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UNIVERSIDADE DE AVEIRO

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Academic year: 2022

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UNIVERSIDADE DE AVEIRO

Regulamento n.º 833/2021

Sumário: Alteração ao Regulamento de Estudos da Universidade de Aveiro.

Alteração ao Regulamento de Estudos da Universidade de Aveiro

O Regulamento de Estudos da Universidade de Aveiro, aprovado pelo Regulamento n.º 214/2012, publicado no Diário da República, n.º 109, 2.ª série, de 05 de junho, concretiza a disciplina consa- grada no Decreto -Lei n.º 74/2006, de 24 de março, na redação dada pelo Decreto -Lei n.º 107/2008, de 25 de junho, e pelo Decreto -Lei n.º 230/2009, de 14 de setembro.

Com a entrada em vigor do Decreto -Lei n.º 115/2013, de 07 de agosto, o Regulamento de Estudos na Universidade de Aveiro, foi objeto da correspondente alteração nos termos do Regula- mento n.º 863/2016, publicado no Diário da República, n.º 173, 2.ª série, de 08 de setembro.

Atualmente vigora o Decreto -Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto, que introduz diversas alterações ao regime jurídico dos graus e diplomas de ensino superior, às quais cumpre dar acolhimento, nomeadamente ao regime da inscrição em unidades curriculares isoladas, à pos- sibilidade de realização de mestrados com a duração de um ano, à cessação da ministração dos mestrados integrados, garantindo -se, neste caso, um período para a sua conclusão pelos estudantes neles matriculados, bem como à previsão da utilização exclusiva do formato digital para a entrega de dissertações, trabalhos de projetos, relatórios de estágio, teses ou trabalhos que a substituam.

Nessa conformidade, após as devidas pronúncias dos órgãos competentes, em obser- vação, respetivamente, da alínea g) do n.º 1 do artigo 30 dos Estatutos da Universidade de Aveiro, e da alínea q) da Deliberação n.º 439/2019, de 20 de março, publicada no Diário da República n.º 76, 2.ª série, de 17 de abril, e promovida a consulta pública do respetivo projeto de acordo com o n.º 3 do artigo 110.º do Regime Jurídico das Instituições do Ensino Supe- rior, aprovado pela Lei n.º 62/2007, de 10 de setembro, e de harmonia com os normativos consagrados sobre esta matéria no artigo 101.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 4/2015 de 07 de janeiro, nos termos do disposto na alínea m) do n.º 3 do artigo 23.º dos Estatutos da Universidade de Aveiro, homologados pelo Despacho n.º 1 -C/2017, de 19 de abril, publicado no Diário da República n.º 80, de 24 de abril, são aprovadas as alterações ao Regulamento de Estudos da Universidade de Aveiro, nos termos que se seguem:

Artigo 1.º

Alterações

Os artigos 1.º, 2.º, 4.º, 6.º, 8.º, 9.º, 10.º, 10.º -A, 11.º, 12.º, 14.º, 15.º, 16.º, 18.º, 19.º, 21.º, 22.º, 23.º, 25.º, 27.º, 28.º, 29.º, 30.º, 31.º, 32.º, 33.º, 35.º, 36.º, 37.º, 38.º, 40.º, 41.º, 44.º, 45.º, 47.º, 49.º, 50.º, 51.º, 52.º, 53.º, 57.º, 58.º, 59.º, 60.º, 61.º, 62.º, 63.º, 64.º, 65.º, 66.º, 67.º, 68.º, 69.º, 70.º e 75.º do Regulamento de Estudos da Universidade de Aveiro, republicado em anexo pelo Regulamento n.º 863/2016, de 31 de agosto, publicado no Diário da República n.º 173, 2.ª série, em 08 de se- tembro, passam a ter a seguinte redação:

«Artigo 1.º

[...]

O presente Regulamento procede ao desenvolvimento e concretização da disciplina consa- grada no Decreto -Lei n.º 74/2006, de 24 de março, na redação dada pelo Decreto -Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto.

(2)

Artigo 2.º

[...]

1 — O presente normativo aplica -se aos estudantes inscritos nos ciclos de estudos conducen- tes à obtenção dos graus de licenciado, mestre e doutor pela Universidade de Aveiro, doravante denominada por UA, bem como aos estudantes inscritos em ciclos de estudos ministrados em associação com outras instituições, se o contrário não resultar do acordado pelas partes.

2 — O presente normativo aplica -se ainda aos estudantes inscritos em unidades curriculares isoladas, sem prejuízo do previsto em Regulamento próprio.

3 — [...]

Artigo 4.º

[...]

[...]

a) ‘Agente associativo’ — são considerados agentes associativos os estudantes abrangidos pelo disposto no regime jurídico do associativismo jovem que não sejam considerados ‘dirigentes associativos estudantis’ nos termos da alínea m), os estudantes voluntários, os coordenadores dos Núcleos das Associações Estudantis da UA, e ainda os estudantes que integram as Comissões de Curso e os órgãos consultivos da UA;

b) ‘Agente cultural’ — estudante que no decorrer do ano letivo é responsável por promover, organizar e participar em atividades de índole cultural, de reconhecido valor institucional;

c) [Anterior alínea b).]

d) [Anterior alínea c).]

e) [Anterior alínea d).]

f) [Anterior alínea e).]

g) [Anterior alínea f).]

h) ‘Avaliação final’ — consiste na realização de um único momento de avaliação, a concretizar na época de exames;

i) ‘B -learning’ — sistema de formação onde parte das atividades de ensino -aprendizagem da unidade curricular são realizadas a distância, com recurso a meios tecnológicos de informação e de comunicação, mas que inclui, necessariamente, atividades de ensino e de aprendizagem presenciais;

j) [Anterior alínea i).]

k) [Anterior alínea j).]

l) [Anterior alínea k).]

m) ‘Dirigente associativo estudantil’ — considera -se dirigente associativo estudantil o estudante que seja membro efetivo do Conselho Geral, do Conselho Pedagógico, do Conselho da unidade orgânica de ensino e investigação, do Conselho da unidade transversal de ensino e investigação, ou dos órgãos sociais das Associações Académicas e Estudantis da UA;

n) [Anterior alínea m).]

o) ‘Duração normal de um curso’ — o número de anos, semestres e ou trimestres curriculares em que o curso pode ser concluído pelo estudante, de acordo com o plano de estudos do respetivo curso;

p) ‘E -learning’ — sistema de formação onde as atividades de ensino -aprendizagem da uni- dade curricular são realizadas a distância, com recurso a meios tecnológicos de informação e de comunicação;

q) ‘Elemento de avaliação’ — o método, processo ou instrumento pedagógico, utilizado num dado momento de avaliação e através do qual se pretendem aferir as competências adquiridas pelo estudante, designadamente provas escritas, provas orais, exercícios laboratoriais, relatórios de trabalho de campo, apresentação e defesa de projetos e a participação em aula;

r) ‘Ensino a distância’ — modelo de ensino que prescinde da presença física do estudante, e em que as atividades de ensino -aprendizagem são efetuadas através da utilização das tecnologias de informação e de comunicação, nas modalidades de e -learning e ou b -learning;

(3)

s) [Anterior alínea r).]

t) ‘Época de recurso’ — período de avaliação final subsequente à época normal, definido como tal no calendário escolar do respetivo ano letivo, e destinado à obtenção de aproveitamento e ou à melhoria de notas;

u) ‘Época especial’ — período de avaliação final destinado às situações previstas no presente Regulamento, definido como tal no calendário escolar do respetivo ano letivo;

v) ‘Época normal’ — corresponde ao primeiro período de avaliação final e destina -se à obten- ção de aproveitamento às unidades curriculares a que se aplique e definido como tal no calendário escolar do respetivo ano letivo;

w) ‘Especialista’ — aquele que seja detentor do título de especialista conferido nos termos do disposto no Decreto -Lei n.º 206/2009, de 31 de agosto, na sua versão atualizada, ou considerado como tal pelo órgão científico estatutariamente competente do estabelecimento de ensino superior, nacional ou estrangeiro;

x) [Anterior alínea w).]

