma análise dos padrões e causas do desmatamento com intuito de identificar os fatores mais atuantes desse fenômeno na região do Baixo Acre, localizado no noroeste da Amazônia.
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O desmatamento está se acelerando na Amazônia brasileira?.

O desmatamento está se acelerando na Amazônia brasileira?.

É claro que melhor implementação poderia ter um grande impacto no manejo ambiental da Amazônia Brasileira. Um sucesso notável tem sido a recente redução nos incêndios florestais em estados como o Mato Grosso e o Pará, que têm tido tradicionalmente altas taxas de desmatamento. No passado, proibições temporárias das queimadas pelo governo tiveram efeito fraco, mas uma melhor fiscalização em 2000-2001 e iniciativas governamentais (Ministério de Relações Exteriores 1998) e privadas (Friends of the Earth 1999) para treinar comunidades locais em métodos de controle de fogo têm demonstrado que reduções substanciais nos incêndios podem ser obtidas. Ainda assim, a prevalência na Amazônia de práticas agrícolas dependentes de fogo, particularmente a criação de gado e a agricultura de corte-e-queima, significa que o controle de incêndios florestais irá permanecer um desafio crônico e difícil (Nepstad et al. 1999b).
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O CUSTO SOCIAL DO DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA BRASILEIRA: O CASO DA CASTANHA-DO-BRASIL ( Bertholletia excelsa ).

O CUSTO SOCIAL DO DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA BRASILEIRA: O CASO DA CASTANHA-DO-BRASIL ( Bertholletia excelsa ).

Este trabalho trata do desmatamento na Amazônia brasileira com ênfase no custo social imposto à nação pela redução e perda da base florestal, em especial da castanha, um dos principais produtos não madeireiros da floresta, no período de 1998 a 2008. Para medir os custos sociais do desmatamento que recaem sobre os produtores e consumidores de castanha-do-brasil, utilizou-se o conceito de excedente econômico de Marshall. O custo social médio anual estimado foi da ordem de 11,6 milhões de reais, recaindo, em média, 63 % desses custos sobre os produtores e 37 % sobre os consumidores. Portanto, todos perdem com os danos causados à base florestal e ao ecossistema da floresta tropical.
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Efetividade do aumento da área de reserva legal por meio de instrumento legal na taxa de desmatamento da Amazônia Brasileira.

Efetividade do aumento da área de reserva legal por meio de instrumento legal na taxa de desmatamento da Amazônia Brasileira.

Embora tenha sido aprovado com ampla maioria na Câmara dos Deputados, o projeto de lei foi bastante modificado no Senado e tem sofrido muitas críticas de ambientalistas, de cientistas e da sociedade civil. Em geral, as críticas à flexibilização do Código Florestal podem ser resumidas em uma única preocupação: as modificações poderão levar ao aumento do desmatamento, conforme demonstrado por Sparovek et al. (2011).

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Causas do Desmatamento da Amazônia Brasileira

Causas do Desmatamento da Amazônia Brasileira

A Amazônia brasileira tem um potencial econômico fundamentalmente baseado na riqueza da sua base de recursos naturais. Um grande dilema coloca-se para o governo que não pode deixar de tirar proveito deste potencial sem, por outro lado, conhecê-lo em sua plenitude. A Ministra do Meio Ambiente, em seu discurso de posse, expressa parte deste dilema sugerindo que a região é vista “... como território quase natural da expansão tradicional da grande economia e pouco como o depositário de uma excepcional biodiversidade e potencialidade de desenvolver-se a partir dela”. Dentre as principais perguntas que se colocam incluem-se: quais os limites naturais à expansão da fronteira agropecuária? Quem são os agentes e qual a lógica dos desmatamentos? Dados os riscos e incertezas de se darem passos irreversíveis em termos de degradação ambiental e eliminação de um potencial não plenamente conhecido, o que fazer? Seria possível, ou desejável, “fechar” a fronteira, buscando consolidar as áreas já antropizadas, permitindo a expansão da agropecuária nas áreas com maior potencial? Como implantar um modelo alternativo “a partir da biodiversidade” quando não se conhece plenamente este modelo na escala necessária e enquanto o processo “tradicional” de ocupação se dá de forma acelerada? O próprio Banco Mundial, que por suas experiências do passado na Amazônia optou por dedicar-se largamente à proteção e conservação da floresta nos últimos anos, está assim otimizando seu papel potencial de catalisador do desenvolvimento sustentável da região? Na busca de um entendimento maior sobre estas questões, as causas e dinâmica dos desmatamentos da Amazônia brasileira têm sido temas recorrentes de pesquisas durante as duas últimas décadas. Dessas
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Determinantes do desmatamento na Amazônia brasileira

