5 CORPO, ESTESIA E MEMÓRIA DA DANÇA
5.3 Acervus: a interface no arquivamento da dança
O sistema Acervus22 é o sistema de gerenciamento dos acervos museológicos, artísticos e históricos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. É um sistema que dá suporte aos sistemas principais da UFRN, como, por exemplo, o de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA), o de Gestão de Patrimônio, Administração e Contratos (SIPAC) e o de Gestão de Recursos Humanos (SIGRH).
Desenvolvido pela Superintendência de Informática da UFRN (Sinfo), em 201623, a ideia do Acervus se originou quando o Núcleo de Arte e Cultura da UFRN (NAC) procurou a Sinfo a fim de criar um sistema que desse visibilidade às obras de artes sob os cuidados do NAC, atendendo às recomendações de uma Auditoria Interna da Universidade (MEDEIROS, 2018), uma vez que estas apontavam para a necessidade de implementação de um sistema no qual o registro de dados dos patrimônios artísticos, históricos e museológicos da Universidade pudessem ser acessados a qualquer tempo.
Além das obras do NAC, com o surgimento do Acervus, o sistema terminou por contemplar também outros setores da UFRN que lidam com acervos históricos, artísticos e museológicos, como é o caso do Museu Câmara Cascudo (MCC), Museu do Seridó, do Núcleo Temático da Seca do Semi-árido (NUT-SECA), do Laboratório de Documentação Histórica (LABORDOC), Departamento de Geofísica (DGEF), Departamento de Políticas Públicas (DPP) e Pró-reitoria de Extensão (PROEX).
Inserido no sistema Acervus, em termos práticos, a memória da dança que propomos será constituída por uma rede interligada, que seja capaz de fornecer uma experiência aproximada acerca do espetáculo ali inserido.
Com informações e materiais sobre os espetáculos reunidos num único local, tornamos as memórias ali disponíveis em experiências, trazendo o processo e contexto nos quais a obra
22 https://acervus.ufrn.br/
23 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE. Avanços, desafios e conquistas: relatório de gestão 2011-2019. Natal: SEDIS-UFRN, 2021.
de dança se desenvolveu, ampliamos os potenciais arquivísticos com conexões relacionadas à obra.
Lovejoy (2004), citado por Beiguelman, (2014, p. 13) chama a atenção para o fato de que
na internet, o contexto está intimamente conectado ao conteúdo. A dinâmica da web traz elementos informacionais por meio de diferentes fontes que são combinadas apenas quando o participante ativa a tela. Os comandos do monitor estão conectados ao código estruturado e programado do site, os quais estão disponíveis por meio de um servidor local conectado a um território globalmente acessível. [...] Por intermédio de meios de transferência e transmissão, o contexto também pode tornar-se conteúdo.
São exemplos importantes para nós duas formas de constituir memórias de dança disponíveis on-line atualmente semelhante à nossa proposta: A “Dança em rede”, da São Paulo Companhia de Dança (SPCD) e o Museu da Dança (Portal MUD).
O “Dança em rede” está inserido numa aba chamada “Memória” do site24 da SPCD, a qual se define como sendo “uma enciclopédia colaborativa on-line que busca divulgar e fomentar a produção de informações sobre a dança no Brasil. A base conta hoje com mais de 3.500 verbetes cadastrados”, na qual “os visitantes podem escrever e editar verbetes com fotos, textos, links para sites de compartilhamentos de vídeos e publicações em diversas categorias:
grupos, escolas, profissionais da dança, companhias e outros”.
Em resumo, o exemplo de enciclopédia colaborativa da SPCD é um portal, via um banco de dados colaborativo que reúne variadas informações sobre as obras e trabalhos desenvolvidos por diversas categorias de profissionais que desenvolvem a dança no país.
