Top PDF Gradiente estrutural no componente arbóreo e relação com inundações em uma floresta ribeirinha, rio Uruguai, sul do Brasil.

Gradiente estrutural no componente arbóreo e relação com inundações em uma floresta ribeirinha, rio Uruguai, sul do Brasil.

Gradiente estrutural no componente arbóreo e relação com inundações em uma floresta ribeirinha, rio Uruguai, sul do Brasil.

RESUMO – (Gradiente estrutural no componente arbóreo e relação com inundações em uma floresta ribeirinha, rio Uruguai, sul do Brasil). O objetivo do presente estudo foi realizar uma análise exploratória de padrões estruturais e de diversidade, relacionando-os com variáveis ambientais em uma área de floresta ribeirinha. A amostra 100 unidades amostrais (UAs), foi alocada nas margens do rio Uruguai, Parque Estadual do Turvo, Rio Grande do Sul (27°09’ S e 53°53’ W). Todos os indivíduos arbóreos com PAP ≥15 cm foram registrados. Para a descrição da vegetação foram estimados os principais parâmetros fitossociológicos, além do índice de diversidade de Shannon. Foram mensuradas variáveis ambientais edáficas, topográficas e a cobertura do dossel. As relações entre a abundância das espécies nas UAs e as variáveis ambientais foram avaliadas por meio de análises de correspondência canônica – CCA e CCA “parcial”. Foram encontradas 82 espécies pertencentes a 30 famílias. A CCA exibiu um gradiente vegetacional nítido, relacionado hierarquicamente com a cota de elevação e, assim, com a suscetibilidade à inundação dos diferentes sítios. Três grupos de UAs foram delimitados por análise de agrupamento em função da cota de elevação e conseqüentemente suscetibilidade às inundações. Entre os grupos ocorreram diferenças estruturais, com maior área basal e altura máxima medianas nos sítios de elevação intermediária. A seletividade causada pelas inundações freqüentes sobre a composição de espécies modela a estrutura das áreas baixas, sendo a ausência de um dossel florestal típico, com no mínimo 10 m de altura, a característica mais expressiva. As áreas altas assemelham-se estruturalmente à floresta de interflúvio, compondo um trecho de transição. A diversidade medida pela riqueza específica e pelo índice de Shannon foi maior para áreas de elevação média, correspondendo com modelos existentes que associam a presença de um regime de distúrbios moderado, que gera maior heterogeneidade ambiental e, assim, diversificação de oportunidades para as espécies.
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Florística e fitossociologia do componente arbóreo de uma floresta ribeirinha, arroio Passo das Tropas, Santa Maria, RS, Brasil.

Florística e fitossociologia do componente arbóreo de uma floresta ribeirinha, arroio Passo das Tropas, Santa Maria, RS, Brasil.

Segundo Jarenkow & Waechter (2001) muitos trabalhos têm sido realizados objetivando caracterização fitogeográfica das distintas formações florestais do Estado. Rambo (1951) foi o pioneiro a realizar este tipo de abordagem, caracterizando duas principais rotas de migração de espécies vegetais no Rio Grande do Sul, denominadas “Porta de Torres”, abrangendo as espécies da porção leste, ou seja, o elemento atlântico, proveniente de latitudes menores e, “Alto Uruguai”, com as espécies que compõem as florestas dos rios Paraná e Uruguai. Entre estas duas formações, existe o Planalto, de altitude mais elevada e conseqüentemente, temperaturas médias inferiores, o que dificulta a sobreposição destes dois contingentes (Jarenkow & Waechter 2001).
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Estrutura do componente arbóreo de uma floresta estacional na Serra do Sudeste, Rio Grande do Sul, Brasil.

