Top PDF A geografia da saúde no município de Massaranduba-PB: análise da acessibilidade para o atendimento no programa Saúde da Família

A geografia da saúde no município de Massaranduba-PB: análise da acessibilidade para o atendimento no programa Saúde da Família

A geografia da saúde no município de Massaranduba-PB: análise da acessibilidade para o atendimento no programa Saúde da Família

O objetivo deste estudo é analisar como a acessibilidade influencia na atuação do programa de saúde básica da família na zona rural do município de Massaranduba, no estado da Paraíba, na perspectiva dos usuários. Nessa direção, buscamos desdobrar essa problemática nos seguintes objetivos específicos: Espacializar a atuação das Unidades Básicas de Saúde-UBS e dos Agentes Comunitários de Saúde-ACS; Apontar quais as principais barreiras geográficas relacionadas ao acesso dos usuários e; Apontar as dificuldades enfrentadas pelos usuários em relação ao atendimento nas unidades. Foram coletadas informações sociais e demográficas dos usuários da Unidade Básica da Saúde localizada no Sítio Gravatá no referido município e a avaliação dos entrevistados acerca da acessibilidade aos serviços oferecidos e a atuação do Agente Comunitário de Saúde. Os dados foram colhidos por meio de um questionário aplicado com 50 usuários da UBS. Conclui-se que a implantação da UBS no município atendeu ao modelo de territorialização adotado pelo Ministério da Saúde e, que embora 61% dos entrevistados se declarem satisfeitos com o atendimento e o acompanhamento do agente comunitário, há restrições na acessibilidade geográfica com usuários levando até 60 minutos no deslocamento até a UBS (39%). Os dados coletados indicam que a distância entre a residência é considerada por 50% dos entrevistados como a maior dificuldade e por isso 43% só procura a unidade às vezes. Entretanto, a visita domiciliar, as orientações claras do agente foram apontadas como satisfatória para 43% da amostra.
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A PARTICIPAÇÃO POPULAR NA GESTÃO LOCAL DO PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA EM CAMPINA GRANDE   PB

A PARTICIPAÇÃO POPULAR NA GESTÃO LOCAL DO PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA EM CAMPINA GRANDE PB

Neste trabalho apresentamos um estudo acerca da participação popular na gestão local do Programa Saúde da Família (PSF), no município de Campina Grande-PB, na ótica de três segmentos: conselheiros comunitários de saúde, usuários e profissionais do PSF. A partir de uma abordagem histórico-conceitual acerca da tríade: Políticas de Saúde no Brasil, Participação Social e PSF, refletimos sobre o processo de constituição da participação popular na política de saúde brasileira, especificamente no âmbito do PSF. Realizamos a pesquisa em duas Unidades Básicas de Saúde da Família dos bairros Pedregal e Tambor e, respectivamente, nos seus Conselhos Locais de Saúde (CLS). Entrevistamos quatorze sujeitos, distribuídos em seis profissionais, quatro conselheiros e quatro usuários. Desenvolvemos tal pesquisa numa perspectiva descritivo-analítica, através de uma abordagem qualitativa, tendo como técnicas de coletas de dados a entrevista semi-estrutrada e a observação direta. Realizamos o processo de sistematização e análise dos dados a partir do estabelecimento de categorias, seguindo o método análise de conteúdo, em Bardin (1977). Os resultados indicaram um significativo avanço no processo de participação popular na gestão das ações do PSF, referendados pelos seguintes aspectos: bom nível de participação dos conselheiros comunitários de saúde, traduzindo-se na discussão, elaboração de propostas e encaminhamento das questões específicas no campo da saúde e nos demais problemas existentes na comunidade; efetividade da participação dos Grupos Educativos nas ações do PSF, na perspectiva de inserção social dos usuários como sujeitos no processo saúde-doença. Porém, observamos algumas limitações: a não participação dos comunitários representantes do CLS no planejamento das ações desenvolvidas pelas equipes do PSF; dificuldade do CLS em estabelecer interlocução com os comunitários, referendada pela falta de participação da comunidade em suas reuniões; não atendimento das solicitações dos conselheiros e usuários referentes à maior quantidade de medicamentos básicos para suprir a demanda comunitária; e falta de capacitação permanente para os profissionais. Face aos dados obtidos, consideramos que a experiência desenvolvida pelo PSF assume dimensão de fundamental importância no campo da saúde pública, pois, na medida em que os CLS e os Grupos Educativos agregam lideranças e pessoas da comunidade no enfrentamento do processo saúde-doença, configuram-se como mecanismos para a construção da participação popular, viabilizando na prática o objetivo da democracia participativa na gestão local do PSF.
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Análise do atendimento na sala de espera nas estratégias de saúde da família: Unidade de Saúde da Família do bairro Jardim Iracema do município de Sousa-PB

