LIMITE CONAMA 397/
4.7 A Gestão de Emissões Atmosféricas
Embora pontual, decorrente única e exclusivamente da utilização de geradores, compressores e veículos, a geração de emissões atmosféricas, na IERC, está também submetida a uma série de preceitos legais. Embora inexistente metodologia de quantificação sobre tais emissões (sabendo-se que representam parcela ínfima, quando comparada aos volumes gerados pela Refinaria), incorre sobre as mesmas alguma gestão, conforme exposto nas linhas seguintes.
O tema é tratado pela legislação há algum tempo, conforme atesta a Resolução 510 do Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN128 (CONTRAN, 1977), que determina a necessidade de aferição de fumaça preta em veículos movidos a óleo diesel, mediante a utilização do padrão Ringelmann (vide Anexo 12), aceitando-se como valor máximo o número 2 (dois) do citado escalonamento129. O ponto de medição é, de modo óbvio, o denominado “ponto de escapamento do cano”.
Distinta Resolução CONTRAN, ainda mais remota, de numeração 448 (CONTRAN, 1971), trata dos limites máximos de ruído nas proximidades de veículos rodoviários automotores. Como estes transitam em ambiente externo à REDUC, a relevância ambiental já se faz justificada. Para veículos de carga, ônibus, máquinas industriais de trabalho e demais veículos (exceto de passageiros, misto, motonetas e motocicletas) o ruído máximo permitido é de 89 decibéis (dB)130 ou 92 dB131. A própria norma estabelece um limite de tolerância - rigorosamente, um fator de erro em função de limitações instrumentais e/ou de interferências do ambiente nas medições - de 2 dB. A legislação apresenta, em seu anexo 1, a metodologia e os instrumentos necessários à medição.
Portaria 85 (IBAMA, 1996) estabelece obrigatoriedade, para toda empresa que possuir frota própria de veículos, movidos a diesel, de transporte de carga ou de
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Compete ao CONTRAN, conforme exposto no Código de Trânsito Brasileiro - Lei 9503 (BRASIL, 1997): estabelecer normas regulamentares, coordenar órgãos do Sistema Nacional de Trânsito, criar câmaras temáticas, zelar pelo cumprimento de normas, entre outras coisas.
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Ou 3 (três), para localidades que se situem a pelo menos 500 metros do nível do mar, o que não se estende à cidade de Duque de Caxias.
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Para veículos de até 185 cavalos vapor (cv) de potência.
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passageiro, de criar e adotar um Programa Interno de Autofiscalização da Correta Manutenção da Frota quanto a (sic) Emissão de Fumaça Preta132. Ponto fundamental da norma é expresso formalmente no artigo 2º da mesma (IBAMA, 1996, p.1):
“Toda empresa contratante de serviços de transporte de carga ou de passageiro, através de terceiros, será considerada co-responsável, pelacorreta manutenção dos veículos contratados...”
Deste modo, são as contratadas da IERC (bem como a IERC) também responsáveis pelas empresas que contratam. A verdade exposta vale em praticamente todos os casos e tipos de contratação, ao menos quando se travam questões ambientais.
A escala Ringelmann é novamente acolhida, no caso da portaria anteriormente mencionada (inclusive em relação aos limites de aceitação133).
A Portaria MINTER (Ministério do Interior) 100 (BRASIL, 1980) trata também do monitoramento de emissões atmosféricas via método Ringelmann, não acrescentando nada de novo à Resolução CONTRAN 510, de 1977.
A Lei Estadual 2539 (Rio de Janeiro, 1996b) trata da obrigatoriedade de inspeção de veículos automotores (do ciclo Otto ou Diesel) nos outrora denominados “centros de inspeção”. Ressalta-se que a inspeção em pauta (bastante voltada aos interesses de Departamentos de Trânsito) não substitui nenhuma exigência legal com foco ambiental.
