Top PDF Fungos conidiais na Caatinga: espécies associadas ao folhedo.

Fungos conidiais na Caatinga: espécies associadas ao folhedo.

Fungos conidiais na Caatinga: espécies associadas ao folhedo.

RESUMO – (Fungos conidiais na Caatinga: espécies associadas ao folhedo). Um inventário de fungos conidiais foi realizado em seis áreas de extrema importância biológica no bioma Caatinga. Foram coletadas 74 espécies, sendo sete novos registros para o Brasil. Heliocephala zimbabweensis Decock, V. Robert & Masuka é reportada pela segunda vez para a ciência, Sporidesmium verrucisporum M.B. Ellis é um novo registro para o continente america- no, Dicyma vesiculifera Piroz., Fusariella concinna (Syd.) S. Hughes, F. obstipa (Pollack) S. Hughes, Phaeostalagmus tenuissimus (Corda) W. Gams e Sporidesmiella claviformis P.M. Kirk são novos registros para a América do Sul. Falcocladium sphaeropedunculatum Crous & Alfenas, Myrmecridium schulzeri var. schulzeri (Sacc.) Arzanlou, W. Gams & Crous, Pseudodictyosporium wauense Matsush., Repetophragma infl atum (Berk. & Ravenel) W.P. Wu são novos registros para o semi-árido brasileiro. Seis espécies foram reconhecidas como novos taxa, Brachysporiellina fecunda S.M. Leão, A.C. Cruz, R.F. Castañeda & Gusmão, Diplococcium verruculosum A.C. Cruz, Gusmão & R.F. Castañeda, Lobatopedis longistriatum A.C. Cruz, Gusmão, S.M. Leão-Ferreira & R.F. Castañeda, Subramaniomyces pulcher A.C. Cruz, Gusmão & R.F. Castañeda e foram publicadas separadamente. Os novos registros são descritos, ilustrados e comentados. Uma lista incluindo as demais espécies encontradas é apresentada.
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Riqueza de espécies de fungos conidiais em duas áreas de Mata Atlântica no Morro da Pioneira, Serra da Jibóia, BA, Brasil.

Riqueza de espécies de fungos conidiais em duas áreas de Mata Atlântica no Morro da Pioneira, Serra da Jibóia, BA, Brasil.

A similaridade de espécies de fungos conidiais entre as áreas estudadas pode ser considerada baixa (25%). Esse resultado possivelmente decorre das diferenças das espécies vegetais e características ambientais entre as duas áreas investigadas e, segundo Polishook et al. (1996), amostras de folhedo de uma mesma espécie de planta tendem a ter alta similaridade, comparadas às amostras de diferentes espécies vegetais em uma mesma área. A vegetação do local estudado constitui um mosaico, com diferentes substratos passíveis de colonização pelos fungos. Na vertente oriental predomina a Floresta Ombrófila Densa, com remanescentes de Mata Atlântica, influenciada pelas chuvas orográficas onde os ventos úmidos, oriundos do litoral, ao encontrar a serra, fazem precipitar grande parte da umidade que contribui para manter sua densidade e exuberância. A porção ocidental é menos úmida, apresentando Floresta Estacional Semi- decidual (onde foram realizadas as coletas), Floresta Decidual e Caatinga Arbórea com palmeiras, onde as plantas encontram-se espaçadas, apresentando baixa densidade (M.A.Tomasoni, dados não publicados).
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Novas ocorrências de fungos conidiais para América do Sul e Neotrópico.

Novas ocorrências de fungos conidiais para América do Sul e Neotrópico.

Na região semi-árida brasileira há predomínio da vegetação de Caatinga e suas diversas nuances bem como outros tipos vegetacionais, que proporcionam uma heterogeneidade e complexidade das fi tofi sionomias (Andrade-Lima 1981). Dentre os tipos vegetacionais existentes, resquícios de Mata Atlântica também são encontrados em fragmentos encerrados na Caatinga (Velloso et al. 2002). Associados a estes tipos vegetais encontram-se os fungos e demais organismos que participam da ciclagem de nutrientes, atuando na decomposição do folhedo em um processo complexo e de suma importância para a manutenção do equilíbrio nos ecossistemas (Christensen 1989, Dix & Webster 1995).
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Fungos conidiais na Caatinga: espécies lignícolas.

