Top PDF Regulação emocional, bem-estar psicológico e bem-estar subjetivo.

Regulação emocional, bem-estar psicológico e bem-estar subjetivo.

Regulação emocional, bem-estar psicológico e bem-estar subjetivo.

Os resultados do modelo de mediação suportam parcialmente a hipótese H4, pois esta relação de media- ção não foi confirmada pelos efeitos indiretos do domínio do ambiente. Com isso, evidencia-se que a autonomia sozinha é capaz de mediar a relação entre os efeitos dos modos de regulação emocional e as dimensões de bem-estar subjetivo. A relação de mediação corrobora os estudos de Burns e Machin (2010), indicando que o bem-estar psicológico é uma via para se alcançar bons níveis de bem-estar subjetivo. Para Ryan e Deci, (2001), uma pessoa que autenticamente endossa suas ações, faz escolhas a partir de si mesmo e reflete seus verdadeiros interesses e valores, está agindo de forma autônoma. Dessa forma, ao se submeterem a situações em que emoções positivas e negativas estão presentes, as pessoas que apresentam maiores níveis de autono- mia, provavelmente, irão regular melhor estas emoções, quando o propósito é atingir metas de bem-estar subje- tivo mais elevado.
Mostrar mais

11 Ler mais

Auto-regulação emocional : qual a influência no bem-estar psicológico e satisfação com a vida na adolescência?

Auto-regulação emocional : qual a influência no bem-estar psicológico e satisfação com a vida na adolescência?

A presente investigação, numa amostra não clínica de adolescentes portugueses, tem como objectivos: (1) traduzir e adaptar para a Língua Portuguesa um instrumento de medida de estratégias de regulação emocional; (2) estudar as qualidades psicométricas das versões portuguesas de uma medida de bem-Estar psicológico e outra medida de satisfação com a vida; (3) estudar a relação entre as estratégias de regulação emocional e os níveis de bem-estar psicológico e satisfação com a vida; e (4) realizar três estudos desenvolvimentistas, através da análise das possíveis diferenças entre as variáveis Grupo Etário e Sexo na frequência de determinadas estratégias de regulação emocional, nos níveis de bem-estar psicológico e nos níveis de satisfação com a vida. Participaram no estudo 700 adolescentes com idades compreendidas entre os 10 e os 18 anos (333 do sexo feminino e 367 do sexo masculino). A recolha dos dados realizou-se mediante a aplicação de três questionários: a tradução do Emotion Regulation Questionnaire – Children and Adolescents (ERQ-CA), a Escala de bem-estar psicológico para adolescentes (EBEPA) e a Escala de satisfação com a vida (ESV). Os resultados dos estudos psicométricos realizados com os três instrumentos revelaram boas consistências internas. O presente estudo reúne evidências de que o uso de certas estratégias de regulação emocional se relaciona com diferentes níveis de bem-estar psicológico e satisfação com a vida. Os resultados apontam ainda para a existência de diferenças entre grupos etários quanto ao uso tendencial da reavaliação cognitiva como estratégia de regulação emocional; e diferenças entre grupos etários e sexo quanto aos níveis de bem-estar psicológico.
Mostrar mais

68 Ler mais

Influência da autoestima, da regulação emocional e do gênero no bem-estar subjetivo e psicológico de adolescentes.

Influência da autoestima, da regulação emocional e do gênero no bem-estar subjetivo e psicológico de adolescentes.

