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CAPÍTULO I Disposições gerais

Artigo 84 º do CIRS (na redacção em vigor no ano de 2006) Encargos com lares

São dedutíveis à colecta 25% dos encargos com lares e outras instituições de apoio à terceira idade relativos aos sujeitos passivos, seus ascendentes e colaterais até ao 3.º grau que não possuam rendimentos superiores ao salário mínimo nacional mais elevado, com o limite de € 323.

IRS – Declaração mod. 3 – anexo H Campo 805 – Despesas com imóveis situados em território português

Incluem-se neste campo as seguintes despesas com imóveis situados no território português [alíneas a) e b) do n.º 1 e nºs 2 e 4 do artigo 85.º do CIRS]:

a) Juros e amortizações de dívidas contraídas com a aquisição, construção ou beneficiação de

imóveis para habitação própria e permanente ou arrendamento para habitação permanente do arrendatário, devidamente comprovado, com excepção das amortizações efectuadas por mobilização dos saldos das contas poupança-habitação; ou

b) Prestações devidas em resultado de contratos celebrados com cooperativas de habitação ou

no âmbito do regime de compras em grupo, para a aquisição de imóveis destinados a habitação própria e permanente ou arrendamento para habitação permanente do arrendatário, devidamente comprovada, na parte que respeita a juros e amortizações das correspondentes dívidas.

Nota: A dedução do campo 805 não é cumulativa com a do 806.

Artigo 85º do CIRS (na redacção em vigor em 2006) Encargos com imóveis e equipamentos novos de energias renováveis

1 - São dedutíveis à colecta 30% dos encargos a seguir mencionados relacionados com imóveis situados em território português:

a) Juros e amortizações de dívidas contraídas com a aquisição, construção ou beneficiação de imóveis para habitação própria e permanente ou arrendamento devidamente comprovado para habitação permanente do arrendatário, com excepção das amortizações efectuadas por mobilização dos saldos das contas poupança-habitação, até ao limite de € 562;

b) Prestações devidas em resultado de contratos celebrados com cooperativas de habitação ou no âmbito do regime de compras em grupo, para a aquisição de imóveis destinados a habitação própria e permanente ou arrendamento para habitação permanente do arrendatário, devidamente comprovadas, na parte que respeitem a juros e amortizações das correspondentes dívidas, até ao limite de € 562;

c) Importâncias, líquidas de subsídios ou comparticipações oficiais, suportadas a título de renda pelo arrendatário de prédio urbano ou da sua fracção autónoma para fins de habitação permanente, quando referentes a contratos de arrendamento celebrados a coberto do Regime do Arrendamento Urbano, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 321-B/90, de 15 de Outubro, ou pagas a título de rendas por contrato de locação financeira relativo a imóveis para habitação própria e permanente efectuadas ao abrigo deste regime, na parte em que não constituem amortização de capital, até ao limite de € 562.

2 - São igualmente dedutíveis à colecta, desde que não susceptíveis de serem considerados custos na categoria B, 30% das importâncias despendidas com a aquisição de equipamentos novos para utilização de energias renováveis e de equipamentos para a produção de energia eléctrica e ou térmica (co-geração) por microturbinas, com potência até 100 kW, que consumam gás natural, incluindo equipamentos complementares indispensáveis ao seu funcionamento, com o limite de € 745.

3 - As deduções referidas nos números anteriores não são cumulativas.

4 - O disposto na alínea a) do n.º 1 não é aplicável quando os encargos aí referidos sejam devidos a favor de entidade residente em país, território ou região, sujeito a um regime fiscal claramente mais favorável, constante de lista aprovada por portaria do Ministro das Finanças, e que não disponha em território português de estabelecimento estável ao qual os rendimentos sejam imputáveis.

5 - O disposto na alínea c) do n.º 1 não é aplicável quando os encargos aí referidos sejam devidos a favor de entidade residente em país, território ou região, sujeito a um regime fiscal claramente mais favorável, constante de lista aprovada por portaria do Ministro das Finanças, e que não disponha em território português de estabelecimento estável ao qual os rendimentos sejam imputáveis, excepto se o valor anual das rendas for igual ou superior ao montante correspondente a 1/15 do valor patrimonial do prédio arrendado.

