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4. A IDEIA DO DESENVOLVIMENTO

4.3 A IDEIA DO DESENVOLVIMENTO COMO LIBERDADE

Em Desenvolvimento como liberdade333, constatamos que o conceito chave no processo de desenvolvimento se relaciona com a expansão das liberdades individuais334. Ou seja, o indiano Amartya Sen rompe com a tradicional vinculação entre a ideia de desenvolvimento como sendo o mero aumento de renda335, apegando-se a uma noção de expansão das liberdades individuais que, a primeira vista, aparenta ser deveras abstrata e imprecisa. Contudo mostra-se, ao longo de sua obra, factível e relevante, construindo um verdadeiro tratado ideológico sobre o desenvolvimento.

332 NUSDEO, Fabio. Desenvolvimento Econômico. In SALOMÃO FILHO, Calixto (coord.). Regulação

e Desenvolvimento. São Paulo: Malheiros, 2002. p. 24.

333 SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das letras, 2009. 334 SOUSA, Mônica Teresa Costa. Direito e Desenvolvimento. Curitiba: Juruá, 2011. p. 87.

335 “A liberdade não pode produzir uma visão de desenvolvimento que se traduza prontamente em

alguma ‘fórmula’ simples de acumulação de capital, abertura de mercados, planejamento econômico eficiente (embora cada uma dessas características específicas se insira no quadro mais amplo).” SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das letras, 2009. p. 336.

Mônica Costa afirma que a teoria proposta pelo economista indiano se aparta do assistencialismo estatal, elaborando uma proposta que a professora denomina pós- liberal, onde o processo de desenvolvimento envolve “[...] ações combinadas de agentes públicos e privados, voltadas para a capacitação do indivíduo e ampliação de suas liberdades, que devem ser asseguradas e garantidas em seu grau máximo336”.

Na visão ora abordada, existe um entendimento de que a partir do momento em que ocorre a supressão de determinadas limitações individuais, ou seja, um aumento da liberdade individual, encontrar-se-á o cerne e ponto determinante para a promoção do desenvolvimento. Este ponto central, a que Sen denomina de “princípio organizador” constitui-se como uma constante busca e preocupação no processo de desenvolvimento sob a ótica de aumento das liberdades337, aliada ao comprometimento social visando a concretização dos mesmos338.

Nesta teoria, o individuo se apresenta como principal agente econômico e político, bem como grande interessado na questão do desenvolvimento. Entretanto, faz- se necessário que se utilize de políticas públicas e de redes de segurança financiadas pelo próprio Estado, dotando, este, também de responsabilidade quanto à questão desenvolvimentista339.

Observe-se que há, no abordado supra, uma diferença de grau de intervencionismo em comparação à concepção cepalina. Enquanto os estudiosos do CEPAL defendiam uma franca e ampla intervenção do Estado na economia, de maneira à atuar como promotor do desenvolvimento. Aqui, temos uma intervenção pontual e mínima, fruto de uma teoria manifestamente liberal.

Carolina Munhoz memora que, em que pese o fato de o enfoque da teoria em comento divergir das visões restritivas do desenvolvimento, no sentido de identificação

336 SOUSA, Mônica Teresa Costa. Direito e Desenvolvimento. Curitiba: Juruá, 2011. p. 88.

337 Complementarmente, Roberto Pfeiffer assevera que “a avaliação do desenvolvimento deve ser feita

tomando em consideração o alargamento das liberdades, que se dá por meio da remoção de obstáculos que limitam as escolhas e oportunidades de muitas pessoas, que procuram viver melhor e por mais tempo. A eficácia do desenvolvimento depende, assim, da ação livre das pessoas.” PFEIFFER, Roberto Augusto Castelllanos. Desenvolvimento. In Rodriguez, José Rodrigo (organizador). Fragmentos para um dicionário crítico de direito e desenvolvimento. São Paulo: Saraiva, 2011. p.24.

