5. ANÁLISE DOS DADOS E RESULTADOS
6.7 DIMENSÃO AMBIENTAL GRUPOS DE INDICADORES CATEGORIZADOS
6.7.1 AGRUPAMENTO SOLOS USO E CONSERVAÇÃO (g_a1)
Neste agrupamento estão contidos quatro indicadores: (a1) tipo de preparo do solo utilizado para a agricultura, com nota média ponderada igual a (5,5) que, na escala qualitativa construída a partir das informações dos entrevistados, corresponde à classificação regular, conforme os dados e informações da Tabela 6.6 e 6.14; (a2) indicador da qualidade química dos solos (nota 5,7 = regular); (a3) reabilitação das terras marginais e pastagens degradadas (nota 4,9 = regular); e (a4) erosão em estradas e acessos das propriedades (nota 5,1 = regular).
Categorias
Cat_UPR a1 a2 a3 a4 m_g1 Cat_UPR a5 a6 m_g2 Cat_UPR a7 a8 m_g3 Cat_UPR a9 a10 m_g4
Pesq_UPR_5 4,2 Sof 4,8 Reg 3,5 Sof 3,9 Sof 4,1 Pesq_UPR_7 4,6 Sof 4,0 Sof 4,3 Pesq_UPR_5 3,2 Sof 3,4 Sof 3,3 Pesq_UPR_1 3,4 Sof 4,6 Reg 4,0
Pesq_UPR_8 4,8 Reg 4,7 Sof 4,5 Sof 4,9 Reg 4,7 Pesq_UPR_1 4,8 Reg 3,9 Sof 4,3 Pesq_UPR_8 4,3 Sof 3,6 Sof 4,0 Pesq_UPR_5 4,3 Sof 3,7 Sof 4,0
Pesq_UPR_7 4,8 Sof 5,2 Sof 4,0 Sof 5,0 Sof 4,8 Pesq_UPR_5 5,0 Reg 3,8 Sof 4,4 Ext_UPR_6 4,0 Sof 4,1 Sof 4,1 Ext_UPR_1 4,1 Sof 4,6 Sof 4,3
Ext_UPR_8 4,9 Reg 5,5 Reg 4,3 Sof 4,9 Reg 4,9 Mun_UPR_6 5,8 Reg 3,3 Sof 4,5 Pesq_UPR_1 4,8 Reg 3,5 Sof 4,1 Pesq_UPR_7 5,6 Reg 3,2 Cr 4,4
Mun_UPR_5 5,8 Reg 6,6 Bom 3,4 Sof 4,2 Sof 5,0 Ext_UPR_1 5,4 Reg 4,5 Sof 5,0 Ext_UPR_8 4,1 Sof 4,2 Sof 4,1 Mun_UPR_1 4,7 Sof 4,5 Sof 4,6
Ext_UPR_3 4,8 Reg 5,4 Reg 5,1 Reg 4,8 Reg 5,0 Ext_UPR_3 5,8 Reg 4,2 Sof 5,0 Ext_UPR_5 4,3 Reg 4,3 Reg 4,3 Mun_UPR_6 5,8 Reg 3,8 Sof 4,8
Ext_UPR_5 5,0 Reg 5,7 Reg 4,4 Reg 5,1 Reg 5,0 Ext_UPR_5 6,0 Reg 4,0 Sof 5,0 Pesq_UPR_6 4,4 Sof 4,3 Sof 4,4 Ext_UPR_2 4,8 Reg 5,0 Reg 4,9
Pesq_UPR_3 5,3 Reg 5,3 Reg 5,2 Reg 4,5 Sof 5,1 Ext_UPR_6 6,2 Reg 3,9 Sof 5,0 Pesq_UPR_4 5,4 Reg 3,5 Sof 4,4 Ext_UPR_8 5,5 Reg 4,5 Sof 5,0
