EMEF Tipo de professor Amostra Quantidade
Questão 6) A quem cabe a principal responsabilidade na educação especial?
Professores/Respostas
A
B
C
D
Total
deficiência mental 3 2 0 4 9 deficiência visual 1 0 0 4 5 deficiência auditiva/fala 2 1 0 4 7 deficiência física 2 1 0 4 7 deficiência motora 2 0 0 2 4 deficiência múltipla 2 0 0 1 3 todas acima 6 4 6 7 23 Nulas 0 0 0 0 0 Total 18 8 6 26 58Professores/Respostas
A
B
C
D
Total
Escola públicas 3 2 2 4 11 Escolas privadas 1 0 1 0 2 Entidades filantrópicas 5 4 2 5 16 Família 3 0 3 1 7 Nulas 0 0 0 0 0 Total 12 6 8 10 36Este fato podia ser constatado mais facilmente se eles observassem, por exemplo, o total de respostas da coluna A. Este teoricamente deveria ser 7, pois foram 7 os professores deste tipo que receberam os questionários, no entanto, foi registrado 12, o que indica que algumas alternativas foram escolhidas mais de uma vez.
Assim sendo, por se tratar de um gráfico que registra a participação do item no total (100%) dos participantes da pesquisa, isto é, 32 professores, não haveria como representar os dados da questão 6 por meio do gráfico de setores, pois o total estava além deste valor No nosso projeto os dados relativos a tal questão seriam representados pelo gráfico de colunas.
Esclarecida esta particularidade sobre os gráficos estatísticos, apresentei nos slides os gráficos destas duas questões que eu havia construído com o auxílio do Excel, dizendo à turma que o nosso próximo encontro, na noite da quarta-feira do dia 20, seria no laboratório de computação e lá os grupos iriam construir os gráficos adequados para cada tabela de seu enfoque.
Por fim, era chegada a hora de realizarmos a oitava tarefa do grupo, que consistiu em determinar que tipo de gráfico corresponderia à representação das tabelas que os grupos tinham sob seu enfoque. A tarefa propunha também que colocassem em prática o conhecimento adquirido, construindo três gráficos de colunas e três de setores, dos dados que tinham em mãos.
Para tanto, entreguei a cada grupo uma régua, um pequeno transferidor de plástico e algumas folhas de papel tamanho A4. Quanto àqueles grupos que estavam presentes e não haviam me enviado ou esqueceram de trazer as tabelas atualizadas entreguei uma cópia das mesmas que precavidamente providenciara.
Concluí minha fala esclarecendo que, quanto à primeira parte da tarefa do grupo, bastava que discutissem entre si que gráfico poderia representar a tabela e indicassem ao lado da mesma a letra “C” para gráfico de colunas e “S” para gráfico de setores. Tal procedimento tinha por objetivo poupar tempo do próximo encontro quando os grupos fossem utilizar o Excel para a construção de seus gráficos.
Indo de grupo em grupo, auxiliando com as regras de três e com o manuseio do transferidor que, para vários alunos, foi uma novidade, fui acompanhando a realização
daquela tarefa. Ela, no mínimo, foi útil para que os presentes constatassem que, se fossemos construir todos os gráficos à mão, teríamos um trabalho hercúleo, porquanto cada questão tinha sido respondida por quatro tipos de professores e para cada tipo teríamos um tipo de gráfico.
Neste sentido, disse a turma que durante a semana do “saco cheio” eu iria pensar em algo junto com a minha orientadora para reduzirmos este número ou pelo menos agrupar os tipos de forma que fossem representados juntos para contribuírem mais na comparação necessária para análise e interpretação dos dados.
Com o final da aula se aproximando e com a entrega das tarefas, fui distribuindo os caderninhos cuja nona tarefa do aluno consistiu em responder a seguinte pergunta: “O que seria possível de ver pelo gráfico que não se vê pela tabela?”
Das respostas obtidas, houve um consenso nos registros apontando para o fato de que os gráficos facilitam em muito a compreensão do fenômeno por eles descrito, se comparados com as tabelas, as quais além de exigirem um olhar exclusivamente numérico, podem não disponibilizar a informação de forma tão visível e chamativa aos olhos do leitor quanto os gráficos.
Outrossim, durante a semana do “saco cheio”, estive em contato com a minha orientadora e na discussão que tivemos sobre a quantidade de gráficos a serem construídas, pudemos observar, pelas respostas à nona tarefa do grupo, que a quantidade de gráficos seria enorme, pois estaríamos a analisar quatro tipos distintos de respostas a cada item de cada questão do questionário.
Assim sendo, ela sugeriu que, no caso dos gráficos de colunas, ao invés de se construir um gráfico para cada um dos quatro tipos de professores, que estes fossem agrupados da seguinte forma: em um gráfico os tipos A e B de professores, isto é, o professor da classe especial com o professor que faz a inclusão; e em um outro, os tipos C e D, isto é, o professor das EMEF onde há educação especial, mas não leciona para alunos desta categoria e o professor das EMEF que não possuem educação especial.
