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A Internet, sua história e características

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CAPÍTULO II O JORNALISMO NO NOVO CENÁRIO DAS TECNOLOGIAS DE

1. AS NOVAS TECNOLOGIAS DE COMUNICAÇÃO: CONCEITOS

1.2 A Internet, sua história e características

O fenômeno da Internet vem acentuando-se e crescendo em todas as partes do planeta. Um mundo infindável de possibilidades e informações está disponível na rede mundial, uma revolução que transformou-nos na Sociedade da Informação e que vem modificando as formas de relacionamento entre os indivíduos e de cada um com o momento contemporâneo.

A Internet17 é a rede das redes telemáticas. Seu conceito começou a ser desenvolvido a partir da criação da ARPA (Advanced Research Projects Agency), pelo Departamento de Defesa do governo norte-americano, que tinha a missão de pesquisar e desenvolver alta tecnologia para aplicações militares na época da Guerra Fria (PINHO, 2003a, p. 21). A agência criou, em 1969, ―o processador de mensagens‖ na Universidade de Califórnia, em Los Angeles, sendo este o primeiro passo para uma rede de computadores. A ARPAnet, como revela Pinho, era ―um sistema de comunicação não hierárquico‖ que também permitia ―dividir a mensagem em pacotes‖ com itinerários irrelevantes, pois a mensagem era reconstituída e chegava ao seu destino final (PINHO, 2003a, p. 22-24).

A ARPAnet foi demonstrada ao público pela primeira vez na cidade de Washington, durante a I Conferência sobre Comunicações Computacionais. O primeiro programa de mensagens eletrônicas foi criado em março de 1972, por Ray Tomlinson, e o primeiro utilitário para listagem, leitura e resposta de e-mails foi desenvolvido logo em seguida. Nos anos de 1972 e 1973 ainda foram implementadas as regras da Telnet18 e o FTP - File Transfer Protocol, que possibilitava a cópia de documentos entre computadores remotos (PINHO, 2003a, p. 26). Já em 1974, surge o TCP - Transmission Control Protocol e o IP - Internet

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Palavra derivada do termo Interconection between computer Network (PINHO, 2003a, p. 41).

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Protocol, com a estrutura de ―comunicação em camadas‖, sendo que o TCP é responsável por dividir a mensagem em pacotes e recompô-la depois, e o IP, pelo caminho a ser percorrido pelos pacotes até o destinatário (PINHO, 2003a, p. 27).

Ainda na década de 70, outro fenômeno para o incremento das redes telemáticas, conforme Lévy (1999, p. 31), foi o ―desenvolvimento e a comercialização do microprocessador‖ 19, permitindo o que ele define como ―uma nova fase na automação da

produção industrial‖. Além disso, as novas possibilidades tecnológicas permitiram a invenção do computador pessoal, que se tornou instrumento de criação de textos, de imagens, de músicas, para organizar banco de dados, para possibilitar a simulação por meio de planilhas, ferramentas de apoio à decisão e programas para pesquisa, além de ser utilizado para diversão, a partir dos jogos (LÉVY, 1999, p. 32).

Em 1980, com a divisão da rede DARPA em dois sistemas: ARPAnet, com fins científicos, e Milnet, para atuação militar, a interconexão das duas redes deu origem à Darpa Internet, ou somente Internet, disponível apenas para militares e pesquisadores das universidades. Outras redes começaram a surgir20, disponibilizadas inicialmente para a comunidade acadêmica e depois, para a sociedade e organizações comerciais (LEMOS, 2004, p. 117; FERRARI, 2006, p. 15). O principal marco da história da Internet, como revela Ferrari (2006, p. 16), Pinho (2003a, p. 29) e Lemos (2004, p. 117), foi o desenvolvimento da NSFNET (National Science Foundation Network), desenvolvida pela National Science Foundation (NSF). A rede ―conectava pesquisadores de todo o país [EUA] por meio de grandes centros de informática e computadores‖ (FERRARI, 2006, p. 16), tornando-se a ―espinha dorsal da Internet‖ (PINHO, 2003a, p. 29).

Até que no início dos anos 90, foi apresentada a WWW (World Wide Web), desenvolvida por Tim Berners-Lee, ―fundamentalmente um modo de organização da informação e dos arquivos na rede‖ (PINHO, 2003a, p. 33), uma ―Rede de Abrangência Mundial, baseada em hipertextos e sistemas de recursos para Internet‖ (FERRARI, 2006, p. 16). Os principais padrões da WWW são ―o protocolo de comunicação HTTP21

(Hypertext

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Unidade de cálculo aritmético e lógico localizada em um pequeno chip eletrônico (LÉVY, 1999, p. 31)

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Entre elas estão a UUCP - Unix-to-Unix CoPy - uma coleção de programas para comunicação entre sistemas Unix, para transferência de arquivos, comandos e e-mails e a Usenet- Unix User Network – permitiu a formação de grupos de discussão para compartilhamento de informações e opiniões (PINHO, 2003a, p. 27).

