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A criação do CEU Heliópolis: uma conquista da comunidade

CAPÍTULO 2 – “Parece menos uma cadeia”: do Bairro Educador à transformação da escola

2.1.1 A criação do CEU Heliópolis: uma conquista da comunidade

Os CEUs são projeto municipal da gestão de Marta Suplicy84. O intuito era formar nas periferias espaços públicos onde houvesse acesso a Cultura, Lazer, esportes, educação. Em Heliópolis já existe, desde 2003 o CEU Meninos. O espaço do entorno da EMEF Campos Salles tornou-se recentemente (2015) também um CEU. Em 2009 depois de muito tempo de negociação com a Prefeitura85, foi criado no espaço o Centro de Convivência Educativa e Cultural de Heliópolis, CCECH. Entre 2010 e 2014 a gestão

84 Prefeita de São Paulo entre 2001 e 2004, eleita pelo Partido dos Trabalhadores.

85 A esta altura, a prefeitura estava na gestão Gilberto Kassab que, após assumir em 2006 por ser vice-prefeito de José Serra (PSDB), fora eleito em 2009 pelo DEM e permaneceu no cargo até 2012, sendo sucedido por Fernando Haddad (PT) em 2013.

deste centro organizou diversas atividades e projetos, sempre contando com forte participação comunitária.

Em 2012, essa gestão desenvolveu em parceria com a UNAS o projeto Memórias de Heliópolis – Raízes e Contemporaneidades, produzindo vídeos e o livro homônimo, que foram de extrema importância para o desenvolvimento desta pesquisa.

Esse projeto tinha o intuito de sistematizar a história do bairro a partir do ponto de vista dos próprios moradores que a viveram. Além disso, o projeto Memórias de Heliópolis tinha como objetivo produzir material que pudesse ser usado pelas escolas, projetos e equipamentos educativos da região, estimulando que esse conteúdo passasse a fazer parte de seus currículos, ao lado daqueles considerados mais tradicionais (CEU HELIÓPOLIS PROFa ARLETE PERSOLI, 2017). Finalmente em 2015, o CCECH virou CEU. Esta mudança foi de muita relevância para a comunidade, pois garantiu condições para a manutenção de uma equipe maior e permanente na gestão, com núcleos de cultura, de educação, de esporte, de modo que mais projetos foram possíveis. Além disso, muitos equipamentos públicos foram agregados ao espaço. Hoje no espaço do CEU se encontra a EMEF Campos Salles, a Etec Heliópolis, a EMEI Antonio Franscisco Lisboa, 3 CEIs, o centro cultural, que conta com um cinema, um teatro de arena e um saguão coberto onde ocorrem oficinas, teatro e shows, um polo do projeto Fab Lab86, a Torre da Cidadania, edifício onde há aulas

86 O Fab Lab Livre SP é um projeto da Prefeitura de São Paulo, da gestão Fernando Haddad, em parceria com o Instituto de Tecnologia Social no qual diversos laboratórios são disponibilizados para o público, para uso livre. Os laboratórios são equipados com impressoras 3D, computadores com software de desenho digital, equipamentos de eletrônica e robótica, e ferramentas de marcenaria e mecânica. O projeto também oferece cursos.

Figura 14: Visão aérea do CEU Heliópolis Profa Arlete Persoli. Fonte: PPP do CEU

diversas, como danças e lutas, e onde fica o polo da UniCeu87, uma biblioteca com amplo acervo de literatura infantil, nacional e internacional, computadores e espaço para rodas de história e de conversas e oficinas, um complexo esportivo que conta com quadra poliesportiva e duas piscinas, além de praças com equipamentos de ginástica, parquinhos e wi-fi livre.

No nome do CEU, a comunidade decidiu homenagear Arlete Persoli. Ela foi educadora e gestora do CCECH e grande articuladora do Bairro Educador88. Tendo falecido no final de 2014, Arlete, uma das grandes idealizadoras do projeto do CEU, infelizmente não pôde vê-lo concluído. O PPP do CEU descreve sua atuação política na comunidade:

a presença de Arlete foi fundamental na aglutinação da força dos movimentos sociais organizados - da juventude, LGBTT, de mulheres, por moradia, dentre outros - que garantiram a ampliação dos equipamentos públicos que transformaram Heliópolis num dos mais completos centros de educação da cidade de São Paulo (CEU HELIÓPOLIS PROFª ARLETE PERSOLI, 2017).

