IMPROVING TEACHING AND SMOOTHING TRANSITIONS BETWEEN TEACHING CYCLES
4. ALGUMAS INTERPRETAÇÕES DOS DADOS OBTIDOS
Consideramos que o sucesso da nossa investigação, patente nos resultados obtidos, se sustenta na conjugação harmoniosa dos fatores supramencionados. Beneficiámos de uma postura transformadora das lideranças de topo e intermédias, formámos uma equipa educativa motivada, aberta e comprometida com a iniciativa inovadora, conseguimos motivar alunos e EE para uma participação ativa e implicada no acompanhamento e na tomada de decisões acerca da investigação e assistimos à formação de um grupo alargado de atores educativos unidos e coesos em prol do sucesso escolar dos alunos.
Perante esta conjuntura tão favorável, pudemos comprovar os pressupostos defendidos pelos autores que sobre estas dimensões se focam, no sentido em que estas condições ambientais e contextuais favoreceram a melhoria dos processos de ensino e de aprendizagem. Os alunos participantes envolveram- se ativamente na investigação, fazendo uso pleno da sua voz, e aumentaram o seu interesse, motivação e empenho pela aprendizagem, o que conduziu a uma melhoria no seu sucesso escolar, bem como na qualidade desse sucesso, e ao desenvolvimento das competências transversais (conhecimentos, capacidades e atitudes) de todos os alunos, com enfoque para os alunos com necessidades educacionais.
Estabeleceu-se um ambiente afetivo de proximidade e um relacionamento muito positivo entre os alunos das três turmas envolvidas, as docentes da equipa educativa e os EE, proporcionando uma estabilidade emocional elevada nestas crianças que beneficiou o seu desenvolvimento integral e uma melhor preparação para a transição de ciclo de ensino.
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No que respeita às docentes da equipa educativa, para além dos aspetos evidenciados no ponto anterior, assistimos ao surgimento de uma liderança pedagógica partilhada no seio da equipa, evidente pela construção de uma visão comum acerca do ensino, baseada na colaboração e partilha desenvolvida, com foco na aprendizagem e desenvolvimento integral dos alunos.
Quanto aos EE, constatamos uma atitude bastante positiva perante a mudança na organização do trabalho escolar, refletida numa participação ativa, atenta e comprometida na investigação e num elevado nível de articulação e colaboração estabelecido com a equipa educativa. Registou-se um aumento do envolvimento e participação dos EE participantes na vida escolar dos seus educandos e, perante a experiência vivida ao longo do estudo, estes participantes defendem os elevados benefícios da organização do trabalho escolar em equipa educativa no 1.º CEB para todos os intervenientes, considerando mesmo que deveria constituir uma inovação alargada a todas as realidades escolares.
Não podemos deixar de relevar a importância que a metodologia adotada para o desenvolvimento do estudo, a IA, teve no envolvimento ativo de todos os participantes e na obtenção dos resultados que apresentamos. Tratando-se de uma metodologia cíclica de planificação, observação/monitorização, análise e reflexão constante sobre a ação pedagógica, favorece não só a proximidade e colaboração entre todos os intervenientes como a regulação continuada dos desempenhos e resultados escolares e reformulação das práticas no sentido da sua melhoria, diversificação e diferenciação, em tempo real, permitindo uma evolução contínua e sustentada (Máximo-Esteves, 2008).
5.CONSIDERAÇÕES FINAIS
Na atualidade, quando o paradigma educacional preconiza uma escola Inclusiva, baseada na flexibilidade, autonomia e integração curricular, somos todos convocados a “encontrar formas de organização e de execução do trabalho na escola que quebrem o isolamento das pessoas, dos espaços e das práticas,
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induzam a constituição de equipas, estabeleçam a circulação da informação, democratizem as relações, responsabilizem os actores e permitam elaborar e executar projectos em conjunto” (Barroso, 1995: 34).
Consideramos, assim, que a investigação que desenvolvemos e os resultados que obtivemos comprovam que a constituição de equipas educativas no 1.º CEB, enquanto organização base do trabalho escolar, constitui uma possibilidade emancipatória de promoção do desenvolvimento pessoal e profissional dos docentes, de melhoria da qualidade do ensino e dos resultados escolares dos alunos e de suavização da transição dos alunos para o 2.º CEB.
Para além destes aspetos, a organização do processo de ensino em equipas educativas propicia o desenvolvimento de uma cultura profissional colaborativa e reflexiva, o estabelecimento de um ambiente afetivo emocional muito positivo contribuindo para o bem-estar de todos os intervenientes e o aumento do envolvimento parental na vida escolar.
É nossa convicção que a iniciativa de inovação que apresentamos pode abrir caminho para outras possibilidades e novos caminhos de concretização de uma escola para todos os alunos, que consiga dar resposta e elevar cada um deles ao exponencial máximo das suas capacidades.
Acima de tudo, acreditamos que “uma outra escola é possível e está ao alcance dos educadores e dos professores que estão disponíveis para ler, refletir, interagir, trabalhar de outro modo” (Alves, Formosinho & Verdasca, 2016: 18).
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Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho (Organização e Gestão Curricular do Ensino
Básico e Secundário).
Despacho normativo n.º 7/2013, de 11 de junho (Organização do ano letivo 2013/2014). Despacho normativo n.º 7-A/2013, de 10 de julho (Distribuição do serviço aos docentes do quadro para o ano letivo 2013/2014, para efeitos de completamento da componente letiva).
Resolução do Conselho de Ministros n.º 23/2016, de 11 de abril (Criação do Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar).
Despacho normativo n.º 4-A/2016, de 16 de junho (Organização do ano letivo
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Despacho n.º 6478/2017, de 26 de julho (Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória).
Despacho n.º 6944-A/2018, de 19 de julho (Homologação das Aprendizagens Essenciais do Ensino Básico).
Despacho n.º 8476-A/2018, de 31 de agosto (Homologação das Aprendizagens Essenciais do Ensino Secundário Regular).
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho (Princípios orientadores da Escola Inclusiva).
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho (Organização do Currículo do Ensino Básico e Secundário).
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