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49 A Brasil Telecom, com base em decisões proferidas nos tribunais de justiça em 2009, considera o risco de perda associado a

No documento DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS (páginas 103-105)

d) Contingências fiscais

49 A Brasil Telecom, com base em decisões proferidas nos tribunais de justiça em 2009, considera o risco de perda associado a

estes processos como provável. Atualmente, as provisões para fazer face a estes processos são constituídas considerando (i) a existência de várias teses jurídicas, (ii) a quantidade de processos em aberto por tese e (iii) o valor médio das perdas históricas estratificado por cada tese (incluindo todos os custos processuais).

No final de 2010, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), conforme notícia divulgada no seu website, fixou critérios de indemnização a serem adotados pela Brasil Telecom, em benefício dos acionistas da extinta CRT, na hipótese de não ser possível a emissão de ações complementares, eventualmente devidas, em razão de decisão condenatória proferida. De acordo com a referida notícia, mas cuja decisão final ainda não se tornou definitiva, a eventual indemnização (conversão da eventual obrigação em dinheiro) deve ser calculada da seguinte forma: (i) definição da quantidade de ações a que teria direito o reclamante, aferindo-se o capital investido pelo valor patrimonial da ação informado no balancete mensal da companhia na data da respetiva integralização; (ii) após apurada a referida quantidade passa-se à multiplicação do número de ações pelo valor de sua cotação na Bolsa de Valores, vigente no dia do trânsito em julgado da decisão judicial, ocasião em que o reclamante passou a ter o direito às ações e a comercializá-las ou aliená-las; e (iii) sobre o resultado obtido, deverão incidir correção monetária, a partir do dia do trânsito em julgado, e juros legais desde a citação. Quando houver sucessão, o valor de parâmetro será o das ações na Bolsa de Valores da companhia sucessora.

Em 31 de dezembro de 2011, a Oi registou provisões no montante de 2.350 milhões de Reais Brasileiros para fazer face àquelas ações em que o risco de perda foi considerado como provável, em comparação com 2.444 Reais Brasileiros em 31 de março de 2011.

(b) Estimativas e multas anaTEL

A Oi recebe diversas notificações da ANATEL, principalmente pelo não cumprimento de metas ou requisitos estabelecidos no Plano Geral ou Serviço Universal, ou no Plano Geral de Metas de Qualidade, tais como responder a reclamações relacionadas com erros de cobrança, pedidos por serviços de reparação em prazos determinados e pedidos de locais com acesso coletivo ou individual. Em 31 de dezembro de 2011, registou-se uma provisão de 941 milhões de Reais Brasileiros para os processos cujo risco de perda foi considerado como provável, em comparação com 850 milhões de Reais Brasileiros em 31 de março de 2011.

(ii) Processos laborais

Os seguintes processos laborais relatam as principais queixas contra a Oi no seguimento do desempenho da sua atividade:

(a) Horas extraordinárias - Ações judiciais referentes a pedidos de recebimento de horas extraordinárias, por o número de

horas trabalhadas ser alegadamente superior ao horário normal de trabalho.

(b) Diferenças salariais e efeitos relacionados - Representadas substancialmente, por montantes decorrentes da igualdade

de salários/reclassificação de diferenças, reclamados por funcionários que alegadamente recebem uma remuneração inferior aos colegas de trabalho em situação semelhante, associada a outros requisitos na legislação brasileira.

(c) Condições de trabalho perigosas - Refletem essencialmente, o resultado esperado desfavorável no que respeita a um

pagamento adicional aos empregados que trabalham em condições classificadas como perigosas, principalmente próximo das instalações de alta voltagem.

(d) Indemnizações - Correspondem a pedidos de reembolso ou compensação por danos sofridos enquanto trabalhador da

empresa, por várias razões, tais como: acidentes de trabalho, estabilidade temporária, danos morais, devolução de descontos em folhas de pagamento, subsídios de creche e bónus de produtividade previstos no acordo coletivo de trabalho.

(e) Estabilidade/reintegração - Reclamação devido ao alegado incumprimento da condição especial do empregado, a qual

proíbe a rescisão de contrato de trabalho sem justa causa.

(f) Complemento de reforma adicional - Reclamações referentes a diferenças devidas no plano de previdência privada dos

ex-empregados, originadas pelo êxito na integração de outras verbas salariais devidas e não consideradas no cálculo do valor da pensão.

(g) Honorários de advogados e peritos - Parcelas pagas nos processos aos advogados e peritos nomeados pelo tribunal,

quando a prova pericial é necessária durante a fase de averiguação.

(h) rescisões contratuais - Valores devidos a reclamações decorrentes na rescisão do contrato de trabalho, tais como férias

(proporcionais/vencidas), décimo terceiro salário, multa FGTS, entre outros valores que deveriam entrar em conta no cálculo do valor a indemnizar.

