Top PDF Produtivismo acadêmico, publicação em periódicos e qualidade das pesquisas.

Produtivismo acadêmico, publicação em periódicos e qualidade das pesquisas.

Produtivismo acadêmico, publicação em periódicos e qualidade das pesquisas.

conhecimento científico. A contrapartida dos artigos são as revistas que os acolhem, portadoras de identidades institucionais, de linhas edito- riais, de prestígio e classificações. A publicação de perfil científico te- ria sido inaugurada em 1665, com o Journal des Sçavans, na França, e as Philosophical Transactions, na Inglaterra. Desde então, imbricados com a produção do conhecimento, sempre estiveram envolvidos outros in- teresses. No primeiro caso, havia injunções políticas, considerando a iniciativa de Colbert, ministro de Luís XIV, de atribuir a Denis de Sallo (sucedido pelo abade Gallois), a tarefa de, periodicamente, resenhar obras recém-publicadas (FEBVRE; MARTIN, 1992; SOLL, 2009). No segun- do caso, existiam interesses pecuniários, já que Oldenburg, secretário da Royal Society, deteve os direitos editoriais da publicação (SPINAK; PACKER, 2015; BANKS, 2009). Outros periódicos se sucederam, como as holandesas Nouvelles de la République des Lettres, em 1864, a Bibliothèque Universelle et Historique, em 1686, e a Histoire des ouvrages de Sçavans, em 1867; ou o jesuíta Journal de Trévoux, em 1712. Ao produzir informação sistematizada sobre os novos lançamentos para um público com alto potencial consumidor, esse gênero de publicação mostrava-se relevante para o interesse das editoras e o desenvolvimento do mercado editorial, constituindo um avanço em relação aos catálogos de livros que eram distribuídos nas tradicionais feiras (FEBVRE; MARTIN, 1992, p. 339-340). A principal herança dessas primeiras iniciativas terá sido então a seção de resenhas, consagrada nas revistas científicas de todas as áreas.
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ANÁLISE EPISTEMOLÓGICA DAS PESQUISAS EM CONTABILIDADE PUBLICADAS EM PERIÓDICOS NACIONAIS

ANÁLISE EPISTEMOLÓGICA DAS PESQUISAS EM CONTABILIDADE PUBLICADAS EM PERIÓDICOS NACIONAIS

Arraigado ao crescimento quantitativo dos programas de pós-graduação no Brasil, observa-se, também, uma expansão dos veículos de publicação permanente. Com base em dados do Qualis Periódicos para a área de Administração, Turismo e Contabilidade, é possível constatar o surgimento de novos periódicos e sua evolução, em termos de qualidade, com base nos critérios estabelecidos pela CAPES. Na última avaliação desse órgão, realizada em 2010 para divulgação da lista referente ao trimestre 2007-2009, constatou-se um aumento de 878 para 1.541 periódicos na base da CAPES, o que representa um percentual de acréscimo de 75%, sendo esse fato decorrente, principalmente, do aumento da produção dos pesquisadores nessa área. A avaliação citada rediscutiu, ainda, as características necessárias para os periódicos serem classificados em cada estrato (CAPES, 2012b).
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CÃO QUE LATTES NÃO MORDE? EFEITOS DO PRODUTIVISMO ACADÊMICO NA CONSTRUÇÃO DA AUTORIA

CÃO QUE LATTES NÃO MORDE? EFEITOS DO PRODUTIVISMO ACADÊMICO NA CONSTRUÇÃO DA AUTORIA

Nesse sentido, convém destacar que tem recrudescido, nos últimos anos, praticamente em todas as áreas do conhecimento, uma política de produtividade acadêmica, baseada de modo vigoroso na quantidade, de modo a resultar num processo exorbitante de difusão e apropriação do conhecimento científico. Houve, nesse contexto, um aumento exponencial no número de periódicos e, por corolário, de artigos publicados. Como ressaltam Castiel, Sanz-Valero e Vasconcellos-Silva (2011, p. 140), “[...] em geral, convive-se com a impressão de haver se tornado bem menos atribulado produzir projetos e, caso se obtenha financiamento, realizar pesquisas”. Todavia, os efeitos colaterais dessa política já podem ser sentidos, se levarmos em consideração a qualidade duvidosa de algumas publicações, os textos duplicados, a irrupção do chamado autoplágio (ZOPPI-FONTANA, 2013), além dos vários casos de plágio, motivados, dentre vários fatores, pela urgência em publicar, num quadro cuja máxima é “publique ou pereça!”.
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PESQUISA EM CONTABILIDADE NO BRASIL: Estudo bibliométrico de três periódicos