Estrutura do componente arbóreo de uma floresta estacional na Serra do Sudeste, Rio Grande do Sul, Brasil.

desenvolvimento de indivíduos de maior porte em alguns locais, aumentando a densidade de árvores de pequeno porte, como demonstram a maior densidade total por área e a menor área basal total encontradas, em comparação com Vale do Sol (Jarenkow & Waechter 2001). As limitações impostas pelas encostas íngremes e com afloramentos rochosos são também descritas por Oliveira et al. (2001) numa área de Floresta Ombrófila Densa de encosta em São Paulo. Da mesma forma, ao comparar as estimativas da densidade arbórea total em diferentes formações florestais no Rio Grande do Sul, Jarenkow & Waechter (2001) sugerem a existência de um gradiente decrescente a partir das matas de planície para as de encosta e planalto, o que, segundo os autores, possivelmente está relacionado ao porte dos indivíduos. No estudo realizado em Vale do Sol, a grande abundância de Euterpe edulis (palmiteiro) foi outra diferença marcante em relação ao presente estudo. Esta espécie se constitui no principal representante do contingente de espécies tropicais atlânticas (higrófilas) em Vale do Sol (Jarenkow & Waechter 2001). Já na área do presente estudo, E. edulis não ocorre, estando o contingente atlântico representado por diversas outras espécies que contribuem com um grande número de indivíduos. Alguns exemplos são: Aiouea saligna, Calyptranthes grandifolia, Faramea marginata, Guapira opposita, Miconia rigidiuscula, Myrcia
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Florística e estrutura do componente arbustivo-arbóreo de uma floresta higrófila da bacia do rio Jacaré-Pepira, SP, Brasil.

Florística e estrutura do componente arbustivo-arbóreo de uma floresta higrófila da bacia do rio Jacaré-Pepira, SP, Brasil.

As formações florestais que ocorrem ao longo de rios são condicionadas por série de fatores físicos, tais como relevo, profundidade do lençol freático e características do próprio rio (Rodrigues 1989; Rodrigues & Shepherd 2000; Correia et al. 2001; Martins et al. 2001). Tais fatores estabelecem a freqüência e a duração das inundações, que por sua vez determinam a ocorrência ou não das espécies vegetais (Joly 1992). Como estes fatores ambientais são bastante variáveis entre as formações ribeirinhas, há grande heterogenei- dade na estrutura e composição florística destas florestas (Leitão-Filho 1982; Nilsson et al.1988; Mantovani et al. 1989; Rodrigues & Nave 2000). Dentre as diferentes formações ribeirinhas, um tipo vegetacional bastante peculiar destaca- se por ocorrer em solo encharcado quase em caráter permanente e encontrar-se rodeado por vegetação estrutural e floristicamente diferen- ciada. É a chamada “floresta higrófila”, “Mata de brejo” (Leitão-Filho 1982) ou “floresta estacional semidecidual ribeirinha com influência fluvial permanente” (Rodrigues 2000), a qual tem área de ocorrência bastante limitada. O fato destas florestas desempenharem papel importante na proteção de mananciais hídricos (Joly 1992; Marques 1994) tem feito com que os estudos florísticos e estruturais em tais locais fossem intensificados nos últimos anos (Torres et al. 1994; Ivanauskas et al. 1997; Costa et al. 1997; Toniato et al. 1998).
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Dinâmica do componente arbustivo-arbóreo de uma floresta de galeria aluvial no planalto de Poços de Caldas, MG, Brasil.

Dinâmica do componente arbustivo-arbóreo de uma floresta de galeria aluvial no planalto de Poços de Caldas, MG, Brasil.

