Top PDF A teoria histórico-cultural nas séries iniciais da teoria à prática: um estudo de caso

A teoria histórico-cultural nas séries iniciais da teoria à prática: um estudo de caso

A teoria histórico-cultural nas séries iniciais da teoria à prática: um estudo de caso

Assim para a escola, a forma de interagir com a realidade não está entre as. mudanças necessárias na escola[r]

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A cultura escrita nos anos iniciais do ensino fundamental: implicações pedagógicas da Teoria Histórico- Cultural

A cultura escrita nos anos iniciais do ensino fundamental: implicações pedagógicas da Teoria Histórico- Cultural

O objeto de estudo desta tese são as relações estabelecidas entre a cultura escrita e a apropriação da linguagem escrita nos anos iniciais do ensino fundamental. Apresento como objetivo geral compreender o lugar que a cultura escrita ocupa na apropriação da linguagem escrita nos anos iniciais do ensino fundamental e refletir sobre suas implicações pedagógicas segundo as teorias histórico-cultural e bakhtiniana. Elenco como objetivos específicos: a) identificar as práticas destinadas ao desenvolvimento da leitura e da escrita em turmas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental; b) verificar o conceito que os estudantes do ensino fundamental atribuem à leitura e à escrita; c) entender como as teorias histórico-cultural e bakhtiniana contribuem para a compreensão do processo de apropriação da linguagem escrita. A investigação foi realizada em uma escola municipal em Londrina/Paraná, entre os meses de agosto de 2013 e novembro de 2014. Os instrumentos de coleta de dados foram: observação em sala de aula, entrevistas com 81 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental e ações desenvolvidas com os alunos em sala de aula. Os resultados revelaram que o ensino promovido pela escola na apresentação da leitura e da escrita ainda é pautado pelos atos de decodificação e codificação, de domínio da relação entre o som e a letra. A presença da cultura escrita é restrita aos livros didáticos ou às informações expositivas dos professores, o que limita diretamente a apropriação da linguagem escrita pelos alunos como instrumento cultural, bem como a compreensão da sua função social. A partir destas constatações, busquei indicações sobre como organizar as condições adequadas à apropriação da linguagem escrita fundamentadas na teoria histórico- cultural e bakhtiniana e realizei, então, algumas ações com as turmas. Constatei ser possível uma prática pedagógica que insere os alunos na atividade (LEONTIEV, 1978b), na qual eles vivenciam a função social da leitura e da escrita com um sentido de vida e, com isso, aprendem.
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ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA

ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA

O presente trabalho teve como objetivo aprofundar o conhecimento sobre a metodologia de Gerenciamento de Projetos, a partir do referencial trazido pelo Guia PMBoK, e sua aplicabilidade em empresas de serviço de pequeno porte, tendo como foco a empresa AlissonBarcelos Arte&Eventos (especializada na produção, arquitetura, execução e desenvolvimento de eventos sociais, culturais e corporativos), a partir da execução da Parte Social do 66º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, realizada pela empresa. Para tanto, realizou-se uma pesquisa aplicada, descritiva, de abordagem qualitativa e procedimento técnico de estudo de caso. Desta forma, as informações coletadas por meio de entrevistas semi-estruturadas com os proprietários da empresa e com a contratante, a Sociedade Brasileira Dermatologia, foram interpretadas por meio da análise de conteúdo. Os resultados evidenciam que a empresa utiliza parte dos processos, ferramentas e técnicas indicadas pelo PMBoK, conforme a necessidade do projeto, alterando por vezes, apenas a nomenclatura do instrumento utilizado. O que reforça a ideia de que a metodologia de Gerenciamento de Projeto pode ser, de fato, colocada em prática em empresas de serviço de pequeno porte, como as micro e pequenas empresas, respeitando suas peculiaridades a partir da utilização de processos simplificados. Como sugestão de melhorias, a empresa poderia dar mais ênfase ao aspecto documental dos registros realizados durante o projeto e principalmente buscar uma maior independência dos fornecedores, a fim de obter maior controle de riscos do projeto. Por fim, o estudo da metodologia e a aplicação de fatores sugeridos na literatura podem proporcionar à empresa ainda mais qualidade e excelência nos serviços prestados.
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Estudo sobre a atividade voluntária em crianças pré-escolares à luz da teoria histórico-cultural