Outro exemplo semelhante é o Museu da Dança – Portal MUD25 –, o qual, apresenta-se em apresenta-seu site como uma “plataforma online deapresenta-senvolvida para quem faz a dança acontecer no Brasil! Tudo sobre dança em um clique: história, memória, notícias, divulgação de eventos, um mural dos profissionais, academias, empresas e a difusão de metodologias de renomados professores brasileiros. Todos os serviços são oferecidos on-line e podem ser usufruídos a qualquer horário e de qualquer lugar”. O MUD começou com a proposta de contar e preservar
24 QR Code de acesso ao Dança em Rede - SPCD.
25 QR Code de acesso ao Portal Museu da Dança.
a história da dança, por enxergá-la, assim como nós, como um importante saber e bem cultural (DANÇA, 2014).
No entanto, ao longo do percurso do MUD, suas atividades foram se expandindo e incorporando outros enfoques para além da difusão e preservação da história da dança, surgindo assim, os quatro pilares que compõem a plataforma:
- Museu da dança – memória em movimento: Um portal voltado à preservação da memória da dança brasileira por meio do compartilhamento virtual de acervos históricos.
- Laboratório da dança – movimento para todos: Um portal concebido para potencializar aprendizado, criatividade e inovação por meio de aulas de dança online, difundindo entre academias, professores, alunos, profissionais e entusiastas da dança, metodologias e o conhecimento de grandes mestres.
- Mural da dança – movimento e oportunidades: Um portal colaborativo que mapeia o setor da dança no Brasil, reúne e apresenta espaços, academias, empresas e os profissionais que constroem a dança no país.
- Calendário da dança – calendário do movimento: Um portal de divulgação colaborativa de espetáculos, cursos, oficinas, palestras, fóruns, performances, ensaios abertos, audições, entre outros eventos relacionados a dança que acontecem pelo Brasil (DANÇA, 2014).
Nossa proposta de memória da dança na UFRN pode ser compreendida como uma fusão da enciclopédia colaborativa da São Paulo Companhia de Dança e o Portal Museu da Dança, entretanto, com o valioso detalhe de ser um sistema de acervo vinculado à Universidade pública, configurando-se como mais um desdobramento da extensão universitária: um importante local para a preservação e divulgação da dança da Universidade e, ainda, um serviço pedagógico a ser utilizado pelos estudantes e pesquisadores em dança, artes cênicas, teatro e áreas afins.
A partir desses dois exemplos, é natural imaginarmos uma outra saída, inicialmente, mais simples, aparentemente, para a construção da memória da dança na Universidade: a criação de um site do GDUFRN com o domínio da UFRN, onde tudo isso pudesse estar hospedado e acessível on-line. A ideia desse site é muito bem-vinda, todavia, por se tratar de um grupo extensionista da Universidade, de atuação consolidada e que, inclusive, carrega em sua identidade o nome da instituição, em nossa visão, é mais interessante e estável utilizar o sistema já existente da própria UFRN voltado para o gerenciamento de artefatos e informações artísticas, para ser nossa interface integrada.
Nesta discussão sobre a necessidade de repensar os formatos de memorização e os procedimentos de conservação/preservação, não se pode deixar de chamar atenção, ainda, para o fato de que a memória cultural hoje é também uma questão econômica e um serviço. Deveria, por isso, demandar algum tipo de
código ético. Afinal, cada vez mais as memórias, pessoais e coletivas, públicas e privadas, são mediadas por instâncias corporativas. Instâncias que estão relacionadas não só à produção de equipamentos, mas também a grandes repositórios de imagens, textos e áudios que são descontinuados quando deixam de ser um nicho de marketing conveniente (BEIGUELMAN, 2014, p. 20).
A importância de utilizarmos o sistema Acervus como nossa interface vai muito além do que se pode imaginar. Assim como a maioria de nós, o GDUFRN possui contas nas principais redes sociais vinculadas ao Facebook. No entanto, a partir do momento em que se pensa em institucionalizar a memória do GDUFRN, não se pode ficar dependente dessas contas, pois, além de, com o passar do tempo, ficar cada vez mais difícil recuperar certos arquivos hospedados, estes, em sua matriz, pertencem à uma empresa privada, que pode tirar da rede as fotografias, textos, vídeos coreográficos e todo o conteúdo ali hospedado, seja por um erro no servidor ou qualquer outro problema.
