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A bolsa ou a vida

No documento Livro Professor POR PROF 1-4 (páginas 44-48)

Sofia e Alexandra, gémeas idênticas, são filhas do primeiro casamento da minha mãe. Sofia é mais velha – nasceu cinco minutos antes de Alexandra, e foi sempre muito forte e determinada, uma espécie de segunda mãe para a mais nova. Esta semana, Sofia foi assal- tada no Rio de Janeiro. Ou melhor, não chegou a ser assaltada. Sofia tem andado muito deprimida. O namorado pediu-lhe um tempo para pensar. Conhecem a frase, não?! Claro que conhecem. Quando um homem nos pede um tempo para pensar é porque, primeiro, não tem muita imaginação, e depois já pensou em tudo. Só existe uma maneira de enfren- tar este terrível lugar-comum sem perder a dignidade: faça das tripas coração, sorria, e diga-lhe que não precisa de pensar mais; confesse, a meia voz, que está apaixonada por outro. Refreie a vontade de o esbofetear e despeça-se dele com um beijo na face. A seguir vá para casa, feche-se no quarto e chore à vontade. Foi o que a minha irmã fez. Chorou muito. Comprou uma mini-saia azul, Gianni Versace, com a certeza de que jamais a vesti- ria. Cortou o cabelo. Comeu uma caixa inteira de chocolates. Na manhã seguinte, porém, acordou ansiosa, com palpitações, uma sensação de desastre iminente, e compreendeu que teria de tomar medidas radicais. Pediu duas semanas de férias e comprou um bilhete para o Rio de Janeiro. Não conhecia ninguém no Brasil. Nunca tinha estado lá. Pareceu-lhe a escolha acertada. Hospedou-se no Copacabana Palace e logo nessa noite vestiu a mini-saia azul, do Gianni Versace, e atravessou a avenida com a intenção de se sentar um pouco na areia, a contemplar o mar. Sentou-se, afundou os olhos nas águas escuras, e nesse instante um jovem alto, moreno, com um brinco no nariz, encostou-lhe uma faca à garganta:

“A bolsa”, sussurrou: “A bolsa ou a vida.”

O texto gasto, a falta de imaginação, fez com que a minha pobre irmã se lembrasse do namorado e então, coitada!, rebentou ali mesmo num choro incontrolável. Foi isso que a salvou. O assaltante, aflito, enfiou a faca num dos bolsos da bermuda e tentou consolá-la:

“Não chore mais, moça. Mulher triste eu não assalto, dá até azar. É como matar pas- sarinho.”

Convidou-a a tomar um chope. Sofia achou que era demais – a cerveja. Mas aceitou um cafezinho numa esplanada a dois passos dali, bem iluminada, e quando deu por isso estava a contar ao rapaz toda a sua tragédia íntima. Ele ouviu-a com atenção. Sabia ouvir, o que é raro nos homens, e, mais raro ainda, sabia dar conselhos, sem parecer nem um velho professor entediado nem um sedutor de telenovela. Além disso, tinha um extraordi- nário sentido de humor. Fez com que ela se risse. Mostrou-lhe o seu próprio mundo – que era um inferno – como se fosse um grande circo, cheio de feras e de monstros, mas tam- bém de palhaços e de bailarinas. Finalmente escoltou-a até ao hotel, sempre muito solícito, muito respeitador, recomendando-lhe mais cuidado quando, no futuro, decidisse passear à noite pelas ruas de Copacabana.

Ao regressar a Lisboa, Sofia encontrou o namorado, no aeroporto, com um enorme ramo de flores. A minha irmã agradeceu as flores e pediu um tempo para pensar. Telefonei- -lhe há pouco para lhe perguntar se não tinha ficado com o telefone do assaltante. Só eu sei a falta que em certos dias, como hoje, por exemplo, me faz um assaltante assim.

