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A Construção de uma Identidade e o Mercado

I. O Surgimento do Movimento Homossexual Brasileiro: A Criação da Identidade Gay

1.4 A Construção de uma Identidade e o Mercado

Se a constituição do ator político necessita um “sair do armário”, ou seja, assumir-se publicamente homossexual, parece que na medida em que as categorias não abrangem a toda diversidade sexual do campo homoerótico, novas e menos rígidas posições de discurso recusam a idéia de Identidade completa. No entanto, a impossibilidade de fazer política ou qualquer outra forma de expressão sem que haja uma personagem de clara identificação - este

11 ″190 homossexuais assassinados no Brasil em 2008, um a cada dois dias”. Site do Grupo Gay da Bahia.

Disponível em: <http://www.ggb.org.br/assassinatosHomossexuaisBrasil_2008_pressRelease.html> Acesso em: 22.nov.2008

do emblema e mais próximo do direito de exercer seu “estilo de vida” -, recobram do sujeito o enquadre.

Apoiando-se na teoria Judith Butler, Facchini considera que as Identidades encontram um processo de reprodução autônoma, ou seja, novas subculturas e subgrupos surgem e estas tenderiam a se auto-rotularem menos:

(...) as escolhas realizadas possuem um determinado objetivo e uma lógica própria, mas – até por não pressuporem consciente de todas as alternativas disponíveis ou controle sobre todas as variáveis em jogo na aplicação prática – podem, por vezes, causar efeitos secundários não previstos, como indicam trabalhos que analisam a produção de identidades coletivas que servem como sujeitos políticos para movimentos sociais ou ‘frentes discursivas’ produzidas para obtenção de direitos. (Facchini, 2005:178)

ö possível constatar, que já havia muitos lugares no Brasil, sobretudo bares e boates que desde muito já eram conhecidos pela freqüência de um público homossexual, na época ainda autodenominados por “entendidos” (sinônimo para homossexuais). Desde os anos de 1970, surgem as boates assumidamente direcionadas para este público, como o caso da Boate NostroMondo na Rua da Consolação em São Paulo, em funcionamento até hoje. Mas, é nos anos de 1990 que o Mercado passa definitivamente a enxergar os gays, e isto traz conseqüências. Na análise de Trevisan (2000): “A efervescência mercadológica produziu, no Brasil, um novo empresariado homossexual com perfil mais definido e personalizado, que de um modo ou do outro acabou se aproximando das lutas pelos direitos civis dos seus consumidores” (Trevisan, 2000: 376). A primeira avaliação do ativista é obviamente positiva. Surge também nesta década de 90, o conceito GLS, imitação à brasileira do gay friendly americano. Para o autor, este conceito permitiu a expansão do gueto, dando margem a possibilidades mais amplas, porém cabe apontar: tudo no campo da cultura do consumo - estímulo ao acesso a produtos que imprimem o estilo de vida gay - ou cultura de consumo – a saber: produtos culturais, como peças, filmes, moda e música gay. Na lógica de cidadão pagador de impostos e cumpridor de deveres e, portanto, digno de direitos, entende-se o homossexual como valorizado consumidor, essencial para o capitalismo. Neste sentido, Identidade e lógica econômica e cultural se enamoram, mas mantém-se a exclusão:

Vale ressaltar que a identidade gay parece ser adotada, sobretudo por homossexuais masculinos e brancos de classe média. Este fenômeno se explica pelo fato de que é mais fácil (econômica e socialmente) para estes indivíduos se identificarem e viverem abertamente como homossexuais do que para lésbicas, os negros e os pobres. (Nunan, 2003:118).

Já na visão de Facchini (2005) o mercado ajuda a “elevar a auto-estima” (sic) dos homossexuais, e geralmente os conflitos entre o movimento e empresariado GLS só aparecem quando há interesses divergentes (França, 2005). Para Facchini, pessoas que vivem experiências semelhantes tendem a consumir os mesmos produtos, de modo que, na visão da antropóloga, consumo e construção de identidade se entrelaçam. Público-alvo de consumo ou serviço e cidadão de direito tornam-se muito próximos e parece que condicionados um ao outro.