Análise do atendimento na sala de espera nas estratégias de saúde da família: Unidade de Saúde da Família do bairro Jardim Iracema do município de Sousa-PB

Este estudo objetiva refletir acerca da analise da avaliação dos usuários a respeito do atendimento na sala de espera dos programas de saúde da família, priorizando o entendimento da nova gestão pública, seus conceitos e princípios. Trata também o servidor público e a importância da motivação profissional além de refletir sobre o papel atual do servidor público aos olhos da sociedade. O presente trabalho consta de uma pesquisa de caráter exploratório – descritivo com natureza qualitativa. Como instrumento de coleta de dados utilizou-se um questionário semi-estruturado, com questões objetivas que abordaram os aspectos relacionados à qualidade no atendimento da Estratégia de Saúde da Família (ESF) no município de Sousa – PB. A população de estudo foi constituída pelo conjunto de pessoas envolvidas no uso direto do serviço público em uma unidade básica de saúde no município de Sousa-PB. Os resultados indicaram que existe uma necessidade de melhoria na questão do atendimento, da estrutura física do prédio, na capacitação dos funcionários e na acessibilidade dos usuários portadores de deficiência física e idosos. Baseado nos princípios da administração pública, e das leis que garantem a qualidade e eficiência dos serviços de saúde, faz-se uma analise ao atendimento dos usuários do serviço público da ESF mencionado.
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Avaliação da saúde bucal no Programa de Saúde da Família no Município de MaracanaúCE

Avaliação da saúde bucal no Programa de Saúde da Família no Município de MaracanaúCE

O presente estudo tem como objetivo geral avaliar a saúde bucal no Programa Saúde da Família no município de Maracanaú-Ce, no período de 2006 a 2011. Trata-se de um estudo de caso descritivo e analítico. Assim, a pesquisa definiu-se como avaliativa quantitativa do tipo documental-qualitativa. Teve como metodologia de coleta de dados, inicialmente, uma pesquisa literária, entrando em contato com o universo pesquisado. Após, utilizou-se a pesquisa documental complementada pelos dados secundários, originados do banco de dados dos entes nacional, estadual e municipal, tendo, ainda, como parâmetro os dados dos municípios de Fortaleza. Em seguida, foram utilizados como instrumento de interpretação e de instrumentação indicadores que possibilitam o planejamento e o monitoramento das ações preventivas em saúde bucal. Para a análise dos dados coletados elaborou-se tabelas e gráficos, utilizando-se o software acrónimo de Statistical Package for the Social Sciences - pacote estatístico para as Ciências Sociais, que instruíram e nortearam todo o conteúdo da pesquisa, gerando média, desvio padrão, análise de correlação e de regressão linear. Teve como principais resultados a existência de um crescimento irregular, no período de 2006 a 2011, no atendimento a pacientes de primeira consulta, além do acesso a essa atividade não garantir a atenção integral ao cidadão; uma tendência descrescente em propiciar tecnologias leves de fomento ao autocuidado; e incoerência quantitativa nos dados relativos à cobertura populacional pelas Equipes de Saúde Bucal. Conclusivamente, é necessário disponibilizar dados confiáveis e de fácil acesso para o planejamento de ações em saúde e promover a calibração, monitoramento e avaliação dos indicadores de saúde bucal para um serviço de melhor qualidade.
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Uma análise do programa bolsa família no município de Coremas/PB

Uma análise do programa bolsa família no município de Coremas/PB

Vale ressaltar que um marco histórico no tocante às políticas públicas no país foi a Constituição Federal de 1988, que efetivou e garantiu direitos às classes sociais mais fragilizadas, como indígenas, quilombolas, crianças e idosos. E, ainda, efetivou a assistência social no campo das políticas públicas, formando o tripé da seguridade social juntamente com a saúde e a previdência social. A partir da referida constituição, a luta por direitos continuou e em 1990 foi criado o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), garantindo e estes, prioridade absoluta, e em 1993 foi criada a Lei Orgânica da Assistência Social, que garante a população em situação de risco e vulnerabilidade social, o atendimento às necessidades básicas. Marcada pelo caráter civilizatório presente na consagração de direitos sociais, a LOAS exige que as provisões assistenciais sejam prioritariamente pensadas no âmbito das garantias de cidadania sob vigilância do Estado, cabendo a este a universalização da cobertura e a garantia de direitos e acesso para serviços, programas e projetos sob sua responsabilidade.
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Análise da efetividade do Programa Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF): um estudo de caso no município de Pocinhos - PB

