Top PDF O local como estratégia de desenvolvimento

O local como estratégia de desenvolvimento

O local como estratégia de desenvolvimento

Em relação ao enfoque eco-político, definido por Guimarães (2003), podem ser destacadas as seguintes diretrizes: a revalorização territorial numa perspectiva sustentável; o agir local numa perspectiva global 2 ; a consideração da dimensão ecológica do desenvolvimento, a qual é dada pelo biopluralismo 3 ; a necessidade de uma nova postura ética baseada na sustentabilidade e na igualdade; uma nova relação entre o capital econômico e o capital natural, na qual deve-se investir no primeiro para aumentar a produtividade do segundo – finito – até que se possa construir um desenvolvimento verdadeiramente sustentável; propor uma nova lógica, não mercadológica, na relação com os ditos “produtos ambientais”; planificação, no sentido do planejamento do desenvolvimento sustentável; integração multinacional, de forma que as ações, apesar de concretizadas no âmbito local, sejam planejadas a partir de uma perspectiva e de um planejamento que envolva diversas nações, destacando-se a necessidade de que os países mais pobres articulem-se para a criação de um projeto de desenvolvimento sustentável e, finalmente, a imprescindibilidade da regulação estatal.
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Compras Públicas: Estratégia e Instrumento para a Gestão do Desenvolvimento Local

Compras Públicas: Estratégia e Instrumento para a Gestão do Desenvolvimento Local

O Banco do Povo foi acionado na maio- ria dos casos em que a benefi ciária optou pela Economia Solidária. De acordo com o depoi- mento de Maria Albertina, ex-benefi ciária do projeto, a aquisição das três máquinas profi ssionais de costura só foi possível devi- do à disponibilização do microcrédito. Mais recentemente, a implementação do Fundo Municipal de Desenvolvimento e Inclusão Produtiva (FUMDIP), criado pela Lei 4.421, de 31 de maio de 2010, representou um avanço para a consolidação da referida prática no nível local, visando “fomentar a criação, con- solidação e a expansão de micro e pequenos empreendimentos, organizações econômicas de caráter coletivo e solidário, iniciativas indi- viduais ou associadas de geração de trabalho e renda, formais ou em fase de formalização, mediante a concessão de empréstimos e de subvenções econômicas”.
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Património como estratégia de desenvolvimento local : o caso de Arnelas, Crestuma e Lever

Património como estratégia de desenvolvimento local : o caso de Arnelas, Crestuma e Lever

Este desafio atual de promover o desenvolvimento local sustentável levou a que outros compromissos fossem assinados, como, por exemplo, os de intervenção no âmbito cultural. A Agenda 21 da Cultura foi o assumir da importância do compromisso e reflexão a nível local e global relativamente à resolução de problemas sociais e ambientais, por parte dos 179 governos que a assinaram em Barcelona, a 8 de maio de 2004. Tornou-se, deste modo, num forte instrumento para mudar mentalidades sobre o progresso, o desenvolvimento local e a qualidade de crescimento. Estas linhas políticas estratégicas promovem a democracia participativa com a possível atividade de todos os cidadãos, definindo, para o efeito, as ações prioritárias que visam o equilíbrio entre as ações ambientais, a justiça social e o crescimento económico. No caso da Agenda 21 da Cultura, todos os países associados aceitaram o programa no qual se refere que o património é “fruto da contribuição coletiva de todos os povos” (United Cities and Local Governments; Ajuntament de Barcelona, 2004: 1), assumindo o relevo das políticas locais darem importância a cada membro da comunidade, pensando-se no património para além de fonte de rendimento. Este compromisso assinado entre vários países é um documento orientador relativamente às políticas culturais defensoras dos direitos humanos, diversidade cultural, sustentabilidade, democracia participativa e criação de condições de paz (United Cities and Local Governments; Ajuntament de Barcelona, 2004). A transformação da realidade só se efetua quando existe a participação e influência de cada um. Os governos, ao tomarem medidas, devem, por isso, ter em conta a participação de todos os cidadãos nas suas decisões, dado serem estes considerados porta-vozes das suas vontades.
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O potencial musical de Belo Horizonte como motor de uma estratégia de desenvolvimento local.

O potencial musical de Belo Horizonte como motor de uma estratégia de desenvolvimento local.