PESQUISA EM CONTABILIDADE NO BRASIL: Estudo bibliométrico de três periódicos

Foi encontrado que nos três periódicos há alguma inconsistência nos escopos, com relação às áreas que a revista aceitará dos artigos para a publicação. Ocorre que algumas áreas são apresentadas nos escopos, mas não há nenhum artigo publicado nessas áreas. Ocorreu também o inverso, a área não era apresentada no escopo, mas havia artigos publicados nessa área. Seria interessante para as revistas reavaliarem o seu escopo para evitarem problemas parecidos. Todos os três periódicos apresentaram pontos interessantes como, por exemplo, na Ambiente, onde grande parte dos autores são graduandos. Isso estimula a produção cientifica desde o começo da graduação, mas é importante que essas pesquisas tenham uma boa qualidade. Temas mais atuais ligados a Contabilidade Internacional, seria de extrema importância para todos os periódicos por ser um tema atual, colocaria ainda a contabilidade brasileira em cenário internacional.
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Open (Des)caminhos da pósgraduação brasileira: o produtivismo acadêmico e seus efeitos nos professores pesquisadores

Open (Des)caminhos da pósgraduação brasileira: o produtivismo acadêmico e seus efeitos nos professores pesquisadores

O que me chama atenção no texto da apreciação é principalmente a utilização do termo “produto qualificado” (BRASIL, 2010e, p. 3) para indicar as publicações qualisadas. Uma vez que não há avaliação da qualidade das publicações, não há como chamá las de “qualificadas”. Emprego o termo ”qualisadas”, pois o Qualis é o parâmetro aplicado para determinar a qualidade dos trabalhos e não a análise do seu conteúdo. Por exemplo, presume se que uma publicação A1 tenha alta relevância e uma publicação B5 menor relevância ou qualidade. Há controvérsias em relação a esta suposição, pois nem sempre as melhores pesquisas estão nas melhores revistas. O acesso a alguns periódicos é tão restrito que depende muito mais das relações profissionais estabelecidas e do renome do programa e dos pesquisadores do que da contribuição da pesquisa para a área ou do significado da produção em si. E os pesquisadores que não pertencem a estes núcleos, já bastante desestimulados por essas políticas produtivistas, ou acabam entrando em uma vasta e criteriosa lista de espera ou encaminham seus estudos para outras revistas não tão bem ranqueadas, mas mais acessíveis e com retorno mais rápido, para assim pontuarem seus Currículos
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O produtivismo acadêmico e seus impactos na pós-graduação stricto sensu: uma ameaça à solidariedade entre pares?.

O produtivismo acadêmico e seus impactos na pós-graduação stricto sensu: uma ameaça à solidariedade entre pares?.