Estudo sobre a atividade voluntária em crianças pré-escolares à luz da teoria histórico-cultural

Quanto ao conteúdo da Imitação, observamos que as únicas atividades que objetivavam imitar alguém foram: parque e brinquedo na aula da professora de EI, o pega-pega espelho (Aula de EF), e o som grave/agudo (Aula de Arte). Indiretamente, a aula na qual a professora Cristiane tocou músicas natalinas, fez com que Melissa imitasse a professora. Não consideramos neste percentual as imitações livres das crianças, pois elas não têm relação com a atividade proposta pela professora, tais como: Fernanda que imita uma bailarina e Evelise ensaia passos de balé quando voltam para a sala após lavar o pincel na aula de Arte 9 (confecção de binóculo). Na mesma aula, Kelven reproduz o voo de um pássaro enquanto Eloisa, Evelise e Juliana imitam Karen e Fernanda, que estão brincando de telefone sem fio com os rolos de papel higiênico. Percebemos neste caso que “Não é a imaginação que determina a ação, mas são as condições da ação que tornam necessária a imaginação e dão origem a ela” (LEONTIEV, 2001a, p.127).
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ORGANIZAÇÃO DO ENSINO DE ARTE COM BASE EM PRESSUPOSTOS DA TEORIA  HISTÓRICO – CULTURAL

ORGANIZAÇÃO DO ENSINO DE ARTE COM BASE EM PRESSUPOSTOS DA TEORIA HISTÓRICO – CULTURAL

Para dar início ao planejamento das aulas foi fundamental estudarmos o conteú- do a ser ensinado, no caso, a perspectiva. Nosso estudo inicial, contudo, não estava voltado apenas a saber identificar a perspectiva nas obras de arte, ou sabermos sua definição. Para conhecermos um conceito, para além da sua aparência, é necessário analisar a gênese do conceito em seu aspecto lógico-histórico para buscar o que é o nuclear a ser dominado pelos estudantes. Por meio desse conhecimento identificamos as necessidades que desencadearam os motivos de os seres humanos produzirem de- terminado conhecimento, procurando oportunizar aos estudantes situações que devam solucionar tarefas semelhantes às vivenciadas pelos homens na produção dos conceitos apresentados.
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A valorização do brinquedo na teoria histórico-cultural: aproximações com a educação física.

A valorização do brinquedo na teoria histórico-cultural: aproximações com a educação física.

A partir deste entendimento, o ensino deve favorecer a atividade reprodutora, ou seja, atividades em que as crianças reproduzam, repitam, imitem um dado conhecimento para que elas acumulem experiências que icam internalizadas, constituindo-se em uma base para a criança combinar, criar, imaginar novos elementos. O cérebro também é um órgão combinador, criador, capaz de reelaborar e criar, com elementos de experiências passadas, novas formas e deinições. A imitação de práticas sociais produzidas pela humanidade - no nosso caso, a prática corporal da ginástica - é humanizadora, porque as crianças se fazem humanas por meio da apropriação da experiência acumulada historicamente. Neste entendimento, o trabalho pedagógico da educação física na Educação Infantil deve abrir possibilidades para a imitação como forma de aprendizagem.
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O CONTEXTO DA INCLUSÃO E O ENSINO DE MATEMÁTICA NA PERSPECTIVA DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL

O CONTEXTO DA INCLUSÃO E O ENSINO DE MATEMÁTICA NA PERSPECTIVA DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL

Pode-se dizer, ainda, que apesar de ter sido realizado esse estudo com os alunos em horários de AEE, conseguiu-se atingir os objetivos propostos, pois foi possível conhecer trabalhos na área de Educação Matemática relacionados à Educação Especial, encontrando indícios para desenvolvimento de práticas que visem a aprendizagem destes estudantes; ter contato com alunos portadores de deficiências (tanto físicas, quanto intelectuais) e conhecer, na prática, como esses estudantes se relacionam com a matemática; e, desenvolver materiais pedagógicos para utilização em sala de aula, que possibilitassem melhor relação dos alunos com o pensamento matemático. De fato, o presente estudo contribuiu de forma imensurável com a formação docente do autor, desde a proposição dos conhecimentos específicos adquiridos no trabalho realizado até o contato direto com o ambiente de educação especial, onde foi constatada uma enorme satisfação e realização tanto pessoal quanto profissional.
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A importância do livro Psicologia Pedagógica para a teoria histórico- -cultural de Vigotski