Introdução: A literatura científica tem evidenciado que a autoestima e a capacidade de regulação emocional estão presentes em vários quadros psicopatoló- gicos, contudo a influência dessas variáveis no bem-estar tem sido pouco estudada teórica e empiricamente. Objetivos: Pretende-se analisar a relação dessas variáveis com o bem-estar subjetivo (satisfação com a vida) e com o bem-estar psicológico (felicidade e significado). Pretende-se, ainda, verificar a capacidade de predição do gênero, da autoestima e das estratégias de regulação emocional (supressão emocional e reavaliação cognitiva) nos diferentes componentes do bem-estar. Método: Participaram do estudo 216 adolescentes de uma população normativa de ambos os sexos. Foram administrados, a todos os participantes, quatro instrumentos para avaliar a autoestima, a capacidade de regulação emocional, o bem-estar subjetivo e psicológico. Resultados: A supressão emocional correlacionou-se negativamente com todas as medidas de bem-estar, enquanto a reavaliação cognitiva evidenciou correlação positiva mais significativa com os níveis de felicidade. A autoestima revelou correlação positiva forte com a satisfação com a vida e maior capacidade de predição do bem-estar do que as estra- tégias de regulação emocional. Conclusão: A autoestima revela ser uma variável importante na promoção do bem-estar dos adolescentes, assumindo-se como elemento fundamental numa intervenção clínica positiva e preventiva.
Mostrar mais

5 Ler mais

Correlatos de personalidade das dimensões do bem-estar : relação dos cinco fatores de personalidade com o bem-estar subjetivo e o bem-estar psicológico

Correlatos de personalidade das dimensões do bem-estar : relação dos cinco fatores de personalidade com o bem-estar subjetivo e o bem-estar psicológico

Bem-Estar Subjetivo e Bem-Estar Psicológico. A identificação das relações entre estes constructos torna possível obter uma compreensão mais pormenorizada das razões que estão na origem do Bem-Estar de um indivíduo, bem como das condições que permitem a sua manutenção. Os resultados obtidos apontam para associações significativas entre as dimensões dos vários constructos, o que indica que os dois conceitos de Bem-Estar se interrelacionam e são influenciados pelos domínios de Personalidade, originando diferentes perfis de Bem-Estar, de acordo com a natureza das associações encontradas. Mais especificamente, um dos perfis de Bem-Estar é caracterizado pelas dimensões de Conscienciosidade, Domínio do Meio, Objetivos na Vida, Afeto Positivo, Extroversão e Aceitação de Si; outro perfil é caracterizado pelas dimensões de Amabilidade, Relações Positivas com os Outros, Satisfação com a Vida e Aceitação de Si; um terceiro perfil inclui o Afeto Negativo, o Neuroticismo, a Autonomia, a Aceitação de Si e o Domínio do Meio; o último perfil caracteriza-se pela Abertura à Experiência e pelo Crescimento Pessoal. O entendimento destes fenómenos tenderá a ter uma importante relevância clínica pois poderá capacitar o psicoterapeuta a trabalhar, de um modo informado, sobre os fatores promotores de Bem-Estar.
Mostrar mais

74 Ler mais

Bases teóricas de bem-estar subjetivo, bem-estar psicológico e bem-estar no trabalho.

Bases teóricas de bem-estar subjetivo, bem-estar psicológico e bem-estar no trabalho.

Os estudos e debates acerca da identidade, dos componen- tes particulares e da interdependência entre os já tradicionais conceitos de bem-estar subjetivo e bem-estar psicológico, acrescidas das proposições apresentadas neste artigo sobre a concepção e os componentes de bem-estar no trabalho, são contribuições que consolidam os princípios da psicologia positiva. Entretanto, deve-se ressaltar que uma vasta lista de outros conceitos positivos permeiam a literatura psicossocial. Entre eles podem ser apontados os que giram ao redor de um eixo de características pessoais positivas como otimismo, esperança, auto-estima, inteligência emocional, valores pes- soais como auto-transcedência e abertura. Dos grupos, das instituições e da comunidade podem ser elencados fatores que, entre outros, acolhem, protegem e promovem o indiví- duo, tais como responsabilidade, suporte e justiça sociais. É nesse contexto que deverão despontar as virtudes cívicas dos cidadãos, que os defensores da psicologia positiva ressal- tam como atributos sociais a serem investigados. Assim, os debates acadêmicos sobre o complexo conceito de bem-estar contam hoje com uma base teórica já desenvolvida, mas o avanço dos estudos deveria entrelaçar, sempre que possível, outros conceitos psicossociais positivos para que se possa tecer uma rede integrada de conhecimentos com outras dis- ciplinas sociais, capaz de responder mais satisfatoriamente ao desafi o de se construir uma sociedade mais justa e soli- dária em que os indivíduos possam desfrutar de níveis mais elevados de bem-estar.
Mostrar mais

9 Ler mais

Bem-estar psicológico e inteligência emocional entre homens e mulheres na meia-idade e na velhice.

