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A sustentabilidade através da reciclagem

2.1 – O que é reciclagem?

Alunos da Unicamp visitam central de reciclagem de resíduos

Imagem: Unicamp/ Divulgação

Reciclar significa reprocessar, reaproveitar materiais. É o retorno de materiais usados ao ciclo de produção para dar origem a novos materiais ou produtos. O conceito somente pode ser aplicado aos materiais que retornam ao seu estado original sem perder a sua integridade, podendo novamente ser transformados em novos produtos.

Reciclagem é diferente de reuso ou reutilização, como no caso do papel, que sofre um encurtamento nas fibras de celulose, não permitindo que o novo produto seja igual ao original. Já o alumínio pode ser reciclado de forma indefinida, sem a perda da sua integridade.

O viés ecológico da reciclagem surgiu há cerca de três décadas como alternativa diante do excesso de lixo produzido no planeta e os

problemas decorrentes do seu acúmulo. A reciclagem surgiu para quebrar um paradigma histórico.

Até o início dos anos 1970, acreditava-se que os resíduos produzidos em grande escala pela humanidade não serviam mais para qualquer uso, devendo ser descartados definitivamente na natureza.

A proliferação dos lixões com grande produção de gases e incêndios como consequência, a crescente poluição dos rios, mares e do solo, o surgimento de novas tecnologias capazes de criar produtos e embalagens descartáveis em grande escala, e o esgotamento das práticas de incineração e aterramento do lixo impuseram à humanidade o desafio de encontrar uma alternativa sustentável.

Essa mudança de conceito surgiu na esteira das novas propostas para enfrentar as consequências do primeiro choque do petróleo, quando as questões relacionadas ao meio ambiente passam a ser tratadas com mais atenção e rigor.

A preservação ambiental com vistas à sobrevivência humana no presente e no futuro era um tema cada vez mais recorrente na pauta do debate planetário, alertando sobre o aumento crescente do volume de lixo produzido sem a contrapartida de soluções efetiva.

Nesse contexto, surgiu a reciclagem de resíduos com a finalidade reprocessar os materiais descartados para reutilização. Esse processo envolve vários estágios, a começar pela separação do lixo na origem, ou seja, nas residências, selecionando e classificando os diversos tipos de materiais, a coleta seletiva e o processamento para utilização da matéria- prima obtida para a produção de novos produtos.

2.2 – A importância da coleta seletiva

A coleta seletiva é fundamental para a reciclagem de materiais e tem grande impacto na conscientização e educação ambiental, pois coloca as pessoas a par dos problemas relacionados ao lixo, mobilizando-as contra o desperdício dos recursos naturais e a poluição decorrente do descarte.

A coleta seletiva é a fase de seleção dos materiais. Consiste no recolhimento criterioso dos materiais recicláveis que foram descartados por pessoas ou pelas empresas. A separação é feita entre papéis, plásticos vidros, metais e orgânicos.

A coleta seletiva está dividida em domiciliar, postos de entrega voluntária, postos de trocas, e por meio de catadores autônomos ou associados em cooperativas.

A coleta domiciliar mobiliza a própria população, a começar pela separação do lixo em casa e através do recolhimento. Muitos municípios organizaram essa coleta criando uma frota de veículos especiais que percorrem os bairros em horários alternativos para recolher o lixo reciclável.

A coleta em postos de entrega voluntária se utiliza de cestos, contêineres ou depósitos localizados em determinados pontos da cidade para receber o lixo previamente separado. Esses recipientes são separados por cores que indicam onde descartar cada tipo de material.

Os postos de troca recebem os materiais reciclados e premiam quem os entrega com brindes ou produtos produzidos a partir da reciclagem. É uma estratégia muito usada pelas empresas que desejam dar visibilidade a seus projetos ambientais.

A coleta voluntária, feita por catadores autônomos ou agrupados em cooperativas de trabalho, tornou-se alternativa de trabalho e renda para milhares de pessoas, especialmente o recolhimento de latinhas de alumínio que são vendidas em centros de triagem. Essa atividade envolve trabalhadores informais e tem proliferado nos grandes centros urbanos.