(i) outras contingências laborais – Incluem essencialmente reclamações de ex-empregados de empresas terceirizadas por

responsabilidade subsidiária da Oi, reclamações relativas a diferenças devidas quanto ao depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) do reclamante e ainda multas fiscais decorrentes de atrasos ou não pagamento de determinadas verbas previstas no contrato de trabalho.

Em 31 de dezembro de 2011, o total estimado das contingências laborais contra a Oi e a Contax relativamente a processos cujo risco de perda foi considerado como provável ascendia a 1.980 milhões de Reais Brasileiros, em comparação com 2.079 milhões de Reais Brasileiros, em 31 de março de 2011.

(iii) Contingências fiscais

(a) ICMs (Imposto de valor acrescentado)

De acordo com os regulamentos do ICMS em vigor nos diversos estados brasileiros, as empresas de telecomunicações são obrigadas a pagar ICMS sobre cada operação que envolve a venda de serviços de telecomunicações por elas fornecido. Essas mesmas regras permitem registar créditos de ICMS por cada uma das compras de ativos operacionais. As regras do ICMS permitirão deduzir os créditos que se registam pela compra de ativos operacionais no pagamento do ICMS pela venda dos serviços.

A Oi recebe diversos autos de infração questionando o valor dos créditos fiscais que regista para compensar os valores de ICMS devidos. A maioria desses autos de infração baseia-se em duas questões principais: (1) se o ICMS de serviços sujeitos a ISS é devido; e (2) se algum bem adquirido está relacionado com os serviços de telecomunicações fornecidos e, portanto, com direito a crédito para compensar valores de ICMS. Uma pequena parcela desses autos de infração, cujos riscos de perda são considerados prováveis, questionam: (1) se certas receitas estão sujeitas a ICMS ou ISS; (2) a compensação e uso de créditos fiscais na compra de bens e outros materiais, incluindo aqueles necessários para manter a rede; e (3) o não cumprimento com determinadas obrigações acessórias (não monetária).

Em 31 de dezembro de 2011, a Oi registou provisões no montante de 605 milhões de Reais Brasileiros, as quais se destinam a fazer face a estas responsabilidades para as quais o risco de perda foi considerado como provável, em comparação com 624 milhões de Reais Brasileiros em 31 de março de 2011.

(b) FunTTEL

O FUNTTEL (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) é um fundo criado para financiar a pesquisa em tecnologia de telecomunicações, para o qual a Oi tem que fazer contribuições. Devido a uma mudança imposta pela ANATEL, na base de cálculo das respetivas contribuições para o FUNTTEL, foi efetuado um questionamento pela Oi quanto à sua legalidade, tendo sido registada uma provisão para uma eventual contribuição adicional para este fundo. Em 31 de dezembro de 2011, a Oi registou uma provisão no montante de 121 milhões de Reais Brasileiros para fazer face às contribuições adicionais para o FUNTTEL, em comparação com 111 milhões de Reais Brasileiros em 31 de março de 2011.

b) Processos com perda possível

Em 31 de dezembro de 2011 e 31 de março de 2011, o detalhe e a natureza dos processos judiciais e das contingências fiscais da Oi e da Contax para os quais o risco de perda foi considerado como possível são como segue:

Euros

31 dez 2011 31 mar 2011

Euros Reais brasileiros Euros Reais brasileiros

(proporcional) (100%) (proporcional) (100%)

Civis (i) 140,2 1.297,1 162,0 1.439,6

Laborais (ii) 256,6 1.930,7 420,9 3.392,4

Fiscais (iii) 1.949,0 18.325,5 1.849,6 16.618,5

Total (Nota 49.1) 2.345,8 21.553,3 2.432,5 21.450,5

(i) Contingências cíveis

Referem-se a ações que não possuem nenhuma decisão judicial vinculada, cujos principais objetos estão associados a questionamentos em relação aos planos de expansão da rede, indemnizações por danos morais e materiais, ações de cobrança, processos de licitação, entre outras. O montante total incluído na tabela acima relativamente às contingências cíveis baseia-se exclusivamente nos montantes dos pedidos dos autores, os quais são normalmente superiores à realidade do processo.

Os questionamentos acima mencionados incluem também determinadas disputas em aberto com promitentes assinantes e com cessionários de promitentes assinantes dos seus serviços de telefonia fixa na Região I, os quais alegaram o não cumprimento integral de determinados contratos de participação financeira anteriores à privatização. Tais processos envolvem atualmente cerca de 50 mil contratos em disputa na esfera judicial e para os quais a Oi não registou qualquer provisão, já que os seus consultores avaliam o risco de perda como possível. Uma vez que em nenhum dos processos relacionados aos referidos contratos houve trânsito em julgado, não é praticável mensurar valores de eventuais desembolsos para tais processos. Consequentemente, de acordo com a IAS 37, a Oi não possui estimativa de valores envolvidos a ser divulgada nas demonstrações financeiras.

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No documento DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS (páginas 103-105)