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protocolo que define como dois programas/servidores devem interagir, de maneira que transfiram entre eles comandos ou informação relativos ao www. O protocolo HTTP possibilita que os autores de hipertextos incluam comandos que permitem saltos para recursos e para outros documentos disponíveis em sistemas remotos, de forma transparente para o usuário (PINHO, 2003a, p. 33).

Transport Protocol), a linguagem de descrição de páginas HTML22 e o método de identificação de recursos URL23 (Uniform Resource Locator)‖ (PINHO, 2003a, p. 33).

A Internet foi liberada para uso comercial em 1991, ―abrindo caminho para o comércio eletrônico‖ (PINHO, 2003a, p. 34). Já o primeiro browser24

foi o Mosaic, antecessor ao Netscape, que permitiu, de acordo com Pinho (2003a, p. 34), ―acesso aos recursos multimídia da Internet por simples cliques do mouse‖ e, dessa forma, fomentando o crescimento da rede mundial de computadores.

A estrutura da Internet é composta por Redes Locais ou LANs (Local Area Networks), Redes Metropolitanas ou MANs (Metropolitan Area Network) e Redes Mundiais ou WANs (World Area Network), interligadas por redes telefônicas, por satélites, microondas, cabos coaxiais, fibras óticas e mais recentemente, redes via ondas (rádio, Wi-fi, Wireless e celular), e a organização da Internet possui domínios específicos para cada equipamento, como destaca Lemos:

O DNS (Domaine Name System) normaliza nomes dos computadores em .edu (educação), .com (comércio), .gov (governo), .mil (exército), .org (organizações), etc. Duas letras-código identificam o país (normalmente os EUA não têm terminação) como ―fr‖ para a França, ―br‖ para o Brasil e assim sucessivamente (LEMOS, 2004, p. 118).

Em 1993, os meios de comunicação, as empresas e organizações descobrem o mundo da Internet. A Microsoft e seu famoso Microsoft Internet Explorer só ingressam na rede telemática em 1995, com o lançamento do Windows 95. Foi nessa mesma época que iniciaram os ataques dos hackers25, colocando em perigo os dados disponibilizados na Internet (PINHO, 2003a, p. 34-35).

Com a descoberta pelo mercado financeiro, em 1997, das vantagens das empresas ―pontocom‖, houve um grande investimento neste segmento, até gerar uma imensa euforia com a expansão de empresas ligadas à Web e, conseqüentemente, a franca contratação de profissionais. Esse fenômeno durou até março de 2000, quando uma grave crise fez com que empresas virtuais desaparecessem e o índice Nasdaq (das empresas de alta tecnologia) caísse de 5.000 para 1.500 pontos. Um ano depois, houve o ―reinício‖ da Internet, quando deixou de

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linguagem-padrão para escrever páginas de documentos Web, que contenham informação nos mais variados formatos: texto, som, imagens e animação. É fácil de aprender e usar, possibilitando preparar documentos com gráficos e links para outros documentos para visualização em sistemas que utilizam Web (PINHO, 2003a, p. 33).

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[...] localizador que permite identificar e acessar um serviço na Web (PINHO, 2003a, p. 33).

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Navegador, programa usado para visualizar as páginas da Internet (FERRARI, 2006, p. 96).

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Por definição, são aqueles que resolvem ou apresentam soluções para problemas técnicos relativos à Internet. Nos anos 70, quando indivíduos passaram a invadir computadores alheios, o termo conquistou outra conotação.

―ser um processo de inovação para ser um processo de expansão e renovação de atividades profissionais da economia‖ (GEHRINGER; LONDON apud PINHO, 2003a, p. 37).

A partir do crescimento vertiginoso da rede mundial de computadores e, conseqüentemente, um universo inimaginável de dados e informações disponibilizados em sua teia, houve a necessidade de interfaces inteligentes que fossem capazes de resgatar e recuperar documentos neste emaranhado virtual, denominados por Lemos (2004, p. 119) como ―Agentes Inteligentes‖. O autor justifica a necessidade cada vez maior dessas interfaces inteligentes, pois

o excesso de informação obriga a construção de dispositivos que possam auxiliar os usuários a aprender com seus costumes [...] delegar a um agente inteligente eletrônico a tarefa de encontrar as informações que desejamos (LEMOS, 2004, p. 119).

