Eu tento pegar de todas as instituições financeiras e tal, mercado financeiro para a gente entender
um pouco melhor. Olha essa brincadeira aqui que eu coloquei para você. Eu coloquei aqui uma
si-mulação, simulação de um financiamento habitacional. No habitacional é onde é mais utilizado. No
financiamento habitacional, onde são mais utilizadas essas taxas nominais e efetivas. Vamos
ima-ginar que eu estou pegando um imóvel de R$ 400.00, e isso eu estou financiando 50% – R$ 200.000
em 240 meses. Ele está falando: taxa de juros efetiva, 12,68. É ao ano e ao mês: 1%. Que é isso aqui,
se eu pegar 1%? Se eu fizer aqui, pronto. Vamos aqui: 1,01 – que é o mês, elevar na 12. Adivinha
quanto vai dar? 1,01, enter, 12, eleva na X, vai dar o 12,68, que é o efetivo ao ano. Tudo bem, esse
aqui é um financiamento habitacional que a gente tem aqui, do Santander. Agora, como isso é
in-formado para o investidor? Isso aqui é um exemplo aqui: valor da parcela está aqui, depois, a gente
pode brincar com isso aqui, nós vamos brincar quando a gente falar de Sistema de Amortização – a
gente volta nesses caras aqui, como calcula essa parcela. Nossa, esse curso tá demais!
Agora, olha isso aqui na Caixa, que aqui é aonde a gente quer chegar. A Caixa diz que cobra juros
no-minais de 7,72. Olha o que é isso, como é que esse nominal vira 8% ao ano efetivo? E essa é a
mági-ca que eu vou te ensinar. Presta atenção nisso: então, isso aqui é um financiamento habitacional da
Caixa. Quando você faz um empréstimo habitacional, esse empréstimo habitacional – os juros são
informados ao ano sempre. Se você ir a todos os bancos, eles cobram… Quanto é que é o
emprésti-mo habitacional? É 8%, 7%, 6%, 10%, 12 %, sempre ao ano. Mas, os caras não vão pagar parcelas ao
ano e o saldo devedor não aumenta por ano.
Então, essa capitalização é mensal, ou seja, os juros você vai pagando por mês. Todo mês a gente
acerta a conta, todo mês a gente acerta a conta. Então, é ao ano com capitalização/mês. Isso é
uma taxa nominal.Como transformo essa taxa nominal em efetiva? Então, presta atenção: você
não vai mudar a capitalização porque, senão, chega a Caixa e fala: “Caixa, agora eu quero pagar
prestações por ano”. Não, a catalização é quem manda na operação. Então, você vai manter a
capitalização no mês/mês. Como vira efetiva? É eu transformar esse prazo que tá em ano, em mês
– porque aí eu passo a ter mês/mês e eu passo a ter uma taxa efetiva. Só que essa transformação,
aqui, ela é juro simples proporcional. Por isso que a gente aprendeu a juro simples – aqui ela é
im-portante, ou seja, se dá 7,72 no ano, quanto é que dá no mês? É bem: 7,72, enter, 12, divide, 0,64
– vai dar 0,643. Vou deixar na HP para não perder. Isso é ao mês.
Então, quando eu tenho uma taxa – se eu fizer um financiamento na Caixa e a Caixa falar que me
co-bra 12% ao ano e a capitalização é ao mês, ela está me dizendo que ela coco-bra 1% ao mês, é isso que
ela tá falando, é sempre juro simples, é dividir. No momento em que você dividiu, você achou a taxa
de juros efetiva, porque é mês/mês, é uma 0,643 ao mês. Mesmo mês, seja, efetivamente, eu cobro
0,64 ao mês. Agora, efetivamente, ao ano – porque é isso aqui que está aqui – quanto que eu cobro
efetivo ao ano? Eu vou pegar essa taxa e vou elevar ela no ano. Agora sim, em juros compostos.