Fungos conidiais na Caatinga: espécies lignícolas.

Bactrodesmium Cooke apresenta atualmente cerca de 40 espécies (Markovskaja 2006). O gênero é heterogêneo e inclui espécies com conídios pseudoseptados, como B. rahnii M.B. Ellis (Ellis 1976) ou euseptados, com ou sem a presença de bandas negras nos septos. Raramente são ver- rucosos, como B. palmicola Mercado, Heredia & J. Mena (Mercado-Sierra et al. 1995) ou com septos longitudinais, como B. indicum Reghuveer (Rao 1983). As dimensões dos conídios do espécime brasileiro estão de acordo com as apresentadas por Crane & Shearer (1978) e Palm & Stewaet (1982). Bactrodesmium atrum M.B. Ellis, B. globosum Hol.- Jech. e B. palmicola são similares a B. linderi pela presença de célula apical castanha-escura a negra, mas diferenciam-se pelo maior número de septos, maiores dimensões e verruco- sidade nos conídios, respectivamente. Um ponto controverso no gênero é o tipo de secessão do conídio, sendo referidas tanto espécies esquizolíticas como rexolíticas. Zucconi & Lunghini (1997) examinaram a espécie-tipo do gênero e determinaram a sua condição esquizolítica, sugerindo a revisão das espécies rexolíticas.
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Fungos conidiais em Euterpe oleracea Mart. (açaizeiro) na Ilha do Combu, Pará-Brasil.

Fungos conidiais em Euterpe oleracea Mart. (açaizeiro) na Ilha do Combu, Pará-Brasil.

Comentários: o gênero Repetophragma foi proposto por Subramanian (1992) para acomodar espécies de Sporidesmium Link que apresentavam células conidio- gênicas anelídicas e conídios eusseptados. Atualmente o gênero apresenta 31 espécies descritas (Castañeda et al. 2011). Análises filogenéticas indicaram que R. ontariense (Matsush.) W.P.Wu e R. goidanichii (Rambelli) W.P.Wu possuem suas fases teleomóficas associadas a classe Dothideomycetes (Shenoy et al. 2006). Repetophragma filisporum (Matsush.) R.F. Castañeda, McKenzie & K.D. Hyde é a espécie que mais se assemelha a R. moniliforme, mas diferencia-se pelos conídios estreitamente obclavados e lisos, medindo 50-300 × 4-5 μm, ápice com 2 μm de lar- gura. Na descrição original de R. moniliforme, ainda sob o nome de Sporidesmium moniliforme, Matsushima (1993a) descreveu conidióforos (9-50 × 4-5 μm) e conídios (55-280 × 6,8-9,4 μm) com mensurações diferentes das encontras nos espécimes estudados. Células conidiogênicas anelídi- cas foram observadas no material estudado, mas não foram descritas por Matsushima (1993a). No entanto, Castañeda et al. (2011) relataram a presença de 1-4 anelações nos conidióforos ao proporem a inclusão desta espécie no gênero Repetophragma. Apesar de os espécimes estudados terem apresentado conídios e conidióforos com tamanhos diferentes da descrição original, as demais características morfológicas dos mesmos concordam com Matsushima (1993a) e Castañeda et al. (2011).
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Fungos conidiais do bioma Caatinga II. Novos registros para o continente americano, Neotrópico, América do Sul e Brasil.

Fungos conidiais do bioma Caatinga II. Novos registros para o continente americano, Neotrópico, América do Sul e Brasil.