y) ‘Estudante de estatuto especial’ — o estudante que beneficia de um conjunto de direitos es- peciais, em resultado do disposto em instrumentos com força de lei ou em regulamentos aprovados pela UA, designadamente, dirigentes associativos estudantis, dirigentes associativos juvenis, atletas de alta competição, militares, bombeiros, estudantes com necessidades especiais, estudantes com doenças de excecional gravidade, trabalhadores -estudantes, estudantes em mobilidade, estudantes atletas universitários e mães e pais estudantes abrangidos pelo disposto na Lei n.º 90/2001, de 20 de agosto, na sua versão atualizada;

z) ‘Estudante em mobilidade’ — o estudante matriculado e inscrito num dado curso e em esta- belecimento de ensino superior, nacional ou estrangeiro, que realiza parte da sua formação noutro estabelecimento, sob condições previamente definidas em acordos de mobilidade entre as partes;

aa) ‘Estudante finalista’ — o estudante que estando inscrito num dado ano letivo reúne con- dições para completar o ciclo de estudos até ao final desse mesmo ano;

bb) ‘Estudante voluntário’ — o estudante que desenvolva atividades de voluntariado nos termos do regulamento de voluntariado da UA;

cc) [Anterior alínea bb).]

dd) [Anterior alínea cc).]

ee) ‘Investigação e Desenvolvimento’ — abreviadamente ‘I&D’ — o conjunto de atividades de produção e difusão de conhecimento, conforme definido no Manual de Frascati da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, incluindo atividades de investigação derivadas da curio- sidade científica e atividades baseadas na prática e orientadas para o aperfeiçoamento profissional;

ff) ‘Módulo de unidade curricular’ — subdivisão de uma unidade curricular em conteúdos programáticos autónomos, que exige a aprovação prévia do Conselho Pedagógico e do Conse- lho Científico, cuja lecionação e avaliação ocorrem de forma independente e à qual podem ser atribuídos créditos;

gg) ‘Momento de avaliação’ — o período de tempo exclusivamente dedicado à concretização, entrega e ou apresentação de elementos de avaliação de uma unidade curricular, a decorrer num único dia e cuja duração, se ininterrupta, não exceda as quatro horas;

hh) [Anterior alínea ee).]

ii) [Anterior alínea ff).]

jj) ‘Prova pública’ — consiste na apresentação, defesa e discussão pública perante um júri de uma dissertação, trabalho de projeto ou relatório final de estágio, nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 20.º do Decreto -Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto, ou na apresentação, defesa e discussão de uma tese original ou da modalidade alternativa à tese prevista no n.º 2 do artigo 31.º do mesmo diploma legal;

kk) [Anterior alínea hh).]

ll) [Anterior alínea ii).]

mm) [Anterior alínea jj).]

nn) [Anterior alínea kk).]

oo) [Anterior alínea ll).]

(4)

pp) ‘Opção livre’ — qualquer unidade curricular, independentemente da sua área científica, com nível de formação idêntico ao do ciclo de estudos a que o estudante está matriculado;

qq) ‘Orientação tutorial’ — atividade letiva de apoio, orientação e acompanhamento científico- -pedagógico de estudantes de uma unidade curricular, visando a consolidação de competências inerentes à mesma, cujo funcionamento deve ser articulado com os estudantes no início do semestre;

rr) ‘Equipa de orientação’ — conjunto de dois orientadores, no caso de dissertação, de trabalho de projeto e de relatório de estágio, ou de até três, no caso de tese, cabendo a um dos orientadores a coordenação da orientação.

Artigo 6.º

[...]

1 — Os cursos abrangidos pelo presente diploma organizam -se pelo sistema de créditos cur- riculares, nos termos consagrados no Decreto -Lei n.º 42/2005, de 22 de fevereiro, na sua versão atualizada.

2 — [...]

3 — [...]

4 — [...]

a) [...]

b) Unidades curriculares a funcionar de forma modular ao longo do semestre, quando tal não estiver já previsto no plano de estudos.

Artigo 8.º

[...]

1 — [...]

a) [...]

b) [...]

2 — [...]

a) [...]

b) [...]

3 — Nos cursos com duração e funcionamento até um ano, a Comissão de Curso é composta por:

a) Dois representantes dos estudantes;

b) Representantes dos docentes em número igual ao dos estudantes identificados na alí- nea anterior.

4 — (Anterior n.º 3.)

5 — O Diretor de Curso, nomeado de entre os docentes incluídos na alínea b) do n.º 2 e na alínea b) do n.º 3, nos termos e condições consignadas no regulamento da respetiva unidade orgâ- nica, preside à Comissão de Curso, dispondo de voto de qualidade em caso de empate resultante de votação nominal.

6 — Os docentes identificados na alínea b) do n.º 2 e na alínea b) do n.º 3 são nomeados de acordo com as disposições constantes do regulamento da respetiva unidade orgânica ou, quando tal não esteja previsto, pelo Diretor da respetiva unidade orgânica.

7 — O Diretor de Curso designa um Vice -diretor, dentre os restantes representantes iden- tificados na alínea b) do n.º 2 e na alínea b) do n.º 3, que o substitui nas suas faltas e impedi- mentos.

(5)

8 — Nos ciclos de estudo de características interdepartamentais lecionados em conjunto por mais do que uma unidade orgânica da UA, os representantes dos docentes identificados na alínea b) do n.º 2 e na alínea b) do n.º 3 são nomeados, nos termos configurados no n.º 6, pelo Diretor da unidade orgânica que exerce nesse ano letivo a respetiva Direção de Curso, após audição do Diretor da ou das Unidades Orgânicas envolvidas.

9 — (Anterior n.º 8.) a) [...]

b) [...]

c) [...]

10 — (Anterior n.º 9.) 11 — (Anterior n.º 10.)

12 — O disposto no presente artigo é aplicável sem prejuízo do previsto em Regulamento próprio.

Artigo 9.º

[...]

1 — Compete designadamente ao Diretor de Curso:

a) [...]

b) [...]

c) [...]

d) [...]

e) (Eliminada.) f) [...]

g) [...]

h) [...]

i) [...]

j) Presidir aos júris dos projetos/estágios do 1.º ciclo de estudos, quando aplicável;

k) [...]

l) [...]

m) [...]

n) [...]

o) Presidir aos júris dos cursos do 2.º ciclo de estudos e dos mestrados integrados.

2 — O Diretor de Curso pode delegar a competência prevista na alínea i) do número anterior, nos seguintes termos:

a) No ensino universitário, em docente integrado na carreira;

b) No ensino politécnico, em doutor ou especialista, integrados na carreira docente.

3 — O Diretor de Curso pode delegar a competência prevista na alínea n) do n.º 1, nos se- guintes termos:

a) No ensino universitário, em doutor integrado na carreira docente ou na carreira de inves- tigação;

b) No ensino politécnico em doutor ou especialista, integrados na carreira docente.

Artigo 10.º

[...]

1 — [...]

2 — [...]

(6)

3 — No caso dos ciclos de estudos de doutoramento, o estudante que se encontre nas condi- ções mencionadas no número anterior pode inscrever -se a duas unidades curriculares adicionais por ano, até ao limite máximo de 90 créditos por ano, tendo obrigatoriamente que estar inscrito a todas as unidades curriculares em atraso do semestre em causa.

4 — Da mesma forma, o estudante que no ano letivo anterior tenha obtido aprovação a um mínimo de 60 créditos pode inscrever -se a uma unidade curricular adicional por ano, até ao limite máximo de 68 créditos.

5 — (Anterior n.º 4.)

6 — A inscrição em unidades curriculares de um determinado semestre depende da prévia inscrição à totalidade das unidades curriculares a que o estudante não tenha obtido aprovação nos anos letivos anteriores e ou às quais não se tenha inscrito.

7 — (Anterior n.º 6.)

8 — A defesa pública da dissertação, do trabalho de projeto ou do relatório de estágio, do último ano do ciclo de estudos conducente ao grau de mestre, depende da prévia aprovação à totalidade das restantes unidades curriculares do respetivo plano de estudos.

9 — O disposto nos n.os 6, 7 e 8 é igualmente aplicável, com as devidas adaptações, à inscrição e defesa da tese nos ciclos de estudos conducentes à obtenção do grau de doutor.