Cores da Coleta Seletiva

Conforme mencionamos anteriormente, os materiais coletados são agrupados por classe. A padronização criada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para os recipientes é a seguinte:

Fonte: Conama Principais: Azul – papel Vermelho – plástico Verde – vidro Amarelo – metal

Complementares:

Preto – madeira

Laranja – resíduos perigosos

Branco – resíduos ambulatórios e de serviços de saúde Roxo – resíduos radioativos

Marrom – resíduos orgânicos

2.3 – Materiais que podem ser reciclados

Imagem: Alcoa/Divulgação

A poluição causada pelo lixo é provocada pela saturação do meio ambiente, que não dá conta de absorver os resíduos. A reabsorção dos resíduos pelo meio ambiente é um processo natural que, por si só daria conta da limpeza do planeta em condições normais. Mas com o aumento populacional, a produção de lixo passou a ocorrer em escala cada vez maior.

O acúmulo cada vez maior de lixo na natureza compromete a decomposição natural, ocasionando a poluição. Como se isso não bastasse, a maior parte do lixo que produzimos é composta de embalagens e produtos industrializados produzidos em larga escala.

Para termos uma noção da complexidade do processo de reabsorção dos materiais pelo meio ambiente, relacionamos a seguir os materiais e o tempo que cada um demora para se decompor:

Resíduos Tempo de decomposição

Papéis 3 a 6 meses Lixo Orgânico 6 a 12 meses Plásticos Mais de 100 anos Vidros Mais de 4 mil anos Metais Não se decompõem

Materiais não recicláveis

Todos os materiais que podem ser transformados em um novo produto sem a perda da sua integridade são considerados recicláveis.

Se esse material não retorna ao seu estado inicial após a reciclagem, ele não é reciclável. Por exemplo, o processamento do vidro devidamente limpo e livre de embalagens adesivas e outras impurezas resultará em vidro novamente.

Portanto, o vidro é um material reciclável. Já uma pilha ou bateria não podem ser reciclados, pois seu processamento resultaria na liberação de diversas substâncias altamente poluentes e nocivas à saúde e impossíveis de serem reaproveitados.

Outro aspecto importante quando abordamos a reciclagem é a tecnologia envolvida. As tecnologias aplicadas à reciclagem no Brasil são diferentes daquelas adotadas em outros países. Por isso, alguns materiais que não são passíveis de reciclagem no país podem perfeitamente ser reprocessados em outros países.

Um exemplo são as fraldas descartáveis, que no Brasil ainda não podem ser recicladas por falta de tecnologia apropriada, diferente dos Estados Unidos e alguns países da Europa, onde são perfeitamente reprocessados.

Confira na tabela abaixo os materiais que podem e que não podem ser reciclados no Brasil:

Papéis

Reciclável Não Reciclável

Folhas e Aparas de papel Adesivos Jornais Etiquetas Revistas Fita Crepe Caixas Papel Carbono Papelão Fotografias Formulários de computador Papel Toalha Cartolinas Papel Higiênico Cartões Papéis engordurados Envelopes Papéis metalizados Rascunhos escritos Papéis parafinados Fotocópias Papéis plastificados Folhetos Papel de fax

Impressos em geral Tetra Pak

Cuidados: Para que a reciclagem seja viável, os papéis devem estar secos, limpos (sem gordura, restos de comida, graxa, entre

outras) e de preferência não amassados. As caixas devem estar desmontadas, apenas por uma questão de otimização de espaços em seu armazenamento.

Metal

Reciclável Não Reciclável

Latas de alumínio Esponjas de aço

Latas de aço em geral Latas de tinta ou veneno Ferragens Latas de combustível Canos Pilhas

Esquadrias Baterias Arame

Cuidados: Devem estar limpos e de preferência reduzidos de tamanho (amassadas)

Plástico

Reciclável Não Reciclável

Tampas Cabo de panela Potes de alimentos Tomadas

Garrafas PET Adesivos Garrafas de água mineral Espuma

Recipientes de limpeza Teclado de computador Recipientes de higiene Acrílicos

PVC Canetas Sacos plásticos Bijuterias

Brinquedos Botões de rádio Baldes

Observação: O isopor é um produto potencialmente reciclável, dependendo da localidade em que você se encontra.