338 SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 336. 339 Sobre esta postura ideológica, Mônica Sousa classifica as ideias de Sen como sendo “uma proposta

pós-liberal de desenvolvimento”, afirmando que “o pós-liberalismo atribuído a Sen permite tanto a ênfase na liberdade do acesso aos mercados e na exploração de recursos naturais capazes de promover o desenvolvimento (daí a importância do sistema multilateral de comércio e das questões relacionadas ao meio ambiente no processo de desenvolvimento) como na ampla participação social e política, sem deixar de levar em consideração a necessidade de políticas públicas de caráter individual mínimo e temporalmente limitadas, considerando os indivíduos como agentes capazes, não apenas como recebedores passivos de benefícios públicos.” SOUSA, Mônica Teresa Costa. Direito e Desenvolvimento. Curitiba: Juruá, 2011. p. 89.

do desenvolvimento como o Produto Nacional Bruto (PNB) ou o aumento de rendas pessoais, não significa que tais mensurações sejam irrelevantes, entretanto, são apenas componentes do aspecto global do desenvolvimento340. O próprio Amartya Sen afirma que “o desenvolvimento tem de estar relacionado, sobretudo com a melhora da vida que levamos e das liberdades que desfrutamos341”, ultrapassando as visões técnicas limitadas em números e estatísticas.

A liberdade é encarada, nesta perspectiva desenvolvimentista, em sua natureza dúplice, ou seja, se apresenta com dois papéis: como sendo a principal finalidade e o principal meio para a consecução do desenvolvimento. Denominados, também, como “papel constitutivo” e “papel instrumental” do desenvolvimento.

A liberdade entendida em seu papel constitutivo se apresenta relacionada à “[...] importância da liberdade substantiva no enriquecimento da vida humana342”. Explicando o conceito, Sen afirma que as liberdades substantivas são aquelas vinculadas a capacidades elementares (como, por exemplo, evitar privações como fome, subnutrição e morte prematura). Nesta perspectiva, o desenvolvimento é o meio pelo qual se expandem as liberdades humanas, devendo a avaliação se basear nessa consideração. Acrescenta que “o processo de desenvolvimento, quando julgado pela ampliação da liberdade humana, precisa incluir a eliminação da privação dessa pessoa343”. Tais liberdades são, portanto, importantes em sua mera existência, sendo desnecessário que sejam avaliadas em decorrência de sua contribuição relacionada à outras características do desenvolvimento344.

Por sua vez, “o papel instrumental da liberdade concerne ao modo como diferentes tipos de direitos, oportunidades e intitulamentos contribuem para a expansão da liberdade humana em geral e, assim, para a promoção do desenvolvimento345”. Nesta percepção, a liberdade é enxergada como meio de promoção do desenvolvimento. Observa o economista que, para além da óbvia compreensão de que a expansão de liberdades contribui para o processo desenvolvimentista, a verdadeira eficácia desta perspectiva instrumental ocorre na inter-relação das diferentes liberdades entre si, ou seja, “[...] um tipo de liberdade pode contribuir imensamente para promover liberdades

340 MUNHOZ, Carolina Pancotto Bohrer. Direito, Livre Concorrência e Desenvolvimento. São Paulo:

Lex Editora S.A., 2006. p. 79-80.

341 SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 29. 342 SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 52. 343 SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 53. 344 MUNHOZ, Carolina Pancotto Bohrer. Direito, Livre Concorrência e Desenvolvimento. São Paulo:

Lex Editora S.A., 2006. p. 84.

de outros tipos. Portanto, os dois papéis estão ligados por relações empíricas, que associam um tipo de liberdade a outros346”.

A perspectiva da expansão das liberdades individuais, apresentada na obra, considera particularmente como sendo cinco, as principais liberdades instrumentais na promoção do desenvolvimento, sendo elas: as liberdades políticas, as facilidades econômicas, as oportunidades sociais, a garantia de transparência e a segurança protetora ou segurança social.

Trataremos pontualmente cada uma das liberdades elencadas, visando uma breve e ampla compreensão prévia, objetivando adentrarmos na perspectiva buscada neste estudo.

Em retorno à temática, as liberdades políticas são apresentadas, na teoria aqui estudada, em seu sentido mais amplo. Observe-se que a vinculação da participação política ao conceito de desenvolvimento se mostra em algumas outras teorias desenvolvimentistas atuais com grande grau de relevância. Entretanto, a abordagem de Sen consegue estabelecer com maior precisão esta função que as liberdades políticas têm em relação ao desenvolvimento.

Nesta perspectiva, as liberdades políticas são encaradas como reflexo das oportunidades que as pessoas têm de determinar os seus governantes e os princípios e fundamentos que julguem importantes nesta determinação. Ainda, vincula-se com as possibilidades de se fiscalizar e criticar as autoridades, ter liberdade de expressão política, mídia sem censura, multiplicidade de partidos políticos, entre outros. Aqui, incluem-se os direitos políticos em seu sentido democrático mais abrangente347.