Gyrothrix foi proposto por Corda em 1884 (apud Pirozynski 1962) e é caracterizado por apresentar setas ramificadas, lisas ou verrucosas, conidióforos ausentes, células conidiogênicas poliblásticas, lageniformes a subuladas, subhialinas a hialinas e conídios falcados, cilíndricos ou fusiformes. Circinotrichum possui características semelhantes à Gyrothrix diferindo deste por apresentar setas não ramificadas (Pirozynski 1962). Gyrothrix hughesii é semelhante a G. inops (Berlese) Piroz. e G. ramosa Zucconi & Onofri pela presença de setas verticiladas (Pirozynski 1962; Zucconi & Onofri 1989). Gyrothrix inops diferencia-se das espécies mencionadas pelas setas maiores, levemente verrucosas e com ramificações opostas (Pirozynski 1962). Gyrothrix ramosa possui setas verrucosas maiores, com ápice curvo e filiforme (Zucconi & Onofri 1989). Este constitui o primeiro registro para a América do Sul. Anteriormente com registros para Cuba (Mercado-Sierra & Mena-Portales 1995); Gana, Serra Leoa, Sudão, (Farr & Rossman 2009); Índia (Pirozinski & Patil 1970); Paquistão (Pirozinski 1962).
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Fungos conidiais associados ao folhedo de Clusia melchiorii Gleason e C. nemorosa G. Mey. (Clusiaceae) em fragmento de Mata Atlântica, BA, Brasil.

Fungos conidiais associados ao folhedo de Clusia melchiorii Gleason e C. nemorosa G. Mey. (Clusiaceae) em fragmento de Mata Atlântica, BA, Brasil.

RESUMO – (Fungos conidiais associados ao folhedo de Clusia melchiorii Gleason e C. nemorosa G. Mey (Clusiaceae) em fragmento de Mata Atlântica, Bahia, Brasil). Visando ampliar o conhecimento sobre diversidade de fungos conidiais, 10 folhas mortas de três indivíduos de C. melchiorii e de C. nemorosa foram coletadas bimestralmente na Serra da Jibóia, Bahia, no período de outubro/2005 a junho/2006. As folhas foram lavadas em água corrente e mantidas em câmara-úmida durante 30 dias. As estruturas fúngicas foram retiradas para estudo morfológico. Foram identificados 79 táxons de Ascomycota na forma anamórfica. Destes, 78 são hifomicetos e um celomiceto. Do total, 87% ocorreram sobre C. melchiorii e 55% sobre C. nemorosa. A maioria dos fungos apresentou freqüência esporádica e constância acidental. As espécies mais freqüentes foram: Beltrania rhombica Penz., Chaetopsina fulva Rambelli, Dactylaria ficusicola Paulus, Gadek & Hyde, Verticillium theobromae (Turconi) Mason & Hughes e Volutella sp. 1 (sobre C. melchiorii) e Atroseptaphiale flagelliformis Matsush., Pseudobeltrania sp., Zygosporium gibbum (Sacc., Rousseau & Bommer) Hughes, Verticillium theobromae (Turconi) Mason & Hughes e Volutella sp. 1 (sobre C. nemorosa). A similaridade de fungos entre as duas espécies de Clusia atingiu 60% e 11 táxons foram constantes nos dois hospedeiros: Atrosetaphiale flagelliformis, Beltraniella portoricensis (Stevens) Piroz. & Patil, Chalara alabamensis Jones & Ingram., Cryptophiale kakombensis Piroz., Parasympodiella laxa (Subram. & Vittal), Speiropsis scopiformis Kuthub. & Nawawi, Thozetella cristata Piroz. & Hodges, Umbellidion radulans Sutton & Hodges, Verticillium theobromae, Volutella sp. 2 e Zygosporium gibbum. Os dados mostram que o folhedo produzido por C. melchiorii e C. nemorosa, na Serra da Jibóia, é rico em fungos conidiais. Esses fungos, como decompositores, são importantes para a dinâmica do ecossistema estudado.
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Patogenicidade de espécies de Botryosphaeriaceae endofíticas de plantas da Caatinga do estado do Ceará em manga e umbu-cajá.

Patogenicidade de espécies de Botryosphaeriaceae endofíticas de plantas da Caatinga do estado do Ceará em manga e umbu-cajá.

