Top PDF Transtornos mentais como fator de risco para o suicídio

Transtornos mentais como fator de risco para o suicídio

Transtornos mentais como fator de risco para o suicídio

O suicídio é considerado, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, um problema de saúde pública. São cada vez mais altas as taxas de suicídio no mundo inteiro e esse fenômeno se constitui pela relação de diversos fatores, sendo um deles, o diagnóstico de alguma psicopatologia. Dessa forma, esta pesquisa visa caracterizar, de acordo com a literatura da saúde mental, de que forma os transtornos mentais podem ser diagnosticados como um risco para o suicídio, e tem como objetivos específicos identificar os principais transtornos, sua etiologia e outros fatores de risco do suicídio. Essa pesquisa é caracterizada por levantamento bibliográfico através da base de dados Scielo e MedLine, utilizando-se 14 artigos, dentre eles 12 de literatura nacional e 2 de literatura internacional, para ir mais além da literatura publicada no Brasil. A pesquisa possui caráter exploratório, com abordagem qualitativa e foi utilizada a técnica de análise de conteúdo para a análise dos dados coletados. Ao fim desse processo, foi possível perceber que os autores estão de acordo com relação às psicopatologias que estão mais propensas ao suicídio, como também com a maneira como elas se desenvolvem no sujeito e com outros fatores que estão relacionados o desencadeamento do suicídio, tais como aspectos biológicos, ambientais, histórico familiar e tentativas anteriores. Observou-se que, dos 14 artigos, 11 falam sobre a etiologia dos transtornos mentais; 8 falam sobre quais transtornos mentais estão relacionados ao suicídio e 7 falam sobre outros fatores desencadeantes do suicídio. Ao final da análise, pode-se identificar que os aspectos que constituem os transtornos mentais são similares aos que desencadeiam o suicídio, sugerindo uma forte relação entre psicopatologias e o suicídio, mais especificamente esquizofrenia, depressão, transtorno de humor bipolar, transtornos de personalidade anti-social e borderline. Ainda, os dados também apontaram o risco aumentado para o suicídio quando há associação dos quadros psicopatológicos ao abuso de álcool.
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A HISTÓRIA DA MORTE NO OCIDENTE E O CONTEXTO SOCIAL COMO FATOR DE RISCO PARA O SUICÍDIO

A HISTÓRIA DA MORTE NO OCIDENTE E O CONTEXTO SOCIAL COMO FATOR DE RISCO PARA O SUICÍDIO

Para Durkheim (2000), o fenômeno da autodestruição é fruto de uma desarmonia na relação indivíduo e sociedade, e cada momento da história social terá uma disposição para o suicídio. O autor aponta que o homem é um fragmento social e ele se constitui a partir do contato com o meio em que vive. É através dele que conhece as normas e a forma de como deve agir socialmente. Ao corresponder às regras estabelecidas, o indivíduo alcança uma satisfação pessoal que lhe proporciona bem- estar e equilíbrio. Porém, a quebra de vínculos e a ruptura de laços sociais ocasionam um desequilíbrio entre as partes, e o suicídio é consequência dessa anomia 4 , condição que toda sociedade está sujeita.
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Transtornos mentais como fatores de risco para o desenvolvimento de abuso/dependência de cocaína: estudo caso-controle.

Transtornos mentais como fatores de risco para o desenvolvimento de abuso/dependência de cocaína: estudo caso-controle.

Foram considerados “expostos” apenas aqueles indivíduos cujo transtorno mental e variáveis relacionadas ao transtorno ocorreram antes do início do abuso ou de- pendência de cocaína. Portanto, o grupo de “não-expostos” foi constituído por todos aqueles que não preencheram os critérios do DSM-III-R para transtornos mentais e com álcool, ou aqueles cujo transtorno ocorreu no mesmo ano ou depois do abuso/dependência de cocaína. De forma a permitir que casos e controles tivessem a mesma chance de “exposição”, foram considerados controles “expostos” ape- nas aqueles cujos transtornos mentais em estudo ocorre- ram antes do início do abuso/dependência de cocaína no caso pareado. No caso das variáveis relacionadas a pensa- mentos de morte e tentativas de suicídio não houve especificação de data para esses eventos, já que estavam incluídos dentro do diagnóstico de depressão maior, só sendo considerados como “expostos” aqueles que, além de terem respondido afirmativamente a pelo menos uma das 4 perguntas, apresentavam também um diagnóstico de transtorno afetivo antes do início do abuso/dependência de cocaína, como descrito acima.
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Adolescentes do sexo feminino com transtornos mentais: fatores de risco, mecanismos de proteção e eficácia adaptativa