Análise da efetividade do Programa Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF): um estudo de caso no município de Pocinhos - PB

Buscando uma atenção básica da Saúde com capacidade resolutiva surgiu o NASF – Núcleo de Apoio a Saúde da Família, uma Política Social voltada a amenizar problemas encontrados em municípios de difícil acesso. O objetivo desse trabalho é analisar a efetividade do programa NASF no município de Pocinhos – PB. Pois é de suma importância, após se criar uma política pública, avaliar se ela está tendo o resultado almejado. O universo da pesquisa foi constituído por 109 usuários do NASF, tendo estes passado pelo processo de atendimento no referido local. O resultado da pesquisa aponta que o NASF de Pocinhos está tendo um bom resultado, mas, o fato que o Programa ainda é recente, e que tanto a população como os profissionais terão que, aos poucos, adaptar-se à metodologia do NASF. Criando sempre novas formas para garantir a população mais qualidade de vida, que será obtida através da prevenção, promoção da saúde, reabilitação e cura.
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Análise do programa Estratégia Saúde da Família na perspectiva dos profissionais de saúde: um estudo de caso na cidade de Nova Floresta - PB

Análise do programa Estratégia Saúde da Família na perspectiva dos profissionais de saúde: um estudo de caso na cidade de Nova Floresta - PB

A dimensão acessibilidade evidenciou um maior equilíbrio entre as quatro dimensões estudadas, apresentando pontos positivos na totalidade das suas variáveis (quantitativo de profissionais nas estratégias, horário de atendimento, facilidade de marcação de consultas e exames, bem como a adequabilidade do local para atendimento de pessoas com necessidades especiais). Portanto, pode-se aferir que as dimensões Trabalho em equipe, Desempenho profissional, qualidade e acessibilidade apresentaram níveis satisfatórios na maioria dos resultados estudados e como sugestão de melhorias a administração poderá realizar ações voltadas para a rotatividade dos profissionais, resistência da população às ações das equipes, tecnologia necessária ao desenvolvimento das ações básicas de saúde, espaço físico e equipamentos para realização das atividades, nível de capacitação e recursos adequados ao enfrentamento dos problemas de saúde da comunidade.
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Estratégia saúde da família - Uma análise do atendimento prestado aos usuários da ESF no município de Catolé do Rocha-PB

Estratégia saúde da família - Uma análise do atendimento prestado aos usuários da ESF no município de Catolé do Rocha-PB

A frequência da utilização dos serviços de saúde, questão presente no questionário, era critério obrigatório para participação no estudo. A frequência com que os usuários utilizam ou utilizaram os serviços da ESF pode ser visualizada no gráfico 03, a seguir, que mostra que 56% utilizam raramente, 19% afirmam utilizar uma vez por mês, 22% utilizam algumas vezes no mês, 1% uma vez na semana, e 2% utilizam mais de uma vez por semana. Buscar melhorias para que os serviços de saúde da ESF sejam procurados mais vezes como primeira opção é muito importante, pois o programa serve como porta de entrada dos usuários aos serviços públicos de saúde (CONASS 2007 p. 40).
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QUALIDADE DO ATENDIMENTO NAS UNIDADES DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO MUNICÍPIO DE ARAGUAÍNA-TO: A PERCEPÇÃO DOS USUÁRIOS

QUALIDADE DO ATENDIMENTO NAS UNIDADES DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO MUNICÍPIO DE ARAGUAÍNA-TO: A PERCEPÇÃO DOS USUÁRIOS

Para a execução da pesquisa foi elaborado um questionário no qual os tópicos levantados evidenciam situações vividas pelos entrevistados ao utilizar os serviços públicos de saúde, expondo ocorrências de experiências satisfatórias e insatisfatórias, o questionário foi aplicado para pessoas com idade igual ou acima de 18 anos, cujo teve como proposito a avaliação da satisfação por parte dos usuários dos serviços de saúde, se esses atendimentos seguem os princípios e diretrizes do SUS, dessa forma aprofundar discussões sobre o assunto e orientar a percepção dos usuários para com os profissionais médicos, cirurgiões dentistas e afins, de forma que os resultados possam ser alcançados por profissionais da área da saúde com o propósito de promover mudanças dentro da saúde pública. Durante a entrevista foi esclarecido aos entrevistados que os mesmos não serão identificados e que todas as informações serão utilizadas para fins acadêmicos.
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Dor durante o atendimento odontológico em unidades de saúde da família do município de Caruaru-PE.

