• Nenhum resultado encontrado

MATERIAL E METODO

3. MATERIAL E METODa

3.2.2. ABORDAGEM CIRURGICA

Descreve-se, a segulr, a abordagem clrurglca dos caes do Grupo II (Flg. 3).

- A reglao clrurglca fOl llmpa com uma solu~ao degermante de pollvlnllplrrolldona-lodo (Povldlne Degermante@, Darrow) e procedeu-se

a

antlssepsla com tlntura de poll vlnllplrroll-dona-lodo (Povldlne Tlntura@, Darrow); fOl felta a coloca~ao de campos.

- Inclsao medlana, de pele e tecldo celular subcutaneo, lnlclando-se no ni vel do apendlce xlf6lde, termlnando no nivel do osso pUblS (lnclsao xlfopublca) e hemostasla com cauterlo eletrlco (Valleylab SSE 2-K, Boulder, Colorado);

fOl felta a coloca~ao de campos secundarlos.

- Abertura da cavldade perltoneal com exame da mesma.

- Afastamento cranlal das cavldade abdomlnal.

- Sec~ao do perlt6nlo posterlor, ap6s pln~amento duplo, com duas pln~as hemostatlcas, pelo flanco dlrelto da aorta.

- Dlsseca~ao romba e cortante para llberar a aorta ate a

(

al~as lntestlnals, para fora da

vlsuallza~ao da vela cava lnferlor, das lliacas (Flg. 4a)

arterlas renalS e

- Falsas llgaduras (tornlquete) das arterlas lombares e mesenterlca lnferlor, com flO do tlpO Seda 1 preta tran~ada 45 cm (Seda@, Ethlcon).

- InJe~ao de heparlna (Llquemlne@, Roche),E.V., na dosagem de 0.5 ml/Kg de peso do anlmal (50 U. I. /Kg) , como solu~ao antlcoagulante.

Flgura 3 - Ilustra~ao do transplante heterot6plcO de enxerto valvar a6rtlco hom61ogo na aorta lnfrarenal .

..

Flg. 4a Flg. 4b

Flgura 4 a) Vlsta do campo clrurglco.

b) Anastomose da aorta proxlmal com 0 enxerto hom61ogo.

- Ap6s a clrcula~ao da mesma (1 mlnuto), coloca~ao de pln~as a6rtlcas ("pln~as de DeBakey CL3.SSlcas") dlstalmente as arterlas renalS e proxlmalmente as lliacas.

- Sec~ao da aorta, entre as duas pln~as, com tesoura, em toda a sua extensao longltudlnal.

- Anastomose termlnotermlnal da por~ao proxlmal da aorta abdomlnal com a por~ao proxlmal do enxer~o hom61ogo, com flO pollproplleno azul, monofllamen~ado, com agulha 2

"Atraloc" 1,5 cm (Prolene 5-0@, Ethlcon) (Flg. 4b).

- Anastomose termlnotermlnal da por~ao dlstal da aorta abdomlnal com a por~ao dlstal do enxerto hom61ogo, com flO pollproplleno azul, monofllamentado, com agulha 2 "A~raloc"

1,5cm (Prolene 5-0@, Ethlcon) Antes do ~ermlno da sutura,

Slmultaneamente, de s6dlO a 10%

a pln~a dlstal e aberta, e lnfundldo

para a blcarbonato

retlrada de ar.

(Blcarbonato de S6dlO, Hiplex), na dose de 1 mEq/Kg de peso do anlmal.

- Llbera~ao da pln~a proxlmal, hemostasla local e fechamento do perlt6nlo aClma da aorta e do enxerto hom61ogo a6rtlco com flO do tlpO Seda 1 preta tran~ada 45 cm (Seda@, Ethlcon)

(Flg. 5) .

- Coloca~ao das al~as lntestlnals na cavldade abdomlnal.