Vários estudos mostram que espécies de Botryosphaeriaceae isoladas de tecidos sadios quando inoculadas artificialmente em seus próprios hospedeiros ou em outras espécies de plantas se comportam como patógenos altamente agressivos (3, 30, 33, 36, 46). Estudos realizados com espécies de Botryopshaeriaceae isolados de Syzygium cordatum Hochst., nativas da África do Sul, revelaram que eles são capazes de causar sintoma de doença em S. cordatum e no clone Ecaliptus grandis x camaldulensis quando inoculados artificialmente (30). Em um levantamento de espécies de Botryosphaeriaceae associadas a sintomas e endofíticas de Eucaliptus L’Her e Myrtaceae nativas do Uruguai, observou-se que os isolados obtidos das espécies nativas e identificados como L. pseudotheobromae A. J. L. Phillips, A. Alves & Crous, Neofusicoccum eucalyptorum (Slippers, Crous & M.J. Wingf.) Crous, Slippers & A.J.L. Phillips e o complexo N. parvum/ribis foram patogênicos a E. grandis W.Hill ex Maiden (33). Recentemente, plantas como o baobá (Adansonia gregorii F.Muell.) e outras espécies vegetais nativas na Austrália foram investigadas quanto à presença de fungos endofíticos, sendo possível a identificação de 11 espécies de Botryosphaeriaceae. Testes de patogenicidade determinaram que todas estas espécies foram patogênicas a mudas e raízes de baobá (36).
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Fungos conidiais em Euterpe oleracea Mart. (açaizeiro) na Ilha do Combu, Pará-Brasil

Fungos conidiais em Euterpe oleracea Mart. (açaizeiro) na Ilha do Combu, Pará-Brasil

Comentários: o gênero Repetophragma foi proposto por Subramanian (1992) para acomodar espécies de Sporidesmium Link que apresentavam células conidio- gênicas anelídicas e conídios eusseptados. Atualmente o gênero apresenta 31 espécies descritas (Castañeda et al. 2011). Análises filogenéticas indicaram que R. ontariense (Matsush.) W.P.Wu e R. goidanichii (Rambelli) W.P.Wu possuem suas fases teleomóficas associadas a classe Dothideomycetes (Shenoy et al. 2006). Repetophragma filisporum (Matsush.) R.F. Castañeda, McKenzie & K.D. Hyde é a espécie que mais se assemelha a R. moniliforme, mas diferencia-se pelos conídios estreitamente obclavados e lisos, medindo 50-300 × 4-5 μm, ápice com 2 μm de lar- gura. Na descrição original de R. moniliforme, ainda sob o nome de Sporidesmium moniliforme, Matsushima (1993a) descreveu conidióforos (9-50 × 4-5 μm) e conídios (55-280 × 6,8-9,4 μm) com mensurações diferentes das encontras nos espécimes estudados. Células conidiogênicas anelídi- cas foram observadas no material estudado, mas não foram descritas por Matsushima (1993a). No entanto, Castañeda et al. (2011) relataram a presença de 1-4 anelações nos conidióforos ao proporem a inclusão desta espécie no gênero Repetophragma. Apesar de os espécimes estudados terem apresentado conídios e conidióforos com tamanhos diferentes da descrição original, as demais características morfológicas dos mesmos concordam com Matsushima (1993a) e Castañeda et al. (2011).
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Hyphomycetes sobre o folhedo de Caesalpinia echinata Lam. com duas novas citações para o Brasil.

Hyphomycetes sobre o folhedo de Caesalpinia echinata Lam. com duas novas citações para o Brasil.

Caesalpinia echinata, a saber: Beltraniopsis ramosa, Camposporium pellucidum, Chaetopsina fulva, C. splendida, Cryptophiale minor, C. udagawae, Gonytrichum macrocladum, Gyrothrix ramosa, Mariannaea elegans, Periconia minutissima, Pithomyces maydicus, Sporidesmium flagelliforme, Thozetella havanensis, Triposporium deviatum, Uberispora heteroseptata, Volutella minima, Zygosporium echinosporum. Portanto, adicionando estas espécies às referidas por Grandi & Silva (2006) temos 63 táxons de fungos conidiais associados ao folhedo de C. echinata. Assim, esse grupo, especialmente os Hyphomycetes, é o mais bem conhecido em associação a essa planta.
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Hyphomycetes (fungos conidiais) associados a briófitas em decomposição.

Hyphomycetes (fungos conidiais) associados a briófitas em decomposição.