Dor durante o atendimento odontológico em unidades de saúde da família do município de Caruaru-PE.

O segundo momento ocorreu após o atendimento, na sala de espera da USFSB ou proximidades, de acordo com a preferência do paciente. Nesse momento, foram coletados os dados relativos ao atendimento, incluindo a percepção de dor do paciente, cuja mensuração da intensidade foi obtida em escala numérica de 21 pontos (de 0 a 10, com intervalos de 0,5), em que o próprio paciente assinalava o número que correspondesse à dor percebi- da durante o atendimento. Estudos piloto, conduzidos na fase preliminar desta pesquisa, indicaram essa escala como de melhor entendimento e de fácil utilização pela população estudada se comparada à escala analógica visual. Além do mais, essa escala tem sido bastante utilizada 10 .
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Programa de Saúde da Família : percepção de adolescentes de um município do Estado do Ceará

Programa de Saúde da Família : percepção de adolescentes de um município do Estado do Ceará

Nesta perspectiva, optamos por aprofun- dar esta problemática, permitindo uma aproxi- mação com os adolescentes residentes no terri- tório em estudo. Desta forma, é nossa intenção responder aos seguintes questionamentos: os adolescentes estão satisfeitos com as ações para o cuidado com sua saúde desenvolvidas pelo Programa de Saúde da Família (PSF)? As ações de saúde do serviço respondem às ne- cessidades e particularidades dos adolescentes? Assim, estabelecemos para esse estudo os seguintes objetivos: conhecer a percepção dos adolescentes sobre o PSF, analisar a adesão
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Campina Grande - PB cidade média paraibana e sua influência sobre o município de Massaranduba - PB.

Campina Grande - PB cidade média paraibana e sua influência sobre o município de Massaranduba - PB.

Em outro momento o processo de urbanização do Brasil, teve uma nova dinâmica no espaço urbano e nas relações das cidades consideradas médias ou intermediárias já que as mesmas vêm desempenhando uma função que merece uma atenção especial, pois elas recebem um incremento populacional por conta delas exercerem funções especais como a oferta de bens e serviços como argumenta Santos (2008, p. 59) “[...]esse é um fenômeno novo na geografia da urbanização do Brasil[...]”. Tal fenômeno vem ocorrendo desde as décadas de 1970 quando essas urbes tornam-se uma nova forma de atrair pessoas, pois elas mantêm uma dinâmica onde os usos dos bens e serviços se tornam como um suporte para a população que se dirigem até essas cidades intermediárias.
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Desafios no atendimento à Saúde da Criança por médicos da Estratégia de Saúde da Família

Desafios no atendimento à Saúde da Criança por médicos da Estratégia de Saúde da Família

Em relação à avaliação oftálmica na infância na Atenção Básica, conforme recomenda o Caderno da Atenção Básica de Saúde da Criança⁹, pôde-se constatar grande dificuldade de execução dos 4 testes preconizados. Estes testes funcionam como triagem de possíveis alterações e que, sendo detectadas, devem ser encaminhadas ao oftalmologista. Os testes necessitam ser realizados com periodicidade e com técnica adequada para que realmente seja efetivo como rastreio⁹. A dificuldade com o Teste do Olhinho foi apontada por 71,8% dos médicos e é o único teste oftálmico dentre os investigados, que necessita de aparelho e de ambiente físico apropriado, não dependendo somente das habilidades clínicas para sua realização. Os outros testes, apesar de não requerem nenhuma tecnologia para sua realização, apresentaram dificuldade similar ou bem superior à do Teste do Olhinho, chegando a 93,7% no Teste de Cobertura, mostrando novamente que uma possível deficiência de formação na graduação e de ausência ou ineficiência de educação permanente pode justificar esta dificuldade. Já a dificuldade apontada na aferição da pressão arterial se deve, em sua maioria (68,6%), à ausência de material adequado para se fazer a medida, evidenciando novamente que a falta de equipamento interfere na assistência integral à criança. É importante salientar, que a aferição da pressão arterial na infância também é competência do enfermeiro e o Caderno de AB recomenda que se realize a aferição da pressão arterial aos 3 e 6 anos de idade⁹.
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Visão dos usuários a respeito do atendimento na sala de espera do PSF (Programa de Saúde da Família) do bairro Nova Vida em Pombal-PB