Bem-estar psicológico e inteligência emocional entre homens e mulheres na meia-idade e na velhice.

modelo composto por seis dimensões: autonomia (ter um self determinado e independente, capaz de realizar auto-avaliações com base em critérios pessoais e capaz de seguir as próprias opiniões); propósito de vida (ter objetivos na vida e senso de direção, administrando o passado e o presente, com metas significativas à vida); domínio do ambiente (ser capaz de administrar atividades complexas da vida, nos âmbitos profissional, familiar e pessoal); crescimento pessoal (ser capaz de manter continuamente o próprio processo de desenvolvimento, estar aberto às novas experiências, tendência à auto-realização, ao aperfeiçoamento e à realização das próprias potencialidades); auto- aceitação (ser capaz de aceitação de si e dos outros, com uma atitude positiva em relação a si mesmo e aos acontecimentos anteriores) e relações positivas com outros (manter relações de satisfação, de confiança e de afetividade com outras pessoas). O senso de bem-estar psicológico é determinado pela interação entre as oportunidades e as condições de vida, a maneira como as pessoas como organizam o conhecimento sobre si e sobre os outros e as formas como respondem às demandas pessoais e sociais. A consciência sobre a existência de um processo de constante deslocamento de metas em relação a objetivos mais elevados favorece o ajustamento e a maturidade individual (Keyes, Shmotkin & Ryff, 2002). Keyes e colaboradores realizaram estudo investigando os construtos de bem-estar subjetivo e bem-estar psicológico. Os autores acreditavam que os construtos são conceitualmente relacionados, mas empiricamente separados e que as combinações desses relatos de bem-estar subjetivo e bem-estar psicológico diferem conforme aspectos sociodemográficos e de personalidade. A amostra foi composta por 3032 participantes
Mostrar mais

8 Ler mais

Job crafting e bem-estar subjetivo no trabalho

Job crafting e bem-estar subjetivo no trabalho

Mas afinal o que é o bem-estar? A literatura aborda este conceito de duas maneiras distintas (e.g., Ryan & Deci, 2001;Deci & Ryan 2008). Primeiro, a abordagem hedónica, através do conceito de bem-estar subjetivo, Subjective Well-Being (SWB) (Diener, Suh, Lucas, & Smith, 1999; Diener, 2000). Aqui, o SWB é o termo científico atribuído à felicidade ou "boa vida", e pode ser dividido em dois outros componentes. O componente cognitivo refere-se à satisfação de um indivíduo com sua vida como um todo, enquanto o componente afetivo está relacionado com a presença de afeto positivo (PA) e à relativa ausência de afeto negativo (NA). A segunda abordagem ao bem-estar, eudaimonica, prioriza o bem-estar psicológico, e pode ser definida de forma ampla abrangendo os desafios existenciais da vida, no pleno funcionamento das potencialidades da pessoa, como a capacidade de pensar, usar o raciocínio e o bom senso (e.g., Slemp & Vella Brodrick, 2014).
Mostrar mais

51 Ler mais

Bem-estar psicológico e recursos de desenvolvimento:

Bem-estar psicológico e recursos de desenvolvimento:

2000, 7). A preocupação com a saúde mental e o funcionamento psicológico chama a atenção dos investigadores para a felicidade e o bem-estar (Fernandes, 2007) que, mostram vários estudos, não depende apenas do bem-estar material (Diener & Seligman, 2004). Dois modelos com origens filosóficas e teóricas distintas apresentam duas propostas diferentes do que pode ser uma vida boa (Ryan & Deci, 2001). O primeiro modelo, com maior presença na investigação, é o Bem-estar subjetivo (Freire, Zenhas, Tavares & Iglésias, 2013), ou hedonista, que enfatiza o prazer e a felicidade (Ryan & Deci, 2001), avaliados através de uma dimensão afetiva (emoções positivas e negativas) e uma dimensão cognitiva (satisfação com a vida a partir das aspirações e desejos pessoais) (Siqueira & Podovam, 2008).
Mostrar mais

21 Ler mais

Bem-estar subjetivo e funcionamento psicológico positivo ao longo dos primeiros anos do Ensino Superior

Bem-estar subjetivo e funcionamento psicológico positivo ao longo dos primeiros anos do Ensino Superior

No que diz respeito ao bem-estar psicológico, um dos focos principais da investigação encontra-se em conhecer os fatores que lhe estão associados, tendo em vista delinear estratégias e programas de intervenção específicos para esta população. Na generalidade, o otimismo apresenta-se como sendo o melhor preditor de bem-estar psicológico em universitários, sendo também evidenciado o papel do suporte social (família, amigos), nomeadamente no que concerne ao estresse e à somatização (ROSA-RODRÍGUEZ et al., 2015). Tem sido também suportada pela literatura a relação do bem-estar psicológico com variáveis académicas, como a média das classificações no curso, e com certos recursos dos indivíduos, como por exemplo a assertividade (VELÁSQUEZ et al., 2008). Além disso, os alunos que evitam comportamentos de risco para a sua saúde (e.g. abuso de álcool e drogas) e que optam por um estilo de vida mais saudável, apresentam melhores resultados em termos de bem-estar psicológico, sendo de destacar a relevância deste constructo para o sucesso académico e alcance de metas pessoais e profissionais (ROSA-RODRÍGUE; QUIÑONEZ-BERRIOS, 2012).
Mostrar mais

19 Ler mais

Autoestima, autocompaixão e bem-estar psicológico na adolescência

Autoestima, autocompaixão e bem-estar psicológico na adolescência

O domínio do bem-estar subjetivo tem, de facto, evoluído ao longo do tempo: passa de uma descrição de condições de vida e de acontecimentos externos vistos como preditores de felicidade, para uma tentativa de compreensão da felicidade e da satisfação com a vida a partir da forma como o sujeito interpreta e vive subjetivamente os acontecimentos – o que leva os investigadores a procurar os processos psicológicos envolvidos (Diener et al., 1999; Novo, 2003). Wilson (1967, citado por Diener et al., 1999) terá sido o primeiro autor a realizar uma revisão acerca do bem-estar subjetivo, dando origem às duas grandes primeiras abordagens teóricas ao estudo do mesmo: a abordagem bottom-up e a abordagem top-down. Na perspetiva bottom-up, é defendido que a satisfação imediata das necessidades produz felicidade, sendo que quanto maior a vivência de momentos felizes, maior o nível de bem-estar (Diener & Ryan, 2009). É ainda postulada a influência de circunstâncias de vida específicas nesse bem-estar (Novo, 2003), sugerindo-se a análise de características demográficas e que o somatório do bem- estar em domínios como o casamento, o trabalho e a família leva a um sentimento global de bem-estar subjetivo (Freire, Zenhas, Tavares, & Iglésias, 2013). Já na perspetiva top- down, é defendido que o grau de satisfação necessário para produzir felicidade depende da capacidade de adaptação ou do nível de aspiração do sujeito – influenciados, por exemplo, por experiências passadas e por valores pessoais (Galinha & Ribeiro, 2005) – e que existe uma predisposição interna do indivíduo para realizar interpretações e reagir de determinada forma às circunstâncias de vida, o que, em consequência, afeta o bem-estar (Diener & Ryan, 2009; Freire et al., 2013). Atualmente, considera-se um modelo integrativo que tem em consideração tanto as dimensões gerais da personalidade como as circunstâncias de vida, sendo a interação entre ambos que influencia o bem-estar subjetivo (Brief, Butcher, George, & Link, 1993). Mais especificamente, crê-se que são valores, crenças e objetivos pessoais, assim como tentativas de adaptação e dimensões ou traços da personalidade, que influenciam a perceção da realidade e medeiam os acontecimentos externos no que respeita à qualidade da experiência subjetiva (Novo, 2003).
Mostrar mais

