Edital EDITAL DE CITAÇÃO
ADVOGADO(S) DA PARTE REQUERIDA: IZONILDES PIO DA SILVA
Vistos em correição.
Processo pendente de decisão saneadora.
Tendo em vista que se encontram 276 processos para despacho saneador e a impossibilidade de analisar todos os processos durante o período correcional, a competente decisão será proferida após o término da correição, conforme planejamento a ser encaminhado para a corregedoria.
Permaneça concluso.
Intimação das Partes
JUIZ(A): Helena Maria Bezerra Ramos
Cod. Proc.: 860507 Nr: 2131-51.2014.811.0041
A Ç Ã O : P r o c e d i m e n t o S u m á r i o - > P r o c e d i m e n t o d e Conhecimento->Processo de Conhecimento->PROCESSO CÍVEL E DO TRABALHO
PARTE AUTORA: JOSE COSME ALVES DE SOUZA
PARTE(S) REQUERIDA(S): PORTO SEGURO CIA DE SEGUROS GERAIS
ADVOGADO(S) DA PARTE AUTORA: WILSON MOLINA PORTO
ADVOGADO(S) DA PARTE REQUERIDA: LUCIMAR CRISTINA GIMENEZ CANO
Vistos em correição.
A ré requer a alteração do polo passivo, ou seja, excluindo ela e incluindo a Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT, ao argumento de que é ilegítima para figurar no polo passivo da demanda.
As alegações da ré não prosperam, uma vez que todas as seguradoras conveniadas ao consórcio das sociedades seguradoras são corresponsáveis pelo pagamento da indenização do seguro obrigatório à vítima de acidente de trânsito. Não havendo que falar em responsabilidade exclusiva da Seguradora Líder.
Nessa linha de raciocínio o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso decidiu:
“52180483 - RECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO SUMARÍSSIMA DE COBRANÇA. SEGURO OBRIGATÓRIO (DPVAT). INDENIZAÇÃO POR MORTE. PROCEDÊNCIA. RECURSO DA SEGURADORA REQUERIDA. PRELIMINARES. EXCLUSÃO DA RÉ E INCLUSÃO DA SEGURADORA LIDER DOS CONSÓRCIOS DO SEGURO DPVAT S/A. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. CARÊNCIA DA AÇÃO POR AUSÊNCIA DE REGISTRO DA OCORRÊNCIA NO ÓRGÃO POLICIAL COMPETENTE. REJEIÇÃO. MÉRITO. ALEGAÇÃO DE NÃO COMPROVAÇÃO DO NEXO CAUSAL ENTRE O ÓBITO E O ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO. DESCABIMENTO. NEXO CAUSAL COMPROVADO. QUANTUM INDENIZATÓRIO A SER FIXADO EM MÚLTIPLOS DE SALÁRIOS MÍNIMOS VIGENTES À ÉPOCA DO EVENTO DANOSO. CORREÇÃO MONETÁRIA DESDE A DATA DA SENTENÇA. PRINCÍPIO DA NON REFORMATIO IN PEJUS. JUROS DE MORA LEGAIS A PARTIR DA CITAÇÃO. RECURSO DESPROVIDO. Não há que se falar em ilegitimidade passiva da seguradora, haja vista a previsão da Lei nº 6.194/74, ao dispor que, nos casos de seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, a indenização devida será paga por um consórcio constituído por todas as seguradoras que trabalhem com o respectivo seguro. Uma vez que os autores/apelados comprovaram a condição de filhos da vítima, indiscutível a legitimidade ativa para a ação de cobrança que visa o recebimento de verba indenizatória do seguro DPVAT resultante de evento morte. O boletim de ocorrência não é documento imprescindível para comprovar o nexo de causalidade entre o acidente e a morte do segurado. Restando comprovado nos autos as exigências do artigo 5º, da Lei nº 6.197/74, qual seja, a prova do acidente e do dano dele decorrente (morte). Correta a decisão que condenou a ré/apelante ao pagamento do valor do seguro obrigatório. DPVAT aos autores. O salário mínimo usado como parâmetro de fixação da verba deverá ser o vigente à época do sinistro, a qual deverá ser corrigida monetariamente desde a data da sentença. Diante o princípio recursal da non reformatio in pejus que veda na processualística brasileira, o agravamento da situação daquele que recorreu solitariamente. E acrescida de juros moratórios legais a partir da citação daseguradora. (TJMT; APL 93075/2013; Capital; Segunda Câmara Cível; Relª Desª Marilsen Andrade Addário; Julg. 19/02/2014; DJMT 27/02/2014; Pág. 36)”. Com estas considerações, rejeito a preliminar de ilegitimidade passiva.
