Os saldos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e as transações ocorridas durante os exercícios findos nessas datas entre a Portugal Telecom e as empresas associadas e entidades controladas conjuntamente são como segue:
Euros Contas a receber Contas a pagar Empréstimos concedidos Empresa 31 dez 2011 31 dez 2010 31 dez 2011 31 dez 2010 31 dez 2011 31 dez 2010
Oi 2.091.400 - - - - -
Outras empresas internacionais:
Unitel (i) 134.700.312 264.643.043 7.782.994 9.962.132 - - Multitel 6.572.238 5.495.659 56.493 195.296 899.967 897.608 CTM 267.296 191.380 126.389 61.249 - - Other 927.814 1.492.935 26.760 173.452 - - Empresas nacionais: Páginas Amarelas 4.117.229 8.722.197 11.012.396 13.880.468 - - PT-ACs 4.606.221 3.974.227 2.217.668 1.093.317 - - Fundação PT 263.520 431.712 21 20 - - sportinveste Multimédia 63.327 21.978 535.574 400.912 32.618.668 33.618.668 siresp 8.412 7.341 - 95 4.423.980 4.292.800 Outras 149.741 321.691 521.316 482.498 3.333.674 457.068 153.767.510 285.302.163 22.279.611 26.249.439 41.276.289 39.266.144
(i) As contas a receber da Unitel em 31 de dezembro de 2011 e 2010 incluem dividendos ou reservas livres atribuídos nos montantes de 122 milhões de Euros e 249 milhões de Euros, respetivamente (Nota 27).
Euros Contas a receber Contas a pagar Empréstimos concedidos
Empresa 2011 2010 2011 2010 2011 2010
Oi (i) 2.032.352 - 79.581.553 - 503.185 -
Outras empresas internacionais:
Unitel 9.490.919 13.387.555 13.471.935 13.981.301 - -
Multitel 183.277 161.880 1.518.082 1.105.396 - -
CTM 90.610 130.686 271.993 254.770 - -
Outras 300.613 353.449 130.008 376.055 - -
Empresas nacionais:
Páginas Amarelas (ii) 36.496.709 49.854.541 2.256.988 4.053.841 - -
PT-ACs 4.289.932 5.218.260 3.752.210 2.367.743 - -
sportinveste Multimédia 1.081.514 1.325.699 279.426 82.614 87.242 93.676
siresp - - 15.102.300 13.666.789 132.210 114.076
Outras 5.994.031 1.234.069 3.855.932 4.431.306 - -
59.959.957 71.666.139 120.220.427 40.319.815 722.637 207.752
(i) Esta rubrica inclui essencialmente as transações entre a Oi e a Contax e corresponde aos montantes que resultam da diferença entre as percentagens de consolidação proporcional da Contax (44,4%) e da Oi (25,6%), diferença essa que não é eliminada no processo de consolidação;
(ii) A redução nos custos com as Páginas Amarelas está relacionada principalmente com o declínio no negócio das listas telefónicas conforme mencionado na Nota 7.
Os termos dos acordos comerciais celebrados com as empresas supra mencionadas são substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e praticados entre entidades independentes em operações comparáveis. As atividades desenvolvidas no âmbito desses acordos comerciais incluem essencialmente:
• Custos suportados pela PT Comunicações relacionados com os serviços prestados pela Páginas Amarelas no âmbito do contrato existente entre estas duas empresas relacionado com a produção e distribuição de lista telefónicas;
• Empréstimos concedidos à Sportinveste Multimédia, no âmbito do acordo de acionistas desta empresa, com o objetivo de financiar a sua atividade;
• Acordos de roaming celebrados com a Unitel; e • Serviços de call centre prestados pela Contax à Oi.
Conforme mencionado acima, a Portugal Telecom concluiu em 27 de setembro de 2010 a venda à Telefónica da sua participação de 50% na Brasilcel (a joint-venture que controla a Vivo) por um valor total de 7.500 milhões de Euros, tendo recebido 4.500 milhões de Euros nesse dia, 1.000 milhões de Euros em 30 de dezembro de 2010, e 2.000 milhões de Euros em 31 de outubro de 2011, conforme previsto nos termos do acordo celebrado com a Telefónica. Em resultado desta venda, a Portugal Telecom reconheceu um ganho líquido de 5.423 milhões de Euros e a Vivo já não foi considerada uma parte relacionada em 31 de dezembro de 2010. As transações entre a Portugal Telecom e a Vivo em 2010, até à conclusão da alienação, consistiram essencialmente em serviços de call centre prestados pela Dedic, no montante de 101 milhões de Euros, e respeitam essencialmente a 100% das receitas operacionais reconhecidas pela Portugal Telecom e pelas suas subsidiárias com a Vivo, uma vez que os resultados da Vivo deixaram de ser consolidados proporcionalmente..