Tais iniciativas poderão constituir grandes vitrines para a música da capital, colaborando para aumentar sua visibilidade nacional e internacional e constituindo, ainda, atrativos turísticos específicos. Trabalhados intersetorialmente e de forma integrada pelos governos municipal e estadual, estes atrativos poderão contribuir efetivamente para a geração de trabalho e renda na capital muito além da cadeia produtiva da música, alcançando setores como a rede de hotéis, a cadeia de bares e restaurantes, o comércio em geral, entre outros. Essas propostas são exemplos de ações que podem associar o desenvolvimento do segmento musical às políticas de fomento do turismo local e estadual, agregando à cadeia produtiva da música outro papel importante no processo de desenvolvimento social – o de indutora do turismo da capital. Dialeticamente, o desenvolvimento do turismo pode se transformar em condição importante para o SPIL da música de Belo Horizonte, aumentando o mercado consumidor de seus produtos e contribuindo para a difusão da sua produção fora dos limites da capital.
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Empreendedorismo como estratégia de desenvolvimento local: o caso Agência DNA Cascais – um concelho empreendedor

Empreendedorismo como estratégia de desenvolvimento local: o caso Agência DNA Cascais – um concelho empreendedor

A competitividade sustentada dos Municípios pode ser potenciada pelas Autarquias locais, através da promoção de modelos baseados no cruzamento da doutrina do empreendedorismo, com políticas públicas responsáveis. A “Agência DNA Cascais – Um Concelho Empreendedor” surge como um role model da relação favorável que pode ser estabelecida entre a disciplina do empreendedorismo e a aposta no desenvolvimento local. O “Ecossistema Empreendedor” do Município de Cascais centra a sua missão na promoção do espírito empreendedor, em geral, assim como pretende promover o crescimento de empresas sedeadas no “Concelho de Cascais”. A presente investigação centra-se na análise do potencial de eficácia de uma estratégia focada no empreendedorismo, como exemplo positivo do novo paradigma de acção/actuação das Autarquias. Promovendo à optimização e valorização das mais-valias locais, com vista à estruturação de um território potencialmente mais competitivo, o modelo “Ecossistema Empreendedor” da "Agência DNA Cascais - Um Concelho Empreendedor" promoveu a criação de cento e sessenta e uma empresas, que de forma directa contribuem de positiva para o desenvolvimento económico regional.
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Compras públicas: estratégia e instrumento para a gestão do desenvolvimento local.

Compras públicas: estratégia e instrumento para a gestão do desenvolvimento local.

O Banco do Povo foi acionado na maio- ria dos casos em que a benefi ciária optou pela Economia Solidária. De acordo com o depoi- mento de Maria Albertina, ex-benefi ciária do projeto, a aquisição das três máquinas profi ssionais de costura só foi possível devi- do à disponibilização do microcrédito. Mais recentemente, a implementação do Fundo Municipal de Desenvolvimento e Inclusão Produtiva (FUMDIP), criado pela Lei 4.421, de 31 de maio de 2010, representou um avanço para a consolidação da referida prática no nível local, visando “fomentar a criação, con- solidação e a expansão de micro e pequenos empreendimentos, organizações econômicas de caráter coletivo e solidário, iniciativas indi- viduais ou associadas de geração de trabalho e renda, formais ou em fase de formalização, mediante a concessão de empréstimos e de subvenções econômicas”.
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Juruti sustentável: uma proposta de modelo para o desenvolvimento local

Juruti sustentável: uma proposta de modelo para o desenvolvimento local

O próximo passo deve ser a realização de oficinas de trabalho locais e regionais, para informar, engajar e construir conjuntamente com lideranças e representan- tes setoriais um conjunto de indicadores de desenvolvi- mento para Juruti e entorno, bem como consultar atores públicos regionais e sociedade civil organizada. O con- junto de indicadores resultantes deve passar por uma consulta pública em Juruti e região, para o envolvimento ativo e participação informada, enriquecendo o processo de tomada de decisão. Para tanto, é necessário estabele- cer um processo amplo de envolvimento destes atores, o que inclui a divulgação de informações com prazos de circulação adequados, com linguagem e formatos condi- zentes com a realidade e capacidade de acesso de cada público-alvo, de forma a permitir aos diferentes públicos o conhecimento, compreensão e avaliação do processo e dos resultados alcançados até aquele momento. As contribuições colhidas no processo de consulta pública devem ser analisadas e incrementadas aos resultados preliminares, obtendo-se a partir daí a consolidação final dos indicadores de desenvolvimento local de Juruti, que devem ser amplamente divulgados.
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Mértola, cultura e património: atores, ações e perspetivas para uma estratégia de desenvolvimento local

