A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano do Estado do Rio de Janeiro – SEMADUR (www.semads.rj.gov.br em 27/7/2003)), foi criada como Secretaria de Estado de Meio Ambiente pelo Decreto nº 9.847/87 e após diversas alterações na sua denominação, passou a sua atual denominação e competência.
Atua a SEMADUR no controle das diversas formas de poluição, no gerenciamento dos recursos hídricos, de flora e fauna e no ordenamento das intervenções do homem na natureza, incluída principalmente a ocupação do solo urbano. Para o pleno atendimento de suas atribuições legais, a SEMADUR funciona com o apoio de conselhos e/ou comissões e de órgãos e instituições executivas, constituindo-se no Sistema Ambiental do Estado do Rio de
Janeiro.
Instituições constituintes do Sistema Ambiental do Estado do Rio de Janeiro. Fonte: www.semads.rj.gov.br. em 26/7/2003.
Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente – FEEMA, Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas – SERLA, Fundação Instituto Estadual de Florestas – IEF.
Comissão Estadual de Controle Ambiental – CECA,
Comissão Permanente para o Desenvolvimento Sustentável do Estado do Rio de Janeiro – CODESUS/RJ .
Conselho Estadual de Meio Ambiente – CONEMA, Conselho Gestor da Baía de Guanabara,
Conselho Estadual de Recursos Hídricos, Conselho Deliberativo do PROSANEAR Conselho Estadual de Política Urbana,
Conselho Gestor das Águas da Lagoa Rodrigo de Freitas e Praias da Zona Sul do Município do Rio de Janeiro.
Companhia Estadual de Águas e Esgoto – CEDAE. Instituto Estadual de Engenharia e Arquitetura – IEEA Fundo Estadual de Controle Ambiental – FECAM, Fundo de Desenvolvimento Metropolitano – FDM, Fundo de Programas e Projetos Prioritários – FPPP, Fundo Estadual de Recursos Hídricos.
No Sistema Ambiental do Estado do Rio de Janeiro, a Comissão Estadual de Controle Ambiental – CECA, órgão colegiado, subordinado diretamente ao Secretário de Meio Ambiente, coordena, supervisiona, e controla a utilização racional do meio ambiente (www.semads.rj.gov.br/CECA em 20/6/2003). Em sua estrutura, conta com duas Câmaras: a de Normatização e a de Licenciamento e Fiscalização.
À Câmara de Normatização, presidida pelo Secretário de Meio Ambiente, compete:
• Implementar, mediante regulamentação, representada por Deliberação, publicadas no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, as diretrizes gerais e específicas da Política Estadual de Controle Ambiental;
• Baixar, na forma do disposto no Decreto nº1.633, as Instruções Normativas, diretrizes e outros atos complementares necessários ao perfeito funcionamento do Sistema de Licenciamento de Atividades Poluidoras – SLAP;
• Deliberar sobre matérias que lhe sejam submetidas por seu Presidente
À Câmara de Licenciamento e Fiscalização, presidida pelo Subsecretário de Meio Ambiente, compete:
• Determinar a expedição das Licenças Ambientais, estabelecidas suas condicionantes e restrições ou denegar os requerimentos de licença;
• Aplicar as penalidades cabíveis aos infratores da legislação de controle ambiental, mediante apreciação dos Autos de Constatação lavrados pelos órgãos fiscalizadores;
• Dar solução final aos processos de licenciamento ambiental para os quais tenham sido convocadas audiências públicas na forma do artigo 6 da Lei nº1.356 de 3 de outubro de 1988.
Da análise das competências das duas Câmaras integrantes da estrutura da CECA, constata-se sua presença e importância na Gestão Ambiental do Estado do Rio de Janeiro.
O órgão ambiental do Estado do Rio de Janeiro é a FEEMA, criada em 1975 com a fusão da SANERJ com a SURSAN, conforme anteriormente abordado. A FEEMA vem, ao longo dos últimos vinte anos, sofrendo perdas significativas na sua capacidade de atender às demandas ambientais do Estado (MMA, 2001). Seus objetivos são (www.semads.rj.gov.br/FEEMA.asp em 26/7/2003):
• Medir, conhecer e controlar a poluição, adotando medidas para o seu equacionamento, limitação e divulgando, o mais amplamente possível, os resultados desses trabalhos;
• Sugerir à CECA (Comissão Estadual de Controle Ambiental) as medidas necessárias ao controle da poluição e à proteção do meio ambiente;
• Promover pesquisas e estudos técnicos, de modo a contribuir para o desenvolvimento de tecnologias nacionais no âmbito ambiental;
• Constituir-se em centro de documentação para sistematizar e divulgar conhecimentos técnicos;
• Desenvolver programas educativos que concorram para melhor compreensão social dos problemas ambientais;
• Promover a coordenação de esforços entre entidades públicas ou privadas que atuem direta ou indiretamente no controle ambiental.
Como órgão técnico da CECA, a FEEMA é responsável pelo monitoramento da qualidade ambiental no Estado do Rio de Janeiro, pelo licenciamento de atividades e pela fiscalização ambiental.