E o que aconteceria se o Google resolvesse fazer o mesmo com o YouTube?
Ou se o Facebook saísse do ar e apagasse todas as fotos e fatos ali inscritos nos últimos dez anos? (...) O alarde tem uma certa razão de ser. As redes não têm tempo. Nelas prevalece um regime de urgência permanente. A publicação mais recente é, supostamente, mais relevante que a anterior.
O que conta é o agora. E esse agora é de uma intensidade cada vez maior.
Experimente encontrar aquele comentário tão importante postado por seu amigo 30 dias atrás no Facebook, aquela foto que você “curtiu” em algum dia remoto de 2012, ou aquele evento marcante no qual você compartilhou um vídeo nos idos de 2008. Dificilmente irá encontrar. (...) Em síntese, é uma busca semântica e não factual. Seu mote é o presente e as relações dedutíveis a partir do seu círculo de amizades, e não a consulta retrospectiva de caráter arquivístico. Não que os modelos de catalogação e recuperação de dados tradicionais sejam melhores ou os únicos possíveis. Eles [apenas] são engendrados historicamente e respondem a formas de poder e a instâncias políticas, sociais e culturais que definem os critérios de conservação, as formas de institucionalizar os lugares da memória e o que fica ou não para ser contado como história conveniente (BEIGUELMAN, 2014, p. 21).
Partindo dessa realidade, na qual prevalece a cultura da postagem mais recente, adotamos o caminho inverso, o da urgência na institucionalização da memória da dança na UFRN, via uma estruturação comum às obras de dança. Tomando o espetáculo (Des)caminhos como modelo, são exemplos de informações adicionais relevantes a serem incorporadas em sua descrição: as fotografias oficiais das apresentações, registros em vídeos oficiais do espetáculo na íntegra ou partes dele, diários de bordo e demais documentos digitalizados, o link do blog do GDUFRN, como também das redes sociais do Grupo, os quais levarão o pesquisador para outro portal, via hiperlink.
Atrelado a isso, sendo um sistema estruturado por metadados e integrado aos demais sistemas da UFRN, algumas informações contidas em outros podem ser importadas para o registro do espetáculo (Des)caminhos no Acervus. Por exemplo, dados do livro “O turista aprendiz” e “Macunaíma” podem ser intercambiados das unidades do Sistema de Bibliotecas da UFRN (SISBI/UFRN) onde esses livros relacionados com o espetáculo podem ser encontrados. Outro exemplo, é a base de autoridades das pessoas envolvidas com a obra, que também pode ser importada do Sigaa para o Acervus e acrescida de outros dados, como minibiografias e trabalhos desenvolvidos relacionados com aquela obra. Algo parecido com os verbetes da enciclopédia colaborativa da SPCD.
5.4 Documentação e estruturação da dança
Como espelho metodológico, utilizamos os direcionamentos propostos pelo “Guia prático de documentação da dança”, elaborado pela instituição americana The Dance Heritage Coalition (DHC). O objetivo do guia é “fornecer uma obra de referência que conscientize acerca dos benefícios práticos e teóricos da documentação da dança. É um guia que oferece abordagens e melhores práticas para documentar e preservar trabalhos de dança” (GUIDE, 2006, p. 2, tradução nossa).
O capítulo três do Guide (2006) é dedicado a apresentar estruturações para a obras de dança em “situações em que a documentação da dança pode e deve acontecer”, advertindo aquilo que os relatos acerca do processo criativo do (Des)caminhos já nos revelaram: o fato de a documentação da dança dever reunir “os maiores e a melhor variedade de materiais para preservar a história da dança enquanto ajuda a examinar as relações entre dança e cultura”
(GUIDE, 2006, p. 21, tradução nossa).