Ext_UPR_6 4,9 Reg 5,7 Reg 4,5 Sof 5,3 Reg 5,1 Pesq_UPR_6 5,8 Reg 4,3 Sof 5,1 Ext_UPR_4 4,7 Reg 4,2 Sof 4,5 Pesq_UPR_2 4,6 Sof 5,6 Reg 5,1
Ext_UPR_2 6,1 Reg 5,7 Reg 4,1 Sof 4,8 Reg 5,2 Ext_UPR_8 5,9 Reg 4,3 Sof 5,1 Mun_UPR_8 4,0 Sof 5,1 Reg 4,6 Ext_UPR_5 5,4 Reg 5,0 Reg 5,2
Mun_UPR_7 5,2 Reg 6,0 Reg 4,3 Sof 5,3 Reg 5,2 Mun_UPR_1 5,6 Reg 4,6 Sof 5,1 Ext_UPR_3 4,0 Sof 5,2 Reg 4,6 Ext_UPR_7 6,1 Reg 4,8 Reg 5,4
Pesq_UPR_6 5,8 Reg 5,4 Reg 4,7 Reg 5,2 Reg 5,3 Ext_UPR_2 5,8 Reg 4,4 Sof 5,1 Ext_UPR_2 4,6 Sof 4,6 Sof 4,6 Ext_UPR_6 5,8 Reg 5,0 Reg 5,4
Mun_UPR_3 4,9 Sof 5,8 Reg 5,4 Reg 5,1 Reg 5,3 Pesq_UPR_3 6,5 Reg 4,0 Sof 5,3 Ext_UPR_1 4,7 Reg 4,6 Sof 4,6 Pesq_UPR_6 6,0 Reg 5,1 Reg 5,6
Ext_UPR_7 5,3 Reg 5,7 Reg 5,2 Reg 5,2 Reg 5,3 Pesq_UPR_8 5,7 Reg 5,0 Reg 5,3 Mun_UPR_5 4,8 Reg 5,0 Reg 4,9 Ext_UPR_3 6,1 Reg 5,2 Reg 5,6
Pesq_UPR_1 6,0 Reg 5,6 Reg 4,7 Reg 5,3 Reg 5,4 Ext_UPR_7 6,3 Reg 4,5 Reg 5,4 Mun_UPR_1 4,8 Reg 5,2 Reg 5,0 Pesq_UPR_4 5,7 Reg 5,7 Reg 5,7
Ext_UPR_1 6,0 Reg 6,2 Reg 5,4 Reg 4,6 Sof 5,5 Mun_UPR_3 7,0 Bom 3,9 Sof 5,4 Pesq_UPR_7 6,0 Reg 4,2 Sof 5,1 Mun_UPR_2 5,2 Reg 6,1 Reg 5,7
Ext_UPR_4 6,1 Reg 5,9 Reg 5,6 Reg 4,8 Reg 5,6 Pesq_UPR_2 5,7 Reg 5,2 Reg 5,5 Mun_UPR_4 4,7 Reg 5,7 Reg 5,2 Mun_UPR_8 5,8 Reg 5,7 Reg 5,7
Pesq_UPR_2 6,0 Reg 6,5 Reg 4,9 Reg 5,3 Reg 5,7 Mun_UPR_2 6,9 Bom 4,3 Sof 5,6 Pesq_UPR_3 4,9 Reg 5,4 Reg 5,2 Pesq_UPR_3 5,9 Reg 5,7 Reg 5,8
Mun_UPR_1 6,0 Reg 6,2 Reg 5,6 Reg 5,2 Reg 5,8 Ext_UPR_4 6,7 Bom 5,0 Reg 5,8 Ext_UPR_7 5,7 Reg 4,8 Reg 5,3 Mun_UPR_4 6,0 Reg 5,7 Reg 5,8
Pesq_UPR_4 6,9 Reg 5,8 Reg 5,9 Reg 4,6 Sof 5,8 Mun_UPR_4 6,7 Bom 5,0 Reg 5,8 Pesq_UPR_2 5,7 Reg 5,2 Reg 5,4 Ext_UPR_4 6,4 Bom 5,3 Reg 5,9
Mun_UPR_6 5,4 Reg 6,4 Bom 4,7 Reg 7,2 Bom 5,9 Mun_UPR_5 7,0 Bom 4,8 Reg 5,9 Mun_UPR_3 5,3 Reg 5,9 Reg 5,6 Pesq_UPR_8 6,6 Reg 5,2 Reg 5,9
Mun_UPR_8 5,9 Reg 6,7 Bom 5,9 Reg 6,9 Bom 6,3 Pesq_UPR_4 6,5 Reg 5,4 Reg 6,0 Mun_UPR_7 5,5 Reg 5,8 Reg 5,7 Mun_UPR_7 6,3 Reg 5,7 Reg 6,0