A preliminar de ausência do interesse de agir, sob a alegação de que a parte autora não realizou o requerimento da indenização do seguro obrigatório via administrativa, não merece acolhimento. Referido pedido não constitui pré-requisito para o ajuizamento de ação com a finalidade de recebimento do seguro DPVAT. Nesse sentido a nossa Corte já decidiu:
“52178864 - APELAÇÃO CÍVEL E RECURSO ADESIVO. AÇÃO DE COBRANÇA DPVAT. EVENTO MORTE. AUSÊNCIA DE PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. DESNECESSIDADE. INTERESSE DE AGIR CONFIGURADO. LEGITIMIDADE ATIVA COMPROVADA. DECLARAÇÃO DO INSS. COMPANHEIRA DO FALECIDO. CARÊNCIA DA AÇÃO NÃO CONFIGURADA. DOCUMENTOS IMPRESCINDÍVEIS AO EXAME DA QUESTÃO JUNTADOS AOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE QUITAÇÃO PAGAMENTO DEVE SER EFETUADO AO LEGÍTIMO CREDOR. ORDEM DE VOCAÇÃO HEREDITÁRIA DESRESPEITADA. RECIBO. REQUISITOS NÃO
PREENCHIDOS. INVIABILIDADE DE SE PROCEDER AO DESCONTO PLEITEADO. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CONSTATADO. SINISTRO OCORRIDO NA VIGÊNCIA DALEI N. 11.482/2007. LIMITE LEGAL DE R$13.500,00. VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO. IMPOSSIBILIDADE EXISTÊNCIA DE OUTROS HERDEIROS. FIXAÇÃO EM METADE DO MÁXIMO INDENIZÁVEL. CORREÇÃO MONETÁRIA. TERMO INICIAL. EVENTO DANOSO. JUROS DE MORA A PARTIR DA CITAÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS RAZOÁVEIS. MANUTENÇÃO. APELO DA SEGURADORA PARCIALMENTE PROVIDO E RECURSO ADESIVO DA AUTORA DESPROVIDO. O interesse processual está presente, pois a Lei não exige prévio requerimento administrativo para o ingresso de demanda judicial visando à cobrança de seguro DPVAT. A declaração do INSS atesta a legitimidade ativa da parte autora, visto que era companheira do de cujus. A alegação de carência da ação por falta de documento imprescindível à comprovação da causa mortis da vítima é infundada quando há nos autos o boletim de ocorrência e a certidão de óbito com essa informação. A indenização deve ser paga a quem de direito, obedecendo-se à ordem de vocação hereditária. E a prova do pagamento se faz mediante recibo contendo a especificação da dívida, seu respectivo valor, tempo e local de quitação e assinatura do credor, não sendo constatado o cerceamento de defesa. A cobertura do seguro DPVAT é de até R$ 13.500,00 para a hipótese de acidente ocorrido após a Lei n. 11.482/2007, não podendo ser fixado em salários mínimos, e deve corresponder à metade dessa quantia se houver outros herdeiros. A correção monetária, neste tipo de ação de cobrança, incide a contar do evento danoso. Os juros de mora na indenização do seguro DPVAT fluem a partir da citação (súmula n. 426 do STJ). Mantêm-se os honorários arbitrados quando não destoam do que orienta o art. 20, § 3º, do CPC, mostrando-se razoáveis. (TJMT; APL 113580/2012; Rondonópolis; Sexta Câmara Cível; Rel. Des. Rubens de Oliveira Santos Filho; Julg. 05/02/2014; DJMT 12/02/2014; Pág. 50).”
Sendo assim, rejeito a preliminar de inépcia da inicial por falta de interesse de agir.
Rejeito a preliminar de ausência de pressuposto de constituição e de desenvolvimento válido do processo, ante a falta do comprovante de residência, porque, de fato, não se trata de relação de consumo, entretanto, a eleição de foro é critério de competência relativa, portanto, somente poderia ser arguída apartado, em procedimento de exceção de incompetência, que deveria ser apensado aos autos, pois, somente a competência absoluta se discute no corpo da contestação. Portanto, rejeito esta preliminar.
As partes são maiores e estão bem representadas. Inexistindo outras preliminares, declaro o feito saneado.
