Top PDF O gênero Collaea DC. (Leguminosae, Papilionoideae) na Região Sul do Brasil.

O gênero Collaea DC. (Leguminosae, Papilionoideae) na Região Sul do Brasil.

O gênero Collaea DC. (Leguminosae, Papilionoideae) na Região Sul do Brasil.

Material selecionado: BRASIL. Paraná: Castro, estrada do Cerne, Rio Cunhaporã, 14/X/1968, fl., G. Hatschbach 20072 (HB). Mangueirinha, BR-449, Km- 22, 26°20’06,3”S 52°07’01,6”W, 18/XII/2006, fl ., G. B. Ceolin 111 (ICN). Palmas, em direção a Mangueirinha, 26º21’40,4”S 52º06’04,0”W, 18/XII/2006, fl .fr., G. B. Ceolin 121 (ICN). Ponta Grossa, Parque de Vila Velha, 18/X/1961, fl ., G. Pabst 5958 & E. Pereira 6131 (HB). Santa Catarina: Campos Novos, BR-282, 27°21’30,0”S 51°19’27,0”W, 1263 m, 10/X/2006, fl ., G. B. Ceolin 051 et al. (ICN). Capão Alto, BR-116, Km-274, 27°59’02,2”S 50°31’04,6”W, 11/X/2006, fl ., G. B. Ceolin 061 et al. (ICN). Capinzal, entrada da cidade, 13/IX/1963, fl ., R. Reitz & R. M. Klein 16197 (HBR, FLOR). Lages, indo para Capão Alto, BR-116, cerca de 20m antes da ponte sobre o Rio Caveiras, 27°52’31,3”S 50°24’13,7”W, 11/X/2006, fl ., G. B. Ceolin 060 et al. (ICN). São Joaquim, São Francisco Xavier, 1200 m, 4/II/1963, fl ., R. Reitz 6674 (HBR). Rio Grande do Sul: Alegrete, Cerro do Tigre, X/1985, fl ., M. Sobral et al. 4425 (ICN). Bom Jesus, indo para São José dos Ausentes, 06/I/1988, fl ., A. Zanin 89 (ICN). Porto Alegre, Morro do Osso, 15/IX/1995, fl ., R. S. Rodrigues 356 (ICN). São Francisco de Assis, 19/XII/2000, fl ., S. T. S. Miotto & R. L. C. Bortoluzzi 843 (ICN).
Mostrar mais

8 Ler mais

O gênero Polygala L. (Polygalaceae) na região Sul do Brasil.

O gênero Polygala L. (Polygalaceae) na região Sul do Brasil.

Polygala adenophylla ocorre na Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil. No Brasil é restrita à região Sul do Brasil, sendo encontrada apenas nos Estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Trabalhos anteriores realizados com a família Polygalaceae (Wurdack & Smith 1971, Marques 1979) não citaram P. adenophylla para o Estado de Santa Catarina, e durante a realização deste trabalho também não foram encontrados registros desta espécie para o Estado. Essa situação pode ser explicada por uma possível carência de esforço de coletas ou pela atual alteração dos ambientes. Os poucos exemplares de P. adenophylla coletados no Paraná são datados das décadas de 1950 e 1960 e não há registros de coletas atuais, enquanto que no Rio Grande do Sul esta espécie é de distribuição ampla e pode ser facilmente encontrada nos mais diversos ambientes. A inexistência de coletas em Santa Catarina e os escassos e antigos registros para o Paraná podem sugerir que este táxon não ocorra mais nestes Estados, ficando restrito ao extremo Sul do Brasil e países vizinhos. Pode ser encontrada em campos rupestres, arbustivos ou graminosos, beira de estradas, topos de morros graníticos, em solos pedregosos, secos ou úmidos. Floresce e frutifica em todos os meses do ano.
Mostrar mais

50 Ler mais

Distribuição geográfica e escoamento da produção de biocombustíveis da região sul do Brasil

Distribuição geográfica e escoamento da produção de biocombustíveis da região sul do Brasil

A agroindústria brasileira se destaca no cenário mundial, o país é o segundo maior produtor de soja e também o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, sendo estas, as duas principais matérias-primas para a produção de biocombustíveis do país. O objetivo desta pesquisa concentrou-se na análise do escoamento da produção de biocombustíveis da Região Sul do Brasil. Partiu-se da espacialização das usinas cadastradas na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, sobrepondo as ferrovias e as principais rodovias federais presentes nos três estados. De acordo com a agência, a região possui 48 usinas cadastradas em sua plataforma, das quais, 35 estão localizadas no Paraná, 12 no Rio Grande do Sul e uma em Santa Catarina. Conforme analisado, o modal rodoviário é o mais utilizado na Região Sul para o transporte de biocombustíveis, seguido pelo modal ferroviário.
Mostrar mais

10 Ler mais

O gênero Merremia (Convolvulaceae) na Região Sul do Brasil.