Para Mattos (2008), autores de alta produtividade acreditam que quanto mais publicações com seu nome, maior a chance de conseguirem a autoqualificação, o prestígio e os benefícios tão almejados pelas IES. Mas eles não deixam de ter razão. Assim, eles continuam contribuindo com o ciclo anômalo que mantém o fenômeno produtivista pela caracterização do conhecimento científico (GODOI e XAVIER, 2012). Essa supervalorização da produtividade acadêmica, por sua vez, tem gerado descaso com a qualidade, ou rigor, do que se produz (FREITAS, 2011; MASCARENHAS, ZAMBALDI e MORAES, 2011), além de estresses e sofrimentos (LUIZ, 2006). No entanto, entre publicar ou perecer, alguns pesquisadores têm optado pela segunda alternativa (PATRUS e LIMA, 2012), renunciando ao trabalho em programas de pós-graduação. Constata-se a multiplicação de textos oriundos de uma única investigação, a publicação de palestras transcritas e rapidamente revisadas, o abuso das coautorias, assim como a fronteira tênue entre autoria e falsa autoria, visando o aumento da produtividade (ALCADIPANI, 2011; KUENZER e MORAIS, 2005; MACHADO, 2007). Isso se refletiria na realização de eventos com centenas de exposições de trabalhos ditos científicos para auditórios vazios ou quase, o que não propicia nem seu debate nem sua efetiva divulgação, comprometendo a produção do conhecimento necessário ao desenvolvimento e soberania do país (SGUISSARDI, 2010; SPINK e ALVES, 2011). Desse modo, a corrida para “engordar o Lattes” e a luta desesperada por manter a sua inserção instalariam um verdadeiro “vale tudo”, que manteria os pesquisadores produtivos, mas não raros, competitivos (FREITAS, 2011). Esse modus vivendi assumiria a característica de certo nomadismo, uma movimentação exacerbada que, ao mesmo tempo em que amplia horizontes e universaliza as concepções, tornaria dispersa a existência do pesquisador e praticamente impediria a compenetração necessária ao estudo e à reflexão aprofundada. Isso, de alguma forma, tornaria inócua boa parte de suas pesquisas, esgotando a sua finalidade nesse cômputo estatístico, terminando o ciclo das descobertas sem que elas incidam no campo social ou gerem algum benefício significativo (MACHADO, 2007).
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BITCOIN: UMA ANÁLISE DAS PESQUISAS DE CONTABILIDADE E FINANÇAS PUBLICADAS EM PERIÓDICOS

BITCOIN: UMA ANÁLISE DAS PESQUISAS DE CONTABILIDADE E FINANÇAS PUBLICADAS EM PERIÓDICOS

Neste estudo contou-se com a palavra- chave “bitcoin”, que também foi utilizada como tópico, filtrando os artigos revisados por pares, uma vez que a revisão de artigos já publicados assegura a qualidade da pesquisa, segundo Kuramoto (2006). Vale a pena ressaltar que a investigação considera somente os artigos que possuem como tema central o bitcoin, classificando os mesmos de acordo com as características dadas pelos seus próprios autores, por meio da técnica de análise de conteúdo. Os artigos foram estruturados no Microsoft Excel, classificados através dos seguintes parâmetros: ano da publicação, metodologias apresentadas, número de docentes e discentes por artigo e tipo de abordagem acerca do bitcoin.
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Desenvolvimento de coleções de fontes de informação eletrônica em bibliotecas universárias

Desenvolvimento de coleções de fontes de informação eletrônica em bibliotecas universárias

Além da missão de propagar os resultados de pesquisas e relatos das experiências, os periódicos têm muitas outras, como: preservar o conhecimento, garantindo a possibilidade de futuros acessos e manter o padrão de qualidade dos artigos. Os periódicos que se prezam e buscam melhor nível das suas publicações possuem uma comissão, comitê ou conselho editorial, formado por especialistas que irão apreciar os artigos submetidos à publicação e verificar se estes estão enquadrados nas normas ou requisitos por eles estabelecidos. Sob a existência dessa comissão, Vergueiro (1995) ressalta ser um indicador relevante, pois confirma que a publicação trabalha com o critério de autoridade, além de ser uma garantia de qualidade internacional. Os membros da comissão devem ser autoridades científicas confiáveis, além de cederem sua reputação para o periódico.
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Ética na publicação de pesquisas sobre leishmaniose visceral humana em periódicos nacionais.

Ética na publicação de pesquisas sobre leishmaniose visceral humana em periódicos nacionais.

No Brasil, almeja-se o crescimento de publicações científi cas sobre doenças negligenciadas, como a LVH, e isso deve-se, provavelmente, ao estímulo por parte das instituições de pesquisa e dos órgãos de fomento gover- namentais, aliado à crescente qualidade dos periódicos nacionais. Os periódicos Cadernos de Saúde Pública, Memórias do Instituto Oswaldo Cruz e RSBMT destacam-se como meios de divulgação científi ca e são responsáveis pelo maior número das publicações em LVH no Brasil nos últimos anos (Tabela 2). Contudo, a quantidade nem sempre está aliada à qualidade. A qualidade da produção científi ca envolve elementos, como: a) fator de impacto do periódico em que os trabalhos são publicados; b) medidas de centralidade do fator de impacto da área, para fi ns de comparação; e c) vida média (cited half-life) do veículo de comunicação. Nesse caso, a quantidade de artigos pode não garantir que sejam de boa qualidade técnico-científi ca ou que sejam de relevância inquestionável.
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Comentários sobre avaliação, pressão por publicação, produtivismo acadêmico e ética científica.