Nomeio como perito do Juízo o Dr. Marcos Benedito Correa Gabriel, médico, com endereço profissional na Av. Dom Aquino, n° 355, Centro em Cuiabá-MT (Hospital SOTRAUMA), telefone: 65-3624-9211/Ramal 205, 65-9637-8478, o qual deverá esclarecer se a parte autora está inválida permanentemente, de forma total ou parcial, devendo responder, ainda, aos quesitos formulados pelas partes.
Intime-se o perito para cumprir ao encargo que lhe é acometido, independentemente de termo de compromisso, nos termos do artigo 422 do Código de Processo Civil.
Arbitro os honorários periciais em R$ 1.000,00 (mil reais), que deverão ser pagos pela parte ré, eis que requerido por esta, nos termos do artigo 33 do CPC.
Intime-se a ré para depositar os honorários periciais, no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de preclusão da prova.
Intimem-se as partes para indicarem assistentes técnicos e quesitos suplementares, caso queiram, conforme estabelece o artigo 421, parágrafo 1º, inciso I do CPC, no
Intimação das Partes
JUIZ(A): Helena Maria Bezerra Ramos
Cod. Proc.: 883653 Nr: 19020-80.2014.811.0041
A Ç Ã O : P r o c e d i m e n t o S u m á r i o - > P r o c e d i m e n t o d e Conhecimento->Processo de Conhecimento->PROCESSO CÍVEL E DO TRABALHO
PARTE AUTORA: JORGE LUIS NOGUEIRA DE MORAIS PARTE(S) REQUERIDA(S): BRADESCO SEGUROS S/A
ADVOGADO(S) DA PARTE AUTORA: MARIA LUIZA CARDOSO ALAMINO
ADVOGADO(S) DA PARTE REQUERIDA: LUCIMAR CRISTINA GIMENEZ CANO
Vistos em correição.
A ré requer a alteração do polo passivo, ou seja, excluindo ela e incluindo a Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT, ao argumento de que é ilegítima para figurar no polo passivo da demanda.
As alegações da ré não prosperam, uma vez que todas as seguradoras conveniadas ao consórcio das sociedades seguradoras são corresponsáveis pelo pagamento da indenização do seguro obrigatório à vítima de acidente de trânsito. Não havendo que falar em responsabilidade exclusiva da Seguradora Líder.
Nessa linha de raciocínio o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso decidiu:
“52180483 - RECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO SUMARÍSSIMA DE COBRANÇA. SEGURO OBRIGATÓRIO (DPVAT). INDENIZAÇÃO POR MORTE. PROCEDÊNCIA. RECURSO DA SEGURADORA REQUERIDA. PRELIMINARES. EXCLUSÃO DA RÉ E INCLUSÃO DA SEGURADORA LIDER DOS CONSÓRCIOS DO SEGURO DPVAT S/A. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. CARÊNCIA DA AÇÃO POR AUSÊNCIA DE REGISTRO DA OCORRÊNCIA NO ÓRGÃO POLICIAL COMPETENTE. REJEIÇÃO. MÉRITO. ALEGAÇÃO DE NÃO COMPROVAÇÃO DO NEXO CAUSAL ENTRE O ÓBITO E O ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO. DESCABIMENTO. NEXO CAUSAL COMPROVADO. QUANTUM INDENIZATÓRIO A SER FIXADO EM MÚLTIPLOS DE SALÁRIOS MÍNIMOS VIGENTES À ÉPOCA DO EVENTO DANOSO. CORREÇÃO MONETÁRIA DESDE A DATA DA SENTENÇA. PRINCÍPIO DA NON REFORMATIO IN PEJUS. JUROS DE MORA LEGAIS A PARTIR DA CITAÇÃO. RECURSO DESPROVIDO. Não há que se falar em ilegitimidade passiva da seguradora, haja vista a previsão da Lei nº 6.194/74, ao dispor que, nos casos de seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, a indenização devida será paga por um consórcio constituído por todas as seguradoras que trabalhem com o respectivo seguro. Uma vez que os autores/apelados comprovaram a condição de filhos da vítima, indiscutível a legitimidade ativa para a ação de cobrança que visa o recebimento de verba indenizatória do seguro DPVAT resultante de evento morte. O boletim de ocorrência não é documento imprescindível para comprovar o nexo de causalidade entre o acidente e a morte do segurado. Restando comprovado nos autos as exigências do artigo 5º, da Lei nº 6.197/74, qual seja, a prova do acidente e do dano dele decorrente (morte). Correta a decisão que condenou a ré/apelante ao pagamento do valor do seguro obrigatório. DPVAT aos autores. O salário mínimo usado como parâmetro de fixação da verba deverá ser o vigente à época do sinistro, a qual deverá ser corrigida monetariamente desde a data da sentença. Diante o princípio recursal da non reformatio in pejus que veda na processualística brasileira, o agravamento da situação daquele que recorreu solitariamente. E acrescida de juros moratórios legais a partir da citação daseguradora. (TJMT; APL 93075/2013; Capital; Segunda Câmara Cível; Relª Desª Marilsen Andrade Addário; Julg. 19/02/2014; DJMT 27/02/2014; Pág. 36)”. Com estas considerações, rejeito a preliminar de ilegitimidade passiva.