Portaria nº 725/91, de 29 de Julho

As energias renováveis podem actualmente desempenhar um papel relevante na satisfação dos consumos domésticos. Todavia, os problemas que decorrem, designadamente, do elevado investimento inicial na aquisição dos equipamentos tem obstado à desejável expansão do recurso a estas energias.

Por esse facto, considerou-se que o instrumento da actuação mais apropriado para estimular o recurso pelos consumidores domésticos à utilização das energias renováveis seria o do incentivo fiscal.

Em conformidade, o Governo incluiu na proposta de lei do Orçamento do Estado para 1991 um normativo nos termos do qual se preconizava que, para apuramento do rendimento colectável dos sujeitos passivos residentes em território português, à totalidade dos rendimentos fossem abatidas as importâncias despendidas na aquisição de equipamentos novos para a utilização de energias renováveis não susceptíveis de serem consideradas custos nas categorias B,C ou D. Essa proposta encontra-se corporizada na alínea i) do nº 1 do artigo 55º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, na redacção que lhe foi dada pela Lei nº 65/90, de 28 de Dezembro.

IRS – Declaração mod. 3 – anexo H

Importa agora, para os efeitos daquele normativo, proceder à delimitação do conceito de energias renováveis, bem como dos procedimentos a adoptar pelos sujeitos passivos que pretendem beneficiar do abatimento nele previsto. Assim:

Manda o Governo pelos Secretários de Estado dos Assuntos Fiscais e da Energia, ao abrigo da alínea c) do artigo 202º da Constituição, o seguinte:

1º As formas de energia renováveis a que se aplica a presente portaria são a radiação solar directa ou difusa, a energia contida nos resíduos florestais ou agrícolas e a energia eólica.

2º Os equipamentos abrangidos pela presente portaria são os constantes da lista anexa, que dela faz parte integrante.

3º Os sujeitos passivos deverão possuir factura ou documento equivalente comprovativos da aquisição e instalação dos equipamentos, nos termos previstos no artigo 119º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares.

4º Em caso de dúvida quanto à qualificação dos equipamentos, a administração fiscal poderá solicitar à Direcção-Geral de Energia parecer técnico sobre o respectivo enquadramento.

Ministérios das Finanças e da Indústria e Energia. Assinada em 7 de Junho de 1991.

LISTA ANEXA

Instalações solares térmicas para aquecimento de águas sanitárias, utilizando como dispositivos de captação da energia colectores solares planos ou colectores solares concentradores.

Bombas de calor destinadas ao aquecimento de águas sanitárias.

Painéis fotovoltaicos e respectivos sistemas de controlo e armazenamento de energia, destinados ao abastecimento de energia eléctrica a habitações.

Aerogeradores de potência nominal inferior a 5 KW e respectivos sistemas de controlo e armazenamento de energia, destinados ao abastecimento de energia eléctrica a habitações.

Equipamentos de queima de resíduos florestais, nomeadamente salamandras e fogões para aquecimento ambiente, recuperadores de calor de lareiras destinados quer ao aquecimento ambiente quer de águas sanitárias e as caldeiras destinadas à alimentação de sistemas de aquecimento ambiente ou aquecimento de águas sanitárias.

Ofício-Circulado 20064, de 12/03/2002 - Direcção de Serviços do IRS Energias renováveis - Deduções à colecta

Para conhecimento dos serviços e uniformidade de procedimentos, comunica –se que, por meu despacho de 2002 – 02 – 04, foi determinado o seguinte:

Segundo o entendimento do legislador, o instrumento mais apropriado para o estímulo da utilização das energias renováveis pelos utilizadores domésticos consiste na atribuição dos respectivos incentivos fiscais. Deste modo, através da Portaria nº 725/91, de 29 de Julho, procedeu –se à delimitação daquele conceito, referindo –se o mesmo a formas de energia renováveis como a radiação solar, directa ou difusa, bem como a energia contida nos resíduos florestais ou agrícolas e a energia eólica.

O mesmo se aplica aos equipamentos novos a gás natural, até 100 kw de potência, para co-geração, por microturbinas, de energia eléctrica e/ou térmica, incluindo os equipamentos complementares indispensáveis ao seu funcionamento.

