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2.º ciclo de estudos

No documento UNIVERSIDADE DE AVEIRO (páginas 49-53)

Artigo 45.º

Ciclo de estudos conducente ao grau de mestre

1 — No ciclo de estudos conducente ao grau de mestre, o estudante deve, para o efeito, obter aprovação:

a) Num total de créditos não inferior a 90 nem superior a 120 do plano de estudos de um curso com a duração normal, respetivamente, de três e quatro semestres curriculares, nos termos consagrados no n.º 1 do artigo 18.º do Decreto -Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto;

b) Nas condições previstas pelo Decreto -Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, que aprova o regime jurídico da habilitação profissional para a docência na educação pré -escolar e nos ensinos básico e secundário, na sua versão atualizada.

2 — O ciclo de estudos conducente ao grau de mestre pode ter 60 créditos e uma duração normal de dois semestres curriculares de trabalho nas seguintes situações:

a) Quando tenha forte orientação profissionalizante e demonstre cumulativamente:

i) Ter sido criado com consulta e envolvimento das entidades empregadoras e associações empresariais e socioprofissionais da região onde se insere a UA;

ii) Garantir o envolvimento dos empregadores e o apoio destes à realização de trabalhos de projeto, originais e especialmente realizados para os fins visados pelo ciclo de estudos, ou está-gios de natureza profissional a ser objeto de relatório final, através de acordos ou outras formas de parceria com empresas ou outros empregadores, associações empresariais e socioprofissionais ou outras organizações adequadas à especificidade da formação ministrada, bem como às exigências dos perfis profissionais visados;

iii) Estar orientado para o desenvolvimento ou aprofundamento de competências técnicas relevantes para o mercado de trabalho;

iv) Ser vocacionado para a promoção da aprendizagem ao longo da vida, designadamente pela fixação de condições de ingresso adequadas ao recrutamento exclusivo de estudantes com experiência profissional mínima prévia de cinco anos, devidamente comprovada;

b) Em consequência de uma prática estável e consolidada internacionalmente nessa espe-cialidade.

3 — No mestrado integrado, o grau de mestre é conferido ao estudante que obtiver aprovação num ciclo de estudos com 300 a 360 créditos e com a duração normal compreendida entre 10 e 12 semestres curriculares.

4 — No mestrado integrado é conferido o grau de licenciado a quem obtenha aprovação aos 180 créditos correspondentes aos primeiros seis semestres curriculares e deve adotar uma deno-minação que não se confunda com a do grau de mestre.

5 — O disposto no número dois não prejudica a necessidade de observar todos os requisitos relacionados com os objetivos e condições de obtenção do grau de mestre.

Artigo 45.º -A

Grau de mestre

O grau de mestre é conferido aos que demonstrem:

a) Possuir conhecimentos e capacidade de compreensão a um nível que:

i) Sustentando -se nos conhecimentos obtidos ao nível do 1.º ciclo, os desenvolva e aprofunde;

ii) Permitam e constituam a base de desenvolvimentos e ou aplicações originais, em muitos casos em contexto de investigação;

b) Saber aplicar os seus conhecimentos e a sua capacidade de compreensão e de resolução de problemas em situações novas e não familiares, em contextos alargados e multidisciplinares, ainda que relacionados com a sua área de estudo;

c) Capacidade para integrar conhecimentos, lidar com questões complexas, desenvolver soluções ou emitir juízos em situações de informação limitada ou incompleta, incluindo reflexões sobre as implicações e responsabilidades éticas e sociais que resultem dessas soluções e desses juízos ou os condicionem;

d) Ser capazes de comunicar as suas conclusões, e os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes, quer a especialistas, quer a não especialistas, de uma forma clara e sem ambigui-dades;

e) Competências que lhes permitam uma aprendizagem ao longo da vida, de um modo fun-damentalmente auto -orientado ou autónomo.

Artigo 46.º

Estrutura do ciclo de estudos conducente ao grau de mestre

O ciclo de estudos conducente ao grau de mestre integra:

a) Um curso de especialização, constituído por um conjunto organizado de unidades curriculares, denominado curso de mestrado, a que corresponde um mínimo de cinquenta por cento do total dos créditos do ciclo de estudos;

b) Uma dissertação de natureza científica ou um trabalho de projeto, originais e especialmente realizados para este fim, ou um estágio de natureza profissional objeto de relatório final, consoante os objetivos específicos visados, nos termos que sejam fixados pelas respetivas normas regula-mentares, a que corresponde um mínimo de 30 créditos, não sendo este limite aplicável aos ciclos de estudos integrados conducentes ao grau de mestre.