A preliminar de ausência do interesse de agir, sob a alegação de que a parte autora não realizou o requerimento da indenização do seguro obrigatório via administrativa, não merece acolhimento. Referido pedido não constitui pré-requisito para o ajuizamento de ação com a finalidade de recebimento do seguro DPVAT. Nesse sentido a nossa Corte já decidiu:
“52178864 - APELAÇÃO CÍVEL E RECURSO ADESIVO. AÇÃO DE COBRANÇA DPVAT. EVENTO MORTE. AUSÊNCIA DE PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. DESNECESSIDADE. INTERESSE DE AGIR CONFIGURADO. LEGITIMIDADE ATIVA COMPROVADA. DECLARAÇÃO DO INSS. COMPANHEIRA DO FALECIDO. CARÊNCIA DA AÇÃO NÃO CONFIGURADA. DOCUMENTOS IMPRESCINDÍVEIS AO EXAME DA QUESTÃO JUNTADOS AOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE QUITAÇÃO PAGAMENTO DEVE SER EFETUADO AO LEGÍTIMO CREDOR. ORDEM DE VOCAÇÃO HEREDITÁRIA DESRESPEITADA. RECIBO. REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS. INVIABILIDADE DE SE PROCEDER AO DESCONTO PLEITEADO. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CONSTATADO. SINISTRO OCORRIDO NA VIGÊNCIA DALEI N. 11.482/2007. LIMITE LEGAL DE R$13.500,00. VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO. IMPOSSIBILIDADE EXISTÊNCIA DE OUTROS HERDEIROS. FIXAÇÃO EM METADE DO MÁXIMO INDENIZÁVEL. CORREÇÃO MONETÁRIA. TERMO INICIAL. EVENTO DANOSO. JUROS DE MORA A PARTIR DA CITAÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS RAZOÁVEIS. MANUTENÇÃO. APELO DA SEGURADORA PARCIALMENTE PROVIDO E RECURSO ADESIVO DA AUTORA DESPROVIDO. O interesse processual está presente, pois a Lei não exige prévio requerimento administrativo para o ingresso de demanda judicial visando à cobrança de seguro DPVAT. A declaração do INSS atesta a
legitimidade ativa da parte autora, visto que era companheira do de cujus. A alegação de carência da ação por falta de documento imprescindível à comprovação da causa mortis da vítima é infundada quando há nos autos o boletim de ocorrência e a certidão de óbito com essa informação. A indenização deve ser paga a quem de direito, obedecendo-se à ordem de vocação hereditária. E a prova do pagamento se faz mediante recibo contendo a especificação da dívida, seu respectivo valor, tempo e local de quitação e assinatura do credor, não sendo constatado o cerceamento de defesa. A cobertura do seguro DPVAT é de até R$ 13.500,00 para a hipótese de acidente ocorrido após a Lei n. 11.482/2007, não podendo ser fixado em salários mínimos, e deve corresponder à metade dessa quantia se houver outros herdeiros. A correção monetária, neste tipo de ação de cobrança, incide a contar do evento danoso. Os juros de mora na indenização do seguro DPVAT fluem a partir da citação (súmula n. 426 do STJ). Mantêm-se os honorários arbitrados quando não destoam do que orienta o art. 20, § 3º, do CPC, mostrando-se razoáveis. (TJMT; APL 113580/2012; Rondonópolis; Sexta Câmara Cível; Rel. Des. Rubens de Oliveira Santos Filho; Julg. 05/02/2014; DJMT 12/02/2014; Pág. 50).”
Sendo assim, rejeito a preliminar de inépcia da inicial por falta de interesse de agir.