RESUMO – (Hyphomycetes (fungos conidiais) associados a briófitas em decomposição). Com o objetivo de verificar quais Hyphomycetes participam da decomposição de briófitas, foram feitas coletas esporádicas de exemplares das plantas no Instituto de Botânica, Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, São Paulo, SP e na Reserva Biológica de Paranapiacaba, Santo André, SP, de setembro/2001 a fevereiro/2006. Foram coletadas oito espécies de briófitas e aplicada a técnica da lavagem sucessiva de substratos para isolamento dos fungos. Foram identificados 17 táxons de Hyphomycetes. Os fungos obtidos já foram encontrados no folhedo de várias plantas vasculares mas estão sendo referidos, no Brasil, pela primeira vez sobre briófitas. Merece destaque o isolamento de Arthrobotrys oligospora Fresen. e Monacrosporium aphrobrochum (Drechsler) Subram., que apresentam estruturas para aprisionar nematóides, mostrando que em briófitas em decomposição ocorrem representantes de fungos conidiais predadores de nematóides.
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Fungos conidiais associados a substratos vegetais submersos em algumas áreas do bioma Caatinga.

Fungos conidiais associados a substratos vegetais submersos em algumas áreas do bioma Caatinga.

Os fungos conidiais desempenham importante papel em ecossistemas dulcícolas, sendo responsáveis pela decomposição de matéria orgânica. No bioma Caatinga, contudo, estudos abordando estes fungos ainda são incipientes. Neste estudo realizou-se um levantamento de fungos conidiais aquáticos associados a substratos vegetais submersos em ambientes lóticos, em um período de dois anos, em cinco áreas inseridas neste bioma (Brejo Paraibano-PB, APA da Chapada do Araripe e PARNA de Ubajara-CE, PARNA da Serra das Confusões- PI, Serra da Jibóia-BA). Foram identificadas 90 espécies distribuídas em 62 gêneros. Duas foram classificadas como ingoldianas, duas como aero-aquáticas, e 86 como aquático-facultativas. A área que apresentou o maior número de espécies foi o Brejo Paraibano com 34 espécies, e com o menor número foi a APA da Chapada do Araripe com 20. Quanto aos substratos vegetais, a lâmina foliar apresentou o maior número de espécies, com 63. A similaridade entre as áreas, segundo índice de Sørensen, foi considerada baixa, com valores inferiores a 50%. Os dados contribuem para o conhecimento da biodiversidade de fungos aquáticos no bioma Caatinga. Palavras-chave: ambiente lótico, fungos tropicais, biodiversidade, hifomicetos.
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Caracterização morfológica de fungos conidiais decompositores de folhedo provenientes de Cubatão, SP, Brasil.

Caracterização morfológica de fungos conidiais decompositores de folhedo provenientes de Cubatão, SP, Brasil.

Graphium sp. isolado de detritos vegetais em Cuba, muito semelhante ao presente material. Algumas espécies dentro do gênero passaram por revisão e análise filogenética (Jacobs et al. 2003), mas não se observaram conidióforos e células conidiogênicas anelídicas típicas de Exophiala calicioides (Fr.) G. Okada & Seifert, nome recentemente aplicado à espécie como informado por Kirk (2009). Optou- se, assim, por referenciar a espécie como G. calicioides de acordo com Ellis (1971), Mercado- Sierra et al. (1997), Lee et al. (2004) e outros autores que a isolaram de diversos detritos vegetais. Em Schoenlein-Crusius et al. (2006) consta essa espécie como isolada pela primeira vez no Brasil mas sem descrição taxonômica e por isso é aqui apresentada.
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Alguns fungos conidiais aquáticos-facultativos do bioma Caatinga.

Alguns fungos conidiais aquáticos-facultativos do bioma Caatinga.