A maneira como os norte-americanos estruturaram o Movimento Homossexual como Movimento Social e o exportou para o mundo criou a simbiose entre Mercado e Direitos. Trevisan avalia que a relação entre Mercado e o movimento terá “longa vida no conceituário brasileiro das novas culturas de resistência” (Trevisan 2000:377). No movimento inaugurado na pequena revolução no Stonnewall-inn12 – ou seja, já dentro de um comércio – pregava-se uma cartilha de dois passos contra a violência: visibilidade e reivindicação, sendo que no intervalo entre uma palavra e outra, está a noção de consumidor-cidadão. Resta saber, entre consumidor e cidadão, a quem o mercado prefere servir...

Enquanto na perspectiva das Teorias de Identidade, a homossexualidade em si não é considerada uma escolha, pode-se dizer que em sentido político, o indivíduo de fato escolhe tornar-se gay - isto é, adotar uma identidade gay. De acordo com a teoria que embasou o movimento, isto acontece quando o homossexual atravessa o rito de passagem conhecido como coming out of the closet.

Coming out of the closet refere-se ao processo através do qual o homossexual revela sua orientação sexual a outras pessoas (sejam familiares, amigos, colegas de trabalho ou estranhos), tornando-se visível, culturalmente inteligível e desafiando abertamente o discurso sexual hegemônico. (Kates, 1998 apud Nunan, 2003: 128).

Ainda de acordo com Kates (idem) o coming out está intimamente relacionado com uma mudança nos padrões de consumo dos sujeitos: estes passam a freqüentar lugares de socialização homossexual, privilegiam serviços e produtos especificamente direcionados a este público e muitos mudam até mesmo sua aparência externa. Em relação à aparência (e corpo) é pertinente notar que as Identidades dos subgrupos se dão exatamente neste viés.

12 Em Nova York, no dia 28 de Junho de 1969 o bar Stonewall-Inn foi local de mais uma rusga policial - mais

uma vez sob a alegação de falta de licença para a venda de bebidas - e todos os travestis que se encontravam no bar foram presos. Mas, ao contrário das outras vezes, as pessoas resolveram resistir, em solidariedade com os presos. O clima foi ficando cada vez mais tenso. Gays e lésbicas de um lado, os polícias do outro e os travestis presos. Depois de dois dias de confrontos intensos, a polícia desistiu. Um ano mais tarde, para comemorar a data, cria-se a Gay Parade. Detalharemos estes eventos e suas conseqüências no próximo capítulo deste trabalho.

Assim identificam-se e/ou são identificados: os Ursos (homens gordos e peludos) que fazem frente ao padrão das Barbies (musculosos e depilados); há as bichinhas “pão-com-ovo” (jovens mais afeminados, geralmente da periferia, chamados pejorativamente assim); os leathers (homens que gostam de se vestir com estética sadomasoquista), e há ainda muitos outros rótulos e fronteiriços. Cada sub-identidade é ainda mais marcada por produtos que a caracterizam e até mesmo a falta de acesso a tais produtos serve como ponto de identificação de grupo.

Na revisão da teoria de Identidade podemos perceber que a estratégia na criação e consolidação de uma cultura de consumo gay13, e mesmo a utilização desta na construção do ator político não é assumida como via legítima na exigência de igualdades de direitos, e para muito militantes tal relação poderia ser mais ampla e melhor explorada.