Dentre os sistemas mais antigos de busca inteligente de documentos e informações estão o Gopher (desenvolvido pela Universidade de Minnesota), o Archie (criado na McGill University em Montreal), entre outros. Atualmente, existem sites de Search Engines, ou também denominados ―motores de busca‖, como o Altavista, o Yahoo, o Google (mais conhecido deles), que permitem a recuperação de páginas que contenham dados dos variados formatos (textos, imagens, sons, vídeos), filtrados por área, assunto, data, idioma, entre outros fatores, dentro das expectativas do usuário. Segundo informações do Google, o sistema possui mais de 1,3 bilhão de páginas cadastradas, respondendo a cerca de 100 milhões de consultas por dia (GOOGLE, [s.d.], www).

O número de usuários da Internet é difícil de ser indicado com precisão, pois os dados variam muito de fonte para fonte. Além disso, o crescimento do número de usuários é rápido, tornando as informações instantaneamente desatualizadas. Estimativas da ITU - International Telecommunications Union - União Internacional de Telecomunicações revelam que em todo o planeta existe pouco mais de um bilhão de pessoas usuárias da Internet. A tendência de crescimento de internautas é de 10% ao ano, conforme estudo divulgado pela empresa de pesquisas de mercado comScore Networks. Pelo levantamento, houve um crescimento de 10% no número de usuários com mais de 15 anos entre os meses de janeiro de 2006 e janeiro de 2007, quando foi calculado o número de 747 milhões de internautas (NÚMERO…, 2007, www).

Este crescimento explosivo está revolucionando as formas de comunicação e de distribuição de informações. No livro 2015: Como viveremos (Telequest, 2004), o jornalista

Ethevaldo Siqueira comenta que, em cerca de dez anos, a Internet partiu de um número insignificante de pessoas, em 1990, para atingir a marca de um bilhão de internautas em 2002, e que estimativas indicam que o ―número de e-mails expedidos no planeta alcançava a impressionante marca de 10 bilhões/dia no final de 2003, [...] o dobro do número de ligações telefônicas efetuadas diariamente por toda a humanidade‖ (SIQUEIRA, 2004, p. 32).

Apesar da ampliação do número de usuários da Internet, uma preocupação ainda presente é o da exclusão dos países menos desenvolvidos à Web. Cristiane Lindermann, em artigo publicado no Intercom em agosto de 2007, ressaltou essa problemática na experiência brasileira. Ela cita dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que ―constatou que apenas 32,1 milhões de pessoas [cerca de 21% da população] utilizaram a rede mundial de computadores no país em 2005‖. Já o estudo do Comitê Gestor da Internet (CGI) sobre o uso da Internet em 2006 mostrou, segundo ela, ―um total de 42 milhões de usuários no país, o que corresponde a 28% de uma população de 187 milhões de pessoas‖ (LINDERMANN, 2007, p.12).

Várias nações e organismos mundiais buscam soluções para esta sombra virtual, principalmente pela ampliação de centros comunitários de acesso e inclusão digital nas escolas e bibliotecas, para servirem de pontos de utilização da rede pela população, para que a Internet possa ser a tão falada dos anos 90: a superestrada da informação (SIQUEIRA, 2004, 309).

No Brasil, as primeiras iniciativas de redes de computadores começaram a surgir em 1989, interligando universidades e centros de pesquisa do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre aos Estados Unidos, principalmente com a criação da Rede Nacional de Pesquisa – RNP. O País integrou-se definitivamente à rede mundial na década de 90 a partir da ―montagem da Fase I da chamada espinha dorsal (backbone)‖ da Rede Nacional de Pesquisa – RNP e também com o incentivo ao acesso à Internet em palestras e seminários para a comunidade acadêmica (PINHO, 2003a, p. 32).

De 1994 em diante, com o crescimento das instituições inseridas na rede brasileira, houve necessidade de ampliação da RPN, com infra-estrutura mais rápida. (PINHO, 2003a, p. 35). A Internet comercial iniciou em 1995, quando a RNP deixou de ser um servidor de redes acadêmicas para disponibilizar acesso aos setores da sociedade brasileira. (PINHO, 2003a, p. 39). Para implementar o desenvolvimento da Internet no País, em 1995, o Ministério das Comunicações criou26 o Comitê Gestor da Internet (CGI) no Brasil. O Comitê é formado por

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nove representantes do Governo Federal, quatro indicados do setor empresarial (dentre provedores de acesso e conteúdo, empresas e indústrias de infra-estrutura de telecomunicações), representantes de usuários e da comunidade científica e tecnológica. O grupo buscaria ―tornar efetiva a participação da Sociedade nas decisões envolvendo a implantação, administração e uso da Internet‖ (CGI..., [s.d.], www).

Para facilitar as frentes de atuação em busca do incremento da Internet brasileira, o Comitê Gestor coordena os projetos Registro.br (para registro de nomes de domínios), o PPT.br (que viabiliza a infra-estrutura para interconexão dentre as redes metropolitanas), o Cert.br – Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (que foca a segurança de redes e estatísticas quanto a Spam27) e o Cetic.br – Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (responsável pela produção de indicadores e estatísticas sobre o uso da Internet). Além disso, também possui os Grupos de Trabalho em Engenharia de Redes, Segurança de Redes e Formação de Recursos Humanos. Houve, em 2005, a criação da entidade civil Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto Br – Nic.br – responsável pela implementação das decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil.