Efetivo eventual, eu venho nos juros simples e vou nos juros compostos desse exemplo, ok? Então,
como é que vai ser isso? Eu vou pegar esse cara aqui, vou somar 1, vai ficar 1,064. E assim vai: prazo
que eu quero 12, prazo que eu tenho 1. Então, eu vou pegar esse cara aqui que tá na tela – deixei na
HP para não perder – dividir por 100, somei 1. Pronto! Eu tenho a taxa, a base. Agora vamos colocar
a potência: mês eu quero ir no ano, vou elevar na 12, 12 eleva na X. Já viu? 1 menos 100 vezes: “Ai,
professor, você errou, tá escrito 8, a tua deu 7,9999”. Não vamos brigar! Não, a gente está se
conhe-cendo aí, você estava feliz com as aulas! Até fez um stories, me marcou! Não, a gente não vai brigar
por esse 0,0001. A gente entende que isso aqui é 8%. Você entendeu? Então, quando se informa
uma taxa de um financiamento habitacional, essa taxa ao ano com capitalização mensal, ela não
é efetivamente cobrada. Olha só que bacana! A gente tem uma misturinha aqui.
Vamos fazer mais uma? Está aqui, já fiz a troca aqui. Eu ia fazer aqui, vamos mudar. Vamos imaginar
o seguinte: vamos imaginar fazer outro exemplo, já que eu já fiz esse aqui. Vamos pensar que eu
É bem simples, eu vou fazer 9, enter, 12 divide, vou encontrar o 0,75. Então, a taxa é 0,75 ao mês.
Efetiva, ao ano, vai ser 1,075, então, tem mais um zero aqui, deixa apagar! 1,0075 elevado na 12.
Então, vou fazer aqui: 100, divide, 1+12 eleva, vai dar 9,38 – 9,38% que é um pouco mais do que os
9%. “Professor, por que é que o banco informa a taxa nominal”? Porque ele gosta de mentir e ele
sempre mentia e informava a taxa errada. Na verdade, a taxa estava certa, mas ele falava assim:
“olha, seu empréstimo é de 9% ao ano com capitalização mensal”. Quero lá saber o que é isso? Na
verdade, ele tá falando que você tá pagando 9,38, trouxa! E o cara não sabia o que é isso! Por isso
que o Banco Central obrigou os bancos a colocarem nos seus contratos de crédito o CET. Sabe o que
é o CET? É Custo Efetivo Total, que é o custo que eu tenho e, além de ter a taxa efetiva, tem
tam-bém custo de seguro. Às vezes, TAC, Taxa de Abertura de Crédito, enfim é o Custo Efetivo Total,
que é o custo dessa brincadeira. Ok? A Taxa Efetiva é isso, a gente transforma. Por último, vamos
fazer mais uma aqui, um pouco diferente para você entender.
Vamos fazer, por exemplo; imagina que eu tenho um empréstimo. Eu tenho um financiamento
que cobra 6% ao semestre, mas, a capitalização é ao ano. Vamos pensar isso. A pergunta é: qual
é a taxa efetiva ao mês, por exemplo? Como faço isso? Então, se essa taxa está ao ano, primeira
coisa: eu vou ter que manter, como eu disse para você, para capitalização no ano, o que eu mudo é
só esse cara. Essa mudança é simples, de semestre para ano. Se é 6% em 6 meses, quanto é que dá
no ano? O dobro, porque vai ser vezes 2. Então, vai dar 12! Achei a taxa efetiva ao ano, 12% ao ano.
Para transformar aqui, ao mês, agora, sim, é juro simples: vai ficar 1,12 elevado. O que eu quero?
Ao mês. O que eu tenho? Ao ano. Então vai ficar 1,12, enter, 1, enter, 12, divide, eleva na X. 1 -100
vezes: 0,95. Legal! Que demais, essa HP é demais aqui!
Agora, o que eu vou ensinar para você? A programar na HP-12C. Isso mesmo, você que tá
acostu-mado a mexer na calculadora, vou te ensinar a programar. Não importa se já programa – em Java,
JavaScript, e Phyton – mas é HP-12C, a programação do mercado financeiro. Basicamente, o que
é programar na HP-12C? É uma sequência de comandos que a gente vai colocar dentro da HP-12C.
Eu vou ensinar você a fazer a transformação de taxa de juros. Então, sabe aquela coisa, por
exem-plo: eu tenho aqui, vamos pegar 1, vou pegar aqui o clássico 1% ao mês aqui, 1% ao mês. Quanto é
que dá isso ao ano? O que, basicamente, a gente vai ter que fazer? Vai ter que falar aqui para HP:
1,01 elevado na 12. Como é que ela faz essa conta? Ela vai achar 1,68, que é o 68%. Então, o que
a gente vai fazer? Primeira coisa: nós vamos definir onde nós vamos enfiar essas informações. A
gente vai ter esse cara e vai ter que chegar na informação do ano. Nós vamos fazer o seguinte: nós
vamos guardar a taxa no I, nós vamos guardar o prazo que essa taxa corresponde no N, no caso é
mês – eu vou colocar 30 dias. Depois, eu explico para vocês como você usa dias e tal, enfim. E o que
eu quero? Eu quero essa taxa ao ano – eu vou colocar 360, é o que eu quero e a gente vai executar
o programa.