A gama de comércios e serviços segmentados é vasta: festivais de cinema, livrarias temáticas, ampliação significativa do número de bares e boates específicos, cruising bars14; saunas; serviços de prostituição masculina; galerias de moda; sites de relacionamento; sites de divulgação de cultura homossexual; inúmeros sites de produção e de divulgação de pornografia homoerótica; revistas de comportamento, revista de nu erótico masculinos; agências de viagem; clínicas de estética; cruzeiros de navio e ainda uma série de produtos direcionados dentro de estabelecimentos não exclusivos, mas “simpatizantes” do público gay, vezes como demonstração de sincera indiferenciação, vezes como possível oportunismo.

As pesquisas realizadas no Brasil sobre consumo gay sofrem as mesmas críticas que as similares norte-americanas: foram realizadas com cidadãos com alto grau de escolaridade muitas vezes pela internet em sites segmentados e em grandes centros urbanos, o que já as invalidariam como científicas. O Mercado GLS cresce significativamente. Seria parte da militância? Na visão de Trevisan (2000), sim: “Seguindo a tendência geral dos anos 90, a estratégia liberacionista ampliou seu sentido, ultrapassando padrões convencionais de militância, até o ponto de se confundirem os limites entre atividade lúdicas, comerciais e militantes”. (Trevisan, 2000:378). Na posição contrária encontra-se uma série de estudiosos

13 Culturas de consumo podem se formar em torno de características tais como idade, gênero, raça, classe social

ou orientação sexual, dentre outras. Assim, pode-se dizer que a cultura de consumo homossexual é uma derivação da subcultura gay e de suas respectivas características mercadológicas (incluindo produtos, serviços, publicidade e publicações especializadas). Em outras palavras, uma comunidade pode se transformar em uma subcultura de consumo e vice-versa. (Freitas e cols, 1996 apud Nunan, 2003: 157).

14 Crusing bars são bares destinados a troca sexual entre homens, com uma estrutura especialmente adaptada

para isso e de freqüência vespertina e noturna. Alguns deles condicionam o ingresso dos clientes ao uso de trajes específicos (cuecas, uniformes, couro etc) ou exigem nudez total dentro do estabelecimento.

que acreditam que a visibilidade e o interesse do Mercado no “pink-money”15 não constitui em si mesma, um gesto de liberação ou aceitação social, assim como a familiaridade entre heterossexuais e homossexuais, não reduz necessariamente, o menosprezo (Nunan, 2003).

De fato, a história do Movimento Homossexual Brasileiro não é possível de ser retratada, a partir dos anos de 1990, se não em paralelo com a do Mercado Segmentado. Até mesmo o que é conhecido como “meio-gay” ou “gueto” é algo que só pode ser delimitado, de acordo com vários autores, se acompanharmos os deslocamentos dos sujeitos homoeróticos por lugares (comerciais ou não) onde exercem atividades relacionadas à prática sexual e comercial, como bares, boates, “pontos” de prostituição ou “pegação” (encontros com alguma conotação sexual).

Especificamente na cidade de São Paulo, a região e o status de bares e boates, onde estes “tipos” freqüentam também dizem de sua Identidade. Basicamente há os que freqüentam casas com preços mais altos e em bairros de classe média-alta e os que freqüentam os lugares com preços populares, que geralmente se localizam no Centro da cidade.

É mais possível dizer de uma comunidade homossexual pela via de uma Identidade de classe - e do estilo de consumo correspondente à esta - do que por uma ligação contra o preconceito e discriminação. Mesmo o sentido qualquer de pertença - às vezes tão destacado pelo discurso de defesa do Mercado como ponto de amarração - segue igual lógica, ou seja, um homossexual freqüentador da The Week16 é mais possível que se identifique com um outro homossexual de mesma classe de Nova York ou Paris, por exemplo, do que com um outro gay freqüentador da Rua Viera de Carvalho17. O tipo de violência e discriminação a que estes dois personagens estão expostos e sofrem não são iguais. Lukebill (apud Nunan, 2003) reconhece que assim outras Identidades são formadas: “Ao longo deste processo, os homossexuais como um grupo distinto têm desenvolvido mais do que uma identidade política, social e psicológica: eles desenvolveram uma identidade cultural, econômica e comercial”. (Lukebill, 1999 apud Nunan, 2003: 132). Apontaríamos que certamente estas três últimas mais evidentes e reforçadas do que as três primeiras.

