3. O ARRANJO INSTITUCIONAL DO CONSELHO DA CIDADE DE CHAPECÓ (SC)
3.4. A Capacidade política do CONCIDADE de Chapecó
3.4.1. A composição do Conselho da Cidade de Chapecó
O Plenário do CONCIDADE DE CHAPECÓ é compostopelo presidente e por 36 (trinta e seis) membros titulares e seus respectivos suplentes do poder público e da sociedade civil, respeitando a mesma proporcionalidade dos diferentes segmentos sociais, de acordo com as orientações recebidas por parte do CONcidade nacional: poder público, movimentos sociais e entidades organizadas, caracterizando-se como uma representação tripartite.
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Quadro 1 – Composição do plenário do CONCIDADE de Chapecó
Fonte: Regimento Interno do Conselho da Cidade de Chapecó aprovado pela Resolução Normativa nº1, de 21 de maio de 2015, e homologado pelo Decreto Nº 31.170, de 06 de julho de 2015.
O Poder Públicoestá retratado da seguinte forma:
-10 (dez) integrantes do Poder Público Municipal: eles são escolhidos pelo prefeito, priorizando os titulares das áreas de Desenvolvimento Urbano, Fazenda, Procuradoria, Habitação e Regularização Fundiária, Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Turismo, Cultura, Educação, Saúde e Serviços Urbanos e Infraestrutura. ASecretaria de Defesa do Cidadão ou outras áreas da administração identificadas com as temáticas do CONCIDADE DE CHAPECÓ também poderão compor o conselho enquanto poder público municipal;
-1 (um) representante do Poder Público Estadual: é designado pela Secretaria de Desenvolvimento Regional de Chapecó ou do órgão que a suceder. A indicação deve priorizar as áreas de meio ambiente, saneamento, infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento rural, habitação e de segurança pública.
-1 (um) membro do Poder Público Federal: deve estar vinculado a órgãos relacionados com a política de desenvolvimento territorial, meio ambiente e infraestrutura.
Já os delegados dos Movimentos Sociais devem pertencer a associações comunitárias, de moradores, de movimentos por moradia, entre outros. Eles são eleitos nas respectivas regiões geográficas definidas pelo Plano Diretor de 2014 (Mapa Anexo XII, Lei Complementar Municipal 541/2014) por intermédio de plenárias realizadas com as comunidades, na ocasião das audiências públicas de revisão do Plano Diretor, da Conferência Municipal ou audiência pública convocada para esta finalidade.
No quadro abaixo vemos a distribuição dos conselheiros dos movimentos sociais conforme as regiões do município.
Segmento Quantidade
Poder Público 12
Movimentos Sociais 12
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Quadro 2 - Composição dos Movimentos Sociais (bairros/comunidades)
Região Representação dos Bairros/Comunidades Representação
01 Bairros Centro, Presidente Médici, Jardim Itália, Saic, Maria Goretti e Santa Maria
1 02 Bairros Sta Paulina, Jardim Europa, Passo dos Fortes,
Líder, Bom Retiro, Dom Gerônimo, Vila Real e Desbravador
1
03 Bairros Pinheirinho, Paraíso, Boa Vista, São Pedro, Bom Pastor e São Lucas
1 04 Bairros Monte Belo, Esplanada, Seminário, Dom Pascoal,
Quedas do Palmital, Santo Antônio, Palmital e Universitário
1
05 Bairros Engenho Braun, Jardins, Alvorada, Jardim América e Parque das Palmeiras
1 06 Bairros Cristo Rei, Bela Vista, São Cristóvão e Eldorado 1
07 Bairro Efapi 1
08 Bairros Trevo, Belvedere, Vila Rica, Água Santa, Lajeado e interior
1 09 Bairros Fronteira Sul, Santos Dumont, Campestre,
Industrial, Progresso e Comunidades Linha Rio dos Índios, Palmital dos Fundos, Monte Alegre, Lajeado Veríssimo, Água Amarela, Gramadinho, Praia Bonita, das Palmeiras, São Rafael, Toldo Chimbangue, São Rafael, Sede Trentim, Independência;
1
10 Comunidades do Distrito de Marechal Bormann (Linhas São José do Capinzal, Gamelão, Saquetti, Rodeio do Erval, São Francisco, Serrinha, Passo dos Ferreira, Henrique, Rodeio Chato, Núcleo Hortifrutigranjeiro, Bom Retiro, Serraria Reato, Nova Aurora, Barra da Chalana e Barra do Carneiro)
1
11 Comunidades do Distrito de Goio-En (Linhas Vailon, Beira Rio, Almeida, Cachoeira, Quadros, Campinas, Meia Serra e Alto Capinzal)
1
12 Bairro Autódromo e Comunidades dos Distritos de Sede Figueira e Alto da Serra
1
Fonte: Regimento Interno do Conselho da Cidade de Chapecó aprovado pela Resolução Normativa nº1, de 21 de maio de 2015, e homologado pelo Decreto Nº 31.170, de 06 de julho de 2015. Fonte: Silva, 2019.