110 Ler mais

Capital psicológico positivo como mediador: efeito do stress percebido no bem-estar subjetivo

Capital psicológico positivo como mediador: efeito do stress percebido no bem-estar subjetivo

A Psicologia Positiva (PP), segundo Seligman e Csikszentmihalyi (2000), é o estudo da força e da virtude, nutrir o que é melhor, trata-se de trabalho, educação, insight, amor e crescimento. As pessoas atualmente são vistas como indivíduos com capacidade de tomada de decisão, com escolhas, preferências e possibilidade de atingir o potencial máximo, eficaz ou em circunstâncias negativas, desamparados e sem esperança (Bandura, 1986; Seligman, 1992, citados por Seligman & Csikszentmihalyi, 2000). As ciências sociais e comportamentais (nomeadamente a Psicologia Positiva) podem desempenhar um papel extremamente importante mostrando quais as ações que levam ao bem-estar, aos indivíduos positivos e às comunidades prósperas. Ainda, podem ajudar na documentação dos tipos de famílias que resultam no florescimento das crianças, que configurações de trabalho apoiam na maior satisfação dos trabalhadores, quais as politicas que resultam no envolvimento cívico mais forte e como a vida das pessoas pode ser digna de ser vivida.
Mostrar mais

60 Ler mais

Amizade e bem-estar subjetivo.

Amizade e bem-estar subjetivo.

Nas diferenças de gênero na percepção da qualidade da amizade, as mulheres experimentam mais satisfação e sentimentos positivos com relação à melhor amizade do que os homens (Mendelson & Aboud, 2003; Souza & Hutz, 2007b). Um estudo com adultos-jovens gaúchos (média de 23 anos) não encontrou diferenças de gênero para sentimen- tos negativos (Souza & Hutz, 2007b). Para as funções da amizade, entendidas por Mendelson e Aboud (1999) como ajuda, autovalidação, aliança coniável, companheirismo estimulante, intimidade e segurança emocional, encontrou-se diferença apenas para homens que indicaram uma melhor amiga: para eles, essa amiga é capaz de melhor prover se- gurança emocional e autovalidação (Souza & Hutz, 2007b). Ainda assim, prevalecem amizades de mesmo sexo, tanto em estudos brasileiros (DeSousa & Cerqueira-Santos, 2012; Souza & Hutz, 2007b) como de outros países (Mendelson & Aboud, 1999). Estudos complementares com adultos bra- sileiros mostraram também que os homens não costumam dizer ao melhor amigo que ele tem esse status, bem como, sem distinção de gênero a origem da melhor amizade é a escola e o melhor amigo mora na mesma cidade do partici- pante (Souza & Hutz, 2008a).
Mostrar mais

8 Ler mais

A Influência da Satisfação Laboral no Bem-estar Subjetivo

A Influência da Satisfação Laboral no Bem-estar Subjetivo

Definido o conceito, podemos dizer que um indivíduo com bem-estar subjetivo elevado experimenta frequentes experiências emocionais positivas, rara experiência emocional negativa (depressão ou ansiedade) e satisfação não só com vários elementos da vida, mas com a vida como um todo (Albuquerque & Tróccoli, 2004). Diener, Scollon e Lucas (2003) tomam por base três razões principais ao ressaltarem que a frequência das emoções é mais importante que a intensidade. A primeira pressupõe que os processos que levam a emoções positivas possam também conduzir a emoções negativas, de modo que as emoções acabem por se anular. Assim, as pessoas que experimentam emoções positivas intensas tendem a experimentar emoções negativas intensas. O segundo argumento teórico postula que as experiências emocionais intensas são raras, o que pôde ser observado pelos autores ao analisarem as respostas em algumas amostras. A terceira razão é que as medidas de BES que se baseiam na frequência dos afetos tendem a apresentar melhores características psicométricas, já que a interpretação do significado das escalas de intensidade pode divergir entre os indivíduos.
Mostrar mais

