Top PDF REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: A filosofia de Michel Henry : uma crítica fenomenológica da fenomenologia.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: A filosofia de Michel Henry : uma crítica fenomenológica da fenomenologia.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: A filosofia de Michel Henry : uma crítica fenomenológica da fenomenologia.

Filosofia da imanência absoluta, que situa na ipseidade do ego a reve- lação de si do fundamento absoluto que é vida, a vida individual concebida como afetividade invisível e incognoscível, a fenomenologia material não seria uma nova forma de solipsismo? Como explicar a relação que um tal sujeito concebido a partir da insularidade da sua vida afetiva poderia entreter como o mundo? Como a imanência a si do sujeito pode entrar em relação com a realidade exterior do mundo ? Tais indagações pressupõem que o sujeito deve necessariamente entrar em relação com o mundo, ou melhor, que os dois modos da manifestação, a manifestação na transcendência e na imanência, devem poder se relacionar e que na imanência da sua vida o sujei- to não poderia encontrar nenhuma certeza e, principalmente, a certeza do ser exterior. Nesse ponto estamos diante do que talvez venha a ser o que há de mais inusitado e mesmo surpreendente na filosofia de Henry, porque o ser da realidade exterior não deve mais ser demonstrado, como na famosa refu- tação kantiana do Idealismo, denominada por Heidegger o “escândalo da filosofia”. O ser da realidade exterior se experimenta e se revela a partir da prova que eu faço dele sob a mesma modalidade da auto-afecção que caracte- riza o exercício de cada um dos poderes da minha vida, inclusive o tocar e o movimento. Através do sentimento de esforço implicado essencialmente na corporalidade e em todas as formas de movimento, por mínimos que sejam tal como piscar os olhos ou respirar, o mundo se revela a nós como contínuo resistente. Assim como Husserl pretendia demonstrar que a certeza do exer- cício do ato de pensar pelo ego implicava, não apenas a sua existência mas, inclusive a certeza do objeto pensado enquanto seu correlato intencional, da mesma forma Henry pretende, ao modo de um curto-circuito ontológico, transferir o ser-no-mundo heideggeriano para o interior da experiência auto- afetante do corpo próprio, pois a exterioridade do mundo não pode deter- minar, a partir da transcendência da sua estrutura ontológica, nenhuma verdadeira realidade. O sentido último da epoké husserliana repousava intei- ramente, não sobre uma decisão metodológica e livre do fenomenólogo, mas, antes disso, sobre a estrutura prévia do próprio mundo na medida em que a
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REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Contribuições da fenomenologia para os estudos organizacionais.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Contribuições da fenomenologia para os estudos organizacionais.

Este artigo discute elementos que viabilizam outra possibilidade de compreensão dos fenômenos administrativos, através de uma descrição propedêutica da fenomenologia e do método fenomenológico. Objetiva-se, assim, apresentar as principais contribuições e possibilidades da fenomenologia para os estudos organizacionais. Aprofunda-se em considerações sobre a fenomenologia em geral e os diversos tipos de métodos fenomenológicos em particular, buscando esclarecer sobre a filosofia existente nesses temas, para auxiliar os pesquisadores em seu labor diário. Discorre-se também sobre a redução, que na verdade são duas: a eidética e a fenomenológica. Tais reduções são vitais para retirar o homem de sua atitude natural. Outro assunto aqui abordado é a transposição do método fenomenológico do campo filosófico para o campo da pesquisa empírica. Diante dessa contextualização, tem-se o último assunto a ser abordado, que vai diretamente ao encontro do objetivo desta pesquisa, discutindo-se a utilização da fenomenologia no contexto da administração. A título de ilustração, são apresentados diversos estudos que têm a fenomenologia como tema, bem como um método fenomenológico empírico específico da área de estudos organizacionais. Dessa maneira, a temática neste artigo é situada, sendo preciso agora avançar em direção a outras possibilidades.
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REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Guerreiro Ramos e a fenomenologia : redução, mundo e existencialismo.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Guerreiro Ramos e a fenomenologia : redução, mundo e existencialismo.