A importância do livro Psicologia Pedagógica para a teoria histórico- -cultural de Vigotski

estudo psicológico da criança até hoje estão em estado embrionário, e se podemos lançar mão deles não será senão como medida provisória. Mas é inevitável a tarefa de rever todas as formas. Nesse caso, a reforma deve basear-se no conceito de reação, ou seja, na caracteri- zação da personalidade da criança em sua interação com o meio (Vigotski, 2004a: 444). Além dessa questão metodológica, o autor também lança um olhar sobre a natureza psicológica do trabalho do professor. Conside- rando que toda concepção sobre o processo pedagógico se relaciona com uma visão específica da natureza do trabalho do professor e, considerando o novo sistema de psicologia pedagógica que se instalava, Vigotski aponta para a necessidade de se estabelecer qual, pelos menos em suas linhas gerais, as novas atribuições deste profissional.
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FORMAÇÃO DE PROFESSORES: IMPLICAÇÕES PEDAGÓGICAS DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL

FORMAÇÃO DE PROFESSORES: IMPLICAÇÕES PEDAGÓGICAS DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL

Resumo: Partimos do princípio de que a escola tem como função promover a humanização das crianças e alunos em suas máximas potencialidades e o professor é o mediador mais experiente nessa relação. Desse ponto de vista, a formação inicial e continuada de professores deve ter como princípio o estudo de uma teoria que sustente a prática pedagógica, visando à potencialização do desenvolvimento humano. Defendendo, então, que toda prática pedagógica deve ser alicerçada em uma teoria, buscamos conhecer e estudar uma teoria para fundamentar a prática nos encontros de formação de professores. Adotamos, para esta abordagem, a Teoria Histórico-Cultural por sua explícita relação com uma educação humanizadora e desenvolvente, ao entender a escola como processo promotor do desenvolvimento humano. Objetivamos, nesse artigo, refletir sobre as implicações pedagógicas dessa Teoria para a formação de professores utilizando como referencial teórico Vygotsky, Davydov, Leontiev, dentre outros.
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Estudos sobre a teoria histórico-cultural e suas implicações educacionais.

Estudos sobre a teoria histórico-cultural e suas implicações educacionais.

O presente trabalho teve como objetivo analisar o modo como o rótulo da deficiência, em uma sociedade medicalizada, provoca o adoecimento do humano, ao es- tigmatizar a pessoa, fazendo com que ela seja vista como objeto de conhecimento científico. Examina-se a vida medicalizada orientada pelo racionalismo científico e a consequente transformação dos problemas sociais em patologias. Examina-se ainda o uso do diagnóstico pela medicina, que desenvolve o poder de categorizar, de nor- malizar e de normatizar a vida e que, juntamente com suas parcerias institucionais – escola e família –, atua na fa- bricação de deficiências. Os efeitos provocados pela me- dicalização geram uma doença epidêmica, a iatrogênese, que implica a perda da autonomia e do controle da própria vida. A intenção foi examinar se o fenômeno da defici- ência pode ser caracterizado como um efeito iatrogênico social e estrutural do conhecimento e da prática médica. Para tanto, a reflexão foi realizada com base em um ce- nário da narrativa de vida de duas jovens rotuladas como deficientes mentais. O estudo está estruturado em três ca- pítulos intercalados com as histórias. O primeiro historiza a medicina clínica e discute as bases da medicalização da sociedade, com referência à expropriação da saúde e ao desenvolvimento da iatrogenia. O segundo aborda o po- der do diagnóstico, o rótulo que tece mentes deficientes. O terceiro analisa o conceito de deficiência na perspectiva histórico-cultural e examina o efeito do princípio do em- brutecimento em relação à ratificação da homogeneiza- ção e da mesmidade. Finalmente, este estudo propôs-se a contribuir para a reflexão sobre a presença das ciências médicas e psicológicas no cotidiano, as quais criam rea- lidades ficcionais, uma vez que não estão vinculadas às necessidades da vida pautada na ética do humano.
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Currículo na educação infantil: implicações da teoria Histórico-Cultural