como em área basal, sendo que este equilíbrio indicaria uma estabilidade estrutural para a comunidade arbórea (Lieberman et al. 1985, Swaine et al. 1987, Rankin-de- Merona et al. 1990, Felfili 1995a, Santos et al. 1998). Entre as causas de períodos de instabilidade, alguns autores destacam as flutuações cíclicas, que atuam causando desequilíbrio em florestas maduras, e após sucessivos períodos em que mortalidade ou recrutamento, e perda ou ganho em biomassa, aumentam ou diminuem, retornam a uma condição de equilíbrio (Swaine 1990, Felfili 1995a). Appolinário et al. (2005) destacaram no Rio Grande, no sul de Minas Gerais, um possível exemplo de ciclo rítmico ocasionado por cheias anormais, as quais têm recorrência em um intervalo médio de 15 a 35 anos, sendo que esse impacto natural pode condicionar fortes variações temporais na dinâmica florestal. Cabe ressaltar que em condições de eventos de cheias regulares, teoricamente, os efeitos seriam absorvidos pela comunidade (Damasceno-Junior et al. 2004). Neste aspecto, Damasceno- Junior et al. (2004) verificaram no Rio Paraguai, Corumbá (MT), que após uma cheia excepcional a mortalidade de indivíduos foi muito superior nos sítios que não são normalmente atingidos por cheias, enquanto nos locais onde as inundações ocorrem com maior freqüência esse impacto foi menos intenso. Felfili (1995a) ressaltou que variações climáticas podem causar períodos de instabilidade para a comunidade florestal, porém nesse caso os sistemas florestais seriam afetados em uma área muito mais extensa.
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ESTRUTURA E CARACTERIZAÇÃO SUCESSIONAL DA COMUNIDADE ARBÓREA DE UM REMANESCENTE DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL, UBERLÂNDIA, MG

ESTRUTURA E CARACTERIZAÇÃO SUCESSIONAL DA COMUNIDADE ARBÓREA DE UM REMANESCENTE DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL, UBERLÂNDIA, MG

A redução significativa na porcentagem de indivíduos pioneiros em relação às espécies pioneiras está relacionada à baixa densidade das mesmas, sendo que seis espécies pioneiras foram representadas por apenas um indivíduo. Budowski (1970) considera que o estádio sucessional de uma floresta é dado pelo grupo sucessional que apresentar mais de 50% dos indivíduos. Assim sendo, os resultados sugerem que a floresta estudada se encontra em um estádio intermediário de desenvolvimento sucessional, direcionando-se a um estágio tardio. As espécies secundárias tardias apresentaram os maiores valores de dominância e VI (Tabela 2), o que pode estar relacionado ao fato destas espécies apresentarem maior longevidade e, conseqüentemente, maior incremento de área basal nas formações florestais. A baixa representatividade florística das espécies pioneiras também parece indicar a maturidade da floresta. Nesse caso, as espécies pioneiras, embora não tenha sido feita nenhuma medição de abertura de clareiras, parecem estar em sua maioria, restritas a clareiras formadas por quedas de galhos ou de árvores isoladas, processo natural dentro da dinâmica do desenvolvimento da floresta (PAULA et al., 2004).
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PROGRAMA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: UMA AVALIAÇÃO EM PERSPECTIVA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: UMA AVALIAÇÃO EM PERSPECTIVA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Uma das primeiras ações do novo Programa de Educação do Estado foi o lançamento do Currículo Mínimo. Uma equipe de professores da rede estadual, que se inscreveram e foram selecionados, ficaram responsáveis pela seleção dos conteúdos mínimos necessários, inicialmente, para seis (6) disciplinas: Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Filosofia e Sociologia. Com essa medida, pretendia-se uniformizar e oportunizar os conteúdos necessários determinados para uma etapa de ensino. Na realidade das escolas, era comum acontecer que os alunos transferidos para outras unidades ou até mesmo na própria escola, perdessem a continuidade dos conteúdos por não haver uma sistematização na rede. O Currículo Mínimo procura contemplar todos os conhecimentos importantes para uma formação integral do aluno na educação básica, preparando-o para a vida, para o trabalho e para o prosseguimento dos estudos. Com o cumprimento do Currículo Mínimo necessário para determinada etapa de ensino, os estudantes podem ter a garantia de estarem sendo preparados para as avaliações externas, como Prova Brasil e ENEM.
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Araneofauna (Arachnida; Araneae) do Parque Estadual do Turvo, Rio Grande do Sul, Brasil.