10 — O estudante é avaliado nas unidades curriculares em que se encontra regularmente inscrito, sem prejuízo do disposto no regime da mobilidade previsto no artigo 22.º

11 — (Anterior n.º 10.) 12 — (Anterior n.º 11.)

13 — Os estudantes que se encontrem impedidos de proceder à inscrição em unidades cur- riculares, nos termos do presente artigo, encontram -se igualmente impedidos de o fazer ao abrigo do regime das unidades curriculares isoladas.

Artigo 10.º -A

[...]

As unidades curriculares frequentadas a título de ‘opção livre’ e que não estejam integradas como unidades curriculares obrigatórias, ou de opção, em planos curriculares de outros ciclos de estudos, só podem funcionar com o número mínimo de estudantes que venha a ser fixado por despacho reitoral.

Artigo 11.º

Inscrição em unidades curriculares isoladas

1 — Em cada ano letivo, os estudantes inscritos em regime de tempo integral podem inscrever- -se e frequentar unidades curriculares que não integrem o plano de estudos do respetivo curso, na modalidade de unidades curriculares isoladas, não sendo aplicáveis custos acrescidos à inscrição e frequência pelos mesmos em até duas unidades curriculares isoladas.

2 — Excetua -se do disposto no número anterior as unidades curriculares tese, dissertação, projeto, estágio, seminário, prática de ensino/pedagógica supervisionada, ensino clínico e educa- ção clínica.

3 — Podem ainda candidatar -se à frequência de unidades curriculares isoladas os estudantes de ensino superior sem vínculo à UA ou outros interessados, desde que maiores de 16 anos, nos termos e condições definidos no Regulamento de Frequência de Unidades Curriculares Isoladas da Universidade de Aveiro.

4 — A inscrição em unidades curriculares isoladas pode ser feita em regime sujeito a avaliação ou não.

5 — Quando a inscrição seja feita em regime sujeito a avaliação, cada estudante pode inscrever- -se a um número máximo de 60 créditos acumulados ao longo do seu percurso académico, não podendo ultrapassar 30 créditos por ano.

(7)

6 — Para efeitos do disposto no número anterior, considera -se percurso académico o conjunto de inscrições em unidades curriculares de um mesmo ciclo de estudos da UA.

7 — Quando a inscrição seja feita em regime não sujeito a avaliação, cada estudante pode inscrever -se a um número máximo de 18 créditos por ano.

8 — São condições de benefício previsto no n.º 1 que os estudantes em causa estejam inscritos a todas as unidades curriculares em atraso do respetivo plano de estudos e ainda às unidades curri- culares do ano curricular mais avançado, até ao limite do número de créditos previstos nos n.os 5 e 7.

9 — No caso de o plano de estudos integrar a unidade curricular ‘opção livre’, as unidades suplementares frequentadas com aproveitamento nos termos do n.º 1, não podem ser creditadas de forma a que o estudante fique por essa via dispensado de frequentar a referida unidade curricular.

10 — (Anterior n.º 5.) 11 — (Anterior n.º 6.)

12 — Sem prejuízo do disposto no presente artigo, o regime aplicável às unidades curriculares isoladas consta de regulamento próprio.

Artigo 12.º

[...]

1 — [...]

2 — [...]

a) Menor número de unidades curriculares em atraso;

b) Maior número de créditos realizados;

c) Média do curso acumulada à data do início do processo de inscrição nesse ano letivo.

3 — No caso do trabalhador -estudante, o número de créditos referido na alínea b) do número anterior é considerado em dobro.

4 — No caso de empate, após a aplicação dos critérios enunciados nas alíneas a) a c) do n.º 2, recorre -se à data de nascimento, dando -se prioridade ao estudante com idade superior.

5 — O disposto nos números anteriores não é aplicável ao estudante atleta, o qual tem prio- ridade na escolha de horários ou turmas cujo regime de frequência melhor se adapte à sua ativi- dade desportiva, e desde que de forma devidamente comprovada pelo mesmo, de acordo com o estabelecido no Decreto -Lei n.º 55/2019 de 24 de abril.

Artigo 14.º

[...]

1 — A anulação da matrícula é solicitada através da apresentação de requerimento escrito dirigido ao Reitor, sendo sempre devido o pagamento da 1.ª prestação das propinas e ainda, sendo o caso, das demais prestações vencidas até à data do pedido, salvo o disposto no n.º 2 do artigo 4.º do Regulamento de Taxas e Propinas aplicáveis aos Estudos e Cursos da Universidade de Aveiro.

2 — [...]

3 — No 2.º ou 3.º ciclos de estudos o estudante que pretenda retomar os estudos deve apre- sentar uma nova candidatura, nos moldes a definir pelo órgão legal e estatutário competente.

4 — (Anterior n.º 3.)

Artigo 15.º

Taxas e Propinas

As taxas e propinas aplicáveis aos ciclos de estudos objeto do presente Regulamento são fixadas nos termos da lei vigente no respetivo ano letivo, encontrando -se a sua disciplina consa- grada em regulamento próprio, e são definidas pelo órgão legal e estatutariamente competente de acordo com o estabelecido nos Estatutos da Universidade de Aveiro.

(8)

Artigo 16.º

[...]

1 — [...]

2 — Nos casos excecionais em que, por força da natureza dos ciclos de estudos em causa, não seja de admitir a lecionação em regime de tempo parcial, o Diretor da respetiva unidade or- gânica deve propor ao Conselho Científico uma lista dos ciclos de estudos em que não se afigure possível exercer a referida opção, com uma antecedência mínima de 90 dias relativamente ao início de cada ano letivo.

Artigo 18.º

[...]

1 — [...]

2 — O docente responsável de cada unidade curricular pode decidir pela marcação de faltas às aulas teórico -práticas das unidades curriculares do 1.º e 2.º ano dos cursos de licenciatura e dos ciclos de estudos integrados conducentes à obtenção do grau de mestre, desde que tal conste das regras do funcionamento da unidade curricular a divulgar no portal académico da UA até à primeira semana de aulas.

3 — Para efeitos do disposto no número anterior, e sem prejuízo do previsto no artigo 23.º, os estudantes dos dois primeiros anos curriculares dos ciclos de estudos a que se refere o número anterior que faltarem injustificadamente a mais de 30 % das aulas lecionadas de uma componente em que se verifique marcação de faltas reprovam automaticamente à respetiva unidade curricular, ficando em conformidade impedidos de se apresentarem a qualquer época de exames referente ao ano letivo em causa.

4 — Sem prejuízo do previsto no artigo 23.º, os estudantes dos cursos de licenciatura e dos três primeiros anos dos ciclos de estudos integrados conducentes à obtenção do grau de mestre que faltarem injustificadamente a mais de 20 % das aulas lecionadas das componentes prática, laboratorial, de trabalho de campo e estágio reprovam automaticamente à respetiva unidade cur- ricular, ficando subsequentemente impedidos de se apresentarem a qualquer época de exames referente ao ano letivo em causa.

5 — Excecionalmente e na estrita medida em que tal decorra da natureza da unidade curricular em causa, das competências por ela conferidas e ou do tipo de avaliação nela adotada, o docente responsável pode propor junto do Conselho Pedagógico, ouvido(s) o(s) Diretor(es) de Curso, que o número de faltas permitidas aos estudantes dos cursos de licenciatura e dos três primeiros anos dos ciclos de estudos integrados conducentes à obtenção do grau de mestre não exceda 20 % do total das aulas lecionadas das componentes prática, laboratorial, de trabalho de campo e estágio, independentemente do seu caráter justificado ou injustificado, devendo tal exigência constar das regras de funcionamento da unidade curricular em causa, a divulgar no portal académico da UA até à primeira semana de aulas.

6 — [...]

7 — [...]

8 — O trabalhador -estudante tem direito a aulas de compensação ou de apoio pedagógico que sejam consideradas imprescindíveis e como tal devidamente identificadas no dossiê pedagógico a elaborar nos termos dos n.os 1 e 2 do artigo 7.º

9 — Salvo nas situações devidamente fundamentadas pelo docente e bem assim se o interes- sado comunicar por escrito nas duas primeiras semanas de aulas do semestre respetivo a intenção de se submeter a nova avaliação, deve o estudante que seja repetente a uma dada unidade curricular ser dispensado, nos termos do número seguinte, de frequência e nova avaliação às componentes em que tenha obtido aproveitamento positivo em ano curricular anterior, mantendo -se nesse caso a classificação anteriormente obtida para efeitos de cálculo da nota final.