- Hemostasla geral e sintese da parede abdomlnal por pianos anat6mlcos, com flO de pollglactlna 910 vloleta tran~ado 70 cm e agulha "Atraloc" 4,0 cm ( Vycrll 2-0@, Ethlcon), e flO de pollglactlna 910 vloleta tran~ado com cobertura de calclo absorvivel 70 cm e agulha "Atraloc" 2,5 cm ( Vycril 3-0@, Ethlcon).

- Curatlvo local.

-.

Flgura 5 - Aspecto flnal do enxerto homalogo lmplantado_

3.2.3. CONTROLE POS-OPERATORIO

..

o

anlmal permaneceu na sala de clrurgla, ao termlnO da mesma, ate 0 completo restabeleclmento de suas funyoes, sendo

ldentL[ lcado com uma colelra numerada. Logo apas fOl levado ao blOterlO. Prescreveu-se urn JeJum de 12 h, seguldo de dleta liqulda

(soluyao ayucarada de lelte e agua) por 30 h e dleta Ilvre padrao a partlr do segundo dla pas-opera tarlo. No exame clinlco dlarlo dos anlmals, observou-se a ferlda clrurglca, os pulsos femorals e as possivels compllcayoes.

3.2.4. TECNICA DE EXPLANTE DAS VALVAS

o

preparo do cao e a abordagem clrurglca para explante das valvas fOl felto do modo que se descreve a segulr.

- JeJum para allmentos salldos de 12 h e allmentos liquldos de 6 h antes da CJrurgla; aferlyao do peso do anlmal.

da soluyao de (Thlonembutal@, - Trlcotomla da reglao operat6rla e de velas perlferlcas(face

anterlor e lateral das patas dlantelras e face externa das patas traselras) na sala de clrurgla.

- Colocayao 0 anlmal em decublto dorsal na mesa de clrurgla.

- Acesso a uma vela superflclal com um cateter lntravenoso e colocayao de uma lnfusao sallna lsotonlca.

- Admlnlstrayao de 15 mg/Kg de peso do anlmal tlobarblturato (l-metll-butll) etll s6dlCO Abbott), como soluyao anesteslca.

- Entubayao orotraqueal, com sonda de nelaton e forneclmento de oXlgenlo.

- Manutenyao da aneSLeSla com 1/3 das doses lnlClalS de Thlonembutal@.

- A reglao clrurglca e llmpa com soluyao degermante de pollvlnllplrrolldona-lodo (Povldlne Degermante@, Darrow) e procede-se

a

antlssepsla com tlntura de pollvlnllplrrolldo-na-lodo (Povldlne TlnLura@, Darrow); fOl felta a colocayao de campos.

- Inclsao medlana, de pele e tecldo celular subcutaneo, lnlCl-ando-se sobre a Clcatrlz clrurglca anterlor, e hemostasla

com cauterlo eletrlco ( Valleylab SSE 2-K, Boulder, Colorado); fOl reallzada a colocayao de campos secundarlos.

Abertura da cavldade perltoneal e sua lnSpeyao para a observayao de aderenclas lntraperltonlals (Tabela I).

- Afastamento cranlal das alyas cavldade abdomlnal.

lntestlnals, para fora da

Abertura do perltonlo posterlor, atraves da lnclsao

preVla; observayao do hematoma em volta do enxerto hom6logo (Tabela I).

- DlSSeCayao romba e cortante das aderenclas, para llberar a aorta.

- Confecyao de duas bolsas, com flO pollproplleno azul mono-fllamentado com agulha 2 "Vlslblack" 1,3 cm (Prolene 6-0@, Ethlcon), na parede da aorta natl va, proxlmal e dlS Lalmente ao enxerLO hom6logo .

- Introduyao de um cateter, tlpo Aboccath@, em cad a uma das bolsas, para medlda slmultanea das pressoes, por lDtermedlO de um manometro de mercurloi reglstro das pressoes.

- Admlnlstrayao de uma soluyao de KCI 19,1%, na concentra-yao de 5 amp/100ml S.F., ate a parada cardiaca em asslsLolla.

- Llgadura da aorta, proxlmal e dlstalmente ao enxerto hom6logo, com flO do tlpO Seda 1 preta tranyada 45 em (Seda@, Ethlcon) .