Visão dos usuários a respeito do atendimento na sala de espera do PSF (Programa de Saúde da Família) do bairro Nova Vida em Pombal-PB

O atendimento na sala de espera do PSF é essencial, pois é ali que os usuários irão obter informações, produtos e a confiança necessária para que se possa incidir efetivamente sobre o seu estado de saúde como um todo. Porém, com base em ADAMI (1993) tem-se observado inúmeros problemas nos serviços básicos de saúde com relação ao atendimento na sala de espera. Há serviços com áreas físicas tão pequenas que não dispõem de uma sala de espera, outros em que, mesmo contando com um bom local para espera, não encontraram fórmulas para extinguir as filas. Outros ainda em que, pela grande demanda reprimida, existe comercialização de lugar na fila de espera. Às vezes as condições materiais são boas e busca-se praticar um bom atendimento, mas inexiste qualificação adequada dos funcionários da recepção ou, pelo contrário, monta-se um bom serviço de recepção, triagem e pré-consulta que culmina com um mau atendimento no momento da consulta, na qual se estabelecem relações frias, desumanizadas e até de desinteresse.
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A saúde mental no Programa de Saúde da Família.

A saúde mental no Programa de Saúde da Família.

atenção, não só do enfermeiro, mas de toda a equipe de saúde, para que percebam a importância da multicausalidade dos agravos à saúde, sejam eles de ordem física, mental ou social, tanto individual como coletiva, tendo sempre em vista os indivíduos como sujeitos cidadãos em seu meio ambiente e em seu contexto sócio-familiar. Desta forma, o Manual chama atenção para a necessidade de uma visão mais ampla dos indivíduos assistidos pelas equipes do PSF, para que se promova uma atenção mais completa a estes. Considerando-se que cada equipe atende, em média, 1.200 famílias, e pensando-se em Saúde Mental de uma forma ampla, é muito pouco provável que, neste universo, não existam pessoas que necessitem de suporte em Saúde Mental.
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Programa de saúde da família: família é assunto de saúde?

Programa de saúde da família: família é assunto de saúde?

maneira carinhosa, que é um lugar pequeno, um lugar que a gente trabalhava, então começou por isso. Então isso se difundiu e a comunidade chama. Mas começou a crescer muito a questão do respeito ao trabalho da gente. O pessoal começou a chamar a atenção disso, esse negócio da gente tá chamando o posto de postinho. A gente pode estar ajudando a denegrir a imagem da gente. Foi quando meus olhos foram abertos porque eu não tinha olhado desse ponto de vista e a gente combinou, meio que na reunião, que a gente ia tentar não chamar de postinho para poder até impor um certo respeito. Não ser uma coisa no diminutivo, uma coisa pequena. (...) Algumas coisas que a gente tava querendo mudar para chamar a atenção. A gente não é um postinho, é um posto de saúde que tem valor. Eu acho que interfere (chamar postinho), não sei se é uma questão de preconceito. Outra coisa que foi comentada nessa reunião é o tratamento dessas pessoas com a gente, que como a gente tá aqui todo dia e o acesso deles é fácil à gente e eles não tem educação para discernir o caminho correto das coisas, eles acham que a gente tá aqui para a hora que eles quiserem tirar as dúvidas deles. Chega aqui, um médico passou uma receita não sei aonde, aí vem pra cá. “Ah, eu peguei aqui essa receita, como é que usa? Que remédio é esse?”. Ou então chega aqui mandando na gente: “eu vim fazer ultra- som, eu vim para a senhora passar um raio-x”. Então, a gente acha que isso mexe com a imagem da gente. Pô, eu sou medica, eu sou enfermeira, eu estudei, eu não estou aqui para simplesmente a pessoa chegar na minha sala e dizer simplesmente me dá um raio-x aí. É igual a uma lanchonete que você chega, me dá um cheese- burguer e um guaraná, não é assim. E começou esses comentários justamente por causa do tratamento de alguns usuários que chegam aqui, “Vanda, não sei o quê, não sei o quê”. Não é Vanda, é Dra Vanda. Então as vezes pode parecer arrogante, mas não é simplesmente um título, porque na verdade não tem nenhum doutor, isso é para quem faz doutorado e ninguém aqui faz. É pela questão do respeito com o trabalho da gente mesmo. Teve uma enfermeira lá que disse com você ainda foi Vanda e comigo foi, ei, mulé, passa não sei o que pra mim. Então existe um pouco isso. Eu acho que essa questão do tratamento ou aproxima um pouco ou distancia realmente. Aí vai além disso eu acho que o posto, o local de trabalho também. Na medida que você vai deixando uma coisa cair, ah, é banal é fácil, é muito fácil, aí você não valoriza. (Entrevista com médica).
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Acesso, acessibilidade e demanda na estratégia saúde da família