O Guide (2006) apresenta um conjunto de sete estruturas principais, as quais produzem artefatos a partir de variadas situações:
• Espontaneamente, gerando artefatos que se tornam registros históricos;
documentam um trabalho de dança ou um evento de dança;
• Originados de situações que produzem mídia cuja finalidade era, originalmente comercial, como nos tipos de materiais de imprensa ou publicidade destinados primeiro à construção de audiência — o subproduto dos preparativos para uma apresentação de dança;
• Outros contextos em vez disso demonstram um grau inerentemente alto de consciência e intenção dedicado à documentação da dança (GUIDE, 2006, p. 21, tradução nossa).
A partir dessas diferentes situações em que os artefatos são originados, o Guide (2006, p. 21, tradução nossa) chega às seguintes categorias amplas de estruturas:
• Criação: uma nova dança, talvez a menos previsível e o processo mais individualista;
• Apresentação: apresentações ou eventos de dança diante de uma audiência ou grupo;
• Transmissão: ensino de uma obra herdada, diferentemente de
“criação” (quando se trata da transmissão de uma nova dança por parte do coreógrafo/professor), ou mesmo de “reconstrução” (quando é um trabalho montado a partir de um escrito ou registro);
• Estudo etnográfico: quando uma pessoa fora de uma prática de dança ou cultura compromete-se a registrá-la, descrevê-la e explicá-la”;
• Mídia: documentação em produção ou pós-produção, onde filme ou vídeo é usado para gravar uma versão de uma obra (ou seja, o uso da câmera como parte de outra estrutura de documentação);
• Programação de documentários: filmes, vídeos ou novas mídias são usados para criar um programa de recursos;
• Arquivo: uma biblioteca ou arquivo coleta materiais em torno de um assunto específico, inventaria o acervo, restaura-o e encontra uma forma ou índice para auxiliar o acesso à informação;
• Reconstrução: quando uma dança cuja prática foi interrompida ou corrompida é remontada. Exemplos podem ser La Fille Mal Gardée, do senhor Frederick Ashton (1960) ou Jeux, de Nijinsky (1913), em nenhum dos quais tem uma partitura de notação completa ou transmissão de um participante é confiável da produção original (GUIDE, 2006, p. 22, tradução nossa).
Em nosso estudo de estruturação para obras de dança, em primeiro lugar, é fundamental entender em que circunstância os artefatos do espetáculo (Des)caminhos se originaram e, num segundo momento, identificar a categoria em que esta documentação se encontra.
Como sabemos, trata-se de um espetáculo já existente, finalizado, apresentado para diferentes públicos e, ainda, que possui um registro oficial em vídeo e demais materiais gerados em torno do acontecimento pós-apresentação. Ou seja, nossa estruturação se valeu de artefatos surgidos num contexto consciente de documentação, isto é, no qual teve-se a intenção de constituir registros oficiais como o vídeo do espetáculo na íntegra hospedado na plataforma de compartilhamento audiovisual YouTube (Canal do GDUFRN)26, como também as fotografias profissionais da obra, armazenadas em nuvem (Google Drive do GDUFRN).
Em segundo lugar, depois de percorrermos as etapas de análise do processo criativo (por meio dos relatos dos bailarinos-cocriadores e estudo fenomenológico), em seguida, a fase
26 QR Code de acesso ao canal do GDUFRN, no YouTube.
de apresentação, na qual fui participante como integrante do GDUFRN e, em certa medida, a ampla categoria de mídia (com produtos como o vídeo do espetáculo, as fotografias oficiais e o programa), minha tarefa neste momento é por em prática a estrutura de arquivo, cujo o Guide (2006, p. 36, tradução nossa) aponta como sendo:
As estruturas de arquivo são empregadas principalmente por bibliotecas, museus ou arquivos que tenham pessoal treinado para identificar e inventariar os itens de uma coleção, e, em seguida, tomar medidas para evitar a deterioração ou para restaurar danos. A fase final de um projeto de arquivo é criar um auxílio para encontrar ou outro recurso que permitiria o acesso público aos materiais da coleção.