- Secyao da aorta entre a llgadura proxlmal e a llgadura dlstal. Retlrada desta peya, que lnclul a aorta natlva do cao nos dois extremos do enxerto hom6logo.

- Colocayao das alyas intestlnals na cavldade abdomlnal.

Sintese da parede abdomlnal por pIanos anatomlcos, com flO de pollglactlna 910 vloleta tranyado 70 cm e agulha

"Atraloc" 4,0 cm (Vycrll 2-0@, ELhlcon), e flO de pollgla-ctlna 910 vloleta tranyado com cobertura de calclo absorvivel 70 cm e agulha

Ethlcon) .

"Atraloc" 2,5cm (Vycrll 3-0@,

TABELA I - Classlflcayao das aderenclas da cavldade abdomlnal e hematoma ao redor do enxerLO.

o

Presentes sem ser posslvel debrldar

Hematoma Retroperltonlal Ausencla

Presente

Presente, com dlstensao do perltoneo que recobre a

a~astomose proxlmal Presente, com dlstensao do

perlt6neo que recobre as duas anastomoses Presente e com lnflltra~ao

na cavldade abdomlnal

3.3. ANALISE DOS ENXERTOS VALVARES AORTICOS HOMOLOGOS.

segulntes enfase ao

as explantadas ectosc6plCO da

foram examlnadas, tendo-se dado valva. Foram reglstrados os

pressao na aorLa proxlmal e dlsLalmeDLe ao enxerLO valvar hom6logo a6rLlco;

aparencla e conslstencla da parede lnterna da aorta do enxerto hom6logo ap6s a abertura da peya, no sentldo longltudlnali

aparencla e conslstencla das lascineas da valva a6rtlca do enxerto hom6logo;

anallse das SULuras.

..

RESULTADOS

4. RESUL TADOS

Os anlmalS do Grupo I (obs. 1,3,5,7,9,11,13,15,17,19), que foram sacrlflcados e dos quals foram retlrados os cora<;:oes, apresentaram um peso medlo de 5,55 I 1,75 Kg Destes, 70% eram do

dlametro medlo de 11,8 I 1, 4 mm, sendo

hom61ogos sexo mascullno. Os enxertos a6rtlcos

que 40%

apresentaram um tlnham 3 6stloS coronarlanos, em tres casos salndo do selO de Valsalva da lascinea coronarlana dlrelta (obs. 3,5,19) e em um caso, da esquerda (obs. 9). A retlrada do cora<;:aodos caes deste grupo fOl reallzada, em medla, em 17,3 I 6,0 mln, e 0 preparo

hom610go em 23,5 I6,0 mln (Tabela II).

do enxerto valvar a6rtlco

TABELA II - Caracteristlcas dos caes do Grupo I.

Obs. Peso Sexo Dlarnetro do Nurnero de

(Kg) enxer~o horn61ogo 6StlOS

(mm) coronarlanos

1 6,0 Fern 12 2

3 5,0 Masc 11 3 C.D. )

5 10,0 Masc 12 3 C.D. )

7 5,5 Fern 10 2

9 6,0 Fern 15 2

11 5,5 Masc 10 2

13 5,0 Masc 11 3 ( C E. )

15 5,0 Masc 13 2

17 4,0 Masc 12 2

19 3,5 Masc 12 3 ( C D )

Os anlmalS do Grupo II obs. 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20) , que foram submetldos ao lmplante do enxerto valvar a6rtlco hom610go na aorta abdomlnal, eram do sexo mascullno em 50% dos casos e apresentaram urn peso rnedlo de 11, 9 I 2,3 Kg. A aorta abdomlnal

destes anlmalS tlnha, em medla, urn dlametro lnterno de 8,8 i 1,2 mm (Tabela III).

TABELA III - Caracteristlcas dos caes do Grupo II.