Dentro ainda de suas prerrogativas legais, a FEEMA orienta a iniciativa privada no sentido de utilização racional do meio ambiente, assessorando, ao mesmo tempo, o poder público na formulação de uma política ambiental adequada à melhoria da qualidade de vida da população.
Para alcançar esses objetivos, a FEEMA tem o organograma apresentado no quadro 5. Da estrutura da Secretaria do Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano constam ainda, com atribuições executivas relativas à preservação ambiental, a Superintendência Estadual de Rios e Lagoas - SERLA e o Instituto Estadual de Florestas - IEF, sendo exclusiva da FEEMA a competência para o licenciamento ambiental.
A SERLA (www.serla.rj.gov.br/quem.htm em 26/7/2003), voltada mais especificamente para a verificação dos aspectos ligados à disponibilidade de recursos hídricos, ao uso do solo nas vizinhanças de rios e lagoas e a proteção física destes corpos de água, tem as seguintes competências:
• análise de pedido de Outorga do Uso da Água, de modo a garantir o uso múltiplo da água e a preservação ambiental;
• elaboração de Projetos de Alinhamento de Rios e de Orla de Lagoas e a demarcação de faixas marginais de proteção (FMP);
• elaboração de Estudos, Projetos e Planos Diretores de Recursos Hídricos;
• realização de obras de Controle de Cheias, Combate à Erosão, Regularização e Desobstrução;
• execução de intervenções visando a defesa e proteção dos corpos d’água e de mananciais;
• autorizações e licenças de obras e serviços que interfiram no corpo d’água;
• fiscalização da ocupação marginal de rios e lagoas, do fluxo das águas e da exploração de areia.
Quadro 5. Organograma Geral da FEEMA.
A SERLA constantemente se vê envolvida em trabalhos em que o viés ambiental é fortemente dominante como, no momento, a manutenção da estanqüeidade do dique de rejeitos da Massa Falida da Ingá Mercantil às margens da Baía de Sepetiba no Município de Itaguaí. A ela cabe também cuidar da preservação, manutenção ou restauração das matas protetoras de corpos de água, como as matas ciliares, das condições de escoamento de rios e canais providenciando sua dragagem quando necessário, verificação das condições da calha dos rios, principalmente, quando da mineração nestes locais de areia para construção em geral. Em inúmeros casos tem sido chamada para assessorar à FEEMA em situações do dia a dia vividas por aquela Fundação.
O Instituto Estadual de Florestas, criado pela Lei nº 1.071 de 18 de novembro de 1986, tem os objetivos que se seguem (www.semads.rj.gov.br/IEF.asp em 26/7/2003):
• promover a conservação e a proteção dos ambientes naturais do Estado do Rio de Janeiro;
• propor a criação, promover e administrar Unidades de Conservação do Estado do Rio de Janeiro;
• promover a conservação dos solos e dos recursos hídricos;
• fazer cumprir diretamente ou por delegação, a legislação federal e estadual sobre florestas e mananciais;
• promover, orientar e fiscalizar as atividades de reflorestamento no Estado;
• promover a adoção de medidas para a preservação e combate a incêndios e outras que forem necessárias para preservar a integridade das florestas do Estado;
• promover, coordenar e desenvolver estudos técnico-científicos, jurídicos e econômicos para melhoramento, defesa, ampliação, aproveitamento e exploração racional do patrimônio florestal e de seus produtos e subprodutos;
• promover atividades educativas para a formação de uma consciência coletiva conservacionista e de valorização da natureza;
• assessorar e cooperar com indivíduos, comunidades, entidades ou órgãos governamentais, em assuntos relacionados à conservação da natureza;
• participar da avaliação de impactos ambientais.
O IEF, em diversas ocasiões, tem sido chamado a assessorar a FEEMA no seu campo de especialização.
Por fim, a criação de um novo contexto institucional para o gerenciamento de recursos hídricos no país – a ANA e seus correspondentes nos Estados – traz a possibilidade de se entrelaçar os enfoques qualidade e quantidade quando da gestão integrada dos recursos hídricos.
No plano institucional, os órgãos que, de alguma forma, executam, no segmento ar, ações de monitoramento e de controle da qualidade de emissões e da qualidade ambiental, tais como FEEMA e Departamento Estadual de Trânsito – DETRAN, firmaram convênio com a finalidade de trocar experiências e repassar recursos advindos do licenciamento anual de veículos. Entretanto, dada a complexidade do problema, onde a FEEMA tem a responsabilidade pelo monitoramento das fontes fixas e o DETRAN das fontes móveis (veículos), é fundamental um perfeito entrosamento do órgão de trânsito com a estrutura ambiental para que se chegue a bom termo os trabalhos relativos a esta área. Numa evolução da tratativa do problema, a situação ideal seria aquela em que estes estudos fossem elaborados por equipes de uma mesma instituição de forma que se evitasse a duplicação de esforços e houvesse um melhor entrosamento dos programas de melhoria da qualidade do ar.
CAPÍTULO 3