O gênero Merremia (Convolvulaceae) na Região Sul do Brasil.

Merremia Dennst. ex Endl. compreende aproximadamente 60 espécies, amplamente distribuídas nos trópicos e subtrópicos de ambos os hemisférios. Das 14 espécies do gênero conhecidas para o Brasil, nove foram confirmadas para a Região Sul: M. cissoides (Lam.) Hallier f., M. digitata (Spreng.) Hallier f. var. digitata, M. digitata var. elongata (Choisy) D.F.Austin & Staples, M. dissecta (Jacq.) Hallier f., M. hassleriana (Chodat) Hassl., M. macrocalyx (Ruiz & Pav.) O’Donell, M. tomentosa (Choisy) Hallier f., M. tuberosa (L.) Rendle e M. umbellata (L.) Hallier f. São fornecidos chave de identificação, descrições morfológicas, dados de distribuição geográfica, hábitat e ilustrações dos táxons. Merremia hassleriana constitui uma nova ocorrência para o Paraná.
Mostrar mais

12 Ler mais

Alstroemeriaceae na Região Sul do Brasil.

Alstroemeriaceae na Região Sul do Brasil.

Alstroemeriaceae compreende ervas perenes eretas ou volúveis, rizomatosas de folhas geralmente ressupinadas. É encontrada em quase todos os tipos de hábitats, de florestas a brejos e até desertos. A família está representada na Região Sul do Brasil pelo gênero Alstroemeria L., incluindo 9 espécies: Alstroemeria albescens M.C.Assis, A. amabilis M.C.Assis, A. apertiflora Baker, A. cunha Vell., A. inodora Herb., A. isabelleana Herb., A. malmeana Kraenzl., A. psittacina Lehm., A. sellowiana Seub. ex Schenk, e pelo gênero Bomarea Mirb. incluindo apenas a espécie B. edulis (Tussac) Herb. Neste trabalho são apresentadas nova sinonimização, chaves de identificação, descrição das espécies, ilustrações e comentários.
Mostrar mais

16 Ler mais

Diferenciais de salários por gênero na indústria avícola da região Sul do Brasil: uma análise com micro dados.

Diferenciais de salários por gênero na indústria avícola da região Sul do Brasil: uma análise com micro dados.

É importante observar que nessa categoria se encontra a maior parte dos estudos empíricos sobre discriminação. Nela se integra o presente trabalho, em cujo modelo utilizado para mensurar os diferenciais de salários por gênero na indústria avícola da Região Sul do Brasil está implícita a hipótese da discriminação de um grupo de indivíduos que possuem produtividades iguais, mas recebem salários diferentes ou tratamento diferenciado, seja por causa de sua raça, sexo ou origem, sem que tais características tenham efeito sobre sua produtividade. Assim, após fazer um breve resumo sobre como a discriminação vem sendo tratada pelos economistas, a seguir é descrito o procedimento empregado na sua mensuração.
Mostrar mais

27 Ler mais

Parasitismo de Gallus Gallus (Linnaeus, 1758) por espécies de Phthiraptera em criações coloniais na região sul do Rio Grande Do Sul, Brasil.

Parasitismo de Gallus Gallus (Linnaeus, 1758) por espécies de Phthiraptera em criações coloniais na região sul do Rio Grande Do Sul, Brasil.