Obs. Peso Sexo Dlarne<:ro

(Kg) da Aorta (rom)

2 10 Fern 8

o

tempo de clrurgla, conslderado desde a lnClsao da pele ate ao flnal do fechamento da mesma, fOl de 121,0 i 30,0 mln. 0 tempo de pln<;:amento da aorta abdomlnal fOl de 37,6 i 13,3 mln. Na abertura das pln<;:as,0 sangramento total observado fOl de 27,0 ml (0 - 80)

(Tabela IV) Em quatro caes obs. 2,4,10,14) o conduto llnfatlco fOl llgado, durante 0 ato clrurglco, por lesao durante a dlsseca<;:ao da aorta, sem repercussao no periodo p6s-operat6rlo.

TABELA IV

-

Caracteristlcas da clrurgla dos caes do Grupo II.

..

Obs. Tempo (rnln) de Sangrarnento

Clrurgla Plncarnento da Ao. Transoperatorlo

2 180 51 30

I

Na evolu<:;:aop6s-operat6rla lmedlata (prlmelras 48 horas), todos os caes tl veram uma boa recupera<:;:ao, sendo que lnlClaram a deambula<:;:aoap6s a oltava nora,

a

exce<:;:aodas observa<:;:oes 8 e 20, que levaram 18 horas para deambular. No restante do periodo de observa<:;:ao(30 dlas), a evolu<:;:aofOl boa, sendo os caes submetldos a uma avalla<:;:aodlarla da lnClsao clrurglca e dos pulsos femorals.

o cao da observa<:;:ao10 apresentou, no quarto dla p6s-operat6rlo, uma lnfec<:;:aodo olho dlrel to, compa ti vel com con] untl Vl te, tendo sldo tratado por sete dlas com colirlo de gentamlclna. 0 mesmo cao apresentou delscencla de ferlda clrurglca, no seu ter<:;:osuperlor, no setlmo dla p6s-operat6rlo, tendo granulado sem tratamento especiflco. Na data do sacrlficlo a ferlda encontrava-se completamente granulada.

Todos os caes foram sacrlflcados no trlgeslmo dla p6s-operat6rlo, exceto tres (obs. 4,8,16) Na observa<:;:ao nO 4, 0

cao fOl a 6bltO no 10° dla p6s-operat6rlo, tendo sldo observada, na aut6psla, necrose da porcao dlstal do lntestlno delgado e do c6lon ascendente. Es te cao, no dla anter lor ao 6bl to, apresentava uma ferlda clrurgica em boas condl<:;:oese ambos os pulsos lliacos presentes e palpavels. Na observa<:;:aon° 8, 0 cao fOl sacrlflcado no

14° dla p6s-operat6rlo por apresentar delscencla da lnclsao clrurglca, na sua por<:;:aosuperlor. Por esta delscencla, de tres centimetros de extensao, observou-se saida de epiploon, em consequencla de uma lnfec<:;:ao.Este cao apresentou, no dla do sacrificlo, pulsos lliacos palpavels, tendo sldo medldas, antes, as pressoes na aorta proxlmal e dlstalmente ao enxerto valvar a6rtlco hom6logo, que demonstraram urn gradlente de 10 mm Hg (Tabela VI). Na observa<:;:aon016, 0 cao fUglU do bloterlo no 25° dla p6s-operat6rlo, sendo que, no dla anterlor, apresentava boa clcatrlza<:;:aoclrurglca e pulsos femorals normalS.

AnLes do sacrlficlo Lodos os caes foram pesados (medla de 12,8 :!: 2, 6 Kg), tendo havldo urn ganho ponderal medlo de 0, 9 Kg. No ato clrurglco, para 0 sacrlficlo destes caes, todos eles apresentaram aderenclas em varlos graus, e fOl tambem anallsado 0

hematoma retroperl tonlal, como lndlca a Tabela V. Em nenhum dos casos 0 hematoma comprometeu 0 dlametro lnterno da aorta

abdomlnal, ou do enxerto hom610go, nao provocando por Sl qualquer compressao externa.

TABELA V - Caracteristlcas dos caes quanto a aderenclas na cavldade abdomlnal e hematoma ao redor do enxerto.

Obs.