Artigo 47.º

Condições de ingresso num ciclo de estudos conducente ao grau de mestre

1 — Podem candidatar -se ao acesso ao ciclo de estudos conducente ao grau de mestre:

a) Os titulares do grau de licenciado ou equivalente legal;

b) Os titulares de grau académico superior estrangeiro, conferido na sequência de um 1.º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do Processo de Bolonha por um Estado ade-rente a este Processo;

c) Os titulares de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido como satis-fazendo os objetivos do grau de licenciado pelo Conselho Científico da UA;

d) Os detentores de um currículo escolar, científico ou profissional, que seja reconhecido como atestando capacidade para realização deste ciclo de estudos pelo Conselho Científico da UA.

2 — Os critérios de seriação e de admissão são os definidos em regulamentos próprios.

3 — O reconhecimento da adequação dos graus académicos estrangeiros a que se refere a alínea c) do n.º 1, pode ser condicionado à realização e aproveitamento em provas escritas e ou orais.

4 — O acesso e ingresso no ciclo de estudos integrado conducente ao grau de mestre rege--se pelas normas aplicáveis ao acesso e ingresso no ciclo de estudos conducente ao grau de licenciado.

5 — Podem ainda aceder a um curso de ciclo de estudos integrado todos aqueles que pos-suam as habilitações exigidas para a frequência de cursos de mestrado, nos termos referidos no n.º 1.

6 — O acesso ao ciclo de estudos conducente ao grau de mestre pressupõe uma candidatura e um processo de seriação realizado à luz de critérios previamente publicitados.

Artigo 48.º

Candidaturas ao 2.º ciclo

As candidaturas são apresentadas na sequência da publicitação de um edital, dentro dos prazos que forem fixados para o efeito, estando a respetiva aceitação condicionada pelo preenchimento dos pressupostos aplicáveis.

Artigo 49.º

Dissertação, projeto ou estágio de 2.º ciclo

1 — A atribuição do tema e do respetivo orientador ou da equipa de orientação para dissertação de natureza científica, para projeto ou para estágio de natureza profissional, ao estudante, é efetuada pelo Diretor da unidade orgânica, em articulação com o Diretor de Curso, segundo calendário e normas a definir nos regulamentos específicos dos diferentes cursos de mestrado.

2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, o estudante pode, por sua própria iniciativa, apresentar o tema para a dissertação, projeto ou estágio, sujeito a apreciação e validação do Diretor da unidade orgânica, após parecer favorável do Diretor de Curso.

3 — A orientação da dissertação, do projeto ou do estágio é da responsabilidade de doutor ou especialista da UA, a título individual ou em equipa de orientação.

4 — Nas situações previstas no artigo 41.º e seguintes do Decreto -Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto, a orientação da dissertação, do projeto e do estágio pode ser da responsabilidade de uma equipa de orientação constituída por doutores ou especialistas das instituições associadas.

5 — O Conselho Científico pode aprovar que a orientação seja assegurada por doutor(es) ou especialista(s) externo(s) à UA, mediante proposta fundamentada do Diretor da unidade orgânica elaborada em articulação com o Diretor de Curso.

6 — No quadro da relação Orientador/Orientando compete a ambos elaborar um plano de trabalhos onde estejam consignadas as obrigações das partes, bem como a sua calendarização, o qual deve ser enviado pelo Orientador ao Diretor de Curso no prazo máximo de 30 dias a contar do início do semestre a que corresponde a respetiva unidade curricular.

7 — As normas e épocas específicas para discussão de dissertação, de trabalho de projeto e de relatório de estágio são definidas por despacho reitoral, ouvidos os órgãos de coordenação científica e pedagógica.

8 — A entrega de dissertação, de trabalho de projeto e de relatório de estágio, acompanhada de parecer do orientador ou do coordenador da equipa de orientação, ocorre até à data limite fixada anualmente por despacho reitoral.

9 — A dissertação, o trabalho de projeto e o relatório de estágio que não sejam objeto de pa-recer positivo do orientador devem ser revistos e novamente submetidos a apreciação.

10 — O estudante que não tenha cumprido o estipulado no número anterior pode ainda ter acesso a uma época extraordinária para efeitos de conclusão do curso, desde que proceda à entrega dos documentos necessários até à data limite para esta época, fixada anualmente por despacho reitoral.

11 — As provas públicas devem ter uma duração entre trinta e sessenta minutos, que inclui a apresentação do trabalho pelo estudante e respetiva discussão pública e defesa.

12 — A atribuição da classificação à unidade curricular de dissertação, de projeto ou de estágio é precedida de deliberação sobre a aprovação ou reprovação do estudante.