Abbagnano (1993, p.76) afirma que a obra de Husserl é assentada sobre os seguintes pontos: a) é uma ciência teorética (contemplativa) e rigorosa, isto é, “fundamentada”, no sentido de ser “dotada de fundamentos absolutos”; b) é uma ciência intuitiva, porque tenta apreender essências que se apresentam à razão, de uma forma análoga àquela em que as coisas se apresentam à percep- ção sensível; c) é uma ciência não-objetiva e, por isso, completamente diferente das outras ciências particulares, que são ciências dos fatos ou das realidades (físicas ou psíquicas), enquanto que ela prescinde de qualquer fato ou realidade e se preocupa apenas com essências; d) é uma ciência das origens e dos primeiros princípios, dado que a consciência contém o sentido de todos os possíveis modos como as coisas podem ser dadas ou constituídas; e) é uma ciência da subjetivida- de, porque a análise da consciência se dirige para o eu como sujeito ou pólo unificador de todas as intencionalidades constitutivas; f) é uma ciência impessoal, porque “os seus colaboradores não têm necessidade de prudência, mas de dotes teoréticos”. Como observa Abbagnano (1993), esses aspectos definem a filosofia na forma como ela foi entendida por Husserl, mas não o conjunto do movimento fenomenólogico, como será visto adiante.
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DELCIO FERNANDO DA ROCHA A ATUAÇÃO DO NÚCLEO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL DE CARATINGA: UMA ANÁLISE A PARTIR DA REALIDADE DE QUATRO ESCOLAS ESTADUAIS DE SUA CIRCUNSCRIÇÃO

DELCIO FERNANDO DA ROCHA A ATUAÇÃO DO NÚCLEO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL DE CARATINGA: UMA ANÁLISE A PARTIR DA REALIDADE DE QUATRO ESCOLAS ESTADUAIS DE SUA CIRCUNSCRIÇÃO

nesse contexto, principalmente em relação às escolas estaduais selecionadas na pesquisa quanto ao uso dos recursos tecnológicos como instrumento de ensino e aprendi[r]

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Psicol. USP  vol.26 número3

Psicol. USP vol.26 número3

A fenomenologia, em sua demanda de mover-se livremente na experiência do pensar, é um aprender a ver, diferenciar e descrever que requer afinco e estudos pró- prios (Husserl, 1913/2006). Uma abertura, uma desobstru- ção cognitiva e experiencial, um deixar vir (Depraz et al., 2006). Fazer fenomenologia implica em viver, experimen- tar e desenvolver novas formas, numa busca laboriosa e constante do pesquisador. No plano filosófico, o fenome- nólogo tem como ponto de partida e centralidade sua pró- pria experiência. Indo ao campo empírico da psicologia, há um descentramento que recai sobre outros sujeitos e suas vivências relatadas. Contudo, a apreensão dessas vivências é impossível sem a aparição correlata (empática) das vivên- cias de quem as apreende, com traços mais ou menos seme- lhantes a elas em algum nível (Barreira & Ranieri, 2013). Assim, isto se afina com a pontuação de Zahavi (2008): “só minha experiência de e minha relação com outro sujei- to, e aquelas minhas experiências que pressupõem outrem, merecem realmente o nome de ‘intersubjetivas’” (p. 254, tradução nossa).
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REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: A gargalhada dionisíaca : os sentidos do riso e do cômico na filosofia de Nietzsche.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: A gargalhada dionisíaca : os sentidos do riso e do cômico na filosofia de Nietzsche.