Araneofauna (Arachnida; Araneae) do Parque Estadual do Turvo, Rio Grande do Sul, Brasil.

Na região Amazônica, Höfer (1990), em uma floresta de inun- dação (igapó) perto de Manaus, encontrou 208 morfoespécies representando 37 famílias, utilizando metodologias de amostragem no solo e fotoecletores arbóreos. Para a Reserva Ducke, Amazônia Central, Höfer & Brescovit (2001), durante aproximadamente 10 anos de coletas, com diversas metodologias e com o acréscimo de infor- mações de outros pesquisadores, contabilizaram 506 morfoespécies e 56 famílias. Na região sudeste do Brasil, Brescovit et al. (2004), também com várias técnicas amostrais (guarda-chuva entomológico, coletas manuais diurnas e noturnas, armadilhas de solo e amostragens de serapilheira), registraram para a Estação Ecológica Juréia-Itatíns, São Paulo, 48 famílias e 274 morfoespécies. Apesar do alto número de espécies registradas para o Parque Estadual do Turvo, percebe-se que o número de famílias de aranhas neste inventário é menor do que os registrados por Höfer & Brescovit (2001) e Brescovit et al. (2004). Isto pode ser justificado, entre outros fatores, pelo maior esforço amostral realizado por estes autores com métodos que contemplaram a fauna críptica, de solo e serapilheira.
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Avaliação do componente arbóreo, da regeneração natural e do banco de sementes de uma floresta restaurada com 40 anos, Viçosa, MG

Avaliação do componente arbóreo, da regeneração natural e do banco de sementes de uma floresta restaurada com 40 anos, Viçosa, MG

Os resultados encontrados estão mais próximos, quanto a principal forma de vida, dos resultados em estudos de florestas restauradas, provavelmente pelo fato destas serem ambientes com histórico de perturbação, sendo utilizadas no passado por atividades agrícolas, onde a entrada de espécies herbáceas e gramíneas são favorecidas principalmente pela maior disponibiliade de espaço e maior quantidade de luminosidade que chega até a superfície do solo. Como as ervas são dotadas de sementes muito pequenas, com baixo metabolismo e possuem grande produção de sementes, estas conseguem formar um extenso banco de sementes e permanecer viáveis por muito tempo a espera de condições ambientais favoráveis a sua germinação. Entretanto, o número de indivíduos arbóreos e arbustivos somam 61,05% do total recrutado, ou seja, apesar das ervas constituírem a maior quantidade de indivíduos, a sua representatividade de um terço do total de indivíduos é baixa, demonstrando o fortalecimento da floresta frente ao histórico de perturbação antes da restauração e portanto, apresenta melhores resultados que as outras florestas restauradas estudadas (SIQUEIRA, 2002; SORREANO, 2002) na análise do fator hábito de vida. A expressiva presença de indivíduos arbustivo-arbóreos é, possivelmente, em decorrência do estágio de sucessão médio a avançado em que a floresta restaurada se encontra, reduzindo as condições favoráveis ao desenvolvimento de ervas e, consequentemente a presença destas.
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Caracterização florística e estrutural do componente arbóreo de três fragmentos de...

Caracterização florística e estrutural do componente arbóreo de três fragmentos de...