Faíza Hayat, O Evangelho Segundo a Serpente, Publ. Dom Quixote, 2006 (excerto) 5 10 15 20 25 30 35 40

Ficha de avaliação – Módulo 4 45

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Português

, Módulos 1 a 4 – Caderno do Professor

fotocopiáv

el

I

1. Atenta nos seis primeiros períodos. (“Sofia e Alexandra (…) para pensar.”(ll. 1-5)).

1.1. Explica a funcionalidade deste excerto em relação à história que é contada.

2. Justifica o recurso sistemático ao modo conjuntivo com valor imperativo na passa- gem que vai desde “Conhecem a frase, não?!”(l. 5)até “(…) e chore à vontade.”(l. 11).

3. Considera, agora, o excerto que vai da linha 11 (“Foi o que a minha irmã fez.”) até à linha 36 (“(…) pelas ruas de Copacabana.”).

3.1. Esclarece por que razão o Brasil pareceu a Sofia a“escolha acertada.”(l. 17).

3.2. Explica o que é que, no momento do assalto, lhe fez lembrar o namorado.

3.3. Enumera as características que Sofia encontrou no assaltante que o distin- guiam dos outros homens.

4. Comenta a atitude de Sofia em relação ao namorado que a foi esperar ao aeroporto.

5. Propõe um outro título para o texto que, sendo embora apelativo, não desvende ao leitor a história que vai ser contada.

II

1. Na terceira linha do texto, o narrador utiliza a expressão “Ou melhor” para:

a.reformular o seu discurso.

b. exprimir a confirmação da ideia expressa anteriormente.

2. O complexo verbal “tem andado”(l. 4)expressa:

a.a pontualidade da acção narrada.

b.uma situação que se repete regularmente durante um determinado período de tempo.

3.O conector “porém”(l. 13):

a.introduz uma conclusão em relação à ideia principal.

b.articula ideias opostas.

4. Indica o antecedente do termo anafórico “lá”(l. 16).

5. Transforma as três frases simples seguintes numa frase complexa, recorrendo a conectores que respeitem o sentido das frases no contexto: “Não conhecia nin- guém no Brasil. Nunca tinha estado lá. Pareceu-lhe a escolha acertada.”(ll. 16-17).

6. Passa para o discurso indirecto a fala do assaltante (ll. 25-26).

III

Imagina uma pequena história que surpreenda o leitor pelo insólito dos aconteci- mentos relatados. O teu texto, que deverá ter entre cento e cinquenta e duzentas palavras, deve ser narrativo, com recurso à descrição e ao diálogo, e os verbos devem estar predominantemente no pretérito perfeito e no pretérito imperfeito.

50 pontos 70 pontos 80 pontos 15 15 10 10 10 10 10 15 200 pontos Total 10 10 10 10 15

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Soluções das fichas de avaliação

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Português

, Módulos 1 a 4 – Caderno do Professor

Ficha de avaliação – Módulo

I

1.1. Resposta b.

2.1. A carta apresentada vem ilustrar a opinião do autor

acerca do desfasamento entre a economia e a realidade, através do relato de um caso extremo e absurdo.

2.2. Segundo o emissor da carta, a decisão de iniciar a acti-

vidade de não-criação de porcos nasceu da constatação do êxito de um amigo nessa actividade e, em simultâneo, do desejo de contribuir para o desenvolvimento da região atra- vés da criação de postos de trabalho, ajudando, desta forma, a combater o desemprego (Cf. ll. 12-20).

2.3. Para conseguir alcançar este desiderato a exploração

terá de “atingir a não-criação de 40 000 porcos, o que (…) daria um lucro de 80 000 dólares”(ll. 30-31).

2.4. O humor desta carta reside no carácter surreal de toda a

proposta que é feita pelo remetente que, partindo de uma situação económica real – o facto de o governo ter resolvido limitar a produção de porcos, subsidiando os produtores que não os criassem –, decide levá-la aos limites do absurdo.

II

1. Por exemplo: “Garantimos/prometemos que…”.

2. Hipóteses possíveis: A economia contém/abrange/inclui

toda a actividade do mundo. Nenhuma actividade do mundo entende/percebe a economia.