Nietzsche, com Dioniso, recoloca os interesses da filosofia em lugares móveis, faz com que eles se reconectem de maneiras diferentes e abre para nós possibilidades de nos desprendermos das armadilhas metafísicas nas quais fomos nos prendendo ao longo da vida. É tão atual quanto perigoso seu pensamento, pois há três caminhos muito próximos, os quais Nietzsche não indica, e que geram outro tipo de ridentes: o caminho daqueles que confundem a alegria nietzschiana com uma espécie de ironia retalhadora das opressões; aquele que faz rir dos poderes aos quais estamos subjugados, com uma inconsciente celebração da sensação do escárnio a todo custo; e o dos que soltam a risada nervosa e rangente enquanto encaram a vida sob o aspecto do vazio, como os niilistas. Os primeiros são identificados com os ressentidos e decadentes, que usam da risada somente como uma arma, uma flecha apontada para tudo o que limita nossa existência. É deles a responsabilidade de transpor a significação do riso, que em Nietzsche é de leveza e afirmação, para uma força opositora e pesada. O que os rege é uma insatisfação em relação à vida. O segundo grupo é aquele que ri de tudo, a todo tempo e a todo custo. O que entende que a risada é uma espécie de fuga da realidade e por isso a usa para se manter vivo, mesmo que distante da vida. Vive como alguém alheio à realidade e quando recebe algo dela não entende suas possíveis significações e sempre mede
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA ROGÉRIO AUGUSTO DOS SANTOS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA ROGÉRIO AUGUSTO DOS SANTOS

Nesse sentido, o conceito de Escola Inclusiva estabelecido nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Especial na Educação Básica (BRASIL, 2001b), instituída pela Resolução CEB/CNE Nº 2/2001 implicou uma política institucional que exigiu das escolas a reestruturação de seu projeto político pedagógico, a construção de seu currículo, sua metodologia de ensino, seu processo de avaliação e suas práticas pedagógicas. Tal resolução explicita que todos esses princípios devem responder ao objetivo de atender à diversidade humana no espaço escolar, por isso, esse documento foi considerado um marco quanto à atenção e à diversidade na educação brasileira.
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REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Narrativa – uma fantasia.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Narrativa – uma fantasia.

Nesse movimento entre a desordem do sonho e a ordem institucional está o paradoxo da vida contemporânea – instalar-se no limiar do Sujeito: livre, mas institucionalizado. Esse Sujeito paradoxal só se instaura no conflito. Por um lado observa e armazena dados da realidade mascarada ou reforçada pelas instituições, em forma de conceitos e valores. Por outro lado, como resultado dos conceitos e valores recebidos, processa a fantasia, imagem de realidade que o cerca, a partir das exigências comportamentais erigidas pela educação oficial, institucionalizada, que são as de pôr todos os valores vigentes em xeque. Como manter o funcionamento das instituições modificando-as? O sonho de vida em estabilidade parece cada vez mais distante da vista do homem contemporâneo. A solidez das instituições dá lugar para espaços de conflito. O dirigente intransigente dá lugar ao flexível, de olho na economia de mercado e à divisão social do trabalho. Aquele que decidia sozinho percebe agora que os outros também têm o poder de decidir. Nem um, nem os outros, no entanto, podem se deixar dominados pela vertigem de uma liberdade selvagem, pois todos se devem inventados pela liberdade civil, numa reinvenção do Contrato Social de Rousseau jogada no artigo quinto da constituição brasileira.
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REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Teoria crítica e didática : um desafio para a educação contemporânea.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Teoria crítica e didática : um desafio para a educação contemporânea.

O método de Gruschka (2014, p. 23-24) para concretizar a Didática Crítica em sala de aula consiste em atingir três desafios pedagógicos: educação, didática e formação. Na educação, o estudante aprende “[...] a assumir responsabilidades por si próprio e, através delas, a permitir também a constituição de um comportamento emancipado. Uma pessoa independente é [...] alguém que é capaz de julgar e criticar”. Na didática, o desafio é ligar o que está sendo transmitido ao que é compreendido. Por isso, “[...] a segunda obrigação da aula é a representação daquilo que deve ser ensinado, cujos conteúdos não podem ser inseridos como fenômenos iniciais” (GRUSCHKA, 2014, p. 25). Por último, a formação “[...] consiste. Finalmente. na interiorização dos assuntos de modo que signifiquem para os estudantes mais do que uma habilidade ou conhecimento” (GRUSCHKA, 2014, p. 28).
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REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: A fórmula de Barcan.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: A fórmula de Barcan.