1999) (Tab. 1.1). A presença de Cotia (SP) dentro do grupo formado por áreas da bacia do rio Paraíba do Sul (Fig. 1.5) não causa estranheza, uma vez que uma das áreas deste grupo, São José dos Campos, compôs um grupo juntamente com Guarulhos, São Roque e outras localidades situadas próximas de Cotia (Ivanauskas et al. 2000). Neste mesmo estudo, porém, Ivanauskas et al. (2000) verificaram que a área de Mogi das Cruzes (MCr) (também utilizada no presente trabalho), agrupou-se com outras duas áreas: o Parque Estadual de Carlos Botelho (Dias 1993) e uma área situada na Cantareira (Baitello et al. 1992), em detrimento de São José dos Campos, como ocorreu no presente estudo. Ivanauskas et al. (2000) sugeriram que este grupo tenha se formado por representar áreas de ecótono entre Florestas Ombrófilas Densas e Estacionais Semideciduais. A análise realizada no presente estudo não corrobora a visão expressa acima, uma vez que MCr agrupou-se com áreas de Floresta Ombrófila Densa, inclusive demonstrou grande similaridade com Cunha, que se situa em área nuclear da Floresta Ombrófila Densa. Além disso, neste grupo incluiu-se a área de SJC (Fig. 1.5). Ainda dentro do grande grupo de Florestas Ombrófilas do presente estudo, formaram-se outros dois subgrupos compostos cada um por uma área de Floresta Ombrófila Densa (OD) e uma de Ombrófila Mista (OM) alto-montanas (Fig. 1.5). Esperava-se que Campos do Jordão, uma área de OM, se agrupasse com Resende, que tem a mesma fitofisionomia, e se encontra na mesma Serra, a Mantiqueira. Campos do Jordão (Cjo) e Bananal (Ban) (Ijc = 0,184), apesar de situarem-se distantes, o primeiro na Serra da Mantiqueira e o segundo na Serra da Bocaina (que pertence a Serra do Mar), apresentam os maiores valores de precipitação (1832 e 1706 mm, respectivamente), ausência de estação seca, e tiveram suas amostragem
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ESTRUTURA DO COMPONENTE ARBÓREO E ARBORESCENTE DE UM FRAGMENTO URBANO NO MUNICÍPIO DE SÉRIO, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.

ESTRUTURA DO COMPONENTE ARBÓREO E ARBORESCENTE DE UM FRAGMENTO URBANO NO MUNICÍPIO DE SÉRIO, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.

Atualmente, parte do fragmento estudado é de propriedade da prefeitura, tendo sido adquirido junto com uma área de terras em 1997 com o objetivo de criar uma área de lazer aos munícipes. No entanto, tal prática está sendo implantada sem a orientação de profissionais técnicos, gerando danos ao fragmento, principalmente no estrato inferior mais perto da borda que vem sendo retirada frequentemente com o objetivo de, segundo os administradores municipais, “limpar a área”. No passado a área era de propriedade particular, sendo parte utilizada para o pastejo do gado. Com o abandono da atividade, a vegetação se regenerou, sendo classificada atualmente, segundo a Resolução CONAMA33/1994, como secundária em estágio avançado de regeneração (BRASIL, 1994). No restante do fragmento, a vegetação é primária, no entanto, verifica-se que houve exploração de madeira no passado.
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Heterogeneidade florístico-estrutural do componente arbóreo em um sistema de fragmentos florestais no Planalto Sul catarinense.

Heterogeneidade florístico-estrutural do componente arbóreo em um sistema de fragmentos florestais no Planalto Sul catarinense.

O perfil florístico e a estrutura da comunidade foram caracterizados pela elevada riqueza da família Myrtaceae e pela alta representatividade de Araucaria angustifolia. No entanto, a organização estrutural do componente arbóreo nos quatro fragmentos não ocorre de forma homogênea, de forma que existe diferença na estrutura da comunidade, com a existência de espécies indicadoras para os fragmentos 1, 2 e 3, de uma área de Floresta Ombrófila Mista, na região do Planalto Sul catarinense. É provável que essas diferenças estejam refletindo a heterogeneidade ambiental entre os fragmentos e que pode estar associada a diferentes históricos de perturbação.
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Composição florística do componente arbustivo-arbóreo em dois trechos de floresta estacional semidecidual na Mata do Paraíso, Viçosa, MG

Composição florística do componente arbustivo-arbóreo em dois trechos de floresta estacional semidecidual na Mata do Paraíso, Viçosa, MG