15 “Pink-Money” é um termo amplamente utilizado no campo dos negócios e se refere a todo capital gerado pelo

mercado segmentado destinado à comunidade LGBT.

16 A The Week é uma danceteria de padrão internacional, que vangloria-se por ter em seu cadastro de clientes

pessoas com alto poder aquisitivo. No ano de 2008 distribuiu um questionário com o intuito de definir o padrão de consumo de seus freqüentadores, onde perguntava, entre outras coisas, o número de carros, viagens internacionais realizadas e griffes utilizadas para disponibilizar um cartão de fidelidade correspondente a cada perfil, que caracterizava o cliente como white, platinum ou gold.

17 A Rua Viera de Carvalho se localiza entre a Praça da República e o Largo do Arouche, no Centro de São

Paulo. Desde o final da década de 90 congrega ali vários bares e barracas freqüentados por homossexuais, geralmente advindos da periferia. Há boates, pontos de prostituição masculina e de travestis, que são próximos e que configuram uma circulação heterogênea de público gay.

Nunan (2003) encerra sua tese sobre homossexualidade e consumo com a seguinte conclusão:

A ‘normalidade’ é concedida ao homossexual apenas na medida em que ele se torna um sujeito do consumo, o que por sua vez se transforma em uma nova forma de controle social, mantendo a hegemonia heterossexual. Assim, do ponto de vista homossexual, a assimilação pode representar sujeição e perda de controle sobre os ganhos do movimento gay. Em suma, quando se une movimento e mercado, a luta pelos direitos homossexuais passa de contestação para assimilação social. (Nunan, 2003:200).

O que tensiona permanentemente o Movimento durante as três décadas é a questão da Identidade. A luta, o modo de luta, o que a qualifica ou desqualifica, o consumo, as leis que dêem garantias, tudo gira em torno da Identidade Homossexual. A visibilidade desta Identidade às vezes é apenas estratégica, às vezes é fundadora da própria Identidade. Ao MHB ocorrem questões sobre o que será visto, como: Qual é a identidade que queremos? Que imagem ela tem? Como lutar contra quem reage com violência ou persegue os GLBTs? Que produtos caracterizam essa Identidade? Que comportamentos podem formar ou a formam? Quais estratégias políticas teremos que utilizar para que nos reconheçam com tal Identidade?

É preciso, desde antes de qualquer debate, desvencilhar o MHB - que como tal é engajado, pensador de suas diretrizes, mediador entre Estado, Mídia e Mercado – do sujeito com o comportamento homoerótico, de modo que não há garantia de reprodução direta do discurso produzido pelo primeiro na voz do último. No entanto, é certo que parte da população homossexual é que forma o Movimento. Se todos - ativistas ou não - sofrem as conseqüências da violência social - simbólica ou não -, nem todos participaram dos debates que decidiram a trajetória do Movimento, ainda que gozem ou sofram das conseqüências desta. A constatação é trágica, no sentido de parecer insolúvel, impossível. A política da representação na democracia atual parece não oferecer outra saída.

Assumir ou aceitar uma Identidade parece ser insuficiente e muito pouco engajada politicamente quando essa Identidade se encontra apenas em uma noção de “estilo de vida”. Mas os argumentos de muitos autores e militantes convergem em uma mesma aposta: não há outra opção! Este trabalho pretende questionar tal premissa.