No CEU há diversos cursos, de esportes, danças, pilates, xadrez etc. Além disso, a agenda cultural é sempre cheia, pois a gestão organiza shows, peças de teatro, encontros de mães, de Educação popular, cine-debates, contações de história etc. Além de propor e realizar eventos e projetos, em geral com educadores da comunidade, o CEU tornou-se um espaço no qual outros grupos da região podem propor atividades. O CEU Heliópolis é vizinho do Instituto Bacarelli, onde grande parte dos estudantes da Campos Salles e de outras escolas da região fazem aula de coral e instrumentos musicais. O Instituto é responsável pela formação da Orquestra de Heliópolis.

Todas essas atividades são articuladas e integram o projeto do Bairro Educador. Duas ações que visam atender ao objetivo do projeto de colocar os jovens e adolescentes do Heliópolis em Etecs e Universidades públicas são o Cursinho Preparatório Pré- Vestibulinho89 e o Helipa na Universidade90. O primeiro surgiu como uma resposta ao fato de que a Etec, que existia na comunidade desde 2009, não era frequentada pela

87 O Programa Universidade nos CEUs é uma parceria da prefeitura de São Paulo com o governo federal que integra o sistema nacional UAB (Universidade Aberta do Brasil) e oferece gratuitamente cursos de ensino superior nos CEUs nas modalidades presencial, semipresencial e à distância com o apoio de instituições de ensino superior. Ver mais em: portal.sme.prefeitura.sp.gov.br.

88 Arlete foi esposa de Braz Nogueira, diretor da EMEF Campos Salles no início da transformação do projeto, de modo que também participou deste processo mesmo sem vínculo oficial com a escola.

89 Fui educadora interdisciplinar do Cursinho Preparatório Pré-Vestibulinho em 2015, encarregada principalmente da articulação dos conteúdos de Humanas, participava do planejamento coletivo de todos os encontros e de eventos externos do Cursinho.

90 No projeto piloto do Helipa na Universidade, em 2015, trabalhei como educadora, oferecendo oficinas preparatórias para o ENEM.

população local. Foi constatado que os adolescentes sequer sabiam que poderiam estudar lá, consideravam escola de boy91 e muitos imaginavam que fosse particular. Assim o cursinho teve o objetivo de tomar para a comunidade aquela escola. O Pré-Etec tem caráter interdisciplinar que ultrapassa os conteúdos da prova da Etec, trazendo debates atuais com o intuito de formação crítica. Em 2015, de 140 inscritos, entre adolescentes e adultos, 70 foram aprovados tanto na Etec Heliópolis quanto em outras escolas técnicas. O Helipa na Universidade surgiu a partir da experiência do Cursinho Pré-Vestibulinho, diante da imensa procura de cursinho pré-vestibular. O projeto foca na preparação para o ENEM e procura incluir as tecnologias da informação no dia a dia do aluno para que ele consiga continuar os estudos em casa de maneira autônoma. Em 2016 o projeto teve 60 alunos e em 2017 cresceu, com uma equipe grande de 13 educadores.

2.2: Uma Escola “sem paredes”: O processo de transformação da Campos Salles

A EMEF Campos Salles é anterior à ocupação massiva da região de Heliópolis. Segundo o PPP, por muito tempo foi vista como uma escola ‘do crime’ e ‘dos favelados’ o que era recebido de maneira negativa na comunidade. Paradoxalmente, a escola ‘dos favelados’ buscava afastá-los, colocando muros e obstáculos à integração dos estudantes provenientes do Heliópolis na escola ainda que eles fossem absoluta maioria. Vale dizer que os portões da escola ficavam voltados para o bairro de São João Clímaco, oposto à favela de Heliópolis,