3. Hipóteses possíveis:

a. Faço tenção de ir ao cinema logo./A tensão entre ambos

era de cortar à faca. ou A minha tensão arterial está um pouco alta., etc.

b. Os estatutos da organização não estão a ser cumpridos./

No Verão os dias são mais compridos do que no Inverno.

4.1. A formalidade da carta é evidente, sobretudo nas for-

mas de tratamento honorífico utilizadas quer na fórmula de interpelação (“Excelentíssimo Senhor Ministro,”) e na fórmu- la de despedida (“Queira V. Exa., Senhor Ministro, receber os protestos da minha maior consideração.”), quer no corpo da carta (Senhor Ministro).

4.2. Proposta:

“Ficar-te-ei extraordinariamente reconhecido se me res- ponderes o mais rapidamente possível porquanto julgo que esta época do ano será a melhor para a não-criação de por- cos e, por isso, gostaria de começar quanto antes.”

5. Sujeito – Nenhuma actividade do mundo; predicado – compreende a economia; complemento directo – a econo- mia; complemento do nome – do mundo.

III

A. Uma proposta:

No cartoon podemos ver duas personagens: uma repre- sentando a cultura ocidental, com ar saudável, vestida, cal- çada e usando gravata; outra representando a cultura africa- na, vestida apenas com uma tanga e extremamente magra. Num ambiente de deserto, a primeira mostra, com ar satis- feito, um computador portátil à segunda que o olha com um ar que transmite um misto de espanto e de desconfiança. A personagem ocidental expõe à outra a importância do acesso à Internet pelos países pobres.

A função crítica deste cartoon reside na ideia da contradi- ção presente entre ‘as boas intenções’ e o valor real que estas podem ter em determinados contextos. Repare-se nas palavras da personagem ocidental que tenta mostrar à outra como vai ser importante ser capaz de passar a conhecer, através da Internet, coisas que ela nem fazia ideia que exis- tiam e da crítica que é feita a estas palavras através das imagens que aparecem no monitor do computador – pão e bife. Há uma crítica evidente do cartoonista ao facto de, muitas vezes, na ajuda que se presta a povos mais necessi- tados, não haver o discernimento de começar pelas necessi- dades básicas. [185 palavras] B. Uma proposta: REQUERIMENTO Exmo. Sr. Ministro da Agricultura

Eu, abaixo-assinado, John Do, morador no Texas, em representação de um grupo de agricultores que pretende implementar o negócio de não-criação de porcos e, desta forma, contribuir para o progresso e engrandecimento do nosso país, venho requerer a V.a Ex.aque se digne informar quais são as regiões mais apropriadas para a não-criação de porcos e qual a melhor raça para não criar.

Pede deferimento. Local e data

Assinatura do Requerente

Soluções das fichas de avaliação 47

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Português

, Módulos 1 a 4 – Caderno do Professor

Ficha de avaliação 1 – Módulo

I

1.1. A primeira parte é constituída pelas quadras e a segun-

da pelos tercetos.

1.2. A locução subordinativa “Como(v. 1)… assi(v. 9)” esta- belece uma comparação.

2.1. Na primeira quadra, o marinheiro manifesta medo em

relação ao mar (Cf. v. 4).

2.2. Na segunda quadra dá-se conta de que o marinheiro

“jura” não voltar ao mar nem mesmo quando este estiver calmo (Cf. vv. 5-7).

2.3. Trata-se dos versos 7 e 8: “(…) mas vai, forçado/pelo muito interesse cobiçoso”. Através da conjunção coordenativa adversativa “mas”, evidencia-se que a ambição é mais forte do que o medo do marinheiro, pois obriga-o a voltar ao mar.

3.1. O interlocutor do sujeito lírico é identificado através de

uma apóstrofe: “Senhora,”(v. 9).

3.2. a.“ausento-me da vossa presença a fim de me salvar”.

3.3. No verso 11, o sujeito poético afirma ter-se comprometi-

do a não repetir os erros do passado, isto é, a fugir da sua amada para não voltar a perder-se.