10 — A decisão de dispensa a que se refere o número anterior compete ao docente respon- sável pela unidade curricular que fixa, no mesmo momento, qual o número máximo de anos a que, para este efeito, se referem as avaliações anteriores.

(9)

11 — O estudante com unidades curriculares em atraso pode ser dispensado pelo docente responsável da frequência das aulas, nos casos em que a reprovação não decorra:

a) Por faltas à unidade curricular; ou

b) Por falta de obtenção de nota mínima exigida, nos casos em que for aplicável.

12 — Excetuam -se do disposto no número anterior os casos de incompatibilidade de horários em que o estudante pode beneficiar da dispensa, independentemente da pronúncia do docente responsável.

Artigo 19.º

[...]

1 — Podem optar pelo regime de frequência a tempo parcial os estudantes que se encontrem em condições de frequentar em regime de tempo integral os ciclos de estudos ministrados pela UA.

2 — Sem prejuízo do disposto no n.º 2 do artigo 16.º, a opção pelo regime de tempo parcial depende da manifestação de vontade do interessado durante o período de inscrição estabelecido em cada ano letivo.

3 — O regime de frequência e inscrição a tempo parcial é concedido por ano letivo, podendo o estudante inscrever -se no 1.º e 2.º ciclos de estudos e no 3.º ciclo de estudos até, respetivamente, um máximo de 30 e 34 créditos.

4 — (Anterior n.º 2.)

5 — Sem prejuízo do benefício da inscrição em regime de tempo parcial, o estudante tem sempre de se inscrever num número de anos letivos, seja em regime de tempo integral, seja em regime de tempo parcial, que lhe permita atingir o número de créditos definido para o ciclo de es- tudos frequentado.

6 — (Anterior n.º 4.)

7 — O estudante que num dado ano letivo tenha optado pelo regime de inscrição e frequência a tempo parcial pode alterar o regime de frequência para tempo integral, desde que o faça até ao início das aulas de cada semestre.

8 — O estudante pode ainda alterar a opção referida no número anterior, após a data de início de cada semestre, devendo para o efeito obter o parecer favorável do docente responsável de cada unidade curricular adicional e proceder ao pagamento das taxas aplicáveis.

Artigo 21.º

[...]

1 — Os ciclos de estudos lecionados em regime de funcionamento a distância, nas modalida- des de e -learning e ou b -learning, regem -se pelas normas e regulamentos aplicáveis aos cursos presenciais, com as especificidades previstas em regulamento próprio.

2 — É da responsabilidade do estudante em regime de ensino a distância dotar -se de equipa- mento próprio e meios tecnológicos adequados, de forma a assegurar as condições que permitam um adequado acesso em termos de comunicação e autenticidade, para a realização de todas as sessões, momentos e atividades de acompanhamento ao longo do semestre letivo e das respetivas provas de avaliação a distância.

3 — Cada unidade curricular deve prever momentos, modalidades e ferramentas de comuni- cação síncrona e ou assíncrona para o acompanhamento de atividades e ou trabalhos em curso.

Artigo 22.º

[...]

1 — À realização de parte de um ciclo de estudos por um estudante em mobilidade é aplicável o disposto no Decreto -Lei n.º 42/2005 de 22 de fevereiro, na sua versão atualizada, e a sua disci- plina consta de regulamento próprio.

(10)

2 — (Eliminado.) 3 — (Eliminado.)

4 — Sem prejuízo do disposto no n.º 1, cada estudante só pode permanecer em mobilidade pelo período máximo de dois semestres em cada ciclo de estudos.

5 — (Eliminado.) 6 — (Eliminado.) 7 — (Eliminado.) 8 — (Eliminado.) 9 — (Eliminado.)

Artigo 23.º

[...]

1 — [...]

2 — [...]

a) [...]

b) [...]

c) [...]

d) [...]

e) [...]

f) [...]

g) [...]

h) [...]

i) [...]

j) Ausência devida a motivos religiosos, nos termos da Lei n.º 16/2001, de 22 de junho, na sua versão atualizada;

k) [...]

3 — As faltas justificadas são ressalvadas no portal académico pelo docente da respetiva uni- dade curricular e não são contabilizadas para efeitos de reprovação por faltas à unidade curricular, à exceção do disposto no n.º 5 do artigo 18.º

4 — [...]

5 — [...]

6 — [...]

7 — [...]

8 — [...]

9 — [...]

Artigo 25.º

[...]

1 — [...]

a) [...]

b) Relevação de faltas às aulas motivadas pela comparência em atos de manifesto interesse associativo, nos quais se inclui o Dia do Associativismo Jovem;

c) Adiar a apresentação de trabalhos e relatórios escritos até ao primeiro dia da época normal, com exceção de trabalhos de grupo;

d) [...]

2 — [...]

a) Requerer até ao máximo de três momentos de avaliação em cada semestre curricular para além dos previstos nas épocas normais e de recurso, com um limite máximo de dois por unidade curricular;

(11)

b) Efetuar na época especial avaliação a um máximo de duas unidades curriculares semes- trais, ou a uma unidade curricular anual, em que tenha estado inscrito nesse ano letivo e a que não tenha reprovado por faltas.

3 — Aos estudantes abrangidos pelo disposto no regime jurídico do associativismo jovem que não sejam considerados Dirigentes Associativos Estudantis é aplicável o disposto na alínea a) do n.º 1 do artigo 25.º da Lei n.º 23/2006, de 23 de junho, na sua versão atualizada.

4 — O Agente Associativo tem também acesso à época especial de acordo com o estabelecido no n.º 2 do artigo 36.º

5 — O exercício dos direitos referidos nos números anteriores depende da prévia apresen- tação nos Serviços de Gestão Académica da respetiva certidão da ata da tomada de posse dos órgãos no prazo de 30 dias úteis após a mesma, ou no prazo de 30 dias úteis após a matrícula de ingresso no ensino superior, quando o mandato se tenha iniciado em data anterior a esta, devendo ser apresentado documento equivalente nos casos em que não haja lugar a tomada de posse.

6 — Os direitos conferidos nas alíneas a), b) e d) do n.º 1 dependem da apresentação, pelo estudante, de documento comprovativo da comparência nas atividades na secretaria da unidade orgânica responsável pelo curso que o mesmo frequenta, no prazo máximo de 10 dias.

7 — Os direitos conferidos nas alíneas c) e d) do n.º 1, nas alíneas a) e b) do n.º 2, e nos n.os 3 e 4, podem ainda ser exercidos no prazo de um ano após o termo do mandato, desde que este prazo não seja superior ao tempo por que foi efetivamente exercido o mandato.

8 — [...]

9 — Os momentos de avaliação a realizar ao abrigo do disposto do n.º 3 e da alínea a) do n.º 2 devem ser requeridos nos Serviços de Gestão Académica, entre os 20 a 25 do mês anterior àquele em que o estudante pretende realizá -los, sendo a data da sua realização acordada com o docente responsável pela unidade curricular.

10 — Os momentos de avaliação referidos no número anterior podem ser requeridos para qualquer mês, salvo o mês de agosto, a não ser que, neste último caso, haja a concordância ex- pressa do docente responsável pela unidade curricular.

11 — Nas situações previstas na alínea a) do n.º 2 e no n.º 3, o estudante, em caso de repro- vação a um determinado momento de avaliação, só poderá repeti -lo decorridos que sejam 60 dias após a data do requerimento do momento de avaliação anterior.

12 — O estatuto de Agente Cultural consta de Regulamento próprio, no âmbito do qual são definidos os respetivos direitos e deveres.

Artigo 27.º

[...]

O contributo dos estudantes e dos docentes para a melhoria da qualidade do ensino pressupõe uma franca e ativa participação nas diferentes estruturas da UA e o dever de resposta aos inquéritos pedagógicos lançados pela UA no âmbito do Sistema Interno de Garantia da Qualidade.

Artigo 28.º

[...]