Mértola, cultura e património: atores, ações e perspetivas para uma estratégia de desenvolvimento local

Desde os finais dos anos 70 do século XX, que se tem desenvolvido em Mértola, aquilo a que podemos chamar de “projeto de desenvolvimento”, com uma base histórica, cultural e patrimonial. A efetivação deste projeto no terreno tem passado pela investigação, preservação, gestão e divulgação dos recursos culturais, patrimoniais e naturais que este território possui. Por esta razão, Mértola tem-se tornado nos últimos anos objeto de estudos e investigações, nomeadamente no âmbito de teses académicas, sendo o exemplo mais recente a tese de Lígia Rafael (2010) que aborda especificamente o projeto museológico aqui desenvolvido. O trabalho que realizei tem uma abrangência mais ampla. Procura demonstrar que através do aproveitamento das potencialidades culturais e patrimoniais do território de Mértola (não apenas da vila), estas podem ser um contributo efetivo para o desenvolvimento local. Assim, o que se pretende com esta investigação, é aprofundar o conhecimento sobre o que tem sido realizado em Mértola, no âmbito da cultura e do património, avaliar o que se tem produzido e propor algumas ações no âmbito de linhas estratégicas que possam, num exercício de gestão cultural do território, contribuir para melhorar ou otimizar o caminho e as opções tomadas até aqui. Foram identificados durante a investigação alguns bloqueios e fragilidades, como a falta de comunicação e articulação das entidades locais que trabalham nas áreas da cultura e património (cultural e natural), e o gradual afastamento da população deste tipo de iniciativa e atividade. Foram avançadas propostas de ação, que contrariassem os bloqueios e fragilidades, como a otimização do funcionamento da comissão municipal do património ou a aposta do investimento nas potencialidades do rio Guadiana.
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Radiodifusão comunitária: uma estratégia para o desenvolvimento local

Radiodifusão comunitária: uma estratégia para o desenvolvimento local

citamente, no cotidiano de cada comunidade localizada. A título de exemplificação, são fatores endógenos: interesses e objetivos comuns, a identidade social, cultural e histórica, a diversidade de funções individualizadas, muitas das quais isoladamente mal garantem a so- brevivência individual ou familiar, mas que, se mobilizadas, somadas e canalizadas, constituem autênticas e concretas forças de alavanca- mento de progresso coletivo que a todas beneficiam; sindicatos, as- sociações, igrejas, condições hídricas e de solo; e assim por diante. O fator fundamental, argumentado aqui, no tocante ao fator endógeno, é o potencial de capacidade que cada comunidade tem de se despertar, mentalizar, mobilizar, mesmo que com algum tipo de empurrãozinho externo, há de edificar, paulatinamente, o seu progresso em todas as dimensões. Este é o estopim de desencadeamento do processo de desenvolvimento local.
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A comunicação alternativa como estratégia de desenvolvimento local

A comunicação alternativa como estratégia de desenvolvimento local

local é o processo de aproveitamento efici- ente dos recursos endógenos existentes em uma determinada região, capaz de estimu- lar e diversificar seu crescimento econômi- co, criar emprego e melhorar a qualidade de vida da comunidade local, as rádios comu- nitárias vêm atingindo esse papel em toda extensão do conceito. Podemos, assim, ana- lisar o desenvolvimento local por outro ân- gulo, como um processo de mudança de uma realidade para outra, inserindo nesse pro- cesso uma renovação criativa que advém da aplicação de conceitos alternativos e idéias novas, revolucionárias, tendentes a mudar o panorama e a realidade de um local, de um estado, e consequentemente de um país. As rádios comunitárias, entendidas neste contexto, são propulsoras desse desen- volvimento, numa perspectiva pluralista e democrática, condições fundamentais para a evolução da sociedade.
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Estratégia de desenvolvimento local : GAL Terras de Sicó 2020 : uma parceria, um compromisso