127 Ler mais

O impacto da atividade profissional na Saúde e Bem-estar de Psicólogos: Um estudo exploratório

O impacto da atividade profissional na Saúde e Bem-estar de Psicólogos: Um estudo exploratório

No presente trabalho é feita uma breve abordagem ao bem-estar e saúde mental dos psicólogos, e como estas são afetadas pelas especificidades do trabalho que realizam. Esta dissertação encontra-se dividida em duas partes essenciais ao desenvolvimento deste estudo empírico, sendo que a primeira diz respeito ao bem-estar e saúde mental e, à saúde mental, bem-estar e trabalho. A parte inicial do trabalho faz referência aos diferentes tipos de bem-estar (Hedónico - Emocional e/ou Subjetivo; Eudaimónico – Psicológico; Social) bem como às Características do Trabalho; o Bem-estar, Prazer e Satisfação no Trabalho e os Aspetos Específicos da Atividade Profissional dos Psicólogos. Na segunda parte do trabalho temos o estudo empírico que engloba objetivos, metodologia, participantes, instrumentos, procedimentos e resultados e discussão dos mesmos referentes a um inquérito feito a profissionais das diferentes áreas da psicologia.
Mostrar mais

81 Ler mais

Bem-estar subjetivo de adolescentes transplantados de órgãos

Bem-estar subjetivo de adolescentes transplantados de órgãos

Intervenções psicológicas que ajudem o adolescente a lidar com a mudança no seu corpo e seu sofrimento relacionado à doença e trans- plante são necessárias. Isso lhes ajudará a aceitar sua condição e suas limitações de saúde, facili- tando a compreensão sobre o impacto emocional e as conseqüências do transplante de órgãos para suas vidas e ajudá-los a ter expectativas realistas sobre seu futuro. A adolescência, que é uma fase de questionamentos sobre a identidade dos jovens, pode ficar problemática para os pacientes transplantados que levam dentro de si um órgão que não é seu. Esses aspectos precisam ser trabalhados no atendimento clínico para que possam ser felizes aceitando sua condição e limitações. Além disso, a redução no tempo em lista de espera para transplante melhoraria sem dúvida o sofrimento e, como observamos nesse estudo, diminuiria os estados de ânimo negativos desses adolescentes transplantados a longo prazo.
Mostrar mais

10 Ler mais

Desenvolvimento de uma escala de bem-estar subjetivo.

Desenvolvimento de uma escala de bem-estar subjetivo.