Currículo na educação infantil: implicações da teoria Histórico-Cultural

Kishimoto (BRASIL, 1996b, p. 13-15) retoma a origem da palavra currículo e mostra a evolução do significado na literatura americana, apontando que, na Europa, termos semelhantes (como programa e plano de estudos) também sofreram modificações, ampliando seus significados. Destaca que o campo da Educação Infantil faz uso indistinto dos vários termos – programa, plano de estudo, proposta pedagógica e currículo. Aponta que este último é comumente usado com o seu significado mais tradicional – conteúdos a serem adquiridos nas diversas áreas do conhecimento – ou ainda significando experiências a serem adquiridas pela criança. A autora apresenta sua definição de currículo como “explicitação de intenções que dirigem a organização da escola visando colocar em prática experiências de aprendizagem consideradas relevantes para crianças e seus pais”. Com essa perspectiva, segundo a autora, o currículo deve contemplar tudo o que se oferece para a criança aprender – conceitos, princípios, procedimentos, atitudes – explicitando os meios pelos quais a escola fará a oferta desse currículo e as formas de avaliação, o que permitirá a orientação da prática pedagógica.
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O processo de tutoria na EaD: uma prática pedagógica articulada à luz da Teoria Histórico-Cultural

O processo de tutoria na EaD: uma prática pedagógica articulada à luz da Teoria Histórico-Cultural

O aluno se prepara, sozinho, para um exame universitário ou de uma instância que conceda grau acadêmico. Cabe ressaltar que esse modelo não é resultado de projetos didáticos, tendo surgido do fato de a vida do candidato não permitir que ele frequente um curso regular. Exemplifica a possibilidade de êxito sem professores, orientadores ou conselheiros e é baseado apenas no estudo autoplanejado sob responsabilidade própria. Ilustra o máximo da EaD autônoma e não dirigida.

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A APROPRIAÇÃO DOS SIGNIFICADOS DE POLINÔMIOS: UM ESTUDO NA PERSPECTIVA DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL

A APROPRIAÇÃO DOS SIGNIFICADOS DE POLINÔMIOS: UM ESTUDO NA PERSPECTIVA DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL

No que se refere às concepções de educação algébrica, a primeira delas é “calcular com letras”, ou tendência letrista, segundo a qual atividade algébrica se resume a resolver problemas. A ênfase dessa perspectiva recai no esquema técnica (algoritmo)/prática (exercício). Os autores afirmam que essa é a tendência mais presente nos livros didáticos brasileiros e também na prática dos professores de matemática. A segunda se refere ao que chamaram de abordagens facilitadoras, as quais partem do pressuposto de que “a capacidade para lidar com expressões literais vem por „abstração‟, por meio do trabalho com situações concretas.” (LINS; GIMENEZ, 2001, p. 107). Essas abordagens se assemelham em parte ao que Fiorentini, Miorim e Miguel (1993) chamaram de fundamentalista-analógica, descrita anteriormente. Num terceiro grupo incluem as concepções ligadas à investigação e à modelagem matemática em que o “„concreto‟ é visto como o real, e as atividades propostas são de investigação de situações reais ou „realistas‟ (LINS; GIMENEZ, 2001, p. 108). São abordagens em que os alunos aprendem “em ação”.
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MARKETING CULTURAL E FINANCIAMENTO DA CULTURA: TEORIA E PRÁTICA EM UM ESTUDO INTERNACIONAL COMPARADO

MARKETING CULTURAL E FINANCIAMENTO DA CULTURA: TEORIA E PRÁTICA EM UM ESTUDO INTERNACIONAL COMPARADO

A autora estende os benefícios do investimento em cultura pelas empresas ao ambiente interno, com destaque para o campo do recrutamento de talentos, o que, em última instância, impacta na produtividade e nos lucros de uma organização. A lógica é simples: ao investir no enriquecimento da oferta cultural de uma determinada região – no caso, a região onde está instalada a empresa –, a organização não apenas estaria lançando mão de uma estratégia clássica de relações públicas junto à comunidade. Estaria também tornando a cidade mais atraente aos potenciais funcionários qualificados. O recrutamento seria favorecido na medida em que haveria uma redução da resistência à mudança de município. A obra Marketing cultural e financiamento da cultura menciona dois casos nesse sentido. A Volvo investiu na
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Interação entre Didática e Teoria Histórico-Cultural.

Interação entre Didática e Teoria Histórico-Cultural.

