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2.5 Aparelhos de Prote¸c˜ao

4.2.4 Actividade Resultados

Ap´os todos os dados inseridos pelo utilizador e ap´os executada a a¸c˜ao de calcular, a aplica¸c˜ao vai abrir esta actividade e exibir ao utilizador alguns dos dados introduzidos, os resultados e todas as informa¸c˜oes necess´arias para o dimensionamento da canaliza¸c˜ao.

Figura 4.5 – Actividade Resultados.

4.3

Funcionamento

Este subcap´ıtulo ´e reservado ao funcionamento da actividade principal, ´e encarregue de recolher todos os dados necess´arios para o dimensionamento. Apresenta-se ao mesmo tempo toda a informa¸c˜ao relevante sobre cada um desses dados requeridos.

4.3.1

Dados da Instala¸c˜ao

Nesta sec¸c˜ao ser˜ao solicitadas ao utilizador a introdu¸c˜ao de alguma informa¸c˜ao relativa `a instala¸c˜ao.

Figura 4.6– Op¸c˜ao Dados da Instala¸c˜ao.

Nome do Projeto

Neste campo dever´a introduzir-se o nome ou a designa¸c˜ao do circuito sobre qual se ir´a efetuar o c´alculo, tem como objetivo servir de diferenciador en- tre os variados c´alculos realizados, e posteriormente guardados em forma de documento.

Potˆencia

Dever´a ser introduzia a potˆencia final do circuito em Watt. Este valor ser´a utilizado para o c´alculo da corrente de servi¸co (Ib), corrente que ´e a base do

dimensionamento de um circuito numa instala¸c˜ao el´etrica. Esta corrente est´a relacionada com a potˆencia a alimentar `a tens˜ao nominal e corresponde ao valor m´aximo estimado que, em regime permanente, as cargas ir˜ao absorver. Queda de tens˜ao m´axima

Este ´e um dos parˆametros importantes para um correto dimensionamento da canaliza¸c˜ao, representa as perdas de tens˜ao ao longo do comprimento da ca- naliza¸c˜ao resultantes da resistˆencia dos condutores e dos equipamentos. Este problema coloca-se essencialmente em BT, j´a que a queda de tens˜ao pode atingir uma percentagem n˜ao desprez´avel da tens˜ao de alimenta¸c˜ao, sendo ne- cess´ario que a tens˜ao dispon´ıvel em qualquer ponto da instala¸c˜ao permita um funcionamento satisfat´orio dos recetores alimentados [10]. Posto isto, para que

os equipamentos tenham um desempenho satisfat´orio ´e necess´ario respeitar os limites m´aximos predefinidos para a queda de tens˜ao.

Nesta aplica¸c˜ao o valor da queda de tens˜ao m´axima encontra-se predefinido como 0,5% podendo-se optar pelos valores demonstrados na figura 4.7.

Figura 4.7– Op¸c˜oes Disponiveis de Queda de Tens˜ao m´axima.

4.3.2

Tipo de Instala¸c˜ao

Nesta segunda sec¸c˜ao, demonstrado na figura4.8s˜ao requisitadas informa¸c˜oes ao utilizador relativas ao tipo da instala¸c˜ao, nomeadamente m´etodo de re- ferˆencia escolhido, tipo de alimenta¸c˜ao e o valor do fator de potˆencia.

Figura 4.8 – Op¸c˜ao Tipo de Instala¸c˜ao.

M´etodo de referˆencia:

Como referido de antem˜ao ´e necess´ario definir o m´etodo de referˆencia da cana- liza¸c˜ao de acordo com as RTIEBT, estes s˜ao designados pelas letras A, A2, B, B2, C, D, E, F e G. Atrav´es da sele¸c˜ao do m´etodo de referˆencia ´e nos poss´ıvel definir o valor da corrente admiss´ıvel.

Tipo de alimenta¸c˜ao:

Atrav´es deste campo vai-se definir se o circuito el´etrico(canaliza¸c˜ao) ´e trif´asico ou monof´asico, como se pode verificar na firgura4.9. Este campo ´e de extrema importˆancia pois vai definir que express˜oes de c´alculo e constantes se v˜ao utilizar no c´alculo da canaliza¸c˜ao.

Figura 4.9 – Op¸c˜oes Dispon´ıveis do Tipo de Alimenta¸c˜ao.