É grande a demanda por estudos ecológicos em florestas que possam embasar trabalhos de recuperação e conservação da biodiversidade. Entre esses estudos, primordialmente está o levanta- mento da flora. Nesse sentido, realizou-se o estudo das variações florísticas do componente arbustivo- -arbóreo em dois trechos de Floresta Estacional Semidecidual, denominados neste estudo de floresta inicial e floresta madura, situados na Reserva Florestal Mata do Paraíso, em Viçosa, Minas Gerais. As espécies arbóreo-arbustivas foram amostradas dentro de 20 parcelas de 10 x 30 m, 10 parcelas em cada trecho de floresta, sendo considerados apenas os indivíduos com diâmetro a 1,30 m do solo (DAP) > 4,8 cm. Na floresta inicial foram amostradas 55 espécies pertencentes a 47 gêneros e 27 famílias. A família com maior riqueza florística foi Fabaceae, com 10 espécies (18%), seguida de Euphorbiaceae (cinco espécies; 9%), Annonaceae, Lauraceae, Meliaceae e Salicaceae (três espécies; 6%). Na floresta madura foram amostradas 78 espécies distribuídas em 62 gêneros e 31 famílias. A família com maior riqueza florística foi Fabaceae, com 13 espécies (17%), seguida de Lauraceae e Myrtaceae (seis espécies; 8%), Euphorbiaceae, Sapindaceae e Salicaceae (cinco espécies; 6%), Annonaceae e Meliaceae (quatro espécies; 5%), Rubiaceae e Moraceae (três espécies; 4%). O grupo ecológico que mais se destacou nos dois trechos de floresta foi o das secundárias iniciais, seguido pelas secundárias tardias na floresta madura e pelas pioneiras na floresta inicial. A variabilidade na composição florística e na proporção de espécies em cada grupo ecológico foi resultante das varia- ções na intensidade da ação antrópica nestas florestas e do tempo de regeneração florestal.
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FITOSSOCIOLOGIA DO COMPONENTE ARBORESCENTE-ARBÓREO DE UMA FLORESTA ESTACIONAL NO VALE DO RIO URUGUAI, SUL DO BRASIL PHYTOSOCIOLOGY OF THE ARBORESCENT-ARBOREAL COMPONENT OF A SEASONAL FOREST IN URUGUAI RIVER VALLEY, SOUTHERN BRAZIL Daniel Grasel1 Manueli B

FITOSSOCIOLOGIA DO COMPONENTE ARBORESCENTE-ARBÓREO DE UMA FLORESTA ESTACIONAL NO VALE DO RIO URUGUAI, SUL DO BRASIL PHYTOSOCIOLOGY OF THE ARBORESCENT-ARBOREAL COMPONENT OF A SEASONAL FOREST IN URUGUAI RIVER VALLEY, SOUTHERN BRAZIL Daniel Grasel1 Manueli B

De acordo com Klein (1984a), a cobertura superior descontínua da FED/SC, formada pelas árvores emergentes, ostenta árvores que chegam a atingir de 30 a 40 metros de altura, com destaque para as espécies decíduas Parapiptadenia rigida, Balfourodendron riedelianum, Cedrela fissilis, Apuleia leiocarpa e Myrocarpus frondosus. O fato de poucas plantas de grande porte terem sido amostradas pode ter determinado a relativa baixa porcentagem de deciduidade do componente emergente. Essa constatação sugere a influência de fatores como o efeito de borda na redução da quantidade dessas plantas, já que a vegetação adjacente à área amostral foi explorada há algumas décadas, o que possibilita o aumento da turbulência de ventos (LAURANCE, 1997; DELAMÔNICA et al., 2001), resultando em uma taxa elevada de quedas e de danos às árvores (WILLIAMS-LINERA, 1990; FERREIRA; LAURANCE, 1997; LAURANCE et al., 1998; 2000). Como consequência desse provável efeito, das 1.470 plantas amostradas, apenas 755 (51,36%) tiveram suas alturas mensuradas, o que é um reflexo da condição física das mesmas.
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Estrutura do cerradão e da transição entre cerradão e floresta paludícola num fragmento da International Paper do Brasil Ltda., em Brotas, SP.