O Projeto Político-Pedagógico da escola de 2012, intitulado “Cidadania: uma questão de sobrevivência” descreve o período anterior à constituição de Heliópolis, de 1957 a 1971 da seguinte maneira:

A EMEF Pres. Campos Salles se restringia ao atendimento das séries iniciais do ensino fundamental. Segundo uma das professoras entrevistadas, e documentos da escola comprovam, a grande maioria dos alunos era proveniente do Jardim Patente e São João Clímaco. A grande maioria de seus pais era de trabalhadores das chácaras e

91 Boy no linguajar dos adolescentes paulistas é uma pessoa rica, cheia de privilégios, com vida fácil, é uma variação do antigo playboy. A pesquisa realizada pelo CEU entre os adolescentes antes da criação do cursinho mostrou que eles só viam pessoas de fora do Heliópolis estudando na Etec, pessoas que aparentavam ter mais dinheiro e que identificavam como boy. Supunham, portanto, que se esse espaço era frequentado por essas pessoas, não deveria ou poderia ser frequentado por quem não fosse boy. Daí que saía a ideia, repetida por muitos, de que a escola provavelmente era paga.

olarias que se espalhavam pela região. Muitos eram descendentes de portugueses e italianos (PPP, 2017).

Assim podemos entender que a escola durante este período era de maioria branca e ainda que não estivesse conectada com o resto da cidade, não se tratava de uma região particularmente pobre. Levando em conta que a proporção de zona rural na cidade na época era muito maior do que hoje, faz sentido que as famílias fossem trabalhadoras rurais. Como vimos, a ocupação mais massiva da região ocorreu no início dos anos 70, quando se altera o público que frequenta a escola:

A EMEF Pres. Campos Salles era a única escola próxima que poderia atendê-los. Segundo uma professora, presente na escola desde 1978, a maioria das crianças que chegavam era de 1ª e 2ª série. Segundo a mesma, a partir do momento que aprendiam a ler e escrever, os alunos se transferiam para as escolas novas que estavam surgindo, mesmo sendo mais distantes. Disse ela: “Era muito difícil formar uma 8ª série. Eles tinham vergonha de tirar o diploma aqui”. Desta fala e de muitas outras se conclui o porquê do estigma imputado a EMEF Pres. Campos Salles como sendo a “escola dos favelados”, dos marginais e baderneiros (PPP, 2012)92.

Este estigma teria permanecido até o início do que o PPP chama de terceira, e atual, etapa da história da escola, em 199693. O depoimento da coordenadora Rosemeire coletado por Marcia Gallo (2009) ilustra a natureza desse estigma:

a Escola era considerada um ‘lixão’. Todos os alunos que não se davam bem nas escolas e que não aceitavam as matrículas, caíam lá na Campos Salles. (...) tinha muita transferência de outras escolas e a gente nunca rejeitou, já era uma linha da escola. E a EMEI em frente, por exemplo, nenhuma mãe queria matricular a criança no Campos Salles. A escola era toda pichada, as paredes todas pichadas, tinha briga quase todos os dias na porta da escola, a escola realmente não era procurada.

Nesse período de início dos anos 90, segundo a retomada histórica apresentada no PPP (2017) a evasão e abandono eram muito comuns e mesmo os alunos que frequentavam as aulas eram desmotivados, viam a escola como uma punição. Com o impulso de mudança e a vontade de integrar a comunidade com a escola, os métodos autoritários e violentos da escola hegemônica começaram a ser questionados. A primeira questão que moveu a mudança era que a escola, se pretendia transformar a realidade, tinha que ser da comunidade. Não deveria ser um espaço do crime, mas também não podia ser

92 O Projeto Político Pedagógico da EMEF Campos Salles do ano de 2012 será referido ao longo do texto como PPP,

2012, entretanto, nas referências bibliográficas consta como EMEF PRESIDENTE CAMPOS SALLES, 2012.