Assim, ficam excluídos da dedução à colecta prevista no artigo 85º do Código do IRS, os equipamentos cujo funcionamento dependa de outros combustíveis, tais como as caldeiras para aquecimento central, abastecidas por gasóleo .

O Subdirector – Geral José Rodrigo de Castro

Campo 806 – Rendas suportadas

Neste campo indicam-se as importâncias, líquidas de subsídios ou comparticipações oficiais, suportadas a título de renda pelo arrendatário de prédio urbano ou de fracção autónoma para fins de habitação permanente, quando referentes a contratos de arrendamento celebrados a coberto do Regime do Arrendamento Urbano, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 321-B/90, de 15 de Outubro, ou a título de rendas pagas por contrato de locação financeira relativo a imóveis para habitação, própria e permanente, efectuado ao abrigo do regime referido, na parte em que não constituem amortização de capital [alínea c) do n.º 1 do art. 85.º do CIRS].

Nota: As deduções mencionadas nos campos 805 e 806 não são cumulativas. Campo 807 – Seguros

Neste campo devem ser incluídos os prémios de seguros de acidentes pessoais e de seguros de vida que garantam exclusivamente os riscos de morte, invalidez ou de reforma por velhice e, neste último caso, desde que o benefício seja garantido após os 55 anos de idade e cinco anos de duração do contrato. Excluem-se os prémios de seguros que permitam o pagamento, nomeadamente por

IRS – Declaração mod. 3 – anexo H

resgate ou adiantamento, de qualquer capital em vida fora das condições mencionadas ( nºs 1, 2 e 4 do artigo 86.º do CIRS).

Nota: Se a declaração respeitar aos anos de 2001 e de 2002, são incluídas neste campo 807 as contribuições para fundos de pensões ou outros regimes complementares de segurança social.

Artigo 86º do CIRS – redacção em vigor em 2006 Prémios de seguro

1 - São dedutíveis à colecta 25% das importâncias despendidas com prémios de seguros de acidentes pessoais e seguros de vida que garantam exclusivamente os riscos de morte, invalidez ou reforma por velhice, neste último caso desde que o benefício seja garantido após os 55 anos de idade e cinco de duração do contrato, relativos ao sujeito passivo ou aos seus dependentes, pagos por aquele ou por terceiros, desde que, neste caso, tenham sido comprovadamente tributados como rendimento do sujeito passivo, com o limite de € 59, tratando-se de sujeitos passivos não casados ou separados judicialmente de pessoas e bens, ou de € 118, tratando-se de sujeitos passivos casados e não separados judicialmente de pessoas e bens.

2 - (Revogado.)

3 - São igualmente dedutíveis à colecta 30% dos prémios de seguros que cubram exclusivamente os riscos de saúde relativamente ao sujeito passivo ou aos seus dependentes, pagos por aquele ou por terceiros, desde que, neste caso, tenham sido comprovadamente tributados como rendimento do sujeito passivo, com os seguintes limites:

a) Tratando-se de sujeitos passivos não casados ou separados judicialmente de pessoas e bens, até ao limite de € 78;

b) Tratando-se de sujeitos passivos casados e não separados judicialmente de pessoas e bens, até ao limite de € 156;

c) Por cada dependente a seu cargo, os limites das alíneas anteriores são elevados em € 39. 4 - Para efeitos do disposto no n.º 1, só relevam os prémios de seguros que não garantam o pagamento, e este se não verifique, nomeadamente por resgate ou adiantamento, de qualquer capital de vida fora das condições aí mencionadas.

5 - No caso de pagamento pelas empresas de seguros de quaisquer importâncias fora das condições previstas no n.º 1, a soma dos montantes anuais deduzidos, agravados de uma importância correspondente à aplicação a cada um deles do produto de 10% pelo número de anos decorridos desde aquele em que foi exercido o direito à dedução, é acrescido ao rendimento ou à colecta, conforme a dedução tenha sido efectuada ao rendimento ou à colecta, do ano em que ocorrer o pagamento, para o que as empresas de seguros ficam obrigadas a comunicar à administração fiscal a ocorrência de tais factos.

OFÍCIO-CIRCULADO N.º 20 117, de 08.08.2006

ASSUNTO: - PRÉMIOS DE SEGUROS DE VIDA - Nº 1 DO ARTº 86º DO CIRS E Nº 2 DO ARTº

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