Fator de potˆencia: ´

E a raz˜ao entre a potˆencia ativa e a potˆencia aparente, este valor indica a eficiˆencia do uso da energia, isto ´e, um alto fator de potencia expressa uma

alta eficiˆencia e consequentemente o inverso expressa uma baixa eficiˆencia energ´etica. Este valor define-se como a rela¸c˜ao entre potˆencia ativa e potˆencia reativa. como podemos ver na figura 4.10:

Figura 4.10 – Triˆangulo de Potˆencias

O fator de potˆencia pode ser obtido atrav´es da express˜ao 4.1:

cos φ (4.1)

Nesta aplica¸c˜ao, o fator de potˆencia pr´e-definido ´e o valor unit´ario, sendo permitido alterar este valor para qualquer valor que se considerar necess´ario entre 0 e 1.

4.3.3

Tipo de Cabo:

Esta sec¸c˜ao ´e respeitante `as caracter´ısticas principais do cabo, ir˜ao ser requi- sitadas aqui informa¸c˜ao relacionada com material condutor, isolamento e por fim com o comprimento da canaliza¸c˜ao.

Figura 4.11 – Op¸c˜ao Tipo de Cabo.

Tipo de isolamento:

O tipo de isolamento, ou por outras palavras, o revestimento do cabo ´e de ele- vada importˆancia pois est´a associado `a seguran¸ca da instala¸c˜ao e `as condi¸c˜oes de explora¸c˜ao. ´E um elemento delicado e a sua poss´ıvel deteriora¸c˜ao ´e o que, com uma frequˆencia elevada, limita a vida ´util do cabo. Esta deteriora¸c˜ao pode surgir devido ao contacto com agentes agressivos, devido `as condi¸c˜oes ambientais e climat´ericas ou falta de cuidado no manuseamento e instala¸c˜ao do cabo. O tipo de isolamento que o utilizador tem dispon´ıvel s˜ao:

– PVC - Boas caracter´ısticas de isolamento e rigidez diel´ectrica;

– XLPE - Boas caracter´ısticas diel´ectricas, mecˆanicas e f´ısico-qu´ımicas. Como referido anteriormente o utilizador ter´a valores maiores de corrente ad- miss´ıvel em 17% se optar pelo isolamento em XLPE em vez de PVC, para a mesma sec¸c˜ao de condutor.

Material do condutor:

O material do condutor, ou alma condutora, ´e o elemento destinado `a condu¸c˜ao da corrente el´etrica. As almas podem ser constitu´ıdas por um s´o fio (maci¸cas), situa¸c˜ao habitual para as sec¸c˜oes mais baixas (at´e 4 mm2

) ou por v´arios fios ca- bleados (multifilares). As multifilares podem ser realizadas com diversos graus de flexibilidade. As sec¸c˜oes s˜ao geralmente circulares (dispostas em camadas concˆentricas) ou sectoriais (dispostas em sectores) [11]. As mat´erias mais

utilizados como alma condutora em baixa tens˜ao s˜ao o Cobre e o Alum´ınio, portanto as op¸c˜oes que o utilizador tem dispon´ıvel em rela¸c˜ao ao material condutor s˜ao:

– Cobre fornece maior capacidade de transporte devido a sua resistividade em compara¸c˜ao com o alum´ınio;

– Alum´ınio permite utilizar cabos com peso inferior ao cobre.

Figura 4.12 – Op¸c˜oes Dispon´ıveis de Materiais Condutores.

Comprimento do cabo:

Neste campo o utilizador dever´a introduzir o comprimento do cabo de forma seja efetuado o c´alculo da queda de tens˜ao. Este campo encontra-se sem valor predefinido, mas ´e de car´acter obrigat´orio, caso contrario n˜ao ser´a efetuado o calculo final.

4.3.4

Tipo de Prote¸c˜ao

´

E necess´ario proteger as instala¸c˜oes de forma a garantir a seguran¸ca e durabili- dade dos equipamentos e canaliza¸c˜oes, esta ´e a sec¸c˜ao encarregue de selecionar qual o dispositivo de prote¸c˜ao a utilizar e fatores de corre¸c˜ao necess´arios aplicar em determinada situa¸c˜ao.

Figura 4.13 – Op¸c˜ao Tipo de Prote¸c˜ao.