Mun_UPR_4 7,0 Bom 5,3 Reg 6,0 Reg 7,3 Bom 6,4 Mun_UPR_7 7,7 Bom 5,0 Reg 6,3 Mun_UPR_6 6,7 Bom 4,9 Reg 5,8 Mun_UPR_5 7,0 Bom 5,4 Reg 6,2
Mun_UPR_2 6,9 Bom 7,1 Bom 6,4 Reg 6,2 Reg 6,7 Mun_UPR_8 7,1 Bom 5,8 Reg 6,4 Mun_UPR_2 6,2 Reg 6,2 Reg 6,2 Mun_UPR_3 6,4 Reg 6,0 Reg 6,2
Med_cat a1 a2 a3 a4 m_g1 Med_cat a5 a6 m_g2 Med_cat a7 a8 m_g3 Med_cat a9 a10 m_g4
Med_Pesq 5,5 Reg 5,4 Reg 4,7 Sof 4,8 Reg 5,1 Med_Pesq 5,6 Reg 4,4 Sof 5,0 Med_Pesq 4,8 Reg 4,1 Sof 4,5 Med_Pesq 5,3 Reg 4,8 Reg 5,0
Med_Ext 5,4 Reg 5,7 Reg 4,8 Reg 4,9 Reg 5,2 Med_Ext 6,0 Reg 4,3 Sof 5,2 Med_Ext 4,5 Sof 4,5 Sof 4,5 Med_Ext 5,5 Reg 4,9 Reg 5,2
Med_Mun 5,9 Reg 6,3 Reg 5,2 Reg 5,9 Reg 5,8 Med_Mun 6,7 Bom 4,6 Reg 5,6 Med_Mun 5,3 Reg 5,5 Reg 5,4 Med_Mun 5,9 Reg 5,3 Reg 5,6
Med_pond_ger5,5 Reg 5,7 Reg 4,9 Reg 5,1 Reg 5,3 Med_pond_ger6,1 Reg 4,4 Sof 5,2 Med_pond_ger4,8 Reg 4,6 Reg 4,7 Med_pond_ger5,5 Reg 5,0 Reg 5,3
Med_UPR a1 a2 a3 a4 m_g1 Med_UPR a5 a6 m_g2 Med_UPR a7 a8 m_g3 Med_UPR a9 a10 m_g4
Med_UPR_5 5,0 Reg 5,7 Reg 3,8 Sof 4,4 Sof 4,7 Med_UPR_1 5,3 Reg 4,3 Sof 4,8 Med_UPR_5 4,1 Sof 4,2 Sof 4,2 Med_UPR_1 4,0 Sof 4,6 Sof 4,3
Med_UPR_7 5,1 Reg 5,6 Reg 4,5 Sof 5,2 Reg 5,1 Med_UPR_6 5,9 Reg 3,8 Sof 4,9 Med_UPR_8 4,1 Sof 4,3 Sof 4,2 Med_UPR_5 5,6 Reg 4,7 Reg 5,1
Med_UPR_3 5,0 Reg 5,5 Reg 5,2 Reg 4,8 Sof 5,1 Med_UPR_5 6,0 Reg 4,2 Sof 5,1 Med_UPR_1 4,8 Reg 4,4 Sof 4,6 Med_UPR_2 4,9 Reg 5,6 Reg 5,2
Med_UPR_8 5,2 Reg 5,6 Reg 4,9 Reg 5,6 Reg 5,3 Med_UPR_3 6,4 Reg 4,0 Sof 5,2 Med_UPR_4 4,9 Reg 4,5 Reg 4,7 Med_UPR_7 6,0 Reg 4,5 Sof 5,3
Med_UPR_6 5,4 Reg 5,8 Reg 4,6 Reg 5,9 Reg 5,4 Med_UPR_7 6,2 Reg 4,5 Sof 5,4 Med_UPR_6 5,1 Reg 4,4 Sof 4,7 Med_UPR_6 5,9 Reg 4,7 Reg 5,3
Med_UPR_1 6,0 Reg 6,0 Reg 5,2 Reg 5,0 Reg 5,6 Med_UPR_2 6,1 Reg 4,7 Sof 5,4 Med_UPR_3 4,8 Sof 5,5 Reg 5,1 Med_UPR_8 6,0 Reg 5,1 Reg 5,5
Med_UPR_2 6,3 Reg 6,4 Reg 5,1 Reg 5,4 Reg 5,8 Med_UPR_8 6,2 Reg 5,0 Reg 5,6 Med_UPR_7 5,7 Reg 4,9 Reg 5,3 Med_UPR_4 6,0 Reg 5,5 Reg 5,8
Med_UPR_4 6,7 Bom 5,6 Reg 5,8 Reg 5,6 Reg 5,9 Med_UPR_4 6,6 Bom 5,1 Reg 5,9 Med_UPR_2 5,5 Reg 5,3 Reg 5,4 Med_UPR_3 6,1 Reg 5,6 Reg 5,9