Algumas atividades favorecem a formação de necessidades e motivos para a apropriação do conhecimento pelos alunos. É o caso de jogos; situações problema criadas por meio de narrativas reais ou imaginárias, semelhantes às vividas pelos homens quando elaboram determinados conhecimentos; problemas relacionados a fenômenos cotidianos; filmes; notícias, etc. Tais situações problema desencadeiam nos estudantes ações mentais inerentes ao conceito que é objeto de es- tudo. Por essa razão, Moura (1996; 2001) inclui a criação do problema desencadeador da aprendizagem como um dos elementos fundamen- tais no planejamento da atividade de ensino e, dependendo da idade e da área de conhecimento, a forma de fazer isso pode ser adequada ou não. Além das situações problema, as tarefas coletivas que exigem discussão e elaboração conceituais em grupo mostram-se favoráveis ao processo ativo do estudante. Dentre essas tarefas, destacamos o estabe- lecimento de diálogo entre os alunos de um grupo com a finalidade de elaborar a síntese, bem como as situações intergrupos, cuja finalidade é apresentar essas sínteses para os demais (Bernardes, 2012).
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Contribuições da Teoria Histórico-cultural para a prática de estágio supervisionado em Psicologia Escolar.

Contribuições da Teoria Histórico-cultural para a prática de estágio supervisionado em Psicologia Escolar.

estagiária em sua prática na escola -, foram ressalta- das as inquietações por parte das docentes em rela- ção às insatisfações sobre suas condições de tra- balho, às incertezas relativas ao vínculo trabalhista e às dificuldades no relacionamento com as famílias das crianças. De acordo com Marinho-Araújo e Almeida (2010), o docente, de maneira geral, sofre a tensão que se coloca na escola e os sentimentos de insatisfação profissional podem se instaurar por não conseguirem cumprir as exigências a eles de- mandadas no campo profissional. Por isso, esses sentimentos devem ser analisados como parte do contexto escolar, uma vez se que refletem dialetica- mente na prática educativa e nas relações em sala de aula (Neves, 2011). Parte das queixas docentes incluía ainda dificuldades na prática, como o modo de atuar durante o processo de adaptação e o retor- no das crianças após o período de férias. Essa de- manda mobilizou o planejamento de uma conversa da estagiária com as docentes acerca de fatores re- lacionados à adaptação das crianças à creche, bem como a distribuição de um folder contendo esclare- cimentos e sugestões sobre esse processo (Rapaport & Piccinini, 2001; Rosseti-Ferreira, Vitoria, & Goulardins, 1998; Santos, 2012). A partir dessa ação, outros docentes procuraram a estagiária para referir queixas sobre indisciplina, bullying e preconceito.
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O humano no homem: os pressupostos teórico-metodológicos da teoria histórico-cultural.

O humano no homem: os pressupostos teórico-metodológicos da teoria histórico-cultural.

dentro da perspectiva teórica adotada, o ato de conhecer passa necessariamente por uma postura ativa do sujeito diante do objeto de conhecimento e, portanto, implica uma dimensão prática da atividade. Marx explo- ra essa ideia na tese I sobre Feuerbach (Marx & Engels, 1998) ao fazer a crítica tanto ao idealismo quanto ao materialismo tradicional. Segundo o autor, o materialis- mo tradicional conceberia o conhecimento como mera contemplação do sujeito diante de um objeto exterior a ele e, portanto, um sujeito passivo que “se limita a receber ou reletir uma realidade” (Sánchez Vázquez, 1977, p. 151). Já o idealismo, embora considere a ati- vidade do sujeito, considera-a apenas abstratamente, ou seja, não inclui a atividade prática. Marx propõe ao mesmo tempo, como forma de superação, a negação da contemplação e a negação da atividade meramente abstrata. Para ele conhecer é “conhecer objetos que se integram na relação entre o homem e o mundo, ou entre o homem e a natureza, relação que se estabelece graças à atividade prática humana” (Sánchez Vázquez, 1977, p. 153). Como, no entanto, toda atividade prática não prescinde de uma atividade teórica, concluímos que o conhecimento só é possível na práxis.
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A IMPORTÂNCIA DO ENSINO: CONTRIBUTOS DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL - ESCOLA DE VIGOTSKY

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO: CONTRIBUTOS DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL - ESCOLA DE VIGOTSKY