Cuidados: Os potes e frascos devem estar limpos e sem resíduos para evitar a proliferação de insetos e ratos no local de armazenamento.

Vidros

Reciclável Não Reciclável

Potes de vidro Planos Copos Espelhos Garrafas Lâmpadas Embalagens de molho Cerâmicas Frascos de vidro Porcelanas

Ampolas de medicamentos Cuidados: Como os outros materiais, os vidros devem estar limpos e sem resíduos. Podem estar tanto inteiros quanto quebrados. Se quebrados devem ser embalados em papel grosso como jornal.

- Impedimentos para a reciclagem de materiais

Embora tenha surgido como alternativa para minimizar os impactos causados ao meio ambiente, a reciclagem tem um viés econômico.

Portanto, além de auto-sustentável e ambientalmente correto, todo projeto de reciclagem precisa dar retorno financeiro para a subsistência do empreendedor e para que seja atrativo como alternativa de investimento para as empresas.

Assim, o que impede determinados processos de reciclagem, em última análise, acaba sendo a viabilidade ou não do projeto do ponto de vista econômico.

Os materiais com alto custo de reciclagem, que coincidentemente são os mais danosos ao meio ambiente, normalmente não são atrativos para quem investe em reciclagem.

Por isso, a reciclagem de pilhas e baterias tem tão pouca adesão dos recicladores no Brasil. Esses materiais são um exemplo significativo de material cuja reciclagem demanda custo alto, a começar pelos investimentos necessários em tecnologias e emprego de mão de obra na sua desmontagem.

Além disso, sua composição contém diversos elementos e substâncias químicas altamente tóxicas à saúde e danosas ao meio ambiente.

Se nem todo lixo é passível de reciclagem, então qual a destinação correta para esses materiais?

O censo do Saneamento Básico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstra que 76% do lixo nos municípios brasileiros vão parar nos lixões, 13% em aterros controlados, 10% em aterros sanitários e apenas 1% é destinado à compostagem, reciclagem ou incineração.

A maior parte dos resíduos de um município, portanto, é despejada de forma indiscriminada nos lixões. Esses depósitos normalmente ficam distantes da zona urbana, a céu aberto, sem qualquer planejamento ambiental nem medidas preventivas à saúde pública.

Isso provoca a proliferação de vetores (ratos, baratas, aves), favorecendo a disseminação de doenças. São comuns as aglomerações urbanas improvisadas nas proximidades desses lixões, onde muitos trabalhadores informais atuam na separação e recolhimento de materiais para reciclagem de forma autônoma.

São famílias inteiras vivendo do lixo, que ficam expostas a doenças, sem acesso às mínimas condições de saneamento, saúde e habitação. Acrescente-se a isso o fato de que esses depósitos também servem para a criação de porcos e frangos, o que consiste em uma fonte adicional de doenças transmissíveis.

Do ponto de vista ambiental, os problemas se multiplicam, porque os lixões, sendo meros depósitos a céu aberto, não dispõem de nenhum sistema de drenagem dos líquidos decorrentes do acúmulo de resíduos diversos, que acabam escoando para os mananciais de água e contaminando também o lençol freático.

Os lixões também favorecem a formação de gases que contaminam a atmosfera e são passíveis de provocar a incineração dos materiais.

Já os aterros sanitários consistem em uma estratégia limpa de destinação do lixo urbano, a começar pelo fato de que os resíduos são cobertos com aterros. Nesse caso, os resíduos sólidos urbanos, incluído o lixo recolhido das residências oferecem mais segurança em relação ao meio ambiente e à saúde pública.

O sistema alterna uma camada de resíduos e uma camada de terra. Esse sistema, se conduzido de forma adequada, possui todo o planejamento que não existe nos lixões.

O aterro sanitário conta com um bom planejamento prévio sobre o impacto ambiental. No espaço em que vai ser instalado, são feitos estudos do solo para verificar a sua composição e capacidade de impermeabilidade, pois o solo muito permeável favorece a infiltração de líquidos e a contaminação do mesmo e das águas subterrâneas.