Assim, quem aceitar a FB e rejeitar que poderiam existir menos entidades últimas do que existem, terá de rejeitar S5 e B; se quiser acei- tar S5 ou B, terá de aceitar que não só não pod[r]

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VIOLÊNCIA ESCOLAR: ESTUDO DE CASO DE UMA ESCOLA PÚBLICA ESTADUAL DA ZONA DA MATA MINEIRA

VIOLÊNCIA ESCOLAR: ESTUDO DE CASO DE UMA ESCOLA PÚBLICA ESTADUAL DA ZONA DA MATA MINEIRA

O pesquisador, licenciado em Estudos Sociais com Habilitação Plena em História, pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF), concluiu, ainda, o curso de Especial[r]

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Sobre a consistência lógica da lei tendencial da queda da taxa de lucro de Marx — Outubro Revista

Sobre a consistência lógica da lei tendencial da queda da taxa de lucro de Marx — Outubro Revista

Para resumir, Foley aceita a possibilidade de que o TO este- ja errado e, junto com Laibman, convém implicitamente que o TO não pode ser utilizado para criticar a LTQTL. A crítica ao TO pode ser resumida como se segue. Por meio da avaliação simul- tânea dos insumos e produtos no momento em que os produtos são vendidos, três resultados são obtidos. Primeiro, o tempo é cancelado. Segundo, como o tempo é cancelado, as taxas de lucro são determinadas exclusivamente por quantidades físicas. Ter- ceiro, como as taxas de lucro são determinadas exclusivamente por quantidades físicas, o valor, no sentido de Marx, é retirado de cena e, junto com ele, parte das perdas vai embora. A visão estática que emerge é aquela do equilíbrio. Em resumo, não ape- nas o trabalho, visto como custo e como atividade produtora de valor (tal como em Marx), é substituído pelo trabalho visto exclusivamente como custo (tal como em Okishio); não apenas uma economia produtora de valor incorporado em valores de uso e uma abordagem temporal (como se encontra em Marx) são substituídas por uma economia que produz valores de uso e uma abordagem simultaneísta (como em Okishio); também a visão de economia que tende em direção à crise foi substituída por uma visão de economia em (ou que tende em direção ao) equilíbrio. Assim, ou as características que o TO necessita para fechar não são colocadas explicitamente como premissas e, portanto, o TO é inválido; ou elas são postas explicitamente como premissas ini- ciais do teorema e, nesse caso, ele se torna irrelevante para testar a inconsistência lógica da LTQTL. Tão logo o tempo e o valor são
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A HORA DE TRABALHO PEDAGÓGICO COLETIVO A PARTIR DA IMPLEMENTAÇÃO DA LEI COMPLEMENTAR No 613/2011: ESTUDO DE CASO EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE LIMEIRA – SP – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A HORA DE TRABALHO PEDAGÓGICO COLETIVO A PARTIR DA IMPLEMENTAÇÃO DA LEI COMPLEMENTAR No 613/2011: ESTUDO DE CASO EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE LIMEIRA – SP – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O presente trabalho objetiva investigar como uma escola da Rede Pública Municipal de Ensino de Limeira – SP apropriou-se e utilizou o tempo da Hora de Trabalho[r]

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REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: O drama e o espanto : sobre poesia e filosofia em Fernando Pessoa.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: O drama e o espanto : sobre poesia e filosofia em Fernando Pessoa.