O Guide (2006) não define uma maneira de catalogar a dança, no entanto, reconhece o arquivo como uma das categorias de estruturas na documentação da dança, deixando claro que é atividade inerente das bibliotecas, arquivos em geral e bibliotecários, os quais, como profissionais da área, são treinados para inventariar, reunir, restaurar/transformar os formatos, gerenciar e disponibilizar o material reunido e trabalhado. Como agentes secundários, o guia aponta os “assessores da área da dança, acadêmicos, assistentes de biblioteca, técnicos de informática (nos casos em que os materiais são convertidos para formato digital)” (GUIDE, 2006, p. 32, tradução nossa).
O método indicado prevê que
Os materiais são coletados, inventariados, catalogados e onde necessário, os esforços de preservação são iniciados para preservar os materiais. Materiais podem ser copiados ou convertidos para outros formatos de pesquisa e referência para inibir o desgaste do acesso do público aos itens. Como arquivos se voltam para os formatos digitais para preservação, os materiais estão sendo convertidos para acesso à Web ou uso de alta demanda (GUIDE, 2006, p. 32, tradução nossa).
Por fim, o guia aponta a própria coleção e “um formulário de fácil acesso e claramente rotulada [como sendo] o objetivo e o produto. Partes da coleção são frequentemente usadas em conjunto com outros materiais históricos para produzir outros produtos, como documentários, exposições, livretos, materiais do site, artigos acadêmicos e obras de referência e guias publicados pelo arquivo” (GUIDE, 2006, p. 32, tradução nossa, grifo nosso).
Sendo assim, apresentamos abaixo um quadro com nossa estruturação para obras de dança, tendo como modelo o espetáculo (Des)caminhos, na qual se inserem as respectivas informações sobre a “forma”, como também o conteúdo do espetáculo, dialogando com o máximo de materiais existentes que foram inventariados a partir dos percursos realizados,
agregando valor à obra disponibilizada, uma vez que contempla elementos do processo criativo, bem como a história do GDUFRN.
Quadro 2 – Proposta de estruturação de obras de dança no Acervus
Proposta de estruturação do espetáculo (Des)caminhos Informações objetivas
Classificação do objeto Espetáculo de dança Título da obra (Des)caminhos Ano de produção 2016
Concepção/Autoria Teodora de Araújo Alves ; Grupo de Dança da UFRN Nome artístico Teodora Alves ; GDUFRN
Duração 54:12
Direção artística Teodora Alves
Técnicas
Danças urbanas, balé clássico, dança de salão, dança contemporânea, dança popular, jazz. Elementos do teatro, música, artes visuais digitais e a presença de temas da cultura popular brasileira, especialmente, a nordestina.
Modo de aquisição Doação Deart/GDUFRN Data de aquisição xx/xx/xxxx
Procedência Acervo do GDUFRN Estado de conservação Não se aplica (digital) Obra disponibilizada no
Acervus na gestão de Teodora Alves Contato com a equipe
responsável pelo acervo do GDUFRN
Ficha técnica
Concepção e direção geral e artística: Teodora Alves;
Composição coreográfica e pesquisa: Teodora Alves e GDUFRN;
Assistência de direção: Lisiane Miranda e Samara Salgueiro;
Iniciação científica: Janielly Firmino e Nadson Brandão;
Preparação corporal: Sávio de Luna, Teodora Alves e o Grupo;
Preparação musical: Erhi Araújo;
Figurino e adereços: Jéssica Cerejeira e GDUFRN;
Video-maker/Coreoedição: André Rosa;
Vídeos: Frestas e Chico Antônio (artista: Regina Johas) Produção: Kathleen Louise Martins
Exposição Mário divinizado: Joãonatal
Imagens de drone: Eudes Santos (Noar imagens criativas) Fotos: André Rosa e Wallacy Medeiros
Iluminador cênico: Ronaldo Costa Voz em off: André Carrico
Designer gráfico: Ébeson Rolim
Referências bibliográficas relacionadas
ALVES, Teodora. Consciência cênico-perceptiva e corpo religado: percursos e configurações em dança
contemporânea. Projeto de pesquisa. Natal:
PROPESQ/UFRN, 2018.