Em uma compilação de dados da literatura, Schoenlein- -Crusius & Grandi (2003) apresentaram um checklist com 90 espécies de hifomicetos aquáticos registradas na América do Sul, incluindo Brasil, Chile, Equador, Peru e Venezuela. Essas autoras enfatizaram a forte necessidade do aprimoramento dos conhecimentos sobre a diversidade de hifomicetos aquáticos nesse continente, uma vez que artigos publicados ainda são esporádicos e dispersos. No Brasil, a maioria dos estudos realizados estão concentrados no estado de São Paulo (Schoenlein-Crusius et al. 2009). Para o bioma Caatinga, embora uma série de estudos sobre a diversidade de fungos conidiais tenham sido conduzidos na primeira década do século XXI, nenhum deles tratou sobre os fun- gos conidiais ocorrendo em ambientes aquáticos (Gusmão & Grandi 2001; Barbosa & Gusmão 2005; Gusmão et al. 2005; Gusmão & Barbosa 2005; Castañeda-Ruiz et al. 2006; Barbosa et al. 2007; Cruz et al. 2007a, b, c; Marques et al. 2007; Barbosa et al. 2008; Cruz et al. 2008a, b; Gusmão et al. 2008; Marques et al. 2008; Barbosa et al. 2009a, b; Cruz & Gusmão 2009a, b; Leão-Ferreira & Gusmão 2010). Dessa forma, o presente trabalho tem o objetivo de contribuir para ampliar o conhecimento sobre a distribuição geográfica e a diversidade dos fungos conidiais aquático-facultativos do bioma Caatinga, sendo pioneiro no que tange o habitat submerso para o bioma.
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Fungos conidiais do bioma Caatinga I. Novos registros para o continente americano, Neotrópico, América do Sul e Brasil.

Fungos conidiais do bioma Caatinga I. Novos registros para o continente americano, Neotrópico, América do Sul e Brasil.

O gênero Spadicoides foi estabelecido por Hughes (1958) com a espécie-tipo S. bina (Corda) S Hughes. Difere de Diplococcium basicamente pela produção de conídios solitários. Goh & Hyde (1996) revisaram o gênero, considerando 21 espécies e apresentaram uma chave de identificação. Sete espécies foram posteriormente incluídas por Goh & Hyde (1998b), Dulymamode et al. (1999), Zhou et al. (1999), Ho et al. (2002) e Cai et al. (2004). Spadicoides obovata (Cooke & Ellis) S. Hughes é similar à S. macroobovata pela produção de conídios obvóides, 2–septados, septos espessos e com célula basal mais clara do que as demais, porém difere notavelmente pelo tamanho menor (Matsushima 1975; Ellis 1963). O espécime brasileiro apresentou conidióforos mais espessos, concordando nas demais características com a descrição original. Matsushima (1975) descreveu a produção de conídios apicais de modo blástico e de conídios laterais de modo trético. O material brasileiro, aparentemente, também produz conídios desses dois modos. O presente relato representa o segundo registro da espécie para o mundo e o primeiro para o Brasil. Encontrada no Peru (Matsushima 1995).
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Conservação de espécies nativas em um assentamento rural do município de Apodi-RN: impactos socioambientais e econômicos e o uso da biotecnologia como alternativa promissora

Conservação de espécies nativas em um assentamento rural do município de Apodi-RN: impactos socioambientais e econômicos e o uso da biotecnologia como alternativa promissora

Não obstante a relevância do Manejo Sustentável da Caatinga para a conservação das espécies nativas é sabido que a recuperação de áreas que foram exaustivamente exploradas durante vários anos não ocorre rapidamente, mas demanda tempo e esforço. Além disso, muitas espécies florestais nativas da Caatinga enfrentam dificuldades para propagação, seja por características atribuídas às sementes, à exemplo da dormência (incapacidade de germinar mesmo quando colocadas em condições ambientais favoráveis), seja por alguma característica fisiológica que dificulta sua propagação em ambiente natural (florescimento e frutificação irregulares, sementes recalcitrantes etc). Assim, a existência de várias espécies nativas da Caatinga, como a Mimosa caesalpiniifolia Benth, encontra-se comprometida não só no P.A. Moaci Lucena, como também em âmbito nacional. Prova disso é que essa espécie consta da Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção (IBAMA, 2008).
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A cartilha como instrumento de apoio didático: uma abordagem sobre os invertebrados da Caatinga

A cartilha como instrumento de apoio didático: uma abordagem sobre os invertebrados da Caatinga

Resumo: Apesar da sua importância ecológica, os animais invertebrados são pouco apreciados pelas pessoas. Nas escolas, há uma lacuna na disseminação de informações relativas a esse grupo, principalmente quando se trata de invertebrados de ecossistemas pouco estudados, como é o caso da Caatinga. Assim, torna-se necessária a utilização de ferramentas paradidáticas para contemplar esses conteúdos, e desenvolver reflexões e empatia por parte dos estudantes para com esse grupo animal. Este trabalho teve como objetivo construir uma cartilha para divulgação do conhecimento científico sobre invertebrados da Caatinga, a qual será útil como material de apoio para professores no ensino de ciências.
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VIRUS EM FUNGOS: UMA ÁREA EMERGENTE