A idéia deste agrupamento mostrou ser útil não só na diminuição do número total de gráficos de colunas previstos para cada grupo, mas também tornaria mais fácil o processo de análise dos mesmos, uma vez que permitiria a cada grupo comparar num mesmo gráfico, duas perspectivas docentes de cada vez para a mesma questão.
Ponderei com a minha orientadora se não seria o caso dos alunos construírem um gráfico de colunas só para os quatro tipos. Mas tive que concordar com ela ao observar que o mesmo ficaria muito sobrecarregado visualmente. Melhor seria mesmo a opção de dois em dois.
Quanto ao gráfico de setores serviria apenas um para cada tipo de professor, sendo que muitos gráficos deste tipo não seriam construídos, já que nas questões que obtiveram 100% de escolha em uma única alternativa, bastaria apenas uma menção do grupo de que todos os professores haviam optado por aquela alternativa em particular, não necessitando, portanto, da representação gráfica.
Decidido sobre como proceder com os gráficos, comentei com a orientadora sobre os novos critérios de avaliação para o segundo semestre (Anexo 6) os quais, de uma forma mais ostensiva, objetivavam impedir a continuidade das faltas generalizadas que haviam caracterizado os últimos encontros, bem como motivar alguns alunos cujo interesse pelo projeto estatístico já há algum tempo vinha esmorecendo, a exemplo das alunas Cintia e Eliane, cujos relatos também compartilhei na minha orientação.
De uma maneira geral, estes critérios pautavam-se na presença e participação do aluno em cada aula e atividades desenvolvidas tanto na tarefa do grupo, quanto na tarefa do aluno. A novidade era a de que a relação dos critérios englobava tudo que já tinha acontecido desde o início do semestre e o que ainda estava por vir, além de vir acompanhada de uma planilha que continha o nome de cada aluno e a situação dele com relação aos mesmos (Anexo 7). Para cada atividade desenvolvida nos encontros que o aluno participasse, receberia um sinal “+” e para as que ele não participasse, um sinal “–” que seriam transformados em pontos. Esperava-se que o impacto da crescente quantidade de pontos “positivos” e “negativos” alertaria a todos que se tratava de um trabalho sério, que demandava a participação de todos e que a avaliação realmente era contínua.
Concordando com a minha proposta, a minha orientadora me disse para não deixar de ressaltar que estas medidas foram tomadas em prol da realização do projeto e da valorização dos grupos que compareciam às aulas, realizavam suas tarefas e estavam engajados no processo.
E assim procedi. Às 19 horas da quarta-feira do dia 20 de Outubro, data do nosso
alunos estavam presentes e inicio o nosso encontro compartilhando logo de início os novos critérios de avaliação por meio de slides, ressaltando o significado dos pontos “positivos” e “negativos”, bem como a situação de cada aluno até aquele momento.
A manifestação de alguns alunos não se fez esperar. “Ahn, professor, mas o senhor não acha que tá pegando pesado?” disse a aluna Darcy. “Eu acho que é isso mesmo. Quantas vezes o professor não cansou de falar que tinha que estar presente nas aulas?” arrematou a aluna Paula, mesmo sob pesada vaia das Insuportáveis.
Antevendo a configuração de um possível qüiproquó em sala, disse a todos que aquela tinha sido a única maneira que eu havia encontrado para garantir a participação de todos e a continuidade do projeto estatístico, uma vez que não era justo eu continuar realizando tarefas de grupos que não vinham para que os demais alunos e nem o projeto fossem prejudicados.
Por fim, reclamações daqui e aplausos de lá, consegui acalmar a turma e ao retomar a aula, contando-lhes da idéia da minha orientadora com relação à construção dos gráficos de colunas e de setores. Para tanto, apresentei nos slides duas tabelas dos enfoques do projeto cujos gráficos eu havia construído com o Excel. O primeiro exemplo veio da questão 6 das Superpoderosas.
Questão 6)
A quem cabe a principal responsabilidade na educação especial?
Professores/Respostas
A
B
C
D
Total
Escola públicas 3 2 2 4 11 Escolas privadas 1 0 1 0 2 Entidades filantrópicas 5 4 2 5 16 Família 3 0 3 1 7 Nulas 0 0 0 0 0 Total 12 6 8 10 36Segundo a sugestão da orientadora, esta tabela poderia ser representada através dos seguintes gráficos de coluna.
0 1 2 3 4 5 6 Escola públicas Escolas privadas Entidades filantrópicas Família
Grupo A
Grupo B
Já a palavra “tipo” para as amostras A, B, C e D de professores talvez ficasse mais adequada se fosse substituída por “grupo”.
0 1 2 3 4 5 6 Escola públicas Escolas privadas Entidades filantrópicas Família
Grupo C
Grupo D
Quanto aos gráficos de setor, fiz novamente uso da questão 13 dos Pioneiros.
Questão 13)