Este estudo foi realizado com o objetivo de conhecer os piolhos (ordem Phthiraptera: Subordens Amblycera e Ischnocera) infestantes de galinhas de criações coloniais no Sul do Rio Grande do Sul. Cinquenta fêmeas adultas foram examinadas, de 10 propriedades rurais localizadas em 5 dife- rentes municípios. As aves foram eutanasiadas e posteriormente lavadas com água e detergente para coleta dos ectoparasitos através de filtragem por passagem em tamis com malha de 150 µm, separando-se em sedimento e sobrenadante, os quais foram preservados em etanol 70% até os processos de triagem e identificação. Cerca de 19.437 piolhos foram examinados e apresentaram a seguinte composição específica: os resultados indicam que a fauna de Phthiraptera em galinhas caipiras na região é composta por: Menopon gallinae (85,9%), Goniodes dissimilis (6,1%), Lipeurus caponis (3,0%), Goniocotes gallinae (2,5%), Menacanthus pallidus (2,1%) e Menacanthus stramineus (0,1%). Constatou-se que todas as aves examinadas estavam parasitadas por uma ou mais espé- cies de Phthiraptera, com predomínio de infestações múltiplas e moderadas (101 a 1.000 piolhos/ ave). M. gallinae é a espécie mais prevalente e abundante (100% das aves parasitadas e média de 334,1 espécimes/ave). O grau de infestação das aves variou entre as propriedades, com médias de 41,2 a 680 piolhos/ave.
Mostrar mais

5 Ler mais

O gênero Monnina (Polygalaceae) na Região Sul do Brasil.

O gênero Monnina (Polygalaceae) na Região Sul do Brasil.

Material selecionado: BRASIL. Paraná: Balsa Nova, Serra de São Luis, 27/XII/1984, fl., G. Hatschbach 48805 (RB). Campo Largo, São Luis do Purunã, 6/X/1946, fl., fr., G. Hatschbach 415 (MBM). Curitiba, 29/XII/1913, fl., fr., P. Dusén 14352 (GH, MA, NY, S). Guarapuava, 7/I/1911, fl., fr., P. Dusén 11085 (S). Horizonte, caminho para Palmas, BR 290, 27/I/1985, fl., A. Krapovickas & C.L. Cristóbal 39687 (CTES, U). Ipiranga, Rio Bitumirim, 27/VIII/1975, fl., fr., G. Hatschbach 37033 (MBM). Jaguariaíva, Parque Estadual do Cerrado, 24º12’S, 49º39’W, 24/X/1998, fl., fr., A. C. Cervi et al. 6502 (NY). Lapa, Assentamento Contestado, 7/III/2002, fl., fr., O.S. Ribas et al. 4510 (MBM). Piraí do Sul, Joaquim Murtinho, 21/III/1968, fl., fr., G. Hatschbach 18802 (NY). Piraquara, Rio Iraí, 10/XI/1991, fl., fr., R.M. Britez et al. s.n. (MBM 279393). Ponta Grossa, Parque Estadual de Vila Velha, Arroio Quebra Perna, 23/VIII/1964, fl., fr., G. Hatschbach 11345 (MBM). Quatro Barras, ao longo da rodovia para Paranaguá, 6 km E, 27/IX/1966, fl., fr., J.C. Lindeman & J.H. de Haas 2532 (HBR). São João do Triunfo, 7/XI/1967, fl., fr., G. Hatschbach 17753 (MBM). São Mateus do Sul, Vargem Grande, 21/IX/1973, fl., fr., G. Hatschbach 32551 (MBM). Teixeira Soares, PR 438, próximo ao Rio Imbituvinha, 13/VIII/1988, fl., fr., G. Hatschbach & J.M. Silva 52297 (MBM). União da Vitória, São Cristóvão, 18/XI/1972, fl., G. Hatschbach 30692 (MBM, RB). Rio Grande do Sul: Agudo, Rincão Despraiado, 26/XI/2005, fl., fr., R. Lüdtke 432 (ICN). Barra do
Mostrar mais

21 Ler mais

O gênero Bulbophyllum (Orchidaceae) na Região Sul do Brasil.

O gênero Bulbophyllum (Orchidaceae) na Região Sul do Brasil.