Adolescentes do sexo feminino com transtornos mentais: fatores de risco, mecanismos de proteção e eficácia adaptativa

Nesta paciente, pode-se apontar que a separação dos pais quando estava com 6 anos, parece ter representado fator de risco. Necessitou de acompanhamento psicológico nesta época, devido aos choros constantes por não querer ficar longe do pai. Esta perda pode ter gerado dificuldades em lidar com frustrações (“quer tudo o que vê”). Parece que a paciente fez uma cisão entre o que é “bom” e o que é “ruim”, ficando o primeiro com seu pai e o segundo com sua mãe, pois estabelece com o pai uma relação de amizade, gosta das coisas que ele diz a respeito dela, ao contrário do que ocorre na relação com a mãe (KERNBERG; WEINER; BARDENSTEIN, 2003). A paciente atribui seu mau humor à relação com a mãe. A autocobrança excessiva pode estar relacionada ao desejo de agradar o pai, que faz elogios constantes, também contribuindo para sua auto-estima e auto imagem positivas.
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Comportamento sexual de risco para o HIV em pacientes com transtornos mentais: uma comparação de gênero

Comportamento sexual de risco para o HIV em pacientes com transtornos mentais: uma comparação de gênero

Finalmente, a história de violência verbal foi associada fortemente ao sexo desprotegido recente entre as mulheres com transtornos mentais. Não foram encontrados estudos que analisaram o efeito desse fator no sexo desprotegido em pessoas com transtornos mentais. Entretanto, esse resultado é consistente com estudos realizados com mulheres sem transtornos mentais (FAIR & VANYUR, 2011; ROBERT et al., 2005; TEITELMAN et al., 2008). É preocupante esse fator em especial, dado que foi bastante prevalente na população desse estudo, principalmente entre as mulheres (76%). De fato, a história de violência verbal é pouco estudada na população com transtornos mentais, mas é um aspecto importante a ser avaliado. A violência pode ser um fator que contribui para um baixo poder de decisão da mulher e para a baixa motivação em se proteger e pode levar a uma menor intenção de usar preservativos (HOUCK et al., 2009). Além disso, a violência pode influenciar na habilidade da mulher em sugerir, negociar, ou insistir no uso do preservativo, por se sentir coagida ou com medo (CAMPBELL et al., 2009). Mulheres portadoras de sofrimento mental e vítimas de violência podem ser especialmente isoladas e marginalizadas, fatores importantes que aumentam ainda mais a vulnerabilidade da mulher ao HIV (MEYER et al., 2011), e que devem ser foco na construção de políticas públicas para a prevenção da violência e redução de danos.
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Associação entre transtornos mentais comuns e comportamentos de risco em condutores de motocicletas vítimas de acidente de trânsito

Associação entre transtornos mentais comuns e comportamentos de risco em condutores de motocicletas vítimas de acidente de trânsito

Um dos principais fatores associados aos acidentes de trânsito diz respeito ao aumento da frota de veículos, principalmente de motocicletas. Entre os anos de 2003 e 2014, houve um aumento na frota nacional de 136,5%; na de automóveis, 102,6%; e na de motocicletas, 269,8%, sobretudo na região Nordeste (que registrou um aumento de 414% no número de motocicletas) (INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA - IPEA E POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL - PRF, 2015). Segundo Ascari et al. (2013), o aumento da frota e a elevada assiduidade de comportamentos inadequados entre os condutores contribuíram para que os acidentes de trânsito passassem a constituir um fator significativo para incidência de lesões, politraumatismos e óbito, sobretudo entre os jovens. As atitudes como dirigir com sono e/ou fadiga, dirigir sob influência de álcool, conduzir a motocicleta em excesso de velocidade, conduzir a motocicleta sem usar capacete e não ter habilitação para conduzir motocicleta são os principais fatores elencados para ocorrência e/ou gravidade do acidente sofrido por estes condutores (MOTORCICLE COUNCIL OF NEW SOUTH WALES – MCC OF NSW, 2010; SHAKER et al., 2014; VAN ELSLANDE et al., 2013).
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Transtornos mentais prevalentes em homens idosos que tentaram suicídio: uma revisão sistemática e metanálise