b) acionistas
Alguns dos principais acionistas da Portugal Telecom são instituições financeiras com as quais são estabelecidos acordos comerciais no normal curso da atividade, incluindo depósitos bancários e investimentos de curto prazo efetuados pela Empresa nessas instituições financeiras, bem como a prestação de serviços de telecomunicações pela Empresa a essas entidades. As transações ocorridas em 2011 e os saldos em 31 de dezembro de 2011 com os principais acionistas da Portugal Telecom são como segue (incluindo IVA):
48 Euros
Receitas Custos Contas Contas
Empresa e ganhos (i) e perdas (i) a receber a pagar
Caixa Geral de Depósitos 54.171.401 11.185.302 5.610.759 506.281
BEs 107.846.541 31.849.608 3.348.902 - Visabeira 6.251.177 97.957.253 2.497.519 12.643.673 Controlinveste 2.696.760 50.994.482 236.228 8.212.821 Ongoing 1.114.823 3.337.710 379.247 366.677 Barclays 407.638 10.368.511 177.504 - 172.488.340 205.692.866 12.250.159 21.729.452
(i) As receitas e ganhos incluem vendas e serviços prestados pela Portugal Telecom e juros recebidos sobre depósitos bancários, enquanto os custos e perdas incluem fornecimentos e serviços externos prestados à Portugal Telecom e juros pagos em contratos de financiamento e equity swaps.
Os termos destes acordos comerciais são substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e praticados entre entidades independentes em operações comparáveis. As atividades desenvolvidas no âmbito desses acordos comerciais respeitam essencialmente à prestação de serviços de consultoria financeira e seguros por parte das instituições financeiras mencionadas acima.
Os fundos de pensões e cuidados de saúde, os quais foram constituídos para cobrir as responsabilidades com benefícios de reforma (Nota 14.1), são geridos de acordo com uma política de investimentos definida pela Portugal Telecom. As carteiras de ativos dos fundos incluem ações, obrigações e outros investimentos dos nossos acionistas. Em 31 de dezembro de 2011, a exposição total desses investimentos ao BES, Ongoing e Portugal Telecom ascendia a 43 milhões de Euros, 79 milhões de Euros e 56 milhões de Euros, respetivamente.
c) outros
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, as remunerações fixas dos administradores, as quais foram estabelecidas pela Comissão de Vencimentos, ascenderam a 5,32 milhões de Euros e 6,68 milhões de Euros, respetivamente. Nos termos da política de remunerações estabelecida pela Comissão de Vencimentos, os administradores executivos têm direito a auferir (i) uma remuneração variável anual (RVA) relacionada com a sua performance no ano, a qual é paga no ano seguinte, com exceção da parcela excedente a 50% da remuneração variável total atribuída no ano, cujo pagamento é diferido por um período de três anos, e (ii) uma remuneração variável associada ao desempenho de médio prazo (RVMP), cujo pagamento é diferido por um período de três anos. A remuneração variável anual referente ao exercício de 2010 paga em 2011 aos cinco administradores executivos ascendeu a 2,34 milhões Euros e, em 2010, a remuneração variável anual de 2009 paga aos sete administradores executivos ascendeu a 3,52 milhões de Euros. Em 2011 e 2010, não ocorreu qualquer pagamento de RVMP e, nos termos da política de remunerações estabelecida para os administradores executivos, o pagamento diferido da RVA e da RVMP ascendia a 4,28 milhões de Euros em 31 de dezembro de 2011, o qual está condicionado ao desempenho positivo da Empresa nos termos da política de remunerações em vigor. Anualmente, a Portugal Telecom especializa o custo correspondente aos encargos relativos a estas remunerações variáveis.