Acesso, acessibilidade e demanda na estratégia saúde da família

Access to health services is a broad topic that covers several dimensions such as availability, accessibility, functional adequacy, financial capacity, and acceptability. It is determined by political, economic, social, organizational, technical, and symbolic factors. 1 The guarantee of the right to health and the principles of universality, integrality, and equity, which indoctrinate the Brazilian Health System (SUS – Sistema Único de Saúde), will depend on access of users to health services and resources. Thus, to understand the expression “universal and equal access”, this must be ensured both in preventive and curative care for all, so that there are no privileges or discrimination. Public policies based on hypo-sufficiency are not allowed, because the State has the duty to assure health for all. 2
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Utilização de serviços de saúde em áreas cobertas pelo programa saúde da família (Qualis) no Município de São Paulo.

Utilização de serviços de saúde em áreas cobertas pelo programa saúde da família (Qualis) no Município de São Paulo.

d) 52.521 residentes no Distrito de Vila Curuçá, fora da área de abrangência do Projeto Qualis. Para cada estrato foram adotadas como unidades primárias e secundárias de amostragem, respectiva- mente, o setor censitário e o domicílio. Todos os mo- radores dos domicílios sorteados foram incluídos na amostra e entrevistados. Para os estratos b e d foram sorteados 30 setores censitários, com probabilidade proporcional ao tamanho do distrito e dentro deles foram sorteados 10 domicílios. Para os estratos a e c, as áreas foram divididas em micro-áreas, que corres- ponderam aos espaços geográficos cobertos por um único agente comunitário de saúde. Para cada micro- área (de um total de 30) foram sorteados 10 domicí- lios. Esse procedimento permitiu identificar em cada estrato 300 famílias.
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Condicionalidades em saúde do programa Bolsa Família – Brasil: uma análise a partir de profissionais da saúde.

Condicionalidades em saúde do programa Bolsa Família – Brasil: uma análise a partir de profissionais da saúde.

Esse depoimento mostra-se relevante, pois revela duas percepções que requerem atenção por parte da gestão da saúde na APS e da equipe de Saúde da Família, visto que são responsáveis pela coordena- ção e operacionalização das condicionalidades da saúde do PBF: a) a ideia do PBF como um programa assistencialista, que não contribui para mudanças estruturais nem na saúde nem na educação; b) a imagem construída pelo senso comum de que o PBF estimula múltiplas gestações, tendo, inclusive, contribuído para o aumento da taxa de fecundidade. Entende-se que a forma de gestão e de operacio- nalização do acompanhamento dessas condicionali- dades é que podem contribuir ou não para que haja um impacto favorável e sustentável na saúde das famílias participantes. A informação e correspon- sabilização são dois aliados desse processo.
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Descrição e análise do acolhimento: uma contribuição para o Programa de Saúde da Família.

Descrição e análise do acolhimento: uma contribuição para o Programa de Saúde da Família.

Os dados mostram ainda que o acolhi- mento, para ser realizado, prescinde de um ambiente físico que seja característico de uma intervenção clínica, isto é, salas com macas, aparelhos de aferição de sinais vitais, mesas ginecológicas, etc. Assim, este poderia ser realizado em espaços físicos que lembrem mais um ambiente informal de recepção, onde as pessoas possam se sentir acolhidas, não apenas através de suas queixas clíni- cas,(mensuráveis por aparelhos de aferição de Pressão Arterial, termômetros, Glico- símetros, etc.), mas através de suas necessi- dades de saúde (para as quais os trabalhado- res de saúde parecem ainda não dispor de instrumentos específicos). A sala onde o aco- lhimento é realizado poderia trazer fotos das diversas atividades desenvolvidas pelos gru- pos de usuários que acontecem na USF, aju- dando no estabelecimento de uma dinâmica relacional diferenciada, baseada em um tem- po maior para ouvir o usuário.
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