BES฀é฀o฀estudo฀científico฀da฀felicidade:฀o฀que฀a฀causa,฀o฀ que฀a฀destrói฀e฀quem฀a฀tem.฀A฀palavra฀“felicidade”฀expressa฀ os฀componentes฀afetivos฀do฀BES.฀Alguns฀conceitos฀são฀em- pregados,฀no฀senso฀comum,฀como฀sinônimos฀de฀felicidade฀e฀ bem-estar.฀Qualidade฀de฀vida,฀por฀exemplo,฀é฀muitas฀vezes฀ compreendida฀desta฀forma.฀Na฀literatura฀médica,฀entretanto,฀ o฀termo฀qualidade฀de฀vida฀parece฀não฀ter฀um฀único฀signifi- cado฀(Gill฀&฀Feinstein,฀1994).฀Expressões฀como฀“condições฀ de฀ saúde”,฀ “funcionamento฀ social”฀ e฀ “qualidade฀ de฀ vida”฀ têm฀sido฀usadas฀como฀sinônimos฀e฀a฀própria฀definição฀de฀ qualidade฀ de฀ vida฀ não฀ consta฀ na฀ maioria฀ dos฀ artigos฀ que฀ utilizam฀ou฀propõem฀instrumentos฀para฀sua฀avaliação฀(Gill฀ &฀Feinstein,฀1994).฀Qualidade฀de฀vida฀pode฀relacionar-se฀ com฀saúde฀e฀estado฀subjetivo฀de฀saúde,฀considerados฀como฀ conceitos฀afins,฀centrados฀na฀avaliação฀subjetiva฀do฀paciente,฀ mas฀necessariamente฀ligados฀ao฀impacto฀do฀estado฀de฀saúde฀ sobre฀a฀capacidade฀do฀indivíduo฀viver฀plenamente.฀De฀acordo฀ com฀a฀conceituação฀de฀Gill฀e฀Feinstein฀(1994),฀qualidade฀de฀ vida฀não฀inclui฀somente฀fatores฀relacionados฀à฀saúde,฀tais฀ como฀bem-estar฀físico,฀funcional,฀emocional฀e฀mental,฀mas฀ também฀elementos฀não฀relacionados฀à฀saúde฀como฀trabalho,฀ família,฀amigos฀e฀circunstâncias฀de฀vida.฀Para฀os฀pesquisado- res฀do฀BES,฀o฀elemento฀subjetivo฀é฀essencial฀na฀avaliação฀da฀ qualidade฀de฀vida฀de฀um฀indivíduo฀ou฀de฀um฀grupo,฀pois฀os฀ indicadores฀sociais฀por฀si฀só฀não฀seriam฀capazes฀de฀defini-la฀ já฀ que฀ as฀ pessoas฀ reagem฀ diferentemente฀ a฀ circunstâncias฀ semelhantes฀(Diener฀&฀Suh,฀1997).฀BES฀também฀se฀distin- gue฀de฀saúde฀mental.฀Uma฀pessoa฀pode฀ser฀ou฀estar฀insana฀ e฀se฀sentir฀muito฀feliz.฀Já฀outra฀pessoa฀pode฀estarbem฀em฀ muitos฀aspectos฀de฀sua฀vida,฀mas฀não฀ser฀particularmente฀ feliz฀ (Diener,฀ 2001).฀ BES฀ não฀ significa฀ necessariamente฀ saúde฀ psicológica,฀ ele฀ é฀ apenas฀ um฀ aspecto฀ do฀ bem-estar
Mostrar mais

12 Ler mais

O paladar do bem-estar: Relação entre o comportamento alimentar e o bem-estar subjetivo consoante o tipo de dieta

O paladar do bem-estar: Relação entre o comportamento alimentar e o bem-estar subjetivo consoante o tipo de dieta

psicológico, destacando-se a vitalidade, a função social, a saúde mental e o papel da emoção (Padierna et al., 2000). Numa avaliação global, a qualidade de vida percecionada manifestou-se ligeiramente superior em pacientes com AN, seguindo-se os sujeitos com bulimia e, por fim, sujeitos com perturbações alimentação não especificadas (EDNOS; Abraham et al., 2006). Neste âmbito, listam-se alguns instrumentos que medem a qualidade de vida relativamente aos aspetos nutricionais com base em indicadores objetivos e apreciações subjetivas (Gruner et al., 2007): o Nutrition Quality of Life Survey (Barr & Schumacher, 2003; Barr et al., 2001), o questionário Quality of Life Factors (QF) (Corle et al., 2001) e o Satisfaction With Food-related Life (SWFL; Gruner et al., 2007). As consequências da desnutrição manifestam-se em complicações mentais (e.g., anorexia, perda da satisfação; Amarantos et al., 2001), sociais (e.g., estigma; Williams, 1987) e físicas (e.g., deficiências, dependência física; Amarantos et al., 2001). Em casos extremos, a desnutrição diminui a massa muscular e o vigor, comprometendo a funcionalidade física e a diminuição da qualidade de vida relativa à saúde individual (Muhlethaler, Stuck, Minder, & Frey, 1995).
Mostrar mais

