nitário para cada sexo, com entrada independente dos sanitários coletivos, em cada pavi- mento e, nos existentes, um sanitário acessível por pavimento. Sanitário acessível é aquele que possui uma bacia sanitária, com barras de apoio e lavatório, num mesmo ambiente.
É fundamental que os sanitários acessíveis sejam estrategicamente localizados e devida- mente sinalizados para atendimento de alunos, professores, funcionários e usuários eventuais. Mobiliário, equipamentos e dispositivos de ajudas técnicas
Nos espaços escolares, devem ser disponibilizados mobiliário, equipamentos e dispositivos de ajudas técnicas que permitam o acesso às atividades escolares e adminis- trativas em igualdade de condições com as demais pessoas, à disposição de professores, alunos, servidores e empregados com deficiência ou com mobilidade reduzida.
Normas para tratamento das pessoas com deficiência
Criação de normas sobre o tratamento a ser dispensado a professores, alunos, ser- vidores e empregados com deficiência, com o objetivo de coibir e reprimir qualquer tipo de discriminação, bem como as respectivas sanções pelo descumprimento.
O Decreto 5296/2004 prevê ainda que são responsabilidade do poder público, os itens seguintes:
Garantir logradouros e equipamentos livres de barreiras
Devem ser criados planos que permitam a instalação de equipamentos urbanos acessíveis tais como bibliotecas, postos de saúde, hospitais, centros comunitários etc.; a eliminação de barreiras arquitetônicas e urbanísticas; a garantia de acessibilidade nas vias, praças, logradouros, parques e demais espaços de uso público, destacando-se a ne- cessidade da requalificação das calçadas, passeios e vias exclusivas de pedestres, além da construção de sanitários públicos; a implementação de rotas acessíveis – passeios com faixa de circulação de pedestres, livre de obstáculos, e rebaixamento das guias ou eleva- ção da rua, nas travessias; a instalação de piso tátil de alerta e direcional e semáforos ade- quados aos deficientes visuais; a adequação do mobiliário urbano, garantindo as áreas de aproximação e uso, bem como alcance manual e visual para as pessoas com deficiência (ALMEIDA PRADO & MORAES, 2006).
Serviços de transportes coletivos acessíveis
Deve ser assegurado o transporte coletivo acessível (ônibus, barca, trem, metrô) próximo às escolas. O Decreto define prazos para a indústria fabricar veículos acessíveis, bem como para os municípios, para que o serviço seja totalmente acessível, ou seja, exi- gência da renovação da frota apenas com veículos que permitam embarque em nível e sem degrau; construção de pontos de parada de ônibus e terminais acessíveis, e inclui a capacitação de pessoal para prestar atendimento prioritário às pessoas com deficiência.
É desejável a criação de um serviço de transportes porta a porta, para os alunos com tetraplegia, paralisados cerebrais, deficientes mentais em estado grave, autistas, entre outros, com veículos adaptados, que permitam ser transportados de sua casa à escola. Comunicação e sinalização dos logradouros e equipamentos
III Seminário Nacional de Formação de Gestores e Educadores
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importante para garantia da acessibilidade às pessoas com deficiência. Além disso, no Brasil, há um grande contingente de pessoas analfabetas, portanto um ambiente bem si- nalizado com letras em alto relevo, em Braille e com símbolos – pictogramas – facilitará a compreensão a todas as pessoas.
Acessibilidade em edifícios tombados
Quando se tratar de edifícios tombados utilizar como referencial para a promoção da acessibilidade a Instrução Normativa 1/2003 do IPHAN.
A escola inclusiva, entretanto, não se restringe à implementação dos requisitos de acessibilidade em prédios escolares, depende de ações planejadas e integradas, que envolvem profissionais das áreas de Educação e Saúde; administradores públicos; arqui- tetos; designers; e engenheiros, entre outros.
Nesse sentido se coloca a importância da definição pelo poder público de ações que promovam a integração da escola com o seu entorno, de forma que se garanta que o trajeto “casa-escola” seja seguro e acessível.
Considerando que somente nos últimos anos esse tema tem sido tratado com mais evidência, e que estamos apenas no início do processo de promoção da acessibilidade no Brasil apontamos algumas ações importantes para sua sedimentação:
• mais planejamento e implementação de ações integradas pelo poder público nas esferas municipal, estadual e federal;
• inclusão do tema “acessibilidade” nos programas curriculares das universidades para formação de profissionais das áreas de Educação, Saúde, Arquitetura, En- genharia, Comunicação Visual, Desenho Industrial, entre outras;
• promoção de programas de capacitação e reciclagem dos profissionais, incluindo aqueles que atuam em órgãos públicos;
• fiscalização efetiva pelo poder público no atendimento às normas técnicas e cum- primento à legislação;
• aumento da oferta e do desenvolvimento de produtos, materiais e componentes em conformidade com as normas técnicas e em consonância com os princípios do desenho universal.
Referências
ALMEIDA PRADO, A. R. & MORAES, R. Acessibilidade e o planejamento das Cidades. Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Subsídios para o conferen- cista – Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (CONADE) Brasília, 2006.
ALMEIDA PRADO, A. R. A cidade e o idoso: um estudo da questão de acessibilidade nos bairros Jardim de Abril e Jardim do Lago do Município de São Paulo Dissertação de mes- trado em Gerontologia, PUC, São Paulo. 2003, 112p.
BAHIA, Sergio et al. (coura.). Município e acessibilidade. Rio de Janeiro: IBAM-DUMA/ MJ-CORDE/UNESCO, 1998.
BRASIL. LEI 10.098 de 2000 .Acessibilidade. Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República. Coordenadoria para Integração da Pessoa Portadora de De-