93 O documento mostra o início da gestão de Braz Nogueira como diretor da escola como o primeiro momento de transformação da relação entre escola e comunidade, pois foi ele quem iniciou o debate acerca de experiências pedagógicas alternativas e iniciou os processos de integração com a comunidade.

um espaço estrangeiro. A comunidade deveria ter voz e determinar a escola que queria para que a escola pudesse também impactar a comunidade.

O que se propõe de fato é o fortalecimento da relação Escola- Comunidade, onde a escola como um centro de liderança comprometido com o saber e juntamente com as outras instituições e lideranças da comunidade, possa quebrar as amarras que aprisionam todos às estruturas sociais pré-determinadas (PPP, 2017).

Com este intuito, lideranças comunitárias foram convidadas para um curso, ainda no final dos anos 1990, realizado pelos profissionais da escola, “educação e cidadania” no qual se discutiu o potencial transformador da educação e qual educação se queria. A ideia do curso era trazer os debates que estavam acontecendo entre os profissionais da escola para as lideranças da comunidade, mas também trazer estas lideranças, e os grupos que representavam, para a construção do projeto. Foi então que a comunidade começou a se responsabilizar pela escola que estava construindo, constituindo um Conselho de Escola bastante ativo.

Como resultado do curso – Educação e Cidadania – a escola passou a contar, no final de 1998 com a atuação de quatro comissões: Limpeza, Conservação e manutenção do prédio escolar, Cultura, Esporte e Lazer, Relação escola-comunidade e Comissão de Reivindicação (...) No final de 1998 o estigma que pesava sobre a escola – “escola dos favelados, marginais e baderneiros”, começou a ser substituído pela denominação de “escola da comunidade” (PPP, 2017).

É neste momento de renovação da escola que ocorre o assassinato de Leonarda que, como já discutimos, leva à construção da primeira Caminhada da Paz e fortalece a parceria entre a Campos Salles e a UNAS no início do que se tornaria o projeto do Bairro Educador:

escola e comunidade formam um mesmo corpo. Os problemas da escola são da comunidade, bem como, os problemas da comunidade são da escola, uma vez que acreditamos que tudo passa pela educação. Sendo assim, a escola e a comunidade são parceiras na luta pela efetivação dos direitos da população de Heliópolis, pela construção de uma cultura de PAZ e a transformação de Heliópolis em um bairro educador, com o objetivo de transformar a sociedade (...). Acreditamos que isoladamente, a escola enquanto instituição, não consegue atingir plenamente seus objetivos. Somente com uma rede articulada de parcerias sólidas e de diferentes instâncias é possível promover um ambiente educativo e amplo (PPP, 2017).

Enquanto as relações entre escola e comunidade se fortaleciam foi necessário também um trabalho de aproximação das educadoras e educadores da escola. A intenção de reestruturar o trabalho docente, de modo que se tornasse coletivo, levou a um

movimento de pesquisa e estudo de alternativas pedagógicas, principalmente da experiência portuguesa da Escola da Ponte94. Em 2004 a equipe da Campos Salles chegou a fazer estágio na EMEF Desembargador Amorim Lima95, no Butantã, também inspirada na escola portuguesa. Ainda hoje a escola busca e promove espaços de trocas com outros projetos escolares diferenciados, como CIEJA Campo Limpo96 e a EMEF André Urani97, no Rio de Janeiro.

Podemos afirmar que o trágico assassinato de Leonarda em 1999 inspirou a transformação na comunidade, dentro e fora das escolas. A mudança que já estava em curso dentro da Campos Salles foi fortalecida pela indignação que o feminicídio, ocorrido na porta da escola, causou e o movimento pela paz também ganhou fôlego e se articulou com a experiência da escola. Ao que indicam os relatos, ambos os movimentos são as bases do Bairro Educador.

A organização comunitária não se limitou a criar uma organicidade na inserção da escola no Heliópolis, mas passou a influir mais diretamente no trabalho pedagógico e no processo de ensino, quando iniciou o lento processo de mudança do projeto de educação da EMEF Campos Salles. Em 2006, as disciplinas foram agrupadas por áreas de conhecimento “quebrando as paredes”, metaforicamente, entre as disciplinas e os estudantes começaram a estudar em grupos. Segundo o Projeto Político Pedagógico o foco tornou-se os alunos e suas demandas, em uma preocupação de formá-los de maneira interdisciplinar e integral, entendendo cada estudante como “ser integral, completo, capaz de tomar decisões, portador de saberes e capaz de organizar-se individual e coletivamente para aprender” (PPP, 2017).

