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Tribunal da Propriedade Intelectual

No documento TRIBUNAL JUDICIAL DA COMARCA DE LISBOA (páginas 33-38)

“RELATÓRIO

RESPEITANTE À 1ª SECÇÃO DA INSTÂNCIA CENTRAL CÍVEL DA COMARCA DE LISBOA e TRIBUNAL DE COMPETÊNCIA TERRITORIAL ALARGADA DA

PROPRIEDADE INTELECTUAL PERÍODO DE 01.03.2015 - 31.08.2015

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1. Introdução

O presente documento visa corresponder à solicitação efectuada a esta coordenação, no sentido de ser elaborado breve relatório referente ao período compreendido entre 1 de Março de 2015 e 31 de Agosto de 2015, com indicação dos principais problemas sentidos, eventuais necessidades, nomeadamente as relacionadas com a falta de recursos humanos, deficiências estruturais das instalações ou outros tipos de problemas referenciados (manutenção, segurança, acessibilidade, salubridade, etc.), ou quaisquer outras alterações a que entenda fazer referência e que ocorreram após o envio do relatório semestral.

Por facilidade de exposição segue o documento a estrutura do precedente relatório, compreendendo as seguintes matérias:

a) Problemas decorrentes da implementação da Nova Organização Judiciária; b) Principais actividades desenvolvidas;

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d) Apreciação conclusiva.

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2. Problemas decorrentes da implementação da Nova Organização Judiciária

No período em análise mostra-se ultrapassada a generalidade dos constrangimentos relativos à “paralisação” da plataforma informática “citius” de que se deu nota no anterior relatório.

Subsiste a insuficiência de salas de audiência para dar resposta ao número de solicitações (julgamentos, audiência prévias e outras diligências) respeitantes ao quadro de magistrados efectivos e auxiliares que aqui exercem funções, a qual, tem vindo a ser colmatada com a possibilidade – temporária – de utilização das salas dos 3.º e 4.º pisos, onde se prevê a futura instalação do Tribunal do Trabalho de Lisboa. Quando esta instalação tiver lugar, o problema das salas tornar-se-á, de novo, evidente.(sublinhado e negrito nosso)

* 3. Principais actividades

Ao longo do período a que respeita o presente relatório, nesta 1.ª Secção Cível da Instância Central de Lisboa e TPI, não se registaram alterações ao nível do quadro de magistrados. Ocorreu a reafectação de uma funcionária da instância local para colmatar falha em unidade da instância central. Os turnos de férias judiciais de Páscoa e de Verão decorreram sem incidentes registados, não tendo existido ulteriores desenvolvimentos – nenhuma solicitação tendo ocorrido a este respeito pelos Colegas - quanto às “pastas de turno” disponibilizadas a todos os colegas. Continua sem resposta a solicitação efectuada pela Exma. Senhora Juíza Presidente ao IGFEJ no que respeita à temática da igualação de processos, na sequência da efectivação das operações de afectação e subsequente redistribuição, de acordo com as linhas gerais enunciadas pelo CSM aquando da instalação inicial desta Instância Central Cível (problema que não se coloca quanto ao TPI).

* 4. Necessidades que urge colmatar

Considerando o elenco de problemas registados, importa dar conta das questões que, na presente data, ainda se encontram por resolver:

a) Ao nível das Unidades Orgânicas, movimento processual e estatísticas:

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juízes que compõem esta Secção Cível da Instância Central, subsiste a falta de repercussão daquelas operações nas estatísticas constantes do «Citius».

No que se refere às marcações de audiências finais, continua a não ser possível estabelecer um padrão entre os vários Juízes, na medida em que a referida marcação depende da complexidade factual e dos meios de prova a apreciar, determinando muitos processos marcações que se prolongam por mais de uma dezena de sessões, o que, noutros casos, não sucede.

Continua a sinalização dos processos tramitados sem decisão final assinalada no precedente relatório.

b) Ao nível dos recursos humanos:

Problema que mantém acuidade e frequência nas várias Unidades de Processos, consiste na falta de funcionários nos quadros afectos a cada um dos núcleos, designadamente de Escrivães Auxiliares, o que implica a frequente necessidade de os Senhores Escrivães-Adjuntos fazerem julgamentos, com prejuízo evidente para o atempado cumprimento dos despachos.