Transtornos mentais prevalentes em homens idosos que tentaram suicídio: uma revisão sistemática e metanálise

INTRODUÇÃO: O Brasil, assim como grande parte dos países, está em franco processo de envelhecimento. Concomitante, cresce a taxa mundial de tentativas e suicídio consumado. Hoje, o suicídio já é a segunda causa de mortes entre idosos no mundo e, em homens esse número chega a ser quatro vezes maior que em mulheres. Além disso, têm-se observado grande associação entre o suicídio nessa faixa etária e algumas comorbidades, como os transtornos mentais. OBJETIVO: Verificar a prevalência de diferentes transtornos mentais em homens idosos que tentaram suicídio. METODOLOGIA: A busca foi realizada em janeiro de 2019 em cinco base de dados eletrônicas (SciELO, LILACS, PubMed, Web of Science e Scopus), além da busca de parte da “literatura cinzenta” nas bases OpenThesis, OpenGrey e OATD para minimizar viés de seleção e publicação. Foram considerados elegíveis estudos observacionais, com homens acima de 60 anos que tentaram o suicídio. O risco de viés e avaliação da qualidade metodológica individual dos estudos selecionados foi avaliado pela ferramenta “The Joanna Briggs Institute Critical Appraisal tools for use in JBI Systematic Reviews” para estudos de prevalência. A ferramenta GRADE foi utilizada para avaliar a qualidade da evidência obtida. RESULTADOS: A busca resultou em 12.894 registros, dos quais dois preencheram os critérios de elegibilidade. Dentre os estudos incluídos, o número total de idosos com transtorno mental que tentaram suicídio foi de 359. A maior prevalência deu-se para transtornos de humor (42.0%; IC95%: 37.0-47.0%; I 2 : 0.0% p=0.763), seguida de transtornos relacionados ao uso de substâncias (41.0%; IC95%: 8.0-74.0%; I 2 : 96.4 p<0.001) e, por fim, transtornos esquizofrênicos (5.0%; 95%IC: 0.0%-14.0%; I 2 : 80.3% p=0.024). CONCLUSÃO: Os transtornos de humor e os transtornos relacionados ao uso de substâncias apresentaram uma maior prevalência em homens idosos com transtornos mentais que tentaram o suicídio. O número de tentativas de suicídio pode ser ainda maior do que as estimativas demonstram, sendo este subestimado, considerando as possibilidades de falhas nos registros ou do desfecho do mesmo estar sendo subvalorizado em função de outros diagnósticos. É importante considerar o papel dos serviços de saúde no diagnóstico precoce dos transtornos mentais em homens idosos para proposição de um tratamento oportuno e adequado.
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Transtornos mentais na infância e adolescência : uma proposta de ação – identificando adolescentes em risco para depressão

Transtornos mentais na infância e adolescência : uma proposta de ação – identificando adolescentes em risco para depressão

23 riqueza de detalhes, as características de uma amostra específica que foi usada para o seu desenvolvimento, mas que não podem ser inteiramente transportadas para outras amostras. Várias estratégias estatísticas vem sendo sugeridas para reduzir o impacto do sobreajuste no desempenho de modelos multivariados. A mais utilizada consiste na introdução de um fator de penalização para a redução (shrinkage) da magnitude dos coeficientes e/ou para seleção de variáveis relevantes ao modelo (41, 72, 73). Outra questão metodológica associada à não-replicabilidade dos achados é o uso das estratégias de introdução ou eliminação passo-a-passo (stepwise), nas quais as variáveis são incluídas ou retiradas do modelo final de acordo com a sua associação independente com o desfecho em estudo. As diretrizes atuais vem desencorajando o uso dessas técnicas para a seleção de variáveis, reforçando a escolha de variáveis a partir das informações obtidas da literatura científica ou do conhecimento técnico sobre o tema em estudo (41, 74).
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Transtornos mentais maternos graves e risco de malformação congênita do bebê: uma metanálise.