73 Ler mais

Cooperação e bem-estar psicológico Em contexto comercial

Cooperação e bem-estar psicológico Em contexto comercial

1980, cit. por Tjosvold, 1990), afirma que “o modo como as pessoas acreditam que os seus objectivos estão ligados influencia fortemente a dinâmica e resultados da interacção” (p. 250), o que explica os resultados obtidos neste estudo. Estes estão ainda de acordo com o que foi apurado por Tjosvold (1990), que confirma que a interdependência dos objectivos tem um papel fundamental nos resultados da relação e na sua dinâmica. Tjosvold (1990) sugere ainda que, quando considerando a interdependência dos objectivos, a cooperação está associada ao apoio emocional, referindo que “como Deutsch (1973) e Argyris (1970) argumentaram, o envolvimento pessoal leva à percepção de cooperação, enquanto as relações impessoais induzem as pessoas a acreditar que podem e devem ser independentes ou competitivas” (p. 256); analogamente, na presente investigação a cooperação está correlacionada com o bem- estar e, ao ponderar os Objectivos de venda, esta relação pode ser inferida pelo facto de o Bem-estar psicológico aumentar com a Cooperação incondicionada e diminuir com a Cooperação condicionada. É ainda importante sustentar que, segundo Harris, Daniels e Briner (2003), se revela uma associação entre os objectivos de trabalho e o bem-estar dos trabalhadores; apesar de, neste estudo, não haver uma relação directa entre estas variáveis, a relação de mediação encontrada entre cooperação e bem-estar é relevante.
Mostrar mais

112 Ler mais

A cidadania e o bem-estar psicológico de estudantes adolescentes

A cidadania e o bem-estar psicológico de estudantes adolescentes

Por outro lado, o desenvolvimento do pensamento, na adolescência, encontra-se intimamente relacionado com as mudanças ocorridas nos aspectos emocional, social e ético. É notória a utilização mais elaborada da imaginação, da atenção, da percepção, da memória lógica: “O pensamento fabulador cede espaço ao pensamento fundamentado em fatos reais” (Moreira, 2005: 48). Em vez de uma criança que acredita no extraordinário e na modificação lógica dos acontecimentos, temos agora o adolescente que se apercebe das verdades divergentes dos seus próprios interesses e procura explicações racionais de causa e efeito para elaborar o que ocorre ao seu redor. Trata-se de um processo marcado por avanços e recuos, por isso, gradativo. As suas capacidades de reflexão e de abstracção evidenciam-se, já que o seu mundo interior é paulatinamente descoberto, tornando-se mais analítico e introspectivo e até parecendo egocêntrico. De facto, as abstracções desenvolvem-se, tanto sob uma visão quantitativa (elaboração de uma maior amplitude de conhecimentos), como qualitativa (abstracções com nível crescente de complexidade). Os adolescentes apresentam a capacidade de processarem informações em maior número e mais complexas, comparativamente com as crianças. Surge o questionamento de tudo e de todos, exercitando-se o seu pensamento lógico:
Mostrar mais

157 Ler mais

Contacto intergeracional e bem-estar psicológico dos avós

Contacto intergeracional e bem-estar psicológico dos avós

Um estudo longitudinal conduzido por Taylor, Robila e Lee (2005) averiguou a diferença de género nas relações intergeracionais e, constatou que as avós, por terem mais esperança média de vida, tinham mais interacções e mais vinculação emocional com os netos, prestavam mais cuidados quando comparadas com os avôs, proporcionavam mais suporte emocional aos pais (seus filhos adultos). Em relação aos netos que residiam na casa dos avós num determinado período, apresentavam níveis mais altos de satisfação na relação intergeracional, uma percepção sobre os avós mais positiva e viam os avós como um factor de influência nas suas vidas. Os autores verificaram ainda que a idade dos avós não influenciava a importância dos papéis que desempenham, ou a frequência de contacto e satisfação na relação intergeracional (Taylor, Robila & Lee, 2005).
Mostrar mais

43 Ler mais

Show all 10000 documents...