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Administrando a diversidade e as diferenças individuais

O termo diversidade tem sido muito discutido atualmente, mas o que ele significa no ambiente organizacional? Na realidade, quando se fala neste conceito, pensa-se somente em diferenças sexuais e étnicas e o termo em si é bem mais amplo, pois se refere à variedade de itens, objetos ou pessoas caracterizados por diferenças e semelhanças.

As semelhanças são tão importantes quanto as diferenças, afinal cada pessoa é única, podemos ser semelhantes, mas nunca iguais. Numa empresa, apesar de dois ou mais funcionários serem do mesmo sexo, mesma etnia e mesmo curso superior, eles são indivíduos diferentes que podem agir e reagir de diversas maneiras a vários estilos de gestão.

Os gerentes têm de lidar diariamente com estas semelhanças e diferenças entre as pessoas. Entender a diversidade dentro e fora das organizações é fundamental para a sobrevivência no mercado empresarial e constitui um dos maiores desafios inerentes à gestão na atualidade.

Segundo Griffin e Moorhead (2006, p.36), a crescente diversidade da força de trabalho se deve a quatro tendências:

1. O mercado de trabalho muda em razão das

condições econômicas, tornando-se cada vez mais importante encontrar os melhores funcionários e distribuí-los para atender melhor a organização;

2. Mais empresas vem concentrando iniciativas

de marketing no crescente poder aquisitivo. Um trabalho de marketing no segmentado re-

Quer saber mais? Diversidade: Caracteriza-se por semelhanças e diferenças em fatores como idade, sexo, herança étnica, habilidades físicas e deficiências, raça e orientação sexual entre os funcionários. (GRIFFIN E MOORHEAD, 2006, p.36) Administrando a diversidade e as diferenças individuais 36 Atitudes e comportamento individual 39

Satisfação e stress no local de

trabalho 43 Percepção, decisão e criatividade 48 Motivação no trabalho 53 Ética e cidadania organizacional 56

quer uma equipe de trabalho que represente os mercados-alvo;

3. Cada vez mais, as empresas procuram

expandir seus mercados ao redor do mundo, o que requer maior diversidade de pensamento para alcançar efetivamente mercados internacionais;

4. As empresas que buscam ter presença

mundial, por meio de expansões, aquisições e fusões, passam inevitavelmente por um período de consolidação a fim de reduzir a duplicação de esforços ao redor do mundo e aproveitar sinergias em operações que cruzam fronteiras. Em geral, consolidação significa agrupar funcionários do mundo todo em novas unidades, mais eficientes, resultando em grupos bastante diversificados. As concepções de trabalho dos funcionários, a expectativa de gratificação e as práticas de convivência com os outros são todas influenciadas pela diversidade. Os gestores de grupos de trabalhos diversificados precisam entender como o ambiente social influi nas convicções dos funcionários a respeito do trabalho e ter capacidade de se comunicar para desenvolver confiança e auto-estima nos integrantes desses grupos. Muitos tendem a atribuir estereótipos e estes podem levar a algo mais perigoso nesses relacionamentos interpessoais: o preconceito.

Os gestores que estereotipam as pessoas dentro das organizações, baseados em pressuposições sobre características do grupo de trabalho, tendem a ignorar diferenças individuais, o que ocasiona julgamentos errôneos sobre os outros, deixando de avaliar a pessoa propriamente dita e a situação real que se apresenta.

Quer saber mais? Estereótipos: São julgamentos rígidos sobre os outros, ignorando-se as características individuais e a situação real. A incorporação de estereótipos pode levar ao preconceito. (GRIFFIN E MOORHEAD, 2006, p.37) Quer saber mais? Preconceitos: São julgamentos que reforçam crenças de superioridade e de inferioridade e podem implicar uma avaliação supervalorizada de um grupo em detrimento de outro. (GRIFFIN E MOORHEAD, 2006, p.37).

Quando o gerente tem preconceitos em relação aos seus funcionários, ele faz pressuposições sobre esses indivíduos que podem ser verdadeiras ou não, e os vê de acordo com tais pressuposições. Em muitos casos, a gerência constrói descrições de cargos, sistemas de gratificação, sistemas de avaliação de desempenho e sistemas e políticas de direção que se encaixam em seus estereótipos de funcionários.

De acordo ainda com Griffin e Moorhead (2006, p.36), os sistemas de gestão desenvolvidos com base em estereótipos e preconceitos não satisfazem as necessidades de uma força de trabalho diversificada. Nesse caso, o sistema de incentivos pode oferecer gratificações que não são do interesse de alguns funcionários, descrição de cargos que não se encaixam nem nas funções nem no perfil dos profissionais que as executam, bem como sistemas de avaliação de desempenho que medem apenas equívocos.

Além disso, esses gestores que se baseiam em estereótipos e preconceitos não conseguem reconhecer talentos individuais específicos, o que costuma provocar nesses funcionários baixa auto-estima e talvez um desempenho e uma satisfação profissional menores. Lembrando ainda que os estereótipos podem se tornar profecias auto-realizáveis, se presumimos que alguém é incompetente e o tratamos como tal, com o tempo essa pessoa pode passar a ter a mesma opinião sobre si mesma. Isso pode ocasionar uma produtividade menor, pouca criatividade e moral baixo (GRIFFIN E MOORHEAD, 2006, p. 37).

É importante que os gestores reconheçam a diversidade existente nas organizações para que possam trabalhar essas diferenças e construir uma força de trabalho harmônica e feliz no ambiente organizacional. Quer saber mais? Diversidade: Valorizar a diversidade significa RENUNCIAR a idéia de que todos os que não fazem parte do grupo dominante devem se adaptar. (GRIFFIN E MOORHEAD, 2006, p.41)

É essencial que admitam que cada pessoa seja um ser único e diferente, capaz de exercer habilidades inerentes as suas competências individuais, que são formadas a partir do conjunto integrado de conhecimentos, adquiridos através dos estudos e experiências de cada um, e de atitudes desenvolvidas através de uma educação que são envolvidas em culturas diferenciadas.