Transtornos mentais maternos graves e risco de malformação congênita do bebê: uma metanálise.

A busca bibliográfica, segundo a estratégia esta- belecida, resultou em 108 artigos (Figura 1). No entanto, apenas seis foram selecionados, segun- do os critérios pré-estabelecidos (Tabela 1). Os demais foram excluídos por serem revisões de literatura, pesquisas qualitativas, estudos repe- tidos nas diferentes bases de dados ou por não serem referentes ao tema (muitos estudos en- contrados pela busca eram pesquisas sobre as malformações e outras complicações obstétricas como fatores de risco para o desenvolvimento da esquizofrenia na vida adulta). Seis artigos fo- ram excluídos por avaliarem transtornos mentais maternos como desfecho do diagnóstico de mal- formação congênita do bebê e não como fator de risco para tal.
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Fatores de risco e proteção para transtornos mentais em crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica

Fatores de risco e proteção para transtornos mentais em crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica

Apesar de não ser possível estimar exatamente o tempo de exposição das crianças e adolescentes as situações de violência doméstica, pois este dado muitas vezes é contado após a notificação, destaca-se este fator como um agravante no acometimento de transtornos psiquiátricos. No instrumento utilizado para triagem, SDQ, verificou-se que a maioria dos sujeitos apresentou mais de um sintoma de saúde mental. E, no diagnóstico mais aprofundado através da utilização do Questionário DAWBA verificou-se que a maior parte dos sujeitos apresentou mais de dois transtornos psiquiátricos. Destes, 69,4% estavam nas faixas etárias de 8-11 anos (73,7%) e de 12-16 anos (75%), encontrando-se associação entre o aumento da idade e maior incidência de comorbidades psiquiátricas. Portanto, pressupõe-se que quanto mais tempo expostos a situações adversas, mais elevados os níveis de risco para transtornos psiquiátricos, pois as comorbidades aumentaram significativamente com o aumento da idade (Koller e Lisboa, 2007).
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Risco de suicídio em jovens com transtornos de ansiedade: estudo de base populacional.

Risco de suicídio em jovens com transtornos de ansiedade: estudo de base populacional.

Mostrou-se presente na amostra a prevalência de 20,9% de indivíduos com algum transtorno de ansiedade, bem como foi possível identificar o risco de suicídio presente em 8,6% da população estudada. Na análise bivariada (Tabela 2), não foi possível encontrar diferenças estatísticas significativas do risco de suicídio em relação a atividades laborais e relacionamento estável. Entretanto, a presença do risco de suicídio mostrou-se maior nos indivíduos do sexo feminino, pertencentes à classe social menos favorecida, com baixa escolaridade e filhos de pais separados. O risco de suicídio mostrou-se presente em maior proporção, de forma significativa, nos indivíduos que relataram consumo de tabaco e drogas ilícitas. Da mesma forma, possuir alguma doença importante, ter feito ou fazer algum tratamento psicológico e/ou psiquiátrico, relatar histórico familiar de transtornos mentais e tomar algum “remédio para os nervos” nos últimos trinta dias se apresentaram como fatores associados a maior proporção de risco de suicídio.
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Transtornos mentais menores entre estudantes de medicina.

Transtornos mentais menores entre estudantes de medicina.

Há evidências crescentes de que a religiosidade – uma das di- mensões da espiritualidade – está associada com saúde men- tal. Um estudo de revisão mostrou associação positiva com a religiosidade em 50% dos casos e negativa em 25% deles. Nes- sa revisão, a religiosidade foi considerada um fator protetor para suicídio, abuso de drogas e álcool, comportamento de- linquente, satisfação marital, sofrimento psicológico e alguns diagnósticos de psicoses funcionais 26 .