1 — A lecionação em línguas estrangeiras de unidades curriculares de determinado curso depende de proposta do Diretor de Curso ao Diretor da unidade orgânica e de pronúncia favorável do Conselho Científico e do Conselho Pedagógico.

2 — Com exceção da língua inglesa, a utilização de línguas estrangeiras na escrita da tese de doutoramento, da modalidade alternativa à tese, da dissertação de mestrado, do trabalho de projeto e do relatório de estágio, bem como nos respetivos atos públicos de defesa, depende de pronúncia favorável do Conselho Científico.

3 — (Eliminado.) 4 — [...]

(12)

Artigo 29.º

[...]

1 — [...]

2 — [...]

3 — [...]

4 — [...]

5 — [...]

6 — [...]

7 — Sem prejuízo do estipulado no presente Regulamento, podem determinadas unidades curriculares, como sejam tese, dissertação, projeto, estágio, seminário, prática de ensino/pedagó- gica supervisionada, ensino clínico e educação clínica, adotar um regime de avaliação específico, bem como outras unidades curriculares com o regime previsto em regulamentos próprios de acordo com o artigo 3.º

8 — [...]

Artigo 30.º

[...]

1 — Nos termos das alíneas f), g), e h) do artigo 4.º a avaliação pode ser contínua, discreta ou final.

2 — Os tipos de avaliação previstos no número precedente podem coexistir numa mesma unidade curricular podendo ser diferenciados em função das componentes previstas no n.º 3 do artigo anterior.

3 — Independentemente do tipo de avaliação definido pelo docente responsável pela unidade curricular, o estudante pode optar pela realização de avaliação final às componentes teóricas e teórico -práticas se, até ao final da segunda semana do respetivo semestre, disso informar o docente responsável pela unidade curricular.

4 — Se o estudante pretender desistir da sua primeira escolha tem que concretizar junto do docente responsável pela unidade curricular o seu pedido de alteração até 48 horas antes do primeiro momento de avaliação, caso o docente responsável não fixe uma data diferente para o mesmo efeito.

5 — Todos os estudantes que não exerçam a opção a que se refere o n.º 3 ficam automatica- mente associados ao tipo de avaliação definido pelo docente responsável pela unidade curricular.

6 — O número das unidades curriculares em cada semestre curricular de um plano de estudos, em regime exclusivo de avaliação final, não deve ser superior a dois.

7 — Todos os estudantes que não obtenham aprovação na avaliação contínua, discreta ou final na época normal estão automaticamente inscritos na época de recurso.

8 — (Anterior n.º 7.) 9 — (Anterior n.º 8.) 10 — (Anterior n.º 9.) 11 — (Anterior n.º 10.)

12 — A violação pelo estudante do procedimento e regras estabelecidas para a realização de uma prova de avaliação, em qualquer das suas modalidades, implica a anulação da mesma, e, no que for aplicável, o disposto no Regulamento Disciplinar dos Estudantes da Universidade de Aveiro.

Artigo 31.º

[...]

1 — Compete ao docente responsável de cada unidade curricular comunicar ao(s) Diretor(es) de Curso, até uma semana antes do início de cada semestre letivo, o tipo de avaliação aplicável, o res- petivo regime de faltas e, se aplicável, uma proposta de calendarização dos momentos de avaliação.

2 — Os Diretores de Curso, em articulação com o Diretor da unidade orgânica responsável pela lecionação da unidade curricular, devem, até ao primeiro dia de aulas de cada semestre,

(13)

coordenar o tipo de avaliação aplicável ao conjunto das unidades curriculares de cada semestre curricular, de cada ciclo de estudos, dando cumprimento nomeadamente ao disposto no n.º 6 do artigo anterior e proceder à devida gestão dessa informação no sentido de evitar a sobreposição de momentos de avaliação.

3 — Compete ao docente responsável de cada unidade curricular publicitar no portal académico, até ao final da primeira semana de aulas, o tipo de avaliação, o regime de faltas e, se aplicável, a calendarização dos momentos de avaliação.

4 — [...]

Artigo 32.º

Comunicação de Resultados, consulta e revisão de elementos de avaliação de conhecimento

1 — Os resultados dos elementos de avaliação de conhecimento, devidamente datados, devem ser transmitidos ao estudante, através dos meios eletrónicos adequados para o efeito, em conformidade com a legislação em vigor relativa à proteção das pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais e à livre circulação desses dados.

2 — Qualquer elemento escrito de avaliação é suscetível de ser revisto a pedido do estudante, de acordo com o estipulado nos números seguintes.

3 — O disposto no n.º 1 deve efetuar -se até pelo menos três dias antes da realização de um novo momento de avaliação calendarizado.

4 — O docente responsável pela unidade curricular agenda e faculta ao estudante, para efeitos de consulta, o acesso aos elementos escritos de avaliação, devidamente corrigidos e classificados, até ao sétimo dia após a comunicação dos respetivos resultados.

5 — O pedido de revisão, devidamente fundamentado, deve ser apresentado através de requerimento na secretaria da unidade orgânica e dirigido ao docente responsável pela unidade curricular, no prazo máximo de cinco dias após o término do prazo definido para a consulta dos elementos escritos de avaliação.

6 — [...]

7 — [...]

8 — A Comissão a nomear deve ser constituída por docentes de categoria igual ou superior à do(s) docente(s) responsável (eis) pela correção dos elementos escritos de avaliação da unidade curricular em causa.

9 — Nos casos em que o Diretor da unidade orgânica seja o docente ou um dos docentes envolvidos na correção dos elementos escritos de avaliação da unidade curricular em causa, com- pete ao Conselho Pedagógico nomear a Comissão referida nos n.os 7 e 8.

10 — A Comissão designada nos termos do n.º 8 deve apreciar o mérito do pedido do estudante, as considerações constantes da resposta do docente responsável pela unidade curricular, proceder à revisão dos elementos escritos de avaliação do estudante objeto do pedido de revisão e informar dos resultados do processo o Diretor da unidade orgânica e o docente responsável pela unidade curricular.

11 — Se, por força da apreciação a que se refere o número anterior, resultar uma classificação distinta para os elementos escritos de avaliação em causa, ainda que inferior, é esta a considerada para efeitos de cálculo da classificação final na unidade curricular.

12 — [...]

13 — Se o resultado dos elementos de avaliação de uma determinada unidade curricular não for conhecido antes do momento de avaliação da época de recurso, o estudante deve realizar a avaliação nesta época e a nota final a considerar deve ser a melhor das classificações obtidas.

Artigo 33.º

[...]

1 — Com exceção do disposto para as teses de doutoramento, a classificação final de cada unidade curricular é expressa na escala numérica inteira de 0 a 20 valores, sendo aprovados os estudantes que obtenham uma classificação final igual ou superior a 10 valores.

(14)

2 — A classificação final da unidade curricular, expressa à unidade, é obtida, quando neces- sário, por arredondamento, à unidade imediatamente superior ou inferior, conforme o excesso for igual/superior ou inferior a cinco décimas, não sendo admissíveis arredondamentos sucessivos.

3 — A classificação final da unidade curricular, definida nos termos dos números anteriores, é igualmente vertida na escala europeia de comparabilidade de classificações, conforme o disposto nos artigos 18.º a 22.º do Decreto -Lei n.º 42/2005, de 22 de fevereiro, na sua versão atualizada.

4 — No caso de a classificação final de uma dada unidade curricular ser superior a 16 valores, o docente responsável pode exigir a realização de uma prova de avaliação complementar, desde que previamente definida no dossiê pedagógico, não podendo a classificação final da unidade curricular ser inferior a 16 valores.

5 — Sem prejuízo do disposto no número seguinte, a melhoria de classificação é permitida no máximo duas vezes, por unidade curricular, mediante prévia inscrição, podendo o estudante optar pela época de recurso do semestre do ano letivo de aprovação, pela época especial referente ao ano da conclusão do curso, ou pela época normal ou época de recurso do respetivo semestre curricular respeitante ao ano letivo imediatamente a seguir.

6 — [...]

7 — A melhoria de classificação não é permitida às seguintes unidades curriculares:

a) Tese, dissertação, projeto, estágio, seminário, prática de ensino/pedagógica supervisionada, ensino clínico e educação clínica;

b) Outras unidades curriculares do 3.º, 2.º e 1.º ciclos que envolvam provas públicas previstas em regulamento próprio.