Tipo de Prote¸c˜ao:

A previs˜ao de situa¸c˜oes de defeito, devido `a ocorrˆencia de um curto-circuito, ou de utiliza¸c˜ao excessiva dos circuitos, que conduza a uma situa¸c˜ao de so- brecarga, leva `a necessidade da prote¸c˜ao contra sobreintensidades, atrav´es da instala¸c˜ao de fus´ıveis ou disjuntores [10]. Portanto, este campo, permite que o utilizador escolhe entre:

– Fus´ıvel aM : designado por fus´ıvel de a¸c˜ao r´apida; – Fus´ıvel aG : designado por fus´ıvel de a¸c˜ao lenta; – Disjuntor C: curva caracter´ıstica entre 3 a 5 vezes In; – Disjuntor B: curva caracter´ıstica entre 5 a 10 vezes In; – Disjuntor D: curva caracter´ıstica entre 10 a 20 vezes In;

Figura 4.14 – Op¸c˜oes dispon´ıveis do Tipo de Prote¸c˜ao

Fatores de corre¸c˜ao(FC1, FC2, FC3):

Mediante o tipo de instala¸c˜ao os cabos est˜ao sujeitos a interferˆencias, podendo ser relacionadas com o tipo de agrupamento ou afastamento entre si, tempe- ratura ambiente e da resistividade t´ermica do solo, e no caso das canaliza¸c˜oes enterradas, da resistividade t´ermica do solo.

Neste campo, figura xasd, ser˜ao exibidos ao utilizador os coeficientes de cor- rec¸c˜ao que dever˜ao ser aplicados na canaliza¸c˜ao em quest˜ao, isto ´e, apenas poder´a escolher valores dos coeficientes que fazem sentido utilizar no tipo de instala¸c˜ao escolhido previamente. Os fatores de corre¸c˜ao neste programa foram divididos em trˆes op¸c˜oes.

– FC1 relacionado com a temperatura;

– FC2 relacionado com o agrupamento dos cabos/condutores; – FC3 relacionado com a resistividade do solo;

Os fatores de corre¸c˜ao relacionados com a temperatura, FC1, podem ser con- sultados nas RTIEBT, nos anexos da parte 5, quadros 52-D1 e 52-D2, onde:

de correc¸c˜ao em fun¸c˜ao das temperaturas ambientes para canaliza¸c˜oes instaladas ao ar, presentes no quadro 52-D1;

– Ao m´etodo de referˆencia D ´e aplicado o fator de corre¸c˜ao em fun¸c˜ao da temperatura do solo, exposto no quadro 52-D2.

Os fatores de corre¸c˜ao relacionados com o agrupamento dos cabos/condutores, Fc2, podem ser consultados nas RTIEBT, nos anexos da parte 5, quadros 52- E1 at´e 52-E5, onde:

– S˜ao aplicados aos m´etodos de referˆencia A, A2, B, B2, C, E, F e G os fatores de corre¸c˜ao para agrupamento de cabos de diversos circuitos ou de v´arios cabos multicondutores, instalados ao ar, lado a lado, em camada simples Quadro 52-E1;

– Ao m´etodo de referˆencia D ´e aplicado o fator de corre¸c˜ao para agrupa- mentos de cabos enterrados em esteira horizontal, distanciados de, pelo menos 0,20 m - Quadro 52-E2;

– Aos m´etodos de referˆencia A, A2, B, B2, C, E, F e G s˜ao tamb´em aplica- dos fatores de corre¸c˜ao para agrupamento de condutas com condutores, instaladas ao ar, enterradas ou embebidas no bet˜ao, em fun¸c˜ao da sua disposi¸c˜ao (horizontal e vertical) - Quadro 52-E3;

– No m´etodo de referˆencia E, ´e aplicado o fator de corre¸c˜ao para agrupa- mento de diversos circuitos de cabos multicondutores, instalados ao ar, lado a lado, em camadas simples Quadro 52-E4;

– Ao m´etodo de referˆencia F aplica-se Fator de corre¸c˜ao para agrupamento de diversos circuitos de cabos monocondutores, instalados ao ar, lado a lado, em camada simples Quadro 52-E5.

Por fim os fatores de corre¸c˜ao relacionados com a resistividade do solo, Fc3, podem ser consultados nas RTIEBT, nos anexos da parte 5, quadro 52-E6, onde:

– Ao m´etodo de referˆencia D ´e aplicado um fator de corre¸c˜ao aplic´aveis 46

a cabos enterrados em fun¸c˜ao da resistividade t´ermica do solo Quadro 52-E6;

4.4

Resultados

Neste subcap´ıtulo apresentam-se alguns exemplos, ser˜ao simulados alguns ca- sos de estudo, diferindo valores entre eles, de forma a que se possa validar o funcionamento desta aplica¸c˜ao nas diversas op¸c˜oes existentes. ´E importante referir que s´o ´e poss´ıvel realizar o c´alculo depois de todos os campos estarem preenchidos pelo utilizador.