Em 2007 o Conselho da Escola, a equipe escolar e a comunidade já tinham consolidado seu posicionamento sobre qual escola queriam para Heliópolis: uma escola sem paredes. A intenção era fazer com que as pessoas trabalhassem juntas, descompartimentalizando o espaço e o tempo, a fragmentação abstrata mais tradicionalmente encontrada na organização escolar. O objetivo era proporcionar um ambiente mais livre, que garantisse possibilidades de autonomia e trabalho coletivo aos estudantes. Diante dos obstáculos burocráticos postos pelos órgãos oficiais de educação,

94 A Escola da Ponte é uma escola pública portuguesa que passa por projeto semelhante de construção de um novo projeto escolar desde os anos 1970, já citado anteriormente na página 16 e na nota 2.

95 Ver nota 4. 96 Ver nota 3.

97 Conhecida também como Projeto GENTE, a escola experimental recebe alunos da favela da Rocinha do 7º ao 9º ano. Trabalha com ensino por projetos, a partir de planos de ensino individualizados. É uma parceria da prefeitura do Rio de Janeiro com a iniciativa privada.

a equipe escolar decidiu tomar para si a tarefa de derrubar as paredes da escola, literalmente.

as paredes entre as salas de aula foram derrubadas e transformaram- se em quatro grandes salões de estudos, onde se agruparam estudantes da mesma série. Nessa reorganização de tempos e espaços os professores passaram a elaborar roteiros de estudos para os estudantes, visando uma integração maior entre as áreas do conhecimento através do planejamento coletivo (PPP, 2017).

Neste momento começou a ser desenvolvido o roteiro de estudos. Trata-se, como veremos no próximo capítulo, de um material didático interdisciplinar que é o principal dispositivo pedagógico na escola. A partir de então os alunos puderam organizar seu próprio tempo na escola, pois os roteiros não têm prazo de entrega e podem ser realizados na ordem que os alunos preferirem.

Nessa época, a escola e alguns equipamentos de educação infantil que ocupavam o mesmo espaço, eram completamente cercados por muros que impediam o acesso a partir de Heliópolis. Os estudantes eram obrigados a estender seu percurso, contornando o terreno das escolas e entrando pelo lado do São João Clímaco, bairro urbanizado. A mensagem era clara, quem vinha de Heliópolis não era bem-vindo. Também em 2007, após repetidas recusas da Diretoria de Ensino do Ipiranga ao pedido de construção de uma nova entrada, direta para Heliópolis, a comunidade derrubou parte do muro e construiu outros dois acessos diretos à comunidade. O espaço, agora aberto para a comunidade, se

Figura 15: Braz Nogueira no momento da quebra das paredes que dividiam as salas de aula em 2007. Fonte: PPP CEU Heliópolis Profa Arlete Persoli.

tornaria em 2009 o CCECH e mais tarde, em 2015, o CEU Heliópolis professora Arlete Persoli:

nasceu a proposta de apropriação do espaço público localizado no entorno da escola, com o objetivo de valorizar as culturas locais, propiciar espaços de convivência, lazer e cultura para a comunidade de Heliópolis celebrar as diferenças e socializar o saber. A partir desse sonho, obtivemos mais uma conquista da comunidade organizada junto com a escola, na construção do Centro de Convivência Educativa e Cultural, CCEC-Heliópolis (CEU HELIÓPOLIS PROFª ARLETE

PERSOLI).

Hoje, o dia a dia dos alunos é em cinco grandes salões, dentro dos quais os estudantes se sentam em grupos escolhidos por afinidade e trabalham com roteiros de estudos interdisciplinares, com temas escolhidos coletivamente, no ritmo do grupo, sendo encorajados a ajudar e pedir ajuda aos amigos.