Estratégia de desenvolvimento local : GAL Terras de Sicó 2020 : uma parceria, um compromisso

O DLBC consiste num instrumento de intervenção territorial que segue uma abordagem ascendente, significando que é a população local que assume a liderança e forma uma parceria, visando a conceção e execução de uma estratégia de desenvolvimento integrado, que responda aos desafios sociais, ambientais e económicos efetivamente sentidos pela população. Pretende-se com este instrumento fazer uso do conhecimento único que os atores locais possuem sobre o seu território – na vertente institucional, social e económica – e envolver estes atores no processo de desenvolvimento estratégico desde o início (através de um processo de planeamento interativo), bem como na sua implementação através da criação de uma parceria local – Grupo de Ação Local - que concebe e executa uma estratégia de desenvolvimento integrado. Seguindo esta filosofia, é aqui proposto um modelo participativo que permite a partilha de conhecimento e experiências, mas também estimula a capacidade de construir estratégias coletivas e de organização em torno de novos projetos e ideias.
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Rede Alumni : uma estratégia responsável ao serviço do  desenvolvimento do turismo local

Rede Alumni : uma estratégia responsável ao serviço do desenvolvimento do turismo local

A temática da sustentabilidade organizacional tem vindo cada vez mais a ter relevo num tempo de constante mudança e crise. O conceito, globalmente conhecido através da definição da Comissão Brundtland (WCED, 1987; Claro et al., 2008) está associado a um crescimento e desenvolvimento harmonioso da humanidade permitindo uma salvaguarda dos recursos existentes. Esta vertente generalista está evidenciada no título do documento onde o conceito surge, designado “Nosso futuro comum”, passando a fazer parte dos elementos de referência das políticas públicas desde a Conferência das Nações Unidas sobre a temática do meio ambiente e do desenvolvimento, designada por Cimeira da Terra, ocorrida em 1992 no Rio de Janeiro (Moneva & Ortas, 2007). O conceito procura atender a um conjunto de necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de que as gerações futuras satisfaçam as suas próprias necessidades. Neste contexto é proposto um conjunto de políticas, reflexo de diversas preocupações com determinados problemas, que vêm influenciando uma nova visão no campo da atuação e da responsabilidade tanto pela sociedade como pelas organizações (COM, 2001).
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“Feixe de Intervenções” de Prevenção de Infeção de Local Cirúrgico – Normas de Orientação Clínica

“Feixe de Intervenções” de Prevenção de Infeção de Local Cirúrgico – Normas de Orientação Clínica

D. O poder do “feixe de intervenções” decorre da evidência em que radica cada um dos elementos e da metodologia de implementação. São múltiplas as metodologias de implementação possíveis, nomeadamente a nomeação de uma comissão para rever as recomendações e para as comparar com as práticas habituais da unidade clínica, a formação dos profissionais da unidade clínica sobre os seus componentes, a realização de auditorias para avaliar a adesão e a comunicação dos indicadores de processo e de resultados de retorno aos profissionais. O desenvolvimento do processo beneficia de uma abordagem em equipa multidisciplinar e multiprofissional (29,30) .
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Duas teses sobre Marx e o desenvolvimento: Elementos para uma análise marxiana do desenvolvimento — Outubro Revista

Duas teses sobre Marx e o desenvolvimento: Elementos para uma análise marxiana do desenvolvimento — Outubro Revista

“Em geral, as ferrovias deram, é claro, um imenso impulso para o desenvolvimento do comércio exterior, mas o comércio em países que exportam produtos principalmente primários aumentou a miséria das massas. Não apenas o novo endividamento, contraído pelo governo por conta das ferrovias, aumentou o volume de tributos que pesam sobre o povo, mas a partir do momento em que cada produto local passa a poder ser convertido em ouro cosmopolita, muitos artigos anteriormente baratos, porque invendíveis em certo grau, tais como frutas, vinho, peixes, carne, etc, tornaram-se demandados e foram retirados do consumo do povo, enquanto por outro lado, a produção em si, quero dizer, o tipo específico do produto, foi alterado de acordo com a sua maior ou menor suscetibilidade para exportação, enquanto que anteriormente era principalmente adaptado para seu consumo in loco. [...]. Todas as mudanças foram muito úteis para o grande proprietário de terras, o usurário, o comerciante, para as ferrovias, os banqueiros e assim por diante, mas muito tristes para o produtor real!” (idem, P . 318).
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A identidade territorial da cidade de Peniche como base sustentável da marca e do seu desenvolvimento estratégico