Traduções recentes do russo para português da obra de Vigotsky (1896-1934) trazem uma luz mais consistente sobre a teoria histórico-cultural, de que este psicólogo é autor nuclear. De facto, o conhecimento, historicamente construído e socialmente valorizado, não é alcançável por aprendizagem espontânea, além de que as funções psíquicas superiores que potencia não decorrem de simples maturação. Por isso, o referido autor situou na zona de desenvolvimento iminente o desempenho de que o educando é capaz com auxílio do educador, e na zona de desenvolvimento real o desempenho autónomo do educando. Tal conceptualização reafirma o papel do ensino nesse desenvolvimento e, por inerência, a função do professor, traduzida na atuação sobre aquilo que ainda não está formado no educando e que ele não consegue formar sozinho.
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Práticas pedagógicas na educação infantil: contribuições da teoria histórico-cultural.

Práticas pedagógicas na educação infantil: contribuições da teoria histórico-cultural.

Nesse contexto, buscamos amparo na lógica de cria- ção de necessidades, e mais uma vez retomamos a neces- sidade de destacar a educação por meio de intervenções pedagógicas que expressam a valorização da capacidade criativa da criança. Assim, consideramos fundamental afirmar o conteúdo político da teoria histórico-cultural pautado na educação para a nova sociedade e na forma- ção do “novo” homem ou do homem comunista. A edu- cação correta e adequada, como propõe Vigotski, deve ter como ponto de partida a humanização. Nessa perspec- tiva, deve-se valorizar o cotidiano das crianças quando este for carregado de beleza e de arte. Destacamos que, enquanto houver predomínio da miséria, expressa nas mais variadas formas, devemos fazer valer o conteúdo político da teoria histórico-cultural, o qual podemos in- terpretar como a necessidade de apresentação e organiza- ção do ensino a partir das máximas elaborações humanas. Para realização da presente elaboração, foi-nos essen- cial o estudo realizado por Prestes (2012) e, particular- mente, a tradução que empreendeu da obra Imaginação e criação na infância, já mencionada. Em razão disso, consideramos que, de acordo com as pesquisas de Vi- gotski (2009), o processo de criação não ocorre espon- taneamente a partir de impulsos internos; a criação e as manifestações de criações não são iguais nas crianças. O autor argumenta que a criação infantil pode ser organiza- da e estimulada, esclarecendo que “[...] da mesma forma que ajudamos as crianças a organizar suas brincadeiras, que escolhemos e orientamos sua atividade de brincar, podemos também estimular e direcionar sua reação cria- dora” (VIGOTSKI, 2009, p. 91). Por fim, de acordo com o autor, é necessário e possível provocar nas crianças a criação literária, ou seja, é possível desenvolver a criati- vidade, como tratamos no presente estudo.
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Educação e desenvolvimento da personalidade da criança: contribuições da teoria histórico-cultural

Educação e desenvolvimento da personalidade da criança: contribuições da teoria histórico-cultural

A defesa de uma visão pós-moderna acerca da educação e do papel da comunidade nas decisões referentes às práticas educativas vem justificada pelas reais possibilidades de participação das pessoas na consolidação de valores e práticas, de saberes que se fundamentam nas experiências próximas — da comunidade, da família, dos pequenos grupos de envolvimento, das escolas —, na superação de discursos que se pretendem verdades absolutas em direção à construção de significados, permeada pela incerteza, pela mutabilidade, próprias do ser humano. Pretende, assim, superar o chamado “discurso da qualidade”, que busca, em suma, normatizar as condutas e prescrever práticas capazes de garantir o desenvolvimento normal da criança, desconsiderando sua condição de sujeito histórico-cultural e a própria possibilidade de um desenvolvimento marcado por saltos e superações (VYGOTSKI, 1995), para além dos ditames de uma Psicologia do Desenvolvimento baseada em padrões estáticos e estatizantes. Questiona-os, com base nas diferenças patentes entre os indivíduos historicamente situados em contextos diversos. Propõe uma reflexão que faça o caminho da particularidade para a generalidade, não com o intuito de produzir leis sob as quais seja possível o controle estrito das manifestações humanas e sua classificação como adequadas ou inadequadas, mas com o objetivo de compreender as especificidades relacionais e seus produtos e, para além disso, as formas de ação possíveis para a construção de práticas refletidas e pautadas na liberdade, na possibilidade de incertezas e de co-construção de novas realidades.
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