No âmbito da dimensão ambiental, o agrupamento solos em relação ao uso e
conservação apresentou o melhor desempenho (nota = 5,3), conforme a média ponderada
compilada a partir de todas as categorias de avaliadores consultados nesta pesquisa. Todavia, a situação mais crítica quanto aos indicadores que compõem este agrupamento está caracterizada conforme a Tabela 6.12, na UPR 5 – Alto Vale do Itajaí (nota = 4,7) e na UPR 7 – Região Metropolitana (5,1), ao passo que as melhores notas foram atribuídas pelos avaliadores da UPR 4 – Planalto Norte Catarinense (5,9) e da UPR 2 – Meio Oeste Catarinense (5,8).
6.7.1.1 Indicador (a1) - Tipo de preparo do solo utilizado para “fazer” agricultura
Neste indicador era solicitado dos avaliadores que respondessem sobre o preparo do solo, referente às práticas de conservação, comparando a mecanização convencional frente o preparo mínimo do solo. A situação mais crítica para este indicador foi identificada pelos avaliadores da UPR 5 – Alto Vale do Itajaí (5,0 = regular), em que os cuidados com os solos na região de cultivo da cebola não estão sendo os mais adequados, pois o horizonte superficial já foi perdido devido ao manuseio inadequado dos solos feito pelos agricultores.
Pesquisa realizada nesta unidade espacial, com o objetivo de hierarquizar critérios para adotar práticas conservacionistas do solo, em parte explica as notas atribuídas pelos avaliadores. Na ocasião, KROTH (1997) constatou que o componente econômico foi citado
pelos agricultores como fator decisivo na tomada de decisão, ao passo que o componente ambiental ficou em segundo plano. Na realidade, as práticas conservacionistas proporcionam a redução do número de operações com máquinas agrícolas, por outro lado, a indisponibilidade de recursos financeiros caracteriza um entrave determinante para a adoção das práticas recomendadas para a proteção dos solos.