Um retorno às considerações de Benedito Nunes 195 pode nos servir de ponto de retomada para explanarmos mais sobre tal separação feita por Pessoa: em tese, filósofos e poetas poderiam aprender mutuamente, de modo que, aos filósofos caberia a lição sobre a “arte das grandes metáforas”, e aos poetas, os estratagemas da saída diante dos “becos da razão”. Ora, realmente seria necessário que o poeta aprendesse tal lição? Não seria o poeta o artífice da linguagem? E no caso de Fernando Pessoa, não é ele “um fingidor”, capaz de se passar por filósofo, se assim o quisesse? Certamente o faria se assim o quisesse. Porém, ele não criou métodos universais, tampouco sistemas de pensamento. Nesse sentido, José Gil é muito oportuno a esse respeito: “O pensamento” de Fernando Pessoa não existe, se entendermos a expressão num sentido de um todo sistemático e fechado, logicamente acabado. Ele mesmo reivindicou o direito de “mudar de filosofia como quem muda de camisa”. 196 O que parecia atrair Pessoa à filosofia não era a possibilidade de se aprender, por exemplo, a “arte das grandes metáforas”, muito menos “escapar dos labirintos da razão”. Isto, cremos, ele sabia de sobra. O que parecia lhe interessar, de fato, era a atitude crítica do olhar filosófico, o espanto antigo para manipulação em seu laboratório de linguagem, logo buscando entendimento acerca dos meandros da razão, a fim de trazê-la à realidade. Como? Afirmando a existência através da sua arte de fingir. Se atentarmos estritamente na arte poética múltipla de Pessoa, não prendendo o nosso olhar em direção mais à figura e aos feitos do “cidadão” ou “homem” Fernando António Nogueira Pessoa, nós veremos que tanto na poesia ortônima, quanto na poesia heterônima, podendo incluir a prosa do semi-heterônimo Bernardo Soares, somos atraídos pela arte à vida: a euforia, o tédio, o grito, o silêncio, a reflexão, a crença, a descrença, etc.
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DESAFIOS DA COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL NA IMPLEMENTAÇÃO DA REFORMA CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO NA JURISDIÇÃO DA SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE ENSINO DE PASSOS

DESAFIOS DA COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL NA IMPLEMENTAÇÃO DA REFORMA CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO NA JURISDIÇÃO DA SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE ENSINO DE PASSOS

This study was devoted to analyze how was performed the implementation of public policy for the High School, effective in the State of Minas Gerais, in three state schools belonging to the constituency of the Superintendência Regional de Ensino de Passos (SRE de Passos), observing the way that these norms were widespread in schools, to then propose an Educational Action Plan enabling improvement of assertiveness in this implementation process, that presented several deficiencies in the institutional communication. The theme is relevant, since this stage of Basic Education is problematic throughout the country, holder of the worst rates of proficiency, and many have been proposed reforms to reverse the situation. Professionals from schools and SRE de Passos have participated in the field research, which have given testimonies. Data compiled by CAEd, Inep, Meritt and SRE de Passos were also considered, as well as state and federal legislation. The bibliographical references are used, mainly, authored by Claudio de Moura Castro, Simon Schwartsman, Maria Helena Guimarães de Castro, Sergio Tiezzi, Idalberto Chiavenato, Gustavo Gomes de Matos, Henry Mintzberg and Heloísa Lück, among others. At the end of the analysis, which revealed the existence of problems in institutional communication in this implementation process, an Educational Action Plan has been formulated and submitted, returned to school management, which proposes actions that will contribute to the improvement of institutional communication during the process of implementing education public policy, which is an adaptation of that developed by Gustavo Gomes de Matos, in his "Communication without Entanglement".
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REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: A modelagem matemática crítica nos cursos de formação de professores de Matemática.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: A modelagem matemática crítica nos cursos de formação de professores de Matemática.

Assim, uma das práticas pedagógicas necessárias para o caráter transformador do ensino da Matemática é a implantação e a implementação dessa perspectiva nos cursos de formação dos professores, que tem como objetivo auxiliar os futuros professores a interpretarem e compreenderem os diversos fenômenos que afligem o nosso cotidiano. Talvez, a interpretação e a compreensão desses fenômenos sejam devidas ao poder proporcionado pela modelagem matemática, que ocorre por meio da análise crítica das aplicações dos conceitos matemáticos durante o processo de elaboração dos modelos matemáticos (BARBOSA, 2003). Entendemos que essa análise proporciona o desenvolvimento e a sustentação de posicionamentos sociais, em termos matemáticos, na busca de soluções para os problemas que se apresentam em nosso dia a dia.
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VAGNO DOS SANTOS RAMOS A IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO AVANÇAR EM UMA ESCOLA DA REDE ESTADUAL DE MANAUS - AMAZONAS