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Em busca das origens desenvolvimentais dos transtornos mentais.

Em busca das origens desenvolvimentais dos transtornos mentais.

A (MAO-A) e situações de maus-tratos na infância sobre o desenvolvimento de comportamentos antissociais na vida adulta. Dados consistentes apontam para a relação da MAO- A com agressividade, tanto em modelos animais como em humanos. Essa enzima metaboliza neurotransmissores como noradrenalina, serotonina e dopamina, sen do que sua ativi- dade reduzida disporia o organismo a uma hiperreatividade neural a ameaças. Maus-tratos na infância é um fator de risco conhecido e bem estudado para comportamento antis- social na vida adulta. Entretanto, uma proporção importan- te de crianças que sofreram maus-tratos na infância não apresenta comportamento antissocial ao longo do seu de- senvolvimento, o que levanta a hipótese de que infl uências genéticas possam apresentar efeito moderador sobre tal estressor. Os resultados do estudo mostraram que a ativida- de da MAO-A não apresentou efeito principal sobre o de- senvolvimento de comportamento antissocial 40 . Já maus-tratos
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Associação entre transtornos mentais comuns e tuberculose.

Associação entre transtornos mentais comuns e tuberculose.

Outra variável sobre estado nutricional que também se mostrou associada com TMC e TB foi sobrepeso/obesidade (OR: 2,11; IC95% 1,49 – 3,00), relação que não vem sendo tão investigada quanto a desnutrição. Contudo, verificou-se que a obesidade tem sido associada a outros transtornos psiquiátricos, especialmente à depressão 143 . Diversos achados comprovam a associação da obesidade a outras doenças como: diabetes, hipertensão e aterosclerose, além da maior susceptibilidade a doenças infecciosas e inflamatórias como periodontite que indivíduos eutróficos. 144 Sendo assim, ampliar a compreensão sobre a relação entre doenças crônicas, saúde mental e TB, pode contribuir para formulação de estratégias mais efetivas ao controle da TB.
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Associação entre síndrome metabólica e transtornos mentais.

Associação entre síndrome metabólica e transtornos mentais.

Algumas limitações quanto aos resultados dessa revi- são devem ser apontadas. Muitos dos estudos sobre preva- lência de SM em populações psiquiátricas envolveram um pequeno número de pacientes. Ademais, em sua maioria, os valores encontrados foram obtidos de pacientes enca- minhados a centros de referência ou a partir da avaliação inicial de pacientes incluídos em ensaios com psicofárma- cos. Assim, é possível que estes representem, na verdade, a prevalência de SM em pacientes com transtornos mentais de difícil tratamento. Há, contudo, exceções. O estudo de Kinder et al. (2004) pode ser considerado bastante repre- sentativo da população norte-americana, haja vista ter sido realizado sobre uma amostragem extensa, obtida a partir de dados do NHANES III; todavia, apresenta a limitação de ter sido realizado com indivíduos com história de de- pressão e de não poder ser generalizado para pacientes que estejam vivenciando um episódio depressivo. Por fim, a amostragem de indivíduos esquizofrênicos do estudo de Saari et al. (2005) foi realizada a partir de um banco de dados representativo da população local. Seus resultados, no entanto, devem ser encarados com reservas em razão do pequeno número de pacientes e da limitada faixa etária que representam.
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Percepções de homens com transtornos mentais sobre risco e autocuidado face às infecções sexualmente transmissíveis.

Percepções de homens com transtornos mentais sobre risco e autocuidado face às infecções sexualmente transmissíveis.