Estrutura do cerradão e da transição entre cerradão e floresta paludícola num fragmento da International Paper do Brasil Ltda., em Brotas, SP.

índice é diretamente influenciado por elas (Krebs 1999). No presente estudo, foi encontrada uma alta concentração de indivíduos distribuídos em poucas espécies e poucos indivíduos distribuídos em muitas espécies. Esse padrão é semelhante ao encontrado na floresta amazônica, onde um pequeno número de espécies domina a maior parte do espaço e dos recursos (Pires & Prance 1977); esses autores concluíram que a grande riqueza florística da floresta amazônica de terra firme decorre de uma pletora de espécies relativamente escassas e inconspícuas, não havendo homogeneidade na floresta, mas sim um mosaico de tipos florestais diferentes. De fato, inúmeros organismos de diversos grupos taxonômicos distintos apresentam uma correlação positiva entre abundância local e amplitude de distribuição geográfica, indicando que espécies localmente raras são, normalmente, restritas a pequenas regiões (Brown 1984). Brotas faz parte de um conjunto de sítios que apresentam uma flora característica, chamada de Grupo Paulista por Durigan et al. (2003), cuja similaridade com outras regiões é muito baixa, indicando distribuição geográfica restrita dessas espécies.
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Inventário das espécies de Cassidinae (Insecta, Coleoptera, Chrysomelidae) do Parque Nacional do Itatiaia, RJ, Brasil.

Inventário das espécies de Cassidinae (Insecta, Coleoptera, Chrysomelidae) do Parque Nacional do Itatiaia, RJ, Brasil.

No PNI foram encontradas 88 espécies distribuídas em sete tribos: Cassidini Gyllenhal, 1813; Dorynotini Monrós & Viana, 1949; Goniocheniini Spaeth, 1942; Imatidiini Chapuis, 1875; Omocerini Hincks, 1952; Spilophorini Chapuis, 1875; Stolaini Hincks, 1952. Para 19 espécies são fornecidos novos registros de distribuição sendo que destes, oito são para o Estado do Rio de Janeiro, no PNI.

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Análise temporal da heterogeneidade florística e estrutural em uma floresta ribeirinha.

Análise temporal da heterogeneidade florística e estrutural em uma floresta ribeirinha.

RESUMO - (Análise temporal da heterogeneidade florística e estrutural em uma floresta ribeirinha). Neste trabalho, foram estudadas a composição florística e a estrutura fitossociológica da vegetação em um fragmento de floresta ribeirinha, ao longo do rio Passa Cinco, Ipeúna, SP. Foram amostradas 157 parcelas contínuas de 5 x 10 m, em uma área de 0,785 ha. Foram feitas medidas de diâmetro e mapeados todos os indivíduos com DAP maior ou igual a 5 cm, em 1989 e 1998. Constatou-se a presença de um mosaico vegetacional e discutiram-se os possíveis fatores definidores deste mosaico. Foram, também, verificadas as alterações florísticas e fitossociológicas na área após nove anos. As análises multivariadas da vegetação mostraram a presença de três grupos vegetacionais com grande sobreposição aos três tipos de solo identificados na área. As análises quantitativas da estrutura da comunidade mostraram diferenças em cada um destes grupos, que se mantiveram ao longo do tempo, indicando associações florísticas próprias com grande correlação à cada tipo de solo. O grupo vegetacional sobre solo aluvial, na faixa imediatamente paralela ao curso d’água, apresentou diferenças florísticas mais pronunciadas, e maior diversidade de espécies, área basal e densidade de indivíduos. Em nove anos, poucas alterações na estrutura fitossociológica foram observadas para as espécies de maior valor de importância na área, com um aumento de 2,01% do número total de indivíduos e 2,80% na área basal total.
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Occurrence of Mirüunga leonina Linnaeus (Pinnipedia, Phocidae) from Southernmost Brazil: injury and pathologies.

