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1.2 OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

1.2.4 A internet – a instantaneidade ligando o mundo

O início da comunicação espacial começou em 1957 com o primeiro satélite artificial em órbita. Sendo que em 18 de dezembro de 1958 foi lançado o primeiro satélite de comunicações, um foguete Atlas norte-americano e assim, “Pela primeira vez, eletronicamente e via satélite, o silêncio inabalável dos vazios cósmicos fora rasgado pela voz humana” (COSTELLA, 2001, p. 208).

Em 1960 foi lançado pelos Estados Unidos o primeiro satélite de comunicações passivo e meses mais tarde começou a operar o primeiro satélite de comunicações repetidor ativo. Durante esses primeiros anos vários satélites artificiais foram lançados por norte- americanos e soviéticos. No ano de 1961, o Brasil iniciou os experimentos para a comunicação via satélite de forma não comercial, com uma estação experimental no Rio de

Janeiro que após três anos conseguiu estabelecer uma comunicação bilateral entre Brasil e EUA. Já a comunicação via satélite de caráter comercial viria no ano seguinte, chegando aos receptores domésticos.

Por esse itinerário chegou até nossos receptores domésticos a transmissão, já mencionada, da descida de Aldrin e Armstrong na Lua, em julho de 1969. Nessa ocasião, dois eventos incríveis se superpuseram: à chegada do homem à Lua e, simultaneamente, a possibilidade de assistirmos em casa, e ao vivo, o prodigioso evento. As expedições tripuladas à Lua não se repetiram, mas o prodígio da comunicação instantânea continuou à nossa disposição para transmissões internacionais e, depois, também domésticas (COSTELLA, 2001, p. 214).

As crescentes necessidades domésticas fizeram surgir o projeto BRASILSAT, que programou o lançamento de um satélite de comunicações brasileiro, colocado em órbita em 1985. Assim, com estas evoluções e fruto da ligação da comunicação eletrônica e o computador doméstico, a internet surgiu em 1984. Já o acesso às redes no Brasil foi, em 1990, congregando as principais instituições educacionais do país. No ano seguinte, a ampliação ao acesso se expandiu para além das instituições, alcançando pessoas comuns.

Novos serviços impulsionaram isso, como a criação da WWW (World Wide Web) interligando diversas redes internas e organizando o tráfego mundial de informações. Muitas foram as atualizações e rápida foi a disseminação. Mas se em 2001 ocorreu a retenção da internet em poucas mãos e nas classes mais favorecidas. Hoje apesar de menor porcentagem ainda existem muitas pessoas sem acesso a este meio de comunicação e informação.

Já sobre a relação, deste meio mais novo, com os demais, corroboro com Costella, quando ele afirma, “Os novos engenhos de comunicação não excluem os anteriores” (2001, p. 239). Na verdade, a internet possibilitou a união de todos os meios, o que chamamos de um meio multimídia capaz de promover uma interação maior com os usuários das mídias e a liberdade de escolha do meio desejado para obter suas informações e comunicar-se.

Percebe-se que após mais de duas décadas da vigência da Internet, a TV, o rádio, o jornal e as revistas continuam vivos, mantendo seus fiéis usuários e conquistando novas audiências, direcionando-se a públicos e assuntos específicos, e, ainda, reinventando-se a cada dia.

Os meios de comunicação, em si mesmos, não são nem bons, nem maus. São úteis, do mesmo modo que o são a roda, o avião ou a energia nuclear. Mas a roda faz andar a ambulância e o canhão, o avião serve para avizinhar cidades e para atirar bombas sobre elas, a energia nuclear contém o poder quase mágico de alavancar a humanidade e, ao mesmo tempo, o de destruí-la. Os meios de comunicação serão aquilo que o ser humano fizer deles. Essa é a grande, imensa, a greve responsabilidade: saber utilizar as potencialidades dos novos engenhos para o bem. A responsabilidade é de cada um e de todos nós (COSTELLA, 2001, p. 239).

Como verificou-se os meios de comunicação são os meios criados pelo homem com o fim básico de facilitar e disseminar as informações na sociedade e entre os povos. Entretenimento, educação entre outras características e funcionalidades foram sendo constatadas e agregadas aos veículos de comunicação. A Comunicação Social sim, esta mais do que uma necessidade, ela exerce o objetivo de contribuir para a formação da opinião pública por meio da divulgação de notícias e reportagens, proporcionando a constituição de conhecimento, além de educar e entreter.

Para melhor compreender esta ciência diversas teorias foram desenvolvidas e ainda há teorias sendo criadas por pesquisadores da área. Neste trabalho será necessário compreender uma destas, a Teoria da Recepção que será abordada no capítulo seguinte, que expõe sobre o assunto principal deste estudo, a Comunicação Organizacional.

2 ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

A valorização do trabalho de profissionais de Comunicação Social para atuar em Assessoria de Comunicação2 ainda é baixa na região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul pois esta área ainda é considerada nova para muitas organizações atuantes nestas localidades. Muitas não conhecem o trabalho de assessores de comunicação que consiste no gerenciamento do relacionamento e das trocas de informações com os públicos internos e externos de uma empresa. Será conhecido neste capítulo que tal atividade remonta de um longo processo histórico. Para posteriormente avaliar e compreender a importância que desenvolveu no decorrer do tempo

Hoje as Assessorias de Comunicação estão, cada vez mais, sendo requisitadas pelas organizações e pessoas interessadas em divulgar informações e opiniões para a sociedade por meio da mídia. Além de manter e melhorar o relacionamento com o público interno, mediando os fluxos de comunicação.

Salienta-se que a evolução no mercado das assessorias não é visível apenas na área de comunicação. Outros fatores, como a globalização econômica; a evolução dos processos de gestão; a evolução nos sistemas de vendas e distribuição face às novas tecnologias; a democratização da educação e da informação e a divulgação do conceito de cidadania concorrem para a nova postura das organizações.

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