1,9–3,5 cm, elíptica a oblonga, ápice obtuso a agudo. Inflorescência 19–36 flores; escapo 20,3–38 cm compr.; raque 12,6–25,1 cm compr., ereta a pêndula. Sépalas verdes com pontuações purpúreas; sépala dorsal 8–10 × 3–4,5 mm, lanceolada, 3-nervada, margem glabra, ápice agudo; sépalas laterais 8–10,5 × 3–4 mm, lanceoladas, 3-nervadas, margem glabra, ápice agudo; pétalas 3–4 × 1–2 mm, linear- lanceoladas, brancas com pontuações purpúreas, 1-nervadas, margem pilosa, ápice agudo; labelo 4,5– 5 × 2–4 mm, lobo mediano orbicular, lobos laterais orbiculares, purpúreo, calo com sulco, margem inteira, pilosa, tricomas da margem apical maiores que os da face, ápice truncado, explanado, liso. Material selecionado: SANTA CATARINA: Bombinhas, 4.V.2010, fl., W.S. Mancinelli & L. Ceolin 1217 (UPCB). Bulbophyllum meridense ocorre no Peru, na Venezuela e no Brasil (BA, ES, MG, PE, SC). No sul do Brasil a espécie foi encontrada somente em Santa Catarina, na Floresta Ombrófila Densa, entre altitudes de 1 a 300 m. Floresce entre os meses de abril e dezembro. Assemelha-se a B. peri Schltr. e B. tripetalum Lindl., porém os tricomas longos do labelo e ápice truncado do lobo mediano diferenciam esta espécie.
Mostrar mais

14 Ler mais

Sinopse taxonômica do gênero Senna (Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassieae) na Região Centro-Oeste do Brasil

Sinopse taxonômica do gênero Senna (Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassieae) na Região Centro-Oeste do Brasil

9.1. Senna hirsuta var. hirsuta. Figs. 3d; 6i,j Táxon citado para a Bolívia, Brasil, Colômbia e Panamá, porém, introduzido na Ásia e África (Irwin & Barneby 1982). No Brasil ocorre nas regiões Norte (PA, RR), Nordeste (BA, CE, MA) e Centro-Oeste (DF, GO), em bodas de florestas, ambientes perturbados, pastagens e áreas agricultáveis entre 600–900 m (Irwin & Barneby 1982; BFG 2015). Está sendo primeiramente referido aqui para o estado do Mato Grosso do Sul. Material examinado selecionado: Brasil. GOIÁS: Teresópolis de Goiás, RPPN Santa Branca, 2.VII.2012, fr., J.P. Santos et al. 509 (UFG). MATO GROSSO DO SUL: Dourados, 9.VI.1994, fl., M.I. Fiji 8 (CGMS).
Mostrar mais

31 Ler mais

Número e morfologia de cromossomos de espécies do gênero Eriosema (DC.) G. Don e Rhynchosia Lour. (Leguminosae) nativas no sul do Brasil

Número e morfologia de cromossomos de espécies do gênero Eriosema (DC.) G. Don e Rhynchosia Lour. (Leguminosae) nativas no sul do Brasil

Com base no exposto acima, o objetivo do presente trabalho foi determinar o número de cromossomos de nove espécies e analisar cariotipicamente duas espécies de cada gênero, Eriosema [r]

8 Ler mais

Helmintos do cachorro do campo, Pseudalopex gymnocercus (Fischer, 1814) e do cachorro do mato, Cerdocyon thous (Linnaeus, 1766) no sul do estado do Rio Grande do Sul, Brasil.

Helmintos do cachorro do campo, Pseudalopex gymnocercus (Fischer, 1814) e do cachorro do mato, Cerdocyon thous (Linnaeus, 1766) no sul do estado do Rio Grande do Sul, Brasil.