4. Ao marinheiro do primeiro termo de comparação corres- ponde o eu lírico; no segundo, a vista da amada é comparada à tempestade. Uma vez que a sua contemplação (da tempes- tade/da amada) provoca medo, a fuga é a única salvação. Ambos (marinheiro e eu lírico) prometem não voltar a cair noutra, não resistindo, porém, e repetindo o mesmo erro.

5. O poema é um soneto e, portanto, é constituído por duas

quadras e dois tercetos. Quanto à métrica, a medida do verso é o decassílabo. O esquema rimático é abba abba cde cde, isto é, a rima é emparelhada e interpolada nas quadras e interpolada nos tercetos.

Ficha de avaliação 2 – Módulo

I

1.1. O título configura uma espécie de grito de resistência

face a um sujeito plural mas indeterminado. O uso do futuro do indicativo transmite-nos a certeza do sujeito poético rela- tivamente à realização da acção expressa pelo verbo que é negada pelo advérbio “não”.

2.1. A primeira estrofe esclarece o título do poema já que,

por um lado, identifica o emissor do grito “Não passarão!” (a

“Mãe”) e, por outro, explicita o sujeito que, no título, apare- cia indeterminado: os “heróis que o não são.”

2.2. O uso da maiúscula na apóstrofe “Mãe!” remete para o uso metafórico deste nome. Mãe será sinónimo de pátria, nação.

2.3. O modo conjuntivo com valor imperativo (“Não deses- peres”(v. 1)) e o modo imperativo (“Lembra-te”(v. 4)) são utili-

zados ao serviço do grito de incitamento dirigido à “Mãe”(v. 1).

3.1. A anáfora consiste na repetição da locução “Só mesmo se” no início dos versos 7, 9, 12 e 14.

3.2.“Só [passariam] mesmo se”

3.3. Hipóteses possíveis: a não ser que/a menos que/salvo se. 3.4. O modo conjuntivo é exigido pela locução conjuntiva

condicional e coloca uma hipótese que se torna longínqua por aparecer aliada à locução “Só mesmo se”.

4.1. Trata-se dos nomes “nação” e “povo”.

4.2. É possível estabelecer uma correspondência directa entre

os versos 17/18 e os versos 19/20: a “seara” que “arde” é a “nação” cujos filhos “morrem”; a capacidade regeneradora “dum simples grão” a partir do qual “Nasce o trigal de novo.” Esta metáfora remete-nos directamente para a força de um “povo” que resiste e se levanta sempre face ao poder avassa- lador daqueles que o querem “jugular”(v. 23). O valor desta

metáfora sai ainda reforçado pela presença do articulador adversativo“mas”(v. 17)e pela antítese (“Arde (…) / Nasce (…) / Morrem / Não morre” (vv. 17, 18, 19, 20)).

5.1. Na última estrofe, o sujeito poético deixa claro que,

independentemente da “fúria da agressão”(v. 22), “As forças que (…) querem jugular”(v. 23)o povo não conseguirão o seu objectivo já que “a terra inteira” assumiu como seu o grito “Não passarão!”

6. O ritmo do poema alterna entre as pausas marcadas pela

repetição da expressão “Não passarão!”, que funciona como uma espécie de refrão, e um ritmo mais rápido conferido pelos sucessivos encavalgamentos, que criam um efeito de coesão entre os versos.

Ficha de avaliação – Módulo

I

1. O facto da actualidade que esteve na origem desta cróni-

ca é a transformação dos jogadores de futebol em estrelas mediáticas.

2. a. F; b. F; c. V; d. V.

3

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Caderno do Professor | Soluções das fichas de avaliação

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Português

, Módulos 1 a 4 – Caderno do Professor

3.1. A primeira parte é constituída pelos dois primeiros

parágrafos; a segunda vai desde “Hoje…” (l. 7)até “… abriram-se-lhes.”(l. 27); a terceira compreende os cinco últimos parágrafos.

3.2. Primeira parte – Há vinte anos, embora fossem já ido-

latrados, os futebolistas não tinham de ter grande preocupa- ção com a imagem.