VIRUS EM FUNGOS: UMA ÁREA EMERGENTE

Vírus em fungos Os vírus foram descobertos em várias espécies de fungos, mas, ao contrário dos animais mais conhecidos ou vírus de plantas, eles são raramente associados com efeitos dele[r]

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Fenologia de espécies lenhosas da caatinga do Seridó, RN.

Fenologia de espécies lenhosas da caatinga do Seridó, RN.

A floração e a frutificação tiveram pico maior na estação chuvosa, com a floração acompanhando o fluxo de folhas e a frutificação prolongando-se até a fase de queda das folhas (Figura 1). Ao longo dos dois anos, apenas por curtos períodos de tempo (cerca de 15 dias) não havia flores ou frutos na comunidade. Em 2000, houve dois períodos sem flores (junho e setembro) e sem frutos (julho e outubro), enquanto em 2001 houve um único período sem flores (julho), mas com frutos ao longo de todo o ano. Portanto, mesmo nessa comunidade pobre em espécies, a oferta de recursos de flores e frutos para a interação planta- animal ocorre ao longo de praticamente todo o ano. No entanto, essa oferta tem dois aspectos que merecem destaque. O primeiro é que todas as espécies produzem frutos do tipo seco, exceto Caparis flexuosa e Erythroxylum pungens, as duas espécies perenifólias. Portanto, a disponibilidade de alimento para os animais que consomem frutos carnosos é baixa. Esse fato tem sido frequentemente observado na caatinga (FREITAS et al., 2005), em paralelo com a observação que ele é parcialmente compensado pelo consumo de frutos secos, sementes, folhas e resina dos caules, em vários grupos de animais (BUCHEN, 1982; LEAL et al., 2007; MOURA, 2007). O segundo aspecto é que, durante alguns períodos nos quais apenas uma ou duas espécies estavam florescendo ou frutificando (Figura 1), a espécie em questão era representada por poucos indivíduos na comunidade (Tabela 1). Foi o caso de maio de 2001, quando apenas Caesalpinia ferrea e Amburana cearensis estavam florescendo, e julho do mesmo ano, quando apenas Amburana cearensis estava frutificando (Figura 2). Esta última espécie tem apenas dois indivíduos por hectare, e Caesalpinia ferrea possui densidade tão baixa que nem foi amostrada no trabalho de Amorim et al. (2005).
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Fungolândia: jogo educativo de tabuleiro sobre a diversidade e importância  dos fungos da Caatinga

Fungolândia: jogo educativo de tabuleiro sobre a diversidade e importância dos fungos da Caatinga

em revisão recente (SILVA; LEAL; TABARELLI., 2017). Sua diversidade de fauna e flora a tornam única em todo o mundo, segundo a Associação Caatinga, pois, mesmo tendo semelhanças com o semiárido do Chile e de países da Ásia e África, a Caatinga possui espécies exclusivas (ASSOCIAÇÃO CAATINGA, 2020). No Brasil, são registrados em torno de 5500 espécies de fungos, sendo 850 delas já encontradas na Caatinga. Muitas ainda são desconhecidas e correm o risco de serem extintas antes mesmo de sua descoberta (MAIA, 2014). Apesar de sua reconhecida importância, o ecossistema vem sendo amplamente modificado, principalmente por perturbações antrópicas com retirada da vegetação para produção de lenha, atividade agrícola com implantação de monoculturas, áreas de pasto para forrageio animal (SILVA et al. 2010). Essas ações causam desequilíbrio ambiental e dificultam sua recuperação (BRASIL, 2020). As perturbações afetam também os fungos, que não conseguem realizar todos os processos biológicos de maneira adequada, como a ciclagem de nutrientes, decomposição de material orgânico, atividade enzimática, influenciando diretamente na própria existência humana, que não seria possível sem eles (SILVA; MALTA, 2016).
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