Comentários sobre avaliação, pressão por publicação, produtivismo acadêmico e ética científica.

atualmente, há evidências e indícios de que a  publicização  tem concorrido com a publicação. é consenso que os resultados das pesquisas têm de ser tornados públicos. mas, se a questão é dar o maior acesso possível, poder-se-ia fazê-lo em um site ou meio impresso de grande circulação, através de uma linguagem que incluísse os não cientistas. aliás, este é um tipo de preocupação recentemente partilhado pelo Cnpq. mas são os periódicos espe- cializados o meio mais prestigiado. em parte, há a crença de que o sistema utilizado, especialmente a revisão por pares, garante a cientificidade/qualidade do produto, o que vem sendo contestado (botomé, 2011). não obstante os problemas referentes à legitimi- dade e probidade do processo, a linguagem utilizada, entre outros fatores, tornam os meios de publicização relativamente ineficien- tes, caso se considere a democratização da ciência. aduzindo o questionamento de João Jardim (2011), cumpre saber o que se pretende difundir pelos artigos, até porque pode ser apenas o nome do autor, da instituição, do periódico.
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Produtivismo acadêmico e decorrências às condições de vida/trabalho de pesquisadores brasileiros e europeus.

Produtivismo acadêmico e decorrências às condições de vida/trabalho de pesquisadores brasileiros e europeus.

Enfim, com base em nossas pesquisas e nas diferentes reflexões sobre o ensino superior, em especial a pós-graduação e a pesquisa no Brasil, bem como nas discussões que começam a ganhar cada vez mais espaço nos eventos científicos, podemos afirmar que a PG está marcada pela “atenção imediata ao imediato” (BOURDIEU, 1984), que isola o momento crítico e acentua a diferenciação, quando se deveria estar lutando para “escapar à alternativa da ‘ciência pura’, totalmente livre de qualquer necessidade social, e da ‘ciência escrava’, sujeita a todas as demandas político-econômicas” (BOURDIEU, 2004, p. 21); quando se deveria estar reforçando um movimento de organização e de adensamento das estratégias de resistência a essa forma de fazer pesquisa e de produzir ciência, cujos resultados conspiram contra a qualidade, seja do conhecimento produzido, seja da vida/trabalho dos envolvidos com a PG. Mas poderíamos ir mais longe, perguntando se se trata da promoção de um “modo de regulação institucional assegurada por um ‘Estado avaliador’” (POUPEAU, 2003), que reduz as reformas, necessárias tanto à escola quanto à pesquisa, aos critérios da eficácia, da competitividade, das competências; uma lógica que responde unicamente a demandas individuais de educação coerentes com uma cultura de mercado.
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Publicação em periódicos científicos: ética, qualidade e avaliação da pesquisa.

Publicação em periódicos científicos: ética, qualidade e avaliação da pesquisa.

Ora, as grandes obras e teorias não são produtos isolados, que teriam frutificado de um afastamento dos gênios da vida social, do am- biente e do debate acadêmico. Se Marx trabalhou durante quarenta anos para escrever seu principal trabalho, ao longo desse tempo escreveu muitas outras coisas, tanto no campo filosófico e científico como no campo da política, com seus artigos na Gazeta Renana. Tudo isso foi o fermento para a sua “obra principal”. Einstein não teria sido produtivo e, de acordo com as regras atuais, estaria condenado a permanecer no anonimato? Uma simples consulta ao Einstein Papers Project permite con- ferir, no 11º volume dos Collected Papers de Albert Einstein, 46 páginas referenciando a bibliografia científica publicada, especialmente artigos em periódicos, apenas entre 1901 e 1921 (KOX et al., 2009, p. 45-91). Muitos outros intelectuais e cientistas do passado, em todas as áreas do conhecimento, dentro e fora do Brasil, também possuem extensa pro- dução bibliográfica.
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EDUCAÇÃO FÍSICA: POR UMA POLÍTICA DE PUBLICAÇÃO VISANDO À QUALIDADE DOS PERIÓDICOS

