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1.ª Secção do Trabalho da Instância Central “Breve relatório

No documento TRIBUNAL JUDICIAL DA COMARCA DE LISBOA (páginas 84-88)

Instância Central da Comarca de Lisboa 1ª Secção do Trabalho

Período: 01.03.2015 a 31.08.2015

1. Quadro de magistrados judiciais

No período objecto deste relatório encontravam-se colocados nesta 1ª Secção do Trabalho oito juízes de direito efectivos e quatro juízes auxiliares sendo que dois destes se encontravam a substituir dois juízes em comissão de serviço (Juiz 1 e Juiz 2).

Desde Janeiro de 2015 e 31 de Agosto de 2015 exerceu ainda funções nesta secção a Senhora Juiz Dra. Joana Salvador do quadro complementar da comarca de Lisboa (em acumulação com funções exercidas na 1ª Secção Criminal da instância central) restringindo-se aquelas à substituição de colegas de baixa médica, nomeadamente do Sr. Juiz Dr. António Ribeiro (Juiz 4) que nessa situação se encontrou no período compreendido entre 26.01.2015 e 17.06.2015 e já ultrapassada com o seu regresso ao serviço no dia seguinte ao termo da mesma.

Decorrido um ano sobre a implementação da reorganização judiciária da qual resultou a diminuição do número do quadro de juízes nesta 1ª Secção do Trabalho de dez para oito juízes, considerando a especificidade desta jurisdição e da sua localização importa reanalisar o objectivo da colocação de juízes auxiliares extra quadro (divisão de distribuição de serviço entrado com os demais juízes, colmatar situações especificas como maior antiguidade processos, atraso por espécie de processos ou (maior) dilação de agendamento) com vista a uma resposta mais célere.

2. Oficiais de Justiça a. Quadro efectivo

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Serviços Judiciais/Categorias

Quadro Legal Quadro efetivo

Secretário de justiça 1 Unidade central e serviço externo (Judicial) Escrivão de Direito 1 Escrivão-adjunto 0 Escrivão-auxiliar 2 Unidade de processos Escrivão de Direito 4 4 Escrivão-adjunto 16 18* Escrivão-auxiliar 20 16**

* Encontram-se duas escrivãs-adjuntas de baixa médica, uma desde 16.12.2014 e outra desde 31.08.2015, estando por isso em serviço efectivo dezasseis escrivães-adjuntos.

**à data da elaboração deste relatório são dezoito (18) os escrivães-auxiliares

Pese embora o quadro legal de escrivão de direito seja de quatro, somos da opinião que deveriam ser oito, um(a) por cada juiz de direito.

Após 31 de Agosto de 2015 foi deslocado um escrivão auxiliar e foram colocados três escrivães- auxiliares cuja experiência profissional destes se resume ao estágio, o que não permite colmatar nesta fase as efectivas necessidades de recursos humanos.

Até ao final do ano de 2015 é expectável que quatro oficiais de justiça passem à situação de aposentação sendo estes Anabela Simões da Silva, escrivã de direito (juiz 7 e 8), Maria de Lurdes B. Rodrigues, Maria Clara da Silva Ribeiro Martins e Maria de Fátima do Rosário M. dos Santos Morais, estas escrivãs-adjuntas, mostrando-se imperiosa a sua substituição atempada caso se venham a concretizar essas aposentações.

No período em causa e, com o quadro de funcionários referido, continuaram a verificar-se atrasos significativos na tramitação das acções executivas e elaboração da conta, nos termos já reportados no anterior

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relatório desta 1ª Secção do Trabalho.

Estes atrasos resultam da prioridade dada quer aos processos de natureza urgente, com expressão significativa (acidentes de trabalho, acções de impugnação da regularidade e licitude, despedimentos colectivos e providências cautelares), quer ao cumprimento de processos com diligências marcadas (audiências de parte, audiências de julgamento, exames por junta médica).

Para recuperação de atraso na tramitação das acções executivas sugerimos a colocação de um funcionário para cada duas unidades orgânicas num total de quatro funcionários apenas para este efeito, o que permitiria uma maior eficácia na colocação entretanto de um magistrado do quadro complementar para esse efeito.

No que concerne ao atraso na elaboração da conta encontra-se em curso a execução da medida recentemente implementada na comarca de Lisboa e cujos resultados terão de ser aferidos em ulteriores relatórios.

3. Instalações, manutenção e equipamento do Tribunal

O ascensor n.º 2 está parado há vários meses, encontrando-se a aguardar a execução dos trabalhos de reparação pela empresa - Thyssenkrupp Elevadores, SA.

Este problema causa constrangimentos de acesso aos pisos superiores de magistrados, funcionários e público nas horas de maior afluência e que, em regra, coincidem com o início das audiências de julgamento

De acordo com informação prestada pela empresa Diomil - Compra e venda de todo o material de incêndio, Lda., outorgante do contrato para prestação de serviços de manutenção preventiva e assistência técnica ao equipamento de detecção e combate a incêndios instalado no edifício, celebrado com a Direcção- Geral da Administração da Justiça este foi denunciado por esta última, com efeitos a 1 de Fevereiro de 2015, desconhecendo-se se foi celebrado outro contrato com o mesmo objecto.

De acordo com informação prestada pela empresa HidroAssiste - Assistência Técnica e Conservação de Edifícios, SA, outorgante do contrato de assistência técnica, manutenção preventiva e assistência técnica e ambiental aos equipamentos AVAC instalados no edifício celebrado com a (então) Secretaria-Geral do Tribunal do Trabalho de Lisboa, este foi denunciado pela Direcção-Geral da Administração da Justiça, com efeitos a 20 de Setembro de 2015, desconhecendo-se se foi celebrado outro contrato com o mesmo objecto.

As impressoras de rede - Lexmark T640, avariam com alguma frequência por falta de manutenção.

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Este problema estende-se às impressoras individuais HP LaserJet 3050, existindo três avariadas a aguardar reparação.

4. Plataforma citius

Têm vindo a verificar-se atrasos significativos - superiores a dez horas atingindo em alguns casos

24 horas - entre a entrada de requerimentos apresentados pelas partes por meios electrónicos e o seu aparecimento no sistema.

Estes atrasos provocam constrangimentos em actos de natureza urgente como por exemplo a citação prévia ou a apresentação do articulado de oposição em procedimento cautelar que é, em regra, feito até à data designada para audiência final, pelo que urge averiguar a causa que desconhecemos.

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Lisboa, 31 de Outubro de 2015 Linda Souto Gonçalves”

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No documento TRIBUNAL JUDICIAL DA COMARCA DE LISBOA (páginas 84-88)