Então, a gente vai aprender como joga um programa lá dentro que transforma a taxa. Acho que,
basicamente, vamos jogar essa informação aqui para dentro da HP-12C! Vai ser uma loucura!
Você vai entender como funciona! Então, primeira coisa: nós vamos aqui, ver passo por passo na
HP-12C, para ativar o modo de programação. Você vai apertar FEPR, porque ele está na cor laranja,
que ele está na tecla RSFPR. Ele entra no modo de programação; vai ter que aparecer zerado, que
quer dizer que a tua HP não tem nenhuma informação, ok? Então, o que vai acontecer? Como vai
transformar isso aqui? Deixa sair desse modo de programação e vou te explicar. O cara vai ditar a
taxa, nesse caso é 1% que ele tem no I; ele vai digitar o prazo que essa taxa tá vinculada, 30, e vai
jogar no N – e ele vai pedir qual o prazo que ele quer essa taxa – vou pedir em 1 ano: 360! E vai
executar o programa e ele vai dar lá, qual é a resposta. Nesse caso, não deu, porque não está
pro-gramada, tem outro programa aqui nessa HP. Esses vão ser os passos que a gente vai fazer.
Então, eu vou entrar no modo de programação. Primeiro, eu vou limpar o programa. Se ela tem
algum programa, você aperta FProgram – ele vai limpar esse registrador, limpa a programação.
Pronto, limpamos. Agora, nós vamos armazenar um programa nela. Primeira coisa que a gente vai
fazer: o último número que o cara vai ditar é esse 360, ele vai editar 1 I, 30 N, 360 e vai deixar na
tela. Então, nós vamos pegar esse cara e vamos guardar; vamos guardar ele numa posição. Vou
co-locar no zero. Então, eu vou fazer assim: STO zero. Pronto, guardei ele. O que que ele está falando?
Que eu vou… Ali, ele põe 0,1 – quer dizer, primeira linha de programação. 4.4 é a matriz, quer dizer
que quarta linha. Quarta coluna é onde está o STO e, ali, o número zero é a memória que eu
guar-dei. Guardei o cara no zero, pronto. Agora, eu estou com a taxa no I, o prazo que eu quero, por que
a gente sabe que isso aqui é o que? É o que eu quero sobre o que eu tenho. O prazo que eu quero
está no N, que é o prazo que eu quero. E o prazo que eu tenho está no zero. É só fazer: busca taxa,
vamos buscar taxa, RCLI, RCL – que é relembrar, RCL, recall, remember. O I: agora eu vou calcular
1% dela; 1% e um mais. O que eu fiz? Eu busquei essa taxa aqui que estava lá, o 1 digitado, eu
calcu-lei 1%, deu 0,1 e eu somei 1, que vai dar 1,01. Pronto, esse cara está aqui.
Agora, vamos buscar a potência, e a outra potência – a potência que eu quero – a potência que eu
tenho e dividir elas. A potência que eu quero, ela está lá onde? Está no N, RCL N. Busquei. Agora,
vou buscar a potência que eu tenho, que eu guardei no zero: RCL zero – tenho as duas potências.
Que eu vou fazer agora com elas? Dividir. Divide. Agora, o que faço? Eu tenho a base e eu tenho a
potência aqui; eu vou mandar elevar Y elevado na X. Pronto, encontrei já a minha resposta, só que
ela deve ser uma vírgula, alguma coisa.
Agora, eu vou tirar esse 1, 1 menos. Beleza! Agora ela está 0 vírgula alguma coisa – eu tenho que
multiplicar por 100 para achar em taxa: 100 vezes, pronto.