Facchini (2005) e Trevisan (1996) pensam a questão do “estilo de vida” e do próprio mercado como fomentadores de Identidades, parte integrante (com menor ou maior participação) e de fortalecimento do Movimento Homossexual. A autora traz as considerações de Giddens (1992), para definir a relação entre estes campos:

A noção do estilo de vida soa trivial porque é muitas vezes pensada em termos de um consumo superficial: os estilos de vida são sugeridos por revistas vistosas e imagens publicitárias. Mas passa-se qualquer coisa de muito mais fundamental do que tal concepção sugere: em condições de modernidade tardia, não só todos nós seguimos estilo de vida, como somos sobremaneira forçados a isso – não temos outra escolha senão escolher. Um estilo de vida pode ser definido como um conjunto de práticas que um indivíduo adota não só porque estas práticas satisfazem necessidades utilitárias, mas porque dão forma material à narrativa particular de auto- identidade. (Giddens, 1992 Apud Facchini 2005:174).

Questionamos calcados nos pressupostos de tal teoria: os sujeitos com menos acesso a bens materiais seriam prejudicados em suas narrativas de vida? Quais são as escolhas reais daqueles com pouco ou nenhum acesso a bens? Teriam estes prejuízos na sua “auto- identidade", e, portanto, na sua “identidade sexual”? Apresentariam esses sujeitos maiores dificuldades em reconhecer seus objetos de demanda? Ora, é preciso definir o que é do campo da política - e encarar o Mercado como apoio ou não neste jogo - e o que é do campo do sujeito. Do contrário estaremos fixados na idéia do produto como algo que pode dar conta de todas as esferas da subjetividade, - aqui na concepção da psicanálise – a saber: da falta ser, da incompletude inerente ao sujeito, sua castração. O “estilo de vida” parece, nesta concepção, poder fazer colar o sujeito ao que dele se apresenta ao Outro, como lugar imaginário da verdade. A lógica do mercado obviamente parece se apropriar de todo sentido nesta ligação.

Alguns autores defendem que os grupos e os espaços públicos de interação entre homossexuais podem influenciar na construção de uma “identidade mais positiva”, sobretudo para aqueles de classe baixa, que vivem cercados de violência e opressão e não têm dinheiro para freqüentar bares e boates: “As reuniões de grupos dão a essas pessoas um lugar para fazer amigos e encontrar parceiros, oportunidades que não teriam em nenhum outro lugar” (Nunan, 2003:111). A cidadania, entendida aqui como o ato de tomar a cidade, ou seja, ocupar os espaços públicos pode convergir com o interesse de estabelecimentos comerciais?

Cabe ainda apontar que no relato desses trinta anos há a predominância da visão de autores de gerações e formações diferentes e obviamente não é possível dar conta de uma fidedignidade histórica absoluta do Movimento Homossexual Brasileiro - supondo a existência de uma. Essa dissertação não tem tamanho objetivo. Contudo, o relato pesquisado nos serve com dados essenciais para algumas considerações e para melhor descrição do objeto de análise.

O primeiro apontamento que pensamos ser fundamental é sobre o posicionamento e perfil de cada autor. João Silvério Trevisan, hoje se considera um ativista independente; sua história de militância e seus estudos sobre a militância se misturam, de modo que seu relato é feito “de dentro” do movimento. Regina Facchini vem através da Academia se encontrar com

a militância; a princípio com um olhar mais analítico, anos à frente ela assume a vice- presidência da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, passando a atuar mais formalmente como militante. Adriana Nunan se manteve na Academia e na clínica como psicoterapeuta.

Na década seguinte, os anos 2000, tanto a questão da Identidade quanto o envolvimento com o Mercado segmentado se consagram. Até o momento buscamos descrever a história do MHB da origem até o final dos anos 90, como apresentar brevemente as teorias que basearam o Movimento, pois entendemos que o formato que este adquiriu e que até hoje mobiliza a sua práxis é fundamentado em tais concepções de indivíduo e sociedade. A aquisição de Identidade essencial ou posicional qualquer foi/é adotada pela maior parte dos grupos que formam o Movimento GLBT, sobretudo pelas lideranças do Movimento, que hoje ocupam cargos públicos em órgãos das três esferas de Governo que assistem a questão.