zoonóticas. Considerando-se que suínos selvagens podem se infectar e albergar metacercárias, atuariam como hospedeiros intermediários ou paratênicos de A. alata (SLAVICA et al., 2002) e servindo de fonte de infecção tanto para os canídeos silvestres como para o homem. Situação semelhante pode ocorrer na região em estudo, onde o javali (Sus scrofa ferus) encontra-se disseminado, podendo atuar como fonte de infec- ção. Parasitismo por A. heterolecithodes foi encontrado so- mente em C. thous e com baixa prevalência geral, 2,5%. Este trematódeo apresenta baixa especificidade pelos hospedeiros, já tendo sido encontrado parasitando uma ampla gama de gru- pos zoológicos (PAULSEN et al, 1999; DIGIANI, 2000). O diagnóstico do parasitismo por A. caninum e Strongyloides sp. pode ser explicado pela presença do hospedeiro preferen- cial Canis familiaris na área de captura dos animais. Nesta região é cultural e funcional, o uso de cães no manejo de cam- po com os rebanhos ovino e bovino, o que determina que es- tes animais se desloquem em habitat dos canídeos silvestres, havendo uma sobreposição de nichos entre espécies de canídeos silvestres e domésticos (DOTTO, 2001) e com isso a possibilidade de infecção cruzada entre os hospedeiros, as- sim como pelas próprias fezes, que tem sua dispersão maximizada pela característica comportamental de demarca- ção de território com fezes e urina (COOPER, 2003). Exis- tem, relativamente, poucos trabalhos sobre a helmintofauna de canídeos silvestres na Região Neotropical e nenhum autor até o momento relatou a presença do gênero Molineus Cameron, 1923. Segundo Durette-Desset e Chabaud (1981) o gênero Molineus parasitaria carnívoros de várias partes do mundo e também primatas não humanos neotropicais. A pre- valência de C. hepatica (10%) foi observada em canídeos adultos, possivelmente, causada pelo aumento da exposição a ovos embrionados e também devido ao regime alimentar des- tes animais, que inclui pequenos roedores e seus cadáveres (CROWELL et al. 1978). O parasitismo por Centrorhynchus sp. (Luhe, 1911) apresentou prevalência geral de 2,5%. É um acantocéfalo com grande número de espécies (PETROCHENKO, 1971) e está presente em outro hospedei- ro da região em estudo, Didelphis albiventris com prevalên- cia de 40% (MÜLLER, 2005). A ocorrência de parasitos iden- tificados em nível de Filo Acanthocephala e do gênero Centrorhynchus em Canideos silvestres é justificada pela di- eta dos hospedeiros que, apesar de serem nominados como carnívoros, apresentam uma dieta onívora, incluindo uma gran- de quantidade de vertebrados e invertebrados que podem atu- ar como hospedeiros intermediários ou paratênicos de acantocephalos (GOLDBERG; BURSEY, 2003; DOTTO, 2001; JÁCOMO, 2004).
Mostrar mais

6 Ler mais

Suicídio no Brasil e os contextos geográficos: contribuições para política pública de saúde mental

Suicídio no Brasil e os contextos geográficos: contribuições para política pública de saúde mental

O objetivo desta pesquisa foi analisar os contextos geográficos de mortalidade por suicídio no Brasil e a capacidade de resposta dos serviços de saúde mental. No Brasil, em um período de quinze anos (1997 a 2011), foram registrados mais de cento e vinte mil suicídios; quantidade muito superior a outros tipos de mortalidades com maior evidência nas políticas públicas e na mídia. A abordagem metodológica foi predominantemente quantitativa, tanto pelas limitações da pesquisa na escala nacional quanto pela disponibilidade de dados oficiais e atualizados, como, por exemplo, os dados de morbimortalidade no DATASUS (Ministério da Saúde), e sócio-demográficos no IBGE. A construção de um banco de dados geográfico da saúde mental brasileira e o emprego de técnicas bioestatísticas foram fundamentais para etapa analítica e para elaboração dos mapas, dos gráficos e das tabelas. A revisão sistemática da literatura possibilitou a identificação dos fatores protetores e predisponentes ao suicídio, a análise comparativa e o desenvolvimento teórico- metodológico do trabalho. A interdisciplinaridade, a análise multiescalar e o emprego da estatística espacial viabilizaram a identificação de contextos geográficos com mal-estar/ bem-estar psicossociais. A distribuição espaço-temporal dimensionou a magnitude do suicídio como importante problema de saúde pública. Os perfis sociodemográficos (gênero, faixas etárias, cor, estado civil, escolaridade e local de ocorrência) nacional e da região com suicídio endêmico no Sul do Brasil permitiram a diferenciação regional do suicídio; a inversão do efeito protetor da população de cor preta e a vulnerabilidade da população indígena (quando comparados os resultados da escala nacional e regional), a construção de geoindicadores e índice de saúde mental, a identificação dos grupos mais vulneráveis ao suicídio, as respectivas proporções populacionais e a necessidade da regionalização a partir das interações espaciais como contribuições para viabilizar a implementação de programas de intervenção. A presente pesquisa, predominantemente exploratória e descritiva, contribui para inserir a saúde mental na agenda de pesquisa da Geografia da Saúde brasileira e coloca a discussão sobre os poucos trabalhos que discutem o suicídio nas Ciências Humanas e Sociais no país.
Mostrar mais