As pressoes foram medldas em nivel da aorta abdomlnal proxlmal e dlstalmente ao enxerto hom610go, em todos os caes,

a

em que as mesmas foram medldas durante a reallza<;:ao de um estudo hemodlnamlco. 0 gradiente medlo entre as pressoes proxlmal e dlstal fOl de 2,5 t 4,6 mm Hg, sendo que em 75%

nao houve gradlente algum.

TABELA VI Pressoes na aorta abdomlnal proxlmal e dlstalmente ao enxerto hom610go.

Obs. Pressao na Aorta (rom Hg) Gradlente PressorlCO (rom Hg) Proxlmal Dlstal entre Ao. Proxlmal e Dlstal

,

2 98 98 0

Todos os enxertos valvares a6rtlcos hom610gos foram

...

retlrados, ap6s 0 sacrlficlo dos caes, bem como 3 a 4 cm de aorta

abdomlnal proxlmal e dlS talmente aos mesmos. Em nenhum caso se observou calclflca<;:ao, quer da parede da aorta quer das cuspldes coronarlanas. As suturas entre a aorta e 0 enxerto hom610go nao apresentaram nenhuma solu<;:ao de contlnuldade,

boas condl<;:oes.

encontrando-se em

TABELA VII - Caracteristlcas dos enxertos explantados em rela<;:ao as cuspldes.

Obs Cuspldes

Dlrelta Esquerda Nao-Coronarlana

2 L L,H PF

4 L L F

6 L L F

8 L L F

10 R, f, T R, f, T PF, T

12 L L F

14

16 L L F

18 L L F

20 L L F

Legenda: :-flbrosada F-fl~a PF-parclalrnente flxa

H-hernatorna. L-llvre R-retralda T-trornbosada

As cuspldes, em todos os casos, apresentaram-se normalS, sem retra<;:ao e/ou flbrose, ao exame macrosc6plCO, a exce<;:ao das observa<;:oes 2 e 10; no prlmelro caso, as cuspldes encontravam-se normalS e observou-se a presen<;:a de trombo entre as cuspldes dlrelta e esquerda e, no segundo, retra<;:ao e flbrose das cuspldes, com a presen<;:a de trombos organlzados nos tres selOS de Valsalva

(FlgS. 6 e 7).

Flgura 6 - Avallacao das cuspldes do enxerto hom61ogo da obs. 12.

Flg. 7a Flg. 7b

Flgura 7-a) Enxerto hom61ogo explantado da obs. nO 2.

b) Enxerto hom61ogo explantado da obs. nO 10.

,."

DISCUSSAO

'"

.,

'.

5. DrSCUSSAO

Nesta pesqulsa foram usados dOlS grupos de caes, em que os anlmalS do grupo receptor apresentavam peso duas vezes superlor, em medla, em rela<;:ao aos do grupo doador. FOl necessarlo conslderar este aspecto, tendo em vlsta que 0 dlametro da aorta ascendenLe sempre e malor que 0 da aorta abdomlnal.

A amos tra dos caes do Grupo I e homogenea, em rela<;:ao ao peso dos anlmalS e ao dlametro do enxerto hom6logo, VlStO 0 desvlo padrao de ambos ser pequeno. Esta amostra apresentou uma lncldencla de 40% de enxertos valvares a6rtlcos hom6logos com tres 6StlOS coronarlanos (Tabela II). Nestes casos (obs. 3,5,13,19), procedeu-se ao fechamento dos tres 6stloS pela parte lnterna do enxerto hom6logoi nos casos em que havla a presen<;:a de dOlS 6StlOS no selO de Valsalva da coronarla dlrelta (obs. 3,5,19), um deles dava orlgem a uma arterla pequena, que nao fOl llgada pela parte externai no caso da presen<;:a de dOlS 6StlOS no selO de Valsalva da coronarla esquerda (obs. 13), um deles dava orlgem

a

coronarla

descendente anterlor e 0 outro,

a

clrcunflexa, ambas llgadas pela parLe externa.