EDUCAÇÃO FÍSICA: POR UMA POLÍTICA DE PUBLICAÇÃO VISANDO À QUALIDADE DOS PERIÓDICOS

Se o CBCE deseja mudar essa situação e trazer o sistema de pós-graduação para o seu interior, iniciativas pontuais não acompanhadas de uma transformação radical de sua política, por mais sedutoras e simpáticas que possam parecer, terão poucas chances de produzir resultados concretos. De fato, o CBCE tem encontra- do enormes dificuldades para libertar-se da política de triagem, patrulha e censura ideológicas, apesar de alguns esforços nesse sentido nas últimas gestões. Não é para menos que, diante desse panorama, a comunidade de pesquisadores começa a pensar em alternativas, por exemplo, a criação de uma Associação Nacional de Pós-Graduação em Educação Física (Anpef). Pode ser uma alternativa interessante, mas, para tanto, é preciso uma vontade coletiva apoiada no consenso da área, exatamente aquilo que se constitui o elemento mais caro e o mais difícil de ser obtido, em razão da influência de fatores como vaidade, interesse, imaturidade e assim por diante, como foi anteriormente mencionado. Caso essa associação ou uma outra entidade correspondente venha a ser criada, é fundamental que seja para fins acadêmico-científicos e não políticos, para que a história não seja repetida. Em suma, a conclusão é de que o problema maior não está nos periódicos, mas sim nas pessoas.
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Ladrilhamentos e Educação Matemática

Ladrilhamentos e Educação Matemática

BoEM, Joinville, v. 6, n. 10, p. 123-144, ago 2018 BoEM 130 Nesta perspectiva, produção de significados é tudo o que uma pessoa pode e efetivamente diz de algo em uma atividade ou situação(LINS, 1999, 2012). Não se trata de tudo o que uma pessoa pode dizer sobre o produto educacional, mas o que ela diz no momento em que ela se depara com ele para realizar a atividade que propomos ou que podem ser criadas a partir dele. Se há produção de significados por parte das pessoas que se deparam com o produto, há, também, a nossa produção de significados para ele, que envolveu desde as nossas pesquisas, análises e escolhas até o produto finalizado. É sobre isto que falaremos nesta seção.
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A comunicação científica e a bioética brasileira : uma análise dos periódicos científicos brasileiros

A comunicação científica e a bioética brasileira : uma análise dos periódicos científicos brasileiros

No Brasil, a primeira geração da bioética brasileira era composta por médicos sem qualquer formação básica no campo, mas que conduziam seus estudos e pesquisas como consequência imediata da maturidade do exercício de suas profissões médicas e práticas biomédicas. Posteriormente, o movimento de academicização da bioética brasileira foi realizado por intermédio dos teólogos, tendo sido estes os responsáveis pelos primeiros programas de pós-graduação e mestrado do campo no país (DINIZ, 2008b, 2002). No entanto, a década de 2000 tem sido marcada pela consolidação da bioética como um novo campo do conhecimento, inclusive no que diz respeito à criação de um senso de organização entre a comunidade científica. Contribuíram para isso não apenas a inauguração de novos cursos de mestrado e doutorado em instituições de ensino superior laicas, mas também a formação e especialização dos primeiros pesquisadores profissionais, além da incursão da integração da bioética com outros campos, tais como as ciências sociais e humanidades, sobretudo a filosofia, antropologia e sociologia.
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Publicação e avaliação de periódicos científicos: paradoxos da avaliação qualis de psicologia.

Publicação e avaliação de periódicos científicos: paradoxos da avaliação qualis de psicologia.

A dinâmica provocada pelos resultados das avaliações implica o aumento do hiato entre as revistas consideradas muito boas e aquelas nem tanto. Os periódicos científicos classificados como Nacional A, por exemplo, tornam-se bem-vistos pela comunidade científica e passam a receber artigos de pesquisadores renomados da área, elevando ainda mais o padrão de qualidade dessa revista. Esse efeito pode ser percebido, também, a partir do relatório dos programas de pós-graduação, que, a despeito do aumento crescente da quantidade de revistas cientificas da área, têm apresentado as produções dos docentes e discentes cada vez mais concentradas em algumas revistas (daí o decréscimo na quantidade de títulos avaliados pela Comissão CAPES/ANPEPP nas últimas avaliações).
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Publicação e avaliação de periódicos científicos: paradoxos da classificação Qualis em Psicologia