A identidade territorial da cidade de Peniche como base sustentável da marca e do seu desenvolvimento estratégico

Na 2ª edição, em 2008 foi integrado no programa um painel denominado por “Concretização da Estratégia: Caminhos e Oportunidades, a apresentação de Peniche, Capital da Onda”. Esta apresentação foi realizada pela entidade Service & Profit Consulting, na pessoa de Manuel Valadas Preto (MBA London Business School) tendo sido referido que “um posicionamento competitivo deve basear-se em capacidades únicas e inimitáveis que possam ser rentabilizadas para a sua área de influência” e que “o deslize/onda tem sido um posicionamento pouco explorado, ao contrário de outros, tais como, o golfe, sol, cultura são segmentos mais divulgados e competitivos, além de que é uma característica natural que poderá declinar, também, para um segmento luxuoso”.
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A GESTÃO DE PROGRAMASPROJETOS COMO FATOR DE SUCESSO: O CASO DA ESCOLA ESTADUAL FRANCISCO HOLANDA MONTENEGRO DO CEARÁ

A GESTÃO DE PROGRAMASPROJETOS COMO FATOR DE SUCESSO: O CASO DA ESCOLA ESTADUAL FRANCISCO HOLANDA MONTENEGRO DO CEARÁ

A presente dissertação tem como objetivo analisar as práticas da gestão da Escola Francisco Holanda Montenegro no desenvolvimento, articulação e integração entre seus programas/projetos e propor a realização de formação para os gestores escolares das escolas da CREDE 16 a partir das conclusões possíveis do caso de gestão estudado. Este mapeia e discute as ações de articulação entre programas/projetos implantados na escola a partir do bom desempenho em Língua Portuguesa e Matemática no SPAECE no período de 2010 a 2014. A discussão teórica se baseia em Franco et al (2007), Soares (2004), Alves e Soares (2008), Sammons (2008), Polon e Bonamino (2011); Franco e Bonamino (2005); Polon (2013), Lück (2009), Fonseca e Oliveira (2009), Zanon e Pedrosa (2014) e Mello (2014). A metodologia de pesquisa utilizada foi do tipo qualitativa e foram utilizados como instrumentos para coleta de dados a aplicação de questionários e entrevistas semiestruturadas. Os resultados da pesquisa revelaram que a escola desenvolve um conjunto de programas/projetos de forma articulada e integrada na rotina de trabalho pedagógico. Mostraram também que tanto o desenvolvimento das ações da escola através de uma pedagogia de projetos quanto a articulação e integração, fortalecida pelo acompanhamento, monitoramento e suporte dado aos professores pelos gestores escolares são fatores que podem ser associados ao desempenho da escola no SPAECE e ENEM. Porém, os bons resultados da escola advêm de uma forte cultura da avaliação implantada e consolidada na escola. Isso tem levado a escola a priorizar o uso das matrizes de referência das avaliações externas em detrimento da matriz curricular do estado, o que permite concluir que os resultados nas avaliações externas a partir da gestão de programas/projetos não indicam por si só fator de sucesso. Entretanto, a pesquisa identificou práticas na gestão de programas/projetos na escola que combinados com uma discussão teórica serve de ponto de partida para a formação de gestores escolares. A partir das práticas da gestão e da discussão teórica, foi elaborado um Plano de Ação Educacional no Capítulo 3. Esse Plano propõe a formação de gestores escolares da CREDE 16 como estratégia para a melhoria da gestão em outras escolas da rede estadual. Espera-se com essa a melhoria da gestão e dos processos de ensino-aprendizagem dos estudantes com repercussão nos resultados das avaliações externas.
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A IMPORTÂNCIA DAS CULTURAS DE MILHO E FEIJÃO PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE ASSENTAMENTOS DE REFORMA AGRÁRIA ATENDIDOS PELO PROJETO LUMIAR - PARANÁ

A IMPORTÂNCIA DAS CULTURAS DE MILHO E FEIJÃO PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE ASSENTAMENTOS DE REFORMA AGRÁRIA ATENDIDOS PELO PROJETO LUMIAR - PARANÁ