No seguimento da recomendação de alguns acionistas na Assembleia-Geral anual de 2011 e com base na proposta da Comissão de Avaliação, a Comissão de Vencimentos aprovou uma remuneração variável extraordinária a pagar ao presidente do Conselho de Administração e aos cinco administradores executivos relativa à sua performance no âmbito da transação da Vivo (Nota 1) e da aquisição dos investimentos estratégicos na Oi e na Contax (Nota 1). De acordo com os termos da política de remunerações de administradores, em 2011 foi pago ao presidente do Conselho de Administração e aos cinco administradores executivos 50% da remuneração variável extraordinária acima mencionada, no montante de 2,55 milhões de Euros, ficando o pagamento dos restantes 50% diferido por um período de três anos, o qual está condicionado ao desempenho positivo da Empresa nos termos da política de remunerações em vigor. No seguimento da transação da Vivo e com base numa recomendação do Conselho de Administração, a comissão executiva aprovou em dezembro de 2010 o pagamento à maioria dos colaboradores da Portugal Telecom de uma remuneração variável extraordinária no montante total de 14 milhões de Euros.
Adicionalmente, no âmbito da parceria estratégica celebrada com a Oi e a Contax, seis dos administradores da Portugal Telecom desempenham funções executivas nestas empresas (entidades controladas conjuntamente pela Empresa), tendo recebido em 2011 uma compensação fixa total no montante de 1,21 milhões de Euros, a qual foi estabelecida pelos órgãos empresariais competentes para o efeito, de acordo com a legislação local.
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, as remunerações fixas dos dirigentes do Grupo Portugal Telecom ascenderam a 5,6 milhões de Euros e 6,9 milhões de Euros, respetivamente, e as remunerações variáveis ascenderam a 3,6 milhões de Euros e 3,4 milhões de Euros, respetivamente.
Em complemento da política de remuneração acima referidas, os administradores executivos têm direito a um conjunto de benefícios que são utilizados essencialmente no exercício das suas funções diárias, em linha com uma política transversal ao Grupo Portugal Telecom. Em 31 de dezembro de 2011, nenhum membro do Conselho de Administração tinha direito a benefícios de reforma ao abrigo dos planos da PT Comunicações, e sete dirigentes do Grupo Portugal Telecom tinham direitos a benefícios de reforma ao abrigo desse plano, cujas responsabilidades em 31 de dezembro de 2011 ascendiam a 0,5 milhões de Euros.
Em 31 de dezembro de 2011, não estava em vigor qualquer programa de pagamentos com base em ações nem qualquer programa de compensação por término de serviço.
Para informação adicional relacionada com as remunerações dos membros do Conselho de Administração e dos dirigentes, remetemos os leitores para o Relatório do Governo da Sociedade incluído no Relatório Anual.
Um dos administradores não executivos da Portugal Telecom é gerente da “Heidrick & Struggles - Consultores de Gestão, Lda.”, a qual, no curso normal das suas operações, prestou serviços de consultoria à Portugal Telecom no montante de, aproximadamente, 1,2 milhões de Euros (excluindo IVA) em 2011.
Em 31 de dezembro de 2011, a Portugal Telecom não tinha quaisquer saldos em aberto com membros do Conselho de Administração ou com dirigentes do Grupo.
49. PROCESSOS JUDICIAIS EM CURSO
49.1. Processos legais e contingências fiscais consolidadas
a) Processos com perda provável
Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, existem diversos processos judiciais, arbitrais e contingências fiscais intentados contra diversas empresas do Grupo, classificados como processos com perda provável, de acordo com a IAS 37 Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes. O Grupo, com base na opinião dos consultores jurídicos internos e externos, registou provisões (Nota 42) para estes processos judiciais, arbitrais e contingências fiscais para fazer face à saída provável de recursos, como segue:
Euros 2011 2010 Responsabilidade civil 455.240.630 18.117.450 Responsabilidade laboral 220.946.141 4.230.646 Outras responsabilidades 4.274.712 4.915.363 Sub-total 680.461.483 27.263.459 Impostos 163.444.761 54.761.153 Total 843.906.244 82.024.612
O aumento ocorrido no exercício findo em 31 de dezembro de 2011 é essencialmente explicado pelo impacto da consolidação proporcional das provisões correntes e não correntes da Oi e da Contax na Demonstração da Posição Financeira da Portugal Telecom em 31 de março de 2011, nos montantes de 213 milhões de Euros e 594 milhões de Euros, respetivamente, num total de 807 milhões de Euros (Nota 49.3).
Em 31 de dezembro de 2011, excluindo o efeito da consolidação proporcional da Oi e da Contax no montante de 760 milhões Euros (Nota 49.3), o valor total consolidado dos processos legais e das contingências fiscais seria de 79 milhões de Euros (Nota 49.2), o que compara com 82 milhões de Euros em 31 de dezembro de 2010.