Ao ser projetado o aterro, o solo é impermeabilizado e são construídos reservatórios para captar os dejetos líquidos decorrentes do material acumulado para tratamento e correta destinação. O acúmulo de gases combustíveis são canalizados para a queima ou para a produção de energia.

Ao contrário dos lixões, que ficam a céu aberto e em áreas de livre acesso, o aterro sanitário é uma área controlada, inclusive com pesagem prévia dos resíduos e acesso restrito aos profissionais envolvidos no projeto.

O regramento existente sobre essa modalidade de depósito determina que eles devem ser instalados à distâncias mínimas de 200 metros de áreas

alagadiças, lagos, rios e banhados. O controle para que não ocorra a contaminação da água subterrânea é feito regularmente por meio de poços para monitoramento.

O aterro controlado, por sua vez, não conta com impermeabilização prévia do solo, nem escoamento de líquidos ou dispersão de gases. Ainda que seja uma alternativa menos poluente do que os lixões, os aterros controlados estão longe de oferecer a segurança dos aterros sanitários.

Trata-se de uma área dividida por setores onde o lixo é depositado e, depois que todas as divisões estiverem preenchidas pelos resíduos, o local é vedado e aterrado para a utilização como área de lazer, a exemplo de parques e praças.

Outra alternativa de eliminação do lixo é a incineração dos resíduos para a redução em até 90% do seu volume e até 75% do peso. A chamada decomposição térmica também proporciona a eliminação do fator de contaminação do lixo, pois uma vez queimado, perde em grande parte suas propriedades de contaminação do solo e transmissão de doenças.

Esse processo se assemelha ao aterro sanitário nos aspectos de controle de riscos, com procedimentos de segurança desde a coleta e o transporte por prestadores credenciados até o tratamento final.

2.4 – Técnicas de reciclagem

O progresso tecnológico vem sendo redefinido no mundo para dar conta da sustentabilidade, conceito que se coloca como alternativa eficiente para o crescimento econômico sem danos, ou com danos minimizados ao ambiente natural.

Com isso, há novos conceitos industriais como a tecnologia limpa, a legislação verde, o consumidor consciente e, é claro, a cultura da reciclagem de materiais.

É certo que a reciclagem por si só não representa a solução para todos os problemas ambientais nem dá conta do reaproveitamento de materiais diante do volume de lixo que produzimos diariamente.

Se o reaproveitamento de materiais, ou seja, a reciclagem se apresenta como alternativa econômica sustentável por preservar as fontes de recursos naturais e minimizar a questão do lixo, por outro lado, essa atividade somente produz resultados significativos se desenvolvida de forma correta e em grande escala.

Também é decisiva a questão econômica, pois a exigência de tecnologias e de mudança de comportamento necessários em todos os seus estágios podem reduzir o interesse empresarial pela reciclagem.

O desafio da sociedade contemporânea é viabilizar a reciclagem como atividade econômica lucrativa para atrair o interesse dos grupos econômicos e o setor industrial. Em pequena escala, a reciclagem já se mostra um grande negócio, assim como a temática da sustentabilidade tem sido adotada como marketing por muitas empresas.

No caso de alguns materiais, a viabilidade econômica já é realidade em pequena e média escalas. Confira a seguir alguns materiais recicláveis cujo processo de reaproveitamento é fonte geradora de renda para milhares de famílias e alvo de investimentos em tecnologias e políticas públicas:

- Reciclagem de papel

A produção de uma tonelada de papel consome cerca de 20 árvores adultas e 100 mil litros de água. Além da preservação das florestas, o reaproveitamento do papel representa uma economia de até 70% no consumo de energia elétrica e um reduzido consumo de água.

Depois de selecionado e acondicionado em fardos, o papel segue para a comercialização. É vendido para as indústrias de papel para ser utilizado como matéria-prima na produção de papel novo. O resultado da reciclagem é a produção de papel-toalha, guardanapos, lenços de papel, papel higiênico e papel para impressão. A indústria gráfica se utiliza de papeis reciclados para produzir cadernos, livros, caixas e embalagens.