Artigo 35.º

[...]

1 — [...]

2 — A avaliação da época de recurso incide sobre todas as competências associadas à unidade curricular e a classificação obtida constitui a nota final da respetiva unidade curricular.

3 — [...]

4 — As componentes cujas classificações tenham transitado do ano anterior, nos termos do artigo 18.º, podem também ser abrangidas pela disposição definida no número anterior.

Artigo 36.º

Época especial

1 — No início de cada ano letivo existe uma época de exames especialmente destinada à realização de avaliação a unidades curriculares em que o estudante tenha estado inscrito no ano letivo anterior.

2 — Têm acesso à época especial os estudantes com unidades curriculares em atraso que estejam em condições de concluir o curso, os estudantes que beneficiem de estatuto especial e ainda os estudantes que tendo concluído o curso, pretendam efetuar melhoria de nota às unidades curriculares a que estiveram inscritos no ano da sua conclusão.

3 — [...]

4 — [...]

5 — O estudante que, por factos que não lhe são imputáveis, formalize a matrícula numa fase muito adiantada do ano letivo, decorridas mais de cinquenta por cento das aulas, tem direito a inscrever -se na época especial para realizar a avaliação às unidades curriculares do primeiro semestre letivo.

Artigo 37.º

[...]

1 — A classificação final dos cursos conducentes aos graus de licenciado e mestre e da parte curricular dos cursos conducentes ao grau de doutor a que se refere o n.º 3 do artigo 31.º

(15)

do Decreto -Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto, é a média aritmética ponderada, pelo respetivo peso em créditos, das classificações obtidas pelo estudante em cada uma das unidades curriculares do respetivo plano de estudos.

2 — [...]

3 — [...]

4 — [...]

5 — A classificação final do curso é igualmente vertida na escala europeia de comparabilidade de classificações, conforme o disposto nos artigos 18.º a 22.º do Decreto -Lei n.º 42/2005, de 22 de fevereiro, na sua versão atualizada, e devidamente relevada no suplemento ao diploma.

Artigo 38.º

[...]

1 — A titularidade dos graus e diplomas conferidos pela UA é comprovada por certidão de registo denominada diploma e, também, para os estudantes que o requeiram por:

a) Carta de curso, para os graus de licenciado e de mestre;

b) Carta doutoral, para o grau de doutor.

2 — Os documentos referidos no número anterior são acompanhados pela emissão do suple- mento ao diploma elaborado nos termos do disposto no Decreto -Lei n.º 42/2005, de 22 de fevereiro, na sua versão atualizada.

3 — A emissão dos diplomas e das cartas previstas no n.º 1 é realizada no prazo máximo, respetivamente, de 30 e 60 dias, após requerimento do interessado.

4 — É ainda emitido um diploma, não conferente de grau, nos termos dos n.os 3 a 5 do artigo 4.º do Decreto -Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto, pela:

a) Realização de parte de um curso de licenciatura não inferior a 120 créditos;

b) Conclusão de um curso de mestrado não inferior a 60 créditos;

c) Conclusão de um curso de doutoramento não inferior a 30 créditos;

d) Realização de programas de pós -doutoramento;

e) Realização de outros cursos não conferentes de grau académico integrados no seu projeto educativo.

Artigo 40.º

[...]

1 — [...]

2 — O regime disciplinar dos estudantes obedece ao disposto no artigo 75.º da Lei n.º 62/2007, de 10 de setembro, na sua versão atualizada, bem como ao preceituado no Regulamento Disciplinar dos Estudantes da Universidade de Aveiro.

Artigo 41.º

Ciclo de estudos conducente ao grau de licenciado

1 — O ciclo de estudos conducente ao grau de licenciado é constituído por:

a) No ensino universitário, 180 a 240 créditos e uma duração normal compreendida entre seis e oito semestres;

b) No ensino politécnico, 180 créditos e uma duração normal de seis semestres, excetuando- -se o disposto no n.º 2 do artigo 8.º do Decreto -Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto.

2 — O grau de licenciado é conferido aos que, através da aprovação em todas as unidades curriculares que integram o plano de estudos do curso de licenciatura, tenham, consoante o sub- sistema de ensino, obtido o número de créditos fixado no número anterior.

(16)

Artigo 44.º

[...]

1 — A cada unidade curricular do 1.º ciclo está obrigatoriamente associada uma sessão de orientação tutorial (OT), com a duração mínima de uma hora semanal.

2 — [...]

Artigo 45.º

Ciclo de estudos conducente ao grau de mestre

1 — No ciclo de estudos conducente ao grau de mestre, o estudante deve, para o efeito, obter aprovação:

a) Num total de créditos não inferior a 90 nem superior a 120 do plano de estudos de um curso com a duração normal, respetivamente, de três e quatro semestres curriculares, nos termos consagrados no n.º 1 do artigo 18.º do Decreto -Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto;

b) Nas condições previstas pelo Decreto -Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, que aprova o regime jurídico da habilitação profissional para a docência na educação pré -escolar e nos ensinos básico e secundário, na sua versão atualizada.

2 — O ciclo de estudos conducente ao grau de mestre pode ter 60 créditos e uma duração normal de dois semestres curriculares de trabalho nas seguintes situações:

a) Quando tenha forte orientação profissionalizante e demonstre cumulativamente:

i) Ter sido criado com consulta e envolvimento das entidades empregadoras e associações empresariais e socioprofissionais da região onde se insere a UA;

ii) Garantir o envolvimento dos empregadores e o apoio destes à realização de trabalhos de projeto, originais e especialmente realizados para os fins visados pelo ciclo de estudos, ou está- gios de natureza profissional a ser objeto de relatório final, através de acordos ou outras formas de parceria com empresas ou outros empregadores, associações empresariais e socioprofissionais ou outras organizações adequadas à especificidade da formação ministrada, bem como às exigências dos perfis profissionais visados;

iii) Estar orientado para o desenvolvimento ou aprofundamento de competências técnicas relevantes para o mercado de trabalho;

iv) Ser vocacionado para a promoção da aprendizagem ao longo da vida, designadamente pela fixação de condições de ingresso adequadas ao recrutamento exclusivo de estudantes com experiência profissional mínima prévia de cinco anos, devidamente comprovada;

b) Em consequência de uma prática estável e consolidada internacionalmente nessa espe- cialidade.

3 — No mestrado integrado, o grau de mestre é conferido ao estudante que obtiver aprovação num ciclo de estudos com 300 a 360 créditos e com a duração normal compreendida entre 10 e 12 semestres curriculares.

4 — No mestrado integrado é conferido o grau de licenciado a quem obtenha aprovação aos 180 créditos correspondentes aos primeiros seis semestres curriculares e deve adotar uma deno- minação que não se confunda com a do grau de mestre.

5 — O disposto no número dois não prejudica a necessidade de observar todos os requisitos relacionados com os objetivos e condições de obtenção do grau de mestre.

Artigo 47.º

[...]

1 — [...]

a) [...]

(17)

b) [...]

c) [...]

d) [...]

2 — Os critérios de seriação e de admissão são os definidos em regulamentos próprios.

3 — [...]

4 — [...]

5 — Podem ainda aceder a um curso de ciclo de estudos integrado todos aqueles que possuam as habilitações exigidas para a frequência de cursos de mestrado, nos termos referidos no n.º 1.

6 — [...]

Artigo 49.º

[...]

1 — A atribuição do tema e do respetivo orientador ou da equipa de orientação para dissertação de natureza científica, para projeto ou para estágio de natureza profissional, ao estudante, é efetuada pelo Diretor da unidade orgânica, em articulação com o Diretor de Curso, segundo calendário e normas a definir nos regulamentos específicos dos diferentes cursos de mestrado.

2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, o estudante pode, por sua própria iniciativa, apresentar o tema para a dissertação, projeto ou estágio, sujeito a apreciação e validação do Diretor da unidade orgânica, após parecer favorável do Diretor de Curso.

3 — A orientação da dissertação, do projeto ou do estágio é da responsabilidade de doutor ou especialista da UA, a título individual ou em equipa de orientação.