Considerando as características camponesas do assentado, as Equipes Locais do Lumiar, com destaque para a Equipe Sul do Paraná, passaram a estimular o desenvolvimento de atividades voltadas para o autoconsumo, destacando aquelas destinadas à alimentação das famílias. Em relatório de atividades a equipe relata: “ Essa equipe de trabalho procurou atuar, de modo a incentivar a agricultura de subsistência, buscando valorizar a produção voltada para o consumo da família, como a criação de animais para produção de ovos, carne, banha, leite e queijo; produção de frutas e verduras. Este trabalho foi bastante gratificante, pois o resultado aparece em curto prazo, e é necessário pouco ou nenhum investimento de acordo com a fase de estruturação do assentamento, apenas discussões e incentivo às famílias para que estas possam produzir boa parte de seu alimento no lote” (COTRARA-Equipe Local/ Região Sul, 1999, p.2).
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Capital social e turismo rural em uma associação do norte do Rio Grande do Sul: um estudo da Rota das Salamarias

Capital social e turismo rural em uma associação do norte do Rio Grande do Sul: um estudo da Rota das Salamarias

O desenvolvimento do turismo rural por meio de associações pode ser uma estratégia na busca pela satisfação das demandas sociais locais frente às políticas pú- blicas e a um cenário de competitividade que requer produtos/serviços e estratégias compatíveis com esses novos padrões (ROQUE; VIVAN, 1999; TEIXEIRA; SOU- ZA; ROBE, 2012). Pode-se citar aqui exemplos já estudados e publicados de associa- ções da Serra Gaúcha, como, por exemplo, a Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale) e a Associação dos Vitivinicultores de Monte Belo do Sul (Aprobelo), em que o resultado das pesquisas indicou que o capital social facilita a cooperação e melhora a eficiência (FACCIN; GENARI; MACKE, 2013).
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local e capital social: uma leitura sobre os núcleos e arranjos produtivos do Estado do Ceará

local e capital social: uma leitura sobre os núcleos e arranjos produtivos do Estado do Ceará

Ainda para o referido autor, quanto maior é o acumulo do capital social no interior do núcleo produtivo maior é o grau de articulação político-institucional com o mundo exterior ao núcleo e mais intensa é a introdução de inovações, facilitando o aumento da competitividade. Uma firma que participa das redes de cooperação de um NPL tem maiores chances de se desenvolver e obter sucesso, pois se beneficia das sinergias e externalidades geradas pela aglomeração que uma firma produzindo individualmente não conseguiria. No entanto, somente um aglomerado de firmas, por si só, não garante as condições para seu desenvolvimento. Os pequenos empresários devem desenvolver uma cultura de confiança e ter boa vontade em cooperar, caso contrário, eles estarão fadados ao insucesso.
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Sistemas produtivos locais solidários como estratégia de inserção da PEA rural na economia como sujeito da sua historia: estudo de caso no município de QuixadáCE

Sistemas produtivos locais solidários como estratégia de inserção da PEA rural na economia como sujeito da sua historia: estudo de caso no município de QuixadáCE

características típicas para um sistema produtivo local, embora de difícil mensuração, conforme apontado por Suzigan (2001): i) composição e grau de interação da cadeia produtiva; ii) grau de especialização produtiva geral e dos vários segmentos; iii) interação dos pequenos produtores rurais com agentes de transportes, distribuição, exportação e serviços especializados; iv) interação com instituições especializadas de pesquisa tecnológica; interação com outras instituições locais (associações empresariais, sindicatos, cooperativas de trabalho, órgãos públicos, agências de desenvolvimento local); v) formas de cooperação entre os produtores locais (pesquisa e desenvolvimento, marketing, informações sobre os mercados, fixação da marca local); vi) existência de lideranças (políticas, empresariais) locais capazes de induzir ou fortalecer as formas de ações conjuntas dos produtores e instituições locais e o apoio do setor público; vii) existência de algum tipo de identidade sócio-político-cultural que fortaleça a confiança entre as empresas locais; viii) capacitação tecnológica dos pequenos produtores nos processos produtivos dos vários segmentos; ix) qualidade no processo de produção ao longo da cadeia produtiva e nos produtos; x) qualificação da mão-de-obra local e programas de treinamento orientados para as necessidades locais.
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