- Reciclagem de plástico

A adoção de plásticos para embalagens começou a proliferar nos anos 1950. Até então, utilizava-se predominantemente o papel e o papelão para embalar materiais sólidos. Até as compras que as pessoas faziam diariamente eram acondicionadas em cartuchos de papel e o leite, ao invés de sacos ou garrafas plásticas, era acondicionado em garrafas de vidro.

Com os avanços dos processos tecnológicos que proporcionaram a produção de novos materiais, com grande economia de recursos financeiros, passaram a predominar as embalagens plásticas e de outros materiais sintéticos.

Os problemas ambientais ocasionados pelo descarte desses materiais na natureza, no entanto, estão forçando um caminho de volta.

Em alguns grandes centros urbanos, rejeita-se o uso do plástico para embalagens com soluções domésticas como levar sua própria sacola ao ir

ao supermercado ou à feira ou preferir sacos de papel para embalar produtos secos.

A reciclagem do plástico, no entanto, tem se apresentado com uma solução, evitando que boa parte desses materiais vá parar nos lixões e aterros sanitários. A reciclagem de plástico tem merecido investimentos da indústria e o seu processo é extremamente simples, embora exija investimentos em tecnologia apropriada.

Primeiro o material plástico é separado de forma manual, passa pela moagem ou trituração até se transformar em massa.

Depois de seco, o plástico passa pelos processos de extrusão e aglutinação para ser transformado em novos produtos como mangueiras, solados de calçados, tomadas e interruptores de eletricidade, baldes e acessórios.

- Reciclagem de vidro

A reciclagem de vidro em escala industrial está em atividade no Brasil desde meados da década de 1980, sendo que a coleta de vidros e garrafas para reprocessamento em escalas menores acontece no país desde os anos 1960.

O Brasil produz aproximadamente 900 mil toneladas de vidro por ano. Desse total, 25% são produzidos por meio da reciclagem e o vidro responde por 3% do total de resíduos urbanos.

O vidro coletado é selecionado, passa pelos processos de descontaminação e moagem para depois ser reaproveitado na fabricação de novos vidros.

Os fornos de fundição do vidro representam um gasto considerável com energia, já que o material depende de temperaturas constantes que podem chegar a 1,6 mil graus centígrados para se fundir. Esses fornos são mantidos à base de óleo combustível, gás natural ou mesmo energia elétrica.

O gasto de energia é maior na etapa de fusão dos minerais para a produção do vidro representa o maior gasto de energia do processo. Por isso, a reciclagem representa uma economia de até 80% de energia, entre outros benefícios.

- Reciclagem de metais

O reprocessamento dos metais por meio da fundição já era uma prática adotada bem antes da popularização dos conceitos de reciclagem de

materiais. A fundição permite o reaproveitamento de peças defeituosas ou impuras e os diversos tipos de sucatas metálicas como base para a produção de novas peças.

A reciclagem de metais, assim como a do vidro, é altamente produtiva, resultando em economia, redução de custos operacionais e de energia, além de retorno significativo em termos de impacto ambiental.

A maior vantagem é em relação ao consumo de energia que, na produção do metal, é alto devido à necessidade de partir os minérios metálicos para a fabricação de peças metálicas. Na reciclagem, as peças são obtidas a partir do metal já existente, não sendo necessário o alto gasto de energia para a produção a partir de minérios.

As latas de alumínio são um exemplo representativo do alto custo- benefício da reciclagem de metal. O Brasil recicla mais de 95% das latas de alumínio e o processo de reciclagem demora, em média dez dias.

Para efeito de comparação, alguns países europeus obtiveram avanços na última década, mas mesmo assim conseguem reciclar até 60% das latas. A França recicla 40% e a Grécia recicla 36%.

Mas há países com melhor desempenho que o Brasil na reciclagem de latinhas de alumínio como a Noruega, que obtém o reprocessamento de 92% e da Suiça, com 90%.

O maior consumidor de produtos embalados nessas latinhas são os Estados Unidos que, no entanto, recicla pouco mais da metade do lixo que produz, com uma média de 800 mil dessas embalagens por ano.

Assim como o vidro, o metal pode ser integralmente reciclado e a variedade dos metais mobiliza as indústrias de grande porte pela demanda

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