Rejeito a preliminar de ausência de pressuposto de constituição e de desenvolvimento válido do processo, ante a falta do comprovante de residência, porque, de fato, não se trata de relação de consumo, entretanto, a eleição de foro é critério de competência relativa, portanto, somente poderia ser arguída apartado, em procedimento de exceção de incompetência, que deveria ser apensado aos autos, pois, somente a competência absoluta se discute no corpo da contestação. Portanto, rejeito esta preliminar.
As partes são maiores e estão bem representadas. Inexistindo outras preliminares, declaro o feito saneado.
Nomeio como perito do Juízo o Dr. Marcos Benedito Correa Gabriel, médico, com endereço profissional na Av. Dom Aquino, n° 355, Centro em Cuiabá-MT (Hospital SOTRAUMA), telefone: 65-3624-9211/Ramal 205, 65-9637-8478, o qual deverá esclarecer se a parte autora está inválida permanentemente, de forma total ou parcial, devendo responder, ainda, aos quesitos formulados pelas partes.
Intime-se o perito para cumprir ao encargo que lhe é acometido, independentemente de termo de compromisso, nos termos do artigo 422 do Código de Processo Civil.
Arbitro os honorários periciais em R$ 1.000,00 (mil reais), que deverão ser pagos pela parte ré, eis que requerido por esta, nos termos do artigo 33 do CPC.
Intime-se a ré para depositar os honorários periciais, no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de preclusão da prova.
Intimem-se as partes para indicarem assistentes técnicos e quesitos suplementares, caso queiram, conforme estabelece o artigo 421, parágrafo 1º, inciso I do CPC, no p
Intimação das Partes
JUIZ(A): Helena Maria Bezerra Ramos
Cod. Proc.: 929219 Nr: 48835-25.2014.811.0041
A Ç Ã O : P r o c e d i m e n t o O r d i n á r i o - > P r o c e d i m e n t o d e Conhecimento->Processo de Conhecimento->PROCESSO CÍVEL E DO TRABALHO
PARTE AUTORA: EMERSON FRANCISCO DA SILVA BICALHO
PARTE(S) REQUERIDA(S): PORTO SEGURO CIA DE SEGUROS GERAIS
ADVOGADO(S) DA PARTE AUTORA: RODRIGO BRANDÃO CORREA
ADVOGADO(S) DA PARTE REQUERIDA: LUCIMAR CRISTINA GIMENEZ CANO
Vistos em correição.
A ré requer a alteração do polo passivo, ou seja, excluindo ela e incluindo a Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT, ao argumento de que é ilegítima para figurar no polo passivo da demanda.
As alegações da ré não prosperam, uma vez que todas as seguradoras conveniadas ao consórcio das sociedades seguradoras são corresponsáveis pelo pagamento da indenização do seguro obrigatório à vítima de acidente de trânsito. Não havendo que falar em responsabilidade exclusiva da Seguradora Líder.
Nessa linha de raciocínio o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso decidiu:
“52180483 - RECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO SUMARÍSSIMA DE COBRANÇA. SEGURO OBRIGATÓRIO (DPVAT). INDENIZAÇÃO POR MORTE. PROCEDÊNCIA. RECURSO DA SEGURADORA REQUERIDA.
PRELIMINARES. EXCLUSÃO DA RÉ E INCLUSÃO DA SEGURADORA LIDER DOS CONSÓRCIOS DO SEGURO DPVAT S/A. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. CARÊNCIA DA AÇÃO POR AUSÊNCIA DE REGISTRO DA OCORRÊNCIA NO ÓRGÃO POLICIAL COMPETENTE. REJEIÇÃO. MÉRITO. ALEGAÇÃO DE NÃO COMPROVAÇÃO DO NEXO CAUSAL ENTRE O ÓBITO E O ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO. DESCABIMENTO. NEXO CAUSAL COMPROVADO. QUANTUM INDENIZATÓRIO A SER FIXADO EM MÚLTIPLOS DE SALÁRIOS MÍNIMOS VIGENTES À ÉPOCA DO EVENTO DANOSO. CORREÇÃO MONETÁRIA DESDE A DATA DA SENTENÇA. PRINCÍPIO DA NON REFORMATIO IN PEJUS. JUROS DE MORA LEGAIS A PARTIR DA CITAÇÃO. RECURSO DESPROVIDO. Não há que se falar em ilegitimidade passiva da seguradora, haja vista a previsão da Lei nº 6.194/74, ao dispor que, nos casos de seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, a indenização devida será paga por um consórcio constituído por todas as seguradoras que trabalhem com o respectivo seguro. Uma vez que os autores/apelados comprovaram a condição de filhos da vítima, indiscutível a legitimidade ativa para a ação de cobrança que visa o recebimento de verba indenizatória do seguro DPVAT resultante de evento morte. O boletim de ocorrência não é documento imprescindível para comprovar o nexo de causalidade entre o acidente e a morte do segurado. Restando comprovado nos autos as exigências do artigo 5º, da Lei nº 6.197/74, qual seja, a prova do acidente e do dano dele decorrente (morte). Correta a decisão que condenou a ré/apelante ao pagamento do valor do seguro obrigatório. DPVAT aos autores. O salário mínimo usado como parâmetro de fixação da verba deverá ser o vigente à época do sinistro, a qual deverá ser corrigida monetariamente desde a data da sentença. Diante o princípio recursal da non reformatio in pejus que veda na processualística brasileira, o agravamento da situação daquele que recorreu solitariamente. E acrescida de juros moratórios legais a partir da citação daseguradora. (TJMT; APL 93075/2013; Capital; Segunda Câmara Cível; Relª Desª Marilsen Andrade Addário; Julg. 19/02/2014; DJMT 27/02/2014; Pág. 36)”. Com estas considerações, rejeito a preliminar de ilegitimidade passiva.