Publicação e avaliação de periódicos científicos: paradoxos da classificação Qualis em Psicologia

A terceira categoria de respondentes, os membros da Comissão de Avaliação, respondeu em sintonia e apresentou, basicamente, o mesmo posicionamento: a maioria dos pesquisadores foi categórica ao afirmar que a avaliação da Qualis atende, sim, aos objetivos aos quais se propõe, que é de avaliação qualificada da produção do pesquisador e consiste em uma ferramenta eficiente para autores e leitores, além de auxiliar editores a melhorarem seus trabalhos. Entretanto, assim como alguns editores também apontaram, foi unânime que se trata de um processo que precisa atualizar-se constantemente, que deve estar sempre em aperfeiçoamento para atender as novas exigências do quadro editorial, como exemplificado por Com5: “é visível o impacto da avaliação no sentido da melhoria da qualidade dos periódicos no que diz respeito aos cuidados formais. No entanto, na última avaliação discutimos como os critérios utilizados já não estão servindo para uma discriminação mais refinada entre os periódicos”.
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Psicol. cienc. prof.  vol.26 número4

Psicol. cienc. prof. vol.26 número4

Em 1976, veio para o Brasil a fim de trabalhar como professor visitante no Departamento de Psicologia da UnB. Na Universidade, foi um dos idealizadores da Unidade Especial de Ensino e Pesquisa (UEEP), que funcionou como uma clínica-escola e ofereceu à população um verdadeiro serviço público de orientação, de acolhimento e de atendimento a drogaditos e suas famílias. A esse trabalho clínico, de qualidade excepcional, ele acrescentava rapidamente um trabalho de prevenção e de pesquisa.

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Efeitos da qualidade da pesquisa acadêmica sobre a distância geográfica das interações universidade-empresa.

Efeitos da qualidade da pesquisa acadêmica sobre a distância geográfica das interações universidade-empresa.

Em grande parte, isso pode ser explicado pelo fato de que, muitas vezes, as empresas procuram a universidade para resolver problemas mais simples e ligados a pequenas modificações incrementais nos seus produtos e processos. A esse respeito, Mansfield e Lee (1996) apontam que as universidades locais de segunda linha possuem uma importante vantagem relativa (ou mesmo absoluta) em relação às universidades líderes mundiais. Nessa mesma linha, Laursen et al. (2011) utilizam-se do conceito de capacidade de absorção para mos- trar que as empresas que possuem menores capacitações acumuladas tendem a interagir localmente. Assim, a análise empírica apresentada por Laursen et al. (2011) mostra que as empresas que realizam me- nores esforços de P&D tendem a interagir com universidades coloca- lizadas e, por outro lado, as firmas que despendem maiores volumes de recursos em P&D tendem a colaborar com universidades mais distantes. Outro trabalho que confirma essa hipótese é o de D’Este e Iammarino (2010) que, a partir de um recorte das áreas de conhe- cimento que interagem com a universidade, mostra que no caso dos departamentos de engenharia (em comparação com os de ciências básicas), é possível identificar uma correlação positiva e crescente en- tre a distância e a qualidade da pesquisa acadêmica - com a ressalva de que entre os departamentos com melhor desempenho acadêmico, a distância tende a se reduzir.
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NORMAS TÉCNICAS E PERIÓDICOS CIENTÍFICOS: CONCLUSÕES SOBRE PADRONIZAÇÃO NO ÂMBITO ACADÊMICO

NORMAS TÉCNICAS E PERIÓDICOS CIENTÍFICOS: CONCLUSÕES SOBRE PADRONIZAÇÃO NO ÂMBITO ACADÊMICO

Percebe-se a necessidade de criação e manutenção de periódicos pelas entidades de produção cientifica. No entanto, a manutenção desses periódicos também é avaliada por critérios da CAPES, o Qualis. Esse serve para estratificar os periódicos conforme sua indicação de qualidade, que pode variar de sem Qualis até A1. Sendo que o sem ele não tem peso quanto aos critérios de avaliação e o A1, recebe peso sete. Esse peso diferente determina a importância que essas publicações recebem, como: titulação de seus autores, organização de corpo editorial, qualidade de informação científica e proteção à propriedade intelectual (feito através das normas).
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