4 — Nas situações previstas no artigo 41.º e seguintes do Decreto -Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto, a orientação da dissertação, do projeto e do estágio pode ser da responsabilidade de uma equipa de orientação constituída por doutores ou especialistas das instituições associadas.

5 — O Conselho Científico pode aprovar que a orientação seja assegurada por doutor(es) ou especialista(s) externo(s) à UA, mediante proposta fundamentada do Diretor da unidade orgânica elaborada em articulação com o Diretor de Curso.

6 — No quadro da relação Orientador/Orientando compete a ambos elaborar um plano de trabalhos onde estejam consignadas as obrigações das partes, bem como a sua calendarização, o qual deve ser enviado pelo Orientador ao Diretor de Curso no prazo máximo de 30 dias a contar do início do semestre a que corresponde a respetiva unidade curricular.

7 — (Anterior n.º 6.)

8 — A entrega de dissertação, de trabalho de projeto e de relatório de estágio, acompanhada de parecer do orientador ou do coordenador da equipa de orientação, ocorre até à data limite fixada anualmente por despacho reitoral.

9 — (Anterior n.º 8.)

10 — O estudante que não tenha cumprido o estipulado no número anterior pode ainda ter acesso a uma época extraordinária para efeitos de conclusão do curso, desde que proceda à entrega dos documentos necessários até à data limite para esta época, fixada anualmente por despacho reitoral.

11 — (Anterior n.º 10.) 12 — (Anterior n.º 11.)

13 — No momento da defesa e aprovação da dissertação, do trabalho de projeto ou do relatório de estágio, e para integração na respetiva versão final, o júri pode determinar a realização de peque- nas alterações ou correções ao documento apresentado, devendo as mesmas ser reduzidas a ata.

14 — As alterações mencionadas no número anterior devem ser efetuadas pelo estudante num prazo máximo de 10 dias, sendo da responsabilidade do orientador, ou, quando aplicável, do coordenador da equipa de orientação, a verificação da sua conformidade.

15 — O não cumprimento do disposto no número anterior pelo estudante constitui um impe- dimento ao registo da dissertação, do trabalho de projeto ou do relatório de estágio nos termos legalmente aplicáveis.

(18)

Artigo 50.º

Nomeação e constituição do júri de mestrado

1 — [...]

2 — [...]

3 — Os membros do júri devem ser especialistas no domínio em que se insere a dissertação, o trabalho de projeto ou o relatório de estágio e são nomeados de entre nacionais ou estrangeiros titulares do grau de doutor ou especialista.

4 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, o júri é constituído por três a cinco elemen- tos, nos quais se incluem:

a) O Diretor de Curso, que preside;

b) Um doutor ou especialista na área correspondente, nacional ou estrangeiro;

c) O orientador e, quando exista mais do que um, apenas um deles pode integrar o júri;

d) Eventualmente, outros doutores ou especialistas, nomeadamente os supervisores de en- tidades de acolhimento do estudante de mestrado, no domínio em que se insere a dissertação, o trabalho de projeto ou o relatório de estágio, nacionais ou estrangeiros.

5 — Nos mestrados em associação com instituições de ensino superior estrangeiras, sempre que existir mais do que um orientador, podem participar dois orientadores no júri, sendo, nessa situação, o júri constituído por cinco a sete membros.

Artigo 51.º

Prazo para a entrega da dissertação, trabalho de projeto e relatório de estágio

1 — A contagem dos prazos para a entrega da dissertação, do trabalho de projeto ou do rela- tório de estágio, de mestrado, suspende -se nos seguintes casos:

a) [...]

b) [...]

c) [...]

2 — Para efeitos do disposto nas alíneas b) e c) do número anterior, considera -se impedimento prolongado o que tenha uma duração igual ou superior a 30 dias.

3 — A suspensão da contagem dos prazos só pode ocorrer até à entrega da dissertação, do trabalho de projeto ou do relatório de estágio.

Artigo 52.º

Ciclo de estudos conducentes ao grau de doutor

1 — O doutoramento visa essencialmente a aprendizagem orientada da prática de I&D de alto nível, através da eventual realização de unidades que constituem a parte curricular do pro- grama doutoral, dirigidas à formação para a investigação e ou desenvolvimento de competências complementares, e culmina na defesa de uma tese original ou da modalidade alternativa à tese, especialmente elaboradas para este fim e adequadas à natureza do ramo de conhecimento ou da especialidade em causa.

2 — Nos ciclos de estudos sem parte curricular, o grau de doutor é concedido com referência ao ramo de conhecimento em que se insere o tema principal da tese ou da modalidade alternativa à tese.

3 — As atividades de investigação integradas no ciclo de estudos conducentes ao grau de doutor podem ser realizadas em qualquer ambiente de produção intensiva de conhecimento, na- cional ou internacional, incluindo outras instituições de ensino superior, Laboratórios Associados, Laboratórios do Estado e outras instituições públicas de investigação, hospitais e unidades de cuidados de saúde, outras entidades integradas na Administração Pública onde sejam desenvolvi- das atividades de I&D, instituições privadas sem fins lucrativos que tenham como objeto principal

(19)

atividades de I&D, empresas cuja atividade haja sido reconhecida como de interesse científico ou tecnológico ou às quais tenha sido atribuído o título de Laboratório Colaborativo, ou consórcios entre qualquer uma destas entidades.

4 — (Anterior n.º 3.)

Artigo 53.º

[...]

1 — [...]

2 — No caso dos programas de doutoramento ministrados em associação com outras institui- ções de ensino superior, nacionais ou estrangeiras, são aplicáveis, nomeadamente, os artigos 41.º a 43.º do Decreto -Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto.

3 — Para além do disposto no número anterior, podem ainda ser realizados doutoramentos em parceria ou cotutela com outras instituições de ensino superior, nacionais ou estrangeiras, no quadro de protocolos para o efeito aprovados pelo Reitor, sob proposta da Escola Doutoral e pa- recer favorável do Conselho Científico, e nos termos definidos no Regulamento de Doutoramento em Regime de Cotutela da Universidade de Aveiro.

4 — (Anterior n.º 3.)

Artigo 57.º

[...]

1 — [...]

2 — [...]

3 — [...]

4 — O tema da tese e o respetivo plano de trabalhos são estabelecidos pelo orientador ou, quando aplicável, pela equipa de orientação, com o acordo do estudante, mediante pareceres fa- voráveis do Diretor de Curso e do Diretor da unidade orgânica, até à data de início da frequência da unidade curricular tese, fixada no calendário escolar do respetivo ano letivo.

Artigo 58.º

Orientação da tese

1 — Sem prejuízo da possibilidade de dispensa prevista no artigo 59.º, a preparação e elabora- ção da tese de doutoramento ou dos trabalhos científicos previstos no artigo 64.º devem efetuar -se sob a orientação ou coordenação da orientação, de um doutor com vínculo à UA.

2 — A orientação pode ser assegurada por uma equipa de orientação nas situações previstas no artigo 41.º e seguintes do Decreto -Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto, e, quando aplicável, de acordo com o disposto no Regulamento de Doutoramento em Regime de Cotutela da Universidade de Aveiro.

3 — O Conselho Científico deve aprovar até à data de início da frequência da unidade curri- cular tese, fixada no calendário escolar do respetivo ano letivo, o orientador e, quando aplicável, a equipa de orientação, sob proposta do Diretor do Curso, e parecer favorável do Diretor da unidade orgânica a que o ciclo de estudos em causa esteja associado e do Diretor da Escola Doutoral.

4 — O orientando pode solicitar ao Conselho Científico a substituição do orientador ou da equipa de orientação, mediante pedido devidamente fundamentado.

5 — O orientador ou a equipa de orientação, mediante pedido devidamente fundamentado, podem apresentar ao Conselho Científico renúncia à orientação.

6 — [...]

Artigo 59.º

[...]

1 — Os candidatos que reúnam as condições para acesso ao ciclo de estudos conducente ao grau de doutor podem requerer a apresentação ao ato público de defesa de uma tese, ou da

(20)

modalidade alternativa à tese, sem inscrição no ciclo de estudos pertinente e sem a orientação a que se refere o artigo anterior.

2 — Compete ao Conselho Científico decidir quanto ao pedido, após apreciação do currículo do requerente e da adequação da tese ou da modalidade alternativa à tese, aos objetivos visados pelo grau de doutor, tal como definidos no n.º 1 no artigo 52.º e no artigo 52.º -A.