13 — No momento da defesa e aprovação da dissertação, do trabalho de projeto ou do relatório de estágio, e para integração na respetiva versão final, o júri pode determinar a realização de peque-nas alterações ou correções ao documento apresentado, devendo as mesmas ser reduzidas a ata.

14 — As alterações mencionadas no número anterior devem ser efetuadas pelo estudante num prazo máximo de 10 dias, sendo da responsabilidade do orientador, ou, quando aplicável, do coordenador da equipa de orientação, a verificação da sua conformidade.

15 — O não cumprimento do disposto no número anterior pelo estudante constitui um impe-dimento ao registo da dissertação, do trabalho de projeto ou do relatório de estágio nos termos legalmente aplicáveis.

Artigo 50.º

Nomeação e constituição do júri de mestrado

1 — O júri de mestrado é nomeado pelo Reitor da UA, que pode delegar esta competência no Vice -Reitor ou no Diretor da unidade orgânica responsável pelo curso, ou que no momento do pedido detém a coordenação do curso.

2 — O Diretor da unidade orgânica deve apresentar, sob proposta do Diretor de Curso, a com-posição do júri, a qual deve ser submetida nos prazos estabelecidos anualmente por despacho do Presidente do Conselho Pedagógico.

3 — Os membros do júri devem ser especialistas no domínio em que se insere a dissertação, o trabalho de projeto ou o relatório de estágio e são nomeados de entre nacionais ou estrangeiros titulares do grau de doutor ou especialista.

4 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, o júri é constituído por três a cinco elemen-tos, nos quais se incluem:

a) O Diretor de Curso, que preside;

b) Um doutor ou especialista na área correspondente, nacional ou estrangeiro;

c) O orientador e, quando exista mais do que um, apenas um deles pode integrar o júri;

d) Eventualmente, outros doutores ou especialistas, nomeadamente os supervisores de en-tidades de acolhimento do estudante de mestrado, no domínio em que se insere a dissertação, o trabalho de projeto ou o relatório de estágio, nacionais ou estrangeiros.

5 — Nos mestrados em associação com instituições de ensino superior estrangeiras, sempre que existir mais do que um orientador, podem participar dois orientadores no júri, sendo, nessa situação, o júri constituído por cinco a sete membros.

Artigo 50.º -A

Funcionamento do júri de mestrado

1 — Sem prejuízo do disposto nos números seguintes, ao funcionamento do júri são aplicáveis as regras previstas no artigo 48.º do Decreto -Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto.

2 — As deliberações do júri são tomadas por maioria dos membros que o constituem, através de votação nominal justificada, não sendo permitidas abstenções.

3 — O presidente do júri tem voto de qualidade em caso de empate.

4 — Das reuniões do júri são lavradas atas, das quais constam os votos de cada um dos seus membros e a respetiva fundamentação, que pode ser comum a todos ou a alguns membros do júri.

Artigo 51.º

Prazo para a entrega da dissertação, trabalho de projeto e relatório de estágio

1 — A contagem dos prazos para a entrega da dissertação, do trabalho de projeto ou do rela-tório de estágio, de mestrado, suspende -se nos seguintes casos:

a) Maternidade e paternidade, nos termos da lei geral;

b) Doença grave e prolongada, impeditiva do desenvolvimento dos trabalhos;

c) Qualquer outro facto não imputável ao estudante, desde que de duração prolongada e impeditivo do desenvolvimento dos trabalhos.

2 — Para efeitos do disposto nas alíneas b) e c) do número anterior, considera -se impedimento prolongado o que tenha uma duração igual ou superior a 30 dias.

3 — A suspensão da contagem dos prazos só pode ocorrer até à entrega da dissertação, do trabalho de projeto ou do relatório de estágio.

Artigo 51.º -A

Entrega da dissertação, do trabalho de projeto e relatório de estágio em formato digital

1 — A entrega de dissertação, trabalho de projeto ou relatório de estágio é realizada exclusi-vamente em formato digital.

2 — O disposto no número anterior aplica -se a todas as fases da entrega de dissertação, trabalho de projeto ou relatório de estágio.

3 — A produção, publicação, transmissão e armazenamento dos documentos referidos no número anterior em suporte digital nas instituições do ensino superior são realizados em norma aberta, nos termos da Lei n.º 36/2011, de 21 de junho, que estabelece a adoção de normas abertas nos sistemas informáticos do Estado.

Artigo 51.º -B

Registo da dissertação, trabalho de projeto ou relatório de estágio

A dissertação, o trabalho de projeto ou o relatório de estágio são objeto do registo obrigatório estabelecido nos n.os 5 a 8 do artigo 49.º -A do Decreto -Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto.

CAPÍTULO V

No documento UNIVERSIDADE DE AVEIRO (páginas 49-53)

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