Na UPR 3 – Planalto Sul Catarinense (5.0 = regular), a nota atribuída pelos avaliadores também foi baixa. O motivo em tese relaciona-se com as queimadas realizadas no princípio da primavera para “renovar” os campos naturais. Esta questão é contraditória e polêmica ao admitir o uso do fogo como um agente de controle de ervas indesejáveis. A queimada não constitui uma prática adequada, mas somente deixará de ser realizada, conforme CORDÓVA (1997), quando os produtores adotarem técnicas de manejo que visem
à introdução de novas espécies, desde que considere: (i) o diferimento25, (ii) o pastoreio rotativo, (iii) a adequação da lotação; e (iv) o controle de plantas indesejáveis. Todavia, o processo deve ser realizado de modo consciente, permanente, gradativo e conforme as condições econômicas dos proprietários de terras.
A melhor adequação para o preparo do solo foi atribuída pelos avaliadores da UPR 4 – Planalto Norte Catarinense (6,7 = bom). Nesta unidade, as práticas conservacionistas caracterizam uma conservação cuidadosa dos solos realizada pelos agricultores, em especial no cultivo de soja e milho, que são implementados na resteva das safras anteriores.
6.7.1.2 Indicador (a2) - Qualidade dos solos - análise química dos solos
Neste item os entrevistados responderam sobre a qualidade dos solos, considerando os aspectos químicos, quanto aos parâmetros: pH; N; P2O5; K20; C orgânico; matéria orgânica; e Na+
trocável. O indicador tal como concebido foi um dos mais criticados pelos avaliadores, pois na concepção do mesmo, o autor da pesquisa, de modo inadvertido não considerou as características físicas e biológicas. Neste sentido, para os avaliadores 78 e o 306 o julgamento deveria se estender além da qualidade química dos solos. Corroborado pelo Avaliador 236 que propõe a qualidade biológica para verificar a saúde do solo.
A situação mais crítica para este indicador foi obtida na UPR 3 – Planalto Sul Catarinense (5,5 = regular). O que reflete a baixa qualidade dos solos desta região, constituída na sua maioria de solos pouco férteis, rasos e com pequeno potencial agrícola. Conforme BENEZ, et al. (2002A; 2002B) ela é composta basicamente de neossolos litólicos
(43,2%) que têm pequena profundidade, baixa fertilidade natural, presença de pedregosidade e limitação de uso por causa do relevo movimentado, indicados para pecuária extensiva e reflorestamento. Em relação aos cambissolos (46,6%), têm origem no basalto e são ácidos, com fertilidade natural baixa e elevado teor de alumínio trocável. Estes solos necessitam de práticas de controle à erosão, grandes quantidades de fertilizantes e doses maciças de corretivos para serem aproveitados para a agricultura.
A melhor situação está caracterizada na UPR 2 – Meio Oeste Catarinense (6,4 = regular) e na UPR 1 – Oeste Catarinense (6,0 = regular). Estas unidades possuem os solos
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com maior fertilidade natural e estão localizadas nas encostas basálticas do rio Uruguai, desde a região de Itapiranga, até as cercanias de Concórdia e Capinzal, sendo que ocorrem em altitudes de até 600m26 e apresentam o maior potencial agronômico do Estado de SC.
Estudo desenvolvido por PANDOLFO et al. (1995) nas 86.081 amostras de solo recebidas no Centro de Pesquisas para Pequenas Propriedades (CPPP/Epagri) identificou evidências que corroboram com a opinião dos avaliadores da pesquisa. Os autores detectaram que os solos da UPR 3 possuem os menores teores de pH em água, ou seja, as exigências em corretivos (calcário) são altas. Em relação à disponibilidade de potássio trocável, constataram que mais de 80% das amostras possuem teores adequados na mesorregião Oeste (UPR 1 e 2), enquanto que, na região da UPR 3, em 40% das amostras, encontraram teores suficientes de potássio. Em relação aos teores de fósforo, menos de 20% das amostras apresentam valores adequados na mesorregião Oeste, enquanto que, na região da UPR 4 em torno de 10% das amostras apresentaram valores suficientes.