A segunda liberdade instrumental apontada como fundamental ao processo de desenvolvimento resta sintetizada na acepção de facilidades econômicas. Este conceito se relaciona com as oportunidades e facilidades encontradas pelos indivíduos na utilização de recursos econômicos com finalidade de consumo, produção ou troca. Levando em consideração o fato de que “os intitulamentos econômicos que uma pessoa tem dependerão dos seus recursos disponíveis, bem como das condições de troca, como os preços relativos e o funcionamento dos mercados348”, Amartya Sen observa que o processo de desenvolvimento econômico aumenta a renda e riqueza de um país de

346 SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 54. 347 SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 55. 348 SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 55.

maneira que, como consequência, se reflete no aumento de intitulamentos349 econômicos da população.

As oportunidades sociais são, para o estudioso, o que a sociedade estabelece como relevante em áreas que têm influência direta na liberdade substantiva do individuo e na melhora de sua qualidade de vida, a exemplo de questões como saúde e educação. Pondere-se que estas disposições, além de sua fundamentalidade à vida privada das pessoas, se mostram de grande importância para uma maior e mais efetiva participação dos cidadãos em questões econômicas e políticas, afinal, uma questão relacionada à falta de educação formal, por exemplo, pode ser uma séria barreira para a compreensão do processo econômico ou para a participação eficaz no processo político.

Em se tratando das garantias de transparência, quarta categoria apresentada pelo teórico, afirma-se que carregam o significado da “[...] liberdade de lidar com os outros sob garantias de dessegredo e clareza350”. Esta condição se dá tomando por base uma perspectiva transacional em que as pessoas necessitam ter confiança ao estabelecer relações. O papel instrumental desta liberdade, conforme afirma Sen, se mostra inibidor de questões como corrupção, irresponsabilidade financeira e transações ilícitas.

Por último, o conceito de segurança protetora é reflexo da necessidade de que seja proporcionada uma rede de segurança social à população, que venha impedir que mudanças no modus operandi do sistema econômico resultem em drásticas mudanças materiais e grandes privações afetem a vida da população. Segundo Sen, “a esfera da segurança protetora inclui disposições institucionais fixas, como benefícios aos desempregados e suplementos de renda regulamentares para os indigentes[...]351”, além de outras medidas cabíveis em casos pontuais que acarretem grandes privações.

A base desta teoria desenvolvimentista consiste em colocar, efetivamente, a liberdade como centro do processo de desenvolvimento.

349 O termo intitulamento é uma tradução do termo em inglês entitlement utilizado por Amartya Sem em

outra obra sua denominada “Hunger and Public action”. O termo se refere ao “[...]conjunto de pacotes alternativos de bens que podem ser adquiridos mediante o uso dos vários canais legais de aquisição facultados a essa pessoa. E uma economia de mercado com propriedade privada, o conjunto do

entitlement de uma pessoa é determinado pelo pacote original de bens que ela possui (denominado

‘dotação’) e pelos vários pacotes alternativos que ela pode adquirir, começando com cada dotação inicial, por meio de comércio e produção (denominado seu ‘entitlement de troca’). Uma pessoa passa fome quando seu entitlement não inclui, no conjunto [que é formado pelos pacotes alternativos de bens que ela pode adquirir], nenhum pacote de bens que contenha uma quantidade adequada de alimento”. SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 54.

350 SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 56. 351 SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 57.

Diferentemente dos pensamentos centrados na fundamentalidade do Estado neste processo, na perspectiva da liberdade há uma crucial e fundamental necessidade de participação das pessoas na delimitação e conformação do seu destino. Não se quedando, apenas, como destinatárias finais de laboriosos programas de desenvolvimento estabelecidos pelo Estado. Aqui, Estado e população se mostram como pilares distintos e complementares na condução do processo de desenvolvimento.

Ponto de fundamental destaque na teoria ora abordada, reside nas questões relativas à relação entre o interesse individual e o raciocínio socialmente responsável. Melhor explicando, em sua teoria Amartya Sen, ao tratar a questão do individualismo, “refuta a pretensão de que os seres humanos são totalmente movidos pelo auto- interesse, pois apesar deste constituir uma motivação importante, é possível verificar a existência de diversas ações diárias que refletem valores com componentes sociais[...]352”. São tais valores que levam o individuo além do comportamento meramente egoístico.