Por se tratar de um grupo que se caracteriza por baixa renda e escolaridade, exposto à violência diária e à falta de perspectivas de uma vida melhor, o risco de infecção se mostrou dimensionado de forma comparativa e hierarquizada, em relação a outros tantos que são vivenciados por essa popu- lação, sendo visto como menos importante em face de outros mais evidentes, como o de sobrevivência. As dimensões culturais aqui apresentadas permi- tem compreender os altos índices de contaminação nesse grupo e sinalizam a necessidade de avançar nas abordagens em educação para a saúde sexual dessas pessoas, considerando as subjetividades e os aspectos psicossociais envolvidos nesse processo. É preciso trabalhar no sentido de reverter concepções sedimentadas que se mostram desfavoráveis ao uso do preservativo. É preciso fornecer condições para que essas pessoas desenvolvam autonomia para o autocuidado. É fundamental combater o preconceito e oferecer-lhes apoio e respeito para que o autocui- dado para a vida faça sentido.
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Dignidade e autonomia do paciente com transtornos mentais

Dignidade e autonomia do paciente com transtornos mentais

Um dos pontos mais discutidos sobre a saúde de pacientes com transtornos psíquicos refere-se à autonomia. O consentimento informado reflete a habilidade da pessoa de declarar sua vontade quanto às alternativas terapêuticas com base nos fatos de sua condição informados pelo profissional de saúde. Entretanto, é comum que o doente psicótico não apresente plenas faculdades mentais para ser capaz de opinar conscientemente quanto ao tratamento. Expõe-se, assim, a controvérsia sobre a possibilidade de o paciente com doença mental ter autonomia para tomar decisões conscientes quanto às alternativas terapêuticas que melhor atendam ao seu interesse.
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Avaliação de transtornos mentais em trabalhadores do CAPS

Avaliação de transtornos mentais em trabalhadores do CAPS

Investigou-se as possíveis diferenças, na presença ou não de sintomas de transtornos mentais comuns, entre os profissionais dos CAPS investigados e o tempo de serviço. Essa investigação foi feita por meio da análise de variância (ANOVA). Pode-se conceber que os itens do SRQ-20 propõem afirmações de um tema específico, e requerem do sujeito uma resposta indicando sua concordância ou não com as afirmações. Portanto, o que está sendo medido, isto é, a variável dependente, é em essência, a concordância, em uma escala dicotômica, com as afirmações propostas. O escore de um profissional no SRQ-20 representa o perfil de concordância em relação aos sintomas de TMC. Conforme Primi (2000) a análise de perfil busca investigar se o perfil de subgrupos de sujeitos definidos em função de alguma variável de interesse do pesquisador é distinto. Neste sentido temos cinco grupos de profissionais comparando com a presença ou não de sintomas de TMC. Empregando esta análise o interesse versa sobre a existência de interações significativas entre as variáveis, de acordo com Primi (2000) tais efeitos, sendo significativos, indicam que o perfil de médias no SRQ -20 dependem do subgrupo sendo considerado.
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Estratégias de enfrentamento de pacientes com transtornos mentais

Estratégias de enfrentamento de pacientes com transtornos mentais

A partir dos estudos apresentados, é perceptível que o foco das pesquisas sobre o enfrentamento de doenças crônicas tem grande direcionamento para a população com câncer. Porém, Galera, Zanetti, Ferreira, Giacon e Cardoso (2011) chamam a atenção, em um estudo bibliográfico que analisou pesquisas referentes à sobrecarga de familiares cuidadores de indivíduos com transtornos mentais, para a relevância de estudos de enfrentamento na área da saúde mental, acrescentando que é necessária a reflexão sobre a relação entre família e transtorno mental. Sobre isso, Pegoraro (2007), em um estudo com familiares e indivíduos com sofrimento mental, aponta que a sobrecarga familiar (econômica, física e emocional) pode fragilizar os vínculos familiares amistosos devido à necessidade de reorganização familiar diante do membro com transtorno mental. Ainda em relação à população com transtorno mental, Almeida, Silva, Espínola, Azevedo e Ferreira Filha (2013) buscaram compreender as estratégias de enfrentamento utilizadas por vinte pessoas
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Webpalestra - Transtornos mentais na gestação e no puerpério

Webpalestra - Transtornos mentais na gestação e no puerpério

assistência integral à mãe desde a gestação até puerpério e para o bebê nos primeiro 24 meses, a prevenção de problemas de saúde mental pode e deve ser tida como subentendida no momen[r]

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