226 Ler mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

Por exclusão, a lógica de Buzan e Waever nos conduz ao Brasil e à Argentina. Sendo extremamente duvidoso que os EUA apóiem com tropas a interferência da Colômbia e do Chile na Bolívia, embarcando em uma guerra sul-americana; resta ao Brasil e à Argentina a condição de árbitros do conflito boliviano. Existem razões para que colombianos e chilenos acreditem contar com apoio norte-americano: a retórica antiamericana de Evo e de Chávez, os processos de nacionalização e a proximidade de ambos com Cuba. Todavia, nunca uma gota de petróleo venezuelano deixou de seguir seu destino para a América em virtude da troca de palavras ásperas entre representantes desses países; tampouco ocorreu lesão à Constituição ou à ordem jurídica interna desses países; falta um pretexto visível para a opinião pública norte- americana capaz de justificar uma ação militar, como havia na Bósnia ou no Kosovo. Ademais, o esquema estratégico americano está bastante esticado: já conta com dificuldades no Iraque e no Afeganistão, tendo ainda na agenda o Irã e o Paquistão. Parece, pois, de todo improvável que a secessão tenha o aval dos Estados Unidos. Afinal, o processo decisório para uma operação encoberta pode ficar estrito ao Executivo, mas enviar tropas ao exterior ainda demanda a autorização do Congresso, o que Bush dificilmente obteria nas circunstâncias do período final de seu mandato.
Mostrar mais

98 Ler mais

OLIVEIRA 2009 SegurancaEnergeticanoAtlanticoSul AnalisecomparadaAfricaAmericadoSul ANPOCS

OLIVEIRA 2009 SegurancaEnergeticanoAtlanticoSul AnalisecomparadaAfricaAmericadoSul ANPOCS

Para isto, o país precisa ampliar as discussões a respeito do novo marco regulatório e do destino final dos rendimentos petrolíferos. Faz-se necessário a construção de mecanismos de re- investimento das rendas obtidas com um produto finito, em outros setores produtivos, preferencialmente em na geração de energia limpa, que permita ao país consolidar sua posição de potência energética mesmo após o fim do petróleo do pré-sal. Isto pode ser viabilizado direcionando-se os recursos do pré-sal diretamente no processo de desenvolvimento tecnológico e produtivo para viabilizar a transição para a “Era pós-petróleo”. O futuro Fundo destinado a captar os recursos do pré-sal, pode muito bem ser um Fundo para investimento em energia limpa, para garantir a construção de uma nova civilização da “Era pós-petróleo”. Com apenas uma parte dos recursos do pré-sal destinados ao Fundo Social, investidos em tecnologias de uso múltiplo, meios produtivos e infra-estrutura de energia limpa, desde que estas economizem ou substituam o petróleo, gerando energia, emprego e renda, de forma mais diversificada, descentralizada e sustentável. A síntese deste processo estaria no planejamento estratégico para a ampliação da Segurança Energética de longo prazo do Brasil, integrando extensas cadeias produtivas e de fornecedores de equipamentos e serviços para a exploração petrolífera e geração de energia mais limpa, em cooperação com seus vizinhos sul-americanos.
Mostrar mais

41 Ler mais

REVISTA BRASILEIRA DE POLÍTICA INTERNACIONAL

REVISTA BRASILEIRA DE POLÍTICA INTERNACIONAL

Por último, da visão de que se não se recupera a perspectiva “estrutural” do Mercosul (e se começa a vê-lo como um instrumento chave dentro da concepção do desenvolvimento e da articulação da cooperação para o progresso em termos científicos, tecnológicos e industriais), não haverá nem alianças nem integração que sirvam ao Brasil como instrumentos para seus objetivos de inserção internacional. Quanto às relações bilaterais, em ambas as capitais se considera que elas são fundamentais para o avanço do Mercosul; que as mesmas estão bem, mas que poderiam estar muito melhor. As percepções sobre as respectivas políticas fazem com que surjam dificuldades para a consulta e coordenação de políticas externas em distintos temas. Estas situações incomodam mais o Itamaraty do que o Presidente F. H. Cardoso. E, na medida em que ele é o condutor da política exterior, as relações bilaterais não sofreram impactos importantes, pois Cardoso privilegia a continuidade dessas relações sobre as leituras críticas provenientes de outros setores (Itamaraty, Congresso). Entretanto, é um claro e grosseiro erro dos condutores da política exterior argentina não levar em conta as mensagens provenientes destas duas instâncias, na medida em que, no Brasil, ambas têm um significativo poder e influência e que, em grande medida, dizem em seu discurso o que o próprio Presidente Cardoso pensa e não pode dizer. Tudo isso faz com que a tendência previsível seja a de um misto de confiança e desconfiança.
Mostrar mais