Tal circunstância poderá, a médio prazo, acarretar um maior tempo de resposta nos processos desta instância e, bem assim, uma degradação da qualidade da mesma.

Estas dificuldades exponenciam-se quando ocorre baixa médica ou aposentação de Senhores Funcionários, inexistindo meios para, de forma cabal, ser suprida a respectiva carência de funcionários.

Mantém-se a deslocalização de dois escrivães-Adjuntos para a secção de execuções e a tramitação por Escrivães-Adjuntos de processos que se deslocam das secções de execução para esta Instância Central, a fim de aqui serem cumpridos, resulta num menor tempo disponível para a tramitação dos processos desta Instância, situação que contribui para uma menor cadência na tramitação destes últimos.

c) Ao nível das instalações e equipamentos:

Urge implementar a projectada biblioteca central da Instância Central e do Tribunal de Propriedade Intelectual, evitando-se a dispersão de obras pelos vários núcleos (permitindo a concentração num único local de todas as obras que, presentemente, se dispersam pelos vários corredores de cada núcleo) e actualizando-se as obras já adquiridas, a integraram a referida biblioteca, problema que já foi assinalado no precedente relatório.

Igualmente se mantém a ausência de adequada sinalética a indicar as diversas Unidades Orgânicas, o que determina que, diariamente, os utentes dos serviços se vejam defrontados com a necessidade de inquirir sobre a localização das mesmas.

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Ainda no que se refere ao equipamento, mantiveram-se, neste período, avarias nos elevadores gerais e dos Magistrados, o que dificulta a acessibilidade do público, dos magistrados e dos funcionários ao edifício e a deslocação dos processos entre as várias unidades de processos, situação que envolve, igualmente, os serviços do Ministério Público.

A ausência de aquecimento central (no Inverno) e de adequados meios de refrigeração (no Verão), que se faz sentir, sobretudo, nas salas de audiência é igualmente factor de perturbação, afectando a qualidade do serviço a prestar.

Acresce a existência de gabinetes de magistrados com paredes com pintura de origem, em mau estado, denotando falta de salubridade.

Também inexiste no edifício principal do Palácio da Justiça efectivo controlo sobre as entradas de pessoas no edifício, não existindo equipamento de verificação de segurança em funcionamento (situação que não ocorre no edifício onde se encontra instalado o TPI). (sublinhado e negrito nosso)

* 5. Apreciação conclusiva

Tendo em conta o exposto, pode concluir-se o seguinte:

A) Nesta 1.ª Secção Cível da Instância Central de Lisboa, não obstante terem sido já debelados diversos problemas decorrentes da implementação da Lei de Organização do Sistema Judiciário, pode concluir-se que o estado dos serviços apresenta um nível suficiente, havendo ainda um assinalável deficit face ao nível de resposta desejado, para a realização de uma efectiva e pronta Justiça;

B) Importa solucionar, com a possível brevidade, os seguintes problemas, para que o impacto que os mesmos têm sobre o serviço judicial não recrudesça e, igualmente, para que, na base deles, não se proporcionem outras e mais gravosas carências ou entraves ao funcionamento do sistema de Justiça e da gestão da Comarca:

a) Falta de compatibilidade com a realidade dos elementos estatísticos disponibilizados pela plataforma «Citius»;

b) Disparidade assinalável nas marcações de audiências finais, entre os vários magistrados judiciais;

c) Entrada de processos de complexidade acentuada e que requerem sessões de audiência que se prolongam no tempo;

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d) Persistência de processos com acentuada «antiguidade» em termos de pendência, que determinam acompanhamento mais atento;

e) Falta de funcionários nos quadros afectos a cada um dos núcleos, designadamente de Escrivães Auxiliares;

f) Ausência de adequados meios de suprimento de carências de funcionários em situações de falta; g) Ausência de implementação da biblioteca central da Instância Central e do Tribunal de Propriedade Intelectual;

h) Inexistência de adequada sinalética indicando as diversas Unidades Orgânicas; i) Avarias nos elevadores gerais e dos Magistrados;

j) Ausência de aquecimento central/meios de refrigeração e outras deficiências nos gabinetes e espaços do tribunal;

k) Carência de efectivo controlo sobre as entradas de pessoas no edifício, não existindo equipamento de verificação de segurança em funcionamento.

* A Juiz Coordenadora

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No documento TRIBUNAL JUDICIAL DA COMARCA DE LISBOA (páginas 33-38)