Segunda parte – Actualmente, o “potencial mediático” dos jogadores é fundamental para os seus clubes que se trans- formaram em verdadeiras empresas.

Terceira parte – A transformação dos jogadores em estre- las mediáticas tem a ver com o vazio de valores da socieda- de ocidental na qual a preocupação com a fama e o dinheiro veio criar um mundo irreal.

II

1. A primeira parte do texto é introduzida pela expressão

temporal “Há vinte anos” e, portanto, o tempo verbal predo- minante é o pretérito imperfeito do indicativo já que a referida expressão implica um relato em que se dá conta do aspecto durativo da acção.

2.“tudo isso” reporta-se aos factos narrados no parágrafo anterior; o antecedente de “seus” e “seu” é “clube”.

3.1. Modificador do grupo verbal – Noutros tempos; sujei- to – os jogadores de futebol; predicado – eram idolatrados; modificador do nome restritivo – de futebol; predicativo do sujeito – idolatrados.

4. Por exemplo: a. Os jogadores passaram a “activos” por-

que os clubes se transformaram em empresas. b. Os jogado- res passaram a “activos” quando os clubes se transforma- ram em empresas.

III

Proposta de resumo:

O futebol nasceu em Inglaterra, cerca de 1840, embora as suas características possam ser encontradas anterior- mente. As regras a que hoje obedece foram uniformizadas em 1863 pela Associação Inglesa de Futebol.

Entretanto, o futebol desenvolveu-se noutros países, sur- gindo, em 1904, a FIFA que uniformizou as suas regras inter- nacionalmente e que, desde 1930, organiza os Campeonatos do Mundo.

Hoje, o futebol é um desporto de massas que vale milhões e as equipas são empresas dirigidas por empresários e políticos.

Por outro lado, devido à sua massificação, o futebol trans- formou-se num fenómeno cultural e social muito estudado.

[95 palavras]

Ficha de avaliação – Módulo

I

1.1. Neste excerto inicial ficamos a conhecer algumas carac-

terísticas da personagem principal da história – Sofia – e aquilo que se estava a passar com ela, ou seja, os aconteci- mentos anteriores à história que vai ser narrada.

2. A partir de certa altura, o narrador dá uma série de conse-

lhos à(s) leitora(s) que venha(m) a passar por uma situação semelhante àquela em que Sofia se encontra. Daí o uso do modo conjuntivo com valor imperativo.

3.1. O Brasil pareceu-lhe “a escolha acertada.” porque lá não conhecia ninguém. Deduz-se, assim, que Sofia queria estar sozinha.

3.2. Aquilo que no assaltante fez lembrar a Sofia o namora-

do foi o facto de a frase que ele utilizou para a abordar ser tão vulgar nesta situação como aquela que o namorado utili- zou para acabar com o namoro, revelando, ambas, falta de imaginação.

3.3. O assaltante, ao contrário da generalidade dos homens,

“sabia ouvir”, “sabia dar conselhos” e “tinha um extraordi- nário sentido de humor”.

4. Sofia parece ter aprendido uma lição com o assaltante de

Copacabana: ao regressar, e perante o recuo do namorado que parecia querer retomar a relação, decide “pedir um tempo”. Durante a conversa com o assaltante, Sofia terá, talvez, percebido que o namorado não era bem aquilo que ela queria.

5. Por exemplo: “Um tempo para pensar”, “Assalte-me, por

favor!”,…

II

1. a. reformular o seu discurso.

2. b. uma situação que se repete regularmente durante um

determinado período de tempo.

3. b. articula ideias opostas.

4. O antecedente do termo anafórico “lá” é “no Brasil”.

5. Por exemplo: “Não conhecia ninguém no Brasil já que

nunca tinha estado lá e, por isso, pareceu-lhe a escolha acertada.”

6. Hipótese possível: O assaltante, aflito, enfiou a faca num dos bolsos da bermuda e tentou consolar a moça dizendo- -lhe que não chorasse mais. Acrescentou que não assaltava mulher triste porque dava até azar e que era como matar passarinho.

No documento Livro Professor POR PROF 1-4 (páginas 44-48)

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