O crescimento observado na Internet mundial também tem sido sentido no Brasil, até mesmo de maneira mais intensa que em outros países. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – realizou na PNAD – Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios 2005, um estudo suplementar sobre acesso à Internet e posse de telefone móvel pessoal. Na pesquisa, foi identificado que pouco mais de 32 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade, utilizaram a Internet no período de referência dos últimos três meses, representando 21,02% do total dessa população (IBGE, 2006, www).

Já o Instituto de Pesquisa Ibope divulga mensalmente, dentro da pesquisa NetView – Ibope/NetRating, o indicador de Internautas Domiciliares Ativos, que representam pessoas com 2 anos ou mais que navegaram em computadores instalados em casa pelo menos uma vez por mês. Em novembro de 2007, este índice chegou à casa dos 21,5 milhões de usuários, obtendo um crescimento de 49,1% em relação ao último ano. A pesquisa também revelou que o Brasil é o país com ―maior tempo médio de navegação residencial por internauta‖, com 23 horas e 4 minutos, superando a ―França (21 horas e 14 minutos), os Estados Unidos (19 horas

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Referência ao grupo inglês de comédia Monty Pyton, que em um de seus filmes mostra um bar cheio de vikings barulhentos gritando Spam! ao pedir o presunto enlatado desta marca. A palavra demonstra o quão insustentável é a prática de enviar mensagens, via e-mail, indiscriminadamente e em grande quantidade, na divulgação de propaganda, correntes, boatos, entre outros (PINHO, 2003a, p. 62).

e 35 minutos), a Alemanha (18 horas e 48 minutos) e o Reino Unido (18 horas 35 minutos)‖ (PAÍS..., 2007, www).

Segundo matéria publicada na Folha Online (BRASIL..., 2007, www), em março de 2007 o Brasil possuía 32,1 milhões de usuários, correspondente a 21% da população brasileira, o que lhe conferia a quarta posição no ranking da América Latina em penetração da rede, perdendo apenas para a Costa Rica, Guiana Francesa e Uruguai. Já em comparação aos 214 países medidos em todo o planeta, o Brasil fica na 62ª posição. A previsão é de que, em, 2011, estima-se que o número de usuários ativos no País atinja 43,7 milhões (ATÉ 2011..., 2007, www).

Quanto às suas características, a Internet, tal como foi concebida, é um meio descentralizado, ou seja, nenhum governo ou entidade controla a rede mundial. Pinho descreve que a Internet ―é uma ferramenta bastante distinta dos meios de comunicação tradicionais‖ e conhecer suas características (descritas abaixo) pode permitir o uso adequado desse meio como ferramenta de informação (PINHO, 2003a, p. 48 – 55).

 não-linearidade (capacidade de leitura de variadas formas, sem uma seqüência predeterminada),

 fisiologia (a leitura Online é mais demorada, exigindo textos mais curtos),  instantaneidade (as notícias são transmitidas e publicadas em tempo real),  dirigibilidade (enviar informação para a audiência sem a necessidade de

filtro),

 qualificação (público formador de opinião),

 custos de produção e de veiculação (depois de investimentos iniciais, sua manutenção é pouco dispendiosa),

 interatividade (via de mão-dupla)  pessoalidade (conversa entre pessoas),  acessibilidade (disponível 24 horas por dia)

 receptor ativo (a audiência busca informação de maneira mais ativa).

Cabe ressaltar que algumas contribuições de Lemos (2004, p. 128-129) acerca do ciberespaço (e aqui considera-se tais ponderações para a Internet). Pelo ciberespaço, ressalta- se, a Sociedade da Informação (ou Sociedade do Conhecimento como preferem alguns autores) encarna tecnologicamente o ―sonho de um mundo paralelo, de uma memória coletiva‖, incitando, de certa maneira, a eliminação do espaço, do tempo e das barreiras

geográficas. A Internet mostra-se como um veículo de agregação, de realiance, e uma casa de imaginação, de veicular opiniões, de mostrar indignação frente às mazelas da sociedade.

Porém, nem tudo são flores no reino virtual. Da mesma forma que a Internet constitui- se de meio para indivíduos bem intencionados mostrarem suas potencialidades, a rede mundial de computadores também reúnem bad person, terroristas, hackers, estelionatários, pedofilia, traficantes (de drogas, de órgãos, de pessoas) e seus consumidores e comparsas. Enfim, a Internet é uma ferramenta, um meio técnico, cabe aos homens seu uso sustentável e condigno.

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