A preliminar de ausência do interesse de agir, sob a alegação de que a parte autora não realizou o requerimento da indenização do seguro obrigatório via administrativa, não merece acolhimento. Referido pedido não constitui pré-requisito para o ajuizamento de ação com a finalidade de recebimento do seguro DPVAT. Nesse sentido a nossa Corte já decidiu:
“52178864 - APELAÇÃO CÍVEL E RECURSO ADESIVO. AÇÃO DE COBRANÇA DPVAT. EVENTO MORTE. AUSÊNCIA DE PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. DESNECESSIDADE. INTERESSE DE AGIR CONFIGURADO. LEGITIMIDADE ATIVA COMPROVADA. DECLARAÇÃO DO INSS. COMPANHEIRA DO FALECIDO. CARÊNCIA DA AÇÃO NÃO CONFIGURADA. DOCUMENTOS IMPRESCINDÍVEIS AO EXAME DA QUESTÃO JUNTADOS AOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE QUITAÇÃO PAGAMENTO DEVE SER EFETUADO AO LEGÍTIMO CREDOR. ORDEM DE VOCAÇÃO HEREDITÁRIA DESRESPEITADA. RECIBO. REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS. INVIABILIDADE DE SE PROCEDER AO DESCONTO PLEITEADO. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CONSTATADO. SINISTRO OCORRIDO NA VIGÊNCIA DALEI N. 11.482/2007. LIMITE LEGAL DE R$13.500,00. VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO. IMPOSSIBILIDADE EXISTÊNCIA DE OUTROS HERDEIROS. FIXAÇÃO EM METADE DO MÁXIMO INDENIZÁVEL. CORREÇÃO MONETÁRIA. TERMO INICIAL. EVENTO DANOSO. JUROS DE MORA A PARTIR DA CITAÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS RAZOÁVEIS. MANUTENÇÃO. APELO DA SEGURADORA PARCIALMENTE PROVIDO E RECURSO ADESIVO DA AUTORA DESPROVIDO. O interesse processual está presente, pois a Lei não exige prévio requerimento administrativo para o ingresso de demanda judicial visando à cobrança de seguro DPVAT. A declaração do INSS atesta a legitimidade ativa da parte autora, visto que era companheira do de cujus. A alegação de carência da ação por falta de documento imprescindível à comprovação da causa mortis da vítima é infundada quando há nos autos o boletim de ocorrência e a certidão de óbito com essa informação. A indenização deve ser paga a quem de direito, obedecendo-se à ordem de vocação hereditária. E a prova do pagamento se faz mediante recibo contendo a especificação da dívida, seu respectivo valor, tempo e local de quitação e assinatura do credor, não sendo constatado o cerceamento de defesa. A cobertura do seguro DPVAT é de até R$ 13.500,00 para a hipótese de acidente ocorrido após a Lei n. 11.482/2007, não podendo ser fixado em salários mínimos, e deve corresponder à metade dessa quantia se houver outros herdeiros. A correção monetária, neste tipo de ação de cobrança, incide a contar do evento danoso. Os juros de mora na
indenização do seguro DPVAT fluem a partir da citação (súmula n. 426 do STJ). Mantêm-se os honorários arbitrados quando não destoam do que