ANDRADE, Mário de. O turista aprendiz. Belo Horizonte: Itatiaia, 2002. 328 p.
ANDRADE, Mário de; ANCONA LOPEZ, Telê Porto.
Macunaíma: o herói sem nenhum caráter. 33. ed. Belo
Horizonte Rio de Janeiro: Garnier, 2004.
CÂMARA Cascudo e Mário de Andrade: cartas, 1924 - 1944. São Paulo: Global, 2010.
FERNANDES, Jorge. O viajante do tempo modernista.
Obra completa. Organização; introdução: Maria Lúcia de Amorim Garcia. Natal: Econômico, 2009.
SANDRONI, Luciana. O Mário que não é de Andrade: o menino da cidade lambida pelo Igapé Tietê. São Paulo:
Companhia das Letrinhas, 2001.
Instrumentos musicais da cena Ganzá
Texto(s) utilizados na cena
“Não importa se tudo foi um sonho ou realidade. Porque agora a única coisa que precisamos é coragem. Uma coragem que vem do brilho inútil das estrelas.” (Mário de Andrade)
Músicas da cena
1. Música: A Day In The Amazon / Um Dia No Amazonas
Artista: Naná Vasconcelos
Álbum: A day in the Amazon / Um dia no Amazonas 2. Música: Feira de Mangaio
Artista: Sivuca e Glorinha Gadelha
Interpretação: Forró Pé-de-serra Clá Brasil e Sivuca 3. Música: Fui fuio (na praça)
Artista: Naná Vasconcelos
4. Música: “O trenzinho caipira”: IV. Toccata: O trenzinho do caipira (The peassants’s little train)
Artista: Heitor Villa-Lobos; Ferreira Goulart Álbum: Bachianas brasileiras Nº 2
Interpretação: Ney Matogrosso
5. Música: Cidade de dezembro (desaforo lírico) Artista: Nei Leandro de Castro . Rogério Rossini
6. Música: Linda baby
Álbum: A Turma Caipira de Cornélio Pires - Vol. 3 10. Música: País Tropical
O espetáculo é inspirado na obra "O Turista Aprendiz", de Mário de Andrade, considerando aspectos das viagens e personagens da obra e revelando ambiguidades que permeiam a ideia de uma identidade nacional brasileira, desde a rapsódia Macunaíma - “o herói sem nenhum caráter”, mas de múltiplos caracteres. Nosso turista aprendiz segue viagem pelo nordeste brasileiro, onde estavam a tranquilidade, as dunas e os ventos de uma Natal/RN de outrora, que o atravessavam como se ele fosse um véu; onde estavam os deliciosos quitutes, o bolo de macaxeira que nunca saiu do seu goto! E a invenção de Cascudo, a tapioca Tarsila? Essa nem se fala! E por onde andava o coqueiro
O espetáculo é inspirado na obra "O Turista Aprendiz", de Mário de Andrade, considerando aspectos das viagens e personagens da obra e revelando ambiguidades que permeiam a ideia de uma identidade nacional brasileira, desde a rapsódia Macunaíma - “o herói sem nenhum caráter”, mas de múltiplos caracteres. Nosso turista aprendiz segue viagem pelo nordeste brasileiro, onde estavam a tranquilidade, as dunas e os ventos de uma Natal/RN de outrora, que o atravessavam como se ele fosse um véu; onde estavam os deliciosos quitutes, o bolo de macaxeira que nunca saiu do seu goto! E a invenção de Cascudo, a tapioca Tarsila? Essa nem se fala! E por onde andava o coqueiro