No Grupo II, os caes apresentaram a mesma homogeneldade, em rela<;:ao ao peso e ao dlametro da aorta abdomlnal, em decorrencla tambem de 0 desvlo padrao das duas varlavels ser pequeno (Tabela III). 0 transoperaL6rlo da clrurgla de lmplante da valva a6rtlca

hom6loga na aorta abdomlnal, a qual pode ser descrlta como

transplante heterot6plcO de um en){erto val var a6rtlco hom6logo, decorreu sem lntercorrenclas em Lodos os casos. Observou-se uma dlmlnul<;:ao no tempo de clrurgla, bem como no tempo de pln<;:amento da aorta abdomlnal ao longo deste estudo, sendo lStO consequencla da experlencla e entrosamento da equlpe clrurglca (Tabela IV).

Durante 0 ato clrurglco, quando da dlsseca<;:ao da aorta abdomlnal no espa<;:o retroperltoneal, em quatro casos houve lesao do conduto llnfatlco (obs. 2,4,10,14). Este esta locallzado

a

esquerda

5. DISCUSSAO

Nesta pesqulsa foram usados d01S grupos de caes, em que os anlmalS do grupo receptor apresentavam peso duas vezes superlor, em medla, em rela<;:ao aos do grupo doador. FOl necessarlo conslderar este aspecto, tendo em vlsta que 0 dlametro da aorta ascendente sempre e malor que 0 da aorta abdomlnal.

A amostra dos caes do Grupo I e homogenea, em rela<;:ao ao peso dos anlmalS e ao dlametro do enxerto hom610go, V1Sto 0 desvlo padrao de ambos ser pequeno. Esta amostra apresentou uma lncldencla de 40% de enxertos valvares a6rtlcos hom610gos com tres 6stlos coronarlanos (Tabela II). Nestes casos (obs. 3,5,13,19), procedeu-se ao fechamento dos tres 6StlOS pela parte lnterna do enxerto hom610goi nos casos em que havla a presen<;:a de d01S 6StlOS no selO de Valsalva da coronarla dlrelta (obs. 3,5,19), um deles dava orlgem a uma arterla pequena, que nao fOl llgada pela parte externai no caso da presen<;:a de d01S 6StlOS no selO de Valsalva da coronarla esquerda (obs. 13), um deles dava orlgem

a

coronarla

descendente anterlor e 0 outro,

a

clrcunflexa, ambas llgadas pela parte externa.

No Grupo II, os caes apresentaram a mesma homogeneldade, em rela<;:ao ao peso e ao dlametro da aorta abdomlnal, em decorrencla tambem de 0 desvlo padrao das duas varlavels ser pequeno (Tabela II I). 0 transopera t6rlo da clrurgla de lmplante da valva a6rtlca hom610ga na aorta abdomlnal, a qual pode ser descrlta como transplante heterot6plcO de um enxerto valvar a6rtlco hom610go, decorreu sem lntercorrenclas em todos os casos. Observou-se uma dlmlnul<;:ao no tempo de clrurgla, bem como no tempo de pln<;:amento da aorta abdomlnal ao longo deste estudo, sendo lStO consequencla da experlencla e entrosamento da equlpe clrurglca (Tabela IV).

DuranLe 0 ato clrurglco, quando da dlsseca<;:ao da aorta abdomlnal no espa<;:oretroperltoneal, em quatro casos houve lesao do conduto llnfatlco (obs. 2,4,10,14). Este esta locallzado

a

esquerda

..

e atras da aorta, sendo dlficll a dlsseca<;ao com a manuten<;ao da sua lntegrldade, em vlrtude de ter uma espessura de parede mUlto reduZlda. Em consequencla da lesao, houve necessldade de se llgar 0 conduto, por lmposslbllldade da preserva<;ao do mesmo sem que houvesse extravasamento de llquldo. No periodo p6s-operat6rlo nao houve cussao como consequencla desta llgadura, tendo todos os caes peso.