216 Ler mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

O terceiro país foi o Brasil, de longe a parte mais interessada por quatro motivos. Primeiro eram pelos motivos geopolíticos já expostos anteriormente e nesse caso a Argentina estava conseguindo implementar a sua política para o Prata. Em segundo lugar o Brasil ainda devia parte da indenização acertada em 1903, o que poderia ser utilizado como justificativa para a Bolívia fazer algum tipo de reclamação. O terceiro motivo era que o projeto desenvolvimentista conduzido pelo Estado Novo necessitava de superávit de petróleo para implantar a política de industrialização. Nessa época a pesquisas de lavra de hidrocarbonetos no Brasil haviam se mostrado decepcionantes. Em contrapartida, pelos conhecimentos geológicos da época, acreditava-se a Bolívia tinha grandes jazidas de petróleo (Hage in: Haag, 2006). O quarto motivo era de ordem interna. Havia uma preocupação constante do governo Vargas com a possibilidade das forças de oposição utilizar os países limítrofes para suas atividades políticas. Este tipo de atitude manifestou-se em 1932, durante a Revolução Constitucionalista de São Paulo. Os revoltosos paulistas atuaram nos países vizinhos, especialmente os que possuíam fronteiras com o Paraná e Mato Grosso, utilizando esse caminho para passagem de armas em troca de café, via porto de Buenos Aires.
Mostrar mais

272 Ler mais

BRASIL E ARGENTINA EM PERSPECTIVA HISTÓRICA

BRASIL E ARGENTINA EM PERSPECTIVA HISTÓRICA

Mas é bem mais ao sul, onde o Uruguai, geograficamente meio brasi- leiro e meio platino, continua a viver e prosperar galhardamente em seu histórico papel de Estado-tampão, é aí onde La[r]

13 Ler mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL MESTRADO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS DISSERTAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL MESTRADO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS DISSERTAÇÃO

década de 70, foram negadas as encomendas de urânio enriquecido feitas pelo Brasil para Angra I. A Framatome francesa, também, não poderia repassar tecnologia livremente, pois, a licença da tecnologia dos reatores PWP pertencia a Westinghouse norte-americana. Levando-se em consideração que já tinham sido assinados tratados com a Alemanha a respeito da cooperação nuclear e que este era o único país que estava disposto a transferir tecnologia ao Brasil, em 27 de Junho de 1975, foi assinado pelos chanceleres Hans-Ditrich Genscher e Antonio Francisco Azeredo da Silveira o Acordo sobre Cooperação no Campo dos Usos Pacíficos da Energia Nuclear, na cidade de Bonn. Este acordo foi o resultado dos esforços dos negociadores brasileiros com Shigeaki Ueki, Ministro de Minas e Energia, Antonio Francisco Azeredo da Silveira, Ministro das Relações Exteriores e Paulo Nogueira Batista, diplomata de carreira e presidente da NUCLEBRÁS por muito tempo. Para operacionalizar o acordo foram criadas empresas binacionais como a NUCLEP-Nuclebras Equipamentos Pesados, a NUCLAM-Nuclebras Auxiliar de mineração, a NUCLEN- Nuclebras Engenharia S/A, a NUCLEI-Nuclebras Enriquecimento Isotópico, a NUCLEMON-Nuclebras Pesquisa de Tório e Areias Monazíticas S/A e a NUSTEP- para o desenvolvimento do processo jato centrífugo de enriquecimento. Os contratos efetuados com as diversas empresas alemãs, além de prever a instituição de joint-ventures, afirmavam que deveria existir entre as empresas brasileiras e alemãs o fornecimento de equipamento, a prestação de serviços de engenharia básica, o financiamento para importação de pagamento dos serviços e a transferência de informações técnicas em engenharia de produto de fabricação e de operação. Por mais que houvesse sido prometido 22 , não houve o repasse de tecnologia de enriquecimento de urânio, nos moldes combinados no contrato, por parte da KWU. A não participação da indústria nacional em muitas partes da construção da indústria nuclear brasileira causou prejuízos ao país não apenas pelos custos maiores, mas, também, pelas soluções inadequadas à realidade brasileira, pela não-geração de empregos nacionais e pelo não-incentivo ao desenvolvimento de tecnologia nacional. 23
Mostrar mais

180 Ler mais

Show all 10000 documents...

temas relacionados