Bastante importante para o aspecto “geração de emissões” foi a aprovação da Diretriz 572 (Revisão 4) pela Deliberação CECA 4814 (CECA, 2007b), que trata do Programa de Autocontrole de Emissão de Fumaça Preta por Veículos movidos a Diesel (o intitulado “PROCON Fumaça Preta”). O Programa exige que as empresas
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Deve o Programa conter: objetivos, metas e prioridades, diagnóstico da situação atual da frota (incluindo condições de manuseio, estocagem e disposição de peças), definição de responsabilidades, definição de procedimentos e de material didático, treinamento (compromissos de gestão da empresa, conceitos básicos de poluição ambiental, legislação, autofiscalização, benefícios e capacitação técnica) para todos os funcionários (incluindo corpo gerencial), adequação de infraestrutura (incluindo modernização de equipamentos e veículos e a aplicação de procedimentos já referidos), ações de caráter preventivo (recepção, estocagem, controle de frota, controle de emissões e programa de motivação de funcionários, além de programa de renovação da frota) e corretivo (controle – externo - da escala Ringelmann, conduta de operação do veículo, conduta de operação no trânsito, registro de ocorrências de má conduta, revisões e alterações diversas). Nota-se, claramente, interface entre Programa e a estrutura de um SGA, em mais um exemplo de que a soma entre legislação e ABNT NBR ISO 14001:2004 atende a todas as questões ambientais importantes e, mais do que isso, que o caráter complementar (exposto pela ISO) entre ambas caracteriza o que se tem de mais inteligente em termos de gestão. Pretensas sofisticações, atualmente vislumbradas, não raro incorrem em cópias da lei mal feitas, ou em sistemas de gestão em que se visualizam patentes lacunas, ou, pior, sistemas em que se determina a prática do impossível.
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Razoáveis sistemas jurídicos possuem leis que conversam entre si. Deveria o mesmo ocorrer com os procedimentos de um SGA.
que operem seus veículos mediante a utilização de diesel se vinculem ao PROCON, e, então, monitorem seus veículos (mediante utilização de opacímetro134 e nos moldes preconizados pela ABNT NBR 13037135) com frequência definida pelo INEA e através de empresa e/ou de profissional devidamente habilitado, credenciado pelo órgão ambiental ao qual se fez menção136. A lei ainda apresenta, em sua página 5, os limites de opacidade137 em função da altitude e do tipo de motor. Em caso de medições que apontem irregularidades, tem o responsável pela empresa 10 (dez) dias para informar ao órgão ambiental sobre as providências tomadas. Deve a empresa enviar ao INEA, também: relatório de informações básicas (quando do vínculo) e boletim de medição de emissão do veiculo - ciclo Diesel (10 dias depois de realizada a aferição). Por fim, as empresas vinculadas ao PROCON devem afixar no interior de seus veículos uma etiqueta (cujo modelo é fornecido pela norma) comprovando subordinação.
Outro ponto importante na gestão de emissões versa sobre a emissão de substâncias com potencial para destruição da camada de ozônio, entre as quais se destaca, na realidade da IERC, a substância conhecida como clorofluorcarbono (CFC), utilizada para refrigeração de ar condicionado. Embora não mais presentes em novos aparelhos, ainda encontram-se contratadas que utilizam o ordinariamente conhecido “freon” em seus aparelhos.
O Decreto 99280 (BRASIL, 1990) promulgou a Convenção de Viena e o Protocolo de Montreau que tratam do tema. Este trabalho não detalhará senão as normas que incidam diretamente sobre a IERC.
134 Como ensina a própria lei, opacímetro é “...equipamento utilizado...para medição da fumaça, através do
processo de absorção de luz”. (CECA, 2007b, p.4).
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ABNT, 2001.
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Durante algum tempo discutiu-se a extensão na qual a norma seria aplicável, pois o corpo do texto da mesma sublinhava o termo “processo de licenciamento”. O melhor entendimento, contudo (PETROBRAS, 2010j), é de que, a aplicabilidade é integral, abrangendo, inclusive, veículos que apenas transitem pelo Estado do RJ, ainda que temporariamente. Ainda em relação ao processo de medição propriamente dito, o mesmo deve ser realizado por profissional em curso ministrado pelo INEA (ou por instituição de ensino reconhecida oficialmente), conforme mencionado.
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Para automotores fabricados anteriormente a 1996, utilizam-se valores da tabela, já para veículos produzidos a partir de 1º de Janeiro de 1996, os limites de opacidade são determinados pelo fabricante ou encarroçador final do veículo (conforme Resolução CONAMA 16 - CONAMA, 1995) e afixados na coluna da porta dianteira direita do veículo.