Agora, quando acaba esse único passinho da programação do HP-12C, você tem que falar o
seguin-te: “beleza, quando fizer isso, você tem que voltar para o passo zero para começar de novo para
sempre estar pronta para rodar de novo”. E aí, é um comando que é GTO-00, ou seja, G para ativar a
função do GTO, que deve ser go to 00, ou seja, agora vai para função 00; G ativou o Gzinho, o go to
está em cima do G; GTO. GTO não é GTA, não vai sair atropelando as pessoas, devagar! 00. Fechou.
Fecha o modo de programação FPR e reza. Que que nós vamos fazer agora? Vamos colocar 1 no I,
que é a minha taxa. O 12 no N, que é o meu prazo, não, 1 no N, porque essa taxa está ao dia –
va-mos colocar 30 dias. Se eu colocar 1, eu vou pedir para 12, quer dizer que eu informei em 1 mês e
eu quero em 12 meses. Se eu colocar 30, eu vou colocar 360, quer dizer que eu informei para 30
dias, eu quero 360. A relação, você que escolhe. Eu vou colocar 1 no N e vou pedir para 12 meses,
12. Essa tecla, RS, aperta ela e reza! Se a gente acertar 1,01 na 12, vai dar 12,68. Se der 12,68 a
gente diz: Não, senão, dá error. Se der 12,68… 12,68… 12,68… 12,68… Faltou alguma coisinha aqui?
Vamos de novo!
Eu não consigo programar explicando. Eu, mas os passos é todos esses. Eu vou de novo: STO0, RCL I,
1%, 1, mais RCL0, RCLN – acho que eu troquei a ordem para dividir – é Y elevado na X, 1 -1,00,
mul-tiplica, G, GTO00. Agora, na minha cabeça funcionou. Eu acho que eu dividi o prazo… eu dividi o que
eu tenho pelo que eu quero, eu troquei a ordem do trator aqui. Vamos ver se está certo?1I, 1N, 12
RS. Ah, 12,68! Agora deu certo! Então, estava trocado. Você tem que dividir o que você quer pelo
que você tem. É ou não é? E é o que eu tenho, não é o que eu quero. Então esse um aqui, esse aqui
é o que eu tenho. Eu escrevi errado, por isso que foi errado. E, aqui, é o que eu quero: eu quero em
360 dias. Então, eu tenho que buscar o zero e depois buscar o N e dividir. Beleza? Só trocou a ordem
Olha só como é que fica isso, então. Presta atenção! Vamos fazer uma transformação. Vamos fazer!
Vamos imaginar aqui, que você tem um investimento que está pagando 6% ao ano e você vai
inves-tir por 240 dias. Quanto é que isso paga? Vou colocar a taxa de juros 6 no I – esse aqui vai para o
I – esse prazo, como eu quero dias, vou informar dias, vai para o N. 360 vai para o N e eu quero para
240: vou apertar 240 e vou mandar rodar o programa. Roda o programa, roda o programa, roda o
programa. Para, com fé: vai dar 3,96 %. Uau, que bacana! Vamos fazer mais uma?
Vamos fazer mais uma. Esse programa, às vezes fica... Se tu não deres para uma criança de 5, 6
anos, eles desprogramam. Porque para desprogramar, você tem que entrar no modo de
programa-ção, entrar no programa e, depois, limpar o programa – não é tão simples assim, mas as crianças
conseguem.
Vamos fazer um! vamos imaginar que tem um investimento que é 12% ao ano e você ficou 840 dias
nele; 12 é o I, se está ao ano, vamos colocar dias úteis; se está em dias úteis, você está em 252, é o
N, ou seja, para 1 ano de dias úteis, 252. Digito quantos dias úteis eu quero, 840, e manda rodar o
programa – RS; a minha vai esses passinhos todos, a tua já vai direto: 45,9%, já acha a taxa. Lindo!
Agora, você é um programador. Pode mandar currículo, estão contratando programador no Brasil,
no mundo inteiro. E você fala: “programa em HP-12C”. Não vai servir para nada, mas espero que
você tenha entendido um pouco de como isso funciona, beleza?
A gente fechou agora, então, com chave de ouro, o projeto de taxa de juros – que é esse tópico
2. A gente tem um próximo tópico que a gente vai falar de juros compostos. A simples não é para
ninguém, não vou falar. E, depois, nós vamos aplicar isso no mercado. E essa é só a Aula 1. Está
demais! Que bom que você está gostando!
No documento
FINANCEIRA APLICADA EDGAR ABREU AULA TRANSCRITA AULA 01
(páginas 52-56)