Os membros das Entidades Organizadas são escolhidos pelos respectivos segmentos na ocasião da revisão do Plano Diretor, da Conferência Municipal ou audiência pública convocada especificamente para este fim. Estão assim representados:
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Quadro 3 – Composição das Entidades Organizadas
Representantes Quantidade
Entidades Empresariais relacionadas ao desenvolvimento urbano 3 Entidades Sindicais de Trabalhadores com atuação na área de
desenvolvimento urbano;
3
Entidades Profissionais ou Conselhos profissionais 2
Entidades Acadêmicas e de Pesquisas 2
Organizações Não Governamentais - ONGs 1
Clubes de Serviço 1
Fonte: Regimento Interno do Conselho da Cidade de Chapecó aprovado pela Resolução Normativa nº1, de 21 de maio de 2015, e homologado pelo Decreto Nº 31.170 de 06 de julho de 2015.
Segundo o Regimento do CONCIDADE,o mandato dos conselheiros é de quatro anos, sendo permitida a recondução por uma vez consecutiva por meio de eleição. Além disso, conforme o art. 15, “Os Conselheiros representantes eleitos pelos diferentes segmentos que compõem o CONCIDADE DE CHAPECÓ serão renovados pela metade, de acordo com o segmento representado, por eleição, a cada dois anos”. Por sua vez, os suplentes têm direito a voz no plenário, podendo votar exclusivamente quando da ausência ou impedimento do titular.
Acerca da presença das entidades e segmentos, é consentida a ausência nas reuniões por parte do conselheirotitular e suplente por 03 (três) reuniões consecutivas ou 05 (cinco alternadas), com justificativa por escrito. Do contrário, será considerada a vacância da vaga. Outrossim, no Regimento do CONCIDADE (Art. 8º. § 9º) diz que “A entidade ou instituição detentora de vaga de titular poderá em comum acordo com a detentora da vaga de suplente, dividir a qualquer tempo o respectivo mandato, mediante aprovação pelo plenário do CONCIDADE DE CHAPECÓ”.
No tocante à substituição das vagas vacantes, chama a atenção a diferença de encaminhamentos no que concerne às entidades e aos movimentos sociais. Em relação às entidades, consta no Ar 8 § 11º do Regimento do CONCIDADE: “A perda do mandato de um conselheiro implicará na perda do mandato da entidade representada, que será substituída pela entidade suplente do segmento que, em termos, indicará nomes de representantes, titular e suplente”. Já “Os Conselheiros representantes de Movimentos
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Sociais [...] que extrapolarem as faltas permitidas [...] não estarão aptos a se candidatarem novamente para ocupar a vaga de Conselheiro. (Art. 12 -Parágrafo único).
Ou seja, como observa o Entrevistado 2, “A prefeitura muda os técnicos, os empresários também mudam os seus representantes; no caso dos representantes dos movimentos sociais, perdem o mandato por ausência nas reuniões, aí abrem novo edital neste sentido”.