Occurrence of Mirüunga leonina Linnaeus (Pinnipedia, Phocidae) from Southernmost Brazil: injury and pathologies.

em 32° 44'S e 53°22'W, no município de Santa Vitória do Palmar, Rio Grande do Sul, extremo sul do Brasil, fronteira com o Uruguai, no qual constatou-se: a) osteomielite ma[r]

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Estrutura do componente arbustivo-arbóreo de dois estádios sucessionais de floresta estacional semidecidual na Reserva Florestal Mata do Paraíso, Viçosa, MG, Brasil.

Estrutura do componente arbustivo-arbóreo de dois estádios sucessionais de floresta estacional semidecidual na Reserva Florestal Mata do Paraíso, Viçosa, MG, Brasil.

Para o levantamento fitossociológico foram alocadas, de forma sistemática, 10 parcelas de 10 x 30 m, com intervalos de 10 m entre parcelas, em cada estádio sucessional da floresta, totalizando uma área amostral de 0,6 ha. Todos os indivíduos arbustivo- arbóreos com diâmetro a 1,30 m do solo (DAP) ≥ 4,8 cm foram identificados e medidos. O material botânico foi identificado por meio de consultas ao Herbário VIC da Universidade Federal de Viçosa, MG, e as espécies foram classificadas em famílias de acordo com o sistema do Angiosperm Phylogeny Group II (APG II, 2003). were identified with distribution among 31 families and 78 species. Based on their importance value (IV), the most representative species were Euterpe edulis, Piptadenia gonoacantha, Nectandra lanceolata, Myrcia sphaerocarpa and Guapira opposita. The Shannon diversity index (H’) was 3.46 nat.ind. -1 and the Pielou
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Composição e riqueza florística do componente arbóreo da Floresta Atlântica submontana na região de Imbaú, Município de Silva Jardim, RJ.

Composição e riqueza florística do componente arbóreo da Floresta Atlântica submontana na região de Imbaú, Município de Silva Jardim, RJ.

cobertura florestal original (Fundação SOS Mata Atlântica 2002). Seus remanescentes encontram-se totalmente inseridos no domínio da Floresta Ombrófila Densa (Veloso et al. 1991), e parte de seu território integra ainda o corredor de biodiversidade da Serra do Mar (Ayres et al. 2005). O apelo para a preservação de sua cobertura florestal, através do uso do mico- leão-dourado (Leontopithecus rosalia) como espécie bandeira, resultou na criação da primeira Reserva Biológica brasileira, a Reserva Biológica de Poço das Antas, em 1974 (IBDF 1981). Passados 30 anos, o município de Silva Jardim destaca-se no cenário nacional também por ser a região com o maior número de Unidades de Conservação do Brasil, com mais de uma dezena de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) implementadas (Carvalho et al. 2004). A Floresta Atlântica desta região vem sendo estudada em termos florísticos e fitossociológicos, através dos trabalhos de Borém & Oliveira Filho (2002), F.A. Carvalho (dados não publicados), G.M.S. Neves (dados não publicados), R.R. Guedes-Bruni (dados não publicados) e S.V.A. Pessoa (dados não publicados). Entretanto, a maior parte destes estudos foi realizada dentro da Reserva Biológica de Poço das Antas (G.M.S. Neves, dados não publicados; R.R. Guedes-Bruni, dados não publicados; S.V.A. Pessoa, dados não publicados). Para diversos remanescentes, principalmente aqueles localizados em propriedades particulares e mais susceptíveis aos impactos antrópicos, ainda não há informações sobre suas comunidades vegetais. Nesta situação está a região de Imbaú, que ainda preserva diversos remanescentes de Floresta Ombrófila Densa Submontana, importantes como habitats de micos-leões-dourado reintroduzidos e silvestres (Carvalho et al. 2004).
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