6.7.1.3 Indicador (a3) - Reabilitação das terras marginais e pastagens degradadas
Neste indicador, solicitava-se a percepção dos avaliadores quanto às práticas conservacionistas, tais como: cordão vegetal, curva de nível e patamar, plantio de espécies florestais e regeneração natural, com o propósito de reabilitar terras consideradas marginais e pastagens degradadas.
As maiores notas foram identificadas na UPR 4 – Planalto Norte Catarinense (5,8 = regular) e na UPR 1 – Oeste Catarinense (5,2 = regular). A primeira possui a maioria das terras em condições de relevo suave a suave ondulado, sendo que nestas áreas associam-se práticas de conservação dos solos. Na segunda, a reabilitação das terras sob o enfoque produtivista tem origem na escola extensionista, que indicava práticas conservacionistas em razão das condições de relevo adverso para fazer agricultura (forte a acidentado).
Contudo, a situação mais crítica deste indicador está na UPR 5 – Alto Vale do Itajaí (3,8 = sofrível). Em que pese a nota baixa atribuída pelos avaliadores, relata-se aqui a experiência bem sucedida de bases empíricas para recuperação de solos degradados, realizada pelo agricultor Roland Ristow, no município de Ibirama, localizado justamente
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nesta UPR, identificada como a mais problemática para este quesito. Ristow, segundo
PEREIRA (1999A) utiliza um sistema de recuperação do solo, em que adicionou ao longo de
duas décadas matéria orgânica de origem animal e adubação verde. Ao mesmo tempo em que usa técnicas de plantio sem o revolvimento do solo, o que possibilita o controle de ervas daninhas e o controle da erosão com menor penosidade do trabalho, devido ao sistema de camaleões que atuam como uma barreira mecânica, dissipando o escoamento superficial da água proveniente da chuva, este processo estabelece uma nova relação entre o homem e o ambiente, no sentido de melhor compreender a natureza do problema.
Em síntese este indicador pode ser expresso conforme a interpretação do Avaliador 127, que considera que a sustentabilidade passa necessariamente pela utilização do solo conforme a sua capacidade de uso. Situação em que os problemas decorrentes do preparo e do uso inadequado dos solos podem ser potencializados.
6.7.1.4 Indicador (a4) - Erosão em estradas e acessos das propriedades rurais
Neste indicador, avaliou-se a percepção em relação à erosão observada em estradas municipais e nos acessos às propriedades dos agricultores. Neste quesito, a avaliação mais restritiva foi obtida na UPR 5 – Alto Vale do Itajaí (4,4 = sofrível), e a melhor avaliação, na UPR 6 - Litoral Norte Catarinense (5,9 = regular).
O indicador resgata no Projeto Microbacias implementado, em Santa Catarina na década passada e nas obras de revestimento primário, drenagem e melhoria de acessos às propriedades, aspectos que minimizaram o potencial erosivo da água retirada das estradas. Segundo o ICEPA-SC (1999), este impacto poderia ser mais bem equacionado se os agricultores implementassem medidas correspondentes nos acessos às propriedades. Contudo, destaca-se que a importância ambiental apregoada inicialmente pelo Projeto acabou sendo suplantada diante da importância econômica e social atribuída pelos beneficiários para a adequação das estradas, pois facilitou e melhorou os acessos às propriedades rurais, um aspecto tido pelos agricultores como prioritário.
No âmbito deste indicador, quanto aos impactos econômicos, sociais e ambientais de dois grupos de agricultores, os adotantes e os não-adotantes do Programa Microbacias em Santa Catarina, avaliado no interstício de 1984 a 1994, na microbacia de Ribeirão das
Pedras, em Agrolândia –SC, localizada precisamente na UPR 5, aquela considerada a mais crítica, FREITAS (1997) constatou em questionamento junto aos agricultores um novo modo de manejar o solo, em que rios e estradas ficaram menos barrentos, as plantas na época da seca “sofreram” menos e o somatório destes fatores aumentou a produção. Entretanto, todas estas condições favoráveis não impediram o incremento do uso de herbicidas, devido à adoção das práticas de proteção dos solos com “adubos verdes” .