As ferldas clrurglcas, observadas dlarlamente, apresentaram delscencla parclal em dOlS casos (obs. 8,10). No prlmelro caso, houve uma granula<;ao completa ate 0 dla do sacrlficlo. No segundo, houve a necessldade de se sacrlflcar 0 cao, no 14° dla p6s-operat6rlo, em vlrtude da delscencla ter sldo causada por uma lnfec<;ao, que levarla algum tempo para tratar, e tambem do sofrlmento que poderla advlr para 0 anlmal.

Urn cao (obs. 16) fUglU do bloterlo no 25° dla p6s-operat6rlo, sendo que teve de pular por Clma de urn muro de dOlS metros de altura; apesar de nao haver dados numerlcos quanto ao gradlente press6rlco atraves da aorta e as condl<;oes do enxerto valvar hom6logo, pode-se lnferlr que nao dlfere das demals observa<;oes, em vlrtude da vltalldade do anlmal.

A mortalldade nesta serle fOl de urn caso (obs. 4), no 10°

dla p6s-operat6rlo. Este cao apresentou, nos dlas anterlores ao seu 6bltO, fezes de cor escura, porem, sem sangue VlVO; na aut6psla fOl constatada necrose da por<;ao dlstal do lntestlno delgado e do c6lon ascendente. Anallsando-se, retrospectlvamente, este caso, verlflcou-se que, na dlsseca<;ao da aorta abdomlnal, houve a necessldade de llgar alguns vasos, entre os quals pOSSl velmente a arterla mesenterlca lnferlor, levando a urn quadro de lnfarto lntestlnal. Ap6s a retlrada da pe<;a, com 0 enxerto valvar hom6logo, observou-se que as cuspldes, bem como 0 restante do enxerto, apresentaram a sua estrutura mantlda.

Todos os caes sacrlflcados foram pesados, no 30° dla p6s-operat6rlo, tendo sldo observado urn ganho de peso em todos eles, a exce<;ao das observayoes nO 4 e 18, que mantlveram 0 peso orlglnal,

constatando-se, aSSlm, a boa evolu~ao que estes anlmalS tlveram no periodo de convalescen~a.

Pela medlda das press6es arterlalS proxlmal e dlstalmente ao enxerto hom6logo, verlflcou-se que nao houve gradlente, atraves das duas llnhas de sutura e das cuspldes que fechavam parclalmente 0

enxerto, em 6 caSOSi nas outras observa~6es 0 gradlente varlOU de 8 a 10% da pressao slst6llca. Com estes dados constatou-se que nao houve nenhuma al tera~ao do fluxo de sangue, para as estruturas lrrlgadas abalxo da area de lmplante do enxerto hom6logo (Tabela

VI) .

Todos os enxertos hom6logos explantados foram cUldadosamente anallsados. A deposl~ao de calclo nao fOl encontrada em nenhuma das observa~6es, provavelmente por 0 periodo do estudo ter sldo curto, apenas 30 dlas. Observou-se, no caso numero 2, a presen~a de urn hematoma entre as cuspldes dlrelta e esquerda, sem lnflw2ncla no movlmento das mesmas, em decorn2ncla da cusplde nao-coronarlana estar apenas parclalmente flxai na observa~ao numero 10 observou-se retra~ao, flbrose e apareClmento de trombos nos selOS de Valsalva das cuspldes dlrelta, esquerda e nao-coronarlana, tambem devldo

a

flxa~ao parclal da cusplde nao-coronarlana (Tabela VII) .

Lam et al~~67(1952) descreveram 0 usa experlmental de enxertos val vares a6rtlcos hom6logos colocados na aorta toraclca descendente de caes. Estes autores operaram, numa prlmelra Serle, vlnte e sete caes, tendo tldo uma mortalldade lmedlata (30 dlas) de

enfrentado por estes autores fOl que as cuspldes da valva a6rtlca apresentavam al tera~6es, como flbrose e retra~ao, decorrentes de

na segunda Serle, cao. Murray78 (1956) 74%, sendo as causas malS frequentes hemorragla,

na segunda Serle, cao. Murray78 (1956) 74%, sendo as causas malS frequentes hemorragla,

Documentos relacionados