VAGNO DOS SANTOS RAMOS A IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO AVANÇAR EM UMA ESCOLA DA REDE ESTADUAL DE MANAUS - AMAZONAS

A opinião dos alunos que frequentam o PA sobre a implementação do Programa de Correção de Fluxo Escolar é de extrema importância, visto serem eles os protagonistas das ações[r]

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REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: A teoria do direito natural de Tomás de Aquino na filosofia do direito contemporâneo.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: A teoria do direito natural de Tomás de Aquino na filosofia do direito contemporâneo.

Villey, filósofo francês e historiador do direito, foi um dos principais defensores do realismo jurídico clássico. Em obras como A formação do pensa- mento jurídico moderno (2009), A filosofia do direito (2008) e O direito e os direitos do homem (2007), Villey percorre a história do pensamento jurídico para explicitar os erros da filosofia do direito moderna. Sua análise histórica do direito tem como referência constante o pensamento de Tomás de Aquino. Segundo Villey, o conceito de direito, ao longo da história, sofreu um processo de transformação principalmente a partir da filosofia nominalista de Guilherme de Ockham. O direito, que na filosofia clássica significava o justo em cada caso, uma relação objetiva de justiça, reduz-se, na filosofia moderna, ao direito subjetivo, um poder individual. Nesse contexto, os direitos humanos são frutos dessa visão distorcida do direito. 46
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd - CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd - CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Para realizar esse percurso, o Projeto Político Pedagógico (PPP) da Escola de Formação será o fio condutor das nossas reflexões. Além desse documento, o trabalho se desenvolverá à luz de Henry Giroux (1997), autor que chama a atenção para o processo de proletarização da profissão docente e da necessidade de se conceber e formar os professores como intelectuais transformadores. Para Giroux, a tendência de proletarização da profissão docente, marcada pela separação entre concepção/planejamento e execução, é um processo vivido pelos educadores na segunda metade do século XX “marcado por uma série de reformas educacionais que mostram pouca confiança na capacidade de professores da escola pública de oferecerem uma liderança intelectual e moral para a juventude.” (GIROUX, 1997, p. 157). Esse processo aponta para a necessidade de se conceberem os “professores como intelectuais transformadores que combinem a reflexão e prática acadêmica a serviço da educação dos estudantes para que sejam cidadãos reflexivos e ativos.” (GIROUX, 1997, p. 158)
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PROJETO PROFESSOR DIRETOR DE TURMA: UMA ANÁLISE DA IMPLEMENTAÇÃO EM UMA ESCOLA PÚBLICA DA REDE ESTADUAL DO CEARÁ – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

PROJETO PROFESSOR DIRETOR DE TURMA: UMA ANÁLISE DA IMPLEMENTAÇÃO EM UMA ESCOLA PÚBLICA DA REDE ESTADUAL DO CEARÁ – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Os professores discutem sobre a realidade de um aluno que apresenta dificuldades de relacionamento com os demais. Há problemas de saúde com esse aluno por conta dele ter sido vítima de acidente de trânsito, então a DT entrega questionário que pede que os professores apontem na turma pontos positivos, negativos, alunos com melhores e piores resultados e sugestões para as aulas de Formação para Cidadania. Os professores preencherão o questionário em momento posterior. Um dos professores apresenta uma crítica ao PPDT. Segundo ele, não são discutidas soluções para os problemas dos alunos. O professor acrescenta que as reuniões não tem surtido efeito na realidade dos alunos e os professores iniciaram apresentação sobre de que forma enxergam a turma. Foram relatados problemas de aprendizagem, dispersão, etc. Os professores convergiram na visão que possuem sobre a turma, como também sobre os alunos com melhor e pior desempenho. Após a fala dos professores, a reunião foi encerrada pela DT.
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