4.4.1

Caso de Estudo 1

Para o primeiro caso de estudo4.15 foram escolhidos os seguintes parˆametros: – Potˆencia - 40000 Watts;

– Comprimento do cabo 39 metros;

– Queda de tens˜ao m´axima permitida na canaliza¸c˜ao 3%; – Fator de potˆencia 1;

– Alimenta¸c˜ao - Trif´asica (400v); – Alma Condutora - Cobre; – Isolamento - PVC;

– M´etodo de referencia - D;

– Prote¸c˜ao - Disjuntor curva tipo C; – FC1 0,95;

– FC2 0,78; – FC3 1,13;

Figura 4.15 – Resultado do 1o

Caso de Estudo.

4.4.2

Caso de Estudo 2

Para o segundo caso de estudo, representado na 4.16 foram escolhidos deter- minados parˆametros:

– Potˆencia - 40000 Watts;

– Comprimento do cabo 39 metros;

– Queda de tens˜ao m´axima permitida na canaliza¸c˜ao 1%; – Fator de potˆencia 1;

– Alimenta¸c˜ao - Trif´asica (400v); – Alma Condutora - Cobre; – Isolamento - PVC;

– M´etodo de referencia - D;

– Prote¸c˜ao - Disjuntor curva tipo C; – FC1 0,95; – FC2 0,78; – FC3 1,13; Figura 4.16 – Resultado do 2o Caso de Estudo.

4.4.3

Caso de Estudo 3

Para o terceiro e ultimo caso de estudo, representado na 4.17foram escolhidos os seguintes parˆametros com o objetivo de obter uma queda de tens˜ao mais elevada que o permitido, deforma a obrigar a aplica¸c˜ao a corrigir a sec¸c˜ao:

– Potˆencia - 40000 Watts;

– Comprimento do cabo 50 metros;

– Queda de tens˜ao m´axima permitida na canaliza¸c˜ao 0.5 %;

– Fator de potˆencia = 0.9;

– Alimenta¸c˜ao - Trif´asica (400v);

– Alma Condutora - Cobre;

– Isolamento - XLPE;

– M´etodo de referencia - B;

– Prote¸c˜ao - Fus´ıvel - aM;

– FC1 1.17;

– FC2 0.78;

– FC3 n˜ao aplic´avel a este m´etodo; 50

Figura 4.17 – Resultado do 3o

5

Conclus˜oes e Trabalhos Futuro

Neste cap´ıtulo s˜ao apresentadas as conclus˜oes do trabalho desenvolvido, al- can¸cadas ao longo das diversas fases do projecto da disserta¸c˜ao, e tamb´em, aspectos a desenvolver ou pass´ıveis de melhoramento para um futuro desen- volvimento da aplica¸c˜ao.

5.1

Conclus˜oes

Ao longo da elabora¸c˜ao deste trabalho foi tido sempre presente a preocupa¸c˜ao de criar uma ferramenta capaz de auxiliar o projetista no dimensionamento de uma canaliza¸c˜ao el´etrica de BT.

Esta aplica¸c˜ao n˜ao pretende, de nenhuma das maneiras substituir o projetista apenas oferece uma proposta de solu¸c˜ao para um problema. Com a entrada em vigor das RTIEBT h´a necessidade de dimensionar as canaliza¸c˜oes segundo o modo de instala¸c˜ao que indicam qual o m´etodo de referˆencia a adotar. Estes m´etodos de referˆencia a que devem obedecer as canaliza¸c˜oes das instala¸c˜oes el´etricas do Tipo C (instala¸c˜oes abastecidas a partir da rede p´ublica de baixa tens˜ao; instala¸c˜oes de car´acter permanente com produ¸c˜ao pr´opria em baixa tens˜ao at´e 100 kVA, se de seguran¸ca ou de socorro) estabelecem as correntes

m´aximas admiss´ıveis na canaliza¸c˜ao. Estes m´etodos de referˆencia implicam que o projetista, ao dimensionar as canaliza¸c˜oes, necessite de consultar cons- tantemente diferentes tabelas com um elevado volume de informa¸c˜ao, que de- pois de realizar os c´alculos dever˜ao satisfazer um conjunto de condi¸c˜oes. ´E sabido que o dia-a-dia de um projetista de instala¸c˜oes el´etricas para al´em da elabora¸c˜ao do projeto acompanha trabalhos em obra. ´E aqui, em obra, que uma aplica¸c˜ao dispon´ıvel em dispositivos m´oveis, que realize estes c´alculos autom´aticos, sem o uso de papel, se torna ´util.

Atrav´es da an´alise dos conceitos te´oricos subjacentes ´a mat´eria em que este trabalho se incide, conseguiu-se de uma forma capaz, construir a aplica¸c˜ao pretendida, correspondendo as exigˆencias propostas inicialmente.

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