Artigo 60.º

Registo do tema e do plano de trabalhos e da tese

1 — O tema da tese e respetivo plano de trabalhos estabelecidos de acordo com o n.º 4 do artigo 57.º são objeto de aprovação pelo Conselho Científico, até à data de início da frequência da unidade curricular tese.

2 — A tese de doutoramento ou a modalidade alternativa à tese são objeto do registo obriga- tório estabelecido no artigo 32.º e nos n.os 5 a 8 do artigo 49.º -A do Decreto -Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto.

3 — [...]

Artigo 61.º

Relatório de progresso da tese

1 — O orientando deve submeter à Escola Doutoral, em data previamente estabelecida pela mesma, um relatório técnico sobre as atividades desenvolvidas no ano letivo a que as mesmas se referem, devendo este ser subscrito pelo orientador ou, se aplicável, pelo coordenador da equipa de orientação, para avaliação da evolução do respetivo plano de trabalho.

2 — O relatório validado deve ser submetido na plataforma eletrónica disponível para o efeito, para apreciação da Escola Doutoral de acordo com o procedimento e prazo anualmente fixados.

3 — O relatório previsto no número anterior deve ser acompanhado dos inquéritos de qualidade realizados, respetivamente, pelo estudante e pelos membros da equipa de orientação.

4 — (Anterior n.º 3.)

Artigo 62.º

Prorrogação da inscrição no 3.º ciclo de estudos

1 — Decorridos os primeiros três ou quatro anos de inscrição, dependendo da duração normal prevista para o programa em causa, o Conselho Científico, mediante os pareceres favoráveis do orientador ou, quando aplicável, do coordenador da equipa de orientação e do Diretor da Escola Doutoral, pode autorizar a prorrogação da inscrição do estudante, até um máximo de dois anos.

2 — O disposto no anterior é aplicável, com as devidas adaptações, ao regime de frequência a tempo parcial.

3 — [...]

Artigo 63.º

Modalidade alternativa à tese

1 — O ciclo de estudos conducente ao grau de doutor pode ser integrado, em alternativa e em condições de exigência equivalentes:

a) Pela compilação, devidamente enquadrada, de um conjunto coerente e relevante de traba- lhos de investigação, já objeto de publicação em revistas com comités de seleção de reconhecido mérito internacional; ou,

b) No domínio das artes, por uma obra ou conjunto de obras ou realizações com caráter inova- dor, acompanhada de fundamentação escrita que explicite o processo de conceção e elaboração, a capacidade de investigação e o seu enquadramento na evolução do conhecimento no domínio em que se insere.

(21)

2 — No caso previsto na alínea a) do número anterior, o conjunto de trabalhos científicos de- vem ser acompanhados de relatório complementar escrito que considere, no mínimo, as seguintes vertentes de atuação:

a) Enquadramento face ao ‘estado da arte’;

b) Relevância dos contributos e elementos de inovação;

c) Perspetiva integradora e conclusões gerais.

3 — No caso previsto na alínea b) do n.º 1, as obras ou conjunto de obras devem ter sido objeto de prévia apresentação pública e reconhecimento pelos pares a nível internacional e ser acompanha- das de relatório complementar escrito versando, nomeadamente, as seguintes vertentes de atuação:

a) O processo de conceção e de elaboração;

b) A sua pertinência no quadro de investigação a que dizem respeito;

c) O seu contributo para o desenvolvimento do conhecimento no domínio académico e artístico em consideração.

4 — É admitida a integração de trabalhos de investigação e obras de arte ou realizações efetuadas em coautoria, caso em que o candidato deve esclarecer em secção separada, no corpo do relatório complementar, qual a sua contribuição pessoal para o planeamento e execução dos trabalhos, obras de arte ou realizações tornadas públicas em coautoria.

5 — Para efeitos do disposto no número anterior, apenas são considerados os trabalhos de investigação e as obras de arte ou realizações que tenham sido tornadas públicas há menos de 10 anos, contados da data da efetivação do pedido para prestação de provas públicas.

Artigo 64.º

Prova de defesa da tese ou da modalidade alternativa à tese

1 — O método de avaliação da tese ou da modalidade alternativa à tese tem por base a sua discussão pública e defesa.

2 — Compete ao Conselho Científico definir as regras a que se deve submeter a elaboração da tese e ou dos trabalhos referidos no artigo anterior.

Artigo 65.º

Requerimento para prestação de prova de defesa da tese ou da modalidade alternativa à tese

1 — Para prestação da prova de defesa da tese ou da modalidade alternativa à tese, o can- didato apresenta nos Serviços de Gestão Académica requerimento conforme modelo para o efeito aprovado pelo Conselho Científico e nos prazos fixados no calendário letivo estabelecido.

2 — O requerimento a que se refere o número anterior não pode ser apresentado sem que o estudante tenha uma inscrição válida, em regime de tempo integral ou parcial, e tenha estado inscrito ao número de créditos definido para o ciclo de estudos, sem prejuízo do regime especial previsto no artigo 59.º

3 — (Eliminado.)

4 — O requerimento é instruído com:

a) [...]

b) Tese de doutoramento e curriculum vitae, ou trabalhos e documentos referidos no artigo 63.º e curriculum vitae;

c) Parecer do orientador ou, no caso de equipa de orientação, parecer do coordenador da equipa, e o relatório aprovado a que se refere o artigo 61.º, salvo se o candidato se apresentar sob sua exclusiva responsabilidade;

d) [...]

(22)

5 — Os Serviços de Gestão Académica devem enviar o processo ao Presidente do Conselho Científico no prazo de dois dias a contar da data de apresentação de todos os documentos referidos nas alíneas do número anterior.

6 — Depois de requeridas as provas e até à respetiva defesa, não são permitidas altera- ções à tese, salvo as que decorram da sugestão de reformulação a que se refere o n.º 3 do artigo 68.º

Artigo 66.º

Nomeação do júri de doutoramento

1 — Ouvida a direção do programa doutoral, e colhido o parecer favorável do Conselho Científico, o Diretor da respetiva unidade orgânica propõe um júri que será nomeado pelo Reitor nos 30 dias subsequentes à data de entrega nos Serviços de Gestão Académica da tese ou da modalidade alternativa à tese.

2 — [...]

3 — [...]

Artigo 67.º

Constituição do júri de doutoramento

1 — [...]

a) [...]

b) Por um mínimo de cinco e um máximo de sete vogais doutorados, podendo um deles ser o orientador.

2 — (Eliminado.) 3 — (Eliminado.)

4 — Nos ciclos de estudos em associação com instituições de ensino superior estrangeiras, sempre que existir mais do que um orientador, podem participar dois orientadores no júri, sendo nessa situação o júri constituído por um mínimo de seis vogais doutorados.

5 — Nos doutoramentos em regime de cotutela aplica -se o disposto no presente artigo com as especificidades previstas no Regulamento de Doutoramento em Regime de Cotutela da Uni- versidade de Aveiro em vigor.

6 — (Anterior n.º 4.)

7 — Podem ainda, fazer parte do júri especialistas de reconhecida competência na área cien- tífica em que se inserem a tese ou os trabalhos previstos nas alíneas a) e b) do n.º 2 do artigo 31.º do Decreto -Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto, na sua versão atualizada.

8 — (Anterior n.º 6.) 9 — (Eliminado.)

Artigo 68.º

Tramitação do processo após entrega da tese

1 — Nos 30 dias subsequentes à publicitação da sua constituição definitiva, o júri emite deli- beração na qual declara aceites ou não aceites a tese ou a modalidade alternativa à tese, ou, em alternativa, recomenda ao candidato, de forma fundamentada, a sua reformulação.

2 — A deliberação referida no número anterior deve ter por base pareceres escritos elabo- rados por dois vogais externos que funcionam como relatores, a apreciar numa primeira reunião do júri.

3 — Caso o júri recomende a reformulação da tese ou modalidade alternativa à tese, o candi- dato dispõe de um prazo de 60 dias para proceder à reformulação ou declarar que pretende manter a tese ou a modalidade alternativa à tese, tal como foram apresentadas.

Referências

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