A importância desta percepção mencionada acima se relaciona ao conceito clássico de capitalismo e à aplicabilidade da teoria no sistema. Ou seja, a noção generalizada aborda o regime capitalista como sendo um sistema que se baseia exclusivamente na ganância dos partícipes. Entretanto, é patente que para o funcionamento da econômica capitalista, de maneira eficiente, exista um primoroso sistema de valores e normas. Observe-se que, “[...] o funcionamento de mercados bem sucedidos se deve não apenas ao fato das trocas serem permitidas, mas ainda à existência de instituições solidariamente alicerçadas[...] 353”. Tais instituições, segundo Carolina Munhoz em sua análise da obra, como a proteção eficaz de direitos compactuados contratualmente e dos valores éticos presentes no comportamento das partes, resulta, como exemplo, na negociação contratual sem que seja necessário o constante litígio judicial visando o cumprimento do acordo. Neste sentido, “o desenvolvimento e o uso da confiança na palavra e na promessa das partes envolvidas podem ser um ingrediente importantíssimo para o êxito de um mercado354”.

352 MUNHOZ, Carolina Pancotto Bohrer. Direito, Livre Concorrência e Desenvolvimento. São Paulo:

Lex Editora S.A., 2006. p. 90.

353 MUNHOZ, Carolina Pancotto Bohrer. Direito, Livre Concorrência e Desenvolvimento. São Paulo:

Lex Editora S.A., 2006. p. 90.

Amartya Sen, com inspiração nos teóricos liberais clássicos355, reconhece a existência de uma esfera de valores no âmbito capitalista. Entretanto, pondera a necessidade de certa relutância dado o excesso de otimismo em tais teorias, memorando que “apesar de sua eficácia, a ética capitalista é, na verdade, muito limitada em alguns aspectos, ligados particularmente a questões de desigualdade econômica, proteção ambiental e necessidade de diferentes tipos de cooperação que atuem externamente ao mercado356”. Observando que os grandes problemas enfrentados pelo sistema capitalista na atualidade se relacionam com o excesso de desigualdades e o desenvolvimento da noção de bens públicos.

Entretanto, ainda nesta seara, levando em conta a ideia de que o capitalismo se mostrou exitoso na transformação do nível comum e geral de prosperidade econômica sob a fundamentação de princípios e normas comportamentais que resultaram em econômicas e eficazes transações de mercado, se mostra, pois, confiante na compatibilidade de tal mecanismo com um vasto conjunto de valores que se integrem e levem em consideração os problemas supra mencionados, indo “[...] além dos limites do mecanismo de mercado puro357”. Na visão defesa, é de suma importância o reconhecimento da compatibilidade do mecanismo de mercado e de uma vasta gama de valores que se complementam e ultrapassam as bases institucionais do mercado puro.

Podemos concluir que o desenvolvimento, na ótica da liberdade, constitui um processo de transformação da sociedade em que o indivíduo desempenha uma função primordial. É através dele que são modificadas as estruturas existentes e proporcionadas as mudanças que ultrapassam a produção econômica, refletindo, também, nas questões políticas e sociais. Com a expansão da capacidade das pessoas, sendo a liberdade aqui entendida em sua perspectiva instrumental, para que ocorra essa expansão e ausência de privações, é promovido o processo de desenvolvimento, onde a liberdade aqui resultante se mostra em seu conceito constitutivo.

355 Neste sentido Mônica Costa destaca uma profunda influência de Adam Smith na obra do economista

Indiano: “A sociedade de mercado prescrita por Adam Smith garantiria a opulência da nação, é fato. Mas muitos conceitos tangentes precisam ser trabalhados e implementados para que essa sociedade promova o bem-estar comum a partir da divisão do trabalho e do comércio. Uma coesa organização da sociedade civil, instituições públicas sólidas e confiáveis, um Estado forte, mas não autoritário ou centralizador, garantidor de direitos individuais e de participação social, um eficiente e independente sistema judiciário e uma forte base ética comportamental seriam as condições mínimas para o que se pode conceber como desenvolvimento para Adam Smith. Com a leitura dos textos de Amartya Sen, percebe-se que é nítida a influência das ideias de Smith sobre o economista indiano”. SOUSA, Mônica Teresa Costa. Direito e Desenvolvimento. Curitiba: Juruá Editora, 2011. p. 85.

356 SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 299. 357 SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 303.

Nesta perspectiva de liberdades instrumentais, no presente tópico foram abordadas as cinco principais liberdades estudadas por Sen. Observe-se, entretanto, que seu estudo não se resume à abordagem pontual de cada uma. Sendo, também, fundamental, a compreensão conjugada entre as mesmas, sob uma ótica de cooperação para o desenvolvimento uma das outras. Eis que é esta ideia que será abordada no tópico vindouro.

5. RELAÇÃO ENTRE AS LIBERDADES DE PARTICIPAÇÃO POLÍTICA E