Determinantes do desmatamento na Amazônia brasileira

Na segunda metade da década de 1960, o Banco de Crédito da Borracha foi transformado em Banco da Amazônia (BASA), com competência de distribuir incentivos fiscais e autorizar créditos para as indústrias e para o setor agropecuário. Durante esse período também foi criada a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) e implantada a Zona Franca de Manaus. Além disso, políticas de colonização indutoras de migração interna e formação de mercado de mão-de-obra foram implantadas. Em relação à agricultura, o governo federal passou a incentivar projetos de estímulo ao desenvolvimento dessa atividade no norte do Estado do Mato Grosso e no sul do Estado do Pará. Além disso, nos anos de 1965 e 1966, foram criadas, respectivamente, nos Estados do Pará e do Amazonas, as Associações de Crédito e Assistência Rural (GAZONI, 2011).
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Cenários de desmatamento para a Amazônia.

Cenários de desmatamento para a Amazônia.

Em contraste, um cenário de governança poderia reduzir o desmatamento previsto em até 62% e 55% , respectivamente, para a Amazônia brasileira e a bacia como um todo, mesmo que se completassem todos os projetos planejados de asfaltamento (Figura 2 ). Seu resultado se expressa, portanto, pela expansão e preservação completa das áreas protegidas, aliadas à manutenção de um arranjo de paisagens rurais ecologicamente sustentáveis. Nesse aspecto, os cenários inter- mediários servem para analisar o papel das áreas protegidas na conservação da Amazônia. Tomando como base de comparação o desmatamento dentro do cená- rio “o mesmo de sempre”, demonstra-se que somente a expansão da rede de áreas protegidas, de 29% (atualmente, 34% ) para 41% da Amazônia brasileira, mas sem sua implementação de fato, é capaz de reduzir o desmatamento previsto para o final da metade desta década em somente cerca de 7% (Figura 6 ). Por outro lado, uma ostensiva fiscalização ambiental nessas áreas elevaria esse percentual para cerca de 30% . Todas as medidas de conservação combinadas, mas sem a expansão das áreas protegidas, garantiriam 86% do desmatamento evitado pelo cenário de governança. Por fim, uma ampliada rede de áreas protegidas, efetivamente imple- mentada via ostensiva fiscalização, seria responsável pela metade da redução no des- matamento atribuído ao cenário de governança, ou seja, pelo abatimento de um terço nas perdas florestais projetadas dentro do cenário “o mesmo de sempre”.
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Desenvolvimento rural, meio ambiente e políticas públicas: os caminhos do fortalecimento da agricultura familiar na Amazônia brasileira

Desenvolvimento rural, meio ambiente e políticas públicas: os caminhos do fortalecimento da agricultura familiar na Amazônia brasileira

Já são diversas as iniciativas que buscam ampliar a atuação governamental na Amazônia e que visam desde ao planejamento em nível macro do desenvolvimento da região (de novo, trata-se do PAS) até o estabelecimento de soluções para temas ou recortes regionais específicos. No âmbito do Governo Federal, destacam-se (i) o PPCDAm, que define as estratégias para controle e combate ao desmatamento na região; (ii) o Compromisso Mais Amazônia Legal pela Cidadania, que pactuou metas entre os entes federados para a aceleração da redução das desigualdades na região até 2010; (iii) o Programa Territórios da Cidadania, proposta de abrangência nacional que está embasada em recortes territoriais pré-estabelecidos (conjunto de municípios com características econômicas e ambientais comuns e identidade social e cultural) e que mobiliza diversos Ministérios, combinando estratégias de gestão territorial, integração de políticas públicas nas diversas esferas governamentais e participação social; (iv) o Programa Terra Legal, que objetiva a regularização de terras públicas federais não destinadas e ocupadas por posseiros na Amazônia Legal, atuando em 400 municípios da região e em uma área de aproximadamente 60 milhões de hectares, além da regularização fundiária de áreas da União em núcleos urbanos, e (v) o Plano BR-163 Sustentável, experiência de elaboração de um plano de ação baseado nas diretrizes gerais do PAS, contemplando ações de ordenamento territorial, fomento a atividades econômicas sustentáveis, melhoria dos serviços públicos etc. pactuadas entre agentes públicos e representantes da sociedade civil. 3 Já os Governos Estaduais desenvolvem iniciativas focadas na prevenção e controle ao desmatamento, na adequação e na agilização dos instrumentos de regularização ambiental e na ampliação dos serviços de acompanhamento técnico às atividades agropecuárias. 4
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Pecuária e desmatamento: uma análise das principais causas diretas do desmatamento na Amazônia.

Pecuária e desmatamento: uma análise das principais causas diretas do desmatamento na Amazônia.

Na Amazônia Brasileira a principal atividade res- ponsável pelo desmatamento é a pecuária. Esse trabalho analisa a evolução das causas imediatas do desmatamento da Amazônia, utilizando-se de regressões lineares com dados em painel. O mo- delo avalia a contribuição dos principais usos do solo na região ao desmatamento, de 2000 a 2006. Dados do PRODES de desmatamento, o número de cabeças bovinas de 782 municípios da Amazô- nia e área plantada de culturas perenes e temporá- rias foram utilizados para essa análise. O resulta- do mostrou que o desmatamento é fortemente correlacionado com a pecuária. A soja também aparece positivamente correlacionada com o des- matamento. Esta tendência é reforçada pelo cres- cimento nacional e internacional da demanda de carne. Políticas públicas eficazes para a redução do desmatamento devem, portanto, agir nas cau- sas subjacentes da expansão da pecuária reduzin- do a força dos processos que produzem a sua ex- pansão na fronteira do desmatamento.
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Amazônia Legal e o estado de Mato Grosso: dois ensaios sobre o processo de convergência espacial para o desmatamento

Amazônia Legal e o estado de Mato Grosso: dois ensaios sobre o processo de convergência espacial para o desmatamento

No entanto, a elaboração de modelos de β convergência absoluta para o desmatamento de 783 municípios da Amazônia brasileira e de 139 municípios do estado de Mato Grosso, controlando-se os efeitos espaciais, é explorada no presente trabalho de forma inédita, até onde se sabe. O objetivo desta dissertação é adaptar a idéia de Baumol (1986) para entender o comportamento do processo de desmatamento nestas duas localidades dotadas de vasta biodiversidade. Assim, ao se formalizar uma equação de convergência absoluta para o desmatamento da Amazônia, e depois para o estado com os maiores índices de desmatamento acumulado, isto é, Mato Grosso, buscar-se-á verificar se municípios com maiores taxas de desmatamento estão reduzindo seu nível de degradação ambiental mais rapidamente que municípios com menor grau de desmatamento. Resumidamente, esse trabalho pretende utilizar a análise de convergência absoluta para testar se as taxas de desmatamento entre os municípios estão ficando mais homogêneas no bioma Amazônico.
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SIG, AMAZÔNIA E POLÍCIA FEDERAL Geointeligência no combate ao desmatamento ilegal na Amazônia

SIG, AMAZÔNIA E POLÍCIA FEDERAL Geointeligência no combate ao desmatamento ilegal na Amazônia

Nos capítulos anteriores, buscamos abordar e introduzir aqueles que considerávamos como sendo alguns dos principais aspectos conceituais e gerais sobre a temática deste trabalho. Cremos, aliás, ser-nos-ia impossível tratar devidamente do emprego da GEOINT nas atividades de investigação e repressão criminal ao desmatamento ilegal na Amazônia brasileira, sem, ao menos, apresentar, ainda que em linhas gerais, o que são os SIG e a GEOINT, o contexto em que tais crimes ocorrem, seus principais personagens e modus operandi, bem como qual o papel efetivamente desempenhado pela Polícia Federal brasileira nesse contexto, suas experiências nessa área (inclusive com o emprego de SIG), estrutura organizacional e, obviamente, os recursos disponíveis, inclusive humanos.
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Análise das taxas anuais de desmatamento na Amazônia Legal a partir da relação entre autos de infração e área desmatada no período entre 2000 e 2014

Análise das taxas anuais de desmatamento na Amazônia Legal a partir da relação entre autos de infração e área desmatada no período entre 2000 e 2014

Os impactos esperados para o período de 2009-2011 são: queda contínua da taxa de desmatamento na Amazônia brasileira, especialmente em termos de práticas ilegais que geram significativos danos ambientais e problemas sociais; diminuição substancial nas práticas de grilagem de terras públicas em áreas críticas, associadas ao desmatamento ilegal; redução acentuada nos índices de exploração madeireira ilegal, associada a um crescimento expressivo na área sob manejo florestal para produtos madeireiros e não-madeireiros; forte aumento na adoção de práticas de prevenção e controle do fogo, recuperação de áreas degradadas, manejo de pastagens e práticas agropecuárias e agroflorestais sustentáveis entre produtores rurais; redução significativa no percentual de propriedades com passivo ambiental referente à Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente, associado a um aumento nos casos de celebração de Termos de Ajustamento de Conduta e práticas de recuperação de áreas degradadas; avanços na viabilização de um novo modelo de reforma agrária em bases sustentáveis para a Amazônia brasileira com significativas implicações para a redução do desmatamento; avanços substanciais na criação e implantação de unidades de conservação e terras indígenas em áreas prioritárias, como elementos fundamentais de uma estratégia de conservação da floresta e o desenvolvimento sustentável da Amazônia; e aumento significativo na capacidade institucional de órgãos ambientais e outras instituições parceiras, inclusive da sociedade civil, na implementação integrada de medidas de prevenção e controle do desmatamento e na viabilização e fomento de atividades produtivas sustentáveis (PPCDAM, 2009, p.58-59).
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MAPEAMENTO DO DESMATAMENTO EM SÃO FÉLIX DO XINGÚ UTILIZANDO COMPOSIÇÃO COLORIDA MULTITEMPORAL DE IMAGENS FRAÇÕES SOMBRA

MAPEAMENTO DO DESMATAMENTO EM SÃO FÉLIX DO XINGÚ UTILIZANDO COMPOSIÇÃO COLORIDA MULTITEMPORAL DE IMAGENS FRAÇÕES SOMBRA

São Félix do Xingu convive na atualidade com sérios problemas relacionados ao desmatamento ilegal e a questão fundiária. O desmatamento na região é relativamente recente (década de 1990) representando atualmente, segundo dados do PRODES-Digital, uma das maiores taxas de desma- tamento da Amazônia Brasileira (até 2008 o município já tinha desmatado 18,86% do território, o que corresponde uma área acumulada de 15 887 Km2). Na tentativa de conter o avanço do desma- tamento na região, o governo federal tem criado barreiras físicas com a criação de Terras Indígenas (TIs) e Unidades de Conservação. Devido à intensa grilagem e a impunidade que assola a região, São Félix do Xingu desponta no topo da lista como um dos municípios com maiores números de assassinatos ligados a conflitos de terra do território nacional.
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O regime de chuvas na Amazônia Meridional e sua relação com o desmatamento

O regime de chuvas na Amazônia Meridional e sua relação com o desmatamento

Figura 25 Trajetória do JBN no dia 4 de Abril de 2013 para a cidade de Campo Grande no Estado de Mato Grosso do Sul. Fonte: Projeto Rios Voadores (2013). ......................... 65 Figura 26 Na análise sinótica das 00Z do dia 01/07/2011 observa-se um sistema frontal com ramo frio que se estende do Noroeste da Argentina ao extremo sul do RS e Atlântico. Fonte: CPTEC, INPE, (2012). ........................................................................................ 66 Figura 27 Nebulosidade associada às ondas de Leste (círculo vermelho) no Nordeste do litoral Brasileiro. Satélite MeteoSat 5 21:00. Fonte: , 2012.CPETEC. ............................. 68 Figura 28 Dados TRMM diários de precipitação para o dia 19 janeiro de 2005, mostrando 600 km de linha de instabilidade sobre a Floresta Amazônica. Fonte NASA: http://disc.sci.gsfc.nasa.gov/featured-items/trmm_ir_amazon_storm_tree_blowdown .... 69 Figura 29 Complexo Convectivo de Mesoescala na região sul do Brasil atrelado a uma área de Baixa Pressão e um Cavado com origem na região do Chaco Argentino. As cores na legenda indicam a temperatura na nuvem. Imagem do Satélite GOES do dia 03 de Dezembro de 2010.9:45. Fonte: CPETEC, INPE, 2012. ................................................ 71 Figura 30 Bloqueio Atmosférico na região Central do Brasil corroborado pela subsidência. Imagem COLA/IGES do 2 de setembro de 2011, carta de 200milibares. Nota-se na região ao sul do Brasil a passagem de poderoso sistema frontal com descolamento para o Oceano Atlântico. Fonte: GrAdes: COLA/IGES, 2011. ................................................ 72 Figura 31 Representação dos principais fenômenos climáticos e de circulação atmosférica no verão austral e inverno austral na América do Sul. Fonte: Autor, 2012. .................... 75 Figura 32 Imagem de forte convecção diurna sobre a Amazônia Brasileira onde é possível visualizar a ZCIT e a ZCAS sendo influenciadas no verão austral pela floresta. Fonte: http://sigma.cptec.inpe.br/prec_sat/index.jsp?i=br# ........................................................ 77 Figura 33 Focos de Queima no Brasil no ano de 2005. O ano de 2005 juntamente com os anos de 2004 e 2010 estão entre os mais importantes em relação as queimadas. Fonte: CPTEC, INPE, (2012). ................................................................................................... 79 Figura 34 Leste Amazônico - nuvens brancas espessas de convecção no Pará mesclando-
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Causas do desmatamento da Amazônia: uma aplicação do teste de causalidade de Granger acerca das principais fontes de desmatamento nos municípios da Amazônia Legal brasileira.

Causas do desmatamento da Amazônia: uma aplicação do teste de causalidade de Granger acerca das principais fontes de desmatamento nos municípios da Amazônia Legal brasileira.

A escolha das variáveis explicativas ficou refém da disponibilidade dos dados para o período, pelo menos para os anos de 1997 e 2006. Todavia, foram considerados como os grandes vetores do desmatamento dois grandes grupos: o primeiro caracteri- zando a ocupação do solo – mais especifi- camente variáveis que evidenciam o setor agropecuário – uma vez que, como apon- tado pela literatura, outros fatores como infraestrutura, por exemplo, são facilitado- res que aumentam a intensidade dos fatores causais primários, no caso: pecuária, cultura permanente e cultura temporária. Já o segun- do grupo de variáveis representa as carac- terísticas socioeconômicas dos municípios. Ademais, foram utilizadas as seguin- tes variáveis que tiveram como principais fontes o IPEA/Instituto de Pesquisa Eco- nômica Aplicada (http://www.ipea.gov.br), o IBGE/Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (http://www.ibge.gov.br) e o INEP/Instituto Nacional de Estudos e Pes- quisas Educacionais (http://www.inep.gov. br), com base na literatura pertinente:
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LEGISLAÇÃO FLORESTAL BRASILEIRA E POLÍTICAS DO GOVERNO DE COMBATE AO DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA LEGAL.

LEGISLAÇÃO FLORESTAL BRASILEIRA E POLÍTICAS DO GOVERNO DE COMBATE AO DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA LEGAL.

O lobby, que é a prática de influenciar as pessoas, formado por esse grupo de inte- resses, foi altamente persuasivo nos debates governamentais a cerca do Novo Código. A bancada ruralista buscou o apoio de outras bancadas para a aprovação do Código Florestal e outros projetos voltados ao agronegócio, em troca ofereceram apoio e votos a outros projetos a exemplo da bancada evangélica, que vem crescendo na Câmara dos deputados. Logo, o favorecimento para os interesses do grupo ruralista era claro no governo e em março de 2011 o substitutivo originário do Projeto de Lei nº 1.876 passou a ser designado como Projeto de Lei da Câmara – PLC nº 30/2011. O texto aprovado na Câmara trazia a Emenda 64, que reduziria as Áreas de Preservação Ambiental no país, anistia para os pequenos produtores rurais que desmataram até 2008 e manutenção das atividades consolidadas em APPs. No Senado, alguns itens foram retirados da Emenda 64 e após algumas revisões e vetos da presidente Dilma Rousseff, o novo texto do Código Florestal brasileiro (Lei 12.651/2012) foi aprovado, mesmo com a resistência de grande parte dos ambientais e pesquisadores que afirmaram que o Novo Código seria um retrocesso a diversas conquistas em favor do meio ambiente como as recentes políticas do governo de combate ao desmatamento, principalmente na Amazônia (PETRY, 2014; BRASIL, 2012). Panorama das políticas de prevenção e combate ao desmatamento
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Uso do solo e desmatamento nas regiões da Amazônia Legal Brasileira: condicionantes econômicos e impactos de políticas públicas

Uso do solo e desmatamento nas regiões da Amazônia Legal Brasileira: condicionantes econômicos e impactos de políticas públicas

Os dados mais recentes mostram um aumento do desmatamento de 28% no período 2012- 2013 (INPE, 2013). Embora a área desmatada nesse período seja a segunda mais baixa registrada desde o início do monitoramente em 1988, essa área representa um grande desperdício segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente na Amazônia (IMAZON, 2013). Segundo este Instituto, estimativas do INPE e da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) sugerem que sobram na Amazônia uma grande área já desmatada e que se encontra subutilizada. A Embrapa e o INPE estimaram que até 2010 a área abandonada ou subutilizada na região totalizava aproximadamente 12 milhões de hectares. Alguns fatores são apontados como causas desse aumento no desmatamento, como a elevação do preço de produtos agrícolas, que tem historicamente incentivado o desmatamento tanto para fins produtivos como especulativos. As grandes obras de infraestrutura, como o asfaltamento de rodovias (BR-163, Transamazônica) e construção de portos (Itaiatuba e Santarém), realizadas em 2013, alteram a dinâmica da região e também podem ter contribuído para o aumento da derrubada da floresta (IMAZON, 2013).
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Redução do desmatamento na Amazônia por meio da intensificação da pecuária em assentamentos de reforma agrária

Redução do desmatamento na Amazônia por meio da intensificação da pecuária em assentamentos de reforma agrária

No entanto, esse aumento na quantidade de bovinos na Transamazônica deve enfrentar desafios de ordem ambiental para se manter tão elevado, principalmente por conta da pres- são pela redução no desmatamento. Além disso, esse aumento no efetivo bovino não se veri- ficará homogeneamente em toda a região, já que as fazendas devem apresentar um aumento superior ao encontrado nas propriedades familiares, principalmente pelo gargalo de mão de obra, acesso a tecnologia e financiamento que a agricultura familiar encontra. Um aumento tão acentuado e repentino na quantidade dos rebanhos, como o calculado, significaria que os produtores teriam que comprar uma grande quantidade nova de animais e que esses teriam que vir de outras regiões, o que aumentaria ainda mais os custos de produção. Alternativa- mente, teriam que segurar a venda das crias para aumentar o rebanho, o que inviabilizaria economicamente o sistema, já que os assentamentos dependem muito da venda de bezerro para engorda nas fazendas da região (CHAPUIS et al, 2001).
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PECUÁRIA, DESMATAMENTO E DESASTRES AMBIENTAIS NA AMAZÔNIA

PECUÁRIA, DESMATAMENTO E DESASTRES AMBIENTAIS NA AMAZÔNIA

RESUMO: Este trabalho analisa as relações entre os desmatamentos que estão ocorrendo na região Amazônica, assim como outros desastres sócio-ambientais, e a demanda por carne bovina. O fato é que nosso consumo deste produto financia os processos de devastação ambiental e que, por isso, temos que agir para que não transformemos a maior floresta tropical do mundo em pasto e deserto nas próximas décadas. O objetivo deste trabalho foi avaliar o conhecimento de alunos da UNICAMP sobre a relação entre o consumo de carne e o desmatamento. Também se comparou o consumo de carne no restaurante universitário da UNICAMP com o da Universidad Nacional de La